27/11/2017

Virgem Maria, a Senhora das Graças!

A ousada confiança da  jovem Maria

Ao aparecer à jovem Maria, o Arcanjo Gabriel, faz a seguinte saudação: “Alegre-se, cheia de graça! O Senhor é contigo”. (Lc 1,28). Maria é cheia de graça, é agraciada pelo dom de trazer em si a maior de todas as graças, a Divina Graça, o Filho de Deus Encarnado, Jesus.
Ao dizer o seu sim a Deus: “Faça-se em mim segundo a Tua palavra” (Lc 1,38), Maria passa a ser portadora do Portador de todas as graças para a humanidade. Deus quis que assim fosse, em vista dos méritos de Cristo, ela foi pensada cheia de graça, foi preservada assim, realidade que se plenificou ainda mais na liberdade do seu sim.
Mesmo antes de surgir uma devoção, propriamente dita, poderíamos pensar o seguinte. Uma vez que, o Arcanjo Gabriel não a chamou de Maria, mas de Cheia de Graça, descrito com o termo grego κεχαριτωμένη/ kekaritomenê por São Lucas em seu Evangelho, poderíamos pensar, juntamente, com o que outros já expressaram: Cheia de Graça é o novo nome de Maria, nome que expressa a função espiritual d’Ela para a humanidade. Deus a agraciou, preferiu e a fez assim.
Reflitamos agora sobre como se deu o surgimento da devoção à Maria, com o título de Nossa Senhora das Graças.
Nossa Senhora das Graças/ Fonte: vivanossasenhora.blogspot.com

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A devoção à Nossa Senhora das Graças

Esta devoção surgiu na França por meio de uma noviça da Congregação das filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Seu nome era Catarina Labouré.
No dia 27 de novembro de 1830, em Paris, Catarina, na Capela, teve uma visão com a Virgem que se revelou a ela com esse título: ”Nossa Senhora das Graças”.
Na aparição Catarina também contemplou uma espécie de moldura oval, em cuja frente haviam os dizeres: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Quando a moldura virou-se, atrás havia a letra M com uma Cruz na parte superior e, embaixo, as imagens do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria.
Na aparição Nossa Senhora diz que, as Graças precisam ser pedidas e manda reproduzir medalhas como o modelo visto por Catarina Labouré e diz: “As pessoas que a trouxerem, com devoção, hão de receber muitas graças”. Todos esses relatos foram feitos por Santa Catarina Labouré, que foi canonizada no dia 27 de julho de 1947 pelo Papa Pio XII.
Na França, um surto de peste incurável começou a desaparecer nas pessoas que utilizavam a medalha, um dos exemplos da eficácia do uso da Medalha em atitude de fé, como foi a ordem de Nossa Senhora. E por esse motivo ela foi apelidada de A Medalha Milagrosa.

A devoção hoje

Fé é o que se espera de toda devoção, fé em Deus, fé em Seu Filho, o Mediador por excelência e fé no Espírito Santo. A Trindade é a fonte de todas as graças. E a mais repleta de todas essas graças é Nossa Senhora, e Ela, como Mãe, é a medianeira das Graças que precisamos para amar mais a Deus.
Mas, o que obedecer e pedir à Nossa Senhora das Graças? Precisamos obedecê-la mudando nossa conduta, no empenho pela busca da conversão. Sim! Precisamos nos converter, renunciar as situações de pecado, porque esse é contrário à vontade de Deus. Precisamos obedecê-la vivendo a oração, a penitência e a reparação.
Reparar é buscar contribuir para que o mundo padeça menos as consequências do pecado, por conta do seu afastamento de Deus. Contribuir por meio de nossas orações e ajuda de Nossa Senhora. Ela nos ajude em nossa caminhada cristã.
Peçamos à Nossa Senhora das Graças o cuidado sobre nossas escolhas, sobre nossa vida com Deus e nossas necessidades. Encerro este artigo convidando você a rezar:
“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

Deus abençoe você!

Padre Edison de Oliveira
Comunidade Canção Nova

26/11/2017

Por que celebramos, na Igreja, a Festa de Cristo Rei?

Conheça e saiba sobre a simplicidade dor rei Jesus

A solenidade deste último domingo, do ano litúrgico da Igreja, nos coloca frente à realeza do rei Jesus. Criada em 1925, pelo Papa Pio XI, esta festa litúrgica pode parecer pretensiosa e triunfalista. Afinal, de que realeza se trata?
Para superar a ambiguidade que permanece, precisamos ir além da visão do Apocalipse, cujo hino na segunda leitura canta que “Jesus é o soberano de todos os reis da terra”. Ora, reis e rainhas não servem de modelo para a representação gloriosa de Jesus. Mesmo que seja para colocá-Lo acima de todos os soberanos. Riquezas, palácios, criadagem e exércitos não são elementos que sirvam para exaltar a entrega de Jesus por nós. Jesus está na outra margem, Ele é a antítese da realeza da riqueza e do poder. Não é por acaso que os evangelhos da liturgia de hoje, nos ciclos litúrgicos A, B, e C da Igreja, sempre nos colocam no contexto da Paixão de Jesus para contemplar Sua realeza.
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Quando Jesus foi rei?

Jesus foi Rei, durante sua vida, em apenas dois momentos: ao entrar em Jerusalém como um Rei pobre, montado em um jumento emprestado e ao ser humilhado na Paixão, revestido com manto de ”púrpura-gozação e capacete de espinhos”; e Rei ao morrer despido, com o peito transpassado na cruz. Rei da paz e Rei do amor sem limite até a morte. A realeza de Jesus é a realeza do Amor Ágape de Deuspor toda a humanidade e por toda a criação.
Essa festa é a ocasião propícia para podermos reconhecer, mais uma vez, que na cruz de Jesus o ”poder dominador”, o ”poder opressor”, criador de desigualdades e exclusões, espalhador de sofrimento por todos os lados, está definitivamente derrotado. Isso se deu pelo seu modo de viver para Deus e para os outros. O fracasso na cruz é a vitória de Jesus sobre o mal, o pecado e a morte, por meio de Sua Ressurreição.

Deus é o criador

Essa festa se torna, então, reveladora de um tríplice fundamento para a nossa esperança de que as promessas de Deus serão cumpridas até o fim.
O surgimento da matéria e sua evolução, desde o big-bang ─ quando toda a energia do Universo se concentrava em um único ponto menor do que o átomo ─ são o primeiro fundamento de nossa esperança.
Deus é criador respeitando as leis daquilo que criou. Nós nos damos conta de que a soberania d’Ele vem se cumprindo num Universo em expansão, uma vez que, a evolução da matéria atingiu seu ponto ômega ao dar à luz Jesus de Nazaré, por meio de Maria, porque n’Ele está a Humanidade humanizada para todos os homens e mulheres, de todas as gerações.
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O segundo fundamento é a pessoa de Jesus de Nazaré. O sonho de uma humanidade humanizada ─ tornada aquilo que ela é ─ vem expresso na primeira leitura do livro de Daniel, na figura de um Filho de Homem ─ figura antitética dos filhos de besta, filhos da truculência, dos povos pagãos que oprimiram Israel com seus exércitos. O sonho tornou-se realidade em Jesus Cristo. Ele nos humaniza com a Sua divindade: nunca Deus esteve tão perto de nós, sendo um de nós e sem privilégios; mas também sem crimes nem pecados (cf. epístola aos Hebreus). Jesus nos diviniza com a sua humanidade, tão humano que é, que só pode vir de Deus e ser d’Ele mesmo.
O terceiro fundamento de nossa esperança é a comunidade eclesial de fé, dos amigos e discípulos de Jesus. Olhando essa grandeza, entendemos o sentido último de nosso batismo, pois na realeza de Jesus fomos batizados para sermos reis e rainhas; no sacerdócio de Jesus, para sermos sacerdotes e sacerdotisas; no profetismo de Jesus, para sermos profetas e profetizas, para viver segundo o imperativo da Palavra de Deus revelada em Seu Filho.
A soberania dessa realeza consiste no serviço da cultura da paz e da solidariedade, da compaixão e da fraternidade. O poder que corresponde a essa realeza é o do exercício da autoridade que serve, para fazer o milagre da diversidade tornar-se unidade.

Os gestos de Jesus

No sacerdócio de Jesus, nos unimos à Sua missão de gastar a vida pelos demais. Sabemos por Ele qual o modo de existir que nos conduz à vida verdadeira; qual a religião que agrada a Deus. A esperança posta no sacerdócio de Jesus, é também, certeza de que a vida gasta por compaixão e solidariedade é a vida feliz e bem vivida.
Nossa esperança é profética, pois a força da Palavra inaugura o futuro. “Apesar de você, amanhã há de ser outro dia (…)”, cantava Chico Buarque nos anos da ditadura. Era a palavra do poeta vencendo a força bruta. Vivendo o tempo presente no coração da comunidade de fé, que é a Igreja, sentimos que uma força maior se move em nós, nos comove para abrir-nos em direção ao futuro, pois nossa esperança não se funda somente em Deus, sentido radical do futuro ou, como diz o provérbio, que “o futuro a Deus pertence”. Mas é o Senhor mesmo a quem esperamos e quem nos espera no futuro. Isso que é ter esperança: esperar Deus mesmo!

A Festa de Cristo Rei

A festa de hoje, nos faz contemplar a existência do universo, necessária para que surgisse o grande presente de Deus, oferecido para toda a criação, que é Jesus. Desta forma, nossa esperança se sustenta também nos cantos dos bem-te-vis e sabiás; nas rosas e margaridas; nas crianças e nas borboletas; nos homens e mulheres de boa vontade; nas pedras e nos vulcões; nas nuvens, na lua e nos planetas; nas estrelas e nas galáxias. Se existe tudo isso e não o nada, nossa esperança tem pé, cabeça e coração.
Assim, como São Paulo, vivemos na esperança, mas sabendo de seu tríplice fundamento: aquele da evolução do universo, que culminou em Jesus, pelo dom de Maria; aquele que é Jesus, que por nós se doou na cruz, abrindo para nós um modo de viver para Deus e para os outros, que é verdadeira salvação; e aquele que é a Igreja, a nossa comunidade de fé, que nos lança e sustenta na abertura radical ao futuro, esperando Deus que vem e que nos acolhe com amor infinito, por meio do seguimento de Seu Filho, por quem recebemos a vida e a plenitude da graça de Deus.

Autor: Padre Anderson Marçal

Será que o tempo cura?

O tempo pode, até mesmo, anestesiar um pouco a dor. Mas, os dias passam e a agonia continua

Todos conhecemos as frases: “Com o tempo passa” e “Depois de casado sara”. Até parece mesmo que esses chavões são consolos para quem está sofrendo. No entanto, o tempo não cura absolutamente nada. O tempo pode, até mesmo, anestesiar um pouco a dor. Mas, os dias passam e a agonia continua. O tempo pode jogar o sofrimento para seu subconsciente ou inconsciente, fazendo-o crer que o problema foi superado.
Na realidade, o tempo não cura. Basta um acontecimento qualquer para, de repente, fazer a dor antiga voltar à superfície. Ainda que o tempo nada possa curar, Deus pode curar com o tempo. No poder do Espírito Santo, Deus pode curar o coração ferido, pode dar vida novamente a um casamento, pode livrar o sofredor de suas penas.
Foto ilustrativa: Wesley Almeida / cancaonova.com
É claro que, no pior momento da dor, é importante partilhá-lo com alguém de confiança. É importante também aceitar a ajuda oferecida por amigos, profissionais da saúde psíquica, moral e espiritual. Compreensão, consolo e apoio podem trazer alívio em momentos difíceis. Mas o mais importante é curar as raízes e as causas do sofrimento. E isso é possível pela cura interior, que acontece quando deixamos Deus agir em nós. Portanto, precisamos descobrir e tomar posse do infinito amor que Deus derramou e continua derramando sobre a humanidade.
Do coração de Jesus nasce o homem de coração novo, nasce a possibilidade de cura interior, porque Jesus nos leva a crer e a experienciar que o amor d’Ele é infinitamente maior que nossas misérias e pecados. Muitas vezes, as pessoas ficam protelando sua felicidade, afirmando: “Só vou ser feliz quando resolver este meu problema.” Um problema interior, não pode ser um obstáculo para vivermos bem e procurarmos com nossas limitações, servir àqueles que, de nós, necessitam.

Feridas da vida

As feridas da vida, que alteram nossa afetividade, não são os pecados, as culpas, nem as maldades espirituais. Não são coisas que dependam muito de nossa vontade. A demasiada preocupação em sanar essas feridas pode consumir, ”em nosso próprio eu”, todas aquelas energias que poderíamos empregar na ajuda aos outros, em trabalhar bem, dentre outros.
A oração de cura interior tem por objetivo curar-nos e libertar-nos, para podermos amar melhor o próximo. A cura interior nos permite expressar melhor o amor. Faz com que nossas atitudes não prejudiquem os outros, faz com que nos sintamos melhor, e assim, apoiemos outras pessoas com o amor sadio, alegre e comunicativo.
(Artigo extraído do livro – Seja feliz todos os dias – de Pe. Léo, scj)

Da impureza à santidade...

Deus tem o céu para você, mas precisa de uma resposta sua de fidelidade e santidade

Nos tempos atuais, existe uma crise moral que afeta a sociedade, e parece que tudo o que a Bíblia e a Doutrina da Igreja dizem é uma afronta ou uma piada. A moda hoje é criticar e ir contra tudo aquilo que o Magistério da Igreja ensina. E olha que tudo vem da Palavra de Deus, de estudos aprofundados e da experiência milenar da Igreja.
Hoje se incentiva os jovens a fazer sexo na hora em que quiserem e da forma que quiserem. Os programas de ONGs e do governo de “controle da natalidade”  e da prevenção de DST (Doença sexualmente transmissível) e AIDS, entre outras, divulgam não somente a camisinha e o anticoncepcional, mas também a liberdade de viver a sexualidade livre.
Foto ilustrativa: Wesley Almeida / cancaonova.com
E de acordo com algumas pesquisas, atualmente, o Brasil é um dos países onde se perde a virgindade mais cedo. E mesmo com essa apologia ao uso da camisinha, que é distribuída gratuitamente por esses programas, temos visto filas cheias de adolescentes grávidas nos postos de saúde e hospitais. E por que isso? Exatamente porque os jovens “quando não têm camisinha” fazem sexo da mesma maneira, pois praticá-lo, hoje, para muitos, é lazer.
A única forma de se prevenir contra a AIDS e a DST é vivendo a castidade, a continência sexual. Talvez você possa até pensar que isso é loucura da Igreja e da cabeça dos padres; porém, não consigo vislumbrar um meio mais eficaz.
Deus pensou o homem para o casamento monogâmico (um homem que se casa com uma única mulher). No entanto, hoje, o sexo tem sido divulgado como lazer, e mais quase ninguém compreende que o sexo no ser humano não é somente físico, é também espiritual. O sexo não é divino, porém, é sagrado, e quando é feito de uma forma não sagrada, ele desestrutura o ser humano. Os animais não têm sentimentos, não os vemos tristes depois do ato sexual; eles ficam com menos energia, mas não é tristeza. Mas o homem não, o homem se entristece por praticá-lo de forma errada, pois está deturpando aquilo que é sagrado.
Talvez muitos rapazes e muitas moças, que perderam a virgindade – pela fraqueza e pelo incentivo à vivência de uma sexualidade livre – fiquem pensando hoje: “Como vou voltar atrás? Já me perdi mesmo, perdi a virgindade.” O rapaz diz: “Já saí com muitas garotas.” E a garota diz: “Já saí com muitos garotos. E agora?”

Puros de coração

Santa Luzia tem uma frase maravilhosa para essas pessoas que viveram isso: “O mundo tirou a pureza do meu corpo, mas não do meu coração”. A resposta desse questionamento está nessa frase: eles devem buscar a pureza do coração, lutar pela vivência da castidade, da continência sexual. Dessa forma, vamos vendo acontecer a graça da purificação, que o próprio Deus vai realizando em nós pela decisão de vivermos assim.
O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos diz: “A expressão ‘puros de coração’ designa aqueles que entregaram o coração e a inteligência às exigências da santidade de Deus, principalmente em três campos: a caridade, a castidade ou a retidão sexual, o amor à verdade e à ortodoxia da fé” (CIC 2518).
Esta falsa liberdade, que é pregada e vivida pelo mundo, tem causado grandes estragos nos casamentos, pois vemos uma infinidade de matrimônios destruídos por causa do adultério, da infidelidade. E, muitas vezes, até pensamos que tudo está perdido e que não tem mais jeito. Muitos até assumem para si a tão famosa “síndrome de Gabriela”: ”Eu nasci assim, eu cresci assim, vou viver assim e morrerei assim: sempre Gabriela”.

Uma boa notícia

Tenho uma boa notícia para você que se perdeu ou se desviou do projeto de Deus para a sua vida, que é um projeto de felicidade e santidade: o segredo é se aproximar de Deus, aproximar-se da Eucaristia e da Palavra de Deus, e viver uma vida coerente e estável de oração. Tenha certeza de que você será liberto da ”síndrome de Gabriela”, e do pecado que o desviou do projeto de Deus.
Deus quer alcançar você! Já vi muitos homens, que antes eram adúlteros, restaurarem o casamento e passarem a viver a fidelidade. Assim como tenho visto jovens, que antes viviam um desregramento sexual, hoje, viverem um caminho lindo de pureza e castidade. Também tenho visto jovens que estavam perdidos no homossexualismo, hoje, viverem a castidade, dando uma resposta diferente para Deus. E o mais bonito de tudo: SÃO FELIZES POR ESTAR FAZENDO A VONTADE DE DEUS!
Talvez você já tenha desistido de você mesmo, porém, quero lhe dizer nesta hora: Deus não desistiu e nunca desistirá de você! Volta a ser o que Deus quer! O que você vive não é a última palavra para a sua vida! A última palavra para a sua vida vem de Deus: O CÉU! Deus tem o céu para você, mas precisa de uma resposta sua de fidelidade e santidade. É possível! Volte para Deus!
Estamos juntos nesta linda luta por ser de Deus! Conte comigo e com minhas orações.
Deus o abençoe.

Padre Roger Luis
Comunidade Canção Nova

16/11/2017

A identidade do Filho de Deus

Com o sacramento do batismo, você adquiriu a identidade de filho de Deus

Deus sempre renova nossa experiência com Ele, fazendo o novo acontecer, fazendo florescer um tempo de graça na nossa história, no nosso dia a dia, em nossa identidade de Filho de Deus.
Caminho sempre numa Palavra da Bíblia: “Quem está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho, tudo se fez novo” (2Cor 5,17).
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Poder transformador

Em Deus não há monotonia, n’Ele nada se repete, tudo se renova; e quando estamos em Cristo, essa renovação acontece com uma força e um poder transformador.
Tenho 23 anos de conversão e de vida com Deus, e a cada manhã tudo se renova na minha vida.
Jesus assume, com todo o coração e alma, a missão d’Ele, sem medo de se expor e sem medo de morrer pelo que veio anunciar. Ele sempre assumiu Sua identidade de Filho de Deus! Foi rejeitado pelos de Sua raça, da Sua estirpe, o povo a quem Ele foi enviado. Jesus foi perseguido e ameaçado, porém, não desistiu, foi até o fim, sendo condenado à morte, sendo flagelado, derramando Seu Sangue pelos nossos pecados. Ele não desistiu. Morreu e foi justificado pela Ressurreição, sempre assumindo a identidade d’Ele.
Muitas vezes, não temos a coragem de assumir a nossa identidade, de forma que nem sempre damos testemunho dela [identidade], pois queremos ser iguais a todo mundo.
No entanto, nós nos esquecemos de que Aquele “a quem temos de imitar” não se fez igual aos demais; pelo contrário, viveu de maneira diferente, fez a diferença e incomodou.
Hoje é o dia de nos perguntarmos: eu tenho incomodado com a minha vivência do Cristianismo? Eu tenho sido autêntico? Tenho dado testemunho da minha fé?
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Opção radical por Deus

A vivência da Sua identidade levou Jesus à cruz. Talvez, também tenhamos de passar pela cruz por fazermos a opção radical por Deus. Mas precisamos dizer sem medo: isso é o que Ele quer de nós, que sejamos autênticos, diferentes, separados e santos.
Preciso ainda dizer: as pessoas com quem convivemos esperam também que sejamos diferentes e que tenhamos posições diferentes no dia a dia. São Paulo revela que até mesmo toda a criação espera que nos manifestemos: “De fato, toda a criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8,19).
Você já reparou no seu documento de identidade? O que ele contém? Ele traz seu nome completo, sua filiação (nome do pai e da mãe), a data do seu nascimento, o número do registro de seu nascimento, a cidade onde você nasceu, a data da expedição da carteira, a sua foto, sua digital e o número do registro geral e sua assinatura.
Como será a nossa identidade de cristãos? No céu, o nosso nome está completo também, assim como o nome daqueles que lhe deram a vida, aqui na Terra, estão registrados lá.
A filiação evidenciada no céu é a de que você é filho de Deus. Há a data do seu nascimento e, no lugar da data da expedição da carteira, há a data do seu batismo, pois, por meio desse sacramento, você adquiriu a identidade de filho de Deus.
O céu o conhece muito bem, por isso não precisa de foto nem assinatura, pois a “assinatura” são as opções que você faz.

A garantia do Sangue de Jesus

Sangue de Jesus lhe dá a garantia do seu nome registrado no céu.
O desafio é demonstrarmos aqui, nesta terra, nossa identidade de filhos de Deus, de cidadãos do céu, pois, no lugar da cidade onde nós nascemos, está escrito que você e eu somos cidadãos do céu. Mostre para todos a sua identidade.
Eis o desafio de hoje: seguir os passos de Jesus e não negar a identidade de cristão, de filho de Deus.
Isso implica testemunho de vida e luta constante pela santidade.
Estamos juntos nesta!
Conte comigo!
Deus abençoe!

Autor: Pe Roger Luiz
Fonte: Canção Nova

15/11/2017

Nunca perca o encanto e a ternura pela vida

Que as dores vividas não nos roubem o olhar de esperança nem o encanto pela vida

Viver é uma aventura, e, diga-se de passagem, uma aventura muito bela! Descobrem a beleza da vida, as almas que nunca perdem o encanto e a ternura diante de cada novo dia e de cada nova experiência.
Enche-se de leveza e alegria o coração que nunca perde a novidade e que enfrenta as realidades, a cada dia, como se tudo fosse novo, encantando-se diante da criação e diante da beleza presente nos detalhes do existir.
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Ao contrário, quem perdeu o encanto com a vida e a enxerga com ares de “hora extra”, acreditando já ter contemplado tudo o que ela tem a oferecer, acaba por conceber a existência como um peso, como realidade opaca e destituída de significado.
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Quando se perde o encanto pela vida

Uma das piores coisas do mundo, pior até que “dor de dente”, é conviver com alguém que se cansou de viver, que vê a vida de maneira distorcida e negativa em virtude das marcas que o passado lhe acrescentou.
Quem fica com os olhos fixados no passado se torna incapaz de ver o presente. E quem não o vê está morto.
Não existe maior expressão de morte para alguém do que deixar de enxergar o mundo e o presente, como se fosse a primeira vez.
Que as dores que vivemos não nos roubem o olhar de esperança nem o encanto diante de cada situação.
Nosso presente é o presente que Deus nos entrega, e cabe a nós, com o auxílio e a graça d’Ele, reconstruir no hoje, as belas e originais ilustrações e formas de nossa história.
Fomos criados para a felicidade, independentemente do nosso passado e das dores que vivenciamos.
Ser feliz não é viver sem sofrimentos, mas é saber crescer com esses, não permitindo que eles nos aprisionem.
Não existe realização sem luta e desafio. Quem luta por sua felicidade já a alcançou, é apenas uma questão de tempo. É possível ser feliz no hoje. A felicidade é sempre uma real possibilidade, depende apenas da forma como enxergamos a vida.
Nunca desista de lutar pela vida e por seus sonhos, saiba que você é muito mais do que seu passado e suas escolhas erradas.
Creia que hoje, agora, é o momento ideal para ser feliz e viver o encanto pela vida!

Autor: Padre Adriano Zandoná

14/11/2017

O pecado é o motivo de nossa tristeza

Tenha certeza: o pecado é o motivo de sua tristeza, e só Jesus pode lhe devolver a alegria verdadeira

Em algumas situações específicas, em que duas pessoas eram condenadas à morte, os romanos costumavam aplicar uma pena extremamente cruel. Amarravam as duas pessoas uma à outra, rosto com rosto, braço com braço, mão com mão, perna com perna e assim por diante. Depois, matavam apenas um deles e colocavam ambas no sepulcro, amarradas. À medida que o cadáver ia se decompondo, liberava substâncias que consumiam em vida o corpo daquele que com ele estava amarrado.
Dessa maneira, podemos entender melhor a que São Paulo aludia ao dizer: “Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?” (Rm 7,24). Ele não falava de seu corpo físico, mas do corpo do pecado ao qual estava amarrado.
Foto: Wesley Almeida / cancaonova.com
Qual aquele condenado, não temos forças para nos livrar deste corpo de pecado que nos consome. Estamos de tal maneira amarrados a ele, que parecemos formar um só corpo, e não estamos amarrados por fora, mas por dentro, em nosso coração.
Precisamos de alguém que nos desamarre e nos livre desse corpo que nos mata e faz apodrecer em vida.
Os cristãos são o suave odor de Cristo, mas, quando se tem um corpo de pecado trancado no coração, o próprio coração se corrompe e começa a empestear, com o mau cheiro, o ar à sua volta. Em vez de ser causa de alegria e felicidade para si e para os outros, torna-se causa de sofrimento e infelicidade, porque se afasta de Deus e entra em discórdia com as pessoas para defender interesses egoístas.
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A verdade é que somos as primeiras vítimas desse mal; sentimo-nos tristes, abatidos e abandonados, porque somos pecadores e, em nosso coração, vive uma lepra chamada pecado, que o insensibilizou à presença amorosa de Deus. E o pior é que não podemos fugir dele, como se foge de uma pessoa desagradável. Não podemos fugir, porque o pecado nos fala de dentro do nosso coração (cf. Sl 36,2), nós o levamos conosco para onde vamos.

Só Jesus pode lhe devolver a alegria verdadeira

Tenha certeza: o pecado é o motivo de sua tristeza, e só Jesus pode lhe devolver a alegria verdadeira. É necessário que Ele o liberte desse mal, mate essa lepra e mude seu coração corrompido em um novo coração. Toda pessoa que pensa ser impossível que seus pecados lhe sejam perdoados, entra em desespero, e torna o seu estado pior do que era antes. Então, tenha confiança em Deus!
Se você, alguma vez, já se sentiu perdido por causa de alguma coisa que fez, se teve medo de cair no inferno, sentiu-se desolado e sem forças, se, depois de repetidas lutas contra um mesmo pecado, mais uma vez você foi vencido e sentiu vontade de desistir, tenho uma ótima notícia para você: só quem assim se sentiu pode experimentar o que é ser salvo pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, e este mesmo Jesus pode eliminar sua tristeza na raiz.

Autor: Márcio Mendes