15/03/2015

40 dias e algumas palavras de incentivo…

40 dias e algumas palavras de incentivo…
Caríssimo leitor, há quatro atitudes de que Jesus fala em sua pregação que gostaria de partilhar com vocês como um programa para essa nossa Quaresma em 2015.


Primeiro: Examina-te a ti mesmo, pois reconhecimento, o arrependimento e a confissão de pecados é parte fundamental do processo de nossa santificação.


Que tal uma boa, santa e verdadeira confissão? Você ainda se lembra de quando foi seu último encontro com a Divina Misericórdia? O Tribunal do Perdão é o único lugar onde o réu confessa que é culpado e sai de lá, perdoado, livre… Sabe por quê?


No confessionário existe um Deus Misericordioso e Justo que se utiliza do seu ministro, o sacerdote, para perdoar nossos pecados. Na Sagrada Confissão, Jesus vem e faz aquela faxina. Logo em seguida, Ele, de braços bem abertos, nos fascina. Como não amar este Deus?


A renúncia desenha no horizonte da Igreja e, também da sociedade contemporânea, a mais genuína e indispensável lição do Evangelho. A renúncia se assenta, antes de tudo, na confiança no seu Mestre e Senhor e na mais qualificada conquista espiritual de simplicidade e humildade. Gera a coragem do desapego, a alegria da liberdade e a consciência lúcida do seu lugar, agora como orante no acompanhamento e sustento da Igreja na sua missão.


Desafio este exame em sua vida: o Santo Exame do Perdão! Tire as sandálias do teu coração, pois o lugar que amas é Santo, Santo, Santo. Joelhos doloridos, sem planejamento, cria água, inflama! O desejo do Coração de Jesus é a nossa disposição em segui-Lo. Queres ouvir a Voz de Deus? Elimine as outras vozes do teu coração. Seja alcançado pela Misericórdia! Seremos salvos por obra e graça do Misericordioso Deus. Conversão é difícil demais, custa caro. Mas, não desista. A Misericórdia nos alcançará, custe o que custar!


Segundo: Necessário também é pedir, buscar e bater…


Fique na dependência absoluta de Deus em relação ao teu futuro, buscando-O em tudo. Ei, meu irmão… Ei, minha irmã! Confia, pois Ele tem sempre o melhor para nós. Sabe aquele manto lindo que Nossa Senhora sempre usa em suas aparições? Então, lá existe uma graça grudada para você, pois Ela é a Mãe das Graças e foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos deu Maria Santíssima como Mãe. Então, peça, busque e bata… Peça muito! Não canse de buscar, bater na porta do Coração de Jesus com uma sincera oração. Jesus sempre se comove quando dobramos nossos joelhos em oração. Dirija aos céus uma bela prece, você não ficará sem resposta. Mesmo que tenham corroído as bases do teu castelo, nunca antes visitado. Mesmo que a presença de dor, ameaças, sombras e véus, queiram te perturbar. Grite forte: ‘Elói, Elói, lama sabactani?’.


Olhe para o Sacrário e faça projeções, identificações e interprete o mundo… Adore teu Deus! Tenha calma! No final tudo dará certo, se ainda não deu certo é porque não chegou o final. Sinta a perda do Sagrado, pois para aprender, é necessário ser persistente, ter prazer no que se faz e, sobretudo, ousar experimentar… Experimente Jesus! Ouça as batidas do Coração Sagrado que nos diz: “Você tem valor! Tua liberdade custou todo o meu sangue! Você tem valor! Tua felicidade custou a minha vida! Tudo por amor, por ti”.


Terceiro: Não se esqueça de assumir as suas convicções, firmando suas certezas.


Faça o que ninguém fez! Você vai ficar ou vai sair? “Dê-cisão” em tua vida. Cisão em tudo aquilo que leva para o mal… Quaresma é tempo de vitória! A tempestade vem para nos mostrar que nosso Deus é maior que o barulho das ondas. Espere como o pescador: o peixe morderá a isca. Pode demorar, mas morderá. Essa pode ser a Quaresma da tua vida! Todo e qualquer relaxamento espiritual é sem sombra de dúvidas, perigoso!


Relaxamento espiritual é um vulcão em erupção. Longe de Deus, só nos será servida a feia e estragada lavagem dos porcos. Do contrário, perto de Deus, nos será oferecido o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Cordeiro Imolado: Jesus Cristo. É bem verdade que o diabo acusa, mas o Espírito Santo nos defende. A virtude, o bem e o mal, têm contornos definidos: a Verdade de Deus, a sua Bondade, a sua Palavra, os seus Mandamentos. Você já usou alguma parte dos 86.400 segundos do dia para agradecer o Senhor?


Quarto: Por fim, não menos importante, construa bem!


A parte mais importante de qualquer edificação são os alicerces. Firmando as nossas vidas na Rocha que é Cristo e a Sua Palavra, cresceremos sempre, frutificando para Sua glória. Busque pelo Senhor, dê o segundo passo, pois o primeiro é sempre de Deus! Renuncie alguns caminhos, seja feito conforme o querer de Deus. O primeiro passo é o chamado e o segundo é a resposta!


Convite estranho: Vinde atrás de mim… Não à frente, não ao lado. O caminho é traçado por Ele, até porque ser cristão é obra do Espírito Santo. O que precisamos fazer? Não atrapalhar esta obra! Saia do trono e deixe Deus reinar. É preciso tirar o que está sobrando no bloco de concreto que somos nós. O Espírito Santo é o Divino Escultor e quer nos fazer santos.


Devemos ter a coragem de dizer muitos nãos a tudo aquilo que é falso e errado, para poder dizer sim ao bem e à verdade. Não adianta o sucesso e no fim de tudo perder Jesus, fracassar. Ele não vê a hora de você terminar esta leitura: a quem muito é dado, Ele pode cobrar um pouco mais. Continue. Vá firme. Ele conta com você.


Por fim, qual será a oração mais poderosa desta Quaresma? A sua! Comece agora mesmo a rezar. Pare de ser um “católico urubu” que vive torcendo para ver a carniça alheia e fazer a festa em cima, dizendo: Viu! Eu te falei que ia acontecer! Eu te avisei! Comece agora mesmo a rezar. O diabo está ganhando a vida de muita gente e ele não está tendo muito trabalho. Enquanto rezamos, o Espírito Santo faz a obra! Dentro do católico, existe um leão de Deus sendo alimentado com a Santa Eucaristia. Vinde, Pai dos Pobres Católicos, que insistem em desafinar!


E lembre-se: Para quem reza, não existe a história de que a carne é fraca. Deus fortalece. Nem os ventos, tempestades, raios e ressacas, podem perturbar a tua luta. Monstro algum, nem incidentes e imprevistos, causarão alteração na tua busca pelo Senhor. É bom saber que tem dias que decolamos. Tem dias que não saímos do lugar. O caminho do Senhor é violento, provoca rupturas, exige conversão. O Senhor não é simplesmente o nosso amigo, Ele é o Cristo, o Filho do Deus Vivo! Assuma que você não possui as rédeas de sua vida. Lugar de criança é no banco de trás. É o Pai quem está na direção!


Boa Quaresma. Caminhemos… Deus abençoe!


Pe. Rodrigo Silva Pereira
Paróquia Nossa Senhora Aparecida
Diretor espiritual RCC Diocese de Osasco/SP

14/03/2015

Missas aos domingos, obrigação ou devoção?

Padre SantuárioEstamos diante de uma questão fundamental para quem deseja viver de modo coerente a fé católica. A participação na santa missa revela quem é Jesus para nós. Infelizmente, alguns católicos interpretam a participação da missa como obrigação, ao invés de entendê-la como uma graça dada por Jesus, com a finalidade de estarmos mais unidos a Ele.


Esta certeza fica clara na celebração da última ceia, na quinta feira santa. Primeiro temos a revelação do sentimento de Jesus em Jo 13,1: “como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.”. Amor se retribui com amor, quem ama Jesus vai a missa por amor, e não obrigação. E a seguir, descobrimos que Ele marcou este encontro com quem é Seu amigo e discípulo, como lemos em Lc 22,19-20: “Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; f azei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…”. A palavra chave indicando a importância da participação na santa missa é “fazei isto em memória de mim”. Estar com Jesus não é algo figurado, mas real.


Quando nos reunimos para participar da santa missa Jesus esta aí presente. Ele vem ao nosso encontro e nos acolhe na pessoa do sacerdote. Fala conosco através da Palavra, e se torna presente em Corpo, Alma e Divindade na Eucaristia.


Como é possível isso? Na última ceia Ele tomou o pão e disse: “Isto é o meu corpo”, e com o vinho: “Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue”. Desde o início do cristianismo estas palavras foram entendidas em sentido literal. O que significa isso: Jesus não disse que o pão e o vinh o parecem ou recordam, e sim isto é meu Corpo e Sangue. Como saber se esta era a intenção de Jesus? Uma das maneiras mais simples é ler com atenção o discurso do Pão da Vida em Jo 6. Aí, por exemplo, Nosso Senhor diz, em Jo 6,51: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.”.


Também é importante não perder de vista o fato da missa ser uma renovação do sacrifício da cruz. Não se trata de um novo sacrifício, pois ele aconteceu para sempre no Calvário. Por meio da santa missa, torna-se presente o efeito morte de Jesus na cruz em nosso favor. Qual este efeito? Salvação, perdão, cura, libertação…vida nova. Jesus também revelou esta verdade de fé. Ao tomar o pão disse: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós”. Onde foi dado por nós o Corpo de Cristo? No sacrifício da cruz. Com o vinho foi mais claro: “Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue”. Ao dizer Nova Aliança, recordou a Antiga Aliança, celebrada por Moisés no monte Sinai, onde foi sacrificado um animal. Todos os anos os israelitas tinham que renovar este sacrifício. Já para os seus seguidores, Jesus ordenou que o fizessem todas as vezes que se reunissem em seu nome.


O Catecismo da Igreja católica no n 2182 ensina: “A participação na celebração comum da Eucaristia dominical, é um testemunho de pertença e fidelidade a Cristo e à sua Igreja.” É importante entender que a missa é uma reunião em comum, na qual se reúnem aqueles que se reconhecem convidados por Jesus. Trata-se de uma resposta de amor, e desejo de se encontrar com Aquele que dá sentido a vida. A própria palavra Igreja significa assembleia ou convocação da assembleia.


Padre Alberto Gambarini

13/03/2015

Deus realmente existe ou é só uma invenção do homem?

6Há pessoas que dizem que Deus é uma invenção de alguns homens para conseguir exercer uma influência sobre os demais…


O pensamento de Deus ronda a mente do homem desde tempos imemoriais. Aparece com teimosa insistência em todos os lugares e todos os tempos, até nas civilizações mais arcaicas e isoladas que já se teve conhecimento. Não há nenhum povo nem período da humanidade sem religião. É algo que tem acompanhado o homem desde sempre, como a sombra que segue o corpo.


A existência de Deus se apresenta como a maior das questões filosóficas. E -como diz J.R.Ayllón- não por sua complexidade, mas por apresentar-se ao homem com um caráter radicalmente comprometedor. Como dizia Aristóteles, “Deus não parece ser um simples produto do pensamento humano, nem um inofensivo problema intelectual”.


Por mais forte que tenha às vezes sido a influência secularizante ao seu redor, jamais o homem ficou totalmente indiferente frente ao problema religioso. A pergunta sobre o sentido e a origem da vida, sobre o enigma do mal e da morte, sobre o além, são questionamentos que jamais se pôde evitar. Deus está na própria origem da pergunta existencial do homem.


Por isso, desde tempo imemorial, o homem tem se perguntado com assombro qual seria a explicação de toda essa harmonia que há na configuração e nas leis do Universo.


Quando se observa a complexidade e perfeição dos processos bioquímicos no interior de uma diminuta célula, ou dos mais gigantescos fenômenos e movimento e transformação das galáxias; quando se assoma ao mundo micro-físico e se propõe leis que tentam explicar fenômenos que ocorrem em escalas de até um bilionésimo de centímetro; ou quando se aprofunda na estrutura em grande escala do Universo em limites de mais de um bilhão de bilhões de quilômetros; contemplando este grandioso espetáculo, cada dia com mais profundidade graças aos avanços da ciência, fica cada vez mais difícil sustentar que tudo obedece a una evolução misteriosa, governada pelo azar, sem nenhuma inteligência por detrás.


Onde existe um plano, deve haver alguém que o planeja. E atrás de uma obra de tal qualidade e de tais proporções, deve haver um criador, cuja sabedoria transcenda toda medida e cuja potência seja infinita.


Pensar que toda a harmonia do universo e todas as complexas leis da naturezasão fruto do azar, seria como pensar que as andanças de Dom Quixote de la Mancha, de Cervantes, puderam aparecer íntegras tirando-se letras ao azar de um gigantesco prato de sopa de letras. Recorrer a uma gigantesca casualidade para explicar as maravilhas da natureza é uma audácia excessiva.


Pode o mundo ter existido desde sempre?


Quando vemos um livro, um quadro, ou uma casa, imediatamente pensamos que por detrás destas obras haverá, respectivamente, um escritor, um pintor, um arquiteto. E da mesma maneira que não ocorre a ninguém pensar que o Quixote surgiu de uma imensa massa de letras que caiu ao azar sobre o papel e ficou ordenada precisamente dessa maneira tão engenhosa, tampouco ninguém sensato diria que o edifício “está aí desde sempre”, nem que esse quadro “foi pintado sozinho”, ou coisas do estilo. Não podemos sustentar seriamente que o mundo “se fez sozinho”, “foi criado por si mesmo”. São incongruências que caem pelo seu próprio peso.


Desta maneira, pressupõe-se a existência de uma “causa primeira”, já que do nada, segundo explicava Leo J. Trese, “não se pode obter algo”. Se não temos Se nao temos semente, náo podemos plantar um carvalho. Sem pais, não há filhos. Assim, pois, se não existisse um Ser que fosse eterno(quer dizer, um Ser que nunca tenha começado a existir), e onipotente (capaz portanto de criar algo do nada), não existiria o mundo, com toda sua variedade de seres, e nós não existiríamos. Um carvalho procede de uma semente, mas as sementes crescem nos carvalhos. Quem fez a primeira semente ou o primeiro carvalho? Os filhos têm pais, e esses pais são filhos de outros pais, e estes de outros. Pois bem, quem criou os primeiros pais?


Alguns dizem que tudo começou de uma massa informe de átomos; bem, mas quem criou esses átomos? De onde procediam? Quem guiou a evolução desses átomos, segundo leis que podemos descobrir, e que evitaram um desenvolvimento caótico? Alguém teve que faze-lo. Alguém que, desde toda a eternidade, tem gozado de uma existência independente.


Todos os seres deste mundo, houve um tempo em que não existiram. Cada um deles deverá sempre sua existência a outro ser. Todos, tanto os vivos quanto os inertes, são elo de uma longa cadeia de causas e efeitos. Mas essa cadeia deve chegar a uma primeira causa: pretender que um número infinito de causas pudesse nos dispensar de encontra uma causa primeira, seria o mesmo que afirmar que um pincel pode pintar por si mesmo com tanto que tivesse um cabo infinitamente longo.


É possível a auto criação?


O big bang e a auto criação do universo são duas coisas bem diferentes. A teria do big bang, como tal, é perfeitamente conciliável com a existência de Deus. Entretanto, a teoria da auto criação -que sustenta, mediante explicações mais ou menos engenhosas, que o universo foi criado por si mesmo, e do nada-, deveria objetar duas coisas: primeiro, que desde o momento que falasse de criação partindo do nada, estaríamos já fora do método científico, posto que o nada não existe e portanto não se pode aplicar o método científico; e segundo, que faz falta muita fé para pensar que uma massa de matéria ou de energia possa Ter-se criado a si mesma.


Tanta fé parece fazer falta, que o próprio Jean Rostand -por citar um cientista de reconhecida autoridade mundial nesta matéria e, ao mesmo tempo, pouco suspeitoso de simpatia pela fé católica -, chegou a dizer que a teoria da auto criação é “um conto de fadas para adultos”.


Afirmação que André Frossard remarca ironicamente dizendo que “Há que se admitir que existem pessoas adultas que não são mais exigentes que crianças a respeito de contos de fadas” “As partículas originais -continua com sua ironia o pensador francês -, sem impulso nem direção exteriores, começaram a associar-se, a combinar-se aleatoriamente entre elas para passa dos quarks aos átomos, e dos átomos a moléculas de arquitetura cada vez mais complicada e diversa, até produzir depois de milhares de milhões de anos de esforços incessantes, um professor de física com óculos e bigodes. É : não dá mais! das maravilhas. A doutrina da criação não pedia mais do que apenas um milagre de Deus. A da auto criação do mundo exige um milagre a cada décimo de segundo.”


A doutrina da auto criação exige um milagre contínuo, universal, e sem autor.


E a teoria da evolução?


Para quem defende esta teoria, parece que o mundo não é mais do que uma questão de geometria extraordinariamente complexa. Entretanto, por muito que se compliquem umas estruturas e por muito que se admita uma vertiginosa evolução em sua complexidade, essa evolução da substância material enfrenta ao menos duas objeções importantes:


1. A evolução jamais explicaria a origem primordial dessa matéria inicial: a evolução transcorre no tempo; a criação é seu pressuposto.


2. Passar da matéria à inteligência humana supõe um salto ontológico que não pode dever-se a uma simples evolução fruto do azar.


A matéria, por mais que se desenvolva, não é capaz de produzir um só pensamento capaz de se compreender a si mesma, assim como nunca se veria -como sugere André Frossard- que um triângulo, depois de um extraordinário processo evolutivo, advertisse, maravilhado, que a soma de seus ângulos internos é igual a cento e oitenta graus.


Fonte: ACI Digital

12/03/2015

Vias de santificação


Márcio Mendes Missionário da Canção Nova/  Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Márcio Mendes Missionário da Canção Nova/ Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Usamos, muitas vezes, a palavra “sacrifício”, mas não sabemos a raiz dela. Pensamos que sacrifício é sofrimento, mas é santificação. E a santidade permeia todos os estados de vida e todos eles podem ser caminhos de santificação.
Deus quer que você seja casado ou solteiro no lugar em que está. Às vezes, um gesto de colocar a mesa, arrumar o café, acordar mais cedo pode ser oferecido Ele, tornando esse gesto do cotidiano algo sagrado.
“Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda. Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente; e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.” (Isaías 58,8-11)
Quantas pessoas estão vivendo no sofrimento! Feridas abertas por causa da vida que levam. Mas, hoje, o Senhor lhe diz: “Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda. Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui”. (Isaías 58,8)
E a condição para que isso aconteça está no versículo 10: “Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente”. Pare de fazer mal às pessoas do seu lado, pare de acusar sua esposa, seu esposo ou seus filhos. Acusações não mudam ninguém. Quem ama não acusa, não julga nem condena. Já há pessoas demais, neste mundo, para acusar sua família. Você precisa aprender a honrar as pessoas que estão ao seu lado.
O sacrifício que agrada a Deus é amar e perdoar. Há uma palavra que Jesus repete: “Eu quero misericórdia mais que sacrifício”. Ser misericordioso é um sacrifício, amar e perdoar é custoso. O Senhor não quer, não aceita o sacrifício daqueles que fomentam a desunião. Ele ordena que essa pessoas se afaste do altar, da Eucaristia, para reconciliar-se com os outros.
Pregaçao do Márcio Mendes Missionário da Canção Nova/  Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Pregaçao de Márcio Mendes, missionário da Canção Nova. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
A sua família precisa estar unida em Deus. Jesus é manso e humilde de coração, Ele não acusa, mas acolhe o pecador. Você deve perdoar a pessoa quem lhe feriu, porque Deus o perdoa. Cristo deu Seu Sangue pela sua salvação. Escolha sempre a medida da misericórdia!
Uma conversa maligna nos leva ao inferno. Eu e minha esposa não falamos mal de ninguém na minha casa, porque resolvemos não envenenar nossa casa, nossa família. Arrance a fofoca da sua casa.
Eu nunca vi uma pessoa alcoolizada bonita. Um homem bêbado é feio, mas uma mulher bêbada é mais feia ainda. Mulher fofoqueira é feia, mas homem fofoqueiro está na mesma dimensão da mulher bêbada. Segure a língua, porque ela é sua via de santificação.
Deus não vai poupar você das quedas e dos golpe que a vida lhe der, mas vai curar suas feridas e colocá-lo em pé. É a Palavra do Senhor que nos diz isso. A viva só é vivida com intensidade no amor. Quando perdoamos, o nosso coração se abre à graça.
Existem varias vias de santificação: terço, jejum, Eucaristia e outras, mas precisamos amar e perdoar também. Quando você perdoa, dá um testemunho de amor. Pedro perguntou a Jesus quantas vezes precisaria perdoar; o Senhor lhe respondeu: sempre!
Não se poupe de fazer o bem, mas não o faça para que as pessoas vejam suas ações, e sim para que Deus as veja!
Márcio Mendes - Comunidade Canção Nova

11/03/2015

Como vencer o vício da masturbação?

Para vencer o vício da masturbação é necessário lutar, porém existem armas e é preciso utilizar todas elas

Muitos jovens cristãos me fazem essa pergunta, pois é grande a luta deles contra esse vício. A batalha contra esse mal agrada muito a Deus, porque a pureza é uma grande virtude.
como vencer o vicio da masturbação
A masturbação não é indício de distúrbio de personalidade nem de problema mental; é um problema muito antigo na humanidade. O “Livro dos Mortos”, dos egípcios, já condenava essa prática por volta do ano 1550 antes de Cristo. Da mesma forma, pelo código moral dos antigos judeus, era considerado pecado grave.
Há homens casados que continuam a se masturbar, e isso mostra que o vício adquirido na juventude continua e prejudica o casamento.
Embora as aulas de “educação sexual” ensinem que a masturbação seja “normal” e até necessária, na verdade é contra a natureza e contra a lei de Deus. É o uso do sexo de maneira egoísta, fora do plano divino. O sexo é para a união do casal e a geração dos filhos. Na masturbação isso não acontece.
A Igreja ensina que esse é um ato desordenado. “A masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado” (Catecismo da Igreja Católica, §2352).
Os jovens cristãos devem lutar contra a masturbação, com calma, sem desespero e sem desânimo, sabendo que vão vencer essa luta com Deus, na hora certa. Para isso algumas atitudes são importantes:
1 – Tenha calma diante do problema. Você não é nenhum desequilibrado sexual.

2 – Corte todos os estimulantes do vício. Jogue fora todas as revistas pornográficas, todos os livros e filmes eróticos, e não fique olhando para o corpo das moças ou dos rapazes, alimentando a sua mente com desejos eróticos. Deixe de assistir a filmes e programas pornográficos ou excitantes (tv, internet, filmes etc.). Sem essa vigilância, você não conseguirá deixar o vício.

3 – Faça bom uso de suas horas de folga. Aproveite o tempo para ler um bom livro, praticar esportes, sair com os amigos, caminhar, entre outros. Não fique sem fazer nada, especialmente na cama, pois “mente vazia é oficina do diabo”.

4 – Não desanime nem se desespere nunca. Se você cair, levante-se imediatamente, peça perdão a Deus, de imediato, e retome o propósito de não pecar. Não fique pisando na sua alma e se condenando. Confesse-se logo que puder, não tenha vergonha, o padre não se assusta mais com isso. Peça a ajuda dele.

5 – Alimente a sua alma com a oração, a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja. “Mosca não assenta em prato quente”. Consagre-se todos os dias a Nossa Senhora e lute, pois a masturbação, assim como todos os vícios, para ser vencida é preciso luta. E para isso existem armas que precisam ser utilizadas. Não deixe de rezar o terço. Se puder, comungue sempre.

6 – A receita de Jesus é “vigilância e oração” para não pecar. “A ocasião faz o ladrão” ou ainda “Quem ama o perigo, nele perece”.

Texto: Prof. Felipe Aquino

10/03/2015

Conhece a oração da autenticidade?

A oração da autenticidade é da autoria de São Tomás de Aquino! Segue um trecho dela, tão corajosa e necessária para mim. Talvez seja também remédio para você:
“Torna-me, Senhor meu Deus, paciente, sem reclamação;
humilde, sem fingimento;
alegre, sem dissipação;
triste, sem abatimento;
reservado, sem rigidez;
ativo, sem leviandade;
animado pelo temor, sem desânimo;
sincero, sem duplicidade;
fazendo o bem sem presunção;
corrigindo o próximo sem altivez;
edificando-o com palavras e exemplos,
sem falsidade.
Dá-me, Senhor Deus,
um coração vigilante,
que nenhum pensamento curioso me arraste para longe de Ti;
um coração nobre, que nenhuma afeição indigna debilite;
um coração reto, que nenhuma intenção equívoca desvie;
um coração firme, que nenhuma adversidade abale;
um coração livre, que nenhuma paixão subjugue.
Concede-me, Senhor meu Deus,
uma inteligência que Te conheça,
uma vontade que Te busque,
uma sabedoria que Te encontre,
uma vida que te agrade,
uma perseverança que Te espere com confiança
e uma confiança que Te possua enfim. Amém.”
Ricardo Sá - Comunidade Canção Nova

09/03/2015

Deus em primeiro lugar


Dom Luiz Mancilha
Dom Luiz Mancilha. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
A Palavra de Deus está sendo proclamada aqui e agora, é Ele quem nos fala agora. A frase “Eu sou o Senhor” significa que Deus deve ocupar o primeiro lugar no nosso coração, no coração da sua família. Mas será que isso está acontecendo?
Quantas vezes colocamos Deus na reserva! Quantas vezes as pessoas dizem que tem fé, mas não têm uma hierarquia de valores, não têm Deus em primeiro lugar, mas coloca tanta coisas no lugar d’Ele!
Se Deus não ocupar o primeiro lugar no meu coração, não saberei amar o meu próximo. O homem que tem Deus em primeiro lugar na sua vida vai saber amar sua esposa. Se o Senhor não ocupar o primeiro lugar em sua vida, Ele também não vai ocupar o primeiro lugar na vida do seu filho.
Mães que oram para os filhos são mães que, esvaziando-se de si mesmas, dão espaço para Deus na vida delas.
No Evangelho, vemos aquela gente que deveria estar preocupada com o templo, mas não o respeitava. Jesus é o Templo, é Aquele que veio nos trazer vida. Devemos respeitar a casa de Deus e mostrar isso por atitudes.
“Nós pregamos Cristo ressuscitado”, dizia São Paulo; isso significa que, no batismo, fomos mergulhados na Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, portanto, desde o nosso batismo, somos convidados a viver em Cristo. Vamos caminhar com Ele e carregar a nossa cruz.
Mãe, você está sofrendo? O seu sofrimento não é em vão, suas lágrimas não são em vão, você está participando da cruz redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dom Luiz Mancilha
Dom Luiz Mancilha. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Todos passamos por momentos difíceis. Temos decepções, desilusões, e isso tudo está contado no Sangue derramado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Seu sofrimento, os sentimentos que você não consegue nem mesmo expressar é participação na cruz redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, não perca a esperança. Suas lágrimas e seus sofrimentos valem a salvação do seu filho. Deus dirige a sua história, a você cabe a obediência, a esperança e a teimosia da fé.
Apesar das dificuldades, não perdemos a alegria, pois sabemos em quem acreditar. Jesus é a revelação do amor misericordioso do Pai. Ele é a força para todos nós, a cruz me lembra que preciso saber carregar as dificuldades com alegria.
Colocar Deus em primeiro lugar significa viver nos passos de Jesus. Meus passos nos passos de Jesus; meu coração no coração de Jesus.
Transcrição e adaptação: Míriam Santos Bernardes

02/03/2015

O que viver nesta Quaresma?

O tempo da Quaresma é o convite a voltarmos os olhos para a Páscoa. Mas como viver bem este tempo?

Abre-se a porta da misericórdia! O Pai das Misericórdias enviou Seu Filho amado ao mundo e derramou sobre a humanidade a unção do Espírito Santo, para a festa do perdão, arte das artes, que tem na Trindade Santa sua fonte e realização, em benefício da humanidade. Abre-se a porta da Quaresma. Proclamamos, nesta semana, a necessidade da Penitência, com a Quarta-feira de Cinzas, pois, pelo doloroso mistério do pecado, pesa um sinal de condenação sobre a humanidade. Graças ao amor misericordioso de Deus não há pecado, por maior que seja, que não possa ser perdoado, nem pecador que seja posto de lado. Todas as pessoas que se arrependerem serão recebidas por Jesus Cristo com perdão e imenso amor. Diante de tamanha bondade, cabe-nos responder com a sinceridade da vivência quaresmal. O pregão bíblico da penitência, com o gesto da imposição das cinzas, vivido pela Igreja, quer ser o convite a que todos estejam dispostos a morrer para o homem velho.
O que viver nesta Quaresma-
A Igreja aprendeu e ensinou, no correr dos séculos, a importância do tempo, como oportunidade da graça de Deus, por meio do que chamamos Ano Litúrgico, com o qual percorremos o ciclo dos mistérios de Cristo, colhendo todos os presentes que são oferecidos. O tempo da Quaresma é o convite a voltarmos os olhos para a Páscoa, dedicando as próximas semanas à revisão de vida, prática da penitência, do sacramento da reconciliação, da leitura orante da Palavra de Deus, da participação na Eucaristia e no exercício da caridade.
A cada ano, a Igreja oferece temas e propostas de vida nova a todos os cristãos. O Papa Francisco desejou, neste ano de 2015, convidar-nos a refletir e mudar de atitude, na superação de um dos desafios mais urgentes, a globalização da indiferença.
Diz o Papa: “Dado que a indiferença para com o próximo e para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar”. Depois de indicar passos a serem dados pela Igreja, pelas paróquias, comunidades e por todos os cristãos, considerados pessoalmente, assim convidou: “Para superar a indiferença e as nossas pretensões de onipotência, gostaria de pedir a todos para viverem este tempo de Quaresma como um percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta encíclica Deus caritas est, 31).
Ter um coração misericordioso não significa ter um coração débil. Quem quer ser misericordioso precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador, mas aberto a Deus; um coração que se deixe impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo, um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro. Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma, desejo rezar convosco a Cristo: ‘Fazei o nosso coração semelhante ao vosso’ (Súplica das Ladainhas ao Sagrado Coração de Jesus).Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso, que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na vertigem da globalização da indiferença”.
Também no Brasil acontece um intenso esforço de mudança de vida, com a Campanha da Fraternidade, realizada anualmente na Quaresma, desde 1964, com a qual deseja oferecer nossa contribuição à sociedade, para a construção de um mundo melhor. Em 2015, nossa Campanha é sobre “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, com o lema “Eu vim para servir” (Cf. Mc 10, 45). O bonito cartaz da Campanha retrata o Papa Francisco lavando os pés de um fiel na Quinta-feira Santa de 2014. A Igreja atualiza o gesto de Jesus Cristo ao lavar os pés de seus discípulos. O lava-pés é expressão de amor capaz de levar a pessoa a entregar sua vida pelo outro.
A Igreja católica participa das alegrias e tristezas do povo brasileiro, e quer dar a sua contribuição, para que nosso povo seja mais disponível ao serviço das pessoas umas às outras. Queremos manter uma atitude de serviço, diálogo e cooperação. Queremos atuar em favor de tudo o que eleva a dignidade humana. Nossa colaboração quer ser ainda uma resposta ao convite do Papa para maior atenção aos pobres e sofredores, indo às periferias geográficas e existenciais, uma Igreja em saída, como diz o Papa Francisco.
Alguns temas serão tratados com intensidade e vão se transformar em prática dos cristãos, como fruto da Campanha da Fraternidade: a proteção dos direitos fundamentais das pessoas, o bem comum, a justiça social e o serviço da Igreja à sociedade. Desejamos procurar continuamente o que Deus quer de nós, discernindo nossas ações a partir do que existe em nossas comunidades, atuando por meio das pastorais sociais, dialogar com todas as forças da sociedade em vista do bem comum, introduzir cada vez mais o tema da paz e da superação da violência em nossas orações e nosso comportamento, acompanhar pessoas e famílias em situação de conflito, participar de forma consciente e construtiva no caminho do país para a reforma política.
Os cristãos não desejam privilégios, mas têm o direito de participar da vida da sociedade. Sabemos que existem posições contrárias à religião, numa sociedade que pretende cancelar as referências à transcendência e o reforço do individualismo. Há assuntos graves que pedem a participação de todas as forças da sociedade, como a educação, a saúde e a paz social. A Igreja tem uma palavra a dizer sobre esses temas e propõe modos de vida que não excluam pessoas e grupos da sociedade. Acolhendo o convite do Papa Francisco, em sua mensagem quaresmal, os católicos não se deixarão tomar pela globalização da indiferença. Saberão chorar com os que choram e rir com aqueles que riem (Cf. Texto-base da Campanha da Fraternidade 2015).
Começa uma “Campanha”, esforço intenso, durante a Quaresma, unindo forças humanas e corações iluminados pela fé. Uma Campanha “da Fraternidade”, sonhando alto e fazendo a nossa parte para que homens e mulheres de nosso tempo sejam mais fraternos. É uma Campanha da Igreja, que pretende ser “Campanha de Opinião Publica”, contribuindo para a elevação do nível de vida do povo brasileiro. O caminho está em Cristo, que veio “para servir”.
Dom Alberto Taveira Corrêa

01/03/2015

A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo

Semana Nacional da Família
“A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo” é o tema da Semana Nacional da Família, que acontece de 10 a 16 de agosto deste ano.
Para o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, dom João Carlos Petrini, o tema visa ajudar as famílias na vivência da espiritualidade. De acordo com o bispo, “são gestos de espiritualidade que podem fazer a grande diferença na convivência dos esposos, no crescimento dos filhos na fé, na renovação da alegria pelo amor que se renova, no dia a dia, pelo dom da graça de Deus”.
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A Igreja tem a família como um “Patrimônio da Humanidade”, um valor inegociável. Ela é a Igreja doméstica, um reduto dos cristãos no incrédulo mundo romano. Ela é a célula mater da sociedade. Jesus quis nascer na Família Sagrada de José e Maria.
A Igreja não é outra coisa senão a “família de Deus” (Cat. n.1655). É no seio dela que os pais são para os filhos, pela palavra e pelo exemplo, os primeiros mestres da fé. O lar é a primeira escola de vida cristã. É nela que os filhos aprendem a viver as virtudes e a vencer os vícios.
Como a Igreja sempre ensinou, “família que reza unida permanece unida”. Para vencer todos os males que hoje ameaçam e destroem a família, é preciso que os pais rezem com seus filhos, sobretudo o santo terço, façam com eles a meditação da Palavra de Deus, deem a eles os princípios básicos da catequese: as orações fundamentais, as verdades do Credo e os mandamentos. É no colo do pai e da mãe que cada filho deve conhecer e amar a Deus e a Igreja. É no lar que se providencia o batismo, a crisma, a Eucaristia e o matrimônio ou a ordem para os filhos.
A Igreja ensina que os pais devem ser os primeiros catequistas dos filhos; a Igreja completará essa formação.
Sem uma família cristã de verdade, onde pai e mãe dão aos filhos o bom exemplo da fé, os levem à Missa e a Igreja, a família não se mantém de pé diante de tantas ameaças que hoje a atingem: casamentos de pessoas do mesmo sexo, divórcios, traições, infidelidades, televisão imoral, costumes liberais etc.
É fundamental que todo o Brasil católico se mobilize em torno dessa Semana, pois, como disse o Santo Papa João Paulo II, a família nunca esteve tão ameaçada como hoje. João Paulo dizia que o futuro da Igreja passa pela família. O Congresso Teológico Pastoral, que se realizou no Rio de Janeiro, em 1997, onde esteve o Papa João Paulo II, publicou a “Carta do Rio de Janeiro”. Entre outras coisas foi dito que:
1 – “A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia anti-família tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem princípios democráticos” (1.1).
2 – “Temos testemunhado uma guerra contra a família tanto nacional quanto internacional. Nesta década, na Conferências das Nações Unidas, têm sido vistas tentativas para “desconstruir” a família, de forma que o sentido de “casamento”, “família” e “maternidade” é agora contestado. Tem sido estabelecida uma falsa posição entre os direitos dela e os de seus membros individuais. Sob o nome de liberdade, têm sido promovidos “direitos sexuais” espúrios e “direitos de reprodução”. Entretanto, estes direitos estão, de fato, principalmente, a serviço do controle populacional. São inspiradas em teorias científicas em descrédito, num feminismo ultrapassado e numa mal direcionada preocupação com o meio ambiente” (1.2).
João Paulo II disse que: “Hoje em dia, os inimigos de Deus, mais do que atacar frontalmente o Autor da criação, preferem defrontá-Lo em suas obras. Em torno à família se trava hoje o combate fundamental da dignidade do homem”. “Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família.” (Carta às Famílias, 5).
Por tudo isso é muito importante que todas as comunidades, movimentos, dioceses, paróquias, grupos de oração etc., se mobilizem nesta Semana, para reavivar os verdadeiros valores da família, antes que seja tarde demais.