12/10/2017

12 de Outubro - Nossa Senhora da Conceição Aparecida - Padroeira do Brasil


 


Lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora das famílias brasileiras

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.

Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.

Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.

Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o “maior Santuário Mariano do mundo”.

Neste ano de 2017, a Igreja comemora os 300 anos em que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por três pescadores nas águas do Rio Paraíba do Sul no ano 1717.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!


11/10/2017

O amor comporta o perdão

Com o perdão, faço com que aquela relação negativa se desfaça, e assim fico tranquilo

O amor comporta o perdão. Já vimos que, normalmente, na cura interior, o que está escondido atrás de cada medo, de cada raiva e muita ansiedade é a falta de perdão, o que, muitas vezes, acarreta doenças psíquicas e também físicas. Um psiquiatra inglês muito famoso chamado K. McAll (que escreveu os livros sobre a árvore genealógica, traduzidos também em italiano) diz que muitos pacientes internados nos nossos hospitais psiquiátricos, tratados constantemente com os novos medicamentos para a psique sem nenhum resultado, seriam pessoas que, no ato da internação no hospital, teriam necessitado não de medicamentos, mas de pessoas que as ajudassem a perdoar.
Foto: Antonio Guillem by Getty Images
falta de perdão acarreta tantas tensões, que essas acabam sendo somatizadas, e, algumas vezes, transformam-se em dores de estômago, garganta ou em outras partes do corpo; e quando são feitas análises clínicas, o médico não encontra nada de fisicamente anormal, trata-se de resultados da falta de perdão.
Perdoar nos torna independentes. O perdoar é um ato de sapiência, um ato inteligente, um ato concreto em que corto de verdade uma relação negativa para poder viver mais serenamente. Portanto, quando eu perdoo, não é a outra que tem a vantagem, mas sou eu mesmo que a obtenho, pois sou eu que estou ligado, de forma negativa, a outra pessoa. Com o perdão, faço com que aquela relação negativa se desfaça, seja cortada e assim fico tranquilo. Obviamente, perdoar não quer dizer que o outro deve aceitar o perdão. Isso não é tão importante! O importante é que eu perdoe, e eu concedo o perdão por meio de uma decisão: O perdão cristão.
Falar de amor e perdão nunca é suficiente, pois sempre existirão tantas outras coisas para se falar. Mas acho que sobre o que nós ponderamos já é suficiente para nos ajudar a entender que nós somos chamados a ser cheios de amor, de modo a podermos estar mais próximos de Deus. E estando cheios de amor, nós recebemos a graça da cura e nos transformamos em instrumentos do Senhor para a cura dos outros. Quanto mais somos abertos para o amor, mais nós amamos e mais o Senhor pode se utilizar de nós para oferecer curas e recebermos aquelas de que necessitamos.
Artigo extraído do livro “Cura do mal e libertação do maligno” de Frei Elias Vella

10/10/2017

Qual é o significado do batismo no Espírito Santo?


O batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo, Efusão do Espírito Santo e Derramamento do Espírito Santo são expressões usadas para exprimir a realidade de pessoas que experimentam o Paráclito de forma abundante. É a experiência concreta de reacender o entusiasmo e o ardor no relacionamento com Deus, que transforma profundamente a vida da pessoa.


Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com


O evento de Pentecostes, narrado em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, em que os discípulos estavam reunidos e, de repente, soprou como que um vento impetuoso e ficaram todos cheios do Espírito Santo, é um fato bíblico sobre o batismo no Espírito. Padre Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, aponta que “o Pentecostes foi o primeiro batismo do Espírito. Quando anunciou o Pentecostes, Jesus disse: João batizou com água, vós, porém, dentro de poucos dias, sereis batizados em Espírito Santo (At 1,5)”. (Livro: ‘Vem, Espírito Criador’).

Ainda, Padre Raniero, nessa mesma obra, diz que, no “batismo do Espírito, vivencia-se o Espírito Santo, a Sua unção na oração, o Seu poder no ministério apostólico, a sua consolação na provação, a sua luz nas decisões. Ele é percebido como Espírito que transforma interiormente, que concede o gosto de louvar a Deus, que leva à descoberta de uma alegria nova, que abre a mente à compreensão das Escrituras e que, acima de tudo, ensina a proclamar que Jesus é o Senhor”.
Especificações sobre o batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo “não” é um novo sacramento da Igreja nem substitui o sacramento do batismo e os outros sacramentos da iniciação cristã. Ele é uma graça e fruto da ação do próprio sacramento na vida do cristão. Portanto, não é uma melhoria, modernização ou acréscimo no sacramento, mas sim, um reinflamar do Espírito na pessoa, que o conduz à experiência diária de Deus.

Com isso, afirma-se que “o batismo no Espírito Santo não é um substituto para os sacramentos, mas a fonte para reacender o fervor na celebração dos sacramentos.” (Doctrinal Commission ICCRS. Baptism in the Holy Spirit. Vaticano: ICCRS, 2012). Sendo que, nessa perspectiva, bem se sabe, que existe “um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,5).

Assim, a expressão “batismo no Espírito Santo” é um termo para designar “o momento ou processo de crescimento pelo qual a presença ativa do Espírito, recebido na iniciação, torna-se sensível à consciência pessoal” (Revista Teológica Veni Creator da RCC – janeiro/junho 2013).
Frutos do batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo gera conversão, leva à recusa do pecado, dá perseverança na caminhada, vontade pela oração, fortalece o testemunho em Cristo e confere firmeza na vida assídua nos Sacramentos da Igreja. Também reaviva o amor, provoca hábito pelo estudo da Bíblia e concede “coragem para aceitar tarefas novas e difíceis, ao serviço de Deus e do próximo”, segundo Padre Raniero.

É uma experiência que desperta a pessoa na busca intensa das “coisas do alto” (Col 3,1) e motiva uma nova forma de relacionar-se com Deus a partir de uma mudança radical e transformadora no amor verdadeiro.

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::Você sabia que a nossa árvore genealógica precisa passar por cura?
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Vida no Espírito

A vida no Espírito é estar na presença de Deus e agir conforme a Sua ação, pois “se vivermos pelo Espírito, andaremos de acordo com o Espírito” (cf. GL 5,25). Com isso, a graça do batismo precisa ser pedida sempre, já que o Espírito continua sendo derramado.

Por fim, Papa Francisco, à Renovação Carismática, em junho de 2017, disse que é preciso “compartilhar com todos na Igreja o batismo no Espírito Santo, louvar o Senhor sem cessar (…). Servir os mais pobres e os enfermos”, isto, porque uma vida no Espírito suscita partilha, serviço ao próximo e intimidade com Deus.




Autor: Márcio Leandro Fernandes
Fonte: Canção Nova

07/10/2017

Compreenda o amor entre os homens e os animais

Entenda a ligação dos homens com os animais

O homem descobriu a afeição pelos animais, e o cão foi, posteriormente, eleito “o melhor amigo do homem”. Enquanto algumas espécies de animais correm o risco de se extinguirem em nossas matas e florestas, outros se multiplicam dentro de nossas cidades e casas. É comum andar nas cidades e assistir a donos passeando nas ruas com seus animaizinhos.

A relação do homem com os animais é muito antiga. Parece que a mais remota é com os auroques (espécie de bovinos já extintos), que serviam para a sobrevivência do homem. Essa relação foi se aprofundando e surgiu a co-habitação e domesticação de algumas espécies como ovelhas, aves e gatos. A domesticação dos cavalos trouxe grande progresso para a humanidade. Mais recentemente, projetos científicos mostraram e elaboraram formas de relacionamento que trazem benefícios psicológicos e até físicos para o homem, como é o caso da equitação.

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com


Humanos X animais

Os animais, então, serviam para o alimento, os serviços gerais e certa amizade, figurada na imagem do cão. Na ideia do domínio natural do homem sobre os animais, o termo usado para se referir aos bichos que alguém cuida, em sua propriedade, é “criação”. Sempre, por mais que se amasse um animal, ele nunca seria mais do que uma “criação”. Porém, no êxtase do individualismo da pós-modernidade, os animais estão ganhando um novo significado e status na relação com seus donos. É o status amoroso.

Em um mundo no qual o homem desiste dos homens, sobram os animais. Qualquer tipo de relação afetiva com uma pessoa humana é exigente, porque a perseverança no afeto pede o amor, e este é exigente. Para evitar esse risco, muitos decidiram ficar sozinhos e manter relacionamentos distantes, pouco comprometidos. Nessa lógica, muitos casais resolveram não ter filhos, ou, quando muito 1 ou 2, que para eles já é demais. Optaram pelo individualismo institucionalizado. Mas a solidão é o fruto indesejável desse individualismo, e o homem não foi feito para viver só. Então, como equacionar a crise da solidão individualista?
Os animais e a solidão do homem

O “amor” aos animais é a solução! É simples: compro um bichinho e passo a ter um relacionamento amoroso com ele. Ele passa a ser o amigo, o filho, o confidente. Ele satisfaz minhas carências, é uma companhia, mas anda segundo minhas determinações e obedece a meu estilo de vida, porque eu sou o dono dele. Ainda melhor, ele nunca vai exigir meu amor, simplesmente porque, não sendo livre, tem poucas vontades e, assim, o nosso amor nunca passará de um grande afeto. É uma boa solução, mas, na verdade, não resolve o problema da solidão, pois esta só é vencida na grandeza do amor entre duas pessoas.

A pessoa humana só é plenamente humana, só é feliz, quando persegue o verdadeiro amor. Claro, é muito mais fácil o afeto que o amor. Ainda mais com animais, que, não possuindo liberdade, subjugam-se aos sabores de seu dono. A questão é que o relacionamento de amor entre seres humanos – seja de amizade, esponsal, entre pais e filhos, ou outros (irmãos de uma mesma fé, profissional, coleguismos etc.) – tem a grandeza de nos fazer livres a partir da liberdade do outro.

Leia mais:

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Saber diferenciar afeto e amor

Esse costume generalizado na sociedade, de substituir o amor que nos torna livres por algum afeto, traz o perigo de uma cultura pseudo-humana. Não é necessário mais perseguir a grandeza da sexualidade e do amor humano, as virtudes, a capacidade de dar a vida por alguém, a liberdade de ser bom quando o outro é mau. Os relacionamentos se limitam a uniões afetivas, e o modelo de amor dentro de uma família se torna apenas mais uma opção, mas indesejável, porque é muito exigente e difícil, e é uma mera opção.

Os animais são criaturas de Deus, portanto, tem uma dignidade própria. Devem ser respeitados e podem receber dos homens uma grande afeição que, vulgarmente, chamamos “amor”. O Catecismo da Igreja Católica 2418 diz: “Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas”. As belas histórias de amizade entre pessoas, crianças e animais, se tornarão falácias no dia em que esses amores forem, à medida do amor humano, o máximo de amor que um ser humano pode dar a alguém. Se for assim, nos reduziremos à dignidade dos animais.

Amemos muito mais os homens, para que sejamos plenamente humanos!



Autor: André Botelho

05/10/2017

Santa Maria Faustina Kowalska, apóstola da Divina Misericórdia


Santa Faustina teve experiências místicas onde Jesus, foi recordando à humilde religiosa

A misericórdia divina revelou-se manifestamente na vida desta bem-aventurada, que nasceu no dia 25 de agosto de 1905, em Glogowiec, na Polônia Central. Faustina foi a terceira de dez filhos de um casal pobre. Por isso, após dois anos de estudos, teve de aplicar-se ao trabalho para ajudar a família.

Com dezoito anos, a jovem Faustina disse à sua mãe que desejava ser religiosa, mas os pais disseram-lhe que nem pensasse nisso. A partir disso, deixou-se arrastar para diversões mundanas até que, numa tarde de 1924, teve uma visão de Jesus Cristo flagelado que lhe dizia: “Até quando te aguentarei? Até quando me serás infiel?”

Faustina partiu então para Varsóvia e ingressou no Convento das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia no dia 1 de agosto de 1925. No convento tomou o nome de Maria Faustina, ao qual ela acrescentou “do Santíssimo Sacramento”, tendo em vista seu grande amor a Jesus presente no Sacrário. Trabalhou em diversas casas da congregação. Amante do sacrifício, sempre obediente às suas superioras, trabalhou na cozinha, no quintal, na portaria. Sempre alegre, serena, humilde, submissa à vontade de Deus.

Santa Faustina teve muitas experiências místicas onde Jesus, através de suas aparições, foi recordando à humilde religiosa o grande mistério da Misericórdia Divina. Um dos seus confessores, Padre Sopocko, exigiu de Santa Faustina que ela escrevesse as suas vivências em um diário espiritual. Desta forma, não por vontade própria, mas por exigência de seu confessor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas, que ocupa algumas centenas de páginas.

Santa Faustina sofreu muito por causa da tuberculose que a atacou. Os dez últimos anos de sua vida foram particularmente atrozes. No dia 5 de outubro de 1938 sussurrou à irmã enfermeira: “Hoje o Senhor me receberá”. E assim aconteceu.

Beatificada a 18 de abril de 1993 pelo Papa João Paulo II, Santa Faustina, a “Apóstola da Divina Misericórdia”, foi canonizada pelo mesmo Sumo Pontífice no dia 30 de abril de 2000.

Santa Faustina, rogai por nós!



O poder do amor


É preciso unir força, fé e esforços para testemunhar ao mundo o verdadeiro amor


“O melhor exército seria aquele constituído por amantes e amados, pois, quando lutassem um ao lado do outro, tais soldados venceriam, por poucos que fossem, por assim dizer todos os homens. Quanto a morrer por outro, só o consentem os que amam.” (Platão)

Se assim pensava, em relação ao amor, um filósofo que não acreditava em um único Deus, mas que a sabedoria era seu único senhor, eu pergunto: Como deveria ser o nosso comportamento, já que cremos e conhecemos o verdadeiro Deus, que é puro amor?




Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com


Força e fé
Será que temos unido nossa força, nossa fé e nossos esforços para testemunhar ao mundo o verdadeiro amor? Ou temos nos unido para criticar, difamar e prejudicar aqueles por quem Jesus se entregou por amor na cruz?

O amor gera, renova, transforma, perdoa e cura; ao contrário do ódio, que mata, destrói, machuca e faz adoecer. Quais são os sentimentos que têm preenchido nossos corações?

Deus, mais do que ninguém, conhece-nos. Ele sabe do que somos feitos, sabe de nossas fraquezas e misérias, por isso se fez Homem, morreu numa cruz e ressuscitou para nos dizer: há esperança para aqueles que se encontram mortos espiritualmente, para aqueles que estão enfermos e para todos aqueles que reconhecem, que por esforços humanos, que, por si só, não conseguirão ser melhores, não conseguirão amar, perdoar nem abandonar a vida velha com todos os seus vícios e misérias.

A Palavra de Deus nos garante a vitória. Em 1 João 1,9, lemos: “Se reconhecermos nossos pecados, Deus, que é fiel e justo, perdoará os nossos pecados e nos purificará de toda injustiça”.

Ainda no Evangelho de João 15,5c lemos: “Sem mim nada podeis fazer”. E o mesmo Jesus, antes de subir aos céus, após Sua Ressurreição, diz aos discípulos: “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força!” (cf. Atos 1,8)
Ação poderosa do Espírito Santo

Em Jesus e pela ação poderosa do Espírito Santo, temos forças para testemunhar ao mundo que existe um Deus verdadeiro, que é puro amor.

Que bênção e poder será quando todos que creem em Jesus se unirem! Então, o mundo crerá que a vitória não está no número, no progresso, no dinheiro, mas na força do amor de nosso Deus.

Fique na paz e pense nisso!


Autora: Cristiane Henrique
Comunidade Canção Nova

05 de Outubro - Santo Benedito

Hoje é um dia muito especial para o povo brasileiro. Comemora-se o dia de São Benedito, um dos santos mais queridos e cuja devoção é muito popular no Brasil. Cultuado inicialmente pelos escravos




Hoje é um dia muito especial para o povo brasileiro. Comemora-se o dia de São Benedito, um dos santos mais queridos e cuja devoção é muito popular no Brasil. Cultuado inicialmente pelos escravos negros, por causa da cor de sua pele, e origem: era africano e negro; passou a ser amado por toda população como exemplo da humildade e da pobreza. Este fato também lhe valeu o apelido que tinha em vida, de: “o Mouro”. Este adjetivo italiano é usado para todas as pessoas de pele escura e não apenas para os procedentes do Oriente. Já entre nós ele é chamado de São Benedito, o Negro, ou apenas “o Santo Negro”.

Há tanta identificação com a cristandade brasileira que até sua comemoração tem uma data só nossa. Embora em todo o mundo sua festa seja celebrada em 04 de abril, data de sua morte, no Brasil ela é celebrada desde 1983, em 05 de outubro, por uma especial deferência canônica concedida à CNBB. Benedito Manasseri nasceu em 1526, na pequena aldeia de São Fratelo, em Messina, na ilha da Sicília, Itália. Era filho de africanos escravos vendidos na ilha. O seu pai Cristoforo herdou o nome do seu patrão, e tinha se casado com sua mãe, Diana Lancari. O casamento foi um sacramento cristão, pois eram católicos fervorosos. Considerados pela família à qual pertenciam, quando o primogênito Benedito nasceu, eles foram alforriados junto com a criança, que recebeu o sobrenome dos Manasseri, seus padrinhos de batismo.

Cresceu pastoreando rebanhos nas montanhas da ilha e, desde pequeno, demonstrava tanto apego a Deus e à religião que os amigos brincando profetizavam: “nosso santo mouro”. Aos vinte um anos de idade, ingressou entre os eremitas da Irmandade de São Francisco de Assis, fundada por Jerônimo Lanza sob a regra franciscana, em Palermo, capital da Sicília. E se tornou um religioso exemplar, primando pelo espírito de oração, pela humildade, pela obediência e pela alegria numa vida de extrema penitência.

Na irmandade exercia a função de simples cozinheiro, era apenas um irmão leigo e analfabeto, mas a sabedoria e o discernimento que demonstrava fizeram com que os superiores o nomeassem mestre de noviços e mais tarde ele foi eleito o superior daquele convento. Mas quando o fundador faleceu em 1562, o Papa Paulo IV extinguiu a irmandade ordenando que todos os integrantes se juntassem à verdadeira Ordem de São Francisco de Assis, pois não queria os eremitas pulverizados em irmandades sob o mesmo nome.

Todos obedeceram. Inclusive Benedito, que sem pestanejar, escolheu o convento de Santa Maria de Jesus, também em Palermo, onde viveu o restante de sua vida. Ali, exerceu igualmente as funções mais humildes como faxineiro e depois cozinheiro, ganhando fama de santidade pelos milagres que se sucediam por intercessão de suas orações.

Além disto, eram muitos, príncipes, nobres, sacerdotes, teólogos e leigos, enfim ricos e pobres, todos se dirigiam à ele em busca de conselhos e de orientação espiritual segura. Também foi eleito superior e quando seu período na direção da comunidade se concluiu, voltou a reassumir, com alegria, a sua simples função de cozinheiro. E foi na cozinha do convento, que ele morreu, no dia 04 de abril de 1589, como um simples frade franciscano, em total desapego às coisas terrenas e à sua própria pessoa, mas apenas um irmão leigo gozando de grande fama de santidade, a qual o envolve até os nossos dias.

Foi canonizado em 1807, pelo Papa Pio VII. Seu culto se espalhou pelos quatro cantos do planeta. Em 1652, já era o santo padroeiro de Palermo, mais tarde foi aclamado o santo padroeiro de toda a população afro-americana, mas especialmente pelos cozinheiros e profissionais da nutrição. E mais, na igreja do convento de Santa Maria de Jesus, na capital siciliana, se venera uma relíquia de valor incalculável: o corpo do “Santo Mouro”, profetizado na infância e ainda milagrosamente intacto. Mas, assim foi toda a vida terrena de Santo Benedito, repleta de virtudes e especiais dons celestiais providos do Espírito Santo.


Fonte: Portal Angels

04/10/2017

Buscar a plenitude do Espírito Santo

O Espírito Santo é nosso guia e protetor

Afirmou Bento XVI que, hoje, a Igreja “sente, sobretudo o vento do Espírito Santo que nos ajuda, nos mostra o caminho reto; e assim, com novo entusiasmo, estamos a caminho e damos graças ao Senhor” (Saudação à Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, 27/10/2012).
O Espírito Santo é Senhor (2Cor 3,17-18) e, portanto, Ele tem todo o direito de nos dar ordens para executarmos alguma coisa (At 8,29) ou para não fazermos algo (At 16,6).



Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
São Paulo Apóstolo e os demais apóstolos foram impedidos pelo Espírito Santo “de anunciar a palavra na Ásia” (cf. At 16,6).
Essa ordem, aparentemente inusitada, levou São Paulo a refletir sobre o Espírito Santo e a registrar suas reflexões na Carta aos Gálatas:
“Apenas isto quero saber de vós: recebestes o Espírito pelas práticas da Lei ou pela aceitação da fé?” (Gl 3,2). “Aquele que vos dá o Espírito e realiza milagres entre vós, acaso o faz pela prática da Lei, ou pela aceitação da fé?” (Gl 3,5). “A prova de que sois filhos, é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de Seu Filho, que clama: Abbá! Pai!” (Gl 4,6). “Quanto a nós, é pelo Espírito que aguardamos a justiça que só a fé pode revelar”(Gl 5,5). “Deixai-nos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis aos desejos da carne” (Gl 5,17). “O fruto do Espírito é amor, caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura e temperança”(Gl 5,22-23).

Deus se revela por meio do Espírito Santo

Entretanto, apesar dessas afirmações de São Paulo, há cristãos que continuam entristecendo (Ef 4,30) e oferecendo resistência ao Espírito Santo (At 7,51), fazendo-O se extinguir em suas vidas (1Ts 5,19).
Esses cristãos ainda não entenderam que o Espírito de Deus sabe, de antemão, todas as coisas, e que é por meio d’Ele que Deus no-las revela (1Cor 2,10) e ensina (Jo 14,26; 16,13).
Graças ao bom Deus, os cristãos que vivem no Espírito e seguem com dedicação as Suas orientações e ordens (Gl 5,25) são em quantidade bem maior.
Esses cristãos estão constantemente pedindo: “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor”! “Quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo é realista, sabe medir e avaliar a realidade, e também é fecundo: a sua vida gera vida em seu redor”, ensina o Papa Francisco. (L’osservatore Romano, 23/06/2013, p. 8).
Leia mais:

Se guiado pelo Espírito

Escreve o Papa Francisco: “Muitas vezes, seguimo-Lo e acolhemo-Lo, mas até um certo ponto; sentimos dificuldade em abandonar-nos a Ele com plena confiança, deixando que o Espírito Santo seja a alma, o guia da nossa vida, em todas as decisões; temos medo que Deus nos faça seguir novas estradas, faça sair do nosso horizonte frequentemente limitado, fechado, egoísta, para nos abrir aos seus horizontes”.
A novidade que Deus traz à nossa vida é verdadeiramente o que nos realiza, o que nos dá a verdadeira alegria, a verdadeira serenidade, porque Deus nos ama e quer apenas o nosso bem.
Se nos deixamos guiar pelo Espírito, a riqueza, a variedade, a diversidade nunca dão origem ao conflito, porque Ele nos impele a viver a variedade na comunhão da Igreja.
O Espírito Santo faz-nos entrar no mistério do Deus vivo e nos salva do perigo de uma Igreja gnóstica e de uma Igreja narcisista, fechada no seu recinto; impele-nos a abrir as portas e sair para comunicar a alegria da Fé, do encontro com Cristo.
“O Espírito Santo é a alma da missão” (Missa de Pentecostes, 19/05/2013).

Foco central da vida espiritual

Belíssimo conselho do Apóstolo São Paulo: “Buscai a plenitude do Espírito Santo” (Ef 5,18). Essa deve ser a nossa meta, o foco central da nossa vida espiritual.
Num mundo tomado pelo engano de um espiritualismo comercial da Nova Era, do sincretismo religioso e do misticismo neopagão, só com absoluta certeza que a verdadeira espiritualidade tem como fundamento a Pessoa do Divino Espírito Santo.
Este é a fonte da plenitude do poder, do amor e dos dons espirituais, da santificação, comunhão e da evangelização.
Buscar a plenitude é buscar viver de forma abissal a espiritualidade carismática renovadora, avivada e sempre reavivada.
Não há outra fonte para vida espiritual autêntica, salutar e fecunda sem o Espírito Santo. O mercado religioso tem oferecido uma tremenda falsidade da espiritualidade.
Em tudo isso, mora o terrível perigo do engodo, do estelionato, da perda da fé, da perda dos bens materiais, do sentido da vida e do encontro com a ilusão e com a loucura.
Daí a nossa grande responsabilidade de buscar com intensidade o poder do Espírito Santo para anunciar com ardor a verdadeira espiritualidade.
Esta sim é o caminho para uma profunda vida espiritual e fortaleza na jornada à casa do Pai Celestial.
Sem perda de tempo, busquemos a “plenitude do Espírito Santo”!

Autor: Padre Inácio José do Vale

São Francisco de Assis, o santo que desposou a pobreza

São Francisco de Assis, o mais santo dos italianos, renunciou toda a riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”



Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos. Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”.

Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”. Ele respondeu que ao amo. “Porque, então, transformas o amo em criado?”, replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: “Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas”.

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes. A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria… Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho.

Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida. Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224.

Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas. O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz. 
Onde houver ódio, que eu leve o amor. 
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. 
Onde houver discórdia, que eu leve a união. 
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé. 
Onde houver erro, que eu leve a verdade. 
Onde houver desespero, que eu leve a esperança. 
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. 
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais: 
consolar, que ser consolado; 
compreender, que ser compreendido; 
amar, que ser amado. 
Pois é dando que se recebe. 
É perdoando que se é perdoado. 
E é morrendo que se vive para a vida eterna.


Amém. 


São Francisco de Assis, rogai por nós!


Fonte: Canção Nova

03/10/2017

Por que existem várias traduções para a Sagrada Escritura?

Aprenda e reflita sobre a tradução da Sagrada Escritura

Deve-se cuidar para que todos os fiéis tenham acesso à Palavra de Deus, escrita e divulgada em todo o mundo, por meio da Sagrada Escritura. É como uma conversa entre Deus e o homem pelo mundo todo. Cada canto do planeta, cada nação, cada povo e pessoa precisa reconhecer, na leitura da Bíblia, o amor de Deus, os ensinamentos do Filho e a presença do Espírito Santo. Para isso, há que se ter muita cautela, pois uma tradução é sempre algo mais do que uma simples transcrição do texto original em um novo idioma. A passagem de uma língua para outra exige uma adequação de contexto cultural: os conceitos não são idênticos e o alcance dos símbolos é diferente, porque são lidos e interpretados conforme a própria vida e ideias do leitor.
O desígnio principal das traduções das Sagradas Escrituras, para que seja bem compreendido pelos fiéis, é observado desde os tempos do Antigo Testamento, quando “Esdras leu no livro da Lei de Deus, traduzindo e dando o sentido: assim podia-se compreender a leitura” (Ne 8,8). Espalhar a Palavra de Deus é dar cumprimento à missão que Jesus Cristo nos deixou, de fazer discípulos em todas as nações. Desde então, a Igreja procura, com carinho de mãe, que se façam traduções fiéis nas várias línguas, sobretudo a partir dos textos originais dos livros sagrados.
Por que existem várias traduções para a Sagrada Escritura

Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
É pela busca da compreensão da Bíblia por todas as nações que não só as traduções são vigiadas com atenção pela Igreja, mas se requer também “que devem ser acompanhadas das explicações necessárias e verdadeiramente suficientes, para que os filhos da Igreja se familiarizem dum modo seguro e útil com a Sagrada Escritura, e se penetrem do seu espírito” (Dei Verbum). Por essa inspiração, fez-se constar do Código de Direito Canônico que os livros das Sagradas Escrituras não podem ser editados sem aprovação da Sé Apostólica ou da Conferência Episcopal, bem como é preciso autorização para serem editadas as versões nas línguas nacionais, que devem ainda ser anotadas com explicações necessárias e suficientes.

Traduções bíblicas

Dentre as traduções bíblicas mais conhecidas, a Bíblia de Jerusalém apresenta opções críticas que orientaram a tradução, com introduções, notas marginais e apêndices, que instruem uma leitura mais literal e técnica dos textos sagrados. Já a Bíblia Sagrada Ave-Maria é uma tradução da Bíblia dos Monges de Maredsous – religiosos beneditinos da Bélgica –, partindo de uma versão francesa dos originais hebraico, aramaico e grego, que carrega uma riqueza espiritual que transborda o coração do leitor. A Bíblia Sagrada Edição Pastoral, que conserva a fidelidade aos textos originais, traz uma linguagem mais comum, evitando construções rebuscadas e termos pouco conhecidos, promovendo uma leitura mais fácil e favorável para iniciar reflexões. Há também a Bíblia Sagrada Tradução da CNBB, que segue o modelo da “Nova Vulgata”, tradução latina promovida pelo Concílio Vaticano II, trazendo o texto integral que acompanha as leituras proclamadas na celebração, favorecendo a memorização e o aprofundamento dos principais textos bíblicos, para quem deseja uma leitura que reduza a distância entre a celebração litúrgica e o estudo da Bíblia.
A obra de tradução dos textos sagrados se manifesta na missão de difundir a Palavra de Deus pelo mundo todo, fazendo adentrar, no coração de cada fiel, onde quer que esteja, qualquer que seja sua cultura ou seu idioma. Na leitura da Bíblia, busquemos ouvir, com atenção, o que os textos sagrados pretendem nos mostrar, os desígnios de Deus para nossas obras e os ensinamentos de Jesus Cristo para nossa vida. Entregues de coração a uma leitura profunda, que possamos escolher a tradução que melhor nos alcança o coração e, se preciso for, estou certo de que todas elas serão bem recebidas pela fé dedicada do leitor.
Leia mais:


REFERÊNCIAS
A BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. 86 ed. São Paulo. 2012.
BÍBLIA DE JERUSALÉM. Lés Éditions Du Cerf, Paris [tradução], 1998, ed. Revista e ampliada. 2002.
BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral Catequética. Claretiana. 128 ed. Ave Maria. 1999
BÍBLIA SAGRADA CNBB. Tradução da CNBB.
CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO. Promulgado por João Paulo II, Papa. Conferência Episcopal Portuguesa. 4. 
ed. Editorial Apostolado da Oração – BRAGA, 2007.
DEI VERBUM. Constituição Dogmática do Papa Paulo VI. 18 nov. 1965.
VERBUM DOMINI. Exortação Apostólica Pós-sinodal do Santo Padre Bento XVI. 30 set. 2010.


Autor: Luis Gustavo Conde

02/10/2017

Santos Anjos da Guarda


Encontramos testemunhos que nos motivam a confiarmos nos Santos Anjos

Neste dia em que fazemos memória do nosso protetor, a Igreja termina assim o hino e oração da manhã: “Salvai por vosso filho a nós, no amor; ungidos sejamos pelos anjos; por Deus trino, protegidos!”

A palavra anjo significa, “enviado, mensageiro divino”, muitas vezes encontramos as manifestações dos anjos como missionários de Deus, e por isso, com clareza lemos no salmo 91: “Pois Ele encarregará seus anjos de guardar-te em todos os teus caminhos”.

Quando nos deparamos com a Anunciação e outros Mistérios da vida de Jesus, conseguimos perceber que este salmo profetiza a presença dos anjos na vida do Senhor. Ora, Cristo é o primogênito de todas as criaturas, nosso irmão e modelo. Se portanto sua humanidade, apesar de unida com a Divindade, era continuamente protegida por anjos, logo quanto mais devemos ser nós, seus membros tão frágeis. Tanto o Pai quer isto que revelou a Jesus: “Guardai-vos de desprezar algum desses pequeninos, pois eu vos digo, nos céus os seus anjos se mantêm sem cessar na presença do meu Pai que está nos céus.” (Mt 18,10)

Nos Atos dos Apóstolos e nos escritos de São Bernardo, Santo Tomás de Aquino e outros Doutores da Igreja, encontramos testemunhos que nos motivam a confiarmos nos Santos Anjos protetores de cada um, pois atesta a Sagrada Escritura: “Não são todos (os anjos) eles espíritos cumpridores de funções e enviados a serviço, em proveito daqueles que devem receber a salvação como herança?” (Hb 1,14)

Na Inglaterra desde o ano 800 acontecia uma festa dedicada aos Anjos da Guarda e a partir do ano 1111 surgiu uma linda oração (apresentada a seguir). Da Inglaterra esta festa se estendeu de maneira universal depois do ano 1608 por iniciativa do Sumo Pontífice da época. Aprendamos e rezemos esta quase milenar prece: “Anjo do Senhor – que por ordem da piedosa providência Divina, sois meu guardião – guardai-me neste dia (tarde ou noite); iluminai meu entendimento; dirigi meus afetos; governai meus sentimentos para que eu jamais ofenda ao Deus e Senhor. Amém.”

Santos Anjos da Guarda, rogai por nós!