sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Seis passos para melhorar o diálogo no relacionamento

Nunca pare no conceito de que “se ela fez isso, eu entendi que…”
A comunicação acontece não somente pela palavra falada ou escrita, mas também por meio de expressões faciais, gestos, significados e emoções. Assim, nem tudo o que uma pessoa diz pode ser “tudo” o que ela quis dizer. Às vezes, o que é óbvio para um pode não ser tão evidente para o outro. Outro exemplo é quando uma pessoa profere uma frase de descontentamento por algo que o namorado acabou de fazer, mas, na verdade, essa decepção é fruto não somente do fato imediato, mas de desapontamentos em momentos passados.
6 dicas para melhorar o relacionameto
Entretanto, mesmo com esses fatores, entre um casal, principalmente no convívio do dia a dia, é imprescindível que a comunicação se faça privilegiadamente pela palavra verbalizada. Todo casal precisa aprender a conversar, pois, na maioria das vezes, o diálogo é o ponto de partida para que a verdade de cada um, os sentimentos, as reações e decisões venham a fluir.
Permita-me, então, apresentar seis passos para melhorar o diálogo no relacionamento de namorados, noivos ou esposos.
1 – Assumir que precisamos melhorar a comunicação
Às vezes, o casal se fala, conversa, troca informações, mas “tanto nas horas de tensões, quanto e em coisas simples” percebem-se quase que completamente estranhos. Um fala; o outro escuta, mas não entende. Ela combina uma coisa com ele, mas depois ele diz que não foi o que entendeu do que combinaram. Em vez de irritar-se com quem você ama (o que nesse hora é o mais fácil de acontecer), assuma que sua pressa, sua ansiedade, sua preocupação com outras coisas, sua experiência em outros relacionamentos e até sua história de vida podem ter influenciado na maneira como você lidou com a informação e o acordo. Corrija a si mesmo primeiramente.
De igual modo, admita que compreendeu algo e pergunte de novo. Não entendeu da segunda vez, pergunte novamente. Repita até ter certeza que captou com clareza a mensagem.
Se o casal detectar essas falhas, o que poderá ajudar muito é o exercício de perguntarem um ao outro três coisas: Você me entendeu? Pode dizer o que compreendeu de tudo o que eu disse? Percebe o que representa para mim? Ao ouvir, jamais menospreze o outro nem lhe diga “isso é bobagem!”.
Nunca pare no conceito de que “se ela fez isso, eu entendi que…”, “se ele disse isso, significa que…” Se você está interpretando uma reação, vá lá e pergunte se é isso mesmo!
Tome cuidado também com recados trocados em mídias sociais, estes podem soar frios demais. Na dúvida, não queira interpretar a emoção da outra pessoa. Ligue ou deixe para esclarecer sua dúvida quando se encontrarem pessoalmente.
2 – Desligue a TV
Na verdade, não é só a TV. Reserve um tempo, todo os dias, para conversarem. Não dá para entrar a fundo no coração do outro se você estiver preocupado com o próximo compromisso. Quando estiverem dialogando, desfaça-se de distrações exteriores. Olhe nos olhos, pare um pouco. O mundo não vai acabar se você se desobrigar por uns minutos. “Cave” tempo, saia dez minutos mais cedo para estar com quem você ama, faça um esforço para separar um momento para vocês.
3 – Desfaça-se de conceitos fechados e de querer ter a razão
Comumente, vemos as pessoas dizerem coisas como: “Isso aqui eu entendo mais que você”, “Disso eu não abro mão”, “Tem que ser assim e pronto. Acabou!”, para assuntos que deveriam ser leves, como uma conversa sobre um time de futebol até as mais polêmicas como opinião sobre um partido político ou que podem ser as mais tensas como discernir quais são as prioridades do casal. Mas você já pensou que, talvez, aquilo que aprendeu e fez a vida inteira não serve para o outro e, quem sabe, realmente, ele tenha uma vivência, uma ideia, um conceito melhor, mais racional e funcional, mais satisfatório para ambos que o seu? Mas isso você só descobrirá se romper com o seu orgulho e não fechar as possibilidades. Mesmo aquilo que vem da “sabedoria milenar” de sua família pode ser aprimorado. O debate, a troca de ideias podem ser muito construtivos; e se seu conceito for melhor, este ganhará força na visão do outro. Mas tudo depende de sua aceitação em conversar.
Cuidado também com seu tom de voz. Nunca queira ganhar no grito.
E claro, se precisar entrar numa discussão, entre para resolver o que é melhor para vocês dois, e não para defender sua tese e querer sair com a razão. Vá sempre com o coração aberto.
4 – Ouça atentamente o outro e não o interrompa até que acabe de falar
Ele mal começou a falar e já queremos intervir, falar o que pensamos. Mas, no fim, vemos que o que ele disse não tinha nada a ver com o que achamos que iria falar. Você já passou por isso? Então, exercite o ato de deixar que o amado fale até o fim para depois dar sua opinião.
5 – Use de sinceridade, mas sempre com caridade
Existe um jeito amável até para se dar as piores notícias. Seja franco sempre! Se necessário, prepare seu discurso num papel. Quando for para corrigi-lo, ressalte também os pontos positivos da pessoa.
6 – Exercite o diálogo em tudo
Não espere ter uma crise ou discussão para terem de conversar. Aprenda a falar do seu dia, de seus sentimentos mais profundos e segredos. Também aprenda qual o melhor momento e o tempo do outro para resolver certas coisas.
Enfim, invista no diálogo, pois ele é o combustível do amor!
Deus abençoe!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Fazer o bem faz bem

O dito “fazer o bem faz o bem”, transformado em programa de vida, ajudará na compreensão de que o diálogo é prioritário.
Frases de efeito são pronunciadas em discursos estéreis e repetitivos, como mero recurso retórico. Muitos repetem ditos conhecidos apenas para sustentar argumentações frágeis. “Fazer o bem faz bem” é uma expressão que pode ser considerada “frase de efeito”, e até servir de enfeite em para-choque de caminhão. Também é possível ser slogan de alguma campanha, embelezando agendas, calendários e outros recursos midiáticos. Mas, a partir da convocação feita pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – a vivência do Ano da Paz –, “Fazer o bem faz bem” deve sintetizar um programa de vida pessoal, com o propósito humanístico e espiritual de contribuir para a conquista da paz.
Fazer o bem faz bem
Há uma preocupação geral em vista da superação das violências, desde aquelas praticadas contra a integridade física das pessoas até as que são classificadas como crimes “do colarinho branco”. “Fazer o bem faz bem” pode ser uma fonte de inspiração para a transformação social. Cultivar essa compreensão certamente ajuda a promover a qualidade de vida, fazendo com que cada indivíduo se torne instrumento, cidadão a serviço da paz. Trata-se de tarefa cristã, um propósito simples com efeito revolucionário. Fazer o bem é oferta que enriquece a pessoa, que contribui para mudar cenários desoladores das muitas violências que comprometem processos, acabam com vidas e promovem o avanço de uma cultura da disputa, da mesquinhez, do individualismo.
Fazer o bem inclui, acima de tudo, no pluralismo da cultura contemporânea, o diálogo na construção de convicções e entendimentos. Do contrário, cresce a ditadura do “achismo” e a rigidez de pensamento que geram juízos inadequados. As consequências são preconceitos e distanciamentos que só favorecem a violência. Fazer o bem que faz bem requer competência humanística e dialogal a ser permanentemente aprendida e, sobretudo, exercitada, para que não se multiplique a cultura beligerante de ataques desnecessários. Em vez de apontar para os outros e indicar o que devem fazer, é necessário que cada indivíduo avalie se está fazendo o bem.
Na contemporaneidade, partilha-se o privilégio singular de poder acompanhar processos, ter acesso a dados, aproximar-se de pessoas, comunidades e ambientes com recursos nunca disponibilizados. Ao mesmo tempo, essa facilidade pode se transformar em uma arma que coloca seres humanos em confronto, com resultados lamentáveis e irreversíveis. Os muitos recursos são apropriados, em diversas ocasiões, para alimentar violências, fundamentalismos, radicalismos e tantas situações de hostilidade entre grupos, povos, nações e indivíduos. Diante de todos está uma realidade complexa que pede atenção e cuidado. É preciso buscar caminhos para superar, por exemplo, a postura de certos indivíduos que, atrás de seus computadores, maquinam coisas, copiam e compartilham outras, submetem o mundo aos seus próprios critérios e, assim, ajudam a consolidar autoritarismos.
“Fazer o bem faz bem”, para ser além de uma simples frase de efeito, deve remeter a um propósito e se efetivar como compromisso. Uma oferta ao outro que se transforma em ganho. Lógica de se ganhar pelo simples fato de se ofertar. Um caminho que se opõe à ilusão de que só ganha quando se retém, que atacar é a melhor defesa e que a indiferença é remédio para não se deixar afetar pelo sofrimento alheio. Também é contramão da patologia de não se gostar de reconhecer o bem que o outro faz.
O dito “fazer o bem faz o bem”, transformado em programa de vida, ajudará na compreensão de que o diálogo é prioritário e no gosto pelo respeito à sacralidade de cada pessoa. Tudo isso é fundamental para que prevaleça a honestidade no desempenho de papéis sociais, políticos, eclesiais e cidadãos. A preparação para o Natal é oportunidade de ouro para compreender que Deus é amor, a grande revelação de Jesus, com sua encarnação, a referência necessária e indispensável para encontrarmos supremas razões que nos tornem paladinos seguros da dignidade humana e corajosos construtores da paz, pela força de fazer o bem que faz bem.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

É possível cultivar uma vida espiritual nas redes sociais?

Que feito produziu em minha vida pessoal aquilo que postei, compartilhei ou curti?

Hoje em dia, são poucos os que não possuem um perfil na rede social mais famosa do planeta: Facebook. Se até um tempo atrás apenas os jovens se conectavam, hoje esta realidade é diferente: pai, mãe, avô e avó também estão na “rede”. A tecnologia diminuiu as distâncias. As fotografias chegam de norte a sul com apenas um clique. Nunca foi tão fácil encontrar um amigo que há muito tempo não se via. Parentes se reencontram e laços antigos de amizade foram redescobertos.
 
É possivel cultivar uma vida espiritual nas redes sociais
 
Muitos usam as redes sociais para expressar seu descontentamento com a situação social do Brasil e do mundo; outros “curtem” partilhar suas férias com os amigos. Há ainda aqueles que não se renderam ao uso da rede e preferem, por enquanto, não fazer parte dela.

Entre as muitas possibilidades de comunicação que o Facebook oferece, uma delas é a evangelização. Grandes portais católicos fazem uso da rede para levar a Palavra de Deus mais longe e evangelizar! Nós da Canção Nova acreditamos que todos os meios de comunicação são canais para a graça de Deus chegar onde não podemos ir pessoalmente! Estamos no mundo digital com uma missão
espiritual concreta e real!

Impossível ficar passivo a um mundo onde os católicos estão conectados. Mas até que ponto a evangelização nas redes socais influi na vida espiritual de maneira concreta?
Com certa frequência compartilhamos frases e imagens religiosas. Curtimos postagens com belas mensagens e postamos versículos bíblicos edificantes. Mas em meio a tudo isso uma pergunta é importante: Que feito produziu em minha vida pessoal o que postei, compartilhei ou curti?

No uso das redes sociais, corremos um sério risco de criarmos uma fé virtual desconectada da realidade. E quando isso acontece, passamos a viver uma fé sem elementos reais, algo apenas mágico que nos faz bem por alguns segundos e nada modifica em nossa vida. A fé virtual cria uma dependência de reproduzir conteúdos religiosos apenas para satisfazer uma carência espiritual que estamos vivendo. Causa uma sensação de bem-estar espiritual momentânea, mas não deixa nenhuma raiz na vida e no coração.

Dos milhões de versículos bíblicos, imagens de santos e frases espirituais que encontram-se “rolando” na rede, quantas mudaram algo concretamente na sua vida? Quais você colocou em prática? Qual gesto concreto você trouxe e aplicou na vida real junto aos seus irmãos e irmãs?

Se por um lado a rede social nos aproxima uns dos outros, ela pode também nos tornar dependente de uma prática espiritual sem frutos concretos na vida real. Apenas curtir, compartilhar e postar sem ligação real com a vida é criarmos para nós uma fé off-line.

Vale compartilhar aquilo que você vive e pratica. Só não vale criar um personagem religioso que apenas sustenta o mundo fictício de uma fé descompromissada com a vida.