05/08/2017

Por que celebrar a Missa de sétimo dia?

Celebrar a missa de sétimo dia significa que fazemos parte do Corpo de Cristo

No santo sacrifício da Missa, sempre rezamos pelos defuntos. Geralmente, nas nossas paróquias, capelas e celebrações pelos meios de comunicação, já ouvimos, num comentário inicial, na oração da coleta e, principalmente na oração eucarística, alguém rezar pelos que morreram. Sempre rezamos pelos mortos e, de maneira especial, na Santa Missa.
Por que celebrar a missa de sétimo dia
Foto: Arquivo CN
O Catecismo da Igreja Católica, baseada em sua Tradição e na Bíblia, ensina a comunhão com os defuntos. “Reconhecendo claramente essa comunicação de todo o Corpo místico de Cristo, a Igreja dos que ainda peregrinam venerou, com muita piedade, desde os primeiros tempos do cristianismo, a memória dos defuntos; e, ‘porque é um pensamento santo e salutar rezar pelos mortos, para que sejam livres de seus pecados’ (2 Mac 12, 46), por eles ofereceu também sufrágios”. A nossa oração por eles pode não só os ajudar, mas também tornar mais eficaz a sua intercessão em nosso favor.
«Todos os que somos filhos de Deus e formamos em Cristo uma família, ao comunicarmos uns com os outros na caridade mútua e no comum louvor da Santíssima Trindade, correspondemos à íntima vocação da Igreja (CIC 958-959).”
Reza-se pelos mortos, porque é bom e salutar, ou seja, é saudável não só pela ligação afetiva com aquela pessoa que partiu, mas é saudável porque cremos que fomos batizados em nome da Santíssima Trindade, portanto, fazemos parte do Corpo de Cristo. Por isso, rezamos por aqueles que partiram, para que, não tendo morrido totalmente santo, possa alcançar por nossas preces e pela misericórdia de Deus a vida eterna (CIC 1031-1032).
Reza-se pelo defunto, oferece-se algum sacrifício para que a alma alcance a purificação, e pela fé na ressurreição. Deus, em sua imensa misericórdia, purifica as almas, toma-as para o seu Reino. Por que, então, rezar por sete dias? Ou por que uma Missa de sétimo dia?

O número sete na bíblia

O número sete na Bíblia indica perfeição. Em sete dias, Deus criou o mundo (Gn 2,2). Na história de Noé, choveu por sete dias e, depois de sete dias, Noé soltou a pomba, e a ave trouxe um ramo de oliveira que indicava o fim do dilúvio (Gn 8,10). Em relação à morte, quando Jacó morreu, José fez luto de sete dias (Gn 50,10). Em relação a um sacrifício purificador, durante sete dias deveria se oferecer um sacrifício expiatório (Êx 29,36-37). A mulher grávida que tivesse o bebê, apenas no sétimo dia estaria purificada (Lv 12,2). O leproso, para ser considerado limpo, precisaria de sete banhos de purificação (Lv 14,7).
Nos Evangelhos, Jesus fez a multiplicação dos pães com sete (Mt 15,36). Ele disse a Pedro que se deveria perdoar setenta vezes sete (Mt 18,22). No episódio com a samaritana, ela havia tido cinco maridos e o sexto não era dela, mas ela encontrou o Sétimo, Jesus, que lhe deu água viva para beber (Jo 4,1-26). Sete indica perfeição, indica um percurso, perseverança; na oração por um falecido, também se reza pelo significado do sete, reza-se para que a alma seja purificada.

Histórico da Missa de sétmo dia no Brasil

Na realidade brasileira, reza-se ainda uma Missa de sétimo dia por causa da extensão territorial. Os parentes que não podiam chegar a tempo para velar o morto vinham depois de alguns dias; assim, a Missa de sétimo dia permitia que o parente distante pudesse estar com a família e rezar pelo defunto.
Por fim, reza-se a Missa de sétimo dia, porque desde o Gênesis havia o costume fazer luto pelos mortos, por outras passagens que falam dessa realidade de purificação da alma do falecido, reza-se devido à fé católica na ressurreição dos mortos, reza-se pela oportunidade de um parente distante estar com a família do falecido e rezar com a família. Reza-se uma Missa de sétimo dia para fazer alusão ao dia que o Senhor descansou. Rezar é ainda uma oportunidade para aqueles que ficaram, louvar a Deus pelo dom da vida daquele que partiu, rezar uma Missa de sétimo dia, para aqueles que ficaram, é uma oportunidade de pensar como está a própria vida.

Autor: Padre Márcio

04/08/2017

Conheça e entenda os cinco defeitos de Jesus Cristo


Os cinco defeitos de Jesus

Esses cinco defeitos de Jesus são inspirados na obra Testemunhos da Esperança do saudoso Francisco Xavier Van Thuan, um cardeal vietnamita que cultivou a todos com seu testemunho de verdadeiro homem de Deus, que soube, com sua vida, testemunhar o Evangelho. A vida inteira de Van Than foi um grande testemunho de esperança, que enche de amor o tempo presente. Prisioneiro pelo regime comunista durante mais de 12 anos, nove dos quais ficou em total isolamento, não ficou de “braços cruzados” esperando sua libertação, pelo contrário, fez-se amigo dos carcereiros e os evangelizou com atitudes e obras.


Foto: PeteWill

Entre muitas coisas feitas na prisão estão elas: construiu para si um crucifixo, celebrou a Eucaristia com duas gotas de vinho e uma de água na palma da mão e também, neste período, escreveu três livros. Após uma vida brilhante e virtuosa, morreu vitimado pelo câncer em setembro de 2002. Por tudo isso e muito mais, está em processo de beatificação. Vejamos então quais são estes cinco defeitos de Jesus:

Primeiro defeito: Jesus não tem boa memória

Durante sua agonia, no alto da cruz, o ladrão que estava à sua direita disse: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres com teu reino” (Lc 23,42). Jesus poderia ter respondido: “Posso até lembrar de você, mas para isso terá que passar pelo menos 20 anos no purgatório, pagar primeiro pelo o que tu fez”. Como nos narra o Evangelho, não foi isso que Jesus falou. Ele disse: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso” (Lc 23,43). Naquele momento, todos os pecados daquele homem foram esquecidos.

Algo semelhante aconteceu em outros momentos, como a mulher pecadora que banha Seus pés com perfume. Jesus não perguntou nada sobre sua vida passada; naquele momento, simplesmente, Ele a acolheu. Por isso mesmo diz: “[…] Seus numerosos pecados estão perdoados, porque ela demonstrou muito amor…” (Lc 7,47).

Assim, poderia citar também a parábola do filho pródigo, em que o pai não quer saber do passado do filho, mas se alegra com sua volta. A memória de Jesus não é como a nossa, e, graças ao Seu infinito amor, quando nos arrependemos, Ele esquece nossos pecados.

Segundo defeito: Jesus não sabe matemática

A parábola da ovelha perdida demonstra claramente que Jesus não sabe matemática. Diz Jesus: “Quem de vós que tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? (Lc 15,4). Ele põe em risco noventa e nove em vista de uma ovelha simplesmente. Isso para dizer que cada pessoa tem um valor único e exclusivo. Deus ama pessoalmente cada pessoa, e Seu amor por cada pessoa ignora os cálculos humanos.

Terceiro defeito: Jesus desconhece a lógica

Certa mulher possuía dez dracmas e acidentalmente perde uma. Depois ao achá-la, convidou suas amigas e promoveu uma festa por ter encontrado a moeda perdida. Duas coisas ilógicas podemos perceber aqui. A primeira é o convite desnecessário das suas amigas, convidá-las para festejar por ter encontrado a dracma perdida. E mais ainda, talvez a festa lhe tenha custado mais que o valor da moeda perdida. Ele conclui a parábola dizendo: “Assim, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”. A lógica de Jesus difere da nossa, pois Ele não vê a multidão, mas cada um em particular.

Quarto defeito: Jesus é um péssimo marqueteiro

Ao tratarmos de publicidade, a coisa mais lógica é trabalhar com boas promessas para motivar quem quer entrar para o negócio proposto. Se o assunto é um emprego, um bom salário é uma excelente motivação. Mas com Jesus não foi bem assim. Para Seus discípulos, aqueles que estavam com Ele na missão de anunciar o Reino de Deus, que tinham deixado tudo para segui-Lo, Ele não garantiu nem o básico, isto é, nem comida, veste ou moradia.

Certo escriba o procurou com a intenção de tornar-se Seu discípulo. Ele lhe respondeu: “As raposas têm tocas e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8,20). Com isso, ele declara que a recompensa de todo ser humano não está neste mundo, mas no mundo futuro, isto é, no paraíso.

Quinto defeito: não entende de finanças nem de economia

Para compreendermos esse quinto defeito de Jesus, basta recordarmos a parábola dos operários da vinha. Ele disse em parábola que “o Reino dos Céus é como o proprietário que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha” (Mt 20,1-16). O proprietário saiu em diferente horários do dia fazendo o mesmo convite. Ao chegar o momento do pagamento, deu o mesmo salário a todos, a começar pelos últimos até chegar aos primeiros.

Imaginemos se Jesus fosse um administrador de uma empresa, de uma comunidade, de uma paróquia… Ao agir dessa forma, Ele iria à falência com certeza! É algo absurdo pagar o mesmo salário para quem trabalhou oito horas de serviço e para quem trabalhou apenas uma hora. Do ponto de vista financeiro, é injusto tal pagamento.

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Amor e misericórdia

Poderíamos nos perguntar: por que Jesus possui esses defeitos? São João nos apresenta uma resposta clara e objetiva: porque Ele é amor! (cf. 1Jo 4,16). Precisamos também compreender que a lógica de Deus é completamente diferente da nossa. Graças ao Seu infinito amor, Ele permanece fiel mesmo quando somos infiéis ( 2Tm 2,13). Para com os pecadores Jesus age sempre com amor e misericórdia.

Devemos, portanto, ficar felizes com os defeitos de Jesus, que, graças a Deus, são incorrigíveis. Por isso mesmo, não nos esqueçamos nunca que temos um Deus que nos ama com amor infinito.



03/08/2017

Vida matrimonial é um combate

Você precisa entender que o casamento é também combate. Não faça o jogo do inimigo

A vida cristã, de modo geral, é um grande combate no qual as forças do mal lutam para destruir os filhos de Deus. A vida conjugal não é diferente. Marido e esposa precisam de um grande esforço para permanecerem fiéis um ao outro.
No atendimento aos casais, observo que os casamentos têm sido infestados pelo adultério. Este tem sido um dos mais frequentes motivos de separação e divórcio.
Foto: Portishead1 / iStock. by Getty Images
Talvez você, que está lendo este texto, esteja passando justamente por uma situação semelhante e pensando: “Fui traído(a). Vou embora e não acredito mais em casamento”.
Acredite: tudo isso é tentação. Você foi vítima do seu pensamento de abandonar o seu cônjuge. Você precisa entender que o casamento é também combate. E é isso que o inimigo quer que você faça: jogue tudo para cima e vá embora. Não faça o jogo do inimigo. É preciso fazer o contrário.
Você sabe que nem você nem seu marido são anjos. Não é porque vocês se casaram, que não passarão por tentações. Reflita um pouco: será que você nunca sentiu atração por ninguém? Claro que sim! Mas, graças a Deus, você foi forte e não caiu em tentação.

Não desista do seu casamento

Se, infelizmente, o seu marido ou sua esposa caiu, não se separe. É preciso lutar para começar novamente. O inimigo conseguiu derrubar o seu marido (ou a sua esposa). Foi ele quem induziu seu cônjuge a se separar para ficar com a outra, com o outro. Você vai se perder facilmente?
Lembre-se de toda luta que você passou para se casar e lute para tê-lo de volta. Infelizmente ele(a) caiu em tentação.
Uma mulher, certa vez, recebeu a triste notícia de que seu marido a deixou para ficar com outra. Muito orante, ela resolveu interceder por ele. Perdoou-o de coração, renovou as suas promessas matrimoniais e aguardou o seu retorno. Também recebeu muitos conselhos dos amigos para que pedisse a nulidade, pensasse na sua pouca idade, pois não merecia isso. Disseram que era bom ela arrumar outra pessoa – claro que, muitas vezes, ela foi tentada a fazer tudo isso –, mas ela pediu a Jesus o retorno do seu marido. Nas Missas, colocava suas intenções, pedia a Nossa Senhora que cuidasse dele e transformasse seu coração. Os anos foram passando e ela não desistiu, até que o marido voltou.
Veja bem, ela não desistiu, não seguiu os conselhos errados. Rezou e aguardou até que Deus ouvisse suas preces. Contei esse caso para você que está passando pela mesma situação. Lute pelo que é seu. Ele é seu, porque foi Deus quem o deu a você; ela é sua, porque foi Deus quem a deu para você. Sejam intercessores.
(Extraído do livro: “Quem vos uniu foi Deus”, de Padre José Augusto)

Quais são os erros mais comuns na educação dos filhos?

Deixar o filho ser criado por tudo e por todos, menos por você, é o único erro que não deverá haver na educação dos seus filhos

“Sua mãe é quem decide.”
“Espere. Quando seu pai chegar, você vai ver, vou contar tudo a ele.”
Quem nunca disse ou ouviu essas coisas em casa, na criação dos filhos? Crenças e costumes vão tornando a prática educacional, muitas vezes, sem medida, e não se percebe os erros cometidos. A falta dessa percepção persiste e quando os pais se dão conta já é tarde. Os frutos já nasceram e, muitas vezes, só lhes resta colhê-los. Por causa dessa necessidade em perceber o que e como se está fazendo para ver os filhos educados e bem criados é que todos os pais devem render-se a fazer uma constante avaliação da sua prática educacional. Precisaria de uma receita pronta para criar filhos? Mas quem iria prescrevê-la? Pediatras? Padres? Professores? Psicólogos? Avós? Juízes? Conselhos Tutelares? Impossível!
Foto: Daniel Mafra / cancaonova.com
Seria muita pretensão encontrar uma cartilha pronta, escrita por alguém. Talvez, aí esteja um erro possível de não cometer. Ter consciência de que os pais não estão prontos e que não são perfeitos. Essa certeza os tira da condição de culpados por tudo que não deu certo na vida dos seus rebentos. E, esses filhos, por sua vez, vão exigir menos dos seus pais por entenderem que eles também erram ou que tentam evitar ao máximo os piores erros. Erros que afetam o casamento, a vida dos filhos e a si próprios. Então, mesmo sabendo que nenhuma família é perfeita, existem erros possíveis de serem evitados na educação dos filhos.

Errar ou não errar

Errar ou não errar está muito associado à concepção de homem que cada família traz consigo. A forma com que ela enxerga a vida e como ela interage no ambiente será o caminho com que conduzirá a educação dos seus filhos. Os erros que os filhos não deveriam ter persistem nas criações por causa da cultura que as famílias desenvolvem. Portanto, para muitas, não se trata de erros, mas de continuidade de experiências familiares ou da prática de valores que passaram a adquirir pelas possíveis circunstâncias da vida. É muito comum, no ambiente escolar, ouvir de um pai: “Eu bato no meu filho. Meu pai me bateu a vida toda e eu não me transformei numa pessoa ruim”.
Para identificar os erros que não deveriam fazer parte da educação dos filhos, faz-se necessário identificar as crenças que também conduzem essa relação; portanto, fiquem atentos:
Os filhos crescem e desenvolvem um comportamento por imitação ou por modelagem. A modelagem é um instrumento de modificar comportamentos por meio de intervenções e orientações da família, da escola e/ou da própria Igreja. A imitação acontece de forma natural quando o organismo seleciona comportamentos a partir do que vê, ouve, sente, toca, cheira, enfim, a partir do que percebe ou do que lhe atinge, mesmo que não tenha ainda construído um valor.
Ainda com os filhos pequenos, os pais apresentam um procedimento inadequado em relação à alimentação. Oportunizando-os a escolher o que querem comer, onde e como comer, fazem desse momento motivos de conflitos em casa, pois permitem que, quando pequenos, comam em frente à TV, deitados no sofá. Mas quando veem seus filhos crescidos, os obrigam a voltar para a mesa, porque lá é o lugar em que a família se reúne. E não era antes? O mimo excessivo gera superproteção; consequentemente, os filhos desenvolvem procedimentos que demonstram fragilidades referentes à autonomia emocional e intelectual. Eles têm quem pensem e quem sintam por eles. Esse erro se torna grave com o passar do tempo. Há pouco tempo, no Instituto de Psicologia, ouvi um pai se redimindo com sua filha: “Filha, desculpe-me por todas as vezes que fiz por você o que você deveria ter feito”.
Educação de filhos

O bom senso é a melhor medida

Os filhos precisam viver experiências mesmo que amargas ou frustrantes. Negar a dor da criança ou do filho adolescente quando acaba o namoro, por exemplo, também pode ser considerado um erro evitável. Este se encontra no campo dos mimos excessivos, mas que acabam por desqualificar o que verdadeiramente o filho está sentindo. Tudo por quê? Porque os pais não conseguem ver filhos sofrendo. Quando o filho cai, a mamãe diz: “Não foi nada, filho. Isso passa!”. Se o namorado da filha termina o namoro, a mesma mãe diz: “Que bobagem! Você está novinha, e homem é assim, vai um vem outro. Serviu de experiência!”. O que esperar dessa educação baseada na fuga e na esquiva? Também não é possível buscar a radicalidade para ajustar tais comportamentos. Nem oito nem oitenta. Portanto, a linguagem verbal ou não verbal que os familiares fazem uso, poderá ser um grande acerto ou um sério erro para se estabelecer o respeito, o amor, a confiança e a amizade entre os membros. A crítica e o elogio demais e desnecessários maculam não só a educação dos filhos, mas o ambiente doméstico. Pais que se agridem, que não se valorizam, não cuidam um do outro, apresentam aos filhos um comportamento facilmente imitado e reproduzido. O bom senso é a melhor medida. Só não insistam no erro já detectado.
Busquem dentro da família ou peçam ajuda para sair de situações que vocês pais não admitem mais no ambiente familiar. É triste ouvir o quanto os meninos e meninas, os adolescentes, jovens e até mesmo filhos adultos têm recebido rótulos, críticas pesadas por causa de alguns tipos de comportamentos que corrompem o que a sociedade espera, quando eles foram formados para agir de tal forma. Quem quer uma geração de filhos estudiosos, responsáveis, obedientes, amáveis, dóceis, cuidadores do ambiente, da natureza precisará parar de facilitar tudo na vida deles e não os levar à loucura da inabilidade social. A escola, a família, a Igreja, o Estado tendem a apressar o caminho dos homens. É importante não desistir de ensinar.
Ensinar a aguardar o pijama, a pendurar a toalha de banho no varal, tirar a feira do carro, ensinar o filho a fazer um chá quando a mamãe estiver doente, a fazer companhia aos avós. Como diz o ditado, “é de pequeno que se torce o pepino”. Em outras palavras, é de pequeno que os pais devem ser para os filhos o que estes esperam que eles sejam: autoridades do amor, da convivência, do limite, do reconhecimento, da evangelização doméstica e do trabalho.

Limites são necessários

Tapar o sol com a peneira, querendo ser amigo do filho e esquecer os limites é um caminho sem volta. Nós precisamos e buscamos limites, e quando não os encontramos em casa, nos diriam os antigos, vamos encontrar na rua e o que tem na rua.  E ai está um grande erro: não apresentar aos filhos o que tem na rua. Quando muitos a descobrem, passam a chamá-la de internet, família do vizinho, lugares indevidos, filmes inapropriados para idade do seu filho, área livre do condomínio. Deixar o filho ser criado por tudo e por todos, menos por você, é o único erro que não deverá haver na educação dos seus filhos.
É tempo de sentir-se culpado? Não. É tempo de reagir, de buscar suas próprias melhoras, mudar a forma de pensar, sair da preguiça e transformar. Pais, vocês são autoridades, vocês têm o poder de formar filhos melhores, porque Deus quer assim. Perdoem-se e perdoem aos outros, sigam conduzindo os filhos de vocês sem desistir de ensinar, de escutar, amar, exigir e ser uma família cristã.

Autora: Judinara Braz

02/08/2017

A espiritualidade de Santa Clara e o seu amor a Jesus Cristo

Conheça a mensagem de vida e espiritualidade de Santa Clara

Uma pessoa idosa pode ser modelo de vida para os tempos de hoje? Alguém que viveu, há vários anos, pode ter algo a nos dizer? Certamente, você dirá: depende. Concordo. Vida superficial não encantará ninguém. Mas quem viveu bem o seu existir, neste mundo, ou alguém que esteja vivendo bem a sua atual vida, mesmo que já tenha 80 anos, tem algo a dizer a nós, que, hoje, vivemos. Nosso Papa Francisco é muito admirado. Por quê? Principalmente pela sua coerência e liberdade. Ele é uma pessoa entregue a Deus e à Igreja. Não busca soberba nem a reputação deste mundo. Vive enamorado de Cristo e de Seu Evangelho.
A mensagem de vida de Santa Clara de Assis, cuja festa celebramos dia 11 de agosto, é atual? Eu creio que sim. Venha comigo! Vamos lhe fazer uma visita, conversar com ela e conhecê-la mais. Ela facilmente fala da sua vida e do seu amor por Jesus Cristo.
A espiritualidade de Santa Clara e o seu amor a Jesus Cristo

Conheça Santa Clara

Clara de Assis viveu de 1193 a 1253, em Assis, Itália. Aos 12 anos de idade, soube que Francisco renunciou à herança do pai, pois esta notícia enchera a cidade de Assis. Mais tarde, passou a encontrar-se com Francisco às escondidas. Buscava, como ele, não uma vida de aparências e superficialidades, mas valores sólidos e quem pudesse preencher o todo do seu existir. Encontrou Jesus e começou a seguir Sua vida, Seus passos, especialmente os da humildade e da pobreza. Como Francisco, Clara foi se convertendo a Jesus Cristo – que de rico se fez pobre. Da vida de Jesus Cristo, a originalidade de Clara começou a brotar de seu interior, do seu enamoramento a Cristo: a irmandade e a pobreza. Ela percebe que precisa ser como Ele.
Jesus Cristo tornou-se o centro de sua vida. Como Jesus, em Clara foi crescendo a paixão por uma vida simples, e, como Jesus, sabor pelas pessoas deixadas de lado. Clara e suas companheiras não temiam a pobreza, o trabalho nem o desprezo do mundo: Cristo assim viveu.
Clara quis viver a irmandade, a fraternidade. E todos viam que ela, com suas companheiras, eram felizes. Traziam um segredo: Deus, Seu gosto e Sua vontade, revelados na vida de Jesus Cristo, que viveu como nosso irmão menor. Assim, por causa de Jesus Cristo, pobreza e irmandade não eram negociadas a nenhum preço. Da vida de Clara eram a espinha dorsal.

Espiritualidade de Clara

Clara vive a espiritualidade da união esponsal com Cristo. Assim, fala em olhar, considerar e contemplar a vida de Jesus Cristo. Isso significa: olhar: deixar-se atingir pelo cerne do mistério da vida de Cristo; considerar: perguntar-se pelo significado da vida de Cristo intuída; contemplar: é o convite para repousar o olhar e assimilar a bonita e encantadora vida de Jesus Cristo. Clara ama Jesus. Responde a esse amor, seguindo-O, fazendo sua a vida do próprio Cristo. Assim, ela se enfeita com a vida de Jesus Cristo.
Muitas meninas seguiram e seguem o exemplo de Clara de Assis. No mundo, hoje, há 20 mil Irmãs Clarissas. Isso quer dizer que é uma vida para os tempos de hoje.
Dom João Inácio Müller
Bispo de Lorena (SP)

01/08/2017

Como posso ser perdoado após ter cometido aborto?


Quem coopera para que o aborto aconteça deve também confessar esse pecado e pedir perdão?

A prática do aborto pode ser perdoada? A Igreja ensina: “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver seus direitos de pessoa reconhecidos, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida”. (Cat. 2270)


Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com


Deus diz por meio do profeta Jeremias: “Antes mesmo de te formares no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei” (Jr 1,5). Isto é, o ser humano é obra sagrada de Deus. No momento em que há a concepção, Deus cria uma alma nova e a coloca na primeira célula humana. O salmista diz: “Meus ossos não te foram escondidos quando eu era feito, em segredo, tecido na terra mais profunda” (Sl 139,15).

Desde o século I, a Igreja afirmou a maldade moral de todo aborto provocado. Esse ensinamento não mudou, continua invariável. O aborto direto, quer dizer, querido como um fim ou como um meio, é gravemente contrário à lei moral. O pequeno catecismo do primeiro século já dizia: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido” (Didaque 2,2).
O Concílio Vaticano II reafirmou este ensinamento da Igreja:

“Deus, senhor da vida, confiou aos homens o nobre encargo de preservar a vida, para ser exercido de maneira condigna ao homem. Por isso, a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto e o infanticídio são crimes nefandos”. (GS 51,3).

A Igreja afirma que “a cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave, e aplica a pena canônica de excomunhão a este crime contra a vida humana” (Cat. n. 2271). “Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae (automática), “pelo próprio fato de cometer o delito” e nas condições previstas pelo Código de Direito Canônico” (§ 1398). Com isso, a Igreja não quer restringir o campo da misericórdia. Manifesta, sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao ‘inocente morto, a seus pais e a toda a sociedade” (CIC 2272).



A Instrução Donum vitae (n.3), da Congregação da Doutrina da Fé, ensina: “Os direitos inalienáveis da pessoa devem ser reconhecidos e respeitados pela sociedade civil e pela autoridade política. Os direitos do homem não dependem nem dos indivíduos, nem dos pais, e também não representam uma concessão da sociedade e do Estado: pertencem à natureza humana e são inerentes à pessoa em razão do ato criador do qual esta se origina. Entre esses direitos fundamentais, é preciso citar o direito à vida e à integridade física de todo ser humano, desde a concepção até a morte.”

Excomunhão

De acordo com o que prevê o Código de Direito Canônico, a mulher que praticou um aborto, e todos os que cooperaram para que ele acontecesse (esposo, namorado, noivo, médicos, enfermeiros) ficam automaticamente excomungados, isto é, fora da comunhão da Igreja, e não podem receber os sacramentos, exéquias etc.

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A excomunhão, no entanto, não é um castigo definitivo, mas uma punição corretiva. A pessoa pode voltar à comunhão da Igreja se se arrepender do crime cometido e confessar-se. Antes da confissão, mediante a confissão de arrependimento, o sacerdote levanta a excomunhão, e pode, então, confessar a pessoa e dar-lhe o perdão da Igreja.

Essa prerrogativa era dos bispos, que normalmente a delegavam também aos sacerdotes. Agora, o Papa Francisco autorizou que qualquer sacerdote possa suspender a excomunhão e dar o perdão àqueles que estiverem arrependidos do ato praticado.


31/07/2017

Santo Inácio de Loyola, reconhecido tendo a alma maior que o mundo



A única ambição de santo Inácio de Loyola tornou-se a aventura de salvar almas e o seu amor a Jesus

Neste dia celebramos a memória deste santo que, em sua bula de canonização, foi reconhecido como tendo “uma alma maior que o mundo”.

Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: “São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos isso, pois eu tenho também de o fazer”.

Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem “tudo para a maior glória de Deus”, pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus “famosos” exercícios espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus.

A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: “O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo”.

Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura do salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora “com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade”, repetia.

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!


Fonte: Canção Nova

O martírio da verdade

Não temos a pretensão de possuir a verdade, mas de sermos possuídos por ela

Uma das notas mais características do Cristianismo é o fato de ser ele uma religião revelada, quer dizer, seu fundamento não se encontra simplesmente na busca pelo homem de uma relação com um ser que o transcenda, mas numa iniciativa do próprio Criador, que, em sua sabedoria e bondade, veio ao encontro do homem, revelando-se e comunicando-se a Si mesmo. É Deus, portanto, que em Cristo nos mostra plenamente qual o caminho para chegarmos a Ele. Jesus Cristo, o Verbo de Deus Encarnado, é o Caminho, a Verdade e a Vida, e ninguém vai ao Pai, senão por Ele.
Foto: Wesley Almeida / cancaonova.com
Nós cristãos não criamos uma religião à nossa medida, ao nosso gosto, mas de Deus mesmo recebemos o modo de nos unirmos a Ele. Talvez, se a tivéssemos criado, não teríamos “escolhido” uma redenção por meio da cruz, tampouco tantas verdades incômodas segundo os nossos padrões. Sim, como afirmou o escritor britânico C. S. Lewis, “se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o Cristianismo”.
Nós, os cristãos, abraçamos a  em Cristo e tudo o que essa fé implica, não porque ela nos seja conveniente, mas porque acreditamos estar diante da Verdade. Mesmo sendo uma Verdade “incômoda”, com São Pedro somos levados a confessar: “A quem iríamos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus!”. Não temos a pretensão de possuir a Verdade, mas de sermos possuídos por ela: Jesus Cristo é a Verdade!

A disposição em ser fiel

Assim como o Senhor, que ensinou com Sua vida e palavras, não agradou a todos Seus ouvintes, a Igreja, que não é maior do que seu Senhor nem pretende nada mais do que continuar Sua missão salvadora no mundo, encontrará resistência por parte dos seus contemporâneos: “Quem participa na missão de Cristo deve inevitavelmente enfrentar tribulações, contrastes e sofrimentos, porque entra em conflito com as resistências e os poderes deste mundo” (Bento XVI).
Se quisermos ser fiéis, devemos estar dispostos a ser autênticos mártires, para comunicarmos essa Verdade que nos foi confiada, para que a transmitíssemos integralmente, sem recortes que a tornem mais “palatáveis”, tal como a recebemos do Senhor.
Afirmar os valores que o Senhor nos legou, tais como a indissolubilidade do matrimônio, a dignidade da vida humana em todos os seus estágios, a incomparabilidade entre a união matrimonial de um homem e uma mulher com qualquer outra união, e tantos outros, faz-nos chocar diretamente com a cultura dominante, que faz do relativismo o próprio credo, e não reconhece nada como definitivo, deixando como última medida apenas o próprio eu e suas vontades, como afirmava o, então, Cardeal Joseph Ratzinger.

Expostos ao martírio da ridicularização

Ainda que muitos de nós não sejamos chamados ao martírio cruento, ao derramamento de nosso sangue, como acontece com milhares de irmãos nossos atualmente assassinados por sua fidelidade ao Evangelho, estamos todos, sem dúvida, expostos ao martírio da ridicularização, da humilhação, das calúnias e outros tipos de perseguições, mais ou menos veladas por uma espécie de bom-mocismo politicamente correto, que pretende desmoralizar a Igreja de Cristo, uma das poucas vozes que ousam levantar-se para enfrentar uma cultura, que, ao abandonar a Deus do seu seio, terminou por esquecer a dignidade do próprio homem.
As palavras de São Paulo não são opcionais para nós, mas antes um dever: “Prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas” (II Tim 4,2).
Não tenhamos medo! O mesmo Senhor, que nos chamou a dar a vida – a honra, a imagem, a boa fama – por Ele, prometeu estar conosco todos os dias, até o fim do mundo. Os homens, mesmo que não tenham plena consciência, têm sede de verdade; e se nós nos calarmos – por temor a “ficarmos mal” –, os privaremos do maior tesouro que temos para dar: Jesus Cristo, a Única Verdade capaz de saciar o coração humano!

Fonte: Padre Demétrio Gomes

30/07/2017

Namorar ou ficar?

Seja curado por seu relacionamento e não destruído por ele

Quem ama de verdade quer compromisso, e para isso existe o namoro, um tempo de conhecimento, identificação de ideias e troca de afetos, para assumir com a pessoa amada um sacramento para toda vida.
Ultimamente, temos presenciado uma liberalidade e relativização de muitos conceitos de moral e ética que deturparam a mentalidade, principalmente dos jovens na área afetiva e sexual. Os namoros são desregrados e sem o sentido do amor verdadeiro. Tudo é válido pela busca do próprio prazer.
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Foto: Wesley Almeida / cancaonova.com
Surgiu, então, o “ficar”! Comportamento de quem namora sem assumir a essência de um relacionamento: o compromisso.
Por que, então, não se deixar levar por essa onda? Primeiramente, porque essa prática é contrária aos princípios cristãos e ao sentido pleno da existência humana. Fomos criados para amar e não para viver o egoísmo.
As pessoas aprendem a qualificar as outras por padrões pré-fixados, seja pela mídia, por modismos ou status. Beleza física, condição social, influência que a pessoa possui etc. Isso os faz parar nas primeiras impressões a respeito dos outros. Não existe a amizade, só o interesse de um tempo que o faz olhar somente para o exterior dos outros, como se fossem um produto. Deixa de existir a oportunidade de um casal aprender a se amar pelas diferenças, pelos erros e pela capacidade de perdão. Também não há espaço para mostrar feridas e defeitos, pois o que conta é o que o outro aparenta de melhor.
Outro ponto é quando os padrões saem da concepção própria e são influenciados pela opinião dos amigos. Um exemplo, é deixar de estar com alguém que se está aprendendo a amar pela não aceitação do seu círculo de amizades. Ou então, querer “ficar” com alguém popular ou com o maior número de parceiros, para causar boa impressão no grupo. Isso também não é positivo.
Há também a dimensão do orgulho e da vaidade. Os dons e qualidades de um ser humano são colocados à disposição da sensualidade e da sedução.

O que a Palavra de Deus ensina sobre isso?

Na Palavra de Deus, podemos também encontrar argumentos contrários à prática do “ficar”. O Livro da Sabedoria, no capítulo 1, versículo 16, começa a narrar o pensamento do ímpio e se estende até o capítulo 2, onde, no versículo 6, diz assim: “Agora, portanto, gozemos dos bens presentes e aproveitemos das criaturas com ânsia juvenil”.
Quem tem o anseio de santidade e de um dia constituir uma família não pode pensar nem agir como os ímpios. “Ficar” é moldar-se a não assumir compromissos.
Se você pretende viver a sua dimensão afetiva da melhor forma possível, ou melhor, se você quer colocar intensidade na natureza do seu coração, não tenha iniciativas de olhar o outro como um mar que deságua rios de egoísmo, mas sim viver tudo o que o amor tem a lhe oferecer.
Amar é simples no ser, mas requintado no servir, porque é para alguém que faz parte da sua existência. Namore, conheça, encare a outra pessoa como um mistério a ser desvendado, aprofunde a amizade e seja parte da vida dela. Em pouco tempo, você estará participando da sua confiança. Tenha sentimentos puros, acredite na pessoa, ajude-a a se descobrir nas mais belas aventuras dentro dela mesma, viaje por caminhos do seu interior, no qual sempre estiveram abertas as estradas, mas das quais nunca foram contempladas as belezas. Direcione sua afetividade, a capacidade de amar que há em você, para onde vale realmente a pena investir.
Seja curado por seu relacionamento e não destruído por ele. Não aceite ser vítima de si mesmo, por não corresponder a toda força do amor que existe em você. Não seja um refém da imposição que este mundo nos submete, ensinando o que é errado como se fosse uma virtude.
Um grande abraço!

Autor: Sandro Arquejada