07/05/2011

Só se tem saudade do que é bom


Só consegue explicar quem já sentiu

Sabe aquela sensação de vazio interior? É sintoma de saudade. No dicionário da língua portuguesa, saudade é sinônimo de solidão. È lembrança nostálgica e ao mesmo tempo suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhadas do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las.

Mas, sinceramente, só consegue explicar o que é saudade, quem já sentiu, não é mesmo?

Sabe aquela sensação de vazio interior quando se pensa em alguém que está longe? E aquele sentimento de ausência, de estar sozinho por causa de quem se foi... Isso pode ser sintoma de saudade.

E quem nunca sentiu saudade? Saudade da comida da mamãe, saudade de brincar na rua quando era criança, saudade de um colega de escola que você nunca mais encontrou, saudade de uma época boa da vida...

Bem escreveu o diácono Nelsinho Corrêa, da Comunidade Canção Nova: "... só se tem saudade do que é bom, se chorei de saudade não foi por fraqueza, foi porque eu amei..." É a pura verdade.

A gente sente saudade de coisas boas. Acredito ser impossível existir alguém que tenha sentido saudade da época em que ficou desempregado ou do dia em que sofreu um acidente e teve que ficar no hospital, por exemplo.

Logo, sentir saudade é uma coisa boa! Isso mesmo! Vou tentar explicar...

Esses dias vivi algo interessante. Nestes dias compartilhei com meu amigo e companheiro de trabalho, o Rômulo, e estavámos falando da saudade dos nossos pais pois ambos temos nossos pais falecidos. Conversamos sobre a saudade dos tempos que eles nos ensinavam, conversavam conosco, conselhos, um abraço, as festas, os aniversários. Isso dá uma tremenda saudade todos os dias. E realmente sentimos só saudades mesmo do que é bom, pois ambos nãos entimos nem um pouco de saudade do dia que eles partiram.

Quis partilhar isso para dizer a você que não tenha medo, e não esconda suas saudades! Procure encontrar nelas um sentido para sua vida. Se a saudade é de um familiar que se foi, busque não parar nesse “saudosismo”, mas pense nas lembranças boas que ele deixou (seus exemplos) e tente encontrar nisso, forças para continuar a caminhada.

Se a saudade é de um tempo, de uma coisa, de outro alguém, busque os meio de “matar esta saudade”. Se possível, vá ao encontro deste alguém, ou desta coisa. Ao contrário, se isto não é possível, fale pra Jesus de suas saudades, daquilo que sente falta, que lhe faz sentir aquele “vazio interior”. Peça para que seus sentimentos e emoções sejam purificados, e o equilíbrio e a harmonia interior alcançados.

A letra da canção que citei acima continua assim: "... e se eu amei, quem vai me condenar? E se eu chorei quem vai me criticar? Só quem não amou, quem não chorou, só quem já morreu e se esqueceu de deitar".

Sentir saudade nos faz mais humanos, nos faz pontualizar quem somos e quem são as pessoas que vivem à nossa volta.

Um ditado popular diz que: "a gente só dá valor para as coisas quando a gente perde." Não espere perder alguém para descobrir o quanto ela significa para você. Valorize sua família, seus colegas, seu trabalho, seu namorado, noivo, esposo. E se depois de ler essas linhas perceber que nunca sentiu saudade, penso que é hora de você rever seus valores, sua postura em relação à vida.

Hoje se meu pai, João Carlos de Carvalho, estivesse vivo, ele estaria completando 64 anos. Porém vou falar com Deus de o quanto sinto saudades dele, levar flores em seu túmulo, "conversar" um pouco com ele e claro, chorar e lembrar com todo carinho e amor de tudo de bom que ele já fez e deixa saudades. E peço aos amigos muitas orações a mim e também a minha família.

Deus abençõe a todos!

06/05/2011

O Papa Bento XVI e a confissão

Esse sacramento nos permite descobrir o dom da misericórdia de Deus

Ao constatar "a crise do sacramento da reconciliação", o Papa convidou os bispos da Suíça, em visita “ad limina apostolorum”, "a relançar em vossas dioceses uma pastoral penitencial que estimule a confissão individual". O Santo Padre disse: "Pedi a vossos sacerdotes que sejam confessores assíduos, oferecendo generosamente aos fiéis horários apropriados para a Confissão pessoal; estimulai-os para que eles mesmos se aproximem com frequência deste sacramento". E "Exortai os fiéis a aproximar-se regularmente do sacramento da Penitência, que permite descobrir o dom da misericórdia de Deus e que leva a ser misericordioso com os outros, como Ele".

A confissão "ajuda a formar a consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixar-se curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito".

No dia 7 de novembro de 2006 o Sumo Pontífice falou da confissão comunitária e pediu aos sacerdotes para observar rigorosamente as normas da Igreja sobre o sacramento da Penitência, em particular as que afetam a absolvição coletiva.
E convidou os sacerdotes “a observar rigorosamente as normas da Igreja sobre a absolvição coletiva” [confissão comunitária], “que exigem situações verdadeiramente excepcionais para recorrer a esta forma extraordinária do sacramento da Penitência”.

Estas normas, recordou, são apresentadas pelo «Motu proprio» «Misericordia Dei», publicado por João Paulo II em 7 de abril de 2002. Segundo este documento, a “absolvição geral” ou “coletiva” tem um “caráter de excepcionalidade” e não se pode enviar com caráter geral, a não ser que se deem duas condições.

Quando pode ser feita a confissão comunitária, por meio da qual o sacerdote dá a absolvição a todos sem ouvir o pecado de cada um individualmente? Somente em casos muito especiais a Igreja permite isso; e não deve haver abuso sobre isso.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que:

"Em casos de necessidade grave, pode-se recorrer à celebração comunitária da reconciliação com Confissão e absolvição gerais. Esta necessidade grave pode apresentar-se quando há um perigo iminente de morte sem que o ou os sacerdotes tenham tempo suficiente para ouvir a confissão de cada penitente. A necessidade grave pode também se apresentar quando, tendo-se em vista o número dos penitentes, não havendo confessores suficientes para ouvir devidamente as confissões individuais num tempo razoável, de modo que os penitentes, sem culpa de sua parte, se veriam privados durante muito tempo da graça sacramental ou da sagrada Eucaristia. Nesse caso os fiéis devem ter, para a validade da absolvição, o propósito de confessar individualmente seus pecados no devido tempo" (CDC, cân. 962,1).

Cabe ao bispo diocesano julgar se os requisitos para a absolvição geral existem (CDC, cân. 961). Um grande número de fiéis, por ocasião das grandes festas ou de peregrinação, não constitui caso de tal necessidade grave (CDC, cân. 961,1). (§1483)

Portanto, a confissão comunitária só deve ser realizada em casos extraordinários, e assim mesmo, os que receberam esta absolvição ficam obrigados a uma confissão auricular (com o sacerdote) tão logo seja possível. O Vaticano tem chamado a atenção para os abusos que tem se realizado sobre isso.

Especialmente em tempos de Quaresma, quando o povo mais se aproxima da confissão (sacramento da reconciliação), não se pode usar a confissão comunitária por simples comodidade; “para se ganhar tempo”; seria uma violação às normas da Igreja e desrespeito ao sacramento.

05/05/2011

Deus de lado: quantas vezes não quis viver minha vida por mim mesmo?


A vida é muito grande para irmos vivendo levando-a com a barriga e deixando escolhas a serem feitas na mão de outros e a oportunidade de decidir, literalmente, ser terceirizada.

Não é à toa que o Papa, na Mensagem para o Dia Mundial da Juventude, nos chama a atenção para isso. E pede que estejamos enraizados e fundados em Cristo, firmes na fé.

O bacana é que as três palavras, sob o ponto de vista gramatical, estão no passivo: isso significa que é o próprio Cristo toma a iniciativa de radicar, fundar e nos tornar firmes. Não como uma terceira pessoa, mas como uma segunda.

Um “TU”. Alguém que não se preocupa com resultados, e sim, com lutas de amor.


Quantas vezes não quis viver minha vida por mim mesmo e busquei em Deus apenas um “paliativo” para um momento de “deprê”, ou até mesmo como um “Chapolim Colorado” que, à minha súplica, “Oh, e agora? Quem poderá me defender?” pudesse aparecer e resolver todas as coisas sem o meu menor esforço.

Deus é Pessoa que se relaciona, que quer de nós um tu a tu. Isso nos enraíza no que não passa, pois tudo passa! Deus não.

Ele nos fundamenta no que é firme, concreto e não em um modismo que, de tempos em tempos, muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre.

Sei que você (que está lendo este texto) deseja algo mais do que a vida cotidiana regular, que um emprego seguro, grana no bolso, etc., etc.. Sentimos o desejo pelo que é realmente grande e que alimenta nossa sede de eternidade e felicidade. Fomos criados para aquilo que é grande, para o infinito.

Qualquer outra coisa é insuficiente. Fomos criados para Deus. Um Deus, um Tu! E, neste tempo, que parece quererem colocar Deus de lado, precisamos, com nossa vida, proclamar: Não coloco Deus de lado, mas sim ao meu lado. Sempre comigo nas subidas e descidas da vida. Minha raiz, minha base sólida e eficaz.

Não tenho receio de contar com Ele no meu dia a dia, nos meus momentos de alegria e de tristeza. Desejo o que Ele deseja para mim, pois sei que o que Ele tem será sempre maior. Será sempre uma preparação para o céu! Assim, a vida torna-se autêntica e nunca “genérica”. Somos de Deus, estamos no mundo e desejamos o céu! Mas, antes de ir para o céu, que tal ir para Madri se encontrar com o Papa e os jovens do mundo inteiro? Gostou da ideia?


Leia mais informações em blog.cancaonova. com/revolucaojesus/
Afinal, jovem não vive explosão de louvor.

04/05/2011

Deus não aceita ser o segundo na nossa vida

Obedecendo aos Seus Mandamentos o homem será feliz e abençoado

"
Amar a Deus sobre todas as coisas"; isto é, "amarás a Iahweh teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força" (Dt 6,4). Esse amor a Iahweh se manifesta exatamente na obediência aos Mandamentos:

"Andareis em todo o caminho que Iahweh vosso Deus vos ordenou, para que vivais, sendo felizes e prolongando os vossos dias na terra que ides conquistar" (Dt 5,33). E Deus Pai manda que os Seus Mandamentos sejam observados pelos filhos e gravados profundamente no coração:

"Que essas palavras que hoje te ordeno estejam em teu coração! Tú as inculcurás a teus filhos, e deles falarás sentado em tua casa e andando em teu caminho, deitado e de pé. Tu as atarás à tua mão como um sinal, e serão como um frontal ante os teus olhos; tu as escreverás nos umbrais da tua casa, e nas tuas portas" (Dt 6,6s).

São palavras muito fortes que nos mostram, com clareza, que sem a observância dos Mandamentos de Deus ninguém será feliz sobre a terra. Basta olhar toda a miséria do nosso mundo, todas as suas lágrimas e dores, e será fácil constatar por que tudo isso ocorre; simplesmente porque o homem não quer cumprir os Mandamentos de Deus. Aquelas Dez Palavras (cf. Dt 4,13.21), que o Senhor deu a Moisés, escritas com o próprio dedo para significar a Aliança com aquele povo.

Que bom se cada um de nós escrevéssemos essas Dez Palavras no íntimo do coração para jamais esquecê-las!

Quando Deus acabou de proclamar as Suas Leis ao povo, sinal da Aliança, disse-lhes finalmente:

"Vede: hoje estou colocando a bênção e a maldição diante de vós: A bênção, se observardes aos mandamentos de Iahweh vosso Deus que hoje vos ordeno; a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos de Iahweh vosso Deus, desviando-vos do caminho que hoje vos ordeno [...]" (Dt 11,26-28).

E as bênçãos que Deus Todo-poderoso promete são abundantes:

"Se, de fato, obedecerdes aos mandamentos que hoje vos ordeno, amando a Iahweh vosso Deus e servindo-o com todo o vosso coração e com toda a vossa alma, darei chuva para a vossa terra no tempo certo: chuvas de outono e de primavera. Poderás assim recolher teu trigo, teu vinho novo e teu óleo; darei erva no campo para o teu rebanho, de modo que poderás comer e ficar saciado" (Dt 11.13-15; Lv 26; Dt 28).

Por outro lado, as maldições pesariam sobre o povo se este fosse infiel a Iahweh, não observando os Seus Mandamentos:

"Contudo, ficai atentos a vós mesmos, para que o vosso coração não se deixe seduzir e não vos desvieis para outros deuses ... não haveria mais chuva e a terra não daria o seu produto; deste modo desapareceríeis rapidamente da boa terra que Iahweh te dá" (Dt 11,16-17). "Porei sobre vós o terror, o definhamento e a febre [...]. Em vão semeareis a vossa semente, porque os vossos inimigos a comerão. Voltar-me-ei contra vós e sereis derrotados pelos vossos inimigos[...]" (Lv 26,14s). E a lista de bênçãos e maldições é longa... Veja Deuteronômio 28. A escolha depende de cada um de nós...

A Moral católica está fundamentada nos Dez Mandamentos; por isso, a grande necessidade de serem observados. Toda a terceira parte do Catecismo da Igreja Católica ensina sobre isso.

A Lei de Deus está registrada nos Mandamentos do Senhor. Sendo obedientes a eles o homem será feliz e abençoado. Santo Agostinho afirma que Deus os escreveu nas duas pedras, porque o homem já não os conseguia ler em seu coração, endurecido pelo pecado.

03/05/2011

Quem está com Cristo é a favor da vida


Dom Bosco teve sonhos proféticos.
Um deles foi assim: ele viu a barca da Igreja em meio a uma grande tempestade: ondas encapeladas, um vento terrível. Na frente da barca da Igreja estava o Papa, de braços abertos, conduzindo-a. Atrás dele estava a cristandade enfrentando toda aquela tempestade.

O santo italiano observou que o Santo Padre estava conduzindo a barca para uma direção. Ele viu duas colunas. Em cima da coluna menor estava a imagem de Nossa Senhora, e em cima da coluna mais alta estava a Eucaristia. Quando a barca da Igreja se colocou no meio daquelas duas grandes colunas todo o mar se acalmou! O que Jesus disse aconteceu: “A Potência da morte não terá força contra ela” (Mt 16,18).

Esse sonho é profético! Se a barca da Igreja, hoje, está nessa tempestade, é porque a família está na tempestade, é porque a família está em tempestade! A Igreja é formada pelas “igrejas domésticas”, que são as nossas famílias.

“Eu vim para que os homens tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Deus não quer apenas filhos para esta terra, mas quer uma multidão de filhos com Ele, na eternidade. Deus quer “vida eterna”. O plano do demônio é acabar com a vida: a vida nesta terra e a vida eterna. O próprio Jesus atesta que o maligno é assassino: “desde o princípio ele se empenhou em fazer morrer o homem” (cf. Jo 8,44). Ele faz isso por inveja:

“Ora, Deus criou o homem para ser incorruptível e o fez imagem daquilo que lhe é próprio. Mas, pela inveja do diabo, a morte entrou no mundo e a experimentaram os que são do seu partido” (Sb 2,23-24).

Quem está com Cristo só pode ser a favor da vida e de tudo aquilo que promove a vida! Quem está com Cristo precisa estar contra tudo aquilo que é a favor da morte. Todos os que estão no trabalho de legalizar a morte, sob qualquer forma, estão com aquele que trouxe a morte a este mundo, ou seja, o maligno.

Estamos em Cristo! Estamos com a Igreja! Estamos com o Papa! Estamos com o defensor da vida e da família! Estamos com Aquele que disse: “Eu vim para que os homens tenham a vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

No sonho de Dom Bosco, o Papa fazia com que a barca da Igreja chegasse entre as duas colunas: a Virgem Maria e a Eucaristia. É preciso consagrar a nossa família e a nossa casa àqueles que são os seus verdadeiros donos. Se você ainda não lhes deu o direito de serem os donos do seu lar, está na hora de fazê-lo! Se as coisas andam erradas, certamente é porque você ainda insiste em ser o dono da sua casa. Quem somos nós para solucionar alguma coisa!

“Vã é a salvação que vem do homem. Com Deus realizaremos façanhas”
(Sl 108,13b-14)
.

Só por Deus faremos proezas, milagres, para salvar e santificar a nossa família. É preciso dar a Nossa Senhora a chave da nossa casa e fazer com que ela seja a dona dela. Precisamos consagrar a nossa casa a Santíssima Virgem. Não precisa ficar com medo! A primeira coisa que Maria vai fazer quando você a constituir dona da sua casa é entronizar Jesus nela!

(Trecho extraído do livro “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” de Monsenhor Jonas Abib)

02/05/2011

Não deposite fé nas coisas, mas sim em Deus


A Palavra meditada hoje está em II Timóteo 2, 22-26:

"22. Foge das paixões da juventude, busca a justiça, a fé, o amor, a paz com aqueles que invocam o Senhor, de coração puro. 23. Evita as discussões tolas e descabidas, sabendo que geram rixas. 24. Ora, não convém que o servo do Senhor viva discutindo, mas que seja manso para com todos, pronto para ensinar, paciente. 25. Com brandura, ele deve instruir os opositores, na esperança de que Deus lhes dê a graça da conversão. Assim para que conhecerão a verdade 26. e voltarão à sensatez, livrando-se do laço do diabo que os apanhou e sujeitou à sua vontade."

Outra palavra que caberia como uma luva nessa frase “foge das paixões da juventude” seria “foge das loucuras da juventude”. Muitas pessoas se perdem nessa etapa da vida, porque acham que foram criadas para curtir, perdem a medida.

As paixões não são somente entre homem e mulher, mas tudo que se torna descontrolado na nossa vida: inclinações desordenadas que nos levam ao pecado da carne, a raiva, o ciúme doentio... Precisamos fugir de maneira certa, buscando a justiça, o amor e a paz que vem de Deus.

Precisamos das paixões para viver, para a vida ter graça, mas temos que ter bom senso, tudo na vida precisa de equilíbrio. Energia mal utilizada em vez de fazer o bem, só traz coisas ruins. Quando não canalizamos nossa força para o bem, ela corre um sério risco de se deteriorar. Use sua força para ser justo, para ser honesto, para dar a quem precisa e o que lhe é de direito.

Não deposite fé nas coisas, mas sim em Deus. Comece a lutar para estabelecer a paz entre pessoas que não se respeitam mais. Se na sua casa existe gente assim, a sua tarefa é travar uma luta pela harmonia entre essas pessoas.

Você é um servo de Deus, é um filho. E aquele que é filho traz os traços do pai. Devemos ser mansos e humildes de coração com os bons e, principalmente, com quem nos incomoda. Precisamos ser um sinal de Deus Pai aqui na terra, com todos, sem distinção.

E quando conseguimos fazer isso, passamos a ter uma visão profunda da graça e da doçura do Espírito Santo. Todos perdem com brigas. Tome a decisão de não continuar uma guerra, seja com quem for. Se você não cultivar esse tipo de pensamento, você nunca mudará, nossa natureza não irá mudar!

Todo passo para crescer na graça começa com você! Nessa Quaresma Deus nos propõe um coração novo, que enfrentemos os problemas de sempre com um coração despojado de todo o mal e disponível para a mansidão.

Ninguém é manso sem ser provado, assim como ocorre com um cavalo para ser domado. É um sofrimento para quem doma e para o cavalo, mas é preciso! O Espírito Santo, para nos dar a mansidão, precisa que nos deixemos amar.

O nosso agir precisa seguir aquilo que somos. O seu comportamento precisa ser condizente com a sua fé. Se uma pessoa já experimentou a mansidão de Deus, ela também se torna apta para ter essa mesma atitude que o Senhor.

Não adianta você imaginar o céu se abrindo para você se o seu coração não estiver aberto para Deus. Enquanto você não se unir a Jesus na cruz você não conseguirá ser manso e humilde de coração.

Amém!

30/04/2011

A felicidade vem do essencial

"Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimentos. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o local estava vazio, foi até a fogueira ardendo em brasas e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o animal a abraçou com toda a sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo o atingindo. Na verdade, era o calor da tina... Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e em todos os lugares em que a panela encostava.

O urso nunca tinha experimentado aquela sensação. Então interpretou as queimaduras por seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore, próximo à fogueira, segurando a tina de comida. O animal tinha tantas queimaduras por seu corpo que, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo".

Esta mensagem foi muito importante, pois eu percebi que isso se dá também conosco. Por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser muito importantes para nossa sobrevivência, mas que, na verdade, são riscos para nossa própria felicidade. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro e, mesmo assim, nos agarramos a elas, julgando-as essenciais.

Ficamos com medo de abandoná-las, e esse medo nos coloca em uma situação de sofrimento e de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos. Tirei uma lição dessa história: para que tudo dê certo em nossa vida, é necessário reconhecermos, em certos momentos, que nem sempre o que parece ser salvação vai nos dar condições de prosseguir.

Como diz São Paulo: "Examinai tudo e ficai só com o que é bom". Tenhamos a coragem e a visão que o urso não teve. Tiremos de nosso caminho tudo aquilo que faz o coração arder de dor e não de amor. Solte a "panela"!

Que Deus nos abençõe!

29/04/2011

Jesus expressa a vontade de Deus


“Senhor, aquele que amas está doente”. Foi o que disseram a Jesus quando deram-lhe a notícia de que seu amigo Lázaro estava doente. É palavra de grande consolação! Diz-se para alguém que é realmente amado! “Ora, havia um doente, Lázaro, de Betânia, do povoado de Marta e de Maria, sua irmã. (Maria é aquela que ungiu o Senhor com perfume e enxugou seus pés com os cabelos. Lázaro, seu irmão, é quem estava doente.) As irmãs mandaram avisar Jesus: ‘Senhor, aquele que amas está doente’” (Jo 11,1-3).

Para este recado, Jesus tem uma resposta: “Esta doença não leva à morte, mas é para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela” (Jo 11,4).

Deus, por nos amar, chama-nos a crer nesta grande verdade. Jesus expressa a vontade de Deus. Seja qual for a doença ou situação que apresentamos a Deus, servirá para a sua glória, porque desta forma o Filho de Deus será glorificado.

Deus te abençõe!

(Trecho do livro "Um milagre aos nossos olhos" de Monsenhor Jonas Abib)

28/04/2011

O demônio existe?


Ele é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças

Não há dúvida sobre isso, ele existe. A Igreja diz que sim; e esta realidade é atestada pela Bíblia, pela Tradição dos Apóstolos e pelo Magistério sagrado da Igreja. Os santos confirmam a existência dele também. Não há um só santo que não tenha acreditado no demônio. Seria preciso destruir a Igreja e o Cristianismo, desde as suas raízes, para negar a existência do demônio.

No entanto, inacreditavelmente, ainda encontramos pessoas na Igreja, mesmo sacerdotes e teólogos que, em oposição ao que a Igreja ensina, têm a coragem e a desonestidade de ensinar que satanás não existe. É uma grande e terrível heresia. Por isso mesmo, em 15/11/1972 em uma Audiência, Papa Paulo VI fez a famosa Alocução "Livrai-nos do mal", na qual falou da existência do demônio e de sua ação perversa.

O saudoso Sumo Pontífice começou perguntando: “Atualmente, quais são as maiores necessidades da Igreja?” E ele mesmo responde: “Não deveis considerar a nossa resposta simplista, ou até supersticiosa e irreal: uma das maiores necessidades é a defesa daquele mal, a que chamamos demônio”. Paulo VI mostra que a realidade do pecado é uma ação perversa deste mal; “o efeito de uma intervenção, em nós e no nosso mundo, de um agente obscuro e inimigo, o demônio. O mal já não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Trata-se de uma realidade terrível, misteriosa e medonha”. E deixou claro que estão em desacordo com o ensinamento da Igreja todos aqueles que negam a existência do demônio:

“Sai do âmbito dos ensinamentos bíblicos e eclesiásticos quem se recusa a reconhecer a existência desta realidade; ou melhor, quem faz dela um princípio em si mesmo, como se não tivesse, como todas as criaturas, origem em Deus, ou a explica como uma pseudo-realidade, como uma personi­ficação conceitual e fantástica das causas desconhecidas das nossas desgraças”.

O mesmo Papa afirma que o demônio é a origem de todo o pecado que entrou no mundo: “O demônio é a origem da primeira desgraça da huma­nidade; foi o tentador pérfido e fatal do primeiro pecado, o pecado original (cf. Gn 3; Sb 1,24). Com aquela falta de Adão, o demônio adquiriu um certo poder sobre o homem, do qual só a redenção de Cristo nos pode libertar”.

“Ele é o pér­fido e astuto encantador, que sabe insinuar-se em nós atra­vés dos sentidos, da fantasia, da concupiscência, da lógica utópica, ou de desordenados contatos sociais na realização de nossa obra, para introduzir neles desvios, tão nocivos quanto, na aparência, conformes às nossas estruturas físicas ou psíquicas, ou às nossas profundas aspirações instintivas”.

“Ele é o inimigo número um, o tentador por excelência. Sabemos, portanto, que este ser mesquinho, perturbador, existe realmente e que ainda atua com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana”.

Paulo VI ensina que nem todo pecado é obra direta do demônio, mas lembra-nos que “aquele que não vigia, com certo rigor moral, a si mesmo (cf. Mt 12,45; Ef 6,11), se expõe ao influxo do “mysterium iniquita­tis”, ao qual São Paulo se refere (2Ts 2,3-12) e que torna pro­blemática a alternativa da nossa salvação”.

O maior serviço que alguém pode prestar ao demônio é ensinar que ele não existe; assim, os fiéis não se defendem contra ele, e se tornam suas vítimas fáceis.

27/04/2011

Nunca é tarde para lembrar

Os recursos que a bondade divina nos apresenta

Somos seres irrequietos, com uma curiosidade insaciável. Isso nos permite encontrar respostas para os mistérios do universo. Somos sem descanso nos nossos porquês. Até os meninos querem abrir os brinquedos, para saber como funcionam. (E nós achamos que eles estão estragando os presentes...). Mas a pergunta suprema é de cunho metafísico: qual o sentido da vida? O cristão se pergunta: de que meios posso me valer para crescer na fé? Como posso ter respostas para os anseios da alma? O que pode alimentar a minha espiritualidade? Mesmo com caridosas advertências dos bispos, muitos fiéis se aproximam de águas contaminadas pelas fantasias humanas, ou de alimentos que não contêm nenhuma substância para nos fortalecer. Refiro-me ao duvidoso apelo às visões e manifestações particulares.


"Dei leite a vocês, não alimento sólido" (I Cor 3,2).

Se numa região existem 1.000 aparições, seguramente 999 são falsas, provenientes de pessoas ingênuas, visionárias, ou até de má fé. Mas então, o que realmente pode nos ajudar à abertura para uma fé robusta?

Os recursos que a bondade divina nos apresenta são infindáveis. Começo pela Eucaristia, verdadeiro “pão do céu”, seja para adultos e até para crianças. Esse é o maná que nos sacia. Fortalece a fé e a caridade. Põe-nos em contacto com Aquele que pode encher nossa vida de esperança.

Outra ajuda estupenda é a vida em comunidade. Esta nos mostra que a “ovelha que anda sozinha, será pega pelo lobo”. Jesus, desde o começo da vida pública, juntou a Seu redor uma pequena comunidade, para a qual transmitia Seus ensinamentos e Sua graça salvadora. Hoje ainda é assim. Junto com os demais irmãos de caminhada superamos grandes dificuldades. Não esqueçamos a Sagrada Escritura, fonte perene de transmissão das bondades divinas. Ela é a alma da Teologia.


Mas, especialmente, ela nos faz entrar em contacto com a pessoa divina. O Espírito Santo de Deus nos ilumina para superarmos os entraves da nossa missão. Sem excluir muitos outros modos de nos fortalecermos no bem, falemos ainda da prática da caridade. Ajudar aos outros não faz só um enorme bem ao semelhante, mas dá um retorno benfazejo ao próprio praticante.

Enfim, vamos nos ocupar com revelações particulares somente se sobrar muito tempo. Nós vivemos preferencialmente desses 4 grandes dons.

26/04/2011

Harmonia com a natureza


É uma questão de fidelidade a valores

A harmonia com a natureza para preservação e promoção da vida no planeta é uma questão de fidelidade a valores. Fidelidade que tem um santuário próprio, o da interioridade. A consciência dita a dinâmica da conduta pessoal e social para tecer o cenário que revela a vida vivida com dignidade, e o consequente respeito à criação, dom de Deus para o bem de todos. Portanto, é indispensável ser fiel a valores que norteiam e mantêm condutas no horizonte e nas dinâmicas da pretendida harmonia com a natureza. E também as relações dignas e cidadãs, tanto no que é pessoal quanto na família e nas instituições, que organizam e configuram a sociedade contemporânea.


As reviravoltas surpreendentes da natureza são desafios que suscitam sérios questionamentos, com as indagações religiosas e os entendimentos científicos. Essas permitem planejamentos e apontam na direção de ações e atitudes que possam garantir o indispensável respeito à natureza e ao mais recôndito de sua gênese, com propósito de evitar catástrofes e dolorosos sofrimentos.

Semelhante a placas tectônicas, a consciência coletiva de indivíduos, que pautam suas vidas no compromisso com a verdade e na fidelidade aos valores que balizam a vida, se remexem. Não pode ser desconsiderado, nos muitos movimentos da história política e cultural da humanidade, o que recentemente tem merecido atenção de cientistas políticos, de lideranças mundiais, e de todos os que vivem sua vida e exercem suas responsabilidades. Trata-se de insurreições significativas do mundo árabe, alavancadas pela iluminação que vem de valores irrenunciáveis como democracia, participação cidadã, condições dignas de vida para todos, em contraposição às fortunas ajuntadas por dirigentes de governos e outros, o que perpetua situações injustas de exclusão e de miséria.


Essas insurreições, contracenando com tantos descalabros políticos, empresariais e outros, é sinal de que está reavivada na consciência cidadã a necessidade de pautar a vida na fidelidade e na vivência de valores. Valores que balizem mudanças em cenários inaceitáveis de arbitrariedades e de usurpações no exercício do poder e no usufruto dos bens da criação. Isso causa descontentamento e provoca reações que urgem e impõem mudanças mais rápidas na direção dessa terapêutica fidelidade.

Nesse mesmo horizonte localiza-se o adiamento da aplicação da Lei da Ficha Limpa, agora, apenas considerada como lei do futuro. O processo de sua interpretação merece considerações, tratando-se da Suprema Corte, que avalia, configurando um empate, decidido por um voto que considera sua imediata aplicação um desrespeito à Constituição. Cinco ministros não votaram assim, revelando que o caminho da interpretação é importante e dele se esperam avanços na direção de uma aplicação, não retardada, de normas que corrijam, imediatamente, sem delongas, os desvarios políticos, as falcatruas financeiras e as condutas de corrupção.

Insurreições do povo no mundo árabe, lutas dos movimentos populares, empenhos por normas como a Ficha Limpa, avanços jurídicos que coíbem desmandos e imoralidades e outras bandeiras, como a defesa da vida em todas as suas etapas - desde a fecundação até a morte com o declínio natural -, vão tornando patente que há um anseio, até muitas vezes adormecido no coração humano. Anseio exigente e convencido de moralização, de encaminhamentos pautados em valores com força de ressurreição e configurações novas de dinâmicas da vida. É preciso dar passagem larga a essas demandas, deixando espaços estreitos, ou quase nenhum, para entendimentos tacanhos que atrasam conquistas de instituições sociais, políticas e religiosas.

Tais sinais nos desejos de mudança têm pouco a ver com uma obsoleta compreensão de reivindicações. Especialmente aquelas, cujo discurso tem teor ultrapassado, que parecem projetar o presente num tipo de passado que teve sua vez e não atende mais às demandas contemporâneas. Entre as dinâmicas que atrasam sonhos e comprometimentos - frutos de fidelidades a valores - há uma visão estreita de interesses e necessidades de instituições e grupos sobre projetos importantes para os avanços da sociedade, fecundado por uma falta de espiritualidade e de humanismo, aprisionando pessoas que poderiam, com um pouco mais de altruísmo, suportar pesos e ajudar a levar em frente a abertura de novos horizontes para a cultura, a sociedade e as instituições todas.


É hora de gestos mais corajosos, ancorados na clarividência e na fidelidade a valores que qualificam as condutas. Gestos descolados de protestos por razões de pequenez, ou de propostas, que têm o tamanho diminuto da compreensão, fruto de um fechamento que mantém a esterilidade de determinados discursos e a função inócua de certas propostas e intervenções.

A fidelidade a valores é a meta da Campanha da Fraternidade 2011. O horizonte rico do Evangelho de Jesus Cristo é a condição indispensável para compreender o alcance e a medida justa que a vida no planeta depende dessa vivência, permitindo e mantendo o que é harmonia com a natureza.