15/08/2014

Combatentes iluminando a sua geração


Diácono Fábio Camargos
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
O Senhor chegou no Acampamento 'Combatentes da Oração'! A partir de agora, todos os nossos inimigos terão de se prostar diante de nós; nenhum deles resistirá ao poder o Senhor no combate da oração. Não importa quem seja o nosso inimigo, ele já foi exposto na cruz do calvário na hora da crucifixão.

Precisamos de um força maior do que aquela que temos, por isso temos de pedi-la a Deus, porque só n'Ele podemos confiar.

“Falou-lhes outra vez Jesus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. A isso, os fariseus lhe disseram: Tu dás testemunho de ti mesmo; teu testemunho não é digno de fé. Respondeu-lhes Jesus: Embora eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é digno de fé, porque sei de onde vim e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho nem para onde vou. Vós julgais segundo a aparência; eu não julgo ninguém. E, se julgo, o meu julgamento é conforme a verdade, porque não estou sozinho, mas comigo está o Pai que me enviou. Ora, na vossa lei está escrito: O testemunho de duas pessoas é digno de fé (Dt 19,15). Eu dou testemunho de mim mesmo; e meu Pai, que me enviou, o dá também. Perguntaram-lhe: Onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Não conheceis nem a mim nem a meu Pai; se me conhecêsseis, certamente conheceríeis também a meu Pai. Estas palavras proferiu Jesus ensinando no templo, junto aos cofres de esmola. Mas ninguém o prendeu, porque ainda não era chegada a sua hora.” (Jo 8,12-20)

Esse trecho da Sagrada Escritura retrata uma das peregrinações de Jesus até o templo de Jerusalém. Na sétima vez em que Ele foi àquele lugar, entregou Sua vida por nós. Ele estava lá, tinha ido ao templo para a Festa das Luzes.

Fiéis acompanham pregação, na manhã de sábado, na Canção Nova.
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
Jerusalém, naqueles dias, ficava repleta de pessoas, porque colocavam tochas em todas as partes da cidade. De repente, à frente de Jesus, judeus chegaram com uma mulher arrastada pelos cabelos, que havia sido pega em flagrante de adultério. Então, Eles questionaram o Senhor sobre a atitude dela. Ele lhes disse: “Quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra” (Jo 8,7). Logo depois, Jesus, no meio de todas aquelas tochas, começou a gritar: “Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

Irmão, o Senhor nos trouxe essa Palavra de hoje para nos dizer que Ele está junto de nós. Ele ilumina a nossa vida, ilumina as situações pelas quais passamos e sabe a razão de nossas lágrimas.

O Pai nos deu para Jesus; nós somos d'Ele. Cristo não tira os olhos de nós. Ele, que é a Luz do mundo, diz que também nós devemos nos iluminar. Ele nos trouxe essa Palavra, porque sonhava, desde antes a criação do mundo, em nos ver brilhar.

Aquele que disse “Eu sou a luz do mundo” também falou: “Vocês são o sal do terra e a luz do mundo”. Precisamos brilhar!

Se você tem o rosto abatido por causa da depressão, que seu rosto comece a brilhar agora. O mundo precisa vê-lo e saber que você é diferente, pois tem a Luz de Jesus.

"Para brilharmos diante do mundo é preciso que nos deixemos suscitar pelo Espírito de Deus", exalta diácono.
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com

Quando o Senhor voltar, Ele precisará achar os combatentes na oração muito dispostos a trabalhar, a serem pobres neste mundo consumista, a viver a castidade. Por mais que tenhamos tenha 50, 60, 70 anos de idade, o que é isso comparado aos dois mil anos de experiência da Igreja suscitado pelo Espírito Santo?

Para brilharmos diante do mundo é preciso que nos deixemos suscitar pelo Espírito de Deus.

Se você tem sofrido rivalidades e traições, saiba que seu inimigo não é seu esposo, seu irmão ou aquela pessoa difícil que trabalha com você. O seu inimigo é espiritual, por isso você não pode deixar que a sua lamparina se apague.

O primeiro passo para ser um combatente é reconhecer, diante de Deus, que você não aguenta mais as dificuldades da sua vida. Comece a rezar e dizer para Jesus que você não tem forças para lutar sozinho. Reconheça, diante de Deus, as suas fraquezas. Só assim você receberá a ajuda d'Ele.

Diga para Deus: “Senhor, estou cansado de ser assim”. Vá os pés da cruz e diga a Ele: “Meu Deus, ajuda-me, dá-me a unção do Teu Espírito”. Nesse momento, Ele vai inspirar sobre você o poder do Espírito Santo. Mais do que vontade, você precisa ter amor por Jesus, precisa estar apaixonado por Ele.

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Diácono Fábio Camargos 
Comunidade Canção Nova

14/08/2014

Jesus tem a chave da bênção!


Padre Bruno Costa
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
Com Jesus tudo, sem Jesus nada! Esta é a certeza que deve brotar em nosso coração e é esta certeza que quero exortar a cada um de vocês nesta pregação. Cada um de nós tem o desejo de rezar e reabastecer-se do Senhor Jesus. Estamos vivendo um momento de nos preenchermos do amor do Pai para que possamos nos manter firmes na caminhada.

Amados, com Jesus tudo pode ser mudado! Creia nesta verdade e proclame-a! Nós, que queremos uma vida nova, devemos ser ousados, viver uma vida disciplinada e radical. Não podemos desistir da vida nova que o Senhor nos concede. Nós não temos problemas, mas desafios a serem enfrentados. Somos guerreiros, somos combatentes e nãos podemos esmorecer.

É na disciplina de uma vida de oração que nos mantemos firmes diante das provações, por isso rezemos com a Palavra de Deus em Ap 3,7-13: “Ao anjo da igreja de Filadélfia, escreve: Eis o que diz o Santo e o Verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi - que abre e ninguém pode fechar; que fecha e ninguém pode abrir. Conheço as tuas obras: eu pus diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar; porque, apesar de tua fraqueza, guardaste a minha palavra e não renegaste o meu nome. Eu te entrego adeptos da sinagoga de Satanás, desses que se dizem judeus, e não o são, mas mentem. Eis que os farei vir prostrar-se aos teus pés e reconhecerão que eu te amo. Porque guardaste a palavra de minha paciência,também eu te guardarei da hora da provação, que está para sobrevir ao mundo inteiro, para provar os habitantes da terra. Venho em breve.Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Farei do vencedor uma coluna no templo de meu Deus, de onde jamais sairá, e escreverei sobre ele o nome de meu Deus, e o nome da cidade de meu Deus, a nova Jerusalém, que desce dos céus enviada por meu Deus, assim como o meu nome novo. Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”
"Quando assumimos nossas fraquezas, o Senhor age", padre Bruno.
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com

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Esse livro do Apocalipse é profético, porque nos faz renovar a nossa esperança. Como agimos em meio ao combate? Será que somos fiéis às obras que temos em nossas mãos? Somos, por vezes, covardes quando vemos os muitos exércitos que nos assolam! Se vivermos de oração, o Senhor batalhará ao nosso lado. Ele é fiel ao dizer que "abre e ninguém pode fechar; fecha e ninguém pode abrir".

Somos chamados a viver uma vida de entrega ao Senhor em tudo o que fazemos, acreditando que tudo podemos fazer se enfrentarmos o bom combate de cabeça erguida. Porém, nunca devemos nos esquecer de nossas práticas de piedade: adoração, rosário, confissão e Santa Missa.

Amados, o inimigo está à solta e quer eliminar cada um de nós! Enfrentamos momentos de tribulação, mas a promessa do Senhor se cumpre: 'Farei do vencedor uma coluna no templo'. Szinhos somos fracos, mas com o Senhor vencemos todas as tribulações. É na fidelidade em fazer o pouco que o Senhor age! Tenhamos fé e o acréscimo Ele fará. Se você não tiver fé, busque-a. O Senhor se compadece de você e vem ao seu encontro.

Somos testemunhas para o mundo. Quando assumimos nossas fraquezas, Deus age em nossa vida. Coloquemo-nos a caminho! “Devemos ir ao encontro do outro”, nos ensina o Papa Francisco. Todos nós sofremos. Ou você acha que padre não tem medo? Eu tenho! Mas no Senhor vou dando passos, pois o combatente deve enfrentar as situações. Assim, a vitória nos será dada. No Senhor, não somos derrotados, mas vencedores. “As grandes batalhas são para os melhores guerreiros', nos ensina o Papa. É preciso ter fé. Desistir jamais! Lutemos até o fim, pois somos vencedores!

Não deixe para amanhã a sua mudança de vida. Busque, ainda hoje, a sua conversão.

Transcrição e adaptação: Luana Oliveira

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Padre Bruno 
Missionário da Comunidade Canção Nova


13/08/2014

Intercessor, seja simples e obediente


Nós não escolhemos as palavras da Santa Missa que vamos pregar, mas Deus as providencia na dimensão do chamado que Ele nos faz de sermos combatentes na oração, intercessores na força e no poder do Espírito.

A liturgia de hoje nos dá alguns exemplos de obediência, humildade e fé. O profeta Jeremias viveu momentos de dificuldades diante da profecia. Ele, como homem de Deus, não falava aquilo que o rei e o povo queriam ouvir. O Senhor o chamou para falar ao povo exatamente aquilo que Ele lhe pediu para falar. 

Padre Roger Luís
Foto: Arquivo/cancaonova.com

Aquele povo foi se corrompendo em sua vida religiosa e em sua identidade, por isso Jeremias foi chamado para ser o profeta daquela gente. Quero chamar sua atenção para a oposição do mau aos planos do Senhor. Naquele tempo, Jeremias foi preso por causa da Palavra de Deus, pelas palavras que disse às tribos do Sul: “Quando Jeremias acabou de dizer tudo o que o Senhor lhe ordenara que falasse a todo o povo, prenderam-no” (cf. Jeremias 26,8).

A Palavra de Deus sempre tem a intenção de salvar, por mais difícil e catastrófica que ela seja. Na leitura de hoje, vemos que Deus diz a Jeremias: “A eles então dirás: Isto diz o Senhor: 'Se não vos dispuserdes a viver segundo a lei que vos dei, a escutar as palavras dos meus servos, os profetas, que eu vos tenho enviado com solicitude e para vossa orientação, e que vós não tendes escutado, farei desta casa uma segunda Silo e farei desta uma cidade amaldiçoada por todos os povos da terra” (Jeremias 26,4-6). 

Antes de se estabelecer a glória de Deus, era em torno de Silo que girava a espiritualidade de Israel. O monte de Silo é o lugar em que Ana pediu a Deus um filho, é o lugar também em que Samuel escutou o chamado do Senhor.

Com essa catástrofe, Deus avisava ao povo que, se eles não se convertessem, aconteceria como em Silo. Mas o que aconteceu lá? Os filisteus roubaram a Arca da Aliança. Deus saiu do meio do Seu povo, porque este havia se corrompido, estava distante do projeto do Pai.

Deus, mais uma vez, diz àquelas pessoas que se elas não se convertessem, seriam amaldiçoadas, passariam pela humilhação de serem abatidas por não ter a presença d'Ele na vida delas. Jeremias profetizou e precisou pagar o preço da profecia. Foi preso, porque falou em nome do Senhor.

"Aprenda a orar pela pessoa que é um empecilho na sua vida", afirma padre Roger.
Foto: Arquivo cancaonova.com

Você está disposto a pagar o preço do chamado de Deus?
 O mundo tem se sustentado pela força da intercessão de homens e mulheres do Senhor. No tempo atual, no qual percebemos o esvaziamento espiritual, já podemos ouvir um batalhão de choque chamando o povo para a guerra, para voltar ao chamado do Pai.

A intercessão é uma função de todo cristão, devemos interceder uns pelos outros. Você já rezou por uma pessoa enferma, pelas pessoas da sua família, da sua paróquia? Isso é intercessão. Deus conta com você!

Em vez de reclamar, de ficar falando mal dos outros, é bom orar, porque reclamar não vai melhorar a vida de ninguém. Aprenda a orar pela pessoa que é um empecilho na sua vida. 

Algumas pessoas de grupos de oração são, muitas vezes, quietas e, aparentemente, não demonstram tantos dons. Mas o grupo decide colocá-las no ministério da intercessão. O intercessor não aparece, porém sem ele não há grupo. Assim como em nosso corpo não há órgão mais importante que o outro, também na Igreja não há um ministério mais importante que o outro.

Jesus, quando foi chamado de "Filho do carpinteiro", não subiu ao púlpito para dizer o contrário, mas permaneceu como estava e prosseguiu humildemente. Os intercessores são chamados a ser assim: humildes, simples e obedientes. Isso é um remédio contra satanás que é prepotente e vaidoso.

Só é capaz de obedecer aquele que é humilde. Só ele consegue ouvir a voz do comando do Senhor e segui-la. Se não formos humildes ao escutar o Senhor e Lhe obedecer, perderemos a guerra espiritual. Precisamos nos submeter à vontade do Pai.

Jesus não era importante, Sua família não era reconhecida. Ele não estudou nas melhores escolas. Jesus Cristo era o Filho do carpinteiro. O Senhor tinha as mãos cheias de calo de tanto trabalhar. Ele ensinava as pessoas falando do plantio, da colheita, porque era um homem simples.

Quantos católicos estão perdendo a graça da Eucaristia por ser um ato simples! As pessoas têm dificuldade de aceitar o que é humilde. Há confessionários vazios e clínicas psiquiátricas e psicológicas abarrotadas, porque o sacramento da reconciliação oferecido nos confessionários é gratuito e as pessoas desconfiam dele. Pela altivez, preferem pagar profissionais para que tenham a vida resolvida. Tudo isso é a soberba que satanás tem disseminado sobre a Terra.

Peçamos a Deus a graça de sermos libertos das tentações para vivermos a simplicidade e, assim, fazermos a vontade d'Ele. 

No tempo de Jesus, faltou fé ao povo de Nazaré. O Evangelho nos diz que Jesus não fez muitos milagres, porque o povo não tinha fé. Eles não tinham visão espiritual, não quiseram acolher a voz de Deus, não conseguiram enxergar com os olhos da fé a obra maravilhosa que poderia acontecer pela presença de Jesus no meio deles.

“Por isso, estamos sempre cheios de confiança. Sabemos que todo o tempo que passamos no corpo é um exílio longe do Senhor. Andamos na fé e não na visão” (2 Coríntios 5,7).

Tenha companheiros de oração, pessoas que estejam intercedendo por você. Estamos numa batalha espiritual que tem ficado cada vez mais explícita em nosso tempo. Peça fé a Deus.

Transcrição e adaptação: Rogéria Nair

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Padre Roger Luís 
Padre da Comunidade Canção Nova

12/08/2014

Intercessor, Deus conta com você!


Padre Roger Luís
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
A partir deste acampamento, somos chamados ao recrutamento de novos intercessores. É preciso que haja formação para aqueles que já são intercessores. Da mesma forma, devemos todos ter uma visão espiritual e sairmos da visão apenas carnal e distante da vida no Espírito.

Chamando atenção para esta realidade, sabemos que, em todo o Brasil, os fiéis estão celebrando, no dia de hoje, o Dia do Padre. Por isso, reze por seus párocos neste dia. E ao recordamo-nos disso, vejo o caminho que o Senhor quer para nós: um caminho de liderança na vida cristã.Não precisamos de fã-clubes, mas de intercessores por estarmos dentro de um combate espiritual, pois não servimos ao mundo, mas sim a Deus.  Se você gosta de meu ministério e do ministério dos missionários da Canção Nova, interceda por nós.

Peçamos, neste dia, que o Senhor abençoe a cada um daqueles que doam a sua vida e exercem, em suas paróquias, o papel de líderes espirituais. Temos, amados, esta necessidade de intercessão, como já nos ensinava o apóstolo São Paulo, que, por diversas vezes, pedia oração nas cartas que escreveu, como aos coríntios, filipenses e romanos. São Paulo era sustentado por amigos de intercessão neste ministério, e em razão disso, não desanimou diante das provações que sofreu, pois tinha a "cobertura" dos intercessores.

Não podemos esperar pelo ataque, diz São Paulo; devemos atacar antes. E como atacamos? Pela vida de oração. É uma atitude ativa, uma intensiva de oração. Não podemos rezar somente quando estamos em meio a uma situação difícil, devemos rezar antes de isso acontecer, somos chamados a uma vivência de oração.

A oração é um ato de amor; quem ama intercede. Como é bela a oração de uma mãe por seu filho! E daqueles que rezam pelas lideranças e patorais da Igreja Católica, principalmente pelos sacerdotes, pois quem está à frente é alvo claro de ataques. Amados, não podemos esperar os ataques, devemos atacar com o poder da intercessão. É questão de retomada! Quem está à frente da batalha precisa da sua oração do terço, do jejum e das mortificações que podemos fazer.

Aqueles que estão à frente são alvos de muitos ataques, como por exemplo a exaustão pastoral, ou seja, um cansaço espiritual. Essa exaustão tem roubado de muitos ministros da Igreja a intimidade com Deus. Há líderes que parecem estar entorpecidos pelo pecado e nem sabem disso. O autor C. S. Lewis escreve no livro “Um diabo ao seu aprendiz” que não existe lugar mais visado e bem-sucedido para os ataques do demônio do que atingir a quem está aos pés do altar.

O inimigo de Deus quer humilhar a Igreja por intermédio dos seus ministros sagrados, de forma a bloquear a ação e Deus sobre nós. É necessário que nós retomemos a intimidade com Deus e tenhamos a consciência da necessidade da intercessão para vencermos os ataques do maligno.

É ferindo o líder espiritual que o demônio consegue, pela tática, chegar aos demais, como por exemplo, os paroquianos. Entramos naquele "se ele faz eu também posso fazer". Se um líder cai, ele leva muitos consigo.

Diga agora: "Senhor, não quero viver minha fé no racionalismo, mas quero caminhar na revelação da Sua Palavra. Quero ter visão espiritual para entender os sinais dos tempos".
"Deus é capaz de mudar uma sentença pelo poder da oração!", recorda padre Roger Luís
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
O diabo tem vencido, em muitas situações, pois não temos combatido com a nossa oração. Estamos perdendo tempo com coisas carnais e sem importância. Pare de perder tempo! Busquemos a vitória que o Senhor quer nos dar. É o poder de Deus que deve vencer em nós. Quem tem visão espiritual tem o conhecimento para discernir de onde vêm o ataque e a guerra do maligno.

Muitos intercessores estão sem esperança, pois isso também é obra do inimigo de Deus. Não pense que tudo é natural. Não! Se você percebe que, em sua cidade, há altos índices de mortes por acidentes de carro, moto ou por suicídios, saiba que tudo isso é um agir demoníaco que deve ser combatido pela oração. Somos sentinelas! Se você reza, o Senhor vai lhe mostrar as situações que precisam de intercessão. Não devemos reclamar e fofocar, mas sim rezar por essas situações.

A intercessão profética existe para que as situações que poderiam acontecer sejam modificadas. Deus é capaz de mudar uma sentença pelo poder da oração.

Transcrição e adaptação Luana Oliveira

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Padre Roger Luís 
Padre da Comunidade Canção Nova

11/08/2014

A postura do combatente


Padre Edimilson
Foto: Arquivo cancaonova.com
Quando você entra para o combate da oração vive aquilo que é próprio do combatente. Orar é combater.

Voltemos ao profeta Jeremias, na primeira leitura de hoje, que, por sinal, é continuação da leitura de ontem. Jeremias era filho de um sacerdote, por isso tinha um relacionamento direto com as coisas de Deus. Ele morava próximo ao templo de Jerusalém. Jeremias respirava as realidades próximas àquele lugar.

Hoje, de maneira particular, a profecia de Jeremias nos traz consolo. A Palavra do profeta que acabamos de ouvir nos diz que se endireitarmos o nosso caminho para o Senhor, Ele estará disposto a mudar a sentença de castigo que pesava sobre nós. É isso que Deus está nos dizendo nesse exato momento.

De 2013 a 2014, qual o balanço você faria de você mesmo? Você evoluiu, permaneceu como estava ou regrediu? Uma das críticas que o profeta Jeremias fez em relação ao povo era justamente que deixassem de seguir os deuses estrangeiros e adorassem o Deus verdadeiro. Aquele povo havia se impregnado de outras doutrinas e se desviado do verdadeiro caminho.

No livro do padre Jonas 'Orando com Poder', monsenhor também diz algo parecido. Ele afirma que satanás tem visado aqueles que são a cabeça da Igreja; porém, é necessário entender que essa luta é desleal, porque o inimigo de Deus tem entrado pelo intelecto. O inimigo tem investido dessa forma contra a nossa fé.

O que tem acontecido de diferente em nossa vida? A tentação de satanás nos faz perder a identidade e com ela o ardor, o entusiasmo, o gosto pela oração. Temos que ter cuidado, porque, muitas vezes, vivemos no templo, mas o transformamos num ambiente de trabalho, onde as pessoas permanecem ali como funcionárias. Cuidado!

O padre ainda destaca em seu livro que muitos têm a fé eclipsada por suas más atitudes ao servir a Deus. O muito conhecimento incha, causa soberba. Precisamos ter zelo; do contrário, perderemos a nossa identidade.

Subir ao palco é muito difícil! Vivo uma tensão, porém me esforço para dar a Deus o melhor, porque eu não sou funcionário do sagrado, sou sacerdote do Deus Altíssimo. Você também esteja atento em seu ministério! Deus perscruta o nosso coração, ele é quem sabe se estamos servindo por amor, ou por obrigação, é Ele quem sabe do nosso coração.

O vírus do racionalismo implantado por satanás é como o vírus do HIV, que entra na pessoa e ela nem percebe, porém, as consequências dele são terríveis no organismo.

Se você, que é um intercessor, ainda assiste à novela, pare, por favor! Combatente ouvindo certos tipos de música não dá! Existem músicas seculares que trazem contaminação espiritual. Você pode pensar que é radicalidade demais; nesse caso, deixe de ser combatente. É hora de se decidir, de ser um combatente! Esses meios são arrasadores, há o risco de uma vida dupla, de viver no mundo e em Deus. Não podemos viver uma vida assim! Não é possível que um intercessor viva dessa forma.

Como está o seu namoro? O que você tem feito às escondidas? Deus consegue participar desse relacionamento? Precisamos tocar nas realidades concretas. Por que as nossas intercessões não têm atingido o alvo? Por que tudo permanece igual? É cupa do Todo-poderoso? Claro que não! São as pessoas que não têm agido como combatentes.

Há quanto tempo você não se confessa? Não é a mão de Deus que ficou curta para nos alcançar. O Espírito que ressuscitou Jesus pode ressuscitar a nossa fé.

Padre Jonas ainda afirma, em seu livro 'Combatentes na oração', que o inimigo de Deus é tão covarde que se utilizou de um vírus como o HIV, que foi penetrando aos poucos, e quando menos se esperava surgiu a doença. Mas há um retorno! E a solução se chama "batismo no Espírito Santo".

"Adquira disciplina de vida espiritual se você quiser ser vitorioso", aconselha padre Edimilson
Foto: Arquivo cancaonova.com
Somente o Espírito Santo que ressuscitou Jesus é quem pode nos levantar. “Também todos nós éramos deste número quando outrora vivíamos nos desejos carnais, fazendo a vontade da carne e da concupiscência. Éramos como os outros, por natureza, verdadeiros objetos da ira (divina). Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou quando estávamos mortos em consequência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo - é por graça que fostes salvos! juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus.” (Efésios 2,3-6).

Um combatente precisa ter uma vida disciplinada, não relaxada. Você que se classifica como combatente, como é sua vida de oração pessoal? Voce precisa ter o mínimo de vida com Deus. Adquira disciplina de vida espiritual se você quiser ser vitorioso.

O que você faz pela juventude de sua cidade que está se acabando? Simplesmente comenta as tragédias ou se coloca por eles em atitude de combate? Precisamos endireitar os nossos caminhos. Nossa oração pode mudar as realidades de nossas cidades. Combatentes não pode julgar de forma nenhuma, eles precisam ter um olhar de misericórdia. As pessoas só estão do outro lado, porque ainda não tiveram uma esperiência com Deus, mas quando elas tiverem elas virão para o Senhor.

Talvez você não seja fiel ao terço. Então, imponha-se! Reze um mistério na ida e outro na volta. Vá completando-os durante o dia. Se você vai à Santa Missa apenas "quando dá", empenhe-se e vá sempre; do contrário, não se classifique como combatente.

Precisamos viver assim: “Comigo o máximo de exigência, com o outro o máximo de misericórdia”. Cuidado: não somos funcionários do sagrado, o que fazemos é por amor a Jesus e por amor aos irmãos.
Se o seu filho estiver se afundando nas drogas, acolha-o. Se seu esposo adulterou, acolha-o, porque ele é seu, foi o Senhor quem lhe deu! Não vire as costas para os seus. Lute por eles!

Transcrição e adaptação: Rogéria Nair 


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Padre Edimilson Lopes 
Padre da Comunidade Canção Nova

10/08/2014

Há vitória na oração perseverante!


Padre Edimilson Lopes
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
Quero convidá-lo a tomar nas mãos a Palavra de Deus que está em Eclesiástico 35, 21: "A oração do humilde penetra as nuvens, ele não se consolará enquanto ela não chegar a Deus. E não se afastará enquanto o Altíssimo não puser nela os olhos".

Amados e amadas de Deus, o intercessor, para ser um vitorioso no campo da intercessão, precisa manter a constância. Quando Jesus fala para nós da oração perseverante, Ele nos cita a parábola da viúva insistente. E é interessante que o Senhor conta a parábola para nos dizer que é preciso orar como aquela insistência da viúva (cf. Lc 18, 1-8). Assim precisa ser a minha e a sua oração.

Quando eu era seminarista, durante as férias na cidade dos meus pais, eu fui rezar por um jovem que sofria de epilepsia. Convidei uma das minhas irmãs de comunidade para rezar pelo jovem e fomos à casa dele. Quando chegamos, à tarde, ele estava embaixo de uma árvore. Conversamos com ele durante um tempo e depois perguntamos se ele gostaria que rezássemos por ele. As crises dele eram muito intensas e ocorriam muitas vezes ao dia.

Oramos por ele. Ousadamente, eu proclamei que ele estava curado em nome de Jesus. A mãe dele ficou muito feliz. Encerramos a oração e nos sentamos novamente para bater papo. Cinco minutos após a oração, ele teve uma crise de epilepsia. A mãe dele olhou para mim e me disse: "A crise veio pior". Eu fiquei em pânico. Ela cuidou dele e ele melhorou e voltou da crise. Dez minutos depois ele teve outra crise. Pensei: "Que oração foi essa que eu fiz, Jesus?" Depois de um tempo, eu saí da casa do jovem e fui para a igreja. Fiquei lá sozinho, aos pés de Jesus Sacramentado. Orei intensamente na presença do Senhor e perguntei a Ele o que havia acontecido, pois Ele tinha colocado dentro do meu coração a certeza da cura e eu a proclamei. Chorei na presença do Senhor e pedi a Deus que me falasse por intermédio de Sua Palavra. Diante do Senhor, eu abri a Bíblia e Ele me deu essa passagem bíblica que lemos agora [cf. Eclo 35, 21ss].

E ali eu fiquei impactado com a Palavra, quando ouvi uma voz que disse ao meu coração: "Ele ficará curado totalmente quando você sair da cidade". Não entendi nada, pois eu estava ali de férias. Mas nos dias em que continuei ali eu vi que as crises do jovem pioraram. E comecei a entrar numa guerra interior de acreditar no poder de Deus e de, ao mesmo tempo, ver uma realidade contrária. Por essa razão, eu fiquei contando os dias e as horas para ir embora da cidade [para ver o milagre acontecer na vida do jovem]. Quando eu cheguei de volta a Cachoeira Paulista (SP), a primeira coisa que fiz foi ligar para minha mãe, e ela me disse que o rapaz começara a melhorar. E com os dias ele foi melhorando até não ter mais nenhuma crise epiléptica.

Era uma situação estranha, mas eu precisei acreditar nesta passagem bíblica. Eu precisei aprender a perseverar nesta Palavra e a me manter insistente na intercessão. Eu dizia ao Senhor: "Eu não vou me afastar enquanto o Senhor não puser nesta situação os Seus olhos". Foi um tempo em que eu rezei assiduamente por essa situação.

Amados, para que sejamos bons intercessores e combatentes, precisamos aprender a nos conhecer para perseverarmos. Senão vamos, com grande facilidade, retroceder em meio ao combate. E é interessante observar isso, porque Deus vai nos inspirando nessa caminhada.

No livro "O combate espiritual", do padre Lorenzo Scupolida Editora Cléofas, o autor nos explica a diferença entre a vontade superior e a vontade inferior: "A vontade superior é guiada pela razão e é a mais própria do homem. O homem só quer realmente alguma coisa, quando essa vontade superior também o quer". Eu entendi a guerra que, muitas vezes, eu tenho travado contra minhas vontades.  Por vezes, essa vontade superior entra nesse clima de guerra dentro de nós, porque nos vemos dentro desses dois mundos. Há uma vontade divina e há a vontade dos nossos sentidos, que é a vontade inferior, que tenta nos direcionar para os vícios. Enquanto uma tende a nos ajudar a viver as virtudes, a outra tende a nos levar aos vícios. E nós ficamos no meio das duas. Às vezes nos vemos nesse drama: por vezes atraídos pela vontade divina; por outras, pela vontade inferior. É uma luta e é preciso ter consciência dessa batalha. Elas disputam entre si para atrair a nossa vontade e sujeitá-la à sua obediência, tanto uma quanto a outra.

Então eu entendi por que muitas horas temos tanta dificuldade de rezar. Vemos isso quando alguém nos convida: "Vamos rezar o terço da misericórdia?" e nos vêm a indisposição e a sonolência. Eu também me vejo dentro desse combate. Por vezes, a vontade dos sentidos parece que consegue me dominar mais do que a vontade superior, a razão. Mesmo sabendo que dentro de mim a vontade superior está mais propensa ao divino, para o bem, é uma luta. Eu quero a vitória, mas quando me disponho, as minhas vontades se veem dentro deste espaço de guerra. Você também vive essa turbulência?


Fiéis acompanham a pregação do padre Edimilson no Centro de Evangelização
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
Quem está acostumado à busca da virtude não sofre tanto, o mesmo acontece com quem está acostumado aos vícios, porque isso já faz parte do seu dia a dia. Porém, as pessoas que eram prisioneiras do pecado e decidiram romper com a vontade inferior, essas vão passar por um caminho difícil, de grandes sofrimentos, porque serão golpeadas de uma forma desleal pelo mal. E se esses irmãos não mantiverem a constância e a decisão interior de mudar de vida não vão conseguir chegar ao grau a que se dispuseram. Porque dentro deles a tendência de voltar atrás estará sempre gritando, devido a essa vontade inferior.

Amados, só de Comunidade Canção Nova, tenho 19 anos. Estou sendo muito honesto, há dias em que eu preciso me empurrar a mim mesmo, porque senão eu relaxo em minha vida de oração. Existem dias em que eu me enrolo de tal forma que chega meia-noite e eu não consegui pegar a Biblia nas mãos.  Estou sendo honesto, porque senão vocês olham para mim e acham que eu sou "o espiritual", mas isso não é verdade. Eu travo uma luta sincera contra essas duas vontades contrárias em mim.

Você vai voltar para casa hoje. Amanhã você já começa sua briga. Você se decide a colocar em prática um novo programa de vida e pode saber que a vontade inferior vai tentar atrapalhá-lo para que você não coloque tudo o que aprendeu aqui e sua vida de oração em prática. Você precisará lutar para vencer essa vontade. Compreenda que dentro de você há essa luta, e que a intercessão não é feita constantemente de um gozo espiritual.

Ninguém pode querer adquirir as virtudes cristãs, nem servir a Deus como convém, sem ser violento consigo mesmo e aceitar e enfrentar a dor da renúncia. Muitos de nós conseguimos vencer os vícios maiores; o autor do livro "O combate espiritual" também afirma que o grande problema é vencer os vícios menores, como por exemplo, a gula, a preguiça, falar mal dos outros. Vencer os vícios inferiores é muito mais difícil, por isso não conseguimos chegar ao grau de santidade que quereríamos.

Trago a vocês essa revelação para que vocês entendam que, ao chegar a suas casas, não será tão simples. Será uma luta. A vontade inferior sempre vai querer levá-lo para baixo; enquanto a superior, que tende ao divino, vai querer elevá-lo e ajudá-lo a viver as coisas do alto. Mas cuidado: porque quem decidiu viver o caminho de conversão nem sempre vai conseguir viver a santidade por se ver preso aos vícios menores. Se não tivermos clareza dessa realidade não conseguiremos perseverar na luta de combatentes. E se não insistirmos nessa luta pelo bem, abandonaremos o propósito a que nos comprometemos diante do Senhor. Fique atento, intercessor. Se você quer ser vitorioso, mantenha-se na perseverança da oração!

Monsenhor Jonas Abib nos ensina que, quando você estiver próximo do alvo, da vitória, mais dolorosa será sua intercessão, mas não desista, porque você está a um passo da vitória. Na hora em que você estiver chegando ao destino, a turbulência crescerá, tudo vai ficar mais complicado e seu desejo humano será de retroceder. Mas é nessa hora que é preciso manter a fidelidade. Isso vai exigir perseverança e constância dentro do ministério a que vocês foram chamados.

Transcrição e adaptação: Kelen Galvan

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Padre Edimilson Lopes 
Padre da Comunidade Canção Nova

09/08/2014

Não troque o amor de Deus pelos amores do mundo...

Sede vigilantes no amor 
Padre Bruno Costa
Foto: Wesley Almeida/ cancaonova.com
Quem vai nos separar do amor de Cristo? Ninguém!

Combatentes na oração, nossa caminhada de intercessores combatentes é a vida. A nossa vida é uma vida de batalhas, de combate e de vitória. Nestes dias de acampamento, ninguém disse que era fácil ser combatente, mas é possível com a graça de Deus.

O amor de Deus é nosso aliado, por isso, ninguém pode nos separar do amor de Cristo. Essa canção antiga:“Quem vai nos separar? Quem vai nos separar do amor de Cristo”? se atualiza hoje na vida dos combatentes hoje.

“Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8, 38-39).

Nós precisamos assumir o amor de Deus! Você não é apenas um vencedor, mas muito mais que vencedor. Que maravilha é assumirmos essa alegria de que “com Cristo somos mais que vencedores”, como está escrito na Palavra: Nenhuma criatura, nada vai nos separar do amor de Deus (cf. Rom 8, 38-39). Em nenhum momento Deus nos abandona, somos nós, com o nosso querer e com os nossos “achismos”, que nos separamos e nos afastamos do Senhor. É nessa hora que temos de lutar!

Nisso está a beleza do combatente, na hora da luta do combate não nos distanciamos de Deus. Algumas pessoas me perguntam: “Padre, por que o senhor anda com a cruz?”, e eu lhes respondo que é para não me esquecer de que Jesus morreu por amor a mim. A cruz é a forma concreta do amor de Deus por nós.

Eu não posso me permitir olhar para trás, querer me afastar do Senhor e abaixar a cabeça. Quantos de nós já pensamos em desistir!? Quantos de nós que assumimos que somos combatentes, na hora da guerra, queremos voltar para trás? Eu olho para você como irmão e digo: “Não dá mais para voltar!”, e vocês já sabem da verdade. A verdade nos liberta!

Você já conhece o amor, por isso precisa mudar de vida. As leituras de hoje nos convidam a aprender a experimentar, com gratuidade e com generosidade, o amor, certos de que nada pode nos separar do amor de Deus.

Como tem sido a nossa vida e a nossa conduta? Eu tenho experimentado o amor de Deus ou tenho sido negligente?

Peregrinos participam de Santa Missa com padre Bruno Costa.
Foto: Wesley Almeida/ cancaonova.com
                                                                                                                                                                                   :: Veja fotos no Flickr
Nós precisamos fazer desse combate uma atitude de vigilância.
 Muitas vezes, vamos a tantos lugares, buscamos tantas coisas, quando Deus nos diz: “Vinde a mim, vós que estais cansados!”. O Senhor nos dá o alimento sólido por intermédio dos sacramentos e de Sua Palavra. Só que, muitas vezes, queremos nos alimentar com as coisas passageiras que o mundo dá.

Ser de Deus não é fácil! Ao olhar para os seminaristas, os diáconos e os padres, eu vejo que não é fácil ser de Deus. Mas não podemos parar! O mundo também oferece coisas boas, mas estas são passageiras, e as coisas de Deus são eternas. O ser é eterno. O estar é passageiro. Nós estamos de passagem no mundo. Por isso, precisamos olhar para o céu, porque somos do céu. Não é fácil, mas é possível. O Senhor nos direciona por intermédio de Sua Palavra: “Apressai-vos! Vinde a mim e tereis vida!”.

O combatente precisa saber ouvir a voz de Deus, mesmo diante de uma guerra. Nós que somos combatentes na oração, precisamos pedir essa docilidade de ouvir a Deus, mesmo no meio dos disparos que nós ouvimos.

Quando entrei na Canção Nova, eu pedi ao monsenhor Jonas que rezasse por mim e pedisse ao Espírito Santo que me concedesse o dom da vigilância. E a imagem que o Senhor nos deu foi da visão de águia. Nesse tempo de sacerdócio, eu não sei o que é dormir mais de cinco horas. E mesmo dormindo eu tenho batalhas espirituais e experimento a vitória do Senhor. O combatente é aquele que, mesmo no meio da guerra, ouve a Deus. Eu também tenho pedido a Deus a graça da agilidade, porque o Senhor tem pressa.

O combatente não pode ficar acomodado esperando a graça cair do céu sem fazer nada. Precisamos ir à luta. Sair em missão. Ouçamos ao Senhor e sejamos dóceis e ousados n’Ele. Olhe Maria, que, nas Bodas de Caná, disse a Jesus que o vinho estava acabando. O combatente é aquele que é ousado, que vai à luta.

Eu tenho certeza de que Deus nos guarda, mesmo que as pedras sejam lançadas sobre nós. Não tenha medo das “pedradas” da vida, porque só árvore que dá frutos é que leva pedradas.

Para ir para o céu, precisa haver perseverança. Precisa existir uma fé viva. Deixe de melindres, de coisinhas! É preciso viver da Palavra do Senhor, da Eucaristia. Quando, no Evangelho, dizem a Jesus que as pessoas estavam com fome e que só havia cinco pães e dois peixes, Ele se encheu de compaixão e os multiplicou. Por isso eu lhe digo: Deus quer nos alimentar. Chega de querer comer “papinha”! É hora de comer “alimento sólido”, ou seja, alimentar-se com a Palavra de Deus.

Assuma a Palavra de Deus! O Senhor nos diz que é preciso formar um corpo de intercessores. E intercessor é aquele que reza em todos os momentos, que se coloca de joelhos em favor do outro. O que mais peço a Deus, neste acampamento de oração, é que você faça da sua vida uma vida de vigilância. Combatente não é aquele que vive apenas alguns momentos de oração. Mas que, em todos os momentos, está em oração. 

"O combatente precisa saber ouvir a voz de Deus", afirmou padre Bruno Costa.
Foto: Wesley Almeida/ cancaonova.com

Agora é a hora da decisão. É hora de dizer para todo o mundo ouvir: “Nada poderá me separar do amor de Deus!” É preciso entender que estamos em uma batalha espiritual! Deixe de ter essa cara de defunto! Em Deus, você é vencedor!

Não é fácil estar no combate, mas, quando estamos com os ouvidos abertos a Deus, Ele nos dá a graça da perseverança e da vitória. Tudo isso exige disciplina. É a nossa mortificação diária. Queira escutar a Deus. Quando somos dóceis à ação de Deus, nós tocamos em maravilhas.

Precisamos ser dóceis também nas pequenas coisas, porque, com Jesus, somos mais que vencedores. Não troque o amor de Deus pelos amores deste mundo, nem pelo amor de sua família. É preciso viver no amor de Deus. Quem é combatente deve se preparar para o combate. É no amor de Deus que nós somos livres.

Transcrição e adaptação: Jakeline Megda D'Onofrio.

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Padre Bruno 
Missionário da Comunidade Canção Nova

08/08/2014

Crack, a droga devastadora!

Levam-se apenas 10 segundos para ela fazer efeito, gerando euforia e excitação, respiração e batimentos cardíacos acelerados, seguidos de depressão, delírio e “fissura” por novas doses. “Crack” refere-se à forma não salgada da cocaína isolada numa solução de água, depois de um tratamento de sal dissolvido em água com bicarbonato de sódio. Os pedaços grossos e secos têm algumas impurezas e também contêm bicarbonato. Os últimos estouram ou racham: “crack” como diz o nome.



Cinco a sete vezes mais potente do que a cocaína, o crack é também mais cruel e mortífero do que ela. Possui poder avassalador para desestruturar a personalidade, agindo num prazo muito curto e criando enorme dependência psicológica. Assim como a cocaína, o crack não causa dependência física, o corpo não sinaliza a carência da droga.

As primeiras sensações são de euforia, brilho e bem-estar, descritas como um estalo, um relâmpago, o “tuim” na linguagem dos usuários. Na segunda vez, elas já não aparecem. Logo, os neurônios são lesados e o coração entra em descompasso (de 180 a 240 batimentos por minuto). Há risco de hemorragia cerebral, fissura, alucinações, delírios, convulsão, infarto agudo e morte.

O pulmão se fragmenta. Problemas respiratórios como congestão nasal, tosse insistente e expectoração de mucos negros indicam os danos sofridos.

Dores de cabeça, tonturas e desmaios, tremores, magreza, transpiração, palidez e nervosismo atormentam o “craqueiro”. Outros sinais importantes são euforia, desinibição, agitação psicomotora, taquicardia, dilatação das pupilas, aumento de pressão arterial e transpiração intensa. São comuns queimaduras nos lábios, na língua e no rosto pela proximidade da chama do isqueiro no cachimbo, no 
qual a pedra é fumada.

O crack induz a abortos e nascimentos prematuros. Os bebês sobreviventes apresentam cérebro menor e choram de dor quando tocados ou expostos à luz. Demoram mais para falar, andar e ir ao banheiro sozinhos e têm imensa dificuldade de aprendizado.

O caminho da droga no organismo

Do cachimbo ao cérebro

1. O crack é queimado e sua fumaça aspirada passa pelos alvéolos pulmonares;

2. Via alvéolos, o crack cai na circulação e atinge o cérebro;

3. No Sistema Nervoso Central (SNC), a droga age diretamente sobre os neurônios. O crack bloqueia a recaptura do neurotransmissor dopamina, mantendo a substância química por mais tempo nos espaços sinápticos. Com isso, as atividades motoras e sensoriais são superestimuladas. A droga aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca. Há risco de convulsão, infarto e derrame cerebral;

4. O crack é distribuído pelo organismo por meio da circulação sanguínea;

5. No fígado, ele é metabolizado;

6. A droga é eliminada pela urina.

Ação no Sistema Nervoso

Em uma pessoa normal, os impulsos nervosos são convertidos em neurotransmissores, como a dopamina (1), e liberados nos espaços sinápticos. Uma vez passada a informação, a substância é recapturada (2). Nos usuários de crack, esse mecanismo encontra-se alterado.
A droga (3) subverte o mecanismo natural de recaptação da substância nas fendas sinápticas. Bloqueado esse processo, ocorre uma concentração anormal de dopamina na fenda (4), superestimulando os receptores musculares – daí a sensação de euforia e poder provocada pela droga. A alegria, entretanto, dura pouco. Os receptores ajustam-se às necessidades do sistema nervoso. Ao perceber que existem demasiados receptores na sinapse, eles são reduzidos. Com isso as sinapses tornam-se lentas, comprometendo as atividades cerebrais e corporais.
O crack nasceu nos guetos pobres das metrópoles, levando crianças de rua ao vício fácil e à morte rápida. Agora, chega à classe média, aumentando seu rastro de destruição.


Fonte: DESTRAVE

07/08/2014

Como fazer do seu cônjuge o seu amigo

Seja o melhor amigo do seu cônjuge
Ser amigo é criar laços. A amizade é uma fonte que não retém a água para si, mas a compartilha espontaneamente. É a descoberta dos corações. Nós não nascemos para viver sós. Quis Deus que o homem fosse um ser social; logo, deveria conviver com pessoas, criar laços, oferecer espontaneamente a água da amizade que jamais deveria ser retida. Essa circunstância torna-se uma necessidade no relacionamento a dois, em especial na preservação do casamento.
Fortalecer os laços de amizade deveria ser um dos principais compromissos para quem está namorando. É no relacionamento a dois que os pares aprendem a construir uma relação de confiança, guardar segredos um do outro, estar disponível para ele, exortá-lo(a) se for preciso,  exercer habilidades necessárias para sentir-se e ser amigo. Assim sendo, é muito mais fácil chegar ao noivado e ao casamento acompanhado de um amigo(a).
Como fazer do seu cônjuge o seu amigo
Quando o relacionamento a dois alcança a dimensão da amizade, de ser um para o outro, o ombro amigo já está dentro de casa, não está fora. Os parceiros, mesmo ainda na fase do namoro, não precisam buscar tanto em outros colegas alguém que os escute, os aconselhe e oriente.
É importante chegar ao altar com alguém que vai dividir despesas, honrar compromissos, enfrentar chuva e sol, porém com leveza, apoiados na amizade um do outro. A Palavra de Deus nos diz: “Quem encontrou um amigo encontrou um tesouro”. Imagine esse tesouro dentro do próprio casamento. “Amigo fiel é poderosa proteção; quem o encontrou, encontrou um tesouro. Ao amigo fiel não há nada que se compare, pois nada equivale ao bem que ele é” (Eclesiástico 6,14-15). O laço existente entre o marido e a mulher precisa ser criado e fortalecido. Senão, será como folha no deserto, que o vento espalha.
A sexualidade não é suficiente para estimular o matrimônio a produzir o diálogo, as partilhas até de madrugada, a deixar o seu coração ansioso para chegar em casa, porque sabe que lá você tem alguém em quem confia e é seu amigo. Portanto, assim como o Dia dos Namorados deveria ser todos os dias no matrimônio, o Dia do Amigo também.
“Amizade”, em latim, é amicus; amigo que, possivelmente, derivou de amore, “amar”, uma relação entre duas pessoas. O nosso cônjuge pode ser, sim, nosso amigo; contudo, trata-se de um assunto delicado.
Há casamentos que se distanciam do seu propósito e se tornam puramente uma relação de amigos ou vizinhos quando se encontram no elevador ou na igreja. Não é bem sobre isso que estamos refletindo; estamos nos referindo ao relacionamento a dois e, nele, permanecer marido e mulher amigos. Seria tão necessário que todos os casais aprendessem que “o verdadeiro amigo é aquele que chega quando o resto do mundo já se foi”.
Nós cônjuges podemos ser amigo um para o outro. Costumo dizer ao meu esposo: “Escute-me, pois só você pode dizer para mim o que não tenho coragem de ouvir dos outros e vice-versa”. Na medida certa, sem mudar a função nem os papéis, sempre será possível ao nosso cônjuge ser o nosso grande amigo.
Respeito a privacidade do outro, a lealdade dele, a sua verdade, cumplicidade e disponibilidade. Respeito o seu amor, o seu prazer e seu lazer, seu reconhecimento, elogio, sua motivação, fé e oração.
O que mais seria preciso em nosso relacionamento? Apenas a certeza de que todas essas habilidades bem exercidas no namoro, no noivado e, consequentemente, no casamento produzirão uma boa amizade entre os parceiros. Para isso, reserve, ainda hoje, um tempo para cuidar dessa área do seu casamento.
Autora: Judinara Braz

06/08/2014

A intimidade do casal e a realização sexual

A chave da realização sexual está na intimidade do casal
Uma das coisas mais belas e santas que Deus colocou na vida humana foi o sexo. De diversas outras maneiras, Ele poderia ter feito a procriação dos homens, mas escolheu essa forma tão íntima de relacionamento para gerar uma nova vida. Sim, o sexo é algo de Deus, algo santo, que renova a intimidade e a união do casal cada vez que acontece de maneira verdadeira. É a forma de renovar a consagração matrimonial do casal a Deus, fortalecendo também a união do marido e da esposa com Ele.
A intimidade do casal
Quando feito da maneira correta, o sexo traz uma grande realização para o casal. Eles se sentem amados, completos, satisfeitos e realizados. Mas quando feito da maneira errada, com egoísmo, gera uma terrível sensação de uso, de ter sido objeto de prazer. E isso os deixa carentes de intimidade. E todos têm essa necessidade.
Atualmente, o conceito de intimidade está um pouco deturpado. A origem dessa palavra deriva do latim intimus, um superlativo de in, “em, dentro”. Ela não se define pelo caráter privado (uma pertença, propriedade pessoal), mas por ser a partilha de algo que vem do interior, algo que mostra quem realmente somos (geralmente revelado para poucos). Duas pessoas podem ter uma relação sexual intensa, mas sem intimidade. Por outro lado, um casal que não tem mais sexo pode manter uma grande intimidade nos carinhos e no diálogo. Mas o que seria, então, a intimidade sexual verdadeira?
A intimidade vem quando abrimos o nosso interior para o outro e oferecemos a ele o que realmente somos, a nossa verdade. O objetivo é nos doarmos para enriquecer o outro, para que ele seja saciado. É uma atitude de dentro para fora, que gera em nós a realização pessoal de nos entregarmos. Quando acontece a acolhida por parte do outro, surge em nós a sensação de sermos amado, de estarmos com alguém que nos quer por completo, que deseja nos conhecer de verdade, que nos ama sem barreiras, sem “joguinhos” emocionais. Isso nos faz feliz! E ainda temos o prazer como extra, como ótima consequência disso tudo. O sexo é algo muito lindo, um presente de Deus para nós.
O problema é que a sociedade tem deturpado o sentido do sexo. Nossa geração prazer-facilidade está acostumada a relacionar felicidade com o que dá boas sensações, com prazer – quanto mais rápido e fácil, melhor (se possível sem efeitos colaterais!). Fast foods, acesso rápido às informações cada vez mais superficiais e supérfluas, conforto em todos os níveis (sapatos, móveis, roupas, carros, eletrônicos), masturbação/pornografia. Tudo isso tem nos ensinado a usar das coisas para nos dar prazer. E assim temos feito com o sexo. Em vez de entrarmos na relação para nos doar e para dividir intimidade, queremos apenas nos saciar, ter prazer, ser preenchidos. Assim, usamos do outro para nosso benefício e geramos uma sensação de rejeição profunda. Unimo-nos e a alguém que, na verdade, não deseja o nosso íntimo, não está interessado em quem somos. Isso gera em nós uma frustração grande, mesmo que tenhamos tido grande prazer físico.
A chave da realização sexual está em entendermos que só poderemos ter sexo verdadeiro se este for consequência do amor (um dos motivos pelos quais a Igreja defende o sexo somente dentro do casamento – eu concordo!). O resto é só prazer. É o amor que dá sentido e faz com que a união dos corpos seja a representação de uma união interior que aconteceu antes, no convívio, no carinho, no respeito, na valorização do outro, na partilha da vida. Precisamos lutar contra o egoísmo e mudar o foco do nosso relacionamento. A felicidade está na nossa atitude, está em sermos fiéis ao que acreditamos; ela não depende da resposta do outro. Temos de nos arriscar a ser íntimos de quem amamos!
Autora: Roberta Castro

05/08/2014

Deus faz uma escolha de amor por você!


"Eleito" quer dizer "escolhido", do latim, "amado". Portanto, Deus fez uma escolha de amor por você. Você é dileto do Senhor, eleito por Ele. O Pai o elegeu por puro amor. Você não tinha mérito nenhum, mas, por graça, Ele o escolheu.

Veja que declaração linda da parte do Senhor para nós! Somos servos, somos o eleito a quem o Senhor quer dar toda afeição. O Pai, que ama Seu Filho Jesus, também ama você. 
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova