05/08/2011

Tenha fé em Deus, pois Ele confia em você

Dunga
Foto: Robson Siqueira
Acreditar é jamais peder a esperança daquilo que você decidiu seguir. Nós precisamos ter fé, pois a vida irá exigir de nós essa postura, ao longo de toda ela.

Seja como pai de família, profissional ou amigo. Não importa, ela sempre irá cobrar de nós isso. Cabe a nós decidirmos o que realmente é essencial para nós, no que precisamos acreditar.

O segredo do sucesso de cada um de nós está na visão do invisível. Pois a fé nada mais é do que isso, acreditar no que não se pode ver e nem mesmo tocar.

Nós precisamos ter fé, e ela se tornará um alicerce onde construiremos toda nossa vida. Assim, quando chegar o momento em que não tivermos visão e estivermos perdidos, nós teremos onde nos apoiar, saberemos onde buscar apoio.

Existe um processo em nossa vida, que é justamente o contrário da formação. Que vem das forças infernais, é um processo de deformação. É isso que o mundo quer de você, destruí-lo, para que assim você não tenha em que acreditar.

O pecado tem um cheiro inconfundível, seja o das drogas, da bebida alcoólica ou do sexo. O pai que realmente se preocupa abraça seus filhos assim que entram em casa, pois cada filho tem um cheiro inconfundível e, se houver cheiro do pecado, o pai irá saber.

Hoje, Jesus está dando o primeiro passo por você, e o mais incrível, é que você não precisa dar um passo se quer. Tudo que precisa é abrir os braços e aceitá-Lo em sua vida. Fazendo isso, pode deixar todo o resto com ele, pois ele saberá onde encontrá-lo.

Independente da sua história, da sua trajetória de vida, acredite: Você nasceu para dar certo! Fazer isso depende apenas de você, da sua vontade e, principalmente, da sua fé.

Olhar para essa juventude aqui hoje, é o mesmo que olhar para o rosto de Cristo. É preciso encontrar o rosto humano de Deus no próximo, pois só assim iremos encontrar Deus em nós mesmos.

"O que te livra da AIDS não é a camisinha, o que te livra dela é a castidade. "
Foto: Robson Siqueira

Cada um dos jovens presentes aqui hoje, é a esperança do amanhã. Assim como temos esperança e fé em Deus, ele também acredita em nós e essa esperança de Deus é representada através da juventuda. Pois é ela que terá a missão de continuar elevendo a Igreja.

Você é filho amado do nosso Senhor, não é possível que os vícios carnais sejam mais fortes que você. Mude seu vício, deixe as drogas, a bebida alcoólica e o sexo e vicie-se na comunhão.

O corpo de Cristo é o maior e mais poderoso vício que podemos ter. Quem prova dele, de coração aberto, jamais conseguirá deixá-lo.

Contra tudo isso, nada é mais eficaz que o amor, o amor que sempre perdão, que nunca mente, que é paciente, o amor que jamais acabará.

Transcrição e adaptação: Gustavo Souza

04/08/2011

O ciúme exagerado

Que o passado não seja o determinante do nosso presente

A língua grega classifica o Amor em três formas distintas. Eros: amor romântico, é caracterizado quando se ama além do amor philos-amizade, aplica-se a relacionamentos bem como a união. Philos: amor virtuoso e desapaixonado. Denota amor entre amigos e familiares. Ágape: afeição mais ampla que o Eros, sentimentos não carnais. Na literatura bíblica significa autossacrifício, para todos, amigos ou mesmo inimigos.

No "sentimento da paixão" predomina a forma "Eros", caracterizada pela atração física, desejo, contemplação da beleza. É um amor que busca recompensa, ainda que seja simplesmente da presença da pessoa amada. A pessoa apaixonada pensa em satisfazer suas expectativas no (a) parceiro (a).

O Eros é a face que melhor representa e torna possível a aspiração que o próprio Senhor depositou no gênero humano – em ter alguém único (a) e que o (a) complemente: "Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne" (Gn 2, 24). É vocação, inscrita no íntimo do ser: "A vocação para o Matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme saíram da mão do Criador" (Catecismo da Igreja Católica, n. 1603).

A afetividade e sexualidade pedem complemento, por isso necessitamos nos relacionar com outras pessoas. Mas, no caso da vocação ao amor esponsal – apaixonado - , com a capacidade de amar Eros, é natural que vislumbremos o (a) outro (a) como parte de nós. Isso é maravilhoso, é um chamado dado pelo Senhor, é o desejo de Deus para o ser humano. No entanto, se não bem compreendida e experienciada por um coração, da capacidade de amar pode derivar-se a tendência em ter um sentimento de posse em relação ao (à) parceiro (a) e não de complemento.

Quando se tem um relacionamento amoroso com alguém é natural sentir ciúme. Afinal, estabelecemos um compromisso com a outra pessoa, no qual entregamos algo de nós muito precioso, que passa a não depender mais dos nossos cuidados. Para o (a) amado (a), confiamos a nossa verdade, a honra e os afetos. Consideramos a outra pessoa como esse complemento, parte de nós mesmos, extensão do nosso ser, ou no caso do namoro, um aspirante a ser tudo isso em nossa vida, que o vai recebendo aos poucos.

Em certos momentos, o amor Eros, que trazemos, se manifestará na forma de querer preservar esse sagrado e, consequentemente, o vínculo que temos. Queremos nos certificar de que a outra parte também cuida e se importa, tanto quanto nós mesmos, para preservar o afeto e o compromisso existentes entre nós.

Sabe aquela espiadinha básica para ver se nada está sofrendo ameaça? Agimos assim, como que dizendo: “Por favor, conserve o que eu sinto por você, porque o que tenho dentro de mim é precioso demais e estou lhe entregando! Você vai zelar por tudo isso?”

O problema é quando esse sentimento torna-se exagerado, daí provem aquele ciúme que destrói a relação.

Na Sagrada Escritura o ciúme é tido como obra da carne, contrário aos frutos do Espírito Santo (cf. Gl 5, 19-20). Não somente em relações amorosas, mas também no termo Philos o ciúme está presente. São exemplos disso: Caim que matou seu irmão Abel (cf. Gn 4), Saul com ciúme do amigo e servo Davi (cf. I Sm 18, 9). Esses casos também demonstram o ciúme como sinônimo de inveja, cobiça e complexo de inferioridade.

Somente na face Ágape não se contempla o ciúme: “O amor não tem inveja” (cf. I Cor 13, 4). São Paulo usa o termo Ágape neste capítulo todo. O ciúme, neste aspecto, é definido como: reação diante de uma ameaça real ou imaginária. É causada por projeções de experiências negativas, baixa autoestima e imaturidade emocional.

Para não sofrermos desse impulso doentio na emoção será necessário trabalharmos a nossa cura interior no coração. Que o passado não seja o determinante do nosso presente e futuro. A vida se renova a cada dia e a todo instante há uma chance de escrever uma nova história. Que as dores de outrora sirvam apenas como experiência para caminharmos de forma mais acertada daqui em diante. Se algo vivido no passado ainda causa medo ou não permite avanço numa área de nossa vida, é hora de buscarmos auxílio. A cura interior deve ser psicológica e espiritual.

Aqui cabe a busca de sanar os três pontos acima citados: projeções negativas, imaturidade emocional e baixa autoestima. Reveja sua história, “o que é, o fato e de onde parte” a causa da insegurança. Dentro desse processo, deve também acontecer:

O aprendizado em acreditarmos na verdade – Os fatos da realidade deixam rastros nos elementos onde quer que passem. Se ele (a) não lhe é fiel, uma hora isso virá à tona. De nada adiantará a supervisão e a neurose de encontrar evidências de traição ou desleixo da outra parte. Jesus afirma a verdade como regra, princípio e lei espiritual: "Porque nada há oculto que não deva ser descoberto, nada secreto que não deva ser publicado" (cf. Mt 4, 22).

É preciso respeitar a liberdade da pessoa amada – Não somos donos de ninguém. Temos um compromisso, mas não podemos determinar nada na vida do outro. O ponto ideal é que o (a) parceiro (a) se sinta livre. Liberdade gera equilíbrio por não querer mudar a outra pessoa no que ela é, mas em perceber sua responsabilidade no compromisso que ele (a) tem com você, sendo espontâneo (a).

Reflita sobre isso. Posso dizer que a pessoa que amo tem responsabilidade em nosso compromisso? As atitudes dele (a) com as quais não concordo realmente ameaçam o relacionamento ou são pontos que trazem desgosto e desconfiança por uma possibilidade remota de ele (a) me substituir por outro (a), ou por um outro afazer e entretenimento?

Seja curado por seu relacionamento e não uma pessoa doente afetivamente. O que é de cada um, aquilo que Deus tem para nós, virá de uma forma ou de outra. Se hoje algo nos escapa pelas mãos, significa que não é verdadeiramente parte de nós. Então, para que se agarrar a isso tão firmemente?

Guarde a força do seu coração para os sentimentos que realmente valerão a pena. O ciúme exagerado é um desgaste desnecessário.

Deus o abençoe!

03/08/2011

O perdão

Perdoar passa pelo coração e depois pela inteligência

O perdão começa sempre em nosso coração. Passa depois pela nossa inteligência. É uma decisão! Depois de concebido no coração e gestado no pensamento, ele [perdão] ganha vida por uma decisão irreversível e explícita. Enquanto não perdoamos, perpetuamos a falsa ideia de que a vingança e o ódio podem ser remédios para curar nossa dor, a vingança parece ser mais justa do que o perdão. Mas é só na hora. A longo prazo suas consequências serão terríveis e cruéis.

O perdão afeta o presente e o futuro, mas não pode mexer no passado. Não adianta nada querer sonhar com o passado melhor ou diferente. O passado foi o que foi. Não há o que fazer para mudá-lo. Podemos e devemos assimilá-lo e aprender o que ele tem a nos ensinar. Mais do que isso é impossível.

A esperança por um passado melhor é uma ilusão do encardido [demônio]. Ele é o grande especialista em passado. Jesus, ao contrário, nunca fez nenhuma pergunta sobre o passado de nenhuma pessoa. Ele nunca fez uma regressão ao passado com ninguém. Nem mesmo com aqueles que tinham sérios problemas afetivos e até sexuais. Parece estranho que o Senhor não tenha realizado uma sessão de cura interior das etapas cronológicas com Maria Madalena, Maria de Betânia, a Samaritana, Zaqueu, Pedro, Tiago e João, Judas e tantos outros que, por suas atitudes, demonstraram carregar sérios problemas oriundos da infância e mesmo na gestação.

Cristo não retomava o passado porque sabia que a única coisa que podemos fazer em relação ao passado é enxergá-lo de um jeito novo e aprender com o que ele tem a nos ensinar. Mas isso se faz vivendo intensamente o presente e projetando o futuro. Jesus foi o grande mestre do perdão. Ele nos mostra que o perdão não acontece de uma hora para outra e nem pode ser uma tentativa de abafar ou simplesmente ignorar essa dor. O perdão é um processo profundo, repetido tantas vezes quantas forem necessárias no nosso íntimo. A pressa é inimiga do perdão!

O perdão nos ensina a nos relacionar, de modo maduro, com o passado. Não é um puro esquecimento dos fatos, nem sua condenação. Não é a colocação de panos quentes e muito menos a tentativa de amenizar os acontecimentos. Perdoar é ser realista o suficiente para começar a ver o passado com os olhos do presente, voltados para o futuro.
Quem não perdoa não consegue se libertar das garras, interiores e exteriores, daquele que o machucou. Mesmo que seja necessário se afastar, temporária ou definitivamente, dessa pessoa, só podemos fazê-lo num clima de perdão.

Antes de colocar para fora do nosso coração alguém que nos machucou é preciso perdoá-lo. Sem perdão, essa pessoa vai permanecer ocupando um espaço precioso de nossa vida e continuará tendo um poder terrível sobre nós.

Do livro "Gotas de cura interior".

Padre Leo, SCJ

02/08/2011

Saudade

Quando as boas lembranças invadem a alma

É assim que o padre Fábio de Melo define o chamado de quem compõe, escreve ou canta: a tentativa de aproximar o coração humano do coração de Deus. Nesses dias, senti muita saudade... Isso me fez dar mais atenção a esse tema, que sempre foi fonte de inspiração para lindas e importantes obras de arte ao longo da história.

Mas o que seria saudade? Será aquele sentimento que chega de mansinho e invade a alma, arrastando-nos, por um instante, a pessoas e lugares, que passaram por nossas vidas, os quais agora estão distantes? Acredito que saudade seja muito mais que isso!

Talvez seja aquela certeza que, lá no fundo da alma, nos garanta: valeu a pena! Quando vivemos com intensidade as oportunidades que Deus nos dá, as pessoas e os fatos não passam como o vento em nossa vida... Eles levam um pouco de nós consigo e deixam um pouco deles conosco. Esse pouco ou, às vezes, muito, do que é deixado em nós, é que desperta em nós, de vez em quando, o sentimento que chamamos de saudade. Padre Fábio ainda afirma: "De todas as certezas que possuo, esta é a mais bela: sou metade incompleto, que só a eternidade poderá preencher, não posso negar: o meu coração tem saudades do céu... deseja voltar". De todas as saudades, acredito que esta seja a mais real e a menos compreendida: Saudade do céu!

Santo Agostinho, a meu ver, é quem melhor consegue explicar esse sentimento, quando diz que o homem nasceu do coração de Deus e permanecerá inquieto enquanto não retornar a Ele. Talvez, seja por isso que saudade traz em si um misto de eternidade. Mas, como lidar com esse sentimento sem sufocá-lo nem deixar que ele nos maltrate quando se trata de algo com o qual precisamos conviver? Primeiro, devo concordar com o diácono Nelsinho, quando diz: "Só se tem saudade do que é bom!"

Portanto, se esse sentimento lhe trouxer alguma sensação ruim, o maltratando e o arrastando para a tristeza, merecerá outro nome. Saudade, cuja essência é um sentimento ligado a algo bom, deverá, portanto, trazer-nos alegria e inspirar-nos coisas boas, trazendo-nos paz, mesmo que seja uma paz inquieta. De maneira simples, lido com a saudade comunicando-me como e quando posso com os entes queridos. Está provado que a comunicação ameniza esse sentimento [saudade].

Quando não posso mais me comunicar com alguém, como é o caso do meu pai, que já está na eternidade, rezo por ele e procuro lembrar dos momentos bons que vivemos juntos, das histórias que ele me contava, dos conselhos que me dava e de tantos outros fatos. Essas boas lembranças me alegram a alma. Só se tem saudade do que é bom! Deus é bom, talvez seja por isso que nosso coração tenha tanta saudade d'Ele.

01/08/2011

É possível superar!

É penoso ver desmoronar nossos sonhos e idealizações

Virtuoso na vida é quem sabe fazer uso até dos próprios sofrimentos para crescer. Lutas e dores todos enfrentamos, contudo, nem sempre todos conseguem destas extrair a vida e o conhecimento devidos.

É penoso ver desmoronar nossos sonhos e idealizações. Mais angustiante ainda é ver a vida passar, sabendo que perdemos algumas tão sonhadas oportunidades… Principalmente no tocante às pessoas que nos são caras. A saudade de quem se ama, se não for bem digerida e saboreada, deixa no coração centelhas de ausência e abstração.

Não há flores no inverno, entretanto, o frio também possui sua específica beleza. Ele possibilita a reflexão acerca da falta que nos faz as cores da primavera.

Momento de dor é momento de crescer, de se cuidar e, singularmente, de valorizar o que se tem e o que se é. O sofrimento é uma fina oportunidade para repensarmos a vida e nos avaliarmos, colocando cada coisa em seu devido lugar.

O silêncio e o vazio – que a ausência e suas nuances provocam em nós – é por vezes desesperador, porém, diante dessa realidade temos a oportunidade de juntar nossos "pedaços existenciais" e recomeçar.

Até mesmo o Nazareno chorou quando experienciou a dor provocada pela morte de Seu amigo Lázaro. Ele enfrentou, como nós, a dor da perda, revelando-nos que não é proibido sofrer e chorar. Diante de tais desventuras temos o direito de sofrer, mas, não de estacionarmos em nossa dor. Ao contrário, somos convidados a conscientemente construir os alicerces para sua superação.

Todos perdemos em um determinado momento de nossa história: amigos, amores, empregos, entes queridos, enfim, perder é uma realidade própria de quem é gente. Quem só quer vencer na vida nunca se permitirá crescer com o ensinamento que somente a perda pode lhe acrescentar.

A maturidade se esconde no ato de quem não entrega à revolta e que busca não “entregar os pontos” diante de perdas e dores. Quem não estaciona na tragicidade da ausência, mas procura empregar/construir um sentido à sua dor, terá sempre a concreta possibilidade de no céu dos dias alçar voos bem mais altos…

Muitos dos grandes vitoriosos da história alcançaram seus êxitos a partir de momentos de grande tribulação. Estes souberam fazer do sofrimento um “trampolim” que os possibilitou avançar e crescer.

O próprio Jesus nos ensina a crescer com a dor. A Sua grande vitória, a Ressurreição, teve por alicerce a cruz e a desventura evidenciando assim que a cruz não é somente um lugar de morte, mas também de vida e superação.

Cruz é lugar de superação e vida nova. E no madeiro não estamos sozinhos, pois o Crucificado por excelência se aventura conosco, nos revelando – no auge da dor e penumbra – que existe sempre uma maneira concreta para crescer e superar.

É possível superar, sempre o é!

29/07/2011

Você tem solução!

O Senhor está dizendo a todos que a graça da conversão precisa ser consolidada! Quando o Senhor nos fala, não é para nos apontar o dedo e nos condenar. Pelo contrário, Deus não quer a morte do pecador, mas sim, que ele se converta e viva.

"Esses fatos lhe aconteciam para servir de exemplo e foram postos por escrito para instruir a nós, a quem coube o fim dos tempos" (I Cor 10,11).

Os fatos foram escritos para nossa advertência! A verdade é esta: o Senhor não está querendo castigar o Seu povo, pelo contrário, a briga d'Ele não é com o Seu povo, não é conosco, não é contra a humanidade vítima da tentação; a briga do Senhor é contra o inimigo... E você sabe quem é o verdadeiro inimigo.

O maligno constrói um castelo bonito, como aqueles que as crianças fazem na praia: um castelo de ilusão, malícia, corrupção, cobiça, ganância, impureza, pornografia, obscenidade. Ele parece até pomposo e firme, mas é de areia. Construído o castelo, ele mesmo vem e faz como as crianças: derruba tudo e dá risada!

Infelizmente, muitos foram vítimas de uma afetividade desviada e fraca. Muitas moças carentes de amor, porque não foram amadas na família, buscaram compensá-lo em relacionamentos errados.

Não podemos permitir que o inimigo deboche do nosso Deus, nos usando como vítimas; não fomos feitos para isso. Não deixe o inimigo continuar debochando do Senhor e rindo de você! Não estrague sua vida! Talvez você não tenha percebido ainda, pois no começo é “aquele embalo”. Parece tudo muito bom e muito gostoso, uma linda aventura! Mas você está sendo ingênuo e iludido pelo inimigo. Talvez você nunca tenha encontrado alguém com quem pudesse abrir o coração e falar da sua situação, sem receio. Alguém que levasse você a sério e acreditasse na sua recuperação.

Ouça o que o Senhor lhe diz: “Você tem solução!”

É preciso recorrer aos meios que Ele lhe dá, mas é importante também a sua decisão. Se você já foi vítima, vai precisar de muito empenho para lutar contra o pecado, como se luta contra qualquer outra doença. Se a moléstia se alastrou, é preciso um tratamento muito mais sério ainda. Não existe problema sem solução e o Senhor quer dar uma solução para você. A solução não é “assumir”, partindo para o desregramento, mas é resolver. É decisão, é luta, é garra, é oração de cura interior e, se forem necessários, remédios e terapias. E se a doença perdurar, reaja e continue a lutar! É loucura pensar que no campo da sexualidade tudo é permitido.

(Trecho extraído do livro "Homem e mulher em sintonia" de monsenhor Jonas Abib)

28/07/2011

O milagre da solidariedade

Nós cristãos temos a obrigação de ser exemplo aos demais

Durante toda nossa vida, fazemos repetidamente muitas coisas, que misturadas à mecanização daquilo que já estamos habituados a fazer, passam despercebidas. Do nosso lado, há uma imensidão de pessoas sedentas de um olhar de cuidado, esquecidas nos leitos de hospitais, nos asilos ou nas cadeias; todas ansiando pelo milagre da presença de alguém, mesmo que seja de um estranho por breves minutos.


Embora se compreenda a eficácia de se viver em grupos, muitas vezes, na civilização moderna o que se constata é a uma maior intimidade com o comodismo e o individualismo e a menor disponibilidade para a solidariedade. Poucas pessoas desse universo estão dispostas a ser solidárias, especialmente com os desconhecidos, e a disponibilizar em favor do outro um pouco de seu tempo.

Quase sempre a falta de atenção para com o outro é camuflada sob a desculpa da pressa, a qual, muitas vezes, nem existe. Temos a impressão de que muitas pessoas, por vezes, preferem viver a independência, fechando-se para o outro, e com a rarefação dos bons propósitos, a caridade se torna um peso em vista da renúncia a algumas horas de lazer que precisariam fazer.

Dessa forma, a bondade apenas é aplicada àquelas pessoas que, de algum modo, lhes são convenientes ou que lhes podem retribuir algum favor prestado. E a fim de evitar um contato mais fraterno com aqueles que poderiam fazer o seu dia diferente fecham as portas para qualquer possibilidade de mudança.

Numa conhecida passagem bíblica, o milagre para um paralítico aconteceu quando alguns de seus amigos resolveram descê-lo, por um buraco aberto no telhado, junto a Jesus (cf. Lucas 5, 17-20). Muitos outros milagres poderão acontecer hoje ao minimizarmos a fome, o frio, a discriminação social, a inimizade, guerras e perseguições… Quando a virtude da solidariedade se tornar mais presente em nossa vida.

Rompendo com o individualismo, que ganha a cada dia mais espaço, devemos, como cristãos, acolher as exigências de algumas regras básicas, necessárias, já estabelecidas há mais de dois mil anos por Cristo para vivermos verdadeiramente como irmãos. Assim, o milagre da vida nova vai acontecer quando decidirmos ceder ou reavaliar aquilo que fixamos como ‘meu fundamento’, ‘minha verdade’ ‘meu jeito’, etc... Dessa forma, a luz do amor, que jamais acabará, vai dissipar as sombras que ofuscam o brilho de nossas almas que clamam viver em comunhão no mesmo amor.

Nós cristãos temos, de fato, a obrigação de ser exemplo aos demais.

27/07/2011

Como trabalhar a dor de uma perda?

Não tente mascarar a realidade e os seus sentimentos

A nossa vida é cheia de perdas e lutos, de altos e baixos. A maior dor, porém, é a perda de alguém muito querido, como pai, mãe, esposo ou esposa; alguém com um laço afetivo muito forte. Geralmente, associamos a perda ao luto, mas existem situações em nossa caminhada que são tão intensas que vivemos uma perda como um luto. Um exemplo são as separações, as mudanças de cidade ou trabalho, o término de um namoro, a mudança de escola, decepções, traições etc. É uma dor que precisa ser enfrentada com realismo e muita ajuda pessoal, espiritual e, muitas vezes, acompanhada por algum profissional ou alguém que tenha condições de vencer conosco estes momentos difíceis. Quanto mais próxima a pessoa ou a situação que se perde, mais difícil e delicado é o processo de recuperação. No entanto, é possível viver bem e superar esses momentos de perdas e lutos.

Há quase 4 anos eu passei por uma grande perda, o falecimento de meu pai. Eu estava sozinho em casa, minha mãe em um Retiro de Oração e meu irmão em uma viagem para o Sul. Fato curioso, ambos estavamos em encontro de silêncio e muita reflexão devido a Retiro, Terços e participações em Grupos de Oração. A minha mãe estava retiro de cura interior, graças a Deus! Minha mãe não estava conseguindo na dinâmica do retiro, porque estava muito agitada e com muitas dores de estômago e de cabeça. Já eram sintomas de uma perda mal vivida, eram sintomas patológicos de algo que estava se passando na alma dela, em seu meu coração, a dor da perda, da ruptura... Ela no passado não tinha ainda vivido, de verdade, o luto de sua mãe, porém passou no luto de pelo meu pai.

Neste Retiro ela descobriu quando os acompanhadores conversaram e oraram muito por ela. Foi um atendimento libertador, tanto espiritual como psicológico, pois ela estava com duas situações. Mas ela detectou que eu ainda não tinha vivido o luto, a ruptura, eu ainda estava e tinha o direito de estar de luto pela perda do meu pai.

Espiritualmente, eu também me preparei, entendi e vivi a esperança da ressurreição, mas o meu psicológico, emocional e também o físico estavam reclamando mas em oração eu sentia: "O senhor está de luto, tem o direito de chorar, de querer ficar só, de querer o silêncio, é normal. Precisa aceitar que teve uma grande perda, um vínculo afetivo fortíssimo que é o seu pai.

A psicologia diz que é necessário dois ou três anos para você se recuperar totalmente da perda, da ruptura de alguém tão próximo como pai, mãe, irmão, esposo (a). E quando o vínculo afetivo é intenso e verdadeiro, o processo é longo, é preciso assumir e respeitar com muita paciência”. O meu corpo não estava preparado para aquilo, pois, muitas vezes, fazemos essa separação e nos esquecemos de que a nossa pessoa é um todo. Daí, podem ocorrer algumas enfermidades patológicas por somatização, pois não me permiti sofrer, chorar e sentir psicologicamente a dor da ruptura, da perda.

Corre-se um grande risco de negar os sentimentos de decepção, de raiva, de não aceitação da morte. Isso gera dentro da pessoa um processo de revolta consigo e com Deus, de falta de perdão. O nosso corpo será o último a pedir socorro, a sofrer e a manifestar em pequenas e grandes enfermidades; era o que eu estava sentindo no estômago e na cabeça.

Se você perdeu alguém ou teve uma grande ruptura na sua vida, é preciso realizar um processo de aceitação e relacionar-se com essa perda, com a dor da morte. Alguns passos para retomar o processo para viver bem as perdas e o luto:

1º - Assumir que você tem direito de estar de luto, de chorar, de querer se recolher, de sentir a dor da ruptura. Não tente mascarar a realidade e os seus sentimentos. Isso é natural, querer fugir disso é problema na certa;

2º - Dar nome aos seus sentimentos: dor, saudade, decepção, revolta; pois você esperava outra coisa e até um milagre, a recuperação, a reconciliação;

3º - Perdoar e reconciliar-se com todas as situações que envolveram essa perda: perdoar a pessoa que faleceu, por ela ter ido desta forma tão cedo, por ter se separado de você, por não ter se despedido etc. Perdoar Deus por ter permitido essa morte ou essa perda, por não ter realizado o que você tanto pediu. Perdoar as pessoas que estavam vivendo com você este momento, médicos, parentes, instituições. Perdoar a si mesmo por ter se exposto, por não aceitar o processo natural e não se permitir sofrer.

4º - Tomar consciência de que Deus está no controle de todas as coisas. O desejo dEle não é a morte nem o sofrimento humano, mas acontece no “tempo de Deus”, pois Ele sabe o que é melhor para nós. A providência é a sabedoria de Deus que rege todas as coisas, a visão dEle não é limitada como a nossa. Deus não erra e sempre nos vê com amor!

5º - Guardar uma verdadeira imagem da pessoa que se perdeu. Quando se perde alguém, é costume preservar a imagem da pessoa, mas o exagero da memória de quem morreu ou foi embora não nos ajuda a recuperar o luto, a perda. Por isso, é essencial guardar a verdade das pessoas, as qualidades e os defeitos. Não é só porque morreu, que se tornou santo: “Ah, fulano era tão santinho! Só tinha alguns defeitinhos de nada!”.

“Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: 'onde o pusestes?'. Responderam-lhe: 'Senhor vinde ver'. Jesus pôs-se a chorar. Observaram por isso os judeus: 'Vede como ele o amava!'” (Cf. Jo 11,1-45).

Neste episódio da morte do amigo Lázaro, Jesus manifesta seus sentimentos por ele e por suas irmãs Marta e Maria. Viver bem e sem mascarar nenhum sentimento ou momento que possamos estar vivendo, enxergar-se como parte de um todo e não como o centro de tudo. Reconciliar-se com você mesmo e com toda a sua história, como uma grande história da iniciativa amorosa de Deus. Harmonizar corpo, alma, psíquico e espírito; isto é viver com sabedoria.

Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11,25).

Oração: Senhor Jesus, também sofrestes perdas e luto. Ajuda-me com o Seu Santo Espírito a viver bem e com equilíbrio todas as etapas de minha vida, os lutos e as perdas que tenho tido na minha caminhada. Ensina-me a perdoar e a pedir perdão, a ser desapegado das coisas e das pessoas. Que eu viva intensamente o amor nos meus relacionamentos e que não deixe para trás nada sem resolver. Nossa Senhora do Equilíbrio, caminhai comigo e rogai por nós.

26/07/2011

Somente os puros verão a Deus

"Felizes os puros de coração". Esse é o pedido que faremos a Deus no grupo de oração on-line desta semana. A missionária Salette Ferreira reza nesta intenção, baseada nessa passagem de Mateus 5, 8.

Tomando esse versículo a missionária reflete: "A pureza nos dá esta graça de vermos Deus em tudo e em todos. Somos chamados a vivê-la em dois âmbitos: a do corpo e a do coração.

A pureza do corpo é a castidade, esta é uma virtude daqueles que querem amar a Deus e se unirem a Ele. A de coração é a de termos uma intenção reta diante de Deus e dos homens. Um coração puro é um coração que acredita no outro, que não arma ciladas nem vinganças, é um coração desprovido de interesses próprios, ele pensa no outro.”

Salette também nos traz a perspectiva da pureza da criança, tendo como base a ordem dada por Cristo: “Eu vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança não entrará nele” (Lucas 18–17).

“Observemos as crianças, suas atitudes e a pureza com que recebem aquilo que lhes oferecemos. Seus corações ainda não foram manchados, maculados, é este o coração que somos convidados a ter”, reflete.

A missionária nos conduz a um momento de oração fazendo esta prece: "Pedimos a Ti, Espírito Santo, dá-nos um coração bem intencionado. Liberta-nos da malícia, da maldade, do rancor e do egoísmo e de tudo aquilo que mancha o nosso coração".

Ao encerrar esse momento de intercessão e unção, ela ainda nos impele a fazermos um clamor: "Peça agora que o Espírito Santo venha purificar o seu coração. Abra mão das armações, daquilo que é plano diabólico que talvez você esteja armando contra o outro. Peça a Deus a graça de ser puro de mente e de alma para que você possa experimentar esse amor de Deus.

Não se esqueça: somente os puros verão a Deus".

25/07/2011

Paixão x amor: qual a diferença?


Aquele frio na barriga, pensar na pessoa o dia inteiro, não ver a hora de encontrar o(a) amado(a). O beijo tem sabor especial, abraçar a pessoa é como se o tempo parasse… Nossa! Quem namorou sabe o que é isso: Amor!

Aquela vontade de sair com os amigos… Puxa, como ela(e) fica chata(o) de vez em quando. Nossa, parece que está com TPM! Algumas atitudes dela(e) me irritam. Meu Deus! Parece que ela(e) não vai mudar nunca… Quem já namorou sabe o que é isso: Amor?

É, a diferença entre amor e paixão vem com o tempo. No início tudo é uma beleza, todos os sentimentos de paixão florescem – o que é natural. Mas depois chega a oportunidade de saber se o que sinto pela pessoa é verdadeiramente o amor, sentimento que se põe em evidência quando diminui a paixão.

“As pessoas acham que amor é sentimento. A primeira coisa chocante no namoro é justamente quando elas descobrem que o sentimento evapora”, afirma padre Paulo Ricardo.

Muitos casais vivem momentos de crise no namoro porque aquele sentimento do início não existe mais, mas é justamente aí que entra o amor, porque o relacionamento vai amadurecendo.

A nossa sociedade, por intermédio da mídia, foi sendo formada para associar o amor a algum tipo de prazer, e é justamente neste ponto que muitos casais decidem terminar o namoro com a desculpa de que não existe mais amor. No fundo, as pessoas querem viver de sentimento.

“Você vê aquele jovem casal que acabou se se conhecer na balada. Eles estão com os sentimentos à flor da pele, com os hormônios a todo vapor. Mas daí você vê aquele casal de velhinhos de 50 anos de casados. Eu pergunto: ‘Quem tem mais sentimento?’ Certamente o casal que acabou de se conhecer. Mas lhe faço outra pergunta: ‘Quem tem mais amor?’ É o casal que está casado há 50 anos. Tanto é verdade que, muitos destes casais casados há muito tempo, quando um deles morre o outro morre logo em seguida. Por quê? Porque o amor era tão forte que um já não conseguia viver sem o outro. Certamente com 50 anos de casados, muitos deles já não sentiam a ‘paixão’ um pelo o outro, mas existia o mais importante: o amor”, declara padre Paulo Ricardo.

Portanto, nós jovens precisamos aprender a ir além dos nossos sentimentos, amadurecer nos nossos relacionamentos como namorados, porque muitos casamentos estão se desfazendo não por falta de amor, mas por excesso de paixão, nos quais as pessoas querem só o prazer pelo prazer.

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Texto escrito por:

Padre Paulo Ricardo - Comunidade Canção Nova

22/07/2011

Possuir-se para dar-se

O corpo não pode dominar o espírito

Você já sabe que amar é dar-se ao outro integral e gratuitamente para construí-lo. É a essência da vida a dois e o fermento que faz o casal crescer. Mas para que você possa se dar a alguém, livremente, você precisa possuir-se; ser senhor de si mesmo. As pessoas transformam o amor em egoísmo porque não têm o domínio de si mesmas e não conseguem dar-se, apenas tomar e receber.

Sem ser senhor de si mesmo você não consegue se dar, não consegue amar. Só consegue ser egoísta. É fácil constatar que hoje as piores doenças começam a ser do espírito e não do corpo. Cresce o número de psiquiatras e psicólogos e alastra-se a depressão. São as consequências dos desequilíbrios de um mundo onde o amor agoniza, porque o homem abandonou Deus. Maravilhado com seus feitos, o homem se adora como o seu próprio deus, por isso se deixa esmagar pela matéria.

Eis a triste realidade hoje: o homem adora as coisas e a si mesmo no lugar de Deus, e inverte a escala dos valores. Então o amor morre. Para que você possa amar de verdade, como Deus quer, é preciso que você caminhe "de pé", isto é, respeitando a primazia dos valores: em cima, o espírito; depois do racional; e abaixo do físico. Por essa razão, se o seu corpo domina o seu espírito, então você caminha de cabeça para baixo.

Os três níveis são fundamentais para a vida, mas é imprescindível que a sua hierarquia seja respeitada, sob pena de o homem se tornar um perigoso animal.

É o corpo que assume o comando quando a sensibilidade é satisfeita sem restrições, ou quando a satisfazemos com todos os prazeres da comida, da bebida, do sexo, que ele exige. Você caminha de cabeça para baixo quando é o corpo quem dá as ordens. Desse modo, vive-se como verdadeiro animal, apenas para comer, beber, dormir e gozar os prazeres do sexo.

Ao viver assim é o instinto que comanda, não a razão. Como uma pessoa dessa pode amar, como pode se dar ao outro, renunciar a si mesma se o que importa é a satisfação do "seu" corpo?