sexta-feira, 25 de julho de 2014

Por que tenho poucos amigos?

 Penso que sabe ser amigo quem já compreendeu que os outros são mais importantes sempre; é amigo quem se dá aos outros sem se importar muito com si mesmo. Aprende a ser amigo quem não quer levar vantagem, quem sinceramente se alegra com a alegria do outro e fica feliz por causa disso.




É amigo quem escuta o outro com sincero interesse e capricha para que essa pessoa entenda que é importante, querida e acreditada assim como é. O amigo entende que o tempo vale aquele momento importante para o outro. Sabe ser amigo aquele que não se importa quando a gente muda e aprende a rir com nossos erros.

“Eu de ti jamais me esquecerei!” (Is 49,15)

No mundo em que vivemos, somos tratados segundo nossos méritos ou o interesse das pessoas. Enquanto produzimos, somos rentáveis; enquanto servimos alguém, somos muito bem tratados. Mas quando cometemos um erro ou não produzimos mais conforme os critérios da sociedade, somos dispensados.

Muitos dos que antes se diziam amigos, já não o são. Outros querem nos ver pelas costas. Nessas horas, encontramo-nos em profunda solidão e abandono.

Talvez, hoje, você esteja vivendo essa situação, por isso sinta-se sem esperança. Porém, acima de qualquer criatura está o amor de Deus por nós. Saiba que o Senhor jamais o abandonará!

Ao longo deste dia, mergulhe na presença do Senhor e assuma em todos os momentos: o Senhor está contigo!

Não tenha medo! É por isso – e muito mais – que a Bíblia diz : “Quem o [um amigo] encontrou, encontrou um tesouro” (cf. Eclo 6,14).

Jesus nos ensina que precisamos ter amigos com os quais possamos chorar e abrir o coração. Amigos que nos acolham e nos amem do jeito que somos. Amigos que não nos julguem.

Feliz de quem tem um amigo para o qual pode se mostrar pelo avesso, mostrar o seu pior e o seu melhor!

Um amigo pode nos transformar. E por quê? Porque, antes de tudo, ele nos ama como somos. O amigo consegue nos corrigir e, muitas vezes, só ele é capaz de fazer isso. Ele, e só ele, tem linha direta com o nosso coração, porque nos ganhou por inteiro.

Nomeie os seus amigos, reze por eles e agradeça a Deus por tê-los!

Textos de Ricardo Sá e Luzia Santiago
Comunidade Canção Nova

Fonte: Canção Nova 


quinta-feira, 24 de julho de 2014

A religião de Jesus não é um peso, mas sim libertação

A religião de Jesus não é um peso, mas sim libertação! A religião de Jesus não é opressão, é vida nova, traz paz ao nosso coração! 
Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso”(Mateus 11, 28).
Jesus vê ao Seu redor discípulos cansados, multidões cansadas e fatigadas; carregavam pesos e fardos muito pesados, a própria lei se tornava um jugo, porque ela exigia demais, cobrava demais, oprimia demais o espírito, a alma. A pessoa era de Deus, mas não sentia alegria, paz e libertação por ser de d’Ele.
Sabem, meus irmãos, nós não podemos seguir uma religião que, para nós, representa peso. A religião de Jesus não é peso, mas sim libertação! A religião de Jesus não é opressão, é vida nova, traz paz ao nosso coração! É verdade que seguir Jesus causa uma revolução dentro de nós e tem suas exigências, mas traz para o nosso coração a libertação de que a nossa alma tanto necessita.
A vida nos cansa devido aos muitos compromissos que um dia assumimos em casa, em nossa família e até na Igreja e se tornam um fardo para a nossa vida; nossa cabeça está cheia de coisas, ficamos logo esgotados com o ritmo frenético da vida.
Deixe-me dizer a você: não é Deus que nos quer demasiadamente ocupados, não é Deus que nos chamou para estarmos cheios de coisas, compromissos ou responsabilidades. “Mas se eu não assumir, padre, quem vai assumir? Dentro da minha casa eu preciso fazer de tudo! Não faça de tudo sozinho(a). Faça tudo com Deus! Peça para a luz de Deus trazer a paz de que o seu coração precisa, para que aquilo que parece, muitas vezes, um peso insuportável se torne até um prazer e retorne a alegria. Quando fazemos as coisas com o coração e, sobretudo, com o coração de Deus em nós, até aquilo que parecia insuportável se torna para nós prazeroso.
Que hoje nos deixemos ser tomados por esse convite de Jesus e coloquemos n’Ele o nosso cansaço, a nossa fadiga e o nosso fardo. Que o nosso coração encontre no Coração de Jesus o descanso e o alento de que a nossa alma e o nosso espírito tanto precisam.
Deus abençoe você!


Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Deus nos pôs neste mundo para amar!

Deus nos pôs neste mundo para amarmos uns aos outros. Ele nos colocou nesta terra para implantar a civilização do amor.

Por todos os lados, vemos as marcas de um cruel desamor que nos escandaliza. "Afinal de contas, Deus não é amor? Então, por que a humanidade está nesta terrível situação de desamor?" A grande resposta é essa: Jesus já fez a parte d'Ele. Antes, porém, de voltar ao Pai, Ele nos deu uma missão muito concreta:

"Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Ide, pois, de todos as nações, fazei discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar tudo o que vos ordenei. Quanto a mim, eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos tempos" (Mt 28,18-20).

Em outras palavras, Jesus passou o bastão para nós. Agora, é nossa vez de ir e fazer discípulos em todas as partes.

O que Jesus ordenou? Um mandamento novo. "E eu vos digo: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, vós também vos amai uns aos outros. Nisso, todos reconhecerão que sois meus discípulos: no amor que tiverdes uns para com os outros" (cf. Jo 13,34-35).

Jesus viveu com Seus discípulos durante todo aquele tempo, treinando-os no amor. O Senhor os amou primeiro e os foi formando para se amarem uns aos outros com todas as diferenças e com todas as durezas que havia entre eles: "Como eu vos amei, vós também amai-vos uns aos outros".

Jesus precisa nos treinar no amor efetivo uns para com os outros, para irmos e formarmos discípulos, ensinando-os, com nossa vida, a amar como Jesus nos amou.

"Jesus nos colocou nesta terra para implantar a civilização do amor".


Daí, você vê que o mundo está como está, porque nós não amamos, porque não assumimos o bastão que Jesus pôs em nossas mãos, porque não formamos discípulos. A civilização do amor acontecerá quando pusermos o amor em prática em nossa vida.

Em outras palavras, o mundo novo depende de nos amarmos ou não, de formarmos discípulos ou continuarmos "na nossa".

Diante de todo o desamor do mundo, amar será nosso bom combate. O Senhor não desiste de nós. Ele, que formou Seus apóstolos (e não foi fácil), quer nos formar combatentes no amor. 

Além de mostrar que esse é o caminho para a santidade e que o amor se faz mediante atitudes concretas, Jesus nos diz que seremos julgados pelo amor. Ele afirma: o que fazemos ou deixamos de fazer em gestos concretos de amor é a Ele que o fazemos ou não. Nesse julgamento, ou recebemos o primeiro prêmio ou o castigo máximo.

Ele quer nossa santidade, por isso nos dá uma ordem: "Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou Santo".

Essa não é uma simples recomendação, é uma ordem! Sabemos que o segredo para ser santo é amar o próximo com gestos concretos; e a primeira regra para ser discípulos de Jesus é renunciarmos a nós mesmos.

Deus sabe que somos egoístas e que sempre queremos o melhor para nós, por isso nos ensina a amar o próximo. É como se Ele nos dissesse: "Vocês têm um amor-próprio muito grande, são egoístas, egocêntricos, sempre buscam o melhor para si. Justamente por causa disso, amem ao próximo como vocês amam a si mesmos!" 

Artigo extraído do livro 'Combatentes no amor', de monsenhor Jonas Abib.