22/09/2017

Não consigo engravidar

O que a Igreja recomenda para os casais que conseguiram engravidar

A Igreja sabe que os casais que não conseguem engravidar sofrem. O Catecismo diz que “é grande o sofrimento de casais que descobrem que são estéreis” (n.2374). Mas, nem por isso, eles devem ser infelizes.
“Os esposos, a quem Deus não concedeu ter filhos, podem, no entanto, ter uma vida conjugal cheia de sentido, humana e cristã. Seu matrimônio pode irradiar uma fecundidade de caridade, acolhimento e sacrifício” (n.1654).

Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com 

Buscar na ciência meios para engravidar

A Igreja recomenda que esses casais busquem, na ciência médica, a possibilidade de a mulher engravidar, mas por meios que não firam a dignidade humana.
“As pesquisas que visam diminuir a esterilidade humana devem ser estimuladas, sob a condição de serem colocadas ‘a serviço da pessoa humana, de seus direitos inalienáveis, de seu bem verdadeiro e integral, de acordo com o projeto e a vontade de Deus’” (Instrução Donum Vitae, 2). (n.2375)
O Magistério da Igreja entende que não é lícito gerar um filho pela inseminação artificial homóloga (pais casados) ou heteróloga (pais não casados).
Diz o Catecismo que “as técnicas que provocam uma dissociação do parentesco, pela intervenção de uma pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou de óvulo, empréstimo de útero) são gravemente desonestas.
Essas técnicas (inseminação e fecundação artificiais heterólogas) lesam o direito da criança de nascer de um pai e de uma mãe conhecidos dela e ligados entre si pelo casamento.
Elas traem “o direito exclusivo de se tornar pai e mãe somente um por meio do outro”(n.2376). “Praticadas entre o casal, essas técnicas (inseminação e fecundação artificiais homólogas) são, talvez, menos claras a um juízo imediato, mas continuam moralmente inaceitáveis. Dissociam o ato sexual do ato procriador. O ato fundante da existência dos filhos já não é um ato pelo qual duas pessoas se doam uma à outra, mas que remete a vida e a identidade do embrião ao poder dos médicos e biólogos, e instaura um domínio da técnica sobre a origem e a destinação da pessoa humana. Tal relação de dominação é por si contrária à dignidade e à igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos”.

União dos esposos

“A procriação é moralmente privada de sua perfeição própria quando não é querida como o fruto do ato conjugal, isto é, do gesto específico da união dos esposos. Somente o respeito ao vínculo que existe entre os significados do ato conjugal e o respeito pela unidade do ser humano permite uma procriação de acordo com a dignidade da pessoa” (n.2377).
A Igreja recomenda que se o casal que não conseguir, por meios legítimos, a fecundação, deverá juntar esse sofrimento ao de Cristo, na cruz, e poderá adotar filhos do coração, que não são menos valiosos que os da carne.
Sem dúvida, é um ato de fé de quem realmente ama Deus e está disposto a oferecer esse sacrifício no cálice da Santa Missa.
O Catecismo diz: “O Evangelho mostra que a esterilidade física não é um mal absoluto. Os esposos que, depois de terem esgotado os recursos legítimos da medicina, sofrerem de infantilidade unir-se-ão à cruz do Senhor, fonte de toda fecundidade espiritual.
Podem mostrar sua generosidade adotando crianças desamparadas ou prestando relevantes serviços em favor do próximo” (n.2379).

Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus

Não conhecemos os desígnios de Deus para cada casal. Por que uns têm muitos filhos e outros não têm nenhum? Só o Senhor pode responder isso. Sabemos que Ele não é o autor da esterilidade, mas o Senhor da vida. Se, no entanto, Ele não a permite, saberá dela fazer o bem.
Acreditamos, na fé, naquilo que diz São Paulo: “Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus”. Diz a Palavra que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6). “O justo viverá pela fé” (Rm 1,17). Sem dúvida, esse é um sofrimento que só pode ser superado na fé e na oração de abandono nas mãos de Deus.
Quem de nós sabe o que é bom, hoje e amanhã, para nós ou para nossos filhos? Então, na fé, o melhor é aceitar o que Deus permite que aconteça, mesmo que nosso coração sofra. Diante d’Ele os méritos desses pais será grande.


Autor: Prof. Felipe Aquino

21/09/2017

Como lidar com o ciúme entre os filhos

Qual família não vivenciou ou vivencia o ciúme do irmãozinho com os pais?

Nas conversas sociais, nos consultórios médicos ou psicológicos, os pais procuram saber como lidar com a situação do ciúme entre os irmãos. A resposta é que não existe receita pronta; no entanto, algumas dicas podem ajudar.

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

O perigo da comparação

O comportamento dos pais pode acirrar o ciúme dos filhos à medida em que os comparam, mostrando os pontos fortes em relação aos fracos, porque eles são diferentes e possuem habilidades diferentes.
No lugar de comparar, mostre os pontos fortes de cada um, para que nasça uma admiração entre eles, reforçando a importância de um irmão na vida do outro, principalmente quando, além do parentesco, desenvolvem uma relação de amizade.
Quando nasce um irmão mais novo, o mais velho pode começar a ter comportamentos inadequados. Tenha cuidado para não exceder nos castigos, pois o que ele quer é chamar à atenção; e se ele não conseguir isso pelo lado positivo, o lado negativo passa a ser uma alternativa viável.
Atenção para aquele que é quieto, porque ele também precisa de atenção, apesar de não demonstrar. Sentimentos não trabalhados podem extrapolar em algum momento e de forma inadequada.
Uma das coisas que o mais velho quer é ter de volta a atenção que a chegada do outro tirou, por isso, reserve parte do seu tempo para curtir com ele o irmão caçula.
Outra dica é fazer com que ele participe do processo e se torne parceiro nos cuidados com o irmão mais novo, sem sobrecarregá-lo ou torná-lo responsável para uma tarefa da qual não se sente capaz.

Muita calma nessa hora

Muitos pais se desesperam com a briga entre irmãos. Muita calma nessa hora! É o tempo que eles têm para marcar seus espaços; porém, fique atenta às causas do ciúme. Se for preciso, intervenha, lembrando que a maioria dos atritos eles resolvem entre eles.
No momento que as brigas se tornam muito frequentes e acaloradas, canalizem as energias para o esporte, para atividades artísticas ou brincadeiras que reforcem o trabalho em equipe.
A maioria dos pais já escutou o filho perguntar se ele é adotivo, porque acha que o irmão é mais amado do que ele.
Não se culpe se tiver mais afinidade com um do que com o outro, mas isso não significa que ama mais ou menos. Os pais amam os filhos de forma diferente, respeitando a individualidade de cada um; contudo, é necessário o diálogo com eles, para que possa ser conversado o assunto e levantado os sentimentos.
Se eles apontarem a sua preferência por algum deles, observe seu comportamento para ver se procede, pois isso não pode acontecer.
A Bíblia nos mostra que, desde o início da humanidade, existia o ciúme entre os irmãos, pois Caim matou Abel, porque Deus “preferiu” as oferendas de um em detrimento do outro. O ciúme entre irmão, portanto, precisa ser trabalhado desde cedo, para que não vire inimizade.

Autora: Angela Abdo 

20/09/2017

Deus é resposta e caminho para nossa salvação

Deus ouve nossas súplicas e nos conduz à salvação

Hoje, ouve-se o grito do coração de Deus para cada um dos Seus filhos: “Volta! Só eu sou a resposta de que teu coração precisa”.
Volte para Deus, somente Ele é a resposta que você terá, a resposta que sua vida precisa mediante os problemas.
Deus é resposta e o caminho para a nossa salvação -
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com
Você está precisando de respostas e soluções para sua dor, para seus problemas. O mundo tem pisoteado os filhos de Deus e o pecado tem levado cada um a uma vida desumana. O apelo de Deus para cada um de Seus filhos é: “Volta para Mim. Eu sou o teu Deus, Aquele que te ama, perdoa e não condena. Um amor que não se cansa de amar!”.

Deus nos ama

Deus tem um profundo amor por você que está pensando em desistir de tudo ou entregar-se, de uma vez por todas, ao pecado. Não desista! Volte para o seu Deus.
O mundo tem sede da misericórdia de Deus. O erro de muitos é ficar no pecado, achando que não tem mais solução para a vida, e que o Senhor não vai perdoar. Por isso, volte para Deus, para a Igreja, para o perdão.
Muitos caem no erro por ouvir a voz do diabo, pensando que Deus não perdoa e que a vida não tem solução, e que o suicídio e a morte são caminhos mais fáceis. Não seja tolo! Deus está esperando você do jeito que você se encontra, para amá-lo e acolhê-lo.

Volte para Deus

Você, que “anda no pecado”, é tempo de voltar para Deus, porque Ele o espera. O Senhor somente quer que você renuncie ao pecado e volte para Ele.
Se os outros andam jogando seus pecados na sua cara, Deus o acolhe e ama. É tempo de voltar para Deus. E se você compreendesse o amor d’Ele e a Sua misericórdia, nunca mais O abandonaria por nada.
Gostaria de terminar este artigo com o trecho de uma música do padre Fabio de Melo:
“… Em segredo teu Deus te espera, quer te consolar,
Então volta,
Só Deus é Amor que não passa e não passará,
Então volta,
Só Deus é resposta que vale a pena esperar,
De amor vive o coração de Deus, de amor…
Amor que não se cansa de Amar.”
Tome a coragem de decidir-se por Deus e voltar para Ele!

Autor: Padre Reinaldo Cazumbá

15/09/2017

Oração a Santa Cruz

Vós, Santa Cruz da esperança!

Rezemos juntos

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Ó, Santa Cruz,
em Vós foi suspenso o meu Senhor
com angústia de morte e cheio de dor.

Aí, com uma lança e pregos,
os membros foram perfurados,
mãos, pés e lado trespassados.


Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com


Quem Vos poderá louvar quanto baste?
Porque, Vós, todo o bem envolvestes
e com ele a nós enchestes.

Vós sois guia seguro
que nos leva à vida
que Deus eternamente dá.

Vós sois a ponte forte,
sobre a qual todos os fiéis
sobem durante as cheias.

Vós sois a vitória
diante da qual o inimigo,
só de olhar, estremece.

Vós sois o cajado do peregrino,
sobre o qual ondulamos seguros,
não tropeçamos nem caímos.

Vós sois a chave do Céu,
Vós encerrais a vida
que nos dais.

Mostrai a Vossa força e poder,
protegei-nos a todos
pelo Vosso santo nome.

Para que nós, filhos de Deus,
possamos morrer em paz,
como herança em Vosso reino.
Amém.





Constança (Alemanha), cerca de 1600.
Fonte: YOUCAT, Orações para os jovens


14/09/2017

Oração pela cura dos traumas da gestação


Rezemos pelos filhos que ainda estão no ventre materno e por aqueles que, durante a gestação, sofreram algum trauma.



“Vinde, Espírito Santo, sob a nossa alma e toda nossa história, desde a nossa concepção, gestação e nascimento, libertando todos aqueles que sofrem as feridas do ventre materno.

Que Jesus Cristo, neste momento, toque com Suas mãos benditas, os Seus filhos e filhas que sofreram traumas na gestação e que, muitas vezes, não foram desejados. Quebrai, em nome de Jesus, pela potência do Espírito Santo, toda essa negatividade que causa opressão, falta de sentido de vida, depressão, medo, pânico, espírito de morte. Afastai, eliminai todos esses males da mente e da alma desses filhos e filhas.”

Pelas mães solteiras

Nós queremos orar pelas mães solteiras, as quais, muitas vezes, se sentiram sozinhas e abandonadas na difícil missão de criar seus filhos.

Aborto

Oremos para aquelas mães que tentaram abortar e por aquelas crianças que sofreram traumas na tentativa do aborto, e pelos filhos que foram rejeitados; agora, muitas coisas têm dado errado na vida deles.

Rejeição

“Cura, Senhor, todos esses traumas de rejeição. Pelo poder do Teu Sangue, fonte natural de cura e libertação, cura e liberta esses filhos de todas as feridas interiores, porque muitos filhos foram gerados sem que seus pais estivessem esperando aquela gravidez.

Cura, Jesus, todos os traumas desses filhos que não foram programados e, por isso, hoje, sofrem doenças espirituais, traumas e bloqueios; muitas vezes, eles não conhecem nem sua própria origem.

Cura, Jesus, todas as feridas de captação, porque muitos filhos e filhas nasceram com o sexo diferente daquilo que os seus pais pensavam. Cura, Senhor, todos os traumas que, hoje, bloqueiam e trazem feridas profundas na alma, na afetividade e sexualidade de um filho que nasceu com uma natureza diferente.

Leia mais:

.: Rezemos pela cura e pelos traumas trazidos na infância
.: Construção da paternidade desde a gestação 
.: Se a maternidade causa dor, por que ela vale a pena?
.: O que esperar quando se espera um bebê?


Cura dos sentimentos

Cura, Senhor, todas as feridas de morte. Quantos filhos e filhas se sentem vazios e trazem complexos de inferioridade, traumas, medos, fobia, ansiedades e neuroses em suas vidas, porque nasceram depois de um aborto, seja ele provocado ou natural por problemas de saúde. No entanto, ali ficaram os resíduos de morte. Elimina, Senhor, todas essas feridas de morte que estão sob esses filhos e filhas.

Senhor, nós Te pedimos para quebrar toda ferida de rejeição do ventre materno e curar esses filhos e filhas. Pelo derramamento do Teu Espírito, que esses filhos e filhas, que traziam esses traumas do ventre materno, sejam, agora, libertados e curados, e passem a ter vida nova e possam nascer de novo não mais da carne, mas agora do Teu Espírito.

Pai, restaura a mente, o coração e a vida desses filhos e filhas, para que, por Suas chagas e feridas, sejam curados de todas as heranças negativas do ventre materno, da rejeição, do desejo de abortar e daquelas situações financeiras que muitos pais enfrentam.”

Liberte-se dos traumas

Eu, em nome de Jesus, levanto sobre você o estandarte sangrento do madeiro da cruz e ordeno que sejam desfeitas, agora, todas as feridas de programação, captação, de resíduo de morte que estavam sob o seu consciente e inconsciente, a fim de que você receba a cura. Que o batismo no Espírito Santo avive essa alma e restaure esse ser.

Que o Senhor o abençoe, hoje e sempre, em todos os teus caminhos, e, com o manto da Virgem Maria, guarde-te de todo mal.




Ironi Spuldaro
Fonte: Canção Nova

Casamento enfraquecido

Não resolver as situações do dia a dia podem contribuir para enfraquecer o relacionamento.





Mas, quando resolvidos, ou pelo menos detectados, podem fortalecer o seu casamento. Poderíamos pensar em vários pontos, porém, vamos citar alguns exemplos:

O desgaste emocional é fato, então, marido e mulher precisam aprender a lidar com os momentos de stress. É importante que ambos tenham o apoio um do outro, e não a indiferença. Por isso, o conhecer o outro é tão necessário e exige tempo.

O não confiar no outro é prejudicial na vida conjugal, portanto, o relacionamento não deve ser construído no ciúme e na desconfiança. É fundamental exercitar o acreditar no outro. A partilha e a transparência não podem faltar…

O casal não tem vida sexual. É essencial que marido e mulher conversem sobre o porque não tem acontecido o sexo? Afinal, “a Igreja incentiva os cônjuges a procurarem um ao outro, pois, a sexualidade é fonte de alegria e de prazer” (CIC 2362). É onde o “uma só carne” acontece.

A desarmonia nas escolhas e nas decisões não é bom para o casamento. Ambos precisam respeitar a individualidade de cada um, mas é fundamental pensar de maneira coletiva e não só individual uma vez que são “casal”. Assim, faz bem para o casal e para toda a família. A harmonia nas escolhas é o caminho.

O mau humor precisa dar espaço para o bom humor. Leveza no relacionamento.


A auto suficiência… É difícil um relacionamento quando um dos dois se basta. Equilíbrio é essencial.


A dificuldade em abrir mão. Em todas as fases do casamento o perder para ganhar é um aprendizado para o marido e para a mulher, pois, tem situações que um dos dois precisará ceder para não quebrar a aliança matrimonial.


E Deus não pode resolver? Sim pode! Mas conta com o empenho dos cônjuges, pois, são livres em suas escolhas. Portanto, é preciso escolher resolver, e dar passos acreditando que em Deus encontrarão a solução.



Com Deus o seu casamento tem jeito!



Autor: Cleto Coelho
Fonte: Blog Tem Jeito

13/09/2017

Santa Teresa vence o Demônio pela força da Água Benta

A eficácia da Água Benta contra o Demônio

 

Santa Teresa vence o Demônio pela força da Água Benta


Santa Teresa D’Ávila, é Doutora da Igreja, foi uma religiosa e grande mística. Em seus escritos nos deixou registrado diversos ensinamentos sobre a realidade do Combate Espiritual, inclusive combates que enfrentou o Demônio diretamente.

Nestas lutas contra o Mal, Santa Teresa D’Ávila nos fala sobre a importância do uso da Água Benta para afugentar o Demônio: “Não há coisa de que os demônios fujam mais, para não mais voltar, do que a Água Benta”

A experiência que a levou a afirmar esta realidade, ela mesma nos conta na sua autobiografia, o “Livro da vida”:

“Eu estava certa vez num oratório e me apareceu, do lado esquerdo, uma figura abominável; percebi especialmente a boca, porque falava: era horrível. Parecia que lhe saía do corpo uma grande chama, muito clara, sem nenhuma sombra. Disse-me, aterrorizando-me, que eu me livrara de suas garras, mas que voltaria a elas…”

Assustada, tentou espantá-lo com o sinal da Cruz. O Demônio a abandonou naquele momento, mas logo voltou. Isso se repetiu por duas vezes. Foi também quando notou que perto dela havia Água Benta, foi quando resolveu utiliza-la:

“Isso me aconteceu por duas vezes. Não sabendo o que fazer, peguei da água benta que ali havia e lancei-a para onde essa figura se encontrava. Ela nunca mais voltou”.

Em outro momento de sua vida, Santa Teresa escreveu que o Demônio esteve por volta de cinco horas a atormentando “com dores e desassossegos interiores e exteriores tão terríveis que pensei não poder suportar. As pessoas que estavam comigo ficaram espantadas e não sabiam o que fazer, nem eu a que recorrer”.

A santa admitiu que só encontrou alívio depois de pedir água benta e jogá-la no local onde viu um Demônio perto. E foi assim que ela relatou esta experiência:

“A partir de muitos fatos, obtive a experiência de que não há coisa de que os Demônios fujam mais, para não mais voltar, do que da água benta. Eles também fogem da cruz, mas retornam. Deve ser grande a virtude da água benta”, assim testificou.

Mais tarde, assegurou que conheceu o consolo da alma depois de tomar Água Benta, o que lhe gerou “uma espécie de deleite interior.”

“Não se trata de ilusão nem de coisa que só aconteceu uma vez, mas sim de algo frequente que tenho observado com cuidado. Digamos que seja como se a pessoa estivesse com muito calor e sede e bebesse um jarro de água fria, sentindo todo o seu corpo refrescar. Penso em quão importante é tudo o que a Igreja ordena, e alegra-me muito ver que tenham tanta força as palavras que comunica à Água Benta para que esta fique tão diferente da comum”, reforçando assim a eficácia da Água Benta.

É por isso meus irmãos, que na luta contra o Demônio e suas tentações, devemos realmente fazer uso dos Sacramentais, em especial a Água Benta. Sabemos que nos rituais de Exorcismos e Orações de Libertação, é possível verificar a eficácia do uso da Água Benta, e como isso atormenta o Demônio.

As vezes penso que seja até uma sútil tentação, desvalorizarmos, ou não utilizarmos a Água Benta diariamente como uma arma contra o Demônio e suas tentações.

O que eu quero com este artigo, é fazer com que o nosso coração e a nossa Fé, nos movimente para esta realidade, e que a partir deste, nos comprometamos a utiliza – la diariamente.

Antes de sairmos de casa, podemos nos abençoar com a Água Benta, abençoar nossos filhos…

Se percebemos que estamos sofrendo muitas tentações principalmente na área da nossa sexualidade, porque não, andarmos com um pequeno vasilhame de Água Benta, e quando percebermos que a tentação está nos afligindo, poderemos nos abençoar e traçar sobre nós o sinal da Cruz, poderemos beber da Água Benta; e se possível for, aspergi-la no ambiente em que nos encontramos…

Se percebermos que em nossa casa anda acontecendo muitas brigas, discussões e coisas do tipo, não tenhamos receio de jogar Água Benta sobre toda a nossa casa, cômodos, roupas e etc…Espero que estas explicações te inspirem!


Um bom combate e que Deus lhe abençoe!



Autor: Danilo Gesualdo
Fonte: Blog Livres de Todo Mal

12/09/2017

Oração pela paz na família

Invoquemos o auxílio da Sagrada Família de Nazaré

 



São José, esposo castíssimo da Virgem Maria,
homem justo e fiel aos desígnios de Deus Pai,
ensinai-nos a silenciar quando as tempestades das palavras
ofuscarem o equilíbrio da paz em nosso lar.
Que, na confiança divina, recuperemos a serenidade e,
por meio do diálogo, possamos estar unidos no amor.

Maria, Virgem Santíssima,
Mãe do Amor Misericordioso,
auxiliai-nos com sua intercessão diante das situações difíceis,
cubra-nos com teu manto maternal diante das incompreensões
e desventuras da caminhada,
e mostrai-nos o caminho da ternura seguindo os passos
de vosso amado Filho Jesus Cristo.

Jesus Cristo, Príncipe da Paz e Rei das Misericórdias,
auxiliai-nos nos caminhos da bondade, do perdão e da unidade.
Por seu exemplo divino, iluminai nossos passos,
para que, vivendo em harmonia, sejamos para o mundo
testemunhas de Vossa Sagrada Família de Nazaré.
Dai-nos a paz e libertai-nos do mal.

Amém!



Autor: Padre Flávio Sobreiro
Fonte: Canção Nova

11/09/2017

Controle de natalidade, o que há por trás dele?

O controle de natalidade é direcionado aos países subdesenvolvidos

O controle de natalidade é uma questão bastante discutida em vários setores como sociedade como política, economia, antropologia, religião etc., e é um assunto um tanto polêmico. Essa polêmica está em torno do aumento populacional dos países pobres e a diminuição da população nos países ricos.

O que há por tras do controle de natalidade
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Pesquisadores, estudiosos e cientistas do social apresentam relatórios que induzem o controle de natalidade. No entanto, esse controle é direcionado aos países subdesenvolvidos e não aos países desenvolvidos. Esses especialistas incentivam [o controle de natalidade], mas a prática é outra, ou seja, nesses países desenvolvidos ocorrem incentivos para que as famílias tenham mais filhos. Por isso, promovem uma guerra silenciosa especialmente direcionada aos países em desenvolvimento, com vistas a frear seu crescimento demográfico.

Para isso, usam do eufemismo “desenvolvimento sustentável”, que compreende políticas que terão como contrapartida toda e qualquer técnica contraceptiva e abortiva para frear o crescimento populacional.

Os “profetas” do “The Population Bomb” (A bomba populacional) e da “destruição” do mundo usam de um bombardeio de propagandas de que existe gente demais para o planeta e que essa “superpopulação” é a responsável pelo desequilíbrio ecológico e futura destruição da própria humanidade. Porém, sabe-se que as maiores violências contra o meio ambiente têm sua origem nas indústrias dos países desenvolvidos e a população consumista desses mesmos países.

 

Benefícios do aumento populacional


É verdade que, após 200 anos de desenvolvimento econômico, propiciado pela Revolução Industrial, a população mundial ganhou com a redução das taxas de mortalidade e o crescimento da esperança de vida. Porém, o crescimento da riqueza se deu à custa da pauperização do planeta e do aumento do abismo entre ricos e pobres. Pesquisas populacionais revelam que houve um aumento populacional, que começou no século dezoito e aumentou seis vezes nos 200 anos seguintes. Contudo, isso é um aumento, não uma explosão, porque, com esse aumento populacional, também houve aumento de produtividade, de recursos de comida, informação, comunicação e tecnologia.

 

Interesse por parte da sociedade em reduzir a natalidade dos mais pobres


Considerando que nos países subdesenvolvidos a taxa de natalidade aumenta a cada instante e que, nos países desenvolvidos, esse número reduz, a distribuição de renda fica mais concentrada, nos países subdesenvolvidos, nas mãos das pessoas com renda mais alta, enquanto os mais pobres quase não participam dessas conquistas, provocando uma elevada desigualdade da distribuição da renda. Por isso, existe o interesse de alguns setores da sociedade reduzir a taxa de natalidade dos mais pobres em vez de reduzirem os seus consumos por meio da partilha.


Leia mais:
 
.: O interesse do controle de natalidade para os governos mundiais
.: Especialista fala sobre o controle de natalidade
.: O que a Igreja diz sobre a esterilização no controle de natalidade


Acredito que a melhor análise já nos foi apresentada pelo Papa Francisco: “Em vez de resolver os problemas dos pobres e pensar num mundo diferente, alguns limitam-se a propor uma redução da natalidade. Não faltam pressões internacionais sobre os países em vias de desenvolvimento, que condicionam as ajudas econômicas a determinadas políticas de ‘saúde reprodutiva’. Mas ‘se é verdade que a desigual distribuição da população e dos recursos disponíveis cria obstáculos ao desenvolvimento e ao uso sustentável do ambiente, deve-se reconhecer que o crescimento demográfico é plenamente compatível com um desenvolvimento integral e solidário’.

 

Uma forma de não enfrentar os problemas


Culpar o incremento demográfico, em vez do consumismo exacerbado e seletivo de alguns, é uma forma de não enfrentar os problemas. Pretende-se, assim, legitimar o modelo distributivo atual, no qual uma minoria se julga com o direito de consumir numa proporção que seria impossível generalizar, porque o planeta não poderia sequer conter os resíduos de tal consumo. Além disso, sabemos que se desperdiça aproximadamente um terço dos alimentos produzidos, e ‘a comida que se desperdiça é como se fosse roubada da mesa do pobre’” (Papa Francisco, Laudato sì, n.50).



Autor: Padre Mário Marcelo
Fonte: Canção Nova

05/09/2017

Dia de Santa Tereza de Calcutá

Santa Teresa de Calcutá dedicou toda sua vida aos mais pobres dos pobres



“Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz”.  Mais do que falar e escrever, Madre Teresa de Calcutá viveu este seu pensamento.

Nascida no dia 27 de agosto de 1910 em Skopje, na Albânia, foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.

Pouco se sabe sobre sua infância, adolescência e juventude, porque ela não gostava de falar de si mesma. Aos dezoito anos, sentiu o chamado de consagrar-se totalmente a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, no dia 29 de setembro de 1928, ingressou na Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.

O seu sonho, no entanto, era o trabalho missionário com os pobres na Índia. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, fez a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria dissera: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.

Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora vivesse cercada de meninas filhas das famílias mais tradicionais de Calcutá, impressionava-se com o que via ao sair às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.

No dia 10 de setembro de 1946, dia que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade – congregação fundada por Madre Teresa – como o “Dia da Inspiração”, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, Madre Teresa deparou com um irmão pobre de rua que lhe disse: “Tenho sede!”. A partir disso, ela afirmou ter tido a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.

Após um tempo de discernimento, com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua madre superiora, ela saiu de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário nas ruas de Calcutá. Começou por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, aos quais começou a ensinar numa escola improvisada. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.

O início foi muito desafiador e exigente, mas Deus foi abençoando sua obra e as vocações começaram a surgir entre suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começou a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e, no dia 7 de outubro de 1950, a congregação fundada por ela foi aprovada pela Santa Sé, expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro anos mais tarde.

No ano de 1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebeu em audiência privada e a tornou sua melhor “embaixadora” em todas as nações, fóruns e assembléias de todo o mundo.

Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação aos excluídos e abandonados – reconhecida e admirada por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por alguns países submetidos ao marxismo – Madre Teresa foi encontrar-se com o Senhor de sua vida e missão no dia 5 de setembro de 1997. Sua despedida atraiu e comoveu milhares de pessoas de todo o mundo durante vários dias.

Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Mundial das Missões.

No dia 04 de setembro de 2016, foi canonizada pelo Papa Francisco. A canonização da missionária foi decidida após a Igreja Católica ter aprovado seu segundo milagre, a “cura extraordinária” de um brasileiro.

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!


Fonte: Canção Nova

04/09/2017

Você sabe qual é o valor da Palavra de Deus para a Igreja?

“A Palavra de Deus se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14)

A Igreja, de alguma forma, é expressão da Palavra de Deus. Temos Igreja, porque a Palavra do Senhor veio até nós e falou-nos, disse-se inteira para nós, e foi acolhida. Somos filhos e filhas da Palavra – tornamo-nos o que escutamos! Ela nos dá o conselho e a luz, o consolo e a esperança. Todos os dias, ela precisa estar em nossas mãos, ser olhada e cair em nosso coração, vestir nosso corpo, calçar nossos pés e ungir nossas mãos. Assim, nossos comportamentos e nossa vida serão expressão da Palavra de Deus. Precisamos nos voltar à Palavra, a fim de acolhê-la e obedecer-lhe, amá-la e vivê-la, procurá-la, guardá-la e anunciá-la. Mais: ‘só quem se coloca, primeiro, à escuta da Palavra, é que pode depois tornar-se seu anunciador’ (VD 51). Como diz nosso Papa Francisco, lidemos com a Palavra de Deus, assim como lidamos com nosso celular.


Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com


Só é possível compreender vivendo

O povo de Deus que nasceu da Páscoa, isto é, a comunidade que, pela fé, entrou em aliança de amor com seu Deus, é chamado a expressar, mediante a obediência à Palavra do Senhor, a fidelidade à aliança estabelecida. Sua vocação será ouvir a Palavra e observá-la, escutá-la, segui-la e cumprir a vontade do Senhor. Nós, Igreja, povo de Deus, precisamos aprender que a obediência à Palavra vale mais do que sacrifícios e holocaustos (Is 15,22). E tenhamos como certo: só é possível compreender a Escritura vivendo-a.

Existe uma relação, clara e ao mesmo tempo misteriosa, entre Igreja e Palavra de Deus, entre a vida do povo e a obediência à Palavra, entre força da fé e apego à Sagrada Escritura, entre discernimento da vontade de Deus e meditação assídua da Sua Palavra. Compreendemos que não pode existir povo de Deus, não pode existir Igreja, sem Palavra de Deus. Não pode existir liberdade sem obediência à Palavra. Não pode existir festa sem fidelidade à aliança estabelecida com Deus. Compreendemos também que não pode surgir uma comunidade, como família unida em Cristo, que seja viva e operante, sem que a Palavra ocupe um lugar importante na vida dos irmãos e irmãs.


Acolher a Palavra é acolher o próprio Deus

Tampouco, não nos passa despercebido que existe uma relação íntima, estreita e profunda, entre abandono da Palavra de Deus e a deterioração da fé, entre desinteresse pela Palavra e quebra das relações fraternas. Mais: creio que a atual decadência da experiência cristã em amplos setores de nossa sociedade tem a ver com o desprezo da vontade de Deus. Obedece-se pouco ao que Deus diz. O que Ele diz não importa hoje. Eis o mundo que temos!

Na Palavra, o Senhor se revela e entrega-se a nós. Com a Palavra, Ele nos ilumina e transforma; pela Palavra, liberta-nos e guia, interpela-nos e nos acusa, admoesta, consola e salva. Somos um povo que crê num Deus que fala e se revela. Somos uma Igreja que vive à escuta da Palavra e faz o que Ela diz. A Palavra de Deus é nossa mesa da saúde. Para o povo de Deus, acolher a Palavra é acolher o próprio Deus; e acolher Deus é acolher a vida. Para o povo, a Palavra é a fonte da vida. Somos Igreja fundada na Palavra, que é o próprio Senhor. Assim, nossa missão e vocação, como Igreja, é presentear Deus hospedado em nós.


Autor: Dom João Inácio Muller
Fonte: Canção Nova