27/07/2017

O segredo é evangelizarmos com atitudes concretas


A eficácia da evangelização é evangelizarmos com atitudes concretas

Preparar os caminhos do Senhor não é somente amar e adorar; Ele quer que amemos e adoremos pelos que não amam nem adoram.

Quantos, em sua casa, não amam, não esperam, não creem ou vivem como os que não creem? O Senhor pede, da nossa parte, a porção dupla. Deus pede mais daqueles que podem dar mais. Quem pode dar mais, que dê mais! Dê por si e pelos outros, sentindo-se mais responsável.

Deus pede e precisa de reparadores. Além dessa reparação, fazer pelos outros o que não fizeram, reparar o que estragaram. Deus está apelando por aqueles que tem mais amor; é assim que Ele nos ensina a preparar Seus caminhos.

Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

João Batista foi escolhido por Deus, que, humanamente, não poderia vir a este mundo por meio de um ancião e uma mulher estéril. O Senhor, no entanto, queria preparar a primeira vinda de Jesus. Então, escolheu uma pessoa especial para obedecer a voz de Deus, viver uma vida austera, pregando a conversão em toda Judeia. Sua pregação era convicta e as pessoas realmente se convertiam. Esperavam o Messias que viria.
A missão de João Batista

João Batista dizia com palavras proféticas: “Eu vos batizo com água, mas Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3,11). Tudo isso para preparar a primeira vinda do Senhor.

O povo não aceitou Jesus, matou-O, mas Ele ressuscitou e subiu aos céus. Os homens simples e ignorantes foram batizados com o Espírito Santo, e anunciaram todo o Evangelho a toda parte!

No fim do século passado, por volta de 1969, Deus fez a mesma coisa como em Pentecostes, repetindo-se, de maneira forte, no mundo inteiro. Esse é o sinal de que a promessa de Deus se realiza: “O Reino de Deus está próximo”. Somos obrigados a pregar a penitência, o arrependimento; e hoje é obrigação da Canção Nova. Isso acontece no mundo inteiro!

É preciso que sejamos como João, pregando a conversão, preparando as pessoas para a vinda de Jesus!

Leia mais:

:: Existe uma previsão de quando exatamente Jesus voltará?
:: As duas vindas de Jesus Cristo
::Como entender a segunda vinda de Jesus

“Ele vai limpar a sua eira, o trigo guardará em seus celeiros e a palha queimará no fogo eterno.” Jesus separará o joio do trigo. Precisamos tirar todo o joio de nossa vida! Está na hora de mudar a realidade, está na hora de sermos por aqueles que não são! É hora da generosidade!

Nossa Senhora precisou mostrar o inferno aos pastorinhos, para que eles fizessem penitência. Deus não quer a perdição de ninguém, pois é misericordioso! Por isso é preciso tirar de nossa vida tudo aquilo que é joio. Precisamos ser homens e mulheres novos!

Deus está retardando o tempo (como um juiz de futebol), para que nos convertamos, porque Ele é misericordioso! Isso acontece para que possamos tirar todo joio e até mesmo a palha de nossa vida.

Parece-nos que aqueles que servem a Deus são tolos, pois os espertos sabem viver a vida no prazer, no dinheiro. Mas quando o Senhor vier, o justo e a justiça florirão e o matagal será queimado no fogo eterno; então, não podemos ser mato.

A coisa mais linda é a santidade. Deus quer homens, mulheres e jovens, todos santos, e a santidade é possível!

Por isso, precisamos viver a santidade até por aqueles que não a querem viver; e quando fizermos isso, o céu se fará aqui! Talvez, seja necessário carregar, em dose dupla, esposa pelo esposo, filhos pelos pais; com nossa penitência, os nossos se converterão. É preciso comungar, penitenciar-se, ser santo por eles.



Autor: Felipe Aquino

26/07/2017

Dia de Santa Ana e São Joaquim

Santa Ana e São Joaquim, os pais de Maria Santíssima

Hoje, 26 de julho, é dia de Santa Ana e São Joaquim; dia em que se comemora o Dia dos Avós, por eles serem os avós de Jesus.
Santa Ana e São Joaquim

Reze a oração à Santa Ana, suplicando graças necessárias à sua vida

Senhora Santa Ana, fostes chamada por Deus a colaborar na salvação do mundo.
Seguindo os caminhos da Providência Divina, recebeste São Joaquim por esposo. Deste vosso matrimônio, vivido em santidade, nasceu Maria Santíssima, que seria a Mãe de Jesus Cristo. Formando, vós, família tão santa, confiantes nós vos pedimos por nossa família. Amém!
Alcançai-nos a todos as graças de Deus: aos pais deste lar, que vivam na santidade do matrimônio e formem seus filhos segundo o Evangelho; aos filhos desta casa, que cresçam em sabedoria, graça e santidade, e encontrem a vocação a que Deus os chamou.
E a todos nós, pais e filhos, alcançai-nos a alegria de viver fielmente na Igreja de Cristo, guiados sempre pelo Espírito Santo, para que um dia, após as alegrias e sofrimentos desta vida, mereçamos também nós chegar à casa do Pai, onde vos possamos encontrar, para junto sermos eternamente felizes,
no Cristo, pelo Espírito Santo.
Amém!
Santa ”Ana e São Joaquim, rogai por nós!

24/07/2017

Como sofrer sem deixar a felicidade ser comprometida?

Sofrer com alegria e esperança

O sofrimento é inevitável na vida do ser humano. Isso implica em dizer que não existe fórmula mágica para deixar de sofrer nesta vida. Crentes e não crentes, ricos e pobres, poderosos e humildes, ninguém escapa do sofrimento.
Uns sofrem por não possuir, às vezes nem o necessário para sobrevivência, os pobres. Por sua vez, outros sofrem com medo de perder o que tem em abundância, os ricos. Os casados sofrem as dificuldades próprias do casamento, outros sofrem por não conseguirem casar. Sofrem ainda, os problemas provenientes dos filhos, outros, o problema é exatamente não poder ter filhos. Por isso mesmo, todos sem exceção, de algum modo sofrem.
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Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Sendo o sofrimento inevitável à vida de todos nós seres humanos, cabe-nos dar sentido para ele. Dar sentido ao sofrimento significa vivê-lo com alegria e esperança. Isso é possível quando unimos o nosso sofrimento ao sofrimento de Cristo na Cruz. Estas duas palavras, “alegria e esperança”, precisam fazer parte do nosso vocabulário de modo que diante do sofrimento não nos desesperemos, pelo contrário, saibamos sofrer com alegria e esperança.
As duas palavras anteriormente mencionadas estão intimamente ligadas uma à outra. Todos que sofrem em Deus conseguem conjugar com estas realidades, aparentemente contraditórias: alegria e sofrimento, sofrimento e esperança. Diz São Paulo “Estou absolutamente convencido de que os nossos sofrimentos do presente não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada”. (Rom 8,18). Quem tem Deus, sabe que o sofrimento presente passará, mesmo que seja duradouro. Sua esperança não está aqui neste mundo, mas no céu que a espera.
O Papa São João Paulo II, na Carta apostólica Salvifici Doloris, n 9, ao se referir sobre o sentido cristão do sofrimento humano, diz que, “no fundo de cada sofrimento experimentado pelo homem, […] aparece inevitavelmente à pergunta: por quê? É uma pergunta acerca da causa, da razão e também acerca da finalidade (para que).
De modo geral, toda pergunta sobre o sofrimento é sempre acerca do sentido. Esta pergunta não só acompanha o sofrimento humano, como também determina seu conteúdo. Continua o papa: “A dor, como é óbvio, em especial a dor física, encontra-se amplamente difundida no mundo dos animais. Mas só o homem, ao sofrer, sabe que sofre e se pergunta o porquê; e sofre de um modo humanamente ainda mais profundo se não encontra uma resposta satisfatória”.
O cristão encontra na paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo um sentido para o sofrimento. A pergunta “por que?” e “para que?” são respondidas, embora não seja simples e muitas vezes satisfatória.
O sofrimento de Cristo foi redentor. Quando o sofrimento humano, unido ao d’Ele na cruz, também assume um sentido de redenção. Completo na minha carne, diz o Apóstolo São Paulo, ao explicar o valor salvífico do sofrimento, o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja. (Col, 1,24). Neste contexto, por amor de Deus, até mesmo o sofrimento tem um sentido, podendo tornar-se acontecimento de salvação. Ainda diz São Paulo “as nossas aflições leves e passageiras estão produzindo para nós uma glória incomparável, de valor eterno”. (2Cor 4,17).
Na mensagem de Nossa Senhora de Fátima, no dia 13 de maio de 1917, ela faz uma pergunta para os Pastorinhos: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?”. E, no dia 15 de agosto do mesmo ano faz um pedido:“Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”. Com isto entende-se que a redenção através do sofrimento humano é tanto para a pessoa que sofre como também para aqueles nos quais ela queira oferecer.
Portanto meu irmão, não desperdice o teu sofrimento, ofereça em prol da tua salvação e também dos pecadores!
Como vimos, a dor pode ser um grande instrumento de salvação para nós e para os outros. Para a doutrina cristã, a dor, sobretudo a dos últimos momentos da vida assume um significado particular no plano salvífico de Deus, pois, é uma participação na Paixão de Cristo e uma união com o sacrifício redentor que Ele ofereceu em obediência à vontade do Pai. Ao saber disso, agora cabe a nós não desperdiçar nosso sofrimento, em vez disso, unir a Cruz de Cristo, em prol da nossa salvação e do mundo inteiro.

Autor: Elenildo Pereira

23/07/2017

Entenda o pecado contra o Espírito Santo e suas consequências

Entenda o pecado contra o Espírito Santo

São Mateus: «Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. E àquele que falar contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, a quem falar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado, nem neste mundo nem no futuro». Blasfemar é um pecado contra o Espírito Santo.
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Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Por que a blasfêmia contra o Espírito Santo é imperdoável? Em que sentido entendê-la? Santo Tomás de Aquino responde que se trata de um pecado «imperdoável por sua própria natureza, porque exclui aqueles elementos graças aos quais é concedida a remissão dos pecados».
A blasfêmia não consiste propriamente em ofender o Espírito Santo com palavras, mas, antes, na recusa de aceitar a salvação que Deus oferece ao homem, mediante o mesmo Espírito, agindo em virtude do sacrifício da cruz. Se o homem rejeita o deixar-se «convencer quanto ao pecado», que provém do Espírito Santo e tem carácter salvífico, ele rejeita contemporaneamente a «vinda» do Consolador: aquela «vinda» que se efetuou no mistério da Páscoa, em união com o poder redentor do Sangue de Cristo: o Sangue que «purifica a consciência das obras mortas».
Leia mais:
Sabemos que o fruto dessa purificação é a remissão dos pecados. Por conseguinte, quem rejeita o Espírito e o Sangue permanece nas «obras mortas», no pecado. E a «blasfêmia contra o Espírito Santo» consiste exatamente na recusa radical de aceitar essa remissão, de que Ele é o dispensador íntimo e que pressupõe a conversão verdadeira, por Ele operada na consciência.
Se Jesus diz que o pecado contra o Espírito Santo não pode ser perdoado nem nesta vida nem na futura, é porque esta «não-remissão» está ligada, como à sua causa, à «não-penitência», isto é, à recusa radical a converter-se. Isso equivale a uma recusa radical de ir até as fontes da redenção; estas, porém, permanecem «sempre» abertas na economia da salvação, na qual se realiza a missão do Espírito Santo. Este tem o poder infinito de haurir dessas fontes: «receberá do que é meu», disse Jesus.

Entenda a blasfêmia

Deste modo, Ele [Espírito Santo] completa nas almas humanas a obra da Redenção, operada por Cristo, distribuindo os seus frutos. Ora a blasfêmia contra o mesmo Espírito Santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica o seu pretenso «direito» de perseverar no mal, em qualquer pecado e recusa, por isso mesmo a Redenção. O homem fica fechado no pecado, tornando impossível da sua parte a própria conversão e também, consequentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida.
É uma situação de ruína espiritual, porque a blasfêmia contra o Espírito Santo não permite ao homem sair da prisão em que ele próprio se fechou e abrir-se às fontes divinas da purificação das consciências e da remissão dos pecados. A ação do Espírito da verdade, que tende ao salvífico «convencer quanto ao pecado», encontra no homem que esteja em tal situação uma resistência interior, uma espécie de impermeabilidade da consciência. Um estado de alma que se diria endurecido em razão de uma escolha livre: é aquilo que a Sagrada Escritura repetidamente designa como «dureza de coração».
Na nossa época, a esta atitude da mente e do coração corresponde talvez à perda do sentido do pecado, sobre a qual são dedicadas muitas páginas da “Exortação Apostólica Reconciliatio et Paenitentia”. Já o Papa Pio XII tinha afirmado que «o pecado do século é a perda do sentido do pecado». E essa perda vai de par com a «perda do sentido de Deus». É por isso que a Igreja não cessa de implorar de Deus a graça de que não venha a faltar nunca a retidão nas consciências humanas, que não se embote a sua sensibilidade sã diante do bem e do mal. Essa retidão e sensibilidade estão profundamente ligadas à ação íntima do Espírito da verdade. A Igreja implora que o perigoso pecado contra o Espírito Santo ceda o lugar a uma santa disponibilidade para aceitar a missão do Consolador, quando Ele vier para «convencer o mundo quanto ao pecado, quanto à justiça e quanto ao juízo».
<!–Artigo extraído do documento “Dominum et vivificantem”, de João Paulo II sobre o Espírito Santo na Vida da Igreja e do Mundo de 18/mai/1986–>

22/07/2017

Um escudo para os nossos relacionamentos

Castidade é mais que é um escudo, é a expressão do amor

Uma verdadeira amizade em Cristo não é governada pelos instintos nem motivada por interesses, mas é uma escolha mútua, que tem valor por si mesma. Os amigos em Cristo se unem no amor recíproco em favor dos outros. Não são fechados em si mesmos. Toda amizade precisa ser purificada; e algumas coisas podem destruí-la: injúria, calúnia, arrogância (o que impede a correção) e a traição.
Um santo diz que se acontecer de você ser agredido por um amigo, que você deve suportá-lo até que o possa. Assim você vai render honra à velha amizade. A amizade verdadeira, de fato, é eterna. Quem é amigo sempre ama. Devemos nos preocupar com o bom nome do amigo e não revelar jamais os segredos dele; mesmo que ele tenha revelado os nossos.

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Foto: by Getty Images

Castidade

Hoje, eu gostaria de falar de um assunto diferente, ainda dentro do plano da amizade, que é fundamental para todas as idades. Queria falar de uma amizade, que é um fruto do Espírito Santo. Queria falar – com a Santíssima Virgem como nosso modelo – da amizade à castidade. Pois não podemos pensar num mundo novo sem a castidade. Esse mundo, que está aí, está desmoronando por falta dessa virtude. E um dos sinais é que ele está perdendo o sentido da vida, que é Deus e o amor. E qual é a coroa do amor? A castidade. Aquela pedra de toque que dá potência ao amor e o leva à plenitude.
A castidade é um escudo para os nossos relacionamentos. Mais que um escudo é uma expressão do verdadeiro amor. Ela nutre e potencializa o amor. Quando falta essa virtude [castidade], o amor perde a força em nós e nos tornamos presas fáceis do desamor, da violência e da degradação. A castidade é um segredo que os jovens cristãos têm para a sua vida; no entanto, o mundo de hoje perdeu a beleza dessa virtude nobre. Ela [castidade] é vista como um tabu, moralismo, preceito, obrigação.
Quem é casto ama por inteiro, não se dá por partes. Sabe por que o mundo perdeu o sentido da castidade? Porque perdeu o sentido de quem é Deus e quem é o amor. Portanto, como o mundo não sabe quem é Deus – e Deus é amor – não sabe o que é amor. E como não sabe quem é Deus, também não sabe quem é o homem. Porque só Deus pode revelar quem é verdadeiramente o homem.

Ato de amor

O homem não é separado. Contudo, é isso que o mundo faz hoje com ele, ou seja, o separa. Começa a usar o corpo com um princípio utilitarista, como se “nosso corpo” não fosse “nós”, como se pudéssemos separá-lo. Dessa forma, começa-se a pensar: “Eu posso usar meu corpo para me autossatisfazer egoisticamente (que é o pecado da masturbação, por exemplo, como se isso não ferisse o que somos por inteiro). E posso também usar o corpo dos outros para o meu bel-prazer; posso ficar com quantas meninas eu quiser numa noite (e vice-versa, as meninas também podem ficar com quantos quiserem). Meu corpo é apenas algo que eu uso como uma borracha, um lápis”.
Parece que nós nos enganamos. Cada união íntima de corpos é como um pedaço de você dado ao outro, porque seu corpo está intimamente ligado à sua alma. Em cada relação sexual feita fora do matrimônio, não pense que você está dando e recebendo prazer. Engano. Em cada relação sexual assim você está dando um pedaço de você para sempre àquela pessoa.
A castidade é um grande dom, que faz com que compreendamos a unicidade do nosso ser. Esse abraço, essa boca e esse beijo sou eu. Se eu vivo no pecado, eu me destruo e destruo os outros.
Por isso, meu irmão, o meu e o seu corpo não foram criados para um prazer egoístico, para a sensualidade que fere o nosso ser. A presença da castidade gera felicidade, dignidade, grande capacidade para amar, para se doar – não por pedaços –, mas para se doar por inteiro, como Jesus se deu na cruz. Hoje, vemos um mundo que despreza a beleza da castidade. Por isso, as consequências são tão graves.
Por isso, o “ficar” não deixa de ser um tipo, um certo nível de “prostituição”. Nos namoros avançados é valorizada mais a relação física. Sem uma relação profunda de amizade durante o namoro, não vai existir um matrimônio verdadeiro e feliz. E, infelizmente, como não priorizamos essa virtude [a amizade] nesse tempo [namoro], nós temos, por consequência disso, matrimônios imaturos, inseguros, muitas vezes, gerados por relações sexuais pré-matrimoniais. E assim vamos vendo os frutos nas nossas casas, nas nossas famílias. Vamos vendo uma sociedade que reivindica a regularização e a aceitação do adultério.

Onde começa essa deformação do mundo?

Quando se despreza a castidade. Como podemos ser amigos da humanidade com uma sociedade que despreza a castidade? Como amigos de Deus e como amigos dos homens, nós somos chamados a testemunhar e a proclamar a beleza da castidade. E como é que podemos testemunhá-la e proclamá-la? Em primeiro lugar, com matrimônios castos, abertos para a vida. Precisamos de jovens que se disponham a viver namoros castos. Precisamos pedir essa graça a Deus.
Aos jovens que vivem uma luta desigual em relação à castidade, convido-os a virem ao encontro da Santíssima Virgem Maria, que é toda bela e casta. Ela deu Jesus ao mundo pela sua virgindade. Ela pode fazer você um jovem casto, virgem, puro, dando Jesus ao mundo pelo olhar, pelas mãos, pela Palavra. Se você quiser ser um jovem casto, venha até aqui serenamente, até os pés dela.
“Maria, santa e fiel, ensina-nos a viver como escolhidos”.

Moyses Azevedo
Fundador da Comunidade Shalom

21/07/2017

Em tempos de redes sociais, como manter uma amizade fisicamente?

As redes sociais atrapalham ou aproximam as amizades?

Sou um jovem entre os milhares que estão continuamente conectados e usufruem das redes sociais para se relacionar, interagir, reencontrar, trocar experiências. Se você também é um de nós, vai ficar feliz diante da declaração do Papa Francisco, que tem se mostrado bem conectado: “E-mails, mensagens de texto, redes sociais podem ser formas de comunicação totalmente humanas. A internet pode ser usada para construir uma sociedade saudável e aberta” (Papa Francisco na ocasião do Dia Mundial da Comunicação Social da Igreja Católica).





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Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Sim, é possível fazer e estreitar amizades por meio das redes sociais sem fecharmos os olhos para os riscos, por isso, a prudência e a cautela sempre precisam estar presentes. Já me aproximei, estabeleci relacionamentos de amizade, fortaleci aquelas que já existiam, mas não posso negar que, mesmo com todos esses benefícios, a presença física continua sendo indispensável. Por quê? Mesmo que os avanços tecnológicos nos aproximem a ponto de termos a sensação de quase tocarmos fisicamente na relação virtual, o contato direto, onde podemos olhar nos olhos, e não por uma tela, podemos tocar, sentir o calor humano, a presença física, são primordiais para que os laços de amizade se fortaleçam e se estreitem.

É necessário ter contato

Corremos o risco de viver uma certa “substituição”, tentando suprir virtualmente aquilo que é indispensável fisicamente, pelo menos enquanto fizermos parte da espécie humana, sendo seres com necessidade de contato, de relação e comunhão profunda.
A questão está em entendermos que os “meios” são “meios” e não fim, o objetivo final. Se temos, hoje, esses meios propícios e eficazes, que colaboram para que nossas relações de amizade crescem, é desperdício não fazermos uso deles; mas, ao mesmo tempo, não podemos cair no extremo de achar que as redes sociais são suficientes para suprirmos aquela necessidade de contato que temos com o outro.
Uma amizade verdadeira sempre vai precisar ser mantida, cultivada e regada, e para isso é preciso sair de si e ir ao encontro não apenas por meio de cliques, mas sair, visitar e estar. Que tal, até mesmo pelos cliques, combinar um bom encontro com aquele amigo que, há tempo, você não encontra?

Sair do virtual

Certo dia, impressionei-me ao perceber que estava me sentindo um tanto perdido, sem jeito, quando tive contato com alguns amigos que, há tempos, não estavam juntos presencialmente. É como se eu tivesse desaprendido de estar presente fisicamente. Achei estranho, fiquei incomodado com isso; então, comecei a retomar o estar com o outro, isto é, estar inteiro, até fazendo o exercício de deixar o smartphone de lado e olhar nos olhos, perguntar, escutar, falar… Gestos tão comuns, mas dos quais precisei redescobrir a riqueza e o valor.
É bom sempre lembrar que o conceito da verdadeira e duradoura amizade não pode se perder, que amigos não se conquista somente baseado em cliques, aceitação de amizade no perfil, em seguimento, curtidas e compartilhamentos. O stories me ajuda a contar histórias, mas meus amigos esperam que eu as conte pessoal e presencialmente. Fazendo esses ajustes, tomando esses cuidados, preservando o essencial, penso que as redes sociais se tornam mais eficazes na arte de fazer e cultivar amigos.

20/07/2017

A dor com o amor se cura

O amor torna as pessoas indispensáveis

Na vida, existem muitas coisas importantes, mas nenhuma delas é comparável ao amor. Quem ainda não se convenceu disso, pode ficar tranquilo, porque vai se convencer. Não aprendi isso nos livros, mas na vida. Descobri que amar tem a ver com respeitar a dor dos outros e ter coragem de enxugar suas lágrimas. Entendi que tudo o que as pessoas desejam é alguém que as ame de uma maneira forte e constante, com aquele tipo de carinho que dispensa palavras, que não fica criticando o tempo todo, mas que é um braço estendido na hora em que mais se precisa.
Foto: Daniel Mafra / cancaonova.com
Encontrar alguém assim é uma alegria e nos torna felizes. Há pessoas que têm o dom de consolar e levar a beleza por onde passam, parece que carregam na boca um pedaço de céu e os seus rostos têm a clareza e o frescor de uma manhã de sol. Não nos enganemos: tornaram-se assim à custa de muitas lágrimas. Formaram-se na escola do sofrimento. São frascos de perfume que, mesmo quebrados, exalam a mais encantadora fragrância: o amor.
Acho bonito quando os sábios dizem que é pela inteligência e pelo caráter que a pessoa resplandece as qualidades que tem. Só não consigo concordar inteiramente com isso. Não é que eu seja contra, simplesmente acho que é pouco, porque o caráter e a inteligência podem impressionar, mas é o amor que damos a alguém que nos faz brilhantes e inesquecíveis em sua vida. Não basta ser inteligente, ter caráter não chega; é preciso amar. Porque o amor torna as pessoas indispensáveis. Se eu amo, eu preciso de você, e isso me faz melhor. Se eu amo, passo a gostar mais da sua voz do que da minha; então, calo para você falar, e ao escutá-lo, estarei amando.
Por isso, se você quiser acender um sorriso, iluminar um coração ou acordar a esperança em alguém, precisa lembrar de uma coisa: as pessoas se alegram com sua inteligência, apreciam o seu caráter, mas precisam de seu amor. O amor tem o poder de transformar todas as coisas, destrancar todas as portas e curar enfermidades. Só ele faz luzir nossos talentos e resplandecer quem a gente é.
Então, se você calar, cale com amor; se gritar, grite com amor; se corrigir alguém, corrija com amor; se chorar, chore com amor; e se perdoar, perdoe com amor. Se você tiver o amor enraizado em você, diz um antigo profeta, nenhuma coisa, senão ele, serão os seus frutos e todos se aproximarão de você.

Autor: Márcio Mendes

23/05/2017

Temperamento, personalidade e caráter são a mesma coisa?

Quando conhecemos o caráter do outro, notamos claramente a manifestação da personalidade e o temperamento da pessoa

O que podemos entender sobre personalidade? Existem muitas linhas de estudo na psicologia e cada uma delas mostra um conceito sobre o que é personalidade. Em linhas gerais, personalidade é definida pela totalidade dos traços emocionais e de comportamento de um indivíduo, ou seja, seu caráter. Seria como se traduzíssemos aquele jeito de ser da pessoa, o modo de sentir as emoções ou agir do outro.
É muito comum a confusão que fazemos com tantos termos utilizados nos meios de comunicação, entre amigos, nos bate-papos, feitos até mesmo de forma inadequada. Já pensou quanta coisa você já ouviu dizer? Temperamento, personalidade e caráter são palavras utilizadas, com frequência, há muito tempo, mas quase sempre de forma confusa ou mesmo errônea.

Foto: Andrew Rich by Getty Images


Qual a diferença, então, entre temperamento e personalidade?

Temperamento representa a peculiaridade e intensidade individual dos afetos psíquicos e da estrutura dominante de humor e motivação. Foi um dos primeiros estudos na medicina sobre a correlação entre os humores corporais com as reações humanas, divididos entre fleumático, colérico, sanguíneo e melancólico. Entende-se ainda como uma disposição inata e particular de cada pessoa, pronta a reagir aos estímulos ambientais; é a maneira interna de ser e agir de uma pessoa, geneticamente determinado.

A personalidade é formada durante as etapas do desenvolvimento psico-afetivo, pelas quais passa a criança desde a gestação. Para a sua formação, incluem tanto os elementos geneticamente herdados (temperamento) como também os adquiridos do meio ambiente no qual a criança está inserida.
Existe uma citação bibliográfica que comenta a complexidade de compreender os aspectos do comportamento humano, que vale a pena compartilhar: “Compreender os aspectos e a dinâmica da personalidade humana não é tarefa simples, vista a complexidade e variedade de elementos que a circundam, gerados por diversos fatores biológicos, psicológicos e sociais. Com relação aos aspectos sociais, quanto mais complexa e diferenciada for a cultura e a organização social em que a pessoa estiver inserida, mais complexa e diferenciada será a personalidade. Do ponto de vista biológico, a pessoa já traz consigo, em seus genes, diferentes tendências, interesses e aptidões que também são formados pela combinação dinâmica entre diversos fatores hereditários e uma infinidade de influências sócio-psicológicas que ela recebe do meio ambiente” (FERNANDES FILHO, 1992).

Leia mais:

.: O que determina a personalidade de uma pessoa?
.: Como conviver com alguém de temperamento difícil?
.: Uma personalidade harmoniosa é fruto de uma maturidade humana


A personalidade é única, adaptável, mutável, dinâmica e ligada numa estrutura biopsicossocial. Mesmo que tenhamos traços parecidos com os de outra pessoa, somos únicos, porque vivemos de forma diferenciada cada fase de nossa vida, somos apresentados a estímulos (escola, lazer, religião etc.) de uma forma particular, e isso, em sua totalidade, dá-nos essa vivência.
Alguns fatores, chamados de hereditários, determinam nossa forma de ser desde nossa concepção. Estatura, reflexos, temperamento e toda a herança genética dos pais colaboram com a personalidade. Mas, convivendo em sociedade, temos nossa personalidade influenciada por aspectos ambientais, ou seja, aqueles ligados à cultura, hábitos familiares, grupos sociais, escola, responsabilidade, moral, ética entre outros. Tais experiências vivenciadas pela criança, vão, portanto, formando sua personalidade.

Alguns aspectos diferenciam o que se percebe que está relacionado ao temperamento e à personalidade.

Alguns aspectos do temperamento

– É biologicamente determinado;
– Características temperamentais podem ser identificadas já cedo, na infância;
– Diferenças individuais com características temperamentais como ansiedade;
extroversão-introversão, também são observados em animais;
– Apresenta-se como estilo de pessoa; estilo do melancólico, colérico etc.

Alguns aspectos da personalidade

– É fruto de um ambiente social;
– É moldada durante os períodos do desenvolvimento infantil;
– É a prerrogativa de seres humanos;
– Contém aspectos do comportamento;
– Refere-se à função de integrativa do comportamento humano.

Compreenda o que é o caráter

Ao passo que as características temperamentais podem ser identificadas, já cedo, na infância, a personalidade é moldada durante os períodos de desenvolvimento infantil. Por meio do caráter de cada um, que é composto das atitudes habituais de uma pessoa e de seu padrão consistente de respostas para várias situações, que incluem aqui as atitudes e valores conscientes, o estilo de comportamento (timidez, agressividade e assim por diante) e as atitudes físicas (postura, hábitos de manutenção e movimentação do corpo), notamos o desenvolvimento humano. Ou seja, o caráter é a forma com que a pessoa se mostra ao mundo, com seu temperamento e sua personalidade; é a expressão do temperamento e da personalidade por meio das atitudes de uma pessoa. Quando conhecemos o caráter do outro, notamos claramente a manifestação da personalidade e o temperamento da pessoa; conhecemos, então, aquilo que essencialmente determina os atos de uma pessoa.

Compreenda o que é a maturidade

A maturidade se faz na personalidade quando o indivíduo é capaz de:
– Compreender sua história familiar, aceitando-a e convivendo com ela;
– Compreender suas emoções: saber distinguir entre certo e errado, sobre o que devo ou não fazer, sobre o fim de um relacionamento ou aquela paciência que se desenvolve entre os casais, entre as pessoas que se amam;
– Administrar suas responsabilidades e ter senso crítico sobre aquilo que assume, seja no trabalho, nos relacionamentos, no ambiente social do qual participa;
– Aceitar-se tal como você é: com seus talentos, com suas limitações, com sucessos ou insucessos, com as habilidades ou limitações físicas; isso permite conviver e desenvolver aquilo que for necessário;
– Autoconhecimento: chave para que todos os nossos conteúdos se integrem e que nossa vivência social se torne mais adequada em cada momento de nossa vida.
Para tudo isso, não há uma fórmula mágica, mas as experiências sociais, religiosas, vivência de modo geral, auxiliarão de modo particular nesse processo. E assim a maturidade, nossa percepção, crescerá gradualmente.


Autor: Elaine Ribeiro dos Santos
Fonte: Canção Nova

12/05/2017

Como devo lidar com o perfil de uma pessoa mentirosa?


Saiba como compreender e entender uma pessoa mentirosa

A mentira é algo tão estrutural na história da humanidade, que Deus precisou colocá-la no rol de suas proibições nos 10 mandamentos: “Não levantarás falso testemunho”. Adão e Eva, por exemplo, foram expulsos do paraíso, porque mentiram para Deus. Jesus intitulou o demônio como o autor e o ‘pai da mentira”. E nós, o que fizemos? Tragicamente, inventamos um dia do calendário (1º de abril) para celebrá-la.

A verdade, no entanto, é que a mentira acarreta uma série de transtornos em nossa vida prática, e não é fácil conviver com pessoas que têm o hábito de sempre inventar as coisas. Todos nós sabemos bem disso, pois já sofremos ou fizemos alguém sofrer por causa de uma mentira. Negar isso é recusar que somos parte da humanidade.



 
Foto: Jorge Ribeiro/cancaonova.com

Compulsivo X Consciente

Mas quem é o mentiroso? Por que ele mente? Podemos descrever dois tipos de mentirosos: o compulsivo e o consciente.

O mentiroso compulsivo é a pessoa que apresenta um transtorno de personalidade, e o comportamento de inventar histórias pode ser observado desde a sua infância. A mentira tornou-se um hábito em sua vida, as invenções ficam cada vez mais extravagantes com o passar do tempo e não existe culpa ou arrependimento quando suas fábulas são descobertas. Neste caso, a pessoa mente, porque precisa esconder uma angústia muito primitiva, como alguém que foi abandonado e rejeitado na infância e, através de invenções sobre si, pudesse ser aceito por todos. Algumas pessoas com problemas psíquicos podem usar a mentira como artifício para atingir seus objetivos, como é o caso dos psicopatas, pessoas com transtorno antissocial e borderline. O prognóstico não é positivo nestes casos pois se trata de algo da estrutura psíquica do sujeito. Conviver com pessoas assim requer uma boa dose de paciência e entendimento de que se está lidando com uma pessoa enferma; e dificilmente alguém conseguirá convencê-las de que tal comportamento deve ser mudado.

O mentiroso consciente é aquele onde eu, você e 99% da população se encontra. Aquela mentirinha para “sair bem na foto”, aquela história inventada para ser aceito no grupo ou “ficar por cima” nas situações do cotidiano, mas, no fundo, também esconde uma baixa-autoestima e um medo de ser rejeitado. A diferença é que, nesse caso, a pessoa tem consciência de que está fazendo algo errado e, na maioria dos casos, é invadida por um sentimento de culpa e desconforto quando a mentira é descoberta. É dessas pessoas que vamos falar abaixo.
Como lidar com pessoas mentirosas no meu dia a dia?

Essa não é uma tarefa fácil, pois lidar com pessoas que costumam mentir é sempre uma linha tênue entre o querer ajudar e o se distanciar para não ser prejudicado. Abaixo listo algumas dicas que podem preservá-lo dos embustes do mentiroso, ao mesmo tempo em que pode dar apoio para que busque ajuda.

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Dicas para questionar uma pessoa mentirosa

Não estabelecer vínculos profundo com quem mente: Relacionar-se com uma pessoa que mente precisa ter certos limites, e um deles é: não entregue-se a alguém que costuma usar máscaras o tempo todo. Estabelecer uma amizade profunda ou, pior, casar-se com alguém que tem histórico de ludibriar os outros é assinar uma promissória de problemas. Geralmente, relacionamentos que são marcados por mentiras sempre terminam de forma trágica, além de se conviver com fantasmas do tipo “será que ele está me enganando?”, “isso que ele está dizendo é verdade?”, “será que posso confiar?”. Convenhamos: quem aguenta viver uma vida assim?

Pergunte, questione e cheque os fatos: o ditado “a mentira tem perna curta” só se torna real quando usamos o questionamento como ferramenta para chegar à veracidade dos fatos. Partindo do pressuposto de que tal pessoa tem histórico de mentiras e você desconfia de que ela não diz a verdade é preciso perguntar e checar os fatos. Não se trata de viver desconfiado das pessoas, mas de zelar pelo que é verdadeiro. Tenha sempre registrado as mensagens, e-mails e documentos, até mesmo para que se proteja de eventuais falsas acusações.

Apresente a verdade com caridade: pegar alguém na mentira é sempre algo constrangedor, mas necessário para que a pessoa tome consciência de seus atos desordenados. No entanto, a acusação e a discussão raivosa não resolve o problema, pelo contrário, pode agravar o sentimento de culpa e baixa autoestima do sujeito. Cabe, nesses casos, chamar a pessoa em particular, apresentar as inverdades e questionar as reais intenções de ter mentido. Se, mesmo assim, a pessoa não se redimir, faça como nos diz o Evangelho: “Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas” (Mt 18,17)

Ofereça ajuda: Como dito acima, a mentira é sinal de que algo no interior da pessoa não vai bem. Tendo em conta que não se trata de um mentiroso patológico, ofereça ajuda a essa pessoa, indicando que esse comportamento pode prejudicá-la nos seus relacionamentos, na sua vida profissional e espiritual. Uma psicoterapia, por exemplo, ajuda a pessoa a voltar na sua história para enxergar que tipo de vazio ela quer preencher com suas fabulações.


Autor: Daniel Machado
Fonte: Canção Nova

10/05/2017

Não concordo com o que a Igreja ensina. O que faço?


Como a Igreja poderia ensinar algo errado ou inconveniente se o Espírito Santo lhe ensina sempre toda a verdade?

Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que quem não concorda com o que a Igreja ensina não conhece bem o que Jesus ensinou, fez e mandou que fizéssemos. Jesus fundou a Igreja sobre São Pedro e os apóstolos, para que ela fosse a “porta voz” d’Ele na Terra. Disse o Senhor a eles: “Quem vos ouve, a Mim ouve; quem vos rejeita, a Mim rejeita, e quem Me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (cf. Lc 10,16). Quer dizer, quem não a ouve não ouve Jesus! Quem não a obedece não O obedece.

Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Sacramento universal da salvação

Jesus ainda lhes disse: “Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino”. (São Lucas 12,32). E foi à Igreja que Jesus mandou: “Ide pelo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16,15). Como, então, não concordar com a palavra da Igreja? E mais: “A quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados” (João 20,22). O Pai mandou o Filho para salvar o mundo; o Filho enviou a Igreja. Ela é o “sacramento universal da salvação” (LG, 4), a Arca de Noé que nos salva do dilúvio do pecado.

Na Santa Ceia, na despedida dos apóstolos, Jesus fez várias promessas à Igreja, ali formada por Seus discípulos. Entre muitas coisas que São João narrou, em cinco capítulos do seu Evangelho (13 a 17), Jesus prometeu:

“Eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós”. “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (João 14,15.25). Ora, como a Igreja poderia ensinar algo de errado se o Espírito Santo permanece sempre com ela e lhe ensina todas as coisas?

Jesus ainda lhes disse: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade…” (João 16,12-13). Como a Igreja poderia ensinar algo errado ou inconveniente se o Espírito Santo lhe ensina sempre “toda a verdade”?
Coluna e fundamento da verdade

Além disso, o próprio Jesus está na Igreja, pois Ele prometeu, antes de subir ao céu: “Eis que Eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mateus 28,20). Foi a última palavra d’Ele aos discípulos. Ora, como poderia errar se Jesus está com ela todo tempo? É impossível! É por isso que São Paulo disse a São Timóteo: “A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3,15). Então, ela detém a verdade que Jesus disse que nos liberta.

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É por causa de tudo isso que o nosso Credo tem 2 mil anos e nunca mudou nem vai mudar; porque é a expressão da verdade que salva. A mesma coisa acontece com os sacramentos, os mandamentos e a liturgia. A Igreja já teve 266 Papas e nunca um deles cancelou um ensinamento doutrinário que um antecessor tenha ensinado. Já realizou 21 Concílios universais, e nunca nenhum deles cancelou um ensinamento de um anterior. A verdade não muda, o Espírito Santo não se contradiz.

Logo, como não concordar com o que Igreja ensina? Isso seria por causa da ignorância de tudo o que foi relatado acima; ou, então, seria um ato de orgulho espiritual da pessoa, que pensa saber mais do que a ela, assistida por Jesus Cristo e pelo Espírito Santo. Longe de nós isso!

Podemos até não conseguir viver o que ela nos ensina e manda viver – isso é compreensível por causa de nossa fraqueza –, mas jamais poderemos dizer que ela está errada ou que não concordamos com o que ela ensina. A Igreja não ensina o que quer, mas o que o Seu Senhor lhe confiou.


Autor: Prof. Felipe Aquino
Fonte: Canção Nova