13/04/2012

Livre-se do jugo que pesa sobre você

Este é o chamado do Senhor nos tempos de hoje: “Vinde a mim todos vós”. Jesus está em todos os lugares, todas as cidades, caminhando por todas as ruas, batendo às portas, chegando a cada pessoa e a cada coração dizendo: “Vinde a mim todos vós”. Você também está sendo chamado a se aproximar de Cristo.

Se você já pertence ao Senhor, se já é íntimo d'Ele, está sendo chamado a ser ainda mais íntimo. Sempre há lugar para maior intimidade com Deus! Mas se você está frio, tíbio, relaxado, o chamado do Senhor para você é urgente, é para agora: “Vinde a mim, vinde a mim todos vós”.

"Troque seu fardo pessoal de pecado pelo fardo de Jesus", é o convite que monsenhor Jonas faz a você.


Deus não está com o dedo levantado para acusá-lo nem mesmo Ele o chama para castigá-lo ou jogar em seu rosto seus erros, seus pecados, suas faltas. Não! O Senhor o chama de volta, porque Ele o ama. Ele não precisa de você, mas você precisa d'Ele. Por isso, o Pai está chamando você de volta. Quanto mais afastado, mais longe estiver, mais motivos você terá para voltar aos braços do Pai. Se você está próximo de Deus, mas se sente revoltado e desanimado, volte seu coração para Ele!

O Senhor está lhe dizendo: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados sob o peso do fardo, e eu vos darei descanso” (Mateus 11,28). Às vezes, você pensa que Deus quer tratá-lo como “filhinho de papai”. Qualquer “dodói” que você tenha, pode chegar ao Senhor e Ele, um "super-pai", irá tratá-lo como “super-filho”, cuidando de seus “dodóis”. Não é isso! Deus não quer tratá-lo como “filhinho mimado”, mas como filho. Ele é um Pai cheio de amor, de misericórdia.

Quando Ele diz: “Todos vós que estais cansados sob o peso do fardo”, fala realmente do fardo desta vida, do peso do mal, do pecado, da tentação, de mil misérias que encontramos em nós mesmos e também no mundo.

O maior fardo que tenho sou eu mesmo. Todos os vícios, pecados e más inclinações que tenho dentro de mim, o “homem velho” que sou obrigado a carregar. Com você também é assim. O maior fardo que você carrega é você mesmo; tem seu nome. Não é apenas um fardo exterior, é interior. Seu coração é mau e é do interior dele que vêm todos os males. Por isso, o Senhor o chama: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados sob o peso do fardo, e eu vos darei descanso” (Mateus 11,28). Além de seu fardo pessoal e interior, você carrega o peso deste mundo. Livre-se do mal que pesa sobre você, livre-se do pecado; coloque em suas costas o jugo de Jesus Cristo. Como o Senhor vai aliviá-lo? Simplesmente tirando seu fardo.

“O meu jugo é fácil de carregar e o meu fardo é leve”, diz o Senhor. Então, faça essa troca sem medo. Você vai sair ganhando. Não fique receoso, porque Deus vai livrá-lo do mal e do pecado, vai colocar sobre você jugo d'Ele, que é leve e fácil. Mas há muitos cristãos enganados, pensando que, ao carregar o jugo do Senhor, ficarão livres para fazer e pensar tudo o que quiserem, irem a qualquer lugar. Não é assim. Pelo contrário, precisamos de um jugo, precisamos de rédeas que vão nos levar para a vida, para o caminho certo.

O jugo pessoal do "homem velho", que parece ser muito suave, na verdade, nos leva à escravidão. Viver sem rédeas é uma verdadeira prisão. O fardo e as rédeas de Jesus nos levam para a vida eterna. É isso que o Senhor quer para nós.


Trecho do livro "O Pão da Palavra – vol 1", de monsenhor Jonas Abib

12/04/2012

Assumir as feridas do próximo

Padre Luiz Fabio
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Na Parábola do Bom samaritano, quem nós somos? Somos esse próximo que a Sagrada Escritura revela. E quem é o homem que está à beira do caminho?

Somos por vezes indiferentes à dor das pessoas. Vivemos uma realidade de selva, vivemos no nosso mundo, cada um com o seu problema.

“Levantou-se um doutor da lei e, para pô-lo à prova, perguntou: Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna? Disse-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como é que lês? Respondeu ele: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento; e a teu próximo como a ti mesmo. Falou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isto e viverás. Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo?” (Lc 10, 25-29).

Precisamos entender o nosso papel e a nossa missão. Todos nós temos uma missão, o chamado sacerdócio comum dos fiéis, essa missão é de todo o cristão batizado. Não é uma missão somente dos padres ou dos missionários, mas de todos.

Após identificarmos quem somos nesse trecho do Evangelho, precisamos aprender a ter atitudes de amor com o próximo. Não podemos ser negligentes com a vida do outro, pois a negligência vem pela falta de amor e de misericórdia. Tudo isso faz com que aprendamos sobre o que é o amor. Não basta conhecer, é preciso ir ao encontro do que o outro está vivendo.

Precisamos agir pela força da Palavra, não podemos deixar que ela se corroa por não a usarmos. Reconheçamos que somos pertença de Deus, somos dependentes de Deus. É o próprio Senhor que vem ao nosso encontro.

Estamos diante de uma sociedade ferida, que procura ser amada. Mas não é o amor ligado ao ter, mas aquele que possamos experimentar e saber que é o Amor Verdadeiro.

Nós somos o samaritano, que se preocupa com quem está necessitado? Muitas vezes, esse próximo está em nossa casa, está ao nosso lado e não o vemos, nem percebemos. Será que podemos afirmar que temos as mesmas atitudes que esse samaritano tem? Jesus tem compaixão do outro, Ele o assume, até mesmo no pecado. Precisamos imitá-Lo para que assim tenhamos vida e vida em plenitude.

“Mas um samaritano que viajava, chegando àquele lugar, viu-o e moveu-se de compaixão. Aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; colocou-o sobre a sua própria montaria e levou-o a uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo-lhe: Trata dele e, quanto gastares a mais, na volta to pagarei. Qual destes três parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões? Respondeu o doutor: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe disse: Vai, e faze tu o mesmo” (Lc 10, 33-37).

Não podemos ficar "lambendo" as nossas próprias feridas, como um cachorrinho, e parar em nós mesmos. Precisamos entrar na dinâmica de Deus e ir ao encontro do outro.
"Quando temos olhar fixo nos que sofrem, esquecemos nossas dores", ressalta padre Luiz Fábio
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Chega de murmurações! Estamos acostumados a sempre reclamar. Estamos presos às nossas aflições e, muitas vezes, não percebemos que há pessoas sofrendo muito mais do que nós. Somos convidados a entrar na dimensão de Jesus e nos compadecer do outro. Essa deve ser a nossa missão, para que este também possa fazer uma experiência com o amor de Deus. Tiremos da nossa cabeça que o irmão é sinônimo de inferno, pois, na verdade, ele é instrumento de salvação. As reclamações nos impedem de ir ao outro.

Jesus incomoda o levita, pois fala a verdade. E usa da figura do samaritano para chegar ao coração daquele levita.

Precisamos trilhar um caminho de graça. A atitude de Jesus é como com o cego de Jericó: “Que queres que eu te faça?” Cristo se interessa por aqueles com quem ninguém se importa. Na escola dos fracos aprendemos a dar valor às pequenas coisas.

Temos tratado o outro como problema, em vez de agir como Jesus nos ensinou: “Amar ao próximo a ti mesmo.” Dessa forma, agimos como Judas e não como Jesus, que tomou para si nossas dores.

O amor de Cristo é o amor de cruz, Aquele que amou verdadeiramente até o madeiro da cruz se entregou por nós.
Transcrição e adaptação: Gustavo Souza

11/04/2012

O inimigo age no silêncio

Hoje, existem muitos problemas. Estamos cercados por notícias que nos assustam e até nos abalam. O maligno se aproveita de uma situação real para nos oprimir, ele age em cima de um fato ocorrido ou em cima dos sentimentos que vivemos para nos atormentar e nos fazer desistir.

Por essa razão, precisamos orar sempre, pedir ao Senhor que nos conceda o dom da fé e nos liberte do domínio do mal.

O nosso bom Deus está atento às palavras de nossa boca e ao murmúrio do nosso coração. Se você está oprimido, sem conseguir sair da situação, precisa fazer orações de confiança, com louvores de alegria, e buscar ajuda de um sacerdote; sobretudo, deve buscar ajuda na Eucaristia.

O inimigo age no silêncio. Estejamos sempre em oração e vigilantes. É pela fé e oração constante que vencemos as armadilhas dele, pois, se estamos em Deus, tudo se transforma para o nosso bem.

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago
Comunidade Canção Nova

10/04/2012

Não desista de amar!

Não desista de amar! Aguente firme! A civilização do amor está às portas. Falta pouco para chegarmos lá. Já podemos gritar: terra à vista! A terra nova está muito perto. Já podemos avistá-la.

Irmãos, se, de modo geral, não conseguimos amar os outros, nem ter misericórdia e bondade para com o próximo, é porque não temos acolhido o amor de Deus por nós. Só conseguimos amar o próximo como a nós mesmos se acolhemos essa graça [do amor de Deus Pai por nós]. Muitas vezes, não amamos os outros, não temos um coração de pastor, não temos o coração de Jesus para com os nossos irmãos, porque verdadeiramente não acreditamos no amor de Deus.

Problemas existem e agravam o coração, mas nem por isso você deve desistir do amor. O Todo-poderoso lhe dá a capacidade de amar. A capacidade de amar está em seu coração, mas a decisão de amar dependerá somente de você. Se você se decide pelo amor, tudo mudará em sua vida.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Fragmentos de uma vida em Deus" de monsenhor Jonas Abib)

09/04/2012

Você foi criado para amar e não para odiar!


Em todas as línguas, o verbo "amar" é lindo! É o próprio nome de Deus! Deus é amor em ação! Você é imagem e semelhança do Senhor; você é filho d'Ele. Por isso, você ama e foi criado para amar e não para odiar.

Quando estamos voltados para o Senhor, sentimos Seu amor e começamos a amar: voltamos à vida. Sabemos que passamos da morte para a vida, porque o amor de Deus está em nós. Por estarmos voltados para Ele, começamos a amar o próximo.

Não é possível amar os outros se não amamos a Deus em primeiro lugar. Assim como não é possível amar a Deus se não sentimos o amor d'Ele por nós.

Precisamos gastar toda capacidade de amar que nos foi dada pelo Senhor. Gastar tudo o que nos foi entregue. Esta é nossa grande alegria: se gastarmos a mais, se ultrapassarmos nosso limite, quando tivermos de ter paciência, quando tivermos de carregar nossos irmãos ou perdoar-lhes será o Senhor quem nos pagará. Ele nos promete: “Sou Eu que te pagarei na minha volta”.

Viemos do amor e vamos para o amor. Por isso, durante este tempo de vida aqui na terra, precisamos ser aprendizes do amor. Assim como aprendemos a cantar, cantando; a nadar, nadando; a tocar violão, tocando; também se aprende a amar, amando. Carlos Drummond de Andrade, o grande poeta mineiro, fez dessa verdade o título de um de seus livros: "Amar se aprende amando".

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
(Trecho do livro "Fragmentos de uma vida em Deus")

08/04/2012

Páscoa é uma festa de família

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O verdadeiro sentido dos símbolos pascais

Que conceito bonito este de que a família é a Igreja doméstica: "Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hostil à fé, as famílias cristãs são de importância primordial, como lares de fé viva e irradiante. Por isso, o Concilio Vaticano II chama a família, usando uma antiga expressão, de “Eclésia domestica”. É no seio da família que os pais são 'para os filhos, pela palavra e pelo exemplo... os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada'” (Catecismo da Igreja Católica, n° 1656).

O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã (Catecismo da Igreja Católica, n° 1666). Os pais são os primeiros a transmitir a fé, os valores cristãos e universais e uma boa educação para os filhos.

Pai e mãe são mestres da vida, pela palavra e pelo exemplo eles nos ensinam coisas que vamos levar para a vida toda, que irão influenciar as nossas escolhas e, principalmente, formar a nossa consciência do bem e do mal. Serão os primeiros catequistas, que, muito mais do que ensinar, irão transmitir pela prática, porque os filhos os verão fazendo. Eu mesmo poderia dizer da minha mãe e da minha avó quando as via rezar o terço diante da imagem de Nossa Senhora: “Era uma santa ouvindo o que a outra santa dizia!” Meus pais imprimiram em mim muito mais do que traços biológicos e heranças hereditárias, qualidades e defeitos e o desejo de um futuro brilhante. Eles fizeram com que eu experimentasse o amor de Deus e a graça da fé.

Quando ainda era criança, sem que eu entendesse, me deram um banho de Água Viva, que me fez nascer de novo e me enxertou em Cristo Jesus. Dando-me assim o Dom da imortalidade e a graça de pertencer a uma família muito grande: a Igreja! Como explicar para as nossas crianças e jovens que, na Páscoa, o mais importante é a festa da vida que vence a morte? Que Cristo verdadeiramente foi morto numa cruz e que, por aceitar morrer assim, Ele nos libertou do pecado e nos salvou pela Sua Ressurreição? A Páscoa é uma festa de família, porque viver ressuscitado é saboroso como o chocolate, é cheio de vida como o ovo e é tão fecundo como um casal de coelhinhos. É preciso ter a coragem de celebrar a fé em família e ensinar o verdadeiro sentido de ser cristão.

Celebrar a Páscoa é renascer com Cristo ressuscitado, é passar da morte para a vida, é vencer o pecado e a morte. É também celebrar a vida com o sabor de um ovo de chocolate e mostrar ao mundo que o cristão precisa ser como o coelho: fecundo em virtudes, amor e santidade. É arrumar uma ceia e acender uma vela para convidar os amigos e parentes para se iluminarem com a luz de nossa fé. Uma fé que nasce e renasce constantemente no seio de nossas famílias.

É ser criativo e pedir ao Espírito Santo que grave em nossos corações a Graça e o verdadeiro sentido dos símbolos pascais:

O Círio Pascal: Representa o Cristo Ressuscitado, que deixou o túmulo, radioso e vitorioso. Na vela pascal ficam gravadas as letras Alfa e Ômega, significando que Deus é o princípio e o fim. Os algarismos do ano também ficam gravados no Círio Pascal. Nas casas cristãs é comum o uso da vela no centro da mesa no almoço de Páscoa.

O ovo, aparentemente morto, é o símbolo da Vida que surge repentinamente, destruindo as paredes externas e irrompendo com a vida. Simboliza a Ressurreição.

O Cordeiro: Na Páscoa da antiga Aliança, era sacrificado um cordeiro. No Novo Testamento, a vítima pascal é Jesus Cristo, chamado Cordeiro Pascal.

O Coelho: Símbolo da rápida e múltipla fecundidade da Igreja, que está espalhada por toda a parte, reproduzindo fiéis: há um número incalculável de filhos de Deus, frutos da Graça da Ressurreição.

O Trigo e a Uva: Simbolizam o pão e o vinho da Santa Missa e, por seu grande significado com a Trindade Santa, traduzem, por excelência, o símbolo Pascal. Para a ornamentação da mesa de Páscoa, nada mais indicado que um centro feito com uvas e trigo, entre cestas de pães e jarras de vinho.

O peixe é o mais antigo dos símbolos de Cristo. Se Cristo é o Grande Peixe, somos os peixinhos de Cristo. Isso quer dizer que devemos sempre viver mergulhados na Graça de Cristo e na Vida Divina, trazidas a nós pela água do batismo, momento em que nascemos espiritualmente, como os peixinhos nascem dentro d’água.

Cristo ressuscitou, ressuscitou verdadeiramente ALELUIA!!!
FELIZ PÁSCOA!

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova

07/04/2012

Sábado Santo


O Sábado Santo, ou Sábado de Aleluia, antecede as comemorações do domingo de Páscoa, da Ressurreição de Jesus. Durante o dia, a Igreja permanece meditando a Paixão e esperando a Ressurreição. Depois do anoitecer, a Vigília Pascal inicia com a Liturgia da Luz, que começa com as luzes da igreja apagadas e a reunião dos fiéis. Abençoa-se o fogo, símbolo do esplendor do Ressuscitado.

Prepara-se o círio pascal, vela em que o celebrante marca uma cruz e as letras Alfa e Ômega, que representam Cristo, Princípio e Fim de tudo e de todos. Entre os braços da cruz está o ano em curso. O círio é usado em todo o Tempo Pascal, permanecendo na igreja, e durante todo o ano em batismos, crismas e funerais, lembrando a todos que Cristo é a luz do mundo.


A vela é acesa e segue o antigo rito do Lucernário. Um sacerdote ou diácono carrega o círio pela igreja escura, parando três vezes e aclamando: “Lumen Christi” (Luz de Cristo), e a assembleia responde “Deo Gratias”(Graças a Deus). A vela prossegue pela igreja e todos acendem velas menores pelo Círio Pascal , representando a “Luz de Cristo” se espalhando por todos. A escuridão diminui. Depois de colocada em destaque, a vela é incensada e entoa-se solenemente o canto Exulted, de tradição milenar. A Igreja pede que as forças do céu exultem a vitória de Cristo sobre a morte.

Apagam-se as velas e inicia-se a Liturgia da Palavra, composta de sete leituras do Antigo Testamento, que são como um resumo de toda a História da Salvação.Cada leitura é seguida por um salmo e uma oração. Depois de concluir estas leituras, é entoado solenemente o Gloria in excelsis Deo (“Glória a Deus nas alturas”). Os sinos, sinetas e campainhas da igreja devem ser tocados. É a primeira vez que se entoa o “Glória” desde a Quarta-feira de Cinzas, com exceção da Quinta-feira Santa. Lê-se um texto da Epístola aos Romanos e o Salmo 118.

O “Aleluia” é cantado também de forma muito solene, pois não se entoava desde o início da Quaresma. Na Liturgia Batismal, a água da pia batismal é solenemente abençoada e pode-se haver batizados neste momentos. Depois, todos renovam os seus votos batismais e recebem a aspersão da água. A oração dos fiéis se segue e a Liturgia Eucarística continua como de costume. Esta é a primeira Missa do dia da Páscoa.

Fonte: Wiki Canção Nova

06/04/2012

Entenda o significado do beijo na Cruz na Sexta-feira Santa




Em todo o ano, existe somente um dia em que não se celebra a Santa Missa: a Sexta-Feira Santa. Ao invés da Missa temos uma celebração que se chama Funções da Sexta-feira da Paixão, que tem origem em uma tradição muito antiga da Igreja que já ocorria nos primeiros séculos, especialmente depois da inauguração da Basílica do Santo Sepulcro e do reencontro da Santa Cruz por parte de Santa Helena (ano 335 d.C.).

Esta celebração é dividida em três partes: a primeira é a leitura da Sagrada Escritura e a oração universal feita por todas as pessoas de todos os tempos; a segunda é a adoração da Santa Cruz e a terceira é a Comunhão Eucarística, juntas formam o memorial da Paixão e Morte de Nosso Senhor. Memorial não é apenas relembrar ou fazer memória dos fatos, é realmente celebrar agora, buscando fazer presente, atual, tudo aquilo que Deus realizou em outros tempos.

Mergulhamos no tempo para nos encontrarmos com a graça de Deus no momento que operou a salvação e, ao retornarmos deste mergulho, a trazemos em nós
.

Os cristãos peregrinos dos primeiros séculos a Jerusalém nos descrevem, através de seus diários que, em um certo momento desta celebração, a relíquia da Santa Cruz era exposta para adoração diante do Santo Sepulcro. Os cristãos, um a um, passavam diante dela reverenciando e beijando-a. Este momento é chamado de Adoração à Santa Cruz, que significa adorar a Jesus que foi pregado na cruz através do toque concreto que faziam naquele madeiro onde Jesus foi estendido e que foi banhado com seu sangue.

Em nosso mundo de hoje, falar da Adoração à Santa Cruz pode gerar confusão de significado, mas o que nós fazemos é venerar a Cruz e, enquanto a veneramos, temos nosso coração e nossa mente que ultrapassa aquele madeiro, ultrapassa o crufixo, ultrapassa mesmo o local onde estamos, até encontrar-se com Nosso Senhor pregado naquela cruz, dando a vida para nos salvar. Quando beijamos a cruz, não a beijamos por si mesma, a beijamos como quem beija o próprio rosto de Jesus, é a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. O mesmo gesto o padre realiza no início de cada Missa ao beijar o Altar. É um beijo que não pára ali, é beijar a face de Jesus. Por isso, não se adora o objeto. O objeto é um símbolo, ao reverênciá-lo mergulhamos em seu significado mais profundo, o fato que foi através da Cruz que fomos salvos.

Nós cristãos temos a consciência que Jesus não é apenas um personagem da história ou alguém enclausurado no passado acessível através da história somente. "Jesus está vivo!" Era o que gritava Pedro na manhã de Pentecostes e esse era o primeiro anúncio da Igreja. Jesus está vivo e atuante em nosso meio, a morte não O prendeu. A alegria de sabermos que, para além da dolorosa e pesada cruz colocada sobre os ombros de Jesus, arrastada por Ele em Jerusalém, na qual foi crucificado, que se torna o simbolo de sua presença e do amor de Deus, existe Vida, existe Ressurreição. Nossa vida pode se confundir com a cruz de Jesus em muitos momentos, mas diante dela temos a certeza que não estamos sós, que Jesus caminha conosco em nossa via sacra pessoal e, para além da dor, existe a salvação.

Ao beijar a Santa Cruz, podemos ter a plena certeza: Jesus não é simplesmente um mestre de como viver bem esta vida, como muitos se propõem, mas o Deus vivo e operante em nosso meio.

Padre Antônio Xavier
Comunidade Canção Nova, Terra Santa

05/04/2012

Cometer erros ou fazer milagres?

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Tomar uma decisão não é uma tarefa fácil

Tomar uma decisão nunca foi tarefa fácil, afinal, decidir implica escolher, e escolher uma coisa é inevitavelmente abrir mão de outra. Desta forma, perdas e ganhos se entrelaçam na arte de escolher e viver. A cada dia, a vida nos oferece novas descobertas, e a oportunidade de decidir nos acompanha do nascer ao pôr do sol, estejamos ou não conscientes disso. No entanto, nossas escolhas podem ser até inconscientes, mas não voluntárias. Elas trazem consequências e são impulsionadas por nossos sentimentos, objetivos e tantos outros fatores. Além disso, nossas escolhas trazem também consequências para a vida de outros, já que ninguém vive totalmente isolado neste mundo.

Madre Teresa de Calcutá, em um momento difícil na congregação por ela fundada, escreveu às filhas espirituais (irmãs da caridade): “Sejam amáveis umas com as outras. Prefiro que cometam erros com amabilidade, a que façam milagres com falta dela. Sejam amáveis sempre. Contemplem a amabilidade de Nossa Senhora, vejam como ela falava, como ela agia. Olhem para seu exemplo. Ela podia perfeitamente ter revelado a São José a mensagem do Anjo a respeito do nascimento de Cristo, mas escolheu o silêncio, não disse uma palavra. E a essa altura, vendo seu amor, Deus interveio diretamente em seu favor. Maria guardava todas estas coisas no seu coração, eis a grande lição! E quem nos dera podermos guardar todas as nossas palavras no coração dela.

Para que tanto sofrimento e tantas incompreensões? Basta uma simples palavra, um olhar, uma pequena ação sem amor e o coração da vossa Irmã mergulha na escuridão. Não deve ser assim. Peçam a Nossa Senhora que vos encha o coração de doçura”.

É como se Madre Teresa nos dissesse com a vida até mais do que com as palavras: decidam-se pelo amor, pois esta é a única força que pode mudar o mundo. E por saber do quanto precisamos de referências, ela nos mostra o melhor exemplo: a Virgem Maria. Aliás, acredito que na hora de tomar decisões é sempre muito importante a ajuda de quem nos conhece e nos ama, de preferência que esta pessoa não esteja envolvida no caso. Mesmo que a decisão seja só nossa, outra pessoa pode nos ajudar no sentido de avaliar bem “os dois lados da moeda”.


Assista: "Decida-se pelo agora!" com Dunga

Vídeo - Canção Nova


Tendo em vista que, quando nos sentimos pressionados, corremos o sério risco de agir guiados por nossos sentimentos, pela razão ou por impulsos, mas quase nunca pela verdade. Recordo-me das diversas vezes em que precisei fazer grandes escolhas na vida e acredito que não teria acertado sozinha.

A pressa também é uma grande inimiga neste hora; então, calma! Esperar um momento, deixar a poeira baixar pode ser muito proveitoso para uma boa escolha. Mas atenção! Também não é o caso de deixar a situação ir se prolongando de um dia para outro até nos acostumarmos com ela. A falta de decisão torna a vida pesada, rouba os sonhos e enfraquece a vontade. Já conheci muita gente que perdeu o sentido da vida por medo de fazer uma escolha. É preciso calma, mas não comodismo.

Talvez hoje, ao ler este texto, você se sinta encorajado a tomar uma decisão. Se é o caso, não tenha medo de dar os passos e aceitar o desafio de passar pelo processo necessário da mudança. Pode ser mais fácil do que você imagina, mas só o saberá ao tentar. A natureza nos ensina muito sobre isso. Quando observamos a mesma árvore nas diversas estações do ano, ficamos impressionados como a vida vai se entrelaçando entre perdas e ganhos. Conosco não é diferente e saber perder para ganhar é questão de sobrevivência.

No entanto, que sirva de lição a “cartinha” da Madre Teresa: Entre fazer grande obras e até milagres ou sermos caridosos é preferível optar pela caridade, e o amor, na maioria das vezes, traduz-se no silêncio e na discrição.

Olhemos para Nossa Senhora, ela é o exemplo perfeito de quem decidiu amar na simplicidade sem se preocupar em fazer coisas extraordinárias aos olhos humanos. Inspirados em seu exemplo, tenhamos hoje a coragem de levar luz aos corações em vez de trevas. Madre Teresa fez desta escolha a sua missão durante toda a vida. Em meio às grandes provas pelas quais essa grande mulher de Deus passou vivendo a “noite escura da alma”, escreveu ao seu diretor espiritual: “Um caloroso SIM a Deus e um grande SORRISO para todos são as únicas duas palavras que me mantêm seguindo em frente”, e esta escolha corajosa beneficiou e continua beneficiando a tantos ao longo dos anos que se seguiram.

Tomemos a decisão de seguir em frente com um sorriso nos lábios e um caloroso "sim" a Deus, que nos chama a optarmos pelo amor, mesmo que cometamos erros, pois este certamente é o maior milagre do qual o mundo carece.

Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com

04/04/2012

Quando os filhos obedecerão aos pais?


Filhos serão obedientes quando encontrarem amor e autoridade em seus pais. Enquanto não perceberem tais virtudes, seguirão suas vidas acreditando ser capazes de decidir tudo sós - desde muito jovens - da forma como entenderem, criando seus próprios princípios. Razão pela qual estarão sozinhos e não compreenderão o porquê.

Faltou-lhes amor e autoridade; não aprenderam a obedecer e nunca serão capazes de ensinar essa virtude. Coisa séria!

Ricardo Sá
Comunidade
Canção Nova

03/04/2012

Como colher o fruto da bondade?

A paixão por progredir no bem deve nortear toda a nossa vida. Há muitos projetos no nosso coração, mas o nosso principal programa de vida precisa ser o de praticar o bem incondicionalmente. É claro que isso não é fácil; é tarefa de toda uma vida, mas, à medida que nos dispomos a fazer isso, a graça de Deus vem em nosso socorro e pouco a pouco vencemos o nosso egoísmo.

Talvez você se pergunte: “E o que eu vou ganhar com isso?” Vamos ganhar a vida eterna, porque só colhemos o que plantamos. Se plantamos o bem colhemos o bem; se plantamos o mal colhemos o mal.

A melhor maneira de vivermos unidos ao Senhor é nos exercitando sempre em realizar o bem a todos. Dessa forma, podemos, com o coração cheio de gratidão, rezar com o salmista: “Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o Seu Nome! (Sl 33)

Obrigada, Jesus, porque Contigo aprendemos a fazer o bem.

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago - Com Canção Nova