10/08/2017

Suicídio infantil: quais situações podem levar uma criança a tirar a própria vida?

O suicídio infantil não deve ser compreendido como um desejo de morrer, mas sim de acabar com um sofrimento

Por mais que o título acima pareça ter sido tirado de um filme de ficção ou de uma realidade muito distante da nossa, saiba que não foi não! Posso dizer até que esse assunto sobre o suicídio infantil desfoca-se do imaginário da maioria das pessoas em relação ao mundo da criança, que é sempre pensado como inocente, alegre e cheio de fantasia. No entanto, na realidade, isso não é verdade, pois este assunto sobre o suicídio é atual, urgente e de grande importância; deve ser discutido em casa, na escola e também na comunidade.

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com
O suicídio entre crianças e adolescentes não deve ser visto como um tabu ou algo velado. Mesmo sendo um assunto complexo, deve ser discutido, pois os jovens precisam aprender, desde cedo, a lidar com as questões humanas, as emoções e também frustrações.
Certamente, o suicídio infantil não deve ser compreendido como o desejo de morrer, mas sim de acabar com um sofrimento.

Aumento do suicídio infantil

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo, o suicídio é responsável por uma morte a cada 40 segundos. Além disso, entre 2002 a 2012, houve um aumento de 40% na taxa de suicídio entre crianças e adolescentes (10 e 14 anos) e de 33,5% na faixa etária de 15 a 19 anos.
Esses resultados são inquietantes e nos colocam algumas questões importantes: o que faz uma criança ou adolescente pensar ou acabar com a própria vida? Seguramente, cada caso é um, e motivos diferentes podem ser apontados; no entanto, alguns fatores de risco para o suicídio entre crianças e adolescentes são reconhecidos pela comunidade científica.
Alguns aspectos psicológicos estão relacionados ao suicídio infantil, como alguns transtornos (principalmente a depressão, que tem acometido cada vez mais crianças da mais tenra idade), a esquizofrenia; sentimentos de desesperança e desamparo (pensar que as coisas nunca se resolverão e que está sozinho no mundo), traços de personalidade como a impulsividade e o uso de substâncias psicoativas (drogas e álcool). Outros aspectos também, como a violência intrafamiliar – aqui entendida de diversas formas, como a psicológica, física, negligente e sexual.

Aspectos para o suicídio infantil

A violência psicológica ocorre quando alguém é submetido a ameaças, humilhações e também privado do desenvolvimento emocional saudável. A violência física envolve maus tratos corporais como o espancamento, queimaduras, fraturas entre outros.
A negligência ocorre quando a criança é privada daquilo que é essencial para o seu desenvolvimento sadio, como alimentação, vestuário, segurança e oportunidade de estudo.
Sobre a violência psicológica associada à relação familiar também podemos destacar as dificuldades de habilidades dos pais para cuidar dos seus filhos, o abuso de substâncias como álcool e drogas (dos pais e pessoas que moram com a criança), a depressão, tentativas de suicídio ou outros problemas psicológicos, como dificuldades nas habilidades sociais, autoritarismo, estresse social, violência doméstica e disfunção familiar.

Violências contra as crianças

É importante pensar que uma criança que cresce em um lar violento está mais exposta a ter problemas mentais, mesmo que ela não seja uma vítima direta da violência. A exposição à violência conjugal também é uma violência contra a criança.
É importante termos em mente que fatores de risco não devem ser entendidos de uma forma isolada, pois, por si só, não constituem uma causa específica. No entanto, interagem num processo complexo que pode justificar o desenvolvimento de doenças mentais e até mesmo contribuir para o suicídio infantil.
Existem também os fatores protetivos em relação ao suicídio, ou seja, aquilo que vai auxiliar na prevenção de doenças e contribuir para uma saúde mental. Discutiremos isso em outro momento, mas, por enquanto, digo que incentivar as crianças e os adolescentes a falarem sobre os seus sentimentos e pedir ajuda é de grande importância!

Autora: Dra. Lisandra Borges (Psicóloga)

Apaixonei-me pelo meu amigo

Assim como o valor de um diamante se concentra na ausência de impurezas, nossos sentimentos, da mesma forma, precisam ser lapidados...

Em nosso dia a dia, estamos sempre abertos a viver novas experiências, pois sabemos que a conquista de novas amizades é algo que nos faz crescer. Dessas amizades, há aquelas com quem mantemos maior empatia e, sem grandes dificuldades, estabelecemos grandes vínculos.
Com isso, a conversa flui com facilidade, a simpatia da pessoa nos atrai e as nossas afinidades nos levam a “baixar a guarda” de nossos medos e receios. Sem perceber, está estabelecida uma reciprocidade com quem não hesitamos em partilhar nossas conquistas, vitórias, alegrias, medos, sonhos e, até mesmo, de partir em defesa dessa pessoa se necessário for.
Foto: TuelekZa
O zelo e o cuidado mútuo alimentam nossos sentimentos, estreitando e valorizando, fortemente, os laços com os quais estamos envolvidos. Isso faz com que nos tornemos cada vez mais próximos um do outro.
A íntima relação com tal pessoa poderá nos conduzir por veredas, onde a atmosfera estabelecida tiraria o fôlego de nossa razão e ofuscaria nossa visão, a ponto de acharmos que estamos apaixonados.Tomados por essa sensação, podemos nospermitir viver outro tipo de envolvimento, somente pelo fato de sermos objeto da preocupação e da atenção recebida da pessoa querida, senão da amizade.

Cuidado necessário com certas carências

A liberdade que encontramos dentro de tal relação poderá nos abalar emocionalmente, de maneira especial, se estivermos atravessando momentos delicados em outras esferas de nossos relacionamentos. Algumas vezes, podemos viver certos tipos de carências que precisam ser sanadas, a fim de não confundir nossas emoções dentro de um relacionamento que já foi estabelecido ou o que ainda está por se estabelecer.
Quais limites poderiam nos valer como alerta a respeito de outros sentimentos que poderiam emergir entre uma grande amizade que se desponta? Assim como o valor de um diamante se concentra na ausência de impurezas, nossos sentimentos, da mesma forma, precisam ser lapidados, eliminando as impurezas que podemos trazer para dentro de uma nova experiência, especialmente, quando nos sentimos perdidos no “oceano” de nossas carências.
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Tal compromisso não isenta aqueles que são apenas amigos ou outros que já vivem o compromisso de namorados; mas também aqueles que já partilham com outra pessoa um estado de vida definitivo, pois ninguém está livre das crises que poderão abrir as portas para outros tipos de afeições.
Os resultados obtidos dessa experiência poderão não ser tão tranquilos quando nos deixamos envolver pelos desejos potencializados, por outras necessidades, e não aquelas que anteriormente intencionávamos estabelecer.

Amizades bem fundamentadas e equilibradas

A linha que separa e define as fronteiras de nossos relacionamentos é tênue, mas se estabelece na clareza daquilo que buscamos fundamentar em nossas amizades, especialmente quando se trata do convívio com o sexo oposto.
Precisamos entender que as confusões de nossos sentimentos, quase sempre, estão relacionadas a algum outro tipo de cuidado que deixamos de experimentar, o qual poderia nos ludibriar com o menor gesto de atenção, recebidos da pessoa com quem estabelecemos contato.
Dessa forma, para evitar que surja, dentro de uma grande amizade, segredos que poderiam causar sofrimentos para todas as demais pessoas com quem convivemos, precisamos estar atentos a qualquer tipo de intimidade ou aproximação que não caberia no relacionamento, o qual procuramos manter com o amigo.
Certamente, a postura contrária para aquilo que os nossos sentidos clamam diante da possibilidade de um envolvimento não será fácil. Assim, a outra pessoa, percebendo os caminhos pelos quais a amizade está se enveredando e as circunstâncias pelas quais fazem crescer outros apelos, precisará também buscar forças para a retomada do equilíbrio daqueles sentimentos fugazes que ambos se encontram envolvidos e que podem esvaziar a beleza daquilo que poderia ser uma pura amizade.
Deus abençoe nossas amizades!

Autor: Dado Moura

09/08/2017

Sentimento de culpa, barreira para acolhermos o amor de Deus

O sentimento de culpa consiste em nos fazer sentir culpados quando, na realidade, não o somos...

Não quero falar sobre a culpa, mas do sentimento de culpa. Se tivermos pecado, temos que dizer: “Eu pequei, sou um pecador”. As culpas são realidades que não devem nos desencorajar, mas sim nos jogar ainda mais nas mãos de Deus, realidades que nos devem fazer encontrar o Cristo Salvador.

Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com 

Não podemos nos salvar sozinhos

O problema maior, nos dias de hoje, é sustentarmos a ideia de que não precisamos de um Cristo Salvador, porque podemos nos salvar sozinhos. Essa é toda a teoria ou filosofia – podem chamá-la como quiserem – da Nova Era, que diz não precisar mais do Salvador: “O Salvador sou eu, o Cristo está em mim!”. Não se refere naturalmente ao Cristo, que mora em nós, o Cristo pessoal. Para eles, o Cristo seria aquela força, aquela energia que está em nós: “Tanto mais eu a descubro em mim, tanto mais ela sai de mim. Portanto, eu me transformo no Deus de mim mesmo, eu me transformo no Cristo”.
Como podemos ver, temos alguma coisa que, verdadeiramente, está distorcendo e destruindo toda nossa vida espiritual. Para eles, a vida espiritual consiste em fazer experiências espirituais, experiências feitas por eles mesmos.
Ficando uma hora na frente de uma árvore, por exemplo, recebem a energia da árvore. Isso para eles é a experiência espiritual. Estamos sobre trilhos totalmente diferentes, portanto, podemos falar que a espiritualidade da Nova Era é, provavelmente, o inimigo mais sutil e sério da espiritualidade cristã dos nossos dias.
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Ferida psicológica

Dessa forma, não me refiro às culpas, mas sim aos sentimentos de culpa. A realidade da culpa é aquilo que faz São Paulo falar: “Em mim existe uma lei que não me deixa fazer o bem que eu quero, mas me leva a fazer o mal”. Essa é a sua culpa! O sentimento de culpa, em vez disso, consiste em nos fazer sentir culpados quando, na realidade, não o somos. Porém, eu digo a mim mesmo: “Deus perdoa o meu pecado, mas eu ainda vivo o meu pecado!”. Aqui temos uma grande ferida psicológica.
Encontramos muitos fiéis com esse sentimento de culpa, que podem se transformar em escrúpulos ou talvez em depressão, obsessão; muitas vezes, numa ideia fixa. Fixamos a nossa atenção num ponto, que é praticamente irreal, porque, se Deus nos perdoa, já não somos culpados. O diabo fica, certamente, festejando quando acha uma fraqueza desse tipo no homem. Ele tenta e consegue, com certa facilidade, convencer-nos de que Deus já não nos ama.

Deus nos ama e perdoa nossos pecados

“Deus me ama!” Tudo começa daqui, a caminhada para a cura começa aqui. Ela não começa no falar: “Eu sou um pecador!”, mas sim no falar: “Deus me ama, Ele perdoa o meu pecado”.
Uma vez que Deus nos ama, tentamos não pecar mais, porque o amor deve ser correspondido com amor. Portanto, o início da caminhada está aqui: “Deus me ama!” Deus não é amor? Assim o define São João! Quando existe o senso de culpa, é muito fácil que o inimigo entre de forma muito sutil para nos atrapalhar e fazer com que paremos de continuar na minha caminhada.

Autor: Frei Elias Vella, OFM Conv.

08/08/2017

Como conviver com alguém de temperamento difícil?

As dificuldades e os desafios de conviver com pessoas que possuem um temperamento difícil...

Nenhuma pessoa pode ser taxada pela característica mais evidente, ou seja, não podemos julgar alguém apenas por ter um temperamento forte. Quando pensamos em determinados comportamentos e situações, logo nos lembramos dos momentos nos quais não conseguimos lidar com determinados tipos de pessoas pelas características que elas possuem.
Pessoas consideradas “difíceis” encontraremos em todos os lugares: no trabalho, na escola, na família, na comunidade, entre nossos amigos, enfim, no convívio social sempre encontraremos pessoas com as quais teremos algumas ou muitas dificuldades.
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Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
O que popularmente chamam de “temperamento forte”, pode revelar uma pessoa determinada, firme em seus propósitos, mas também alguém que pode dificultar relacionamentos, ser dura em seus pensamentos e, muitas vezes, alguém que pode ter barreiras nos seus relacionamentos em grupo. Nosso temperamento traz características herdadas de nossos pais. Se esse “nosso tempero” é forte, logo lembramos que pode ter uma dose de “pimenta”, de “sal” e outros tantos sabores.

Peça ajuda e ajude alguém com temperamento forte

Nenhuma pessoa pode ser taxada pela característica mais evidente, ou seja, eu não posso julgar alguém apenas por ter um temperamento forte. Mas como ajudar e ser ajudado nesses casos?
Nos relacionamentos cotidianos, vamos aprendendo a perceber as pessoas e a lidar com seus comportamentos. O primeiro ponto que podemos pensar é: “Será que essa pessoa tem algum comportamento que me irrita, pois se parece em algo comigo?”. Será que você também é uma pessoa difícil? Procure, então, perceber-se, deixe de lado as acusações e passe a observar-se melhor. Ao perceber seus valores, sua forma de agir e perceber o mundo, muitas coisas poderão ser clareadas.
Claro que pessoas mal humoradas, de atitudes negativas, que apenas criticam ou para as quais o mundo sempre é ruim, pouco colaboram quando estão convivendo com os demais.
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Aprenda a compreender as pessoas

Com uma pessoa assim, é importante que sejamos assertivos, ou seja, que sejamos claros ao dizer, de forma adequada, os comportamentos dela que prejudicam aquele ambiente. Quando deixamos o fato de lado, eles podem “crescer”, e quando percebemos, todo o relacionamento pode ser perdido. Não “caia no jogo”. Você pode ter um temperamento também forte e facilmente irritar-se e até alimentar aquela situação constrangedora. Acalme-se, olhe para a situação de forma racional e dê uma resposta diferente.
Compreender a forma da outra pessoa pensar também ajuda bastante. Procure pensar antes de dizer, não reaja de forma impulsiva. Quando uma situação está muito difícil, às vezes é melhor recuar e conversar quando ambos estiverem mais calmos.

Não seja esponja

Gosto muito de uma citação do Padre Joãozinho que diz assim: “Nós precisamos viver como patos e não como esponjas. Os patos têm uma glândula que distribui óleo em suas penas para torná-las impermeáveis. Depois que eles mergulham, sacodem as penas e já estão prontos para outra. Tudo fica por fora deles, nem a água nem a sujeira os atingem. Por outro lado, quando vivemos como esponja, absorvemos tudo que as pessoas nos dizem e acabamos nos tornando complexos, cheios de ressentimento”.
Paciência e benevolência são poderosos instrumentos dos quais precisamos nos lembrar para um bom relacionamento com nossa família, filhos, amigos, trabalho, comunidade, escola. Pensemos nisso!

Autor: Elaine Ribeiro dos Santos

07/08/2017

Pessoas infernais e pessoas celestiais

É possível identificar as pessoas que são infernais ou celestiais...

Depende de nós construirmos um mundo que edifica ou destrói quem está ao nosso redor. A vida de cada um de nós pode se assemelhar às alegorias de céu ou inferno. E a nossa língua é uma grande contribuinte na construção desse nosso modo de vida. A simples fala pode destruir ou elevar uma pessoa, uma carreira, uma família, uma amizade.
A partir das conversas no dia a dia, podemos distinguir entre as pessoas infernais e pessoas celestiais.
Pessoas infernais e pessoas celestiais
Foto: Copyright: AntonioGuillem

Pessoas infernais

As infernais, adoram ver o circo pegar fogo. Repassam novidades truncadas que não lhe dizem respeito, aumentam o drama de fatos que viram ou ouviram sobre alguém, e até atualizam o antigo “leva e traz”, por exemplo copiando conversas que tiveram por e-mail ou telefone com alguém, para, agindo de má fé, “partilhar” algo que foi dito só a elas, de forma privada. Elas incitam discussões vazias nas redes sociais, comentam com riqueza de detalhes fatos ruins, complicados e difíceis da vida alheia (e geralmente, a vida alheia não está perto, nem pode se defender).
Pessoas infernais têm a vida conturbada demais, e querem espalhar essa confusão para quem está perto. Elas tem uma existência vazia de significado, não conseguem colocar emoção no seu cotidiano simples e, portanto, precisa fazer da confusão sobre a vida das outras pessoas o centro de sua própria vida. A boca fala do que o coração está cheio, vidas infernais estão com o coração magoado, frustrado, e usam as palavras para transmitir isso para outras vidas.

Pessoas celestiais

Pessoas celestiais também comentam da vida alheia, mas destacando aquilo de bom que cada pessoa tem. A sua personalidade e presença inibe comentários que destroem o outro, pois conseguem trazer um discurso de paz e fraternidade. Em uma discussão, o foco das pessoas celestiais, não é falar das pessoas, mas compartilhar pensamentos e ideias inteligentes sobre qualquer tema, não sobre indivíduos específicos. Pessoas celestiais sabem, com elegância, cortar aquela conversa que não será frutífera, nem chegará a lugar algum sobre alguma tristeza da vida de alguém. Com sabedoria, conseguem perceber que a lenha jogada na fogueira pode ser apagada com educação e afeto, e talvez até a discussão contornada com uma proposta de ação para auxiliar aquela pessoa, naquele problema que está vivendo.
A vida das pessoas celestiais não é fácil, nem vazia, ao contrário, elas tem tanto com o que preencher seu dia a dia, que lhes parece estranho gastar tempo e discurso comentando outras vidas, sem poder auxiliar concretamente.
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Seja celestial

Sabe aquela pessoa que sai de perto toda vez que alguém está fazendo fofoca, ou que interrompe a fala maliciosa com um assunto completamente diferente, quebrando a corrente infrutífera daquele papo? Isso é nobre demais, é celestial! Afinal, de fato, as pessoas são livres para falar o que quiserem, mas ninguém é obrigado a presenciar e testemunhar calado a destruição da honra e reputação de alguém, por meio de palavras, nem sempre recheadas de verdade, mas sim de muita maldade.
Pessoas celestiais até convivem com as infernais, mas não fomentam seu destaque ou crescimento, e minimizam a possível influência que essa falas infernais desejariam ter.
Conforme a gente vai deixando esses diferentes perfis se instalarem na nossa vida, nosso cotidiano pode se resumir em céu ou inferno. Depende de nós construirmos um mundo com mais ou menos gente assim.

Para, pense e mude

Você tem sido infernal? Apenas pare.
Você tem sido celestial? Multiplica, Senhor.

Autora: Mariella Silva

A fofoca rouba a cena do que é essencial

A verdade, ensinada pela fé cristã, direciona-nos ao que é essencial, em oposição à fofoca que mancha a realidade...

Um dia desses, li uma manchete, em letras garrafais, que denunciava algo da Igreja Católica. Estava lá, estampada na primeira página do jornal. Ao ler a notícia, até pensei que havia aberto na página errada. Nada da reportagem correspondia à manchete sensacionalista com um tom de fofoca.

Foto: erhui1979 by Getty Images

Um espetáculo grotesco

Outra situação que se espalha pela TV é a fofoca. Apresentadores, com um olhar malicioso, levantam suspeitas sobre este ou aquele artista. Um está para se separar, outra foi vista com um novo namorado. E por aí vai… Um pouco mais tarde, ainda na TV, a coisa fica mais animada. Uma apresentadora reúne um grupo de fofoqueiros para debater a própria fofoca. O espetáculo chega a ser grotesco. Todos falam ao mesmo tempo, gritam, saem do nada e chegam a lugar nenhum. Piora um pouco quando o sujeito que está no centro do mexerico é encontrado, por telefone, para participar da cena tentando se explicar. Quanto mais explica, mais se complica.
Os animadores desse circo preparam armadilhas, para que o entrevistado se contradiga. Se a audiência sobe, o debate é prolongado. Se a audiência diminui, são chamados os comerciais. Isso lembra aqueles macabros e violentos shows de sangue e morte que serviam de diversão ao povo romano: a luta dos gladiadores.
O ser humano parece ter essa sede de ver o outro morrer. O pior é que é uma sede insaciável! Quanto mais violento o espetáculo, tanto mais a multidão exige novidades estranhas. O martírio dos primeiros cristãos, no Coliseu Romano, jogados na arena aos dentes das feras, era apenas mais uma diversão. Pode parecer coisa do mundo antigo, mas hoje somente trocamos a arquibancada do estádio pelo sofá da sala.
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A violência como matéria-prima

Um dos propósitos saudáveis do teatro, desde sua origem, foi elevar à fantasia, à farsa e imaginação aquilo que, muitas vezes, era representado nas arenas de modo real e cruento. Seguiram-se o cinema, a TV, a internet e os jogos eletrônicos. Se pararmos para analisar criticamente o roteiro de alguns filmes que recebemos enlatados, principalmente dos Estados Unidos, perceberemos que a violência continua a ser uma das principais matérias-primas.
Mesmo o filme mais violento, deste ou daquele super-herói, é quase infantil perto das propostas incríveis dos jogos eletrônicos. Um dia desses, vi um menino de cinco anos, grudado na tela do seu computador, fazendo de tudo para vencer um jogo. Ao conseguir fazer o número máximo de pontos, gritou todo feliz: “Finalmente consegui matar a velhinha!”. Seria cômico se não fosse trágico.

Profanação da intimidade das pessoas

Até onde iremos com essa banalização da violência? Até quando seremos cúmplices da profanação da intimidade das pessoas? Você se lembra da causa da morte da princesa Diana em agosto de 1997? Ela estava fugindo dos fotógrafos, que perseguiam seu carro, na saída de um restaurante. Foi uma vítima desse tipo de atitude social que continua a fazer vítimas todos os dias.
Enquanto isso, a fé cristã nos ensina que a verdade liberta e que satanás é o pai da mentira (cf. Jo 8,44). Jesus se apresenta como caminho, verdade e vida (cf. Jo 14,6). Não precisamos simplesmente aceitar essa panaceia diária como se fosse normal. É preciso dizer uma palavra. Quem sabe acendendo a luz da verdade não haja espaço para as trevas da mentira.
Conteúdo extraído do livro “Pronto, falei!”.

Autor: Padre Joãozinho

06/08/2017

Como lidar com o meu filho homossexual?

Meu filho é homossexual. O que a Igreja me orienta a fazer?

É grande o número de pais que estão enfrentando a questão da homossexualidade de seus filhos. Muitos são surpreendidos quando o filho ou a filha diz que é homossexual e mostra o desejo de assumir essa situação.
-Como-lidar-com-meu-filho-homossexual-Foto: Arquivo CN/cancaonova.com
Os pais cristãos devem educar os filhos na fé católica; portanto, devem ensinar-lhes o que ensina a Igreja sobre a homossexualidade. Antes de tudo, é preciso saber que a vida sexual, como ensina a Igreja, só deve existir entre os cônjuges, marido e mulher, unidos pelo matrimônio:
“A sexualidade está ordenada para o amor conjugal entre o homem e a mulher. No casamento, a intimidade corporal dos esposos se torna um sinal e um penhor de comunhão espiritual. Entre os batizados, os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento” (Catecismo n. 2360) Assim, todo ato sexual, praticado fora do casamento, seja homossexual ou heterossexual, é considerado fora do plano de Deus e pecaminoso.
“Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais” (CIC 2396)

O Catecismo da Igreja fala sobre a questão da homossexualidade

A Igreja entende que muitos cristãos trazem a tendência homossexual, que nada tem de pecado, e não deve haver discriminação e desrespeito para com quem traz essa tendência. Diz o Catecismo:
“Um número não negligenciável de homens e mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Essa inclinação, objetivamente desordenada, constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Essas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição” (n. 2358).

Assista:


A Igreja considera que as causas da homossexualidade são complexas e ainda inexplicadas, mas condena os “atos de homossexualidade”:
“A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados” (CIC 2357)

Castidade

A Igreja chama todos os seus filhos a viverem a castidade, isto é, ter vida sexual apenas no casamento. Pela castidade, a pessoa que tem a tendência homossexual também pode chegar à santidade de vida:
“As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã” (CIC 2359).

O que os pais devem fazer?

Os pais cristãos devem dar a seus filhos as orientações que a Igreja nos dá, dentro do bom diálogo de pais e filhos, e nada deve impedir que se entendam e se respeitem. Se o filho, já independente de seus pais, não quiserem seguir as orientações da Igreja, os pais devem ficar de consciência tranquila se os orientou como manda a Igreja.
Diante de um filho que se declara homossexual, cabe aos pais cristãos dar-lhe as orientações da Igreja e fazer o possível para que vivam a espiritualidade cristã, baseada numa vida casta, na meditação da Palavra de Deus, na vida sacramental, na oração frequente, enfim, tudo o que lhes garanta o auxílio da graça de Deus para viver a castidade e chegar à perfeição cristã, qualquer que seja a sua tendência sexual.

Autor: Prof. Felipe Aquino