quarta-feira, 27 de julho de 2016

"Não acredito nestas coisas de Possessões Diabólicas..."

“Jesus, porém disse-lhe: “Espírito impuro, sai deste homem!” (Mc 5,8)

 

"Não acredito nestas coisas de possessões Diabólicas..."

Padre Gabriele Amorth


Há nos dias de hoje um grande mal que cerca há muitos sobre a realidade da existência do Demônio, de Satanás! Muitos acreditam que Satanás é somente uma invenção dos homens para poderem “transferir” suas culpas e responsabilidades para alguém e, não querer o próprio homem, assumir suas atitudes.
 
Isso é um erro tremendo, e pode vir a se tornar um desastre com graves consequências para a vida destas pessoas.


Satanás existe, ele é real, é sim um ser com muito poder, inteligente e astuto; é chamado pelo próprio Jesus como o Príncipe deste mundo, portanto realmente por esta afirmação compreendemos que nele há determinada força e poder…



Mas é claro que nada disso é comparado à força de Deus, ao Seu poder e realeza! Deus é infinitamente Superior a Satanás, e como muitos erradamente pensam, Deus não disputa poder e força com Satanás, pois o Maligno reconhece a superioridade de Jesus, e declara essa superioridade de Deus na própria Palavra quando diz: “Que queres de mim, Jesus, Filho de Deus Altissimo? Por Deus, não me atormentes!” (Mc 5,7)
É nesta passagem que Jesus diz ao Demônio: “Espírito impuro, sai deste homem!” (Mc 5,8)


Esta é uma das muitas passagens que Jesus nos ensina sobre a realidade do Demônio e sobre a Possessão Diabólica!
Mas infelizmente, muitos ainda acreditam que esta realidade sobre a Possessão Diabólica não é real, que ela não existe; e que são sempre frutos de mentes perturbadas com algum tipo de transtornos psicológicos…O que me deixa surpreso é que atualmente, existam pessoas da própria Igreja que não acreditam nesta realidade!


:: A incredulidade paralisa os Milagres!
:: A ação da Pregação no processo de Libertação
:: Preciso de Cura, Libertação ou Exorcismo? – Parte 1


Vou contar uma breve historia abaixo que foi o próprio Padre Gabriele Amorth que contou, e que sempre, com o seu bom senso de humor, deu um lindo ensinamento sobre a realidade da Possessão Diabólica:
Então conta – nos Padre Gabriele Amorth que um dia um Bispo o encontrou e sabia que ele era o Exorcista famoso e de renome do Vaticano, e mesmo assim este Bispo falou ao Padre Gabriele Amorth que não acreditava na realidade de Possessões Diabólicas
 

Padre Gabriele, com a sua experiência e sabedoria disse ao Bispo que ele poderia lhe recomendar 4 livros excelentes e que depois de lê – los o Bispo ficaria convencido da realidade das Possessões Diabólicas
O Bispo, curioso então por saber quais seriam estes tais livros que lhe convenceria da realidade das Possessões Diabólicas, perguntou então ao Padre Gabriele Amorth:


Me diga então quais são estes livros?

E Padre Gabriele lhe respondeu:

São os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João…
Meu Deus quanta sabedoria nesta resposta de Padre Gabriele!
 
Mas infelizmente esta é a realidade de muitas pessoas sobre este tipo de assunto! O Evangelho esta ai para nos ensinar o que precisamos saber sobre a realidade do Maligno!

E para ser bem sincero com vocês, nos tempos de hoje, onde vemos crescendo de maneira alarmante a realidade do Ocultismo em nosso meio, não são raros os casos de Possessões Diabólicas que surgem! Raros na verdade são as pessoas especializadas para discernirem tais realidades e ajudarem da forma correta!


Por isso mais do que nunca precisamos saber que o Maligno esta ai, e que precisamos como cristãos nos revestir das Armaduras de Cristo para combate – lo!


O que são livros apócrifos?

Há livros apócrifos referentes ao Novo e ao Antigo Testamento

 

 



 Apócrifos são os livros que foram escritos pelo povo de Deus, mas não foram considerados pelo Magistério da Igreja como revelados pelo Espírito Santo; portanto, não são canônicos, isto é, não fazem parte do cânon (índice) da Bíblia. As razões que levaram a Igreja a não considerá-los como Palavra de Deus é que muitos são fantasiosos sobre a Pessoa de Jesus e sobre outros personagens bíblicos. Além disso, muitos destes possuem até heresias como o gnosticismo. No entanto, neles há algumas verdades históricas, e isso faz a Igreja considerá-los importantes nos estudos. Há livros apócrifos referentes ao Novo e ao Antigo Testamento. Alguns deles são os seguintes:

 

A. Referentes ao Antigo Testamento


Jubileus; A Vida de Adão e Eva; 1 Henoque; 2 Henoque; Apocalipse de Abraão; Testamento de Abraão; Testamento de Isaac; Testamento de Jacó; Escada de Jacó; José e Asenet; Testamento dos Doze Patriarcas; Assunção de Moisés; Testamento de Jó; Salmos de Salomão; Odes de Salomão; Testamento de Salomão; Apocalipse de Elias; Ascensão de Isaías; Paralipômenos de Jeremias; Apocalipse Siríaco de Baruc; Apocalipse de Sofonias; Apocalipse de Esdras; Apocalipse de Sedrac; 3 Esdras; 4 Esdras; Sibilinos; Pseudo-Filon; 3 Macabeus; 4 Macabeus; Salmos 151-155; Oração de Manassés; Carta de Aristeu; As Dezoito Bênçãos; Ahigar; Vida dos Profetas; Recabitas.

 

B. Referentes ao Novo Testamento


Evangelhos
Evangelho segundo os  Hebreus (gnóstico) – fim do século I
Proto – Evangelho de Tiago (História do nascimento de Maria)
Evangelho do Pseudo Tomé
Evangelho de Pedro (docetismo) – meados do século II
Evangelho de Nicodemos
Evangelho dos Ebionitas ou dos Doze Apóstolos– meados do século II
Evangelho segundo os Egípcios – meados do século II
Evangelho de André – séculos II/III
Evangelho de Filipe – séculos II/III
Evangelho de Bartolomeu – séculos II/III
Evangelho de Barnabé – séculos II/III

 

Outros assuntos


O drama de Pilatos
A morte e Assunção de Maria
A Paixão de Jesus
Descida de Jesus aos Infernos
Declaração de José de Arimateia
História de José, o carpinteiro

 

Atos


Atos de Pedro; Atos de Paulo; Atos de André; Atos de João; Atos de Tomé; Atos de Felipe; Atos de Tadeu.

 

Epístolas


Epístolas de Barnabé
Terceira Epístola aos Coríntios – século II d.C.
Epístola aos Laodicenses – fim do século II d.C.
Carta dos Apóstolos – 180 d.C.
Correspondência entre Sêneca  e São Paulo – século IV d.C.

 

Apocalipses


Apocalipse de Pedro – meados do século II
Apocalipse de Paulo – 380 d.C.
Sibila Cristã – século III
Isso mostra que a Igreja foi muito criteriosa na seleção dos livros que formariam a Bíblia, isto é, revelados, Palavra de Deus. Por intermédio de sua Tradição, interpretada pelo Magistério, a Igreja nos deu a Bíblia como a temos hoje. Portanto, sem a autoridade dela [Igreja], a Sagrada Escritura não pode ser interpretada, pois não existiria a Bíblia, como a temos hoje, sem a Igreja.



Fonte: Canção Nova

terça-feira, 26 de julho de 2016

Dia de São Joaquim e Sant'Ana, pais de Nossa Senhora.

 


O data pode ser considerada como Dia dos Avós.

Com alegria celebramos hoje a memória dos pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Sant’Ana. Em hebraico, Ana exprime “graça” e Joaquim equivale a “Javé prepara ou fortalece”.

Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a

Tradição testemunham que São Joaquim e Sant’Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora. Sant’Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus.

O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant’Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça. A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José.

A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI.
São Joaquim e Sant’Ana, rogai por nós!


História de São Joaquim e Santa Ana

Joaquim pertencia à tribo da Judéia. Aos vinte anos tomou por esposa Ana, filha de Isachar, de sua tribo, descendente de Davi. Desde o começo de seu matrimônio fizeram voto de que ofereceriam seu primogênito para ser criado no templo santo, mas após vinte anos está criança ainda não havia nascido.

         

Joaquim era um homem muito rico, que cumpria suas obrigações no templo com muita generosidade. Porém, chagado o Dia do Senhor, quando todos os filhos de Israel levam duas oferendas ao templo, Joaquim foi impedido de participar por não ter filhos. Não gerar descendência para Israel era considerado fator de desconfiança, como um castigo de Deus por pecados não revelados.

Sentindo-se injustiçado e sem dizer à sua mulher, foi para o deserto, e ali montou tenda, onde jejuou  por 40 dias e 40 noites, esperando uma manifestação de Deus.


Enquanto isso, Ana, sua mulher, chorava e lamentava sua viuvez e sua esterilidade. No Dia do Senhor não se sentiu digna de participar das orações. Sentou-se no jardim, debaixo de um louro e ali orou fervorosamente. Em sua aflição comparou-se aos pássaros do céu, às feras, à águia e à própria terra. Todos eram fecundos perante ao Senhor, menos ela. Então um Anjo do Senhor apareceu e disse-lhe: “Ana, o Senhor escutou as tuas preces, conceberás e darás à luz uma filha e falar-se-á de tua primogênita por toda a Terra”. Ao que Ana respondeu: “Por mim Senhor, se dou à luz seja um filho ou uma filha, oferecerei ao Senhor e será seu servo todos os dias de sua vida”.


Também a Joaquim, no deserto, um Anjo do Senhor se revelou anunciando que Ana conceberá uma filha. Joaquim reuniu seu rebanho, separou parte deste para se oferecido a Deus, aos sacerdotes e ao povo, i dirigiu-se à cidade.
Joaquim e Ana encontraram-se na entrada da cidade na Porta Dourada, pois

Ana havia sido avisada, pelo Anjo, do retorno do marido. Cheia de alegria ela exclamou:
“Agora sei que o Senhor Deus me encheu de bênçãos, pois era viúva e já não sou mais não tinha filhos e vou conceber em minha entranhas”
E, após nove meses deu à luz uma filha, à qual chamou de Maria.
E tudo aconteceu em graça plena!


A fonte dessas histórias reverenciadas e das famosas obras de arte se encontra no Proto-Evangelho de Tiago. Escrito provavelmente no sec. II dc, supostamente por Tiago, irmão de Jesus, circulou durante séculos entre os cristãos, e acabou, sendo banido pela Igreja Católica, jamais fazendo parte, portanto, do Novo Testamento.



Bibliografia:

Mãe, A História de Maria, Ed. Mercuryo – 2003

Fontes: 

Canção Nova

São Joaquim