quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A importância da oração do rosário em família

É fundamental que a família cristã reze o rosário todos os dias
 
Segundo uma tradição, São Domingos de Gusmão, espanhol, recebeu de Nossa Senhora a devoção do santo rosário, que ele rezava continuamente em suas caminhadas pela conversão dos hereges cátaros que agitavam a vida da Igreja na França.
 
Em suas aparições, em Fátima e Lourdes, Nossa Senhora pediu insistentemente aos videntes para que rezassem o terço sempre. Ela disse aos pastorinhos, em Fátima, que “não há problema de ordem pessoal, familiar, nacional e internacional, que o santo terço não possa ajudar a resolver”. Por isso, o terço e o rosário tornaram-se orações amadas pelo povo de Deus. O Papa João Paulo II disse que essa era “a sua oração predileta”; sempre o víamos rezando-a.
 
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Bento XVI o recomendou fortemente. Disse: “O rosário é oração bíblica, toda tecida da Escritura Sagrada. É a oração do coração, em que a repetição da Ave-Maria orienta o pensamento e o afeto para com Cristo, tornando-se súplica confiante na nossa Mãe”.
“O terço, quando rezado de modo autêntico, não mecânico ou superficial, mas profundo, traz paz e reconciliação. Contém em si a potência curadora do nome santíssimo de Jesus, invocado com fé e com amor no centro de cada Ave-Maria” (5 de maio de 2008 -ZENIT.org).
 
Na sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, de 2005, São João Paulo II disse: “Uma oração tão fácil e, ao mesmo tempo, tão rica merece verdadeiramente ser descoberta de novo pela comunidade cristã”.
 
Muitos Papas recomendaram o rosário: Leão XIII, em 1883, na Encíclica Supremi apostolatus officio, apresentou-o como “um instrumento espiritual eficaz contra os males da sociedade”. São Pio V, em 1571, estabeleceu a invocação a Nossa Senhora do Rosário, como agradecimento à Virgem pela vitória da cristandade, na batalha de Lepanto, contra os turcos otomanos muçulmanos que pretendiam destruir o Cristianismo na Europa.
 
Além dos inúmeros Papas, também muitos santos se destacaram pelo amor ao rosário: São Luís Maria Grignion de Montfort, Santo Afonso de Ligório, São Pio de Pietrelcina e muitos outros. Essa devoção tem como base o fato de que, do alto da cruz, Jesus Cristo, num ato de amor, nos deu Maria como Mãe (cf. Jo 19,26). Se Jesus no-la deu como Mãe, é porque precisamos dela para nossa vida e salvação. Então, cada cristão e cada família cristã precisa da proteção materna de Nossa Senhora para enfrentar a luta da vida, as tentações, provações etc. A Igreja sempre ensinou que “família que reza unida permanece unida”, sobretudo quando reza o terço.
 
Na oração do santo rosário, a Virgem Maria nos ensina e nos anima na vida de Cristo, partilhando conosco aquelas coisas que “ela guardava no seu coração” (cf. Lc 2,52). “É uma oração contemplativa, não pode ser apenas uma repetição mecânica de fórmulas”, disse o Papa Paulo VI na Exortação Apostólica Marialis cultus.
Lembro-me, com saudade, de que minha mãe, todos os dias, reunia seus nove filhos, às 18h em ponto, para rezar o terço. Era algo que não falhava. Hoje, vejo todos os meus irmãos na Igreja, todos casados, nenhum separado. Não me lembro de um dia de desespero em nosso lar, embora tivéssemos todos os problemas que toda família tem. O santo terço diário foi sempre a nossa força, o nosso consolo. Nunca o deixei de rezar, mesmo nos meus tempos de cadete do Exército, durante três anos na Academia Militar.
 
Sobretudo hoje, em que se multiplicam os problemas e os pecados, a ofensa a Deus, e os filhos estão muito mais sujeitos aos maus exemplos, é fundamental que a família cristã reze, todos os dias, o santo terço para se colocar debaixo da poderosa intercessão de Nossa Senhora. Então, terão paz, mesmo neste mundo tão conturbado.
 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Namorar uma pessoa mais velha dá certo?

Muitas pessoas vivem em um namoro literalmente uma “neura” de seus desejos e aspirações.
O namoro é um tempo fantástico de conhecimento da pessoa com quem namoramos. Eu busco conhecê-la e ela o mesmo. Nisto de fato acontecerão pontos de convergência e divergência. Afinal são duas pessoas diferentes, de contextos diferentes, educação diferentes, as vezes de culturas diferentes e por ai vai. Quis até enfatizar a repetição da palavra “diferentes” pois um namoro para dar certo ele não pode ser a somatória do que se tem como “iguais” mas sim a capacidade de acordos frente aos “diferentes”.
 
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O que é igual raramente será um problema a ser resolvido entre vocês dois, a menos que o social exija isso de vocês e ai vocês dois terão que juntos buscar o “acordo”. O que “pega” são os diferentes. E ai onde mora a “caixa de pandora” da crise mas também se encontra o “pó de pirlimpimpim” para o sucesso a dois. Só pessoas capazes de fazer acordos livres e saudáveis entre os “diferentes” se beneficiam de maneira madura de uma relação afetiva! Ambos crescem!
Com base nisto que falei acima podemos pensar um pouco sobre a pergunta que intitula este texto:

Namorar uma pessoa mais velha dá certo?”

O simples fato de namorar uma pessoa mais velha não é caso de dar errado ou certo, o detalhe não está numa questão de idade mas na capacidade de lidar com os diferentes. E isto vale para até quem é da mesma idade!
A primeira coisa a desmitificar é que nem sempre sua idade cronológica bate com sua idade afetiva. Podemos perceber isso em pessoas com 30,40 anos que tem uma idade afetiva beirando os 15, 20 anos. Até mesmo um de 20,30 anos com idade afetiva beirando os 40, 50 ( nem por isso ele é maduro – maturidade é a idade afetiva compativel ao que se espera de sua idade cronológica +- isso) .

Então idade cronológica não define muita coisa!

A segunda coisa é “ o que de fato me impulsiona neste relacionamento?” Muitas pessoas vivem em um namoro literalmente uma “neura” de seus desejos e aspirações. Deposita no outro suas “esperanças” “expectativas” e “faltas” . Nesta hora te digo caminho a beira do suicídio da relação. Ai podemos pensar que pessoas de idades mais aproximadas tenham mais possibilidades de se encontrarem quando as aspirações e vivencias de vida e isso já é um ganho. Pessoas com vivencias diferentes terão que fazer muito mais acordos na relação. Por exemplo: Um rapaz no auge dos seus 20 anos pensando na faculdade, curso e intercâmbio namorando uma mulher de 30 anos já formada com doutorado nas mãos já pensando em ser mãe e se casar. Pode dar certo sim, mas terão que fazer muito mais acordos para solidificar a relação. Ai te digo o que dará sucesso ou não a relação serão o quanto as motivações de cada um forem em prol da relação e dos dois e nunca fechado no particular de cada um. (obs. usei o rapaz mais novo e mulher mais velha mas o mesmo diria de uma mulher mais nova e uma homem mais velho)

Terceira coisa não fazer do relacionamento um jogo de projeções. Isso pode acontecer quando a diferença de idade na verdade é um reflexo de uma busca louca em encontrar no outro o que não tive ou me falta. Por exemplo querer namorar uma menina mais nova para ser ter uma “sensação de permanecer o eterno garoto”. Ou namorar uma mulher mais velha querendo assim os cuidados mais “maternos” do que de fato de uma namorada .

Um quarto e último ponto que gostaria de tocar é o quanto neste namoro de pessoas de idades diferentes há uma cumplicidade e verdade frente ao que cada um sente. Pois se isto for uma aliança frágil, as pressões da família, da sociedade, dos amigos enfraquecerão a relação. Ou seja o que cada um sente é forte o bastante para que o relacionamento prossiga? Ou o olhar do outro sobre vocês será persecutório demais não fazendo vocês suportarem?

Enfim o sucesso de um relacionamento não depende muito das diferenças das idades mas sim no quanto as motivações, maturidade, projeções e desejos estão afinados. O quanto de fato esta relação de namoro enriquece ambos na construção de uma família sólida e feliz! Lógico é bom ficar atendo as discrepâncias tão grandes que possam surgir. Tipo um cara de 20 anos querer namorar uma mulher de 60, ou uma de 60 namorar um rapaz de 20 denuncia muita coisa não? Será que quero uma mulher ou avó para cuidar de mim? Termino este texto não querendo ser polêmico ou preconceituoso mas sim para fazer refletir o que de fato tem nos movimentado!

Fonte: Canção Nova

sábado, 18 de outubro de 2014

Todos somos heterossexuais

A Igreja, que é mãe e mestra, acolhe cada pessoa como Jesus as acolhe, aceitando o pecador, mas não o pecado
A homossexualidade pode ser definida como uma atração sexual prevalente e estável por pessoas do próprio sexo. Sendo simplesmente uma atração (inclinação, tendência…), como outras tendências (musicais, esportivas, alimentares…), independente da identidade da pessoa, a homossexualidade não constitui o aspecto essencial e não é, portanto, a natureza, a condição ou o estado dessa pessoa.
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Pode-se afirmar, a rigor de lógica, que não existem homossexuais, mas pessoas com orientações homossexuais. É fundamental distinguir entre a tendência homossexual e a pessoa que prova essa tendência. Pode-se considerar a homossexualidade um problema, desaprovar as uniões homossexuais e considerar imoral tais atos; mas nos confrontos dessas pessoas são necessários compreensão e respeito. Do mesmo modo, uma atitude crítica em relação à homossexualidade não significa “homofobia” nem desprezo com pessoas que possuem essa tendência. A homossexualidade não é determinada pelo comportamento sexual. Existem, de fato, pessoas com tendências homossexuais absolutamente castas ou que possuem relações heterossexuais, assim como existem pessoas com uma orientação heterossexual, mas que, por diferentes motivos, experimentam comportamentos homossexuais, sem que estes modifiquem sua orientação sexual.
A homossexualidade não diz respeito apenas e exclusivamente à orientação sexual. Sua raiz se coloca como a identidade de gênero, ou seja, a consciência do papel que os indivíduos do próprio sexo desenvolvem na sociedade. O fundamento da homossexualidade – como evidenciou Alfred Abner (1870-1937) e foi confirmado mais recentemente por Irving Bieber (1908-1991) – é que os homens que provam tendências homossexuais não se percebem à altura dos outros homens, capazes de poder satisfazer as exigências que a sociedade faz aos representantes do próprio gênero, dotados daquelas características viris que, na realidade, cada homem deve fastidiosamente construir. Esses admiram, invejam e, portanto, sentem-se atraídos por outros homens que veem mais desejosos de si.
Isso implica que as pessoas com tendências homossexuais são, na realidade, heterossexuais com problemas de identidade de gênero. Não existem, portanto, “homossexuais latentes”, porque não existe uma natureza homossexual que possa não se manifestar, nem existe uma tendência homossexual se ela não é advertida; e mais ainda, pode-se afirmar que as pessoas com tendências homossexuais são, na realidade, “heterossexuais latentes”.
Outra distinção importante é aquela entre as pessoas com tendências homossexuais e os gays:enquanto a palavra “homossexualidade” indica simplesmente uma atração ou tendência, a palavra “gay” indica uma identidade sócio-política. Nem todas as pessoas com tendências homossexuais se reconhecem na identidade gay; a maior parte deles não é orgulhoso dessa inclinação e, por isso, sofrem muito, nem mesmo consideram a homossexualidade positiva para si e para a sociedade. Uma das questões mais debatidas sobre o argumento homossexual é se a homossexualidade é algo natural. A questão nasce de um equívoco de fundo: não é de fato natural tudo que existe, nem mesmo tudo que fazem os animais. O termo “natural” indica aquilo que deveríamos ser, aquilo que seremos se o nosso desenvolvimento não encontrasse obstáculos. Em uma palavra, é o nosso projeto vital.
Da mesma forma que a obesidade existe, mas não é natural, também a homossexualidade não é natural, porque todas as pessoas são heterossexuais, a não ser que algo intervenha, elimine a sua identidade de gênero e faça surgir um sentido de inferioridade, de diversidade e dificuldade em relação às outras pessoas.
Os ativistas gays fortemente sustentam a hipótese de que a homossexualidade tenha uma causa biológica. No imaginário comum, de fato, tudo aquilo que é biológico é facilmente identificado como alguma coisa de inelutável, e que, portanto, deve ser aceito. Todavia, estudos científicos excluem a possibilidade de uma causa biológica da homossexualidade: independente de títulos jornalísticos tanto de grande circulação como não tanto, não existe um “gene gay”, um “cérebro gay” ou um “hormônio gay”; no máximo – mas sem nenhuma certeza científica – pode-se fazer hipótese de uma predisposição biológica que é bem diferente de uma causa biológica. Mas, com certeza, há influências ambientais (familiar, social, experiência de vida etc.) que determinam um sentido de inferioridade em relação às pessoas do mesmo sexo, e, portanto, o desenvolvimento da homossexualidade.
A título de conclusão: é possível que uma pessoa com tendências homossexuais mude sua orientação sexual? Sim. Há testemunhos de experiências clínicas (Nicolosi, van den Aardweg, Bieber, Spitzer…) como também de associações de pessoas que mudaram sua orientação sexual. Existe também uma vastíssima bibliografia, seja em português ou em outras línguas, principalmente em inglês e francês, muito importantes, como a carta que Joseph Ratzinger escreveu: CARTA AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA SOBRE O ATENDIMENTO PASTORAL 
DAS PESSOAS HOMOSSEXUAIS.
Antes de darmos um juízo final sobre tal comportamento ou tendência, saibamos que por trás de cada um existe uma história, e que a Igreja, que é mãe e mestra, acolhe cada pessoa como Jesus as acolheu, aceitando o pecador, mas não o pecado. Ajudemos a cada um desses nossos irmãos e irmãs com nossa oração e caridade.