08/07/2013

Somos Sementes do Bem!


Padre Fabrício
Foto: Maria Andrea/Cancaonova.com
Começaremos essa palestra com essa passagem da Primeira carta de João.

“Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. 2. Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. 3. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro. 4. Todo aquele que peca transgride a lei, porque o pecado é transgressão da lei. 5. Sabeis que (Jesus) apareceu para tirar os pecados, e que nele não há pecado. 6. Todo aquele que permanece nele não peca; e todo o que peca não o viu, nem o conheceu. 7. Filhinhos, ninguém vos seduza: aquele que pratica a justiça é justo, como também (Jesus) é justo. 8. Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio. 9. Todo o que é nascido de Deus não peca, porque o germe divino reside nele; e não pode pecar, porque nasceu de Deus. 10. É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do demônio: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, como também aquele que não ama o seu irmão.” (I jo 3,1-10)

A Palavra de Deus nos deu esse presente, sermos chamados filhos de Deus. Infelizmente esquecemos disso. Recebemos o presente mais não abrimos. Muitas vezes recebemos esse presente e colocamos em uma caixa e deixamos para abrir somente depois, porque sabemos o que tem dentro.

Precisamos mudar de vida! Chegou a hora de assumir esse presente que Deus te deu. Deus te pede pra abrir o presente, rasgue o papel! Nós somos filhos de Deus!

Nós precisamos de um caminho de purificação, quem abraça o PHN precisa entender que você está em um caminho de purificação. Precisamos deixar que seja destruídas as obras do diabo investidas contra nós. Nós fomos aceitando as ofertas que o diabo foi nos dando. Essa obra precisa cair, para crescer a Obra do Gente do Bem dentro de mim e de você.

Deus colocou em você a semente dele, a semente do bem. Toda semente precisa de um clima, de condições diferentes das outras. Ela precisa ser cuidada para que possa crescer e dar frutos.

Meu amigo, você é convidado a criar as condições climáticas dentro de você para que possa dar frutos. As condições são: romper com o pecado, drogas, etc.. Tire tudo que atrapalha a semente do Bem de crescer. Busque a Deus ele te ajudará a regar essa semente.
Porque temos medo de cultivar a Semente de Deus em nós?
Foto: Maria Andrea/Cancaonova.com
 
Precisamos fazer esse caminho; sim de purificação, retire o medo de deixar essa semente crescer. Porque temos medo de cultivar a semente de Deus em nós? Esse é o primeiro passo para a obra de Deus crescer em nós.

A Rosa de Jericó , uma planta encontrada no deserto, na falta de água ela vai se dobrando sobre si mesmo, ficando feia. Porem ela ao contato mínimo de água ela vai se abrindo e tornando-se bela novamente.

Tem, muito jovem encurvado escondido em tatuagens, drogas e sexo desregrado. Chegou a hora de deixar de ser Patinho feio meu filho! Tire as ferraduras, é hora de mudar, e a hora é agora! hora de criar as condições climáticas para sermos Gente do Bem. O Gigante de acordou, temos visto na TV, as manifestações pelo brasil, Só vai dar certo se o Gigante que está dentro de você acordar, e tornar verdadeiro filho de Deus. Somos sementes de uma nova geração, que tem o poder de transformar o brasil pelo poder de Deus!

O Espírito Santo quer regar essa semente e fazer dar um belo fruto. Que nasça agora uma geração do bem. Deixe ser tocado por Deus e se abra a Restauração.

Transcrição e Adaptação Carlos Biajoni (@cncarlos)

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Padre Fabrício
Sacerdote missionário da Comunidade Canção Nova

Fonte: Canção Nova

05/07/2013

A vitória requer espera!

 

Dona Wilma ao chegar em casa, depois de haver assistido a uma ópera, ela notou que uma jóia de alto valor não se encontrava mais presa ao vestido.
Ficou apreensiva porque a recebera do esposo há poucas semanas. Era preciso recuperá-la.

Julgando-a perdida no carro, desceu as escadas e foi à garagem. Abriu o carro, examinando-o cuidadosamente em cada cantinho, mas nada! Aquela foi uma noite de insônia…

Nas primeiras horas da manhã seguinte, dona Wilma fez uma ligação para o teatro onde estivera na véspera e foi gentilmente atendida pelo gerente a quem contou, com detalhes, a respeito do ocorrido.

Disse-lhe que estava certa de haver perdido durante o espetáculo da noite anterior a sua jóia de valor incalculável, um broche de ouro cravejado de brilhantes. Sobretudo, era um presente do marido!
O gerente, demonstrando todo o interesse em colaborar na busca, pediu-lhe que permanecesse na linha, enquanto faria as verificações de praxe. Então ele saiu a procurar e ele encontrou a jóia, mas ao voltar no telefone para dar a boa notícia para dona Wilma ela tinha desligado o telefone, ela não esperou.

Amados, quantas pessoas buscam a Deus pedindo alguma coisa de muita importância, mas não permanecem na linha aguardando a resposta. Desanimam depressa demais e vão às buscas de outra solução, esquecidas do fato de que Deus algumas vezes demora numa resposta porque o tempo não é oportuno ou porque a nossa vontade não está em perfeita sintonia com a DEle.

Para se conseguir vitórias materiais, intelectuais e, sobretudo, espirituais é imprescindível que se saiba esperar. A falta de paciência na espera pode levar alguém a precipitações, cujas conseqüências conduzem a sofrimentos ou prejuízos que poderão acompanhá-la pelo resto da vida.
A grandeza de um homem depende da intensidade da sua relação com Deus.

(Padre Marcelo Rossi)

04/07/2013

Lençóis Brancos...


Existia um casal no interior da Inglaterra que morava em uma pequena cidadezinha.

Esse casal tinha um único filho chamado John; John não se dava muito bem com seus pais, principalmente com o pai, ele era um rapaz muito rebelde.

Sempre que podia reclamava para sua mãe:
Esse homem não me permite fazer nada, até pareço seu escravo, ele só me faz trabalhar não posso nem se quer ir a cidade para ver meus amigos. Um dia quando John estava mais velho, brigou tanto, mas tanto com seu Pai, que resolveu sair de casa. A mãe insistiu :
Meu filho não vá, vocês vão esquecer essa briga, é passageira. John virou-se para a mãe e disse:

Vocês não me amam, vou embora daqui. John foi para a cidade grande e devido ao trabalho com seu pai, John pode arrumar um emprego porque sabia uma profissão e pode assim se sustentar. Muitos anos se passaram e John se casou com uma linda moça, anos depois teve seu primeiro filho. Num determinado dia, sua esposa lhe disse que queria que os pais dele conhecesse seu filho. John pensou um pouco e disse:

Não, meus pais não, eles não me amam, eles não vão querer conhecer meu filho. E alem do mais, muitos anos se passaram e eles já devem ter morrido. Dois anos depois John teve um outro filho e quando as crianças estavam brincando o mais velho lhe fez uma pergunta que cortou seu coração:
Papai, nós só conhecemos o vovô e a vovó, os pais da mamãe. Você não tem papai nem mamãe como nós ? Naquele instante John resolveu rever seu pais, tentar uma reaproximação. E resolveu escrever uma carta aos pais que dizia:

Oi. Aqui é o John, eu me casei e tive dois filhos. Eles querem conhecer vocês; Não sei se depois desses longos anos vocês me perdoaram. Não sei se vão querer me ver, mas irei visitar vocês com minha família. Se me perdoaram, coloque um pano branco onde eu possa ver, porque estarei indo de trem que passa bem em frente a casa de vocês e assim eu saberei se posso voltar ou não. John fez todos os preparativos, arrumou as malas e as crianças, pegou o trem mas estava muito nervoso.

Será que eles receberam a carta?, será que me perdoaram ?, será que estão vivos ? Não parava de andar pra lá e pra cá no trem; Quando chegaram numa estação anterior a de seu destino, John não conseguia mais se conter, ele suava frio. O trem saiu e John grudado na janela como a uma criança não via a hora de chegar a sua antiga casa. O trem entrou em uma curva e John sabia que depois daquela curva ele conseguiria ver a casa de seus pais
 
Após esta curva conseguiremos ver a casa do vovô e da vovó, disse John. O trem terminou a curva e John e sua família pode ver a casa. Ela estava cheia de lençóis brancos, nas cercas, nas janelas e o mais comovente, um casal de velhinhos acenando com lenços brancos para o trem em sinal do perdão a seu filho. 


 Hoje existe um Pai em algum lugar perdoando seu filho por seus erros... Que tal ser este pai hoje, agora... Fale, telefone, mande uma carta ou um e-mail para seu filho e perdoe... Acene com um lenço branco... Ele com certeza irá estar esperando... Ou então apenas Sorria !!!

Ele entenderá...

03/07/2013

A CADERNETA VERMELHA


 O carteiro estendeu o telegrama. José não agradeceu e enquanto abria o envelope, uma profunda ruga apareceu-lhe na testa. Uma expressão mais de surpresa do que de dor tomou-lhe conta do rosto. 
Palavras breves e incisas:


- Seu pai faleceu. Enterro 18horas. Mamãe.


José continuou parado, olhando para o vazio. Nenhuma lágrima lhe veio aos olhos nenhum aperto no coração. Nada! Era como se houvesse morrido um estranho. Por que nada sentia pela morte do velho? Com pensamentos que lhe confundia, avisou a esposa, tomou o ônibus e se foi. No íntimo, não queria ir ao funeral e, se estava indo, era apenas para que a mãe não ficasse mais amargurada, ela sabia que pai e filho não se davam bem. A coisa havia chegado ao final no dia em que, depois de mais uma chuva de acusações, José havia feito as malas e partido prometendo nunca mais botar os pés naquela casa. Refez sua vida na medida do possível... O velório: poucas pessoas. A mãe está lá, pálida, gelada, chorosa. Quando reviu o filho, as lágrimas correram silenciosas, foi um abraço de desesperado silêncio. 

Depois, ele viu o corpo sereno envolto por um lençol de rosas vermelhas - como as que o pai gostava de cultivar. José não verteu uma única lágrima, o coração não pedia. Era como estar diante de um desconhecido um estranho. Ele ficou em casa com a mãe até a noite, beijou-a e prometeu que voltaria trazendo os netos e esposa para conhecê-la. Agora, ele poderia voltar a casa, porque aquele que não o amava não estava mais lá para dar-lhe conselhos ácidos nem para criticá-lo. Na hora da despedida, a mãe colocou-lhe algo pequeno e retangular na mão...

- Há mais tempo você poderia ter recebido isto - disse. Mas, infelizmente só depois que ele se foi eu encontrei entre os guardados mais importantes... Foi um gesto mecânico que, minutos depois de começar a viagem, colocou a não no bolso e sentiu o presente, uma caderneta de capa vermelha. Abriu-a, curioso. Páginas amareladas. 

Na primeira, no alto, reconheceu a caligrafia firme do pai:

 "Nasceu hoje o José. Quase quatro quilos! O meu primeiro filho, um garotão! Estou orgulhoso de ser o pai daquele que será a minha continuação na Terra!". 

 
"Hoje, meu filho foi para escola. Está um homenzinho! Quando eu o vi de uniforme, fiquei emocionado e desejei-lhe um futuro cheio de sabedoria. A vida dele será diferente da minha, que não pude estudar por ter sido obrigado a ajudar meu pai. Mas para meu filho desejo o melhor. Não permitirei que a vida o castigue".

Outra página - "José me pediu uma bicicleta, meu salário não dá, mas ele merece porque é estudioso e esforçado. Fiz um empréstimo que espero pagar com horas extras". "É duro para um pai castigar um filho e bem sei que ele poderá me odiar por isso; entretanto, devo educá-lo para seu próprio bem. Foi assim que aprendi a ser um homem honrado e esse é o único modo que sei de ensiná-lo".

José fechou os olhos e viu toda a cena quando por causa de uma bebedeira,os amigos tinham ido para a cadeia e naquela noite, se o pai não tivesse aparecido para impedi-lo de ir ao baile. Lembrava-se apenas do automóvel retorcido e manchado de sangue que tinha batido contra uma árvore... Parecia ouvir sinos, o choro da cidade inteira enquanto quatro caixões seguiam para o cemitério.

As páginas se sucediam com ora curtas, ora longas anotações, cheias das respostas que revelam o quanto, em silêncio e amargura, o pai o havia amado. O "velho" escrevia de madrugada. Momento da solidão, em um grito de silêncio, porque era desse jeito que ele era, ninguém o havia ensinado a chorar e a dividir suas dores, o mundo esperava que fosse durão para que não o julgassem nem fraco e nem covarde. E, no entanto, agora José estava tendo a prova que, debaixo daquela fachada de fortaleza havia um coração tão terno e cheio de amor. A ultima pagina.

Aquela do dia em que ele havia partido:

- "Deus, o que fiz de errado para meu filho me odiar tanto? Por que sou considerado culpado, se nada fiz, senão tentar transformá-lo em um homem de bem? Meu Deus, não permita que esta injustiça me atormente para sempre. Que um dia ele possa me compreender e perdoar por eu não ter sabido ser o pai que ele merecia ter".

Depois, não havia mais anotações e as folhas em branco davam a idéia de que o pai tinha morrido naquele momento, José fechou depressa a caderneta, o peito doía. O coração parecia haver crescido tanto que lutava para escapar pela boca. Nem viu o ônibus entrar na rodoviária, levantou aflito e saiu quase correndo porque precisava de ar puro para respirar.

O dia amanhecia."Honre seu pai para que os dias de sua velhice sejam tranqüilos!" - certa vez ele tinha ouvido essa frase e jamais havia refletido na profundidade que ela continha, pois na sua cegueira de adolescente, jamais havia parado para pensar em verdades mais profundas. Devemos valorizar cada segundo de nossa existência, pois Jesus nos colocou nas mãos de quem somente Ele confia para criar Suas jóias raras e preciosas...

 Para ele, os pais eram descartáveis e sem valor como as embalagens que são atiradas ao lixo. Afinal, naqueles dias de pouca reflexão tudo era juventude, saúde, beleza, musica, cor, alegria, despreocupação. vaidade. Não era ele um semideus? Agora, porém, o tempo o havia envelhecido, fatigado e também tornado pai aquele falso herói.

De repente. No jogo da vida, ele era o pai e seus atuais contestadores. Como não havia pensado nisso antes? Certamente por não ter tempo, pois andava muito ocupado com os negócios, a luta pela sobrevivência, a sede de passar fins de semana longe da cidade grande, a vontade de mergulhar no silêncio sem precisar dialogar com os filhos.

Ele jamais tivera a idéia de comprar uma cadernetinha de capa vermelha pala anotar uma a frase sobre seus herdeiros, jamais lhe havia passado pela cabeça escrever que tinha orgulho daqueles que continuam o seu nome. Justamente ele, que se considerava o mais completo pai da Terra?

Uma onda de vergonha quase o prostrou por terra numa derradeira lição de humildade. Quis gritar, erguer procurando agarrar o velho para sacudi-lo e abraçá-lo, encontrou apenas o vazio.
Havia uma raquítica rosa vermelha num galho no jardim de uma casa, o sol acabava de nascer. Então, José Roberto acariciou as pétalas e lembrou-se da mãozona do pai podando, adubando e cuidando com amor. Por que nunca tinha percebido tudo aquilo antes?

Uma lágrima brotou como o orvalho, e erguendo os olhos para o céu dourado, de repente, sorriu e desabafou-se numa confissão aliviadora: – “Se Deus me mandasse escolher, eu juro que não queria ter tido outro pai que não fosse você velho!

Obrigado por tanto amor, e me perdoe por haver sido tão cego.”

Somos valiosos para Deus..

02/07/2013

O caminho da via-sacra vai acontecer com a Igreja.

 
O caminho da via-sacra vai acontecer com a Igreja. Uma coisa impressionante, que nos toca, é ver como aqueles homens, doutores da lei, escribas e fariseus não perceberam que o povo de Deus existiu para preparar a vinda do Salvador. O Senhor escolheu este povo, mas quando o Messias chegou, eles não O aceitaram. Eles faziam perguntas só para atrapalhar Jesus naquilo que Ele estava fazendo.

Jesus fala do noivo, que será tirado, que é justamente Ele. O noivo sempre significou o Messias, aquele que traria o Reino. O próprio Jesus diz que um dia o noivo lhes seria arrancado. Você sabe que toda a ira deles caiu sobre Jesus, queriam que o Senhor fosse condenado à morte – e morte de cruz. Depois de fazer tudo o que fizeram, passados aqueles quarenta dias, Jesus foi elevado aos céus. “Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu”(cf. Atos 1, 11ss).

Por trás de todos aqueles homens, que fizeram todo o mal que poderiam fazer com Jesus, estava o inimigo. É claro que o inferno nunca vencerá. No entanto, quando vemos tudo o que fizeram com Jesus – e hoje ainda continuam fazendo aos indefesos –, a impressão que temos é a de que o inferno está vencendo. Mas não, isso não é verdade. A Igreja vai passar por tudo aquilo que Jesus passou. Estamos só no começo. Eles vão nos perseguir muito mais, como fizeram com Jesus.

Não se assuste, pois o próprio Catecismo da Igreja Católica, quando fala do fim dos tempos, diz que o caminho da via-sacra vai acontecer com a Igreja. Embora pareça um escândalo para muitos aceitar isso [que está no catecismo], o que não podemos e não devemos nos esquecer é de que Jesus também passou pela ressurreição. De forma que assim como Ele ressuscitou, ela [Igreja] também ressuscitará. Prepare-se para isso: Vigie esperando a aurora!


Monsenhor Jonas Abib
Fonte: Canção Nova

01/07/2013

O Gigante sempre esteve acordado!

Que o amor infinito de Deus nosso Pai esteja convosco. Meus queridos irmãos e irmãs é com muita ousadia no Espírito Santo que vou tentar transcrever a divina inspiração que Ele acabou de suscitar ao meu coração. 

O Gigante acordou, essa é uma das frases que mais temos ouvido nos últimos dias. As manifestações em todo o Pais tem várias vozes e vários clamores: #ContraCorrupção #RegaliasdosMinistros #DesviodeDinheironaCopadoMundo #MelhoriaparaSaude #Educação #SaláriomaisDigno #ValorizaçãodoProfessor e tantos outros desejos que está em cada um de nossos corações. 

Uma única voz que grita por não aguentar mais tanto abuso, tanto desrespeito, tanta burocracia, tanta dificuldade para se fazer o mínimo. Chegamos a um ponto em que pensamos que não teria mais jeito, perdemos a esperança, ela deu lugar ao desespero, até o momento em que lá no fundo de nossos corações percebíamos que tinha uma força que clamava: Lute!

Com esse desejo imenso, conseguimos ressurgir das cinzas como uma fênix. Descobrimos uma força imensa quando se une ao irmão do lado e num só sentimento, num só coração se luta por um ideal. Descobrimos que somos irmãos e que chegamos a esse ponto pela nossa inércia, pela nossa acomodação, pelo nosso egoísmo em achar que o mundo gira em torno de nossos umbigos, o Gigante Acordou!

Desculpe, mas vou ter que desapontá-los, os verdadeiros culpados de tudo isso não são os políticos não. O Gigante não estava dormindo ou desacordado não, e nem é esse que achamos que é...

O verdadeiro Gigante esteve acordado por toda a eternidade, pois eternidade é aquilo que não tem nem início nem fim. O verdadeiro Gigante nos amou mesmo antes de nós nascermos. O verdadeiro gigante nos amou com um amor infinito, mas tão infinito que não se permitiu ficar só nessa divindade. 

Ele se fez homem porque queria ser um de nós, queria sofrer junto, queria amar junto, sorrir junto, caminhar junto, AMAR JUNTO. Mas infelizmente destratamos esse Gigante, tratamos Ele com muita indiferença. Todos os dias Ele caprichava em fazer um dia maravilhoso para nós e muito mal lhe desejávamos um Bom dia. 

Nos tornamos corruptos e colocamos no lugar dele nossos desejos pessoais, nossos trabalhos, estudos, nosso dinheiro. Nos achamos maiores que Ele e vivemos nossa vida longe dele. Quanto mais Ele tentava um contato, mais nós o distanciávamos. E quando dávamos uma brechinha pequena, logo em seguida vinha mais maus tratos. 

Só que esse Gigante não sabe o que é desistir. O amor dele por cada um de nós é infinito,  e por amor ele é capaz de absurdos. Então Ele resolveu tentar mais uma vez, dessa vez foi infinitamente ousado. Ele encarou decepções, traições, foi rejeitado por cada um de nós, foi flagelado pelos nossos pecados, humilhado pelos nossos erros, subiu o calvário com uma cruz repleta com todos os nossos pecados. 

Deu todo o seu sangue na cruz, ainda nos perdoou no auge de sua dor. Se entregou para que cada um de nós pudéssemos despertar para o amor e para a vida eterna. Infelizmente para nossa triste realidade, parece que nem esse sacrifício de amor tem sido suficiente para nós o amarmos com todo nosso coração, toda nossa vida, todo o nosso ser. 




Se a união está fazendo a força para mudar a realidade do nosso Pais, então o que nossa união poderá fazer para mudar a nossa realidade espiritual? O que fazer para redescobrir a nossa identidade Cristã? Nos Atos dos Apóstolos diz: "Eles tinham um só sentimento". E Jesus ainda nos dá outro caminho: "Onde dois ou mais se reunirem em meu nome, no meio deles eu estarei". 

Só dois! Muitas vezes temos Igrejas lotadas e sequer chamamos a pessoa que está ao nosso lado de irmão. O problema está em nosso Pais ou em nossos corações feridos e machucados?

Que você possa descobrir que Jesus Cristo - o Gigante - é e precisa ser o maior motivo de cada dia de sua vida!

Abraço fraterno...
Jonathan Melo

Fonte: Blog do Padre Léo Eterno

28/06/2013

As manifestações pelo Brasil

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Algo vai mudar neste país
As manifestações e os protestos, que acontecem em todo o país, surpreenderam a população, os políticos, os governos e também a Igreja. Tudo começou com o aumento das tarifas de ônibus urbanos nas capitais, mas agora já ficou claro que não é este o único motivo das manifestações; na verdade, é uma série de reivindicações de direitos que está em jogo.
O que pode acontecer de tudo isso? Por ora, é muito difícil dizer. Marco Maciel disse que manifestações do povo, desta natureza, podem dar em tudo e podem dar em nada. Parece-me que algo vai mudar neste país e devemos todos trabalhar e rezar para que seja para o bem e para melhor.

Castro Alves disse que “a praça pertence ao povo assim como os céus pertencem ao condor”. O povo está ocupando as ruas e praças para reivindicar direitos. O cartaz de um dos manifestantes dizia: “Não exigimos 20 centavos, mas direitos”. Quais direitos? Melhores hospitais e médicos (outro cartaz dizia: “queremos mais hospitais e menos campos de futebol”), o fim da corrupção institucionalizada, melhores transportes coletivos, menos inflação que corrói os salários, menos impostos (o Brasil é campeão do mundo em cobrança de impostos; trabalhamos cinco meses só para pagá-los). Parece que as ações sociais do Governo já não bastam para acalmar o povo, pois este quer políticos mais honestos, menos “toma lá da cá”, menos conchavos, menos fingimentos.

O povo quer menos violência e mais segurança, mais e melhores estradas, portos, aeroportos, rodovias, escolas e professores. Parece-nos que todas essas exigências estão acumuladas nas razões dos protestos. Nota-se que, sobretudo, é um protesto da classe média que se sente prejudicada. Os pobres recebem a bolsa família e outras bolsas, os ricos não têm problemas e sabem se defender junto aos políticos e ao Governo.

A origem deste movimento não é muito clara. A organização que comanda as manifestações – Movimento Passe Livre (MPL) - é regida pelos princípios do Fórum Social Mundial como se pode conferir no site do “Movimento” (cf. http://mpl.org.br/node/2). É um movimento que tem cores um tanto diferentes (cf. http://mpl.org.br/node/5) com base em palavras chaves como “horizontalidade” (sem hierarquia, cf. http://mpl.org.br/node/1). Embora se defina como apartidário, confessa-se não antipartidário. Portanto, a não dependência partidária explícita não significa independência partidária. O site diz: “O Movimento Passe Livre é horizontal, autônomo, independente e apartidário, mas não antipartidário. A independência do MPL se faz não somente em relação a partidos, mas também a ONGs, instituições religiosas, financeiras etc.”

Há muitas perguntas a serem feitas, por exemplo: de onde vem o dinheiro para a mobilização de toda essa massa humana em todo o país? Isso custa caro! É cedo para decifrarmos tudo o que está acontecendo. Numa primeira – e muito precária observação –, parece-nos que o povo, insatisfeito com muita coisa, aproveita-se do Movimento Passe Livre e faz dele um veículo de suas manifestações. Parece ter roubado a cena.

Há mais de vinte anos não se via, no Brasil, algo dessa natureza, o que nos leva a crer que algo vai mudar neste país. Que seja, então, o que pede a Igreja na sua Doutrina Social: mudanças que coloquem o homem como centro das medidas políticas necessárias para que haja justiça, paz, verdade, amor e liberdade verdadeira. Que o mais importante não seja o lucro nem o Estado, mas a pessoa humana, mesmo a não ainda nascida. Peçamos a Deus que de tudo isso nasça um “pacto social” em favor de todos, especialmente da família – célula mater da sociedade – não só dando-lhe pão e circo, mas tudo que precisa.

Rezemos, como na oração da Bênção do Santíssimo: “Deus e Senhor nosso, protegei... todas as pessoas constituídas em dignidade para que governem com justiça; dai ao povo brasileiro paz constante e prosperidade completa”.

Fonte: Canção Nova

27/06/2013

Conversão, Brasil!

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O ser humano e o patrimônio devem ser prezados
As manifestações populares destes últimos dias configuram um fenômeno que merece análises e especial atenção da pátria Brasil. Oportunidade para um debruçar-se lúcido sobre todos os aspectos envolvendo o movimento, além das indicações novas daí advindas. À complexidade do fenômeno juntam-se também características incomuns e com largas diferenças em relação a fatos já ocorridos, desta mesma ordem, no âmbito de manifestações populares. Considerável é, particularmente, o grande número de pessoas movidas por uma demanda de protesto, que desafia a interpretação por não tratar-se de uma única questão, uma única razão. Como se diz, uma única bandeira, bem definida e conceitualmente dominável.

Em questão, há uma série de razões que afeta o conjunto do funcionamento da sociedade brasileira. Certamente, não é um fenômeno que explode como resultado de algumas situações provocadas num último curto período de tempo. Ainda que alguns elementos tenham levado à eclosão das manifestações. O que se tem presenciado é um estouro de algo que obviamente vem sendo formatado, por isso ou por aquilo, e agora se configura nas manifestações populares, protagonizadas especialmente pelos jovens. Esta complexidade na análise das manifestações parece se apartar claramente do que se enquadra nos repugnáveis atos de vandalismo e no uso de violência - aproveitamento imoral da ocasião

A análise deve ajudar na explicitação de causas e configurar o necessário em medidas e posturas cidadãs para o momento novo que precisa nascer deste contexto. O que se vê nas atitudes de protesto pacífico não pode ser confundido ou misturar-se com a nebulosidade de vandalismos que desrespeitam as pessoas e o patrimônio público. Ao contrário, o ser humano e o patrimônio devem ser prezados e defendidos por todos, em qualquer circunstância.

Inevitáveis são ações disciplinares preventivas e a força que está no entendimento adequado das manifestações para impedir tudo o que poderá desmerecer, ao menos em parte, a importância deste momento para a sociedade brasileira. É, sobremaneira, lamentável ver pessoas feridas e as depredações do patrimônio público gerando prejuízos como sombras emoldurando os que, pacificamente, movidos por paixões e lúcidos por razões justas, expressam exigências e demandas urgentes da sociedade.

Análises e opiniões a respeito da explicitação e do entendimento do fenômeno destas manifestações já estão em crescente oferta. De qualquer modo, especialistas são desafiados a compreender as raízes destes acontecimentos que devem ir além, por exemplo, apenas da modificação das tarifas de ônibus. É preciso alcançar o cerne do que está, de fato, se passando na consciência dos cidadãos. Há muito trabalho de análise socioantropológica, política e cidadã a ser feito. É plausível pensar, particularmente, na necessidade de mudanças e práticas no horizonte de uma sociedade democrática, com vistas à cultura da solidariedade e da paz. Não é difícil concluir, mesmo fruto de uma análise não aprofundada, que as manifestações, distanciadas de aspectos violentos, expressam o anseio por mudanças, como questão central.

Essa aspiração popular aponta na direção da qualificação do processo decisório no sentido de valorizar a participação cidadã, o que exige diálogo com a sociedade. Consequentemente, investir na “escuta” evitaria um processo de funcionamentos e encaminhamentos que ignora necessidades e urgências na vida de todos, particularmente dos mais pobres. Certamente, está em questão o repúdio à cristalização e burocratização de mecanismos governamentais e também nos âmbitos mais comuns da vida da sociedade.

A lista das questões consideradas na grande bandeira, que é o anseio por mudanças, inclui desde a tarifa de ônibus ao justo questionamento, por exemplo, da PEC 37, abrangendo o exercício da política na sociedade brasileira, particularmente, a partidária. Por isso, também, as manifestações não são motivadas e empurradas pela força que propriamente poderia vir dos partidos políticos ou de outras instâncias institucionais.

As mudanças que parecem ser pretendidas tocam o conjunto da sociedade brasileira. Claramente está se exigindo mais adequação participativa nas decisões e na escolha de prioridades, nos modos de operacionalizar tudo o que é essencial para uma vida digna. Providências urgentes e medidas cabíveis são esperadas por parte dos responsáveis primeiros, incluindo a participação singular de cada cidadão.

Permanecerá pedindo resposta a exigência do diálogo necessário com a sociedade para que sejam sempre ouvidos seus clamores. É hora propícia, à luz do que ainda vai brotar como indicativos pela interpretação de peritos e do povo, para uma grande conversão no Brasil.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte (MG) 

Fonte: Canção Nova

26/06/2013

Seguir Cristo

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Trata-se de ser coerente e fiel a Jesus
Nos últimos dias, manifestações de multidões pelas ruas de várias cidades do país chamaram a atenção de toda a sociedade. Líderes autênticos ou forjados, bandeiras, que começam no preço das passagens dos coletivos, passam pelos gastos com a construção de estádios, chegam à chaga da corrupção e da impunidade e incluem o justo reclamo por verbas para a educação e a saúde, um leque aberto e muito complexo. Busca-se entender o que elas significam, pois, aparentemente, tudo andava bem e os detentores do poder não cessam de defender os ganhos econômicos e sociais. Não dá para fazer ouvido de mercador diante de tantos e insistentes gritos!

Os argumentos são diversos, mas todos convergem para uma insatisfação crescente. O descrédito generalizado dos diversos poderes, que se envolvem no jogo político e social, causa forte impressão. Repete-se o ciclo, independente dos partidos que governam, para voltar à insegurança quanto ao futuro. O que acontece? O que fazemos com todos os recursos postos à nossa disposição? Afinal, já somos livres e todos podem fazer e falar o que querem? É que não basta ter moeda mais forte, políticas compensatórias, viagens, aparelhos eletrônicos de todo tipo ou sonhos de consumo que depois se revelam bolhas fugazes. Muito cedo as pessoas percebem que apenas o ter, o poder e o prazer não as realizam. Ainda mais, são expressivos os sinais de que passaremos por frustrações semelhantes a outras partes do mundo e que as pessoas não se transformaram automaticamente em gente feliz. Os pretensos "paraísos terrestres" construídos por mãos humanas desmoronam logo.


De fato, não se trata apenas de um país, mas de transformações globais e radicais, como bem identificou a Quinta Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho: "Vivemos uma mudança de época, cujo nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser humano, sua relação com o mundo e com Deus; aqui está precisamente o grande erro das tendências dominantes do último século que excluem Deus de seu horizonte, falsificam o conceito da realidade e só podem terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas. Surge hoje, com grande força, uma sobrevalorização da subjetividade individual. Independentemente de sua forma, a liberdade e a dignidade da pessoa são reconhecidas. O individualismo enfraquece os vínculos comunitários e propõe uma radical transformação do tempo e do espaço, dando um papel primordial à imaginação. Os fenômenos sociais, econômicos e tecnológicos estão na base da profunda vivência do tempo, que se concebe fixado no próprio presente, trazendo concepções de inconsistência e instabilidade. Deixa-se de lado a preocupação pelo bem comum para dar lugar à realização imediata dos desejos dos indivíduos, à criação de novos e, muitas vezes, arbitrários direitos individuais, aos problemas da sexualidade, da família, das enfermidades e da morte" (Documento de Aparecida, 44).

Cabe ao cristão participar da vida social e política, compartilhar esperanças, abraçar e semear valores consistentes, dialogar com as diversas forças do tecido social, aprender com quem pensa diferente e oferecer, com clareza e maturidade, o que lhe é próprio. E, aqui, nasce uma pergunta crucial sobre o que é próprio do ser cristão diante dos desafios do tempo presente, que nada tem de cristandade dominante. Ao contrário, este é um tempo de indiferentismo, relativismo e de ateísmo que se espalha.

Com os primeiros cristãos podemos aprender muito para responder a tal pergunta. No ambiente desafiador do Império Romano, alguns dos discípulos de Jesus chegaram à Antioquia e começaram a pregar também aos gregos, anunciando-lhes a Boa Nova do Senhor Jesus, na qual muitos acreditaram e se converteram. Então, enviaram Barnabé à Antioquia e uma grande multidão aderiu ao Senhor. Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo e o levou à Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja e instruíram uma numerosa multidão.

Em Antioquia, os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de “cristãos” (Cf. At 11, 19-30). Em Atenas, "de pé, no meio do Areópago, Paulo tomou a palavra: “Atenienses, em tudo eu vejo que sois extremamente religiosos. Com efeito, observando, ao passar, as vossas imagens sagradas, encontrei até um altar com esta inscrição: ‘A um deus desconhecido’. Pois bem, aquilo que adorais sem conhecer eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas" (At 17, 22-24). Num ambiente pagão, os seguidores do "caminho" (Cf. At 9,2), malgrado perseguições e incompreensões, espalharam a Boa-Nova e são muitas outras as missões empreendidas.

De lá para cá, esta é a nossa época, é a nossa vez! Nosso tempo é o melhor que existe para empreender a mesma aventura sem medo! Trata-se de ser coerentes e fiéis a Jesus Cristo (Cf. Lc 9, 23-24). Renunciar a si mesmos, tomar a Cruz e seguir! Renunciar é deixar de lado o apego egoísta aos próprios interesses e a tudo o que é supérfluo, olhar ao redor e ver o bem comum. Cruz, instrumento de salvação, antes de ser caminho de dor é opção pelo amor, o mais importante no Sacrifício de Cristo. Seguimento é percorrer os mesmos passos do Senhor, com a sabedoria para enxergar com lucidez as novas situações que se apresentam.

Ao analisar os fatos e decidir o posicionamento a ser tomado, passa na frente a Verdade, que tem nome ("Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" - Jo 14,6). No diálogo com as pessoas, não vale o medo de viver de acordo com o Evangelho, pois cada cristão autêntico há de relacionar-se com todos, com a qualidade do amor que recebeu de Jesus Cristo. A participação nos diversos grupos da sociedade, para quem quer ser sal, luz e fermento, faz a diferença de forma positiva, com a escuta sincera das razões das pessoas, sejam quais forem as situações em que se encontrem. Suas mãos e sua "ficha" hão de se manter limpas, mesmo com as eventuais vantagens que possam ser oferecidas por um mundo corrompido. Cabe-lhe sempre a iniciativa e a criatividade na busca de soluções para os problemas sociais. Sua marca há de ser a alegria, fruto da ação do Espírito Santo que conduz a Igreja, a quem pedimos, tornando-nos todos jovens, unidos à Jornada Mundial da Juventude: "Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da tua Verdade e com o fogo do teu Amor, envia tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo".

Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

Fonte: Canção Nova

25/06/2013

Curar o coração machucado!

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A mágoa distorce nossos objetivos de vida
O perdão é uma decisão pessoal que beneficia, em primeiro lugar, quem toma a iniciativa. O perdão é muito mais para mim do que para a pessoa que me ofendeu. Por isso, depende mais de mim do que dos outros.

Perdoar é recuperar o poder sobre si mesmo. A mágoa me coloca na mão do outro; o perdão me devolve a autonomia sobre minha própria história.
Perdoar é assumir o presente. Viver nele. Mergulhar nele. Perdoar é não sofrer por aquilo que não posso mudar ou resolver. Não podemos mudar o passado. Nunca

Perdoar é concentrar suas atenções sobre as coisas boas da vida. Se algo ou alguém estragou o meu passado, não permitirei que estrague também o meu futuro. Perdoar é começar a valorizar as bênçãos de Deus, as coisas boas. É sair do vício de ver sempre as mesmas coisas, do mesmo jeito.

Perdoar é tomar a decisão de começar uma vida nova. O que fazer para sofrer menos? Isso exige buscar em primeiro lugar o reino de Deus. É decidir-se pela primazia do reino, e não do encardido. É optar pelo bem. Divulgá-lo. É aprender a sintonizar-se no bem.

“Abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam” (Lc 6,28). “Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do Céu, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos” (Mt 5,44-45). Você não pode mudar um acontecimento do passado, mas pode mudar a maneira de falar sobre ele. Com Jesus é possível achar um ponto de vista mais positivo e esperançoso.

Recorde seus grandes objetivos de vida. A mágoa distorce os objetivos. Esquecemos as grandes e permanentes verdades e nos guiamos por momentos. Qual é mesmo a minha grande meta? Vocação!

A vida sempre segue adiante. Não pára. Devemos aprender a concentrar nossas atenções sobre as coisas boas da vida. Se já se estragou o passado, não permita que se estraguem o presente e o futuro. Não devemos sofrer por aquilo que não podemos mudar. Não podemos mudar o passado.

Ao machucar uma pessoa, você se torna inferior a ela; ao se vingar, você se iguala; só é superior quem aprende a perdoar. A mágoa foi o jeito que o encardido encontrou para permanecer conosco todos os dias, até os confins dos tempos.

Padre Léo, scj
(Extraído do livro “Gotas de cura interior”)

Fonte: Canção Nova

21/06/2013

Semana Padre Léo - Missão de amor e de serviço!




“O padre Léo foi a pessoa indicada por Deus, que nas maiores necessidades nossas, o Léo aparecia para pregar. Muitas vezes, nós com títulos a serem protestados, o Léo chegava, lotava esta casa e Deus supria as nossas necessidades”.
Esta cena aconteceu no ano de 2003, no fechamento de campanha, Wellington Jardim, o Eto, administrador da Comunidade Canção Nova, emocionado, após dizer estas palavras, lhe dá um abraço de gratidão.

Deus coloca sempre alguém em nosso caminho, dando-nos a possibilidade de vivermos a nossa consagração ao Senhor, de forma plena.
A história de amor do padre Léo com a Canção Nova começou quando aquele menino em 1973 entrou para a Renovação Carismática Católica, e conheceu o padre Jonas pregando um Encontro de Oração. A pessoa do padre Jonas no coração daquele menino era a grande referência, o sinal de Deus, e que deveria beber da fonte.

Em 1980/1985 acontecia os grandes cenáculos, o frater Léo, já estava mais próximo de padre Jonas e da Comunidade. Aquele jovem, olhando para o padre tinha muito a aprender.

A vocação, assim como o chamado à missão é para os que se abrem à ação do Espírito Santo.
Agora, como padre Léo, destacava-se como um grande pregador, dentro da Congregação dos padres do Sagrado Coração de Jesus.
A partir de 1999, aceitou a proposta de pregar mensalmente na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista- SP.

A graça de Deus foi agindo nele, através da presença do padre Jonas, que o impulsionava a ser um padre mais santo. Por fidelidade foi se desapegando das coisas, que muitas vezes comportou sacrifícios e renúncias. Não era perfeito, mas buscava a perfeição, não era santo, mas buscava a santidade.
Mais tarde recebe o convite para estar à frente do programa: “Tenda do Senhor”.
Deus é assim, como algo mais forte que nos arranca de nosso comodismo, rompe com todos os maus hábitos, nos faz exigências e nos leva para onde desejar.




"Tive a graça de ficar doente na casa do padre Jonas, Eto e Luzia. Eles fizeram por mim o que a minha família e a minha comunidade não poderiam fazer. Quando temos amigos que são amigos de Jesus, a nossa vida ganha um novo sentido".

Ele teve motivos para gritar "Hosana no mais alto dos céus!” Uma explosão de agradecimento a Deus, em sua última pregação: ”Buscai as coisas do alto”.Contínuo grito: “Hosana”, um grito angustioso que se transformou num canto de Vitória.

Hoje a Comunidade Canção Nova amplia a sua voz através das pregações, de seus livros e do programa; “Em Bethânia”.Um convite a louvar a Deus, pelo seu eterno amor, pela conversão de tantas pessoas, pela sua mensagem, sinal vivo de sua presença, no coração de todos.

Fonte: Blog do Padre Léo Eterno