10/12/2013

Mascarados não entram no céu! Não mude de religião não!

 

Diga ao Senhor hoje: Senhor, que Sua Palavra possa me ferir, porque só um coração ferido, pela Palavra de Deus, é capaz de suportar as feridas da vida! Que o Senhor fira o seu coração com Sua Palavra santa!


 Não falei em segredo, nem em lugar algum escuro da terra; não disse à descendência de Jacó: Buscai-me em vão; eu sou o Senhor, que falo a justiça, e anuncio coisas retas.
Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar.
 

Anunciai, e chegai-vos, e tomai conselho todos juntos; quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde então o anunciou? Porventura não sou eu, o Senhor? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim.
 

Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.
Por mim mesmo tenho jurado, já saiu da minha boca a palavra de justiça, e não tornará atrás; que diante de mim se dobrará todo o joelho, e por mim jurará toda a língua.
 

De mim se dirá: Deveras no Senhor há justiça e força; até ele virão, mas serão envergonhados todos os que se indignarem contra ele. Mas no Senhor será justificada, e se gloriará toda a descendência de Israel” 

(Isaías 45,19-25).


É no Senhor que encontraremos a força e vitória. Viemos ao “Hosana Brasil” celebrar a vitória e, mesmo em meio ao sofrimento, podemos agradecer a Deus. É possível proclamar a vitória mesmo quando a dor se instalar sobre nossa vida.

Toda experiência com Deus se passa quando damos um novo sentido à nossa vida. O que nos converte não é o resultado que encontramos na vida, mas a busca deste Deus, que se revela a nós a cada dia. Cuidado para você não buscar a Deus no lugar errado, são muitos aqueles que estão pregando em nome de Deus.

A imagem não pode ser lugar de adoração, mas sim lugar de devoção. Nós não podemos conduzir o povo a um “deus de madeira”. E o que é um “deus de madeira”? É uma religião que prega a prosperidade, que prega que sua salvação está em pagar o dízimo. No entanto, a salvação não se compra, pois é dom de Deus. De nada adianta você dar o dinheiro e se esquecer de dar o seu coração ao Senhor.

Não importa o que Deus fez em minha vida, e não é porque Ele fez ou não fez algo na minha vida que Ele é Deus. A ação do Senhor, em nós, é levar-nos à liberdade. A espiritualidade é muito mais do que práticas religiosas; ela acontece quando você começa a sentir no coração a libertação de algo que o estava aprisionando. Ser livre não é fácil, mas é preciso ter a liberdade interior.

Jesus dizia que só a verdade pode nos libertar. Se não fizermos uma experiência com Deus, com o Cristo Ressuscitado, o encontro com Deus não acontecerá quando dermos o nosso dinheiro, mas sim quando dobrarmos o joelho e, junto com isso, dobrarmos o orgulho.

Quando Deus acontece verdadeiramente na nossa vida encontramos a liberdade. Eu não falo da liberdade de ir e vir, eu falo da liberdade interior. Só o ser livre é capaz de amar o outro do jeito ele que é, sem liberdade vamos aprisionar o outro na nossa expectativa; sem a liberdade seremos ciumentos.

Só os livres são capazes de ver as desgraças da vida e não culparem a Deus por isso.
A santidade não passa pelo que temos, mas só pelo que Deus pode nos dar. Jesus revolucionou o mundo, Ele olhava nos olhos da prostituta e não via a prostituta, mas sim a mulher. O Senhor olha o coração e não os rótulos.

O Senhor vai lhe perguntar: “Você é livre do dinheiro que você tem?” Até a comida, não somos livres para comer sem moderação. Não dizemos: “Vou cuidar de mim e da minha saúde, vou me alimentar bem”?

Quantas famílias estão sendo destruídas pelo álcool, porque os nossos pais não são livres diante da vodka, não são livres diante da cerveja!
Precisamos ser livres com relação à nossa castidade também, e isso não é simplesmente porque o Papa pediu. Não! É porque seu corpo é território santo. 

O Cristianismo quer cuidar da sua liberdade interior. Proclame a vitória de Deus em sua vida. Permita que o Senhor apague o cigarro e acenda a luz do Espírito Santo, para que nasça em seu coração o desejo de ser melhor.

Mascarados não entram no céu! Não mude de religião não! 
Quem disse que você tem de mudar de religião para sua família conhecer a Palavra de Deus?


Padre Fábio de Melo
Fonte: Canção Nova

09/12/2013

Teologia Mística e os Dons Carismáticos

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O objetivo deste curso é abordar de forma teológica e inteligente, em sintonia com o Magistério e a Tradição da Igreja, os diversos aspectos da Teologia Mística, mais precisamente sobre os Dons Carismáticos e seu uso na Igreja.

A necessidade dessa explanação provém de um intenso debate que ocorre entre as diversas correntes de pensamento inseridas na Igreja. Alguns justificam o uso dos dons de forma indiscriminada, enquanto outros rejeitam esses mesmos dons e condenam o seu uso. E possível dizer que todos esses pensamentos têm razões, mas nenhum tem razão. O curso tem a pretensão de apresentar, de forma minuciosa e sistemática o pensamento da Igreja sobre o assunto.
 
Quer extraordinários quer simples e humildes, os carismas são graças do Espírito Santo que, direta ou indiretamente, têm uma utilidade eclesial, pois são ordenados à edificação da igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. (CIC 799)

Assim, antes de falar sobre o uso e a especificidade de cada um dos dons carismáticos é preciso conhecer qual é a fé da Igreja, sob a luz da Tradição e do Magistério e, somente depois observar os casos concretos. A falta de formação teológica e espiritual adequada sobre esses temas é o que motiva as discussões e incompreensões sobre o assunto que se observa dentro da Igreja.
 
Os carismas devem ser acolhidos com reconhecimento por aquele que os recebe, mas também por todos os membros da Igreja, pois são uma maravilhosa riqueza de graça para a vitalidade apostólica e para a santidade de todo o Corpo de Cristo, contanto que se trate de dons que provenham verdadeiramente do Espírito Santo e que sejam exercidos de maneira plenamente conforme aos impulsos autênticos desse mesmo Espírito, isto é, segundo a caridade, verdadeira medida dos carismas. (CIC 800)

Dessa forma, é mister que se conheçam todos os aspectos dessa Teologia, inclusive os históricos, bem como a maneira que um coração deve estar preparado para receber os dons carismáticos e fazer uso deles, de acordo com a vontade de Deus.
 
E nesse sentido que se faz sempre necessário o discernimento dos carismas. Nenhum carisma dispensa da reverência e da submissão aos Pastores da Igreja. A eles em especial cabe não extinguir o Espírito, mas provar as coisas e ficar com o que é bom, a fim de que todos os carismas cooperem, em sua diversidade e complementaridade, para o bem comum. (CIC 801)

Acima das vaidades humanas é a Verdade que deverá prevalecer ao final deste curso, pois é ela que será buscada ao longo desse estudo. Procurar a Verdade levará o aluno a uma progressiva melhora em sua vida cristã, pois, é consequência esperada quando se mergulha nos mistérios divinos:
 
Toda e qualquer vida necessita de se aperfeiçoar, e aperfeiçoa-se, aproximando-se do seu fim. A perfeição absoluta é a consecução desse fim, que só no céu alcançaremos. Lá possuiremos a Deus pela visão beatífica e pelo amor puro, e assim chegará a nossa vida à sua plena evolução, então seremos com toda a verdade semelhantes a Deus, porque o veremos tal qual é (...) (Compêndio de Teologia Ascética e Mística, Adolphe Tanquerey, 4ª Ed., 1948, pg. 01)

Sobre todos os outros, este é o objetivo maior do presente curso: fazer com que cada aluno aperfeiçoe a sua vida cristã de forma a poder, um dia, contemplar a face do Senhor.
 
Fonte: Padre Paulo Ricardo

08/12/2013

Nas proximidades do Natal celebramos a Solenidade da Imaculada Conceição

Neste domingo, 8 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, por isso hoje rezemos e peçamos a intercessão da Rainha de todos os Santos de modo especial.

Imaculada Coceição

Nesta mesma data, no ano de 1854, o Papa Pio IX declarou o Dogma de Fé da Imaculada Conceição. Professor Felipe Aquino explica que, com essa atitude, esse Pontífice definiu como verdade de fé o fato de Maria ser concebida sem a mancha do pecado original por ter sido a escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus.


“Maria não poderia ter pecado nenhum, porque a Mãe de Deus não pode ter pecado. Santo Agostinho dizia: ‘Seria uma ofensa tremenda ao Filho, que é Deus, se a Mãe fosse contaminada pelo pecado e escrava do demônio’. Por isso o Senhor a preservou do pecado original pelos méritos da morte do seu Filho, na cruz, que ainda iria acontecer. O dogma que o Papa proclamou diz exatamente que Deus aplicou a Virgem Maria a graça da salvação, que seu Filho conquistara na cruz. Assim podemos dizer que a Santíssima Virgem foi a primeira a ser salva por Jesus Cristo”, explicou o professor.


A Solenidade da Imaculada Conceição é próxima ao Natal, no qual celebramos o nascimento do seu Filho, Jesus Cristo, nos apontando que Deus preparou a Virgem Maria desde o início para ser um exemplo a todos nós.

“Olhamos para o presépio e vemos ao lado de Jesus Menino duas figuras extraordinárias: São José, o castíssimo esposo da Virgem Maria, como diz a Igreja, e a Virgem Maria, toda pura, santa e imaculada. A Igreja deseja que, ao olharmos para o Menino que nasce, percebamos que Deus preparou a Sua Mãe e Seu pai como santos, dignos e justos, porque o Filho de Deus não poderia vir ao mundo por qualquer caminho, mas sim pelo da santidade”, destacou Aquino.


A Igreja recomenda que rezemos o “Ofício da Imaculada Conceição”, oração de grande louvor a Santíssima Virgem Maria. Por esse motivo, quando pedir o auxílio de Nossa Senhora, reze com muita devoção essa poderosa oração.

Não perca a direção da eternidade!



“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Lc 21,33).
Amados irmãos e irmãs, em Nosso Senhor Jesus Cristo, nós continuamos meditando o sentido escatológico da fé. Jesus, hoje, nos chama à atenção para o discernimento das coisas, discernimento dos tempos e discernimento das situações que nós precisamos aprender a ter.

Sim, nós sabemos discernir, muitas vezes, que a aproximação de uma nuvem negra é sinal de que a chuva está vindo. Sabemos discernir quando o vento está se aproximando de nós, etc. A humanidade, para sobreviver e caminhar, precisa aprender a ler os sinais do tempo, das cores, do sol, da lua e de tudo o que há de direção para a vida humana.

Da mesma forma, hoje, nós precisamos aprender a ler os sinais dos tempos, precisamos saber entender as manifestações de Deus no meio de nós; precisamos buscar a sabedoria d’Ele para saber como agir nesta ou naquela situação. Precisamos saber que, quando a tribulação é grande demais, a mão de Deus vai se manisfestar, a mão d’Ele vai tocar a realidade.

Precisamos saber que, quando as coisas se tornam muito duras, Deus não está distante, o amor d’Ele se aproxima mais ainda para nos redimir e nos salvar. O que falta no meio de nós é justamente o discernimento. E uma vez que o discernimento de Deus vem ao nosso encontro, nós somos tomados por uma sabedoria; e esta sabedoria nos dá sobriedade, nos dá paciência, nos dá o fio da condução para não perdermos a direção da nossa vida; para caminharmos dirigidos pelo Senhor nosso Deus.

É isso, meus irmãos, o céu e a terra passarão, mas a Palavra de Deus jamais passará! Tudo que nós vemos em nossa frente, você pode ter certeza de que um dia irá desaparecer, é tudo muito finito, limitado, tem tempo de duração, de validade. Mas a Palavra de Deus, não! Ela é eterna! É por isso que essa Palavra eterna alimenta a nossa vida e nos dá a convicção de que vamos nos apegar, nos entreter e nos ater àquilo que é eterno.

Um mau sinal é quando perdemos a direção da eternidade, é quando falamos demais das coisas terrenas e materiais. Um sinal terrível de que estamos longe de Deus. E quando olhamos para as coisas apenas com uma visão material, humana, perdemos o sentido sobrenatural, o sentido do que é eterno, não sabemos ver, nas coisas, onde a mão de Deus pode agir e fazer acontecer.

Nestes tempos – como já diz São Paulo – que são os últimos, que tenhamos a sabedoria e o discernimento para compreendermos onde Deus pode agir e está agindo, porque todas as coisas ocorrem para o bem daqueles que esperam n’Ele, que fazem d’Ele o seu refúgio e a sua confiança.

Que Deus abençoe você!


Padre Roger Araújo 

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, 
Jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

07/12/2013

No momento da dor, reconforte-se em Deus!

A Palavra meditada, hoje, está em I Samuel 30,1-8.

"No momento da dor, você precisa recorrer a Deus", ressalta Márcio.
Foto: Wesley Almeida/Arquivo Fotos CN


Vamos entender o que aconteceu. O profeta Davi estava sendo perseguido por Saul e teve de se manter distante; então, fez um amigo entre os filisteus e foi com ele até o acampamento deste.

Os filisteus eram inimigos dos israelitas e, quando Davi chegou lá, os príncipes dos filisteus ficaram irritados e falaram ao seu amigo: “Arranca daqui esse israelita, esse matador. Como você traz para cá esse homem?”. O amigo de Davi respondeu: “Saul persegue Davi, por isso ele está aqui”.

Os filisteus concluíram que Davi estava ali para entregar a cabeça deles como forma de reconciliar-se com Saul, por isso ordenaram que ele fosse embora. O amigo pediu para Davi sair, mas este disse: “Eu estou aqui de boa fé, vim por amizade”. O amigo filisteu lhe respondeu: “Eu sei, Davi, que você veio em paz. Por isso mesmo, peço que vá embora, enquanto você está em paz, porque não o querem aqui.”

Davi foi expulso, julgado e rejeitado, por isso voltou triste para sua casa. Quando chegou lá, viu que a cidade havia sido invadida e tinham levado tudo, inclusive suas mulheres e filhos como escravos. O profeta e seus companheiros ficaram surpresos e sofridos por verem que as pessoas que eles mais amavam haviam sido levadas e eles não estavam ali para defendê-las. Eles ficaram tão tristes que choraram até não terem mais lágrimas.

Foi então que a atitude os dividiu. Seus companheiros estavam tão tristes, que precisavam encontrar um culpado. Então, começaram a discutir a possibilidade de apedrejar Davi pelo acontecido. Como se não bastasse ter sido expulso do acampamento do seu amigo e perdido tudo, agora seus amigos, em quem mais confiava, discutiam se iam ou não matá-lo.

Diante da frustração, os companheiros de Davi não souberam lidar com os sentimentos e tentaram encontrar um culpado. Mas o profeta, em face da sua amargura, foi reconfortar-se no Senhor, buscar forças em Deus para recobrar o ânimo diante de um golpe tão doloroso.

No momento da dor, uma das maiores tentações que enfrentamos é o desejo de encontrar culpados. Situações de grande sofrimento e perdas agressivas nos jogam na tristeza e na amargura. Se não forem curadas em Deus, fazem-nos querer achar culpados, arrancam a nossa vontade de reagir e de viver. Por isso, na hora da dor, não podemos tomar decisões precipitadas, porque sempre vamos em direção ao erro.

Culpar a si ou aos outros por uma coisa que aconteceu na sua vida e entregar-se ao sofrimento não vai diminuir o problema e a dor que você está vivendo.

A dor e a perda deixam marcas muito profundas no coração de uma pessoa. Quem nunca ficou triste por se sentir sozinho, isolado, esquecido? Isso fica registrado na vida da pessoa e a magoa.

Quando um pai ou uma mãe sai de casa, o filho, às vezes, sente-se culpado pelo que aconteceu e leva, para o resto da sua vida, o medo de ser deixado.

Como lidar com esse medo das perdas, com o sofrimento? Só existem dois caminhos: você se entrega à dor, chora, acusa alguém e morre ou reconforta-se no Senhor, consulta-O e segue em frente.

No momento da dor, você precisa recorrer a Deus. Primeiro, buscar n’Ele as forças para se levantar. Segundo, perguntar o que você deve fazer para seguir em frente. Davi chorou, amargamente, até as suas lágrimas secarem; depois, buscou o Senhor para se reconfortar, mandou trazer as vestes sagradas para colocar-se na presença do Pai e perguntou o que deveria fazer. Deus lhe deu a resposta.

O Senhor nunca deixa de responder a qualquer pessoa na hora do sofrimento.

Se buscarmos em Deus a nossa força e pedirmos a Ele uma direção, Ele não só a concederá a nós como também nos protegerá até chegarmos ao nosso objetivo. Está na hora de recorrermos ao Altíssimo para recuperarmos nossas forças.

Vamos colocar nossa alma na presença de Deus e pedir que Ele nos abençoe com Seu Espírito, curando nosso coração. O Senhor é a nossa força e é a Ele que devemos recorrer para vencer as nossas dores.

Márcio Mendes
Membro da Comunidade Canção Nova

Fonte: Canção Nova

06/12/2013

Posso comungar tendo o vício da masturbação e da pornografia?



"Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. Na linha da tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado." (CIC 2352)
"A pornografia consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros para exibi-los a terceiros de maneira deliberada. Ela ofende a castidade porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes público), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito. Mergulha uns e outros na ilusão de um mundo artificial. É uma falta grave." (CIC 2354)
A mentalidade moderna prega que o homem deve satisfazer todos os seus instintos sexuais. O homem é empurrado para as práticas hedonistas. Há um bombardeio da mídia, da internet para que cada mais o ser humano consuma pornografia e entregue-se a todos tipo de prazer sexual.

Cada vez mais o homem é levado a crer que a castidade é algo impossível de ser vivido, inatingível. Homens, mulheres, jovens e até crianças não acreditam mais na amizade entre a Criação e Deus. Por isso, entregam-se ao prazer desenfreado – aprendem até mesmo na escola – e são estimulados a práticas cada vez mais degradantes, indignas e vazias de satisfação sexual.

Na verdade, não existe satisfação, mas tão somente um desespero. Uma busca desenfreada por algo que aquele que tem fé, aquele que crê na castidade, aquele que crê no Amor sabe que só será saciada quando a alma se encontrar com Deus. Quando repousar no Criador toda angústia, toda desesperança será esquecida pela presença daquele que é o Sumo Bem, o Amor.

Portanto, embora sejam situações diferentes, tanto a masturbação quanto a pornografia são intrinsecamente más, ou seja, não existe justificativa para a prática delas. Mas, o que dizer de quem as pratica? A pessoa que é contumaz nessas práticas tem sua liberdade plena?  

Fonte: Padre Paulo Ricardo

05/12/2013

Uma pessoa que vive em estado de pecado pode ser batizada?



O Batismo é o sacramento que abre a porta aos demais sacramentos, Além disso, diz o Catecismo da Igreja Católica, em seu nº 1213, que, por ele, "somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornando-nos membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão". Disto conclui-se que a recepção do batismo produz frutos, um deles é justamente o perdão dos pecados.

Por esse motivo, não é possível que uma pessoa que esteja em pecado mortal receba tal sacramento.

Pode parecer uma resposta dura. Mas, é necessário entender o grande dom que é o batismo e sua importância. Para tanto, recorremos às palavras de São Gregório de Nazianzo:
O Batismo é o mais belo e o mais magnífico dom de Deus. (...) Chamamo-lo de dom, graça, unção, iluminação, veste de incorruptibilidade, banho de regeneração, selo, e tudo o que existe de mais precioso. Dom, porque é conferido àqueles que nada trazem; graça, porque é dado até a culpados; Batismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (tais como são os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplandecente; veste, porque cobre nossa vergonha; banho, porque lava; selo, porque nos guarda e é o sinal do senhorio de Deus. (Or. 40,3-4 apud CIC, 1216)
Na preparação para o batismo de um adulto, deve haver instrução e também admoestação para que se arrependa de seus pecados, diz o cânon 565 do Código de Direito Canônico. Deste modo, se uma pessoa chega a ser batizada não estando arrependida de seus pecados ou mesmo em situação de pecado, o batismo é válido, porém, as condições espirituais para a recepção frutuosa de tal sacramento não estarão presentes. E, quais são essas condições?

É São Paulo que, por diversas vezes, fala sobre elas. Na Carta aos Romanos, ele diz: "pelo Batismo fomos sepultados com Ele na morte para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova" (6,4). Existe, portanto, uma morte e é o mesmo São Paulo quem explica no versículo 11, dizendo: "assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado."

Na Carta aos Colossenses, continua enfatizando a realidade de morte para o pecado e vida para Cristo quando diz que "se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus. Cuidai das coisas do alto e não do que é da terra, pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus". Diante disso, é importante que cada batizado tenha sempre diante de si o fato de que morreu para pecado e a vida está escondida em Deus. Significa que o pecado grave deve ser evitado a todo custo.

Morrer para o pecado é apenas a primeira parte, o primeiro passo. Em seguida vem o segundo e mais importante que é viver para Cristo. O primeiro é o básico. E ele significa que o projeto de vida pecaminoso deve ser deixado para trás, sepultado. Por isso, uma pessoa que está vivendo em pecado não pode receber o sacramento do batismo, pois não deixará para trás o seu pecado. Não há verdadeiro arrependimento e morte.

O bom cristão não deveria pecar, mas se peca, deveria odiar o próprio pecado e não fazer dele um projeto de vida, como o fazem os mundanos, os pagãos. Evitar o pecado é somente o salário mínimo. Importante é buscar as coisas do alto, como diz São Paulo. Este mundo é somente uma passagem para algo muito maior e eterno. A pátria dos filhos de Deus, dos batizados é o céu, aqui é somente uma preparação.

Por isso, a realidade de morte para o pecado e vida para Cristo é algo não só para os candidatos ao batismo, mas para todos e o dia de hoje é perfeito para que sejam renovados os propósitos batismais.

Fonte: Padre Paulo Ricardo

04/12/2013

Comunhão em pecado grave




Quem está em pecado grave pode se aproximar da comunhão? É possível a uma pessoa receber a comunhão mesmo estando em pecado mortal, não tendo se confessado antes, mas com o firme propósito de se confessar o mais rápido possível?

Fonte: Padre Paulo Ricardo

03/12/2013

 


O livro "A Imitação de Cristo" foi um dos mais traduzidos no mundo. Alguns dizem que entre os livros religiosos, depois da Bíblia, ele foi o mais traduzido. Escrito antes da invenção da imprensa, é de surpreender que milhares de cópias estavam espalhadas pelas bibliotecas da Europa.

Apesar de sua popularidade, não se tinha conhecimento de quem o escrevera, de seu autor. Não é de se admirar, pois no Capítulo II lê-se: "estima ser ignorado e tido em nenhuma conta" ou no original em latim: "ama nesciri et pro nihilo reputari". O Capítulo V adverte os leitores a não procurar quem disse, mas a prestarem atenção ao que foi dito: "non quaeras quis hoc dixerit: sed quid dicatur attende", ou seja, não importa quem escreveu "A Imitação de Cristo", mas tão somente a sua mensagem.

Todavia, como a pergunta é se ainda vale a pena lê-lo, saber quem o escreveu pode ser de alguma valia. Conforme os estudos dão conta, foi escrito pelo padre Thomas Hemerken, nascido na cidade alemã de Kempen que, ao ser colocada na forma latina torna-se Kempis, assim diz-se que o livro foi escrito por "Thomas de Kempis".

Kempen ou Kempis estava localizada na região da fronteira com a Bélgica e a Alemanha atuais, na área de cultura conhecida como flamenga, ou seja, holandesa. Naquela área surgiu o movimento denominado devotio moderna para contrapor a devotio antiqua em voga. A devotio antiqua era praticada por um clero decadente, o qual não punha mais o próprio coração nas celebrações litúrgicas e nas práticas devocionais. Lembrando que se trata do século XV, pouco antes da Revolução Protestante.

Além disso, apresentava uma mística intelectualizada, mais preocupada com questões abstratas que com as dificuldades cotidianas. Ela era praticada sobretudo na região do Rio Reno e seu representante mais ilustre foi o dominicano Mestre Eckhart, mais tarde acusado como herege e que teve parte de seus escritos condenados. Por fim, ela apresentava uma ascese inalcançável. As pessoas se propunham penitências dificílimas, iam em busca de heroísmo ascéticos tão terríveis que se tornava impossível cumpri-las.

Nesse cenário, surgiu a devotio moderna propondo que sacerdotes e religiosos empenhassem o coração no culto a Deus, saindo do automatismo. Para fugir da intelectualidade exacerbada, centralizaram a devoção em Cristo. Ela rapidamente se tornou popular, pois, além de cristocêntrica, oferecia a todos práticas de penitência e de mortificação mais acessíveis.

Assim, Thomas de Kempis encontrou campo fértil para escrever a belíssima obra "A Imitação de Cristo" que traz orientações práticas para a vida do fiel. O livro é divido em capítulos (ou fichas) independentes, ou seja, cada um possui começo, meio e fim, portanto, pode ser lido de modo autônomo. Isso justifica o tradicional costume de se fazer uma oração e abrir o livro aleatoriamente.  

Sua característica é colocar o fiel em contato com Cristo, ajudando-o em seu processo de conversão, o qual exige uma ruptura com o mundo.

Justamente nesse ponto a obra é criticada, pois a separação do mundo que ele sugere faz com que seja tachado de individualista, ou seja, com uma espiritualidade desencarnada, fora do mundo real.
No entanto, é possível superar esse obstáculo, esse efeito colateral de tão excelente remédio, recordando que o livro foi escrito para monges, ou seja, pessoas que já viviam apartadas do mundo.

Para tanto, basta adaptá-lo ao dia a dia. Apesar disso, não deixa de ser um livro de extraordinária importância, posto que nesses tempos atuais em que muitos na própria Igreja abraça a mentalidade mundana, "A Imitação de Cristo" coloca as coisas em perspectiva cristocêntrica. A centralidade em Nosso Senhor Jesus Cristo, a ruptura com o mundo e com o pecado, numa espiritualidade que engaja a pessoa pelo coração e faz com que viva para o que realmente importa: o Céu.

No Brasil, existem várias edições disponíveis, inclusive na internet. A Editora Paulus possui uma excelente tradução da obra, num português bastante refinado e requintado, feita pelo Padre Cabral. Depois de cada capítulo, breves reflexões acerca daquele conteúdo, escritas por um padre francês. Contudo, para quem tem dificuldade com o português talvez não seja a edição mais indicada. Uma versão mais fácil e tão fiel quanto pode escolher a edição da Editora Paulinas, cuja tradução foi feita por Francisco Catão, o qual conseguiu adaptar o texto para para uma linguagem mais corrente.

Finalmente, a edição da Vozes que traz além de um português requintado, comentários de São Francisco de Sales. Ela é interessante pois coloca em língua portuguesa, um trabalho feito em 1989, por um padre francês que, ao estudar a obra daquele grande santo, relacionou-as aos temas abordados em "A Imitação de Cristo".

O livro está dividido em quatro grandes seções, sendo as duas primeiras introdução do leitor à vida espiritual. A terceira parte é um diálogo entre Cristo e a alma. Trata-se da parte devocional, meditativa. A quarta parte refere-se à Eucaristia, ensinando como recebê-la, adorá-la e a como aproximar-se dela de maneira adequada.

"A Imitação de Cristo" deveria ser o livro de cabeceira de todo católico. Trata-se de uma espiritualidade válida, especialmente nesse tempo em que a Igreja, em vez de ser missionária e evangelizar o mundo, está sendo justamente "evangelizada" por ele. "A Imitação de Cristo" poderá, sem dúvida, ajudar a impedir a mundanização da Igreja e de cada um.

Fonte: Padre Paulo Ricardo

02/12/2013

Sacrifício, o real significado do Matrimônio


Sacrifício, o verdadeiro significado do Matrimônio

 Quem se une em matrimônio deve amar o outro “como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela”.

O motivo de muitos casamentos não "funcionarem", por assim dizer, reside na esperança que os esposos não poucas vezes depositam no lugar errado. Muitas pessoas têm se unido com a finalidade de satisfazer a si mesmas.

 Assim, quando surgem as primeiras dificuldades, os primeiros desarranjos, o casal entra em crise e quer se separar. Trata-se, sem dúvida, de um problema de fé. A pessoa crê firmemente que se casou para "ser feliz". Assim, se o seu cônjuge não passa de um obstáculo no caminho rumo a esta "felicidade egoísta", nada resta senão descartar de modo definitivo esta pessoa – como se descarta um objeto mesmo.

Neste conflito, sequer os filhos constituem um empecilho para que os pais se divorciem. Afinal, se o que importa é a felicidade deles, o importante são eles, nada mais. Não é que os pais que se divorciam não se preocupem com seus filhos. É que eles estão muito preocupados consigo mesmos para pensar em outra coisa que não seja... eles mesmos.

O verdadeiro amor é totalmente o contrário deste anseio desordenado de autossatisfação. Ensina São Josemaría Escrivá:
"Às vezes, fala-se do amor como se fosse um impulso para a satisfação própria, ou um simples recurso para completarmos em moldes egoístas a nossa personalidade. E não é assim: amor verdadeiro é sair de si mesmo, entregar-se. O amor traz consigo a alegria, mas é uma alegria com as raízes em forma de cruz. Enquanto estivermos na terra e não tivermos chegado à plenitude da vida futura, não pode haver amor verdadeiro sem a experiência do sacrifício, da dor. Uma dor que se saboreia, que é amável, que é fonte de íntima alegria, mas que é dor real, porque supõe vencer o egoísmo e tomar o amor como regra de todas e cada uma de nossas ações."
Uma das passagens divinamente inspiradas mais belas é aquela em que São Paulo compara o vínculo conjugal ao amor de Cristo pela Igreja. "As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o salvador" (Ef 5, 22-23), diz o Apóstolo. "Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela" (5, 25).

"Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela". E como Cristo amou a Igreja? "Tendo amado os seus que estavam no mundo", diz São João, "amou-os até o fim" (Jo 13, 1): não só até o fim de sua vida, mas "até o cume de toda a possibilidade de amor (...), até à extrema exigência imposta pelo amor". No altar do Calvário, consuma-se o sacrifício de uma vida inteira doada por amor: a entrega de Jesus pelos Seus, pela Igreja. É, sem dúvida, um amor alegre, mas revela-se "em forma de cruz".

No altar do leito conjugal e da convivência diária, do mesmo modo, consuma-se outro sacrifício de amor: a entrega matrimonial. Esta também é uma bela oferta, que "traz consigo a alegria", mas, sem dúvida, não é fácil de ser feita. Assim como foi difícil para Jesus encarar o sofrimento da Cruz, nesta vida, os filhos de Deus que se unem em matrimônio também são chamados a entrar no Getsêmani. No horto das Oliveiras, há quase dois mil anos, Jesus "entrou em agonia (...) e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra" (Lc 22, 44). No vale de lágrimas que é o mundo, hoje, os casais são chamados a doar as suas vidas, renunciando a si mesmos em prol do outro e dos seus filhos.

O matrimônio não foi feito para que um indivíduo se faça feliz. Ele foi concebido para que o homem e a mulher, fazendo-se instrumentos do amor divino, daquele amor com que Cristo amou a Sua Igreja, façam-se felizes, um ao outro. O casamento cristão não foi instituído para o egoísmo, mas para a formação da família, pela qual os pais devem se gastar, dia após dia, como Jesus se gastou pelos Seus.

Que os casais não percam de mente estas palavras, que devem moldar a verdadeira paternidade: "Não pode haver amor verdadeiro sem a experiência do sacrifício".


01/12/2013

Advento

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 Meditando a chegada de Cristo, devemos buscar o arrependimento dos nossos pecados e preparar o nosso coração

O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento; um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Este foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. Esse acontecimento precisa ser preparado e celebrado a cada ano. Nessas quatro semanas de preparação, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e que vem no final dos tempos. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador.

Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim na História humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após a morte. Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e da Virgem Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes: nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi; seu Reino não terá fim... A Santíssima Virgem Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena. Para nos ajudar nesta preparação usa-se a Coroa do Advento, composta por 4 velas nos seus cantos – presas aos ramos formando um círculo. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as várias etapas da salvação.

Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela e à medida que vão passando os domingos, vamos acendendo as outras velas, até chegar o 4º Domingo, quando todas devem estar acesas. As velas acesas simbolizam nossa fé e nossa alegria. Elas são acesas em honra do Deus que vem a nós. Deus, a grande Luz, "a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo", está para chegar, então, nós O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz.

No lº Domingo, há o perdão oferecido a Adão e Eva
. Eles morreram na terra, mas viverão em Deus por Jesus Cristo. Sendo Deus, Jesus fez-se filho de Adão para salvar o seu pai terreno. Meditando sobre a chegada de Cristo, que veio no Natal e que vai voltar no final da História, devemos buscar o arrependimento dos nossos pecados e preparar o nosso coração para o encontro com o Senhor. Para isso, nada melhor que uma confissão bem feita. Até quando adiaremos a nossa profunda e sincera conversão para Deus?

No 2º Domingo, meditamos a fé dos Patriarcas
. Eles acreditaram no dom da Terra Prometida. Pela fé, superaram todos os obstáculos e tomaram posse das promessas de Deus. É uma oportunidade de meditarmos em nossa fé; nossa opção religiosa por Jesus Cristo; nosso amor e compromisso com a Santa Igreja Católica – instituída por Ele para levar a salvação a todos os homens de todos os tempos. Qual tem sido o meu papel e o meu lugar na Igreja? Tenho sido o missionário que Jesus espera de todo batizado para salvar o mundo?

No 3º Domingo, meditamos a alegria do rei Davi
. Ele celebrou a aliança e sua perpetuidade. Davi é o rei imagem de Jesus, unificou o povo judeu sob seu reinado, como Cristo unificará o mundo todo sob seu comando. Cristo é Rei e veio para reinar; mas o Seu Reino não é deste mundo; não se confunde com o “Reino do homem”; o Reino de Cristo começa neste mundo, mas se perpetua na eternidade, na qual devemos ter os olhos fixos, sem tirar os pés da terra.

No 4º Domingo, contemplamos o ensinamento dos Profetas
: Eles anunciaram um Reino de paz e de justiça com a vinda do Messias. O Profeta Isaías apresenta o Senhor como o Deus Forte, o Conselheiro Admirável, o Príncipe da Paz. No Reino d'Ele acabarão a guerra e o sofrimento; o boi comerá palha ao lado do leão; a criança de peito poderá colocar a mão na toca da serpente sem mal algum. É o Reino de Deus que o Menino nascido em Belém vem trazer: Reino de Paz, Verdade, Justiça, Liberdade, Amor e Santidade. A Coroa do Advento é o primeiro anúncio do Natal. Ela é da cor verde, que simboliza a esperança e a vida, enfeitada com uma fita vermelha, simbolizando o amor de Deus que nos envolve e também a manifestação do nosso amor, que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus.

O Tempo do Advento deve ser uma boa preparação para o Natal, deve ser marcado pela conversão de vida – algo fundamental para todo cristão. É um processo de vital importância no relacionamento do homem com Deus. O grande inimigo disso é a soberba, pois quem se julga justo e mais sábio do que Deus nunca se converterá. Quem se acha sem pecado, não é capaz de perdoar ao próximo, nem pede perdão a Deus. Deus – ensinam os Profetas – não quer a morte do pecador, mas que este se converta e viva. Jesus quer o mesmo: “Eu vim para que todos tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Por isso Ele chamou os pecadores à conversão: “Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus” (Mt 4,17); “convertei-vos e crede no Evangelho” ( Mc 1,15). Natal do Senhor, este é o tempo favorável; este é o dia da salvação!
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Fonte: Canção Nova