27/01/2017

Tenha esperança!

Não sei o que você tem colocado diante de Deus. Não sei o que você tem deixado aos pés da cruz. Não sei o que você esta passando, mas Deus manda eu te dizer: Há esperança pra você! Mesmo que a sua volta tudo diga que não tem jeito, que não tem possibilidade, que está tudo acabado, eu quero te dizer: Há esperança pra você!
Hoje Deus quer ressuscitar a sua esperança, os seus sonhos, a sua vontade de lutar, a sua fé! Hoje Deus esta abrindo os seus olhos espirituais para que você possa enxergar as coisas de uma forma diferente e possa ver a mão de Deus agindo em seu favor!
Sabe por que Deus vai agir em seu favor? Porque para Deus nada é impossível! (Lucas 1:37)
Creia que você vai superar qualquer situação e vai viver sim os milagres e as promessas de Deus!
Use a sua fé a partir de hoje de modo diferente, a sua fé move montanhas, derruba muralhas, sua fé agrada o coração de Deus, mesmo ela sendo do tamanho de um grão de mostarda, ela comove ao Senhor de um jeito sobrenatural. Sem fé é impossível agradar a Ele. Deus fará grandes coisas através dela, coisas que você jamais imaginou, coisas que você jamais pediu, ou pensou, ou se quer subiu ao seu coração. Creia e habilite o novo tempo de Deus na sua vida!
Deus dá vida aos mortos e chama à existência coisas que não existem, como se existissem. (Romanos 4:17)
Não importa como Deus vai fazer, o que importa é que Ele vai fazer! Apenas levante a sua cabeça e entre com a sua fé no novo de Deus! Renove as suas forças, pois

HÁ ESPERANÇA PRA VOCÊ!

Acredite! Deus abençoe!

13/01/2017

Que tal começar tudo pela Palavra de Deus?

A Palavra de Deus é fonte de riqueza e sabedoria para o nosso dia a dia

Jesus é o motivo de todas as coisas existirem. “Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito” (Jo 1, 3). Cristo é o Senhor, e tudo Lhe está submetido, tanto o mundo material quanto o angélico, “para que, ao nome de Jesus, dobre-se todo joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl 2,10), também toda matéria e forma, viva ou inanimada, estão sob Seu olhar.

“Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” (Hb 4,12-13). Jesus veio revelar também ser Ele o Verbo Encarnado do Pai, a Palavra criadora (cf. Jo 1,14). Palavra que quis se colocar em meio a nós, perpassando e agindo em nossas realidades. “A palavra que minha boca profere, não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão” (Is 55, 11).

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com


Importância da Palavra de Deus

A Palavra de Deus rege todas as coisas. Se, então, a Palavra pode trazer essa eficácia, por que nos privamos de nos orientar por ela quando vamos empreender algo?

Queira ser um agente que propaga a Sagrada Escritura. A força e a sabedoria ali contidas provêm da boca do Senhor e não de nós. Deus não a deixará cair no descrédito. É do interesse divino que a Bíblia transmita Seus efeitos onde quer que ela seja colocada em prática e proferida, ainda que seja por nosso intermédio, servos fracos e sujeitos ao pecado.

Podemos contar sempre com os efeitos da vontade de Jesus em nossas iniciativas. Leve sempre a Bíblia aonde você for.
Reserve um momento para ler a Palavra de Deus

Comece tudo o que for fazer com a oração de um trecho bíblico, como um Salmo por exemplo. Ao acordar, antes de pegar o trânsito, antes de iniciar um trabalho ou ministério, leia um versículo, busque uma passagem relacionada com a situação que você está vivendo. Com certeza, Deus lhe falará, pois Ele quer participar de sua vida. Destaque textos da Sagrada Escritura e cole-os em lugares por onde for passar, na cabeceira da cama, no interior do carro, na porta da geladeira, nos cadernos e aparelhos de seu trabalho. Se, por vezes, enfeitamos nossos pertences com diversos dizeres, frases de efeito, figurinhas e personagens, por que não fixar também neles um versículo bíblico? Aproveite para lê-los e rezar todas as vezes que os visualizar.

Não se trata de separar textos que mais nos agradam e vivê-los isoladamente. Queira, com essa prática, aprender a amar a Palavra de Deus para ser Evangelho vivo, comungando-O na sua totalidade. Essa sugestão é uma maneira de memorizar trechos ou inspirar-se num lema para vida ou tempo presente.


Leia mais:
.: Como ler a Bíblia
.: Por que ler a Bíblia
.: A Bíblia é a primavera
.: Ler e meditar a Bíblia

Viver conforme a Palavra de Deus configura-nos, segundo a Pessoa de Jesus, Verbo Eterno, de forma a permitirmos que Sua voz tenha poder sobre todo o nosso ser: “Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4, 12). Assim, também será com nossas ações e sobre o que elas desencadeiam, suas consequências e resultados.
Jesus em primeiro lugar

Todas as realidades contidas na Pessoa da Palavra serão favoráveis em nossa vida, mesmo quando não entendermos o porquê de um fato acontecer daquela maneira. No fim, testemunharemos que tudo concorrerá para um bem maior, pois o Altíssimo quer sempre o melhor para nós, como afirma a Bíblia: “Tudo contribui para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,28).

Começar pela Palavra também é colocar Jesus em primeiro lugar.

“Antes de qualquer tarefa, vem a palavra verdadeira” (Eclo 37,20).

Deus o abençoe!



Autor: Sandro Arquejada

12/01/2017

A era moderna e a alma serena


Vivemos tempos de grandes ‘milagres’ modernos. Nunca o mundo viu tamanha velocidade de informação. Nunca se viu possibilidades técnicas tão avançadas como agora. Qualquer coisa que aconteça do outro lado do mundo é conhecido, quase ao mesmo tempo, pelo planeta todo. Basta um ‘clique’ com o mouse do computador para enviar a centenas de destinatários informações sobre guerras, atentados, tsunamis ou mortes.

O mundo vive seu apogeu científico: pesquisadores ousam romper o limite do ético e do biológico manuseando células-tronco e redescobrindo as nuances do código genético humano. Nunca como agora foi tão fácil conhecer culturas e pessoas geograficamente distantes e virtualmente presentes. É fácil para empresas virtuais arranjarem até ‘casamentos’ por encomenda! Somando as características de cada pretendente e calculando num software online a maior probabilidade de ‘combinação’ conjugal. Ultimamente ouve-se falar até de robôs tecnologicamente treinados para manifestar emoções.

Em contrapartida, nunca se viu um mundo tão caótico. Hoje, com um simples botão pode-se acender uma lâmpada em casa ou iniciar uma detonação atômica capaz de deflagrar a 3ª Guerra Mundial. O apelo da multidão chega a causar medo, fobias… é mais seguro e prazeroso perder horas navegando na Internet. No mundo virtual: uma coleção de amigos de Orkut, popularidade garantida! No mundo real: uma coleção de dias em solidão à frente de um computador. Nunca como agora se ouviu falar tanto de depressão, suicídio, perda do sentido da vida e apelo ao uso de drogas para driblar o tédio da modernidade.

Não é pecado aproveitar as maravilhas do mundo moderno. Deus não condena ninguém que tente, cientificamente, salvar vidas respeitando-as totalmente. Não há nada de errado em enriquecer-se conhecendo culturas e estreitando laços, virtuais ou não. O que, de fato, é contraditório é trocar o real pelo imaginário. É tolice trocar um abraço, enxugar uma lágrima de saudade por um “emoticon” do MSN. Com uma mensagem de celular posso escrever “eu te amo”, mas nada substitui a companhia fiel da pessoa amada nas horas difíceis da vida, de mãos dadas, lado a lado até que a morte os separe.

Por mais que a Era Pós-moderna nos maravilhe com suas descobertas, o homem continua sempre o mesmo: criado para amar e ser amado. Agostinho, santo católico que nasceu na África, convertido pelas lágrimas orantes de sua santa mãe, depois de 30 anos de libertinagem e boemia escreveu: “Senhor, tu nos fizeste e somos teus! E inquieto estará nosso coração enquanto não repousar em ti!” Ele tinha razão! Toda nossa curiosidade pela modernidade acaba sufocada pela sede interior que não quer calar…

Maravilhemo-nos com aquilo que a modernidade nos dá. Todavia, não nos esqueçamos de que as coisas da alma não se resolvem com um ‘clique’ ou um ‘enter’ de computador. É preciso algo mais. Alguém maior: Deus! Ele é o mesmo, ontem, hoje e sempre (cf. Heb 13,8)! Sempre moderno!



11/01/2017

Como lidar com o diferente?


Saiba e reflita sobre como é lidar com o diferente


Como saber trabalhar com as diferenças dentro de nossos convívios, com aqueles que ainda não comungam com a maneira que vivemos nossa espiritualidade?

De maneira muito simples, Denis Duarte contextualiza a realidade relatada por São Paulo aos Coríntios (cf. I Cor 5,1,13) e nos esclarece o sentido de algumas expressões usadas pelo autor e que poderão nos causar estranheza ao fazermos a mesma leitura.


Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com


Leia o texto

“1 Ouve-se dizer por toda parte que há entre vós um caso de desregramento, e de um desregramento tal como não se encontra nem sequer entre os pagãos: um de vós vive com a mulher de seu pai. 2 E vós estais inchados de orgulho! E não tomastes, de preferência luto, a fim de que o autor desta ação fosse retirado do meio de vós? 3 Quanto a mim, ausente de corpo, mas presente em espírito, já julguei, como se estivesse presente, aquele que cometeu tal ação: 4 em nome do Senhor Jesus, e com o seu poder, por ocasião de uma assembleia na qual estarei espiritualmente entre vós, 5 seja tal homem entregue a Satanás para a destruição da sua carne, a fim de que o espírito seja salvo no dia do Senhor.

6 Não é nobre o vosso motivo de orgulho! Não sabeis que um pouco de fermento faz fermentar toda a massa? 7 Purificai-vos do fermento velho para serdes uma massa nova, visto que sois sem fermento. Pois o Cristo, nossa páscoa, foi imolado. 8 Celebremos pois a festa, não com fermento velho, nem com fermento de maldade e perversidade, mas com pães sem fermento: na pureza e na verdade.

9 Eu vos escrevi na minha carta que não tivésseis relações com os devassos. 10 Eu não visava de modo geral aos devassos deste mundo, ou aos gananciosos e aos rapaces ou aos idólatras, pois neste caso precisaríeis sair do mundo. 11 Não, eu vos escrevi que não tivésseis relações com um homem que traz o nome de irmão se é devasso, ou rapace ou idólatra ou caluniador ou beberrão ou ladrão, e até que não tomásseis refeição com tal homem. 12 Acaso compete a mim julgar os de fora? Não são os de dentro que tendes de julgar? 13 Os de fora, Deus os julgará. Tirai o mau do vosso meio.” (Primeira Epístola aos Coríntios 5,1-13)
Mais informações sobre o texto


Mais uma vez, São Paulo enfrenta a autossuficiência da Igreja de Corinto, pois, além das divisões, recebe notícias do cometimento da luxúria (5,1). E o apóstolo deixa claro que esse fato é uma vergonha e um perigo, especialmente por três motivos:

1. Tanto a lei judaica quanto os pagãos condenavam tal prática. Haja vista que nem entre os pagãos a quem viva com a mulher de seu pai (5,1b). 2. Problemas com imoralidades pareciam ser algo costumeiro dentro da comunidade, por vezes permitido e até institucionalizado (5,2). 3. Pode prejudicar toda a comunidade e por isso é preciso banir o culpado (5,2b).


Leia mais:


São Paulo sugere uma reunião para que se julgue o caso (5,4). E o apóstolo dos gentios, mesmo distante fisicamente, já dá seu voto (5,3). E seu julgamento é que o culpado seja entregue a satanás (5,5). Essa deve ser uma expressão equivalente à excomunhão.

Vale chamar à atenção para um fato: que essa excomunhão é uma punição voltada para a correção da pessoa, ou seja, para que o culpado se salve e não se perca. Existe um outro caso de excomunhão em Corinto, no qual o sujeito foi readmitido na comunidade após mostrar que mudou (cf. II Cor 2,5-11). Por isso a excomunhão era ato de caridade e salvação.

São Paulo reforça que não faz sentido o orgulho de abrigar pessoas que vivem nessa situação, pois isso pode prejudicar toda a comunidade (5,6). O apóstolo mostra que já alertou, numa carta anterior, sobre o tipo de relação que os membros da comunidade deveriam ter com as pessoas sem pudor (5,9). E volta a explicar como deve ser essa relação, utilizando-se de uma distinção: os de fora e os de dentro.

O relacionamento com as pessoas imorais e que estão fora da comunidade deve pautar-se numa convivência social normal, pois, caso contrário, terão de sair do mundo. Mas a relação com os impuros que estão dentro da comunidade deve ser muito diferente. Pois quanto a esses (e que ainda se dizem irmãos) não se deve ter contato (nem conversar nem comer), porque podem prejudicar toda a comunidade.

Isso é uma medida extrema de proteção da comunidade que vivia num ambiente cercado pela corrupção moral. Era um grupo pequeno se comparado ao tamanho e influências da cidade. Ao mesmo tempo, reflete a identidade que deve ter a comunidade ao viver o ensinamento dos apóstolos (ensinado em todas as Igrejas, como visto no capítulo anterior), ao seguimento de Jesus, testemunho cristão, a correção fraterna.

Resumindo: os de fora Deus os julgará, nosso papel com eles é anunciar o Evangelho, para que façam uma opção de vida diferente. Por isso não os posso julgar, mas sim anunciar-lhes a Boa Nova e acolhê-los. Os de dentro, já tendo recebido o anúncio e sendo catequizados, devem viver de acordo com a opção que fizeram. Daí julgar os de dentro.
Como aplicar o texto na vida

– Faço essa distinção entre “os de dentro” e “os de fora”?
– Convivo com espírito de acolhimento e testemunho com as pessoas “de fora” da minha opção de vida?
– Como lido com as pessoas “de dentro”, que semeiam ideias e práticas contrárias às da minha opção de vida cristã?



27/12/2016

Oração ao Menino Jesus

Reze a oração ao Menino Jesus


Menino Deus,
Eis-nos aqui diante de Tua manjedoura.
Como os reis magos, apresentamos os nossos presentes.
Obrigado por ter se encarnado para nos salvar.
Pedimos pelas famílias que hoje se encontram divididas,
Pais separados e filhos mergulhados na droga e no pecado.
Olha para Teus filhos, ouve nossa prece.
Criança abençoada, pedimos por outras crianças,
Que também como Tu não têm onde nascer.


Menino Jesus, no Teu aniversário, refaz o
milagre da distribuição do pão do amor.
Porque os homens se esquecem que também
são capazes de realizar o que Tu ensinaste.
Príncipe da paz, devolve ao mundo a Tua paz.
Reavive, Menino, no coração dos homens,
a compaixão, o amor e a misericórdia,
para que eles cuidem das crianças do mundo.
Que sejam alimentadas, não sofram nem chorem.
Menino Jesus, toma em Tuas mãos as crianças.
Livra-as da guerra, da fome, da morte antecipada,
da morte em vida e da dor que não podem
compreender nem deveriam sentir.
Cuida das mulheres grávidas e daquelas que querem engravidar.
Que os homens sejam como São José e as mulheres como Maria.
Livra o nosso mundo do trauma do aborto, Vós que sois a Vida.
Devolve o sentido de viver àqueles que perderam a felicidade.
Menino que é, coloca no rosto das outras crianças
o sorriso, o amor e a segurança.
Na boca, coloca a comida e a Tua Palavra.
Obrigado, Menino Deus!
Oremos: “Senhor nosso Deus, ao celebrarmos com alegria o Natal do nosso Salvador, dá-nos alcançar, por uma vida santa, Teu eterno convívio. Por Cristo nosso Senhor. Amém”.

21/12/2016

A importância de entronizar a cruz de Cristo em sua casa

É fundamental que as famílias cristãs entronizem a cruz de Cristo em seus lares, de maneira solene


A cruz é o sinal dos cristãos e sinal do Deus vivo. “Não danifiqueis a terra nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes” (Ap 7,3).
Esse sinal, o profeta Ezequiel já anunciava como sendo a cruz, o Tau. Quando Jerusalém mereceu o devido castigo pela idolatria cometida, esse profeta anunciou que Deus assinalou com a cruz os inocentes para protegê-los. “Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem” (Ez 9,5).
Desde que Jesus libertou a humanidade da morte, do pecado e das garras do demônio, a cruz salvífica passou a ser o símbolo da salvação. A festa em honra da santa cruz foi celebrada pela primeira vez em 13 de dezembro do ano 335, por ocasião da dedicação de duas basílicas de Constantino, em Jerusalém: do “Martyrium” ou “Ad Crucem” sobre o Gólgota; e a do “Anástasis”, isto é, da Ressurreição.
Santa Helena, a mãe do imperador [Constantino], foi buscar a cruz de Cristo em Jerusalém. A partir do século VII, comemora-se a recuperação da preciosa relíquia por parte do imperador bizantino Heráclio em 628; pois a cruz de Cristo foi roubada 14 anos antes pelo rei persa Cosroe Parviz, durante a conquista da cidade Santa de Jerusalém.
Nesses dois mil anos, a cruz passou a ser o símbolo da vitória do bem sobre o mal, da justiça contra a injustiça, da liberdade contra a opressão, do amor contra o egoísmo, porque, no seu lenho, o Cristo pagou à Justiça Divina o preço infinito do resgate de toda a humanidade.
Em todas as épocas a santa cruz foi exaltada. O escritor cristão Tertuliano († 200) atesta: “Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando vamos deitar, quando nos sentamos; nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da cruz” (De corona militis 3).
São Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III, dizia: “Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e nos protege dele se é feito com fé; não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da cruz na fonte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42).

A força do sinal da cruz

Muitas pessoas importantes se valiam do sinal da cruz em momentos de perigo, de decisão e na iminência da morte, como forma de alcançar a serenidade necessária em momentos cruciais. Os primeiros cristãos faziam o sinal da cruz a cada instante. Assim afirma São Basílio Magno (†369), doutor da Igreja: “Para os que põem sua esperança em Jesus Cristo, fazer o sinal da cruz é a primeira e mais conhecida coisa que entre nós se pratica”.
Santa Tecla, do primeiro século, ilustre por nascimento, foi agarrada pelos algozes e conduzida à fogueira; fez o sinal da cruz, entrou nela a passo firme e ficou tranquila no meio das chamas. Logo uma torrente de água desabou e o fogo apagou. E a jovem heroína saiu da fogueira sem ter queimado um só fio de cabelo. Os santos não deixavam o crucifixo; em muitas de suas imagens os vemos segurando o crucificado, porque no Cristo crucificado colocavam toda a sua segurança e esperança.
Em 1571, Dom João D’Áustria, antes de dar o sinal de ataque na Batalha de Lepanto, em que se decidia o futuro da cristandade diante dos turcos otomanos agressores, fez um grande e lento sinal da cruz repetido por todos os seus capitães e a vitória logo aconteceu. Por estes e outros exemplos, vemos quão poderosa oração é o sinal da cruz. De quantas graças nos enriquece esse sinal, e de quantos perigos preserva nossa frágil existência.
A cruz de Cristo vence o pecado. À vista d’Ele desaparece todo o pecado. Santa Joana d’Arc morreu na fogueira de Rouen, em 1431, injustamente, segurando um crucifixo, olhando-o e repetindo: “Jesus, Jesus, Jesus…”.
Quando Dom Bosco se cansava das artes dos seus meninos e parecia querer desistir da missão, sua boa mãe, Margarida, apenas lhe mostrava o Cristo crucificado e ele retomava sua luta em prol da juventude desvalida.

Proteja seu lar com a cruz de Cristo

Mais do que nunca hoje, quando tantos perigos materiais e espirituais ameaçam a família, atacada de todos os lados pela imoralidade que campeia entre nós, é fundamental que as famílias cristãs entronizem a cruz de Cristo em seus lares, de maneira solene. Ela defenderá nossos filhos de tanta imoralidade.
Desta cruz nasceram os sacramentos da Igreja, que nos salvam. Desta cruz sairá a força de que pais e mães precisam para educar os filhos na verdadeira fé do Cristo e da Igreja. Olhando a cada momento para o Cristo tão cruelmente crucificado, flagelado, coroado de espinhos, teremos força para vencer as lutas de cada dia.
Diante da cruz de Cristo o demônio não tem poder, porque “ele foi nela vencido, acorrentado como um cão”, como dizia Santo Agostinho. O exorcista, acima de tudo, empunha o crucifixo. Mais do que nunca hoje, quando as forças do mal querem arrancar o crucifixo de nossas ruas e praças, precisamos colocá-lo em nossas casas, também como prova de nossa fé.
A sua casa precisa ser protegida pela santa cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Autor: Professor Felipe Aquino

12/12/2016

Nossa Senhora de Guadalupe - Padroeira de toda a América

Nossa Senhora de Guadalupe














O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto já existe há mais de quatro séculos e meio

Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).

Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.

O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: “Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. 

Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…”

O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”. Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”.

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.
Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!


10/12/2016

A luz de Cristo e as trevas do mundo

No Natal, Jesus Cristo, luz verdadeira, veio ao mundo


O evangelista João usa de muitos símbolos e dos contrários – luz e trevas – para falar sobre a vinda de Jesus Cristo. O próprio Senhor se apresenta a nós assim: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida” (João 8,12). Porém, diante das contradições mundanas como a violência, a fome, as guerras e tantos outros tipos de sofrimento, podemos nos perguntar: “Se o Verbo de Deus veio ao mundo como luz, por que ainda há tantas trevas?”.

A resposta a essa pergunta pode estar muito perto, pode estar dentro de nós. Nesse sentido, a oposição entre luz e trevas, usada por João em seus escritos, ajuda-nos a iluminar nossa vida para enxergar a realidade. A verdade é que, dentro de nós, já brilha a verdadeira luz, que é Cristo, mas ainda há muitas trevas em nosso coração.
Em alguns momentos de nossas vidas, somos generosos; mas em outros, somos avarentos e mesquinhos. Há situações em que somos bondosos, mas em outras somos maus e, muitas vezes, não nos reconhecemos. Por vezes, reconhecemo-nos altruístas, preocupados com o bem do próximo; em muitas ocasiões, entretanto, somos egoístas, porque nos preocupamos somente com nós mesmos.

Essa oposição entre luz e trevas perdura em nós, ainda que muito lutemos para vencer as trevas do egoísmo, da vaidade, da ganância, da perversidade, pois o próprio Cristo nos alertou: “Sem mim, nada podeis fazer” (João 15,5b). Sem acolher a luz verdadeira, que é Jesus, não somos capazes de vencer essa luta contra as trevas, que está no mundo e também dentro de cada um de nós.

O Natal, no qual comemoramos o nascimento do Menino Jesus, Filho de Deus, convida-nos a acolher esta luz que brilha nas trevas do mundo.

Como a Virgem Maria, acolhamos com humildade Jesus Cristo, para que a Sua luz ilumine as trevas da nossa mente e do nosso coração. A luz de Cristo nos ajuda a vencer as trevas do pecado e da morte em nós, para que possamos também iluminar este mundo (cf. Mt 5,14). Somente assim poderemos ajudar este universo a vencer as trevas da violência, da fome, da guerra, dos sofrimentos desta vida. Porém, essas trevas estarão sempre presentes até a segunda vinda de Jesus. Então, será enxugada toda lágrima e não haverá mais luto nem morte, nem grito ou dor, pois Cristo renovará todas as coisas (cf. Ap 21,4-5). As trevas serão definitivamente vencidas pela luz e acontecerá o Reino dos Céus.

Na alegria do Natal, do nascimento do Menino Deus e na esperança da Sua segunda vinda, acolhamos Sua luz em nossas vidas, deixemos que ela ilumine nossos pensamentos, palavras e ações, para que, iluminados por Ele, possamos ser também luz para este mundo (cf. Mt 5,14). Somente em Cristo seremos cheios do Espírito Santo, como João Batista, e anunciaremos, com ousadia, Sua volta. Nessa expectativa, peçamos à Virgem Maria a docilidade e a humildade para acolher a vontade do Pai em nossas vidas e anunciar o Senhor que vem: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22,20b).



03/12/2016

Por mais difícil e impossível que seja, não é o fim...




Jó Capitulo 42 Versículo 12.

“O Senhor abençoou o final da vida de Jó mais do que o início.”
Todas as vezes que o inimigo disse a alguém: "é o fim", ali, na verdade, era o começo dos melhores dias e das maiores vitórias.

O inimigo disse a José do Egito, na cisterna do deserto: "é o fim!", e Deus disse: "é o começo! José, governador do Egito te espera".

O inimigo disse para Moisés no deserto de Sim: "é o fim!", e Deus disse: "é o começo! Transformar-te-ei no libertador do meu povo".

O inimigo disse a Ester no tempo da escravidão: "é o fim!" e Deus disse: "é o começo! Transformar-te-ei na rainha dos Medos e Persas".

O inimigo disse a Sadraque, Mesaque e Abdenego na fornalha: "é o fim!" e Deus disse: "é o começo! Vocês serão grandes lideres na Babilônia!"

O inimigo disse a Daniel na cova dos leões: "é o fim!", e Deus disse: "é o começo! Sua história mudará o mundo".

O inimigo disse a Jonas, na barriga de um peixe: "é o fim!", e Deus disse: "é o começo! Nínive será salva através da tua pregação."

O inimigo disse a João, exilado na ilha de Patmos: "é o fim!, e Deus disse: "é o começo! Você escreverá a maior revelação de todos os tempos - o Apocalipse."

O inimigo disse a Jesus, morrendo na cruz: "é o fim!", e Deus disse: "é o começo! Todo o poder no céu e na terra Eu entrego em Tuas mãos."

Por isso se o inimigo disser a você que "é o fim,", comece a dar glória a Deus e Aleluia porque Deus está dizendo: "é apenas o começo!" O inimigo não tem poder de decretar o fim de nenhum filho de Deus. "O sofrimento não é o fim, mas começo para todos os que crêem."

Há sempre muito mais caminho a seguir quando não conseguimos ver continuação da estrada, e muito mais força pra levantar e começar de novo quando a gente insiste em ver o fim. Graças a Deus, algumas coisas só começam quando terminam, a nossa força, por exemplo. 

Veja o que disse Paulo: “Quando estou fraco, então sou forte (2 Coríntios 12.10). Esta afirmação parece um contrassenso. Fracos serem fortes; débeis serem vitoriosos.

Em Cristo é assim: sua fraqueza, o fim das suas forças é sim o início de alguém ainda mais forte. 


Creia nisso! O fim é apenas o começo!






























FAMÍLIA CHAPECOENSE E A DE TODOS QUE ESTAVAM NESTA TRAGÉDIA, 
NOSSAS ORAÇÕES ESTÃO CONTIGO!


O Blog está de luto por 7 dias em homenagem a estas pessoas.

24/11/2016

A arte de vencer os demônios da alma

Os demônios interiores colocam-nos diante de muitas tentações


A vida nem sempre é um oásis de paz. Há momentos em que nos vemos perdidos em um grande deserto. Nada conseguimos enxergar. Olhamos e só vemos o sol e a areia, o calor e as miragens. Não há sinais de vida que devolvam ao nosso coração a esperança de outrora. Atravessar desertos nem sempre é uma tarefa fácil, pois, nele, entramos em contato com as mais variadas tentações nascidas a partir de nossas mais diversas sedes: desânimo, falta de fé, incredulidade, revoltas interiores, desejos de vingança, poder, ganância, inveja. Podemos dizer que, no deserto, somos confrontados com os nossos demônios interiores, que ficam adormecidos em nosso coração, esperando o momento certo de acordar; quando acordam, podem provocar uma destruição enorme em nossa alma e, consequentemente, em nossa vida, tanto humana quanto espiritual.


A arte de vencer os demônios da alma
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

 

Desertos físicos e espirituais

O povo de Deus também percorreu muitos desertos físicos e espirituais. Contudo, foi a confiança na Sua misericórdia e no Seu amor que libertou o povo dessa travessia que, muitas vezes, parecia não ter fim. Esse gesto de libertação marcou, definitivamente, a vida dessas pessoas. Na liberdade, experimentaram o amor concreto de um Deus presente em meio às maiores dificuldades da travessia. Essa libertação deixou marcas profundas na história da salvação. 


Nada mais seria como antes. Outros desertos iriam surgir, mas eles agora sabiam que não estavam mais sozinhos. Em meio às dificuldades das novas travessias dos desertos que deveriam fazer, tinham plena certeza de que Deus caminhava com eles.


Nossa vida é marcada por desertos. Em meio a esses momentos, sentimo-nos, muitas vezes, sozinhos e desamparados. Parece que nunca chegaremos ao fim da travessia. Mas é na experiência do povo de Deus que encontramos fortaleza para seguir adiante. Não estamos sós, somos acompanhados pelo amor de Deus, que nos guia constantemente e nos indica o melhor caminho a ser seguido.


A experiência do deserto também atingiu, de maneira profunda, a vida de Jesus. Após ser batizado no rio Jordão, Ele foi conduzido pelo Espírito ao deserto. Quarenta dias de jejum e de provações marcaram esse tempo na vida de Cristo.




No deserto, entramos em contato com os nossos desejos mais profundos. Para sairmos dele, somos tentados a aceitar qualquer oferta que nos garanta uma libertação. Porém, muitas dessas propostas são ilusórias. Poderíamos dizer que são miragens, pois se desfazem rapidamente. Não são verdadeiras, mas se baseiam em nosso desejo de superarmos uma dificuldade de modo fácil e superficial.


Jesus foi tentado pelo demônio. Ele foi convidado a saciar sua fome, mas seu alimento era divino. Foi tentado a obter poder sobre muitos reinos terrenos, mas seu Reino era o Céu. Foi tentado a desafiar o poder de Deus, mas Ele mesmo era Deus. Cristo venceu a tentação a partir de Suas próprias certezas.

 

Os demônios interiores


No deserto da vida, somos tentados a saciar nossas sedes de muitos modos, mas a água que nos é oferecida não sacia a nossa verdadeira sede. Os demônios interiores colocam-nos diante de muitas tentações e miragens. Todas essas, porém, ilusórias. Para não se perder é preciso, antes, encontrar-se.
Em Cristo e na Sua Palavra somos convidados a nos encontrarmos com a fonte da verdadeira vida. Vencendo os demônios dos desertos da vida, faremos a experiência da libertação n’Aquele que é o nosso Libertador.



Autor: Padre Flavio Sobreiro

23/11/2016

Por que fazemos o sinal da Cruz?

il-segno-della-croce 


“É a cruz que fecunda a Igreja, ilumina os povos, guarda o deserto, abre o paraíso.”Proclo de Constantinopla, bispo


A primeira coisa que nossos pais católicos nos ensinam a fazer é o sinal da Cruz. É uma das mais belas marcas de nossa religião; é o ato que inicia e termina nossas orações particulares ou coletivas. É um sinal externo que “nos volta para Deus”.


Sua referência é bíblica. Uma delas está no livro de Ezequiel (9,3-4): “O Senhor disse: Percorre a cidade, atravessa Jerusalém e marca na fronte os que se lamentaram afligidos pelas abominações que nela se cometem.”


A marca é um tau (T), última letra do alfabeto hebraico, que tinha a forma de uma cruz. Os marcados são propriedade do Senhor, uma porção sagrada e intocável. Em Apocalipse 7,3 temos outra cena semelhante: “Não causeis danos à terra nem ao mar nem às árvores, até que selemos a fronte dos servos do nosso Deus.” Em ambos os textos, a marca na fronte significava a salvação e sem ele o homem não seria poupado.


Tertuliano (†220) escrevia no ano 211 d. C.: “Nós marcamos nossa fronte com o sinal da cruz. Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da Cruz” (De corona militis 3).


Fazer o sinal da cruz já era um hábito antigo quando escreveu isso.


Há muitos textos bíblicos, que louvam e exaltam a Cruz de Cristo:


Mt 10,38: “Aquele que não toma a sua cruz e me segue, não é digno de mim” (Cf.Mc 8,34; Lc 9,23; 14,27).


Mt 16,24: “Disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.


Leia também: O Sinal da Cruz


Gl 2,19: “Pela Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Fui crucificado com Cristo.”


Gl 6,14: “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.”


Diz ainda Santo Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século II: “Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da Cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se á feito com fé, não por ostentação, mas em virtude da convicção de que á um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da Cruz na fronte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreite para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42).




São Paulo exalta a santa cruz: “A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que se salvam, isto é para nós, é uma força divina.” (1 Cor 1,18)

Podemos e devemos fazer o sinal da cruz sempre que vamos rezar, conversar com Deus, pedir a sua proteção. Ao passar por uma igreja, ou outro lugar sagrado, podemos fazer o sinal da cruz, com respeito, e bem feito, para pedir a Deus a sua proteção. O importante é a intenção de rezar, “voltar-se para Deus”. 


O próprio Sinal da Cruz é uma oração. Importa que seja feito com devoção, e não como superstição. Diante do Santíssimo Sacramento, pode-se fazer o sinal da cruz, mas não é obrigatório; e sim a genuflexão. Também não é necessário fazer o sinal da cruz ao receber a sagrada Comunhão, pois já o fizemos no início da celebração.


Nota: vale a pena lembrar que no dia 14 de setembro a Igreja celebra a festa da exaltação da santa cruz.


“… Até hoje a cruz é glorificada; com efeito, é a cruz que ainda hoje consagra os reis, adorna os padres,protege as virgens, dá força aos ascetas, reforça os elos dos esposos, dá ânimo às viúvas.É a cruz que fecunda a Igreja, ilumina os povos, guarda o deserto, abre o paraíso.”Proclo de Constantinopla, bispo (c. 390-446) – Sermão para o Domingo de Ramos



Autor: Prof. Felipe Aquino
Fonte: Cleofas