sábado, 3 de dezembro de 2016

Por mais difícil e impossível que seja, não é o fim...




Jó Capitulo 42 Versículo 12.

“O Senhor abençoou o final da vida de Jó mais do que o início.”
Todas as vezes que o inimigo disse a alguém: "é o fim", ali, na verdade, era o começo dos melhores dias e das maiores vitórias.

O inimigo disse a José do Egito, na cisterna do deserto: "é o fim!", e Deus disse: "é o começo! José, governador do Egito te espera".

O inimigo disse para Moisés no deserto de Sim: "é o fim!", e Deus disse: "é o começo! Transformar-te-ei no libertador do meu povo".

O inimigo disse a Ester no tempo da escravidão: "é o fim!" e Deus disse: "é o começo! Transformar-te-ei na rainha dos Medos e Persas".

O inimigo disse a Sadraque, Mesaque e Abdenego na fornalha: "é o fim!" e Deus disse: "é o começo! Vocês serão grandes lideres na Babilônia!"

O inimigo disse a Daniel na cova dos leões: "é o fim!", e Deus disse: "é o começo! Sua história mudará o mundo".

O inimigo disse a Jonas, na barriga de um peixe: "é o fim!", e Deus disse: "é o começo! Nínive será salva através da tua pregação."

O inimigo disse a João, exilado na ilha de Patmos: "é o fim!, e Deus disse: "é o começo! Você escreverá a maior revelação de todos os tempos - o Apocalipse."

O inimigo disse a Jesus, morrendo na cruz: "é o fim!", e Deus disse: "é o começo! Todo o poder no céu e na terra Eu entrego em Tuas mãos."

Por isso se o inimigo disser a você que "é o fim,", comece a dar glória a Deus e Aleluia porque Deus está dizendo: "é apenas o começo!" O inimigo não tem poder de decretar o fim de nenhum filho de Deus. "O sofrimento não é o fim, mas começo para todos os que crêem."

Há sempre muito mais caminho a seguir quando não conseguimos ver continuação da estrada, e muito mais força pra levantar e começar de novo quando a gente insiste em ver o fim. Graças a Deus, algumas coisas só começam quando terminam, a nossa força, por exemplo. 

Veja o que disse Paulo: “Quando estou fraco, então sou forte (2 Coríntios 12.10). Esta afirmação parece um contrassenso. Fracos serem fortes; débeis serem vitoriosos.

Em Cristo é assim: sua fraqueza, o fim das suas forças é sim o início de alguém ainda mais forte. 


Creia nisso! O fim é apenas o começo!






























FAMÍLIA CHAPECOENSE E A DE TODOS QUE ESTAVAM NESTA TRAGÉDIA, 
NOSSAS ORAÇÕES ESTÃO CONTIGO!


O Blog está de luto por 7 dias em homenagem a estas pessoas.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A arte de vencer os demônios da alma

Os demônios interiores colocam-nos diante de muitas tentações


A vida nem sempre é um oásis de paz. Há momentos em que nos vemos perdidos em um grande deserto. Nada conseguimos enxergar. Olhamos e só vemos o sol e a areia, o calor e as miragens. Não há sinais de vida que devolvam ao nosso coração a esperança de outrora. Atravessar desertos nem sempre é uma tarefa fácil, pois, nele, entramos em contato com as mais variadas tentações nascidas a partir de nossas mais diversas sedes: desânimo, falta de fé, incredulidade, revoltas interiores, desejos de vingança, poder, ganância, inveja. Podemos dizer que, no deserto, somos confrontados com os nossos demônios interiores, que ficam adormecidos em nosso coração, esperando o momento certo de acordar; quando acordam, podem provocar uma destruição enorme em nossa alma e, consequentemente, em nossa vida, tanto humana quanto espiritual.


A arte de vencer os demônios da alma
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

 

Desertos físicos e espirituais

O povo de Deus também percorreu muitos desertos físicos e espirituais. Contudo, foi a confiança na Sua misericórdia e no Seu amor que libertou o povo dessa travessia que, muitas vezes, parecia não ter fim. Esse gesto de libertação marcou, definitivamente, a vida dessas pessoas. Na liberdade, experimentaram o amor concreto de um Deus presente em meio às maiores dificuldades da travessia. Essa libertação deixou marcas profundas na história da salvação. 


Nada mais seria como antes. Outros desertos iriam surgir, mas eles agora sabiam que não estavam mais sozinhos. Em meio às dificuldades das novas travessias dos desertos que deveriam fazer, tinham plena certeza de que Deus caminhava com eles.


Nossa vida é marcada por desertos. Em meio a esses momentos, sentimo-nos, muitas vezes, sozinhos e desamparados. Parece que nunca chegaremos ao fim da travessia. Mas é na experiência do povo de Deus que encontramos fortaleza para seguir adiante. Não estamos sós, somos acompanhados pelo amor de Deus, que nos guia constantemente e nos indica o melhor caminho a ser seguido.


A experiência do deserto também atingiu, de maneira profunda, a vida de Jesus. Após ser batizado no rio Jordão, Ele foi conduzido pelo Espírito ao deserto. Quarenta dias de jejum e de provações marcaram esse tempo na vida de Cristo.




No deserto, entramos em contato com os nossos desejos mais profundos. Para sairmos dele, somos tentados a aceitar qualquer oferta que nos garanta uma libertação. Porém, muitas dessas propostas são ilusórias. Poderíamos dizer que são miragens, pois se desfazem rapidamente. Não são verdadeiras, mas se baseiam em nosso desejo de superarmos uma dificuldade de modo fácil e superficial.


Jesus foi tentado pelo demônio. Ele foi convidado a saciar sua fome, mas seu alimento era divino. Foi tentado a obter poder sobre muitos reinos terrenos, mas seu Reino era o Céu. Foi tentado a desafiar o poder de Deus, mas Ele mesmo era Deus. Cristo venceu a tentação a partir de Suas próprias certezas.

 

Os demônios interiores


No deserto da vida, somos tentados a saciar nossas sedes de muitos modos, mas a água que nos é oferecida não sacia a nossa verdadeira sede. Os demônios interiores colocam-nos diante de muitas tentações e miragens. Todas essas, porém, ilusórias. Para não se perder é preciso, antes, encontrar-se.
Em Cristo e na Sua Palavra somos convidados a nos encontrarmos com a fonte da verdadeira vida. Vencendo os demônios dos desertos da vida, faremos a experiência da libertação n’Aquele que é o nosso Libertador.



Autor: Padre Flavio Sobreiro

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Por que fazemos o sinal da Cruz?

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“É a cruz que fecunda a Igreja, ilumina os povos, guarda o deserto, abre o paraíso.”Proclo de Constantinopla, bispo


A primeira coisa que nossos pais católicos nos ensinam a fazer é o sinal da Cruz. É uma das mais belas marcas de nossa religião; é o ato que inicia e termina nossas orações particulares ou coletivas. É um sinal externo que “nos volta para Deus”.


Sua referência é bíblica. Uma delas está no livro de Ezequiel (9,3-4): “O Senhor disse: Percorre a cidade, atravessa Jerusalém e marca na fronte os que se lamentaram afligidos pelas abominações que nela se cometem.”


A marca é um tau (T), última letra do alfabeto hebraico, que tinha a forma de uma cruz. Os marcados são propriedade do Senhor, uma porção sagrada e intocável. Em Apocalipse 7,3 temos outra cena semelhante: “Não causeis danos à terra nem ao mar nem às árvores, até que selemos a fronte dos servos do nosso Deus.” Em ambos os textos, a marca na fronte significava a salvação e sem ele o homem não seria poupado.


Tertuliano (†220) escrevia no ano 211 d. C.: “Nós marcamos nossa fronte com o sinal da cruz. Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da Cruz” (De corona militis 3).


Fazer o sinal da cruz já era um hábito antigo quando escreveu isso.


Há muitos textos bíblicos, que louvam e exaltam a Cruz de Cristo:


Mt 10,38: “Aquele que não toma a sua cruz e me segue, não é digno de mim” (Cf.Mc 8,34; Lc 9,23; 14,27).


Mt 16,24: “Disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.


Leia também: O Sinal da Cruz


Gl 2,19: “Pela Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Fui crucificado com Cristo.”


Gl 6,14: “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.”


Diz ainda Santo Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século II: “Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da Cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se á feito com fé, não por ostentação, mas em virtude da convicção de que á um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da Cruz na fronte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreite para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42).




São Paulo exalta a santa cruz: “A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que se salvam, isto é para nós, é uma força divina.” (1 Cor 1,18)

Podemos e devemos fazer o sinal da cruz sempre que vamos rezar, conversar com Deus, pedir a sua proteção. Ao passar por uma igreja, ou outro lugar sagrado, podemos fazer o sinal da cruz, com respeito, e bem feito, para pedir a Deus a sua proteção. O importante é a intenção de rezar, “voltar-se para Deus”. 


O próprio Sinal da Cruz é uma oração. Importa que seja feito com devoção, e não como superstição. Diante do Santíssimo Sacramento, pode-se fazer o sinal da cruz, mas não é obrigatório; e sim a genuflexão. Também não é necessário fazer o sinal da cruz ao receber a sagrada Comunhão, pois já o fizemos no início da celebração.


Nota: vale a pena lembrar que no dia 14 de setembro a Igreja celebra a festa da exaltação da santa cruz.


“… Até hoje a cruz é glorificada; com efeito, é a cruz que ainda hoje consagra os reis, adorna os padres,protege as virgens, dá força aos ascetas, reforça os elos dos esposos, dá ânimo às viúvas.É a cruz que fecunda a Igreja, ilumina os povos, guarda o deserto, abre o paraíso.”Proclo de Constantinopla, bispo (c. 390-446) – Sermão para o Domingo de Ramos



Autor: Prof. Felipe Aquino
Fonte: Cleofas