17/08/2016

As novelas envenenam a saúde da família

As novelas envenenam os valores que a família possui, atingindo a mente até dos cristãos


Certa vez, um amigo chamado Franz Victor, psicólogo já falecido, disse-me que “as novelas fazem uma pregação sistemática de antivalores”. Embora isso já faça bastante tempo, eu nunca esqueci essa frase. Meu amigo me disse uma grande verdade.


O mal que as novelas fazem


Enquanto a evangelização procura incutir nas pessoas uma vida de acordo com os valores do Evangelho, muitas novelas estragam seus telespectadores, incutindo-lhes antivalores cristãos.
As novelas, em sua maioria, exploram as paixões humanas, muito bem espelhadas nos chamados pecados capitais – soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça–, e faz delas objeto dos seus enredos, estimulando o erro e o pecado, mas de maneira requintada.


Na maioria delas, vemos a exacerbação do sexo, explora-se descaradamente este ponto, desvirtuando o seu sentido e o seu uso. Em muitas cenas, podem ser vistos casais não casados vivendo a vida sexual, muitas vezes, de maneira explícita, acintosa e provocante. E isso no horário em que as crianças e os jovens estão na sala. Aquilo que um casal casado tem direito de viver na sua intimidade, é colocado a público de maneira despudorada, ferindo os bons costumes e os mandamentos de Deus.


Mas tudo isso é apresentado de uma maneira “inteligente”, com uma requintada técnica de imagens, som, música e um forte aparato de belas mulheres e rapazes que prendem a atenção dos telespectadores e os transforma em verdadeiros viciados. Em muitas famílias, já não se faz nada na hora da novela, nem mesmo se dá atenção aos que chegam, aos filhos ou aos pais.


Assim, os valores cristãos vão sendo derrubados um a um: a humildade, o desprendimento, a pureza, a continência, a mansidão, a bondade, o perdão, entre outros, vão sendo jogados por terra, mas de maneira homeopática; de forma que, aos poucos, lentamente, para não chocar, os valores morais vão sendo suprimidos. Faz-se apologia ao sexo a qualquer instante e sem compromisso familiar ou conjugal; aprova-se e estimula-se a prática homossexual como se fosse algo natural e legítimo, quando o Catecismo da Igreja Católica (CIC) chama a prática homossexual de “depravação grave” (CIC §2357).


O roteiro e o enredo dos dramas das novelas são cuidadosamente escolhidos de modo a enfocar os assuntos mais ligados às pessoas e às famílias, mas, infelizmente, a solução dos problemas é apresentada de maneira nada cristã. O adultério é, muitas vezes, incentivado de maneira sofisticada e disfarçada, buscando-se quase sempre “justificar” um triângulo amoroso ou uma traição.


O telespectador é quase sempre envolvido por uma trama em que um terceiro surge na vida de um homem ou de uma mulher casados, que já estão em conflito com seus cônjuges. A cena é formada de modo que o telespectador seja levado a desejar que o adultério se consuma por causa da “maldade” do cônjuge traído.
Assim, a novela vai envolvendo e “fazendo a cabeça” dos cristãos. A consequência disso é que elas passaram a ser a grande formadora dos valores e da mentalidade da maioria das pessoas, de modo que os comportamentos – antes considerados absurdos, agora já não o são, porque as novelas tornaram o pecado “palatável”. O erro vai se transformando em algo comum e perdendo a sua conotação de pecado.


Por outro lado, percebe-se que a novela tira o povo da realidade de sua vida difícil, fazendo-o sonhar diante da telinha. Nela, ele é levado a realizar o sonho que na vida real jamais terá condições de realizar: grandes viagens aéreas para lugares paradisíacos, casas superluxuosas com todo requinte de comidas, bebidas, carros, jóias, vestidos, luxo de toda sorte; fazendas belíssimas onde mulheres e rapazes belíssimos têm disputas entre si.
E esses modelos de vida recheados de falsos valores são incutidos na cabeça das pessoas.


A consequência trágica disso é que a imoralidade prevalece na sociedade; a família é destruída pelos divórcios, traições e adultérios; muitos filhos são abandonados pelos pais, carregando uma carência que pode desembocar na tristeza, na depressão, na bebida e até nas coisas piores.  


A banalização do sexo vai produzindo uma geração de mães e pais solteiros que mal assumem os filhos. É a destruição da família.


O melhor que se pode fazer é proibir os filhos de acompanhar essas novelas. Contudo, os pais precisam ser inteligentes e saber substituí-las por outras atividades atraentes. Não basta suprimir a novela, é preciso colocar algo melhor em seu lugar. Essa é uma missão urgente para os pais.




Autor: Prof. Felipe Aquino
Fonte: Canção Nova

12/08/2016

Ordem e beleza perdida e restaurada na criação de Deus

Reflita sobre a beleza da criação e o plano de salvação do Senhor


“Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom” (Gn 1,31). Assim termina a primeira narrativa da criação do livro do Gênesis. A criação saída das mãos de Deus era maravilhosa! Ele a contempla e se alegra com Sua criação, e a narrativa repete esse deleite de Deus nos versículos 10, 12, 18, 21 e o citado acima, o 31. O homem, por sua vez, foi criado à “imagem se semelhança de Deus” (cf. Gn 1,26).

Obra mais perfeita, o homem é réplica e semelhança (do mesmo sangue). O homem, sem ser Deus, é uma réplica de Deus, porque possui inteligência e vontade, faculdades superiores, características próprias dos seres que são espírito. Sem ser filho, é tratado como um filho e capaz de receber o Espírito de Deus, o “sangue de Deus”, ou seja, a vida d’Ele.

A obra do Senhor não só era “muito boa”, como tudo vivia em harmonia com Ele. Especialmente o homem, que vivia em amizade e intimidade com o Criador, num contexto de paz e beleza, expresso pelo jardim do Éden. A intimidade é notável quando o texto bíblico, no capítulo 3,8 diz: “Eles (Adão e Eva) ouviram os passos de Deus, que passeava no jardim à brisa do dia”. Reconhecer alguém pelos passos, pelo o jeito de andar, é sinal de muita intimidade.

Ordem e beleza perdida e restaurada na Criação de Deus 
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

 

O que destrói a beleza criada por Deus?


A obra do pecado é a destruição de toda essa perfeição, ordem, beleza e harmonia. A serpente seduz os primeiros pais, então o caos é instalado na criação. Adão e Eva são expulsos do paraíso e da intimidade de Deus, a dor e a maldade entram na história da humanidade. O Capítulo 3, do livro de Gênesis, narra toda a destruição causada pelo pecado.

Diante desse caos instaurado na criação, o Criador faz um projeto de salvação, a fim de restituir a ordem e a beleza. Já o primeiro sacrifício narrado na Bíblia, o de Noé após o dilúvio que purifica a criação, parece querer restaurar aquela bondade, e Javé “respira o agradável odor” da oferta de Noé (cf. Gn 8,21) Esse projeto de salvação dá início quando Deus tira Abraão de sua terra para constituir um povo que prepararia a vinda do Salvador.

Jesus consuma a obra da salvação no Seu sacrifício na cruz e, “porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus” (Col 1,19-20).


Leia mais:
.: Criação do mundo
.: O mundo poderia existir sem o mal?
.: Por que tenho de sofrer as consequências do pecado de Adão e Eva?
.: Consequências do pecado original


Em Cristo, toda ordem da criação é restaurada. Na vida da Igreja, existem tantos sinais dessa criação restaurada, mas um sinal contundente é a chamada “incorrupção dos corpos”. Trata-se da não degradação dos corpos (inteiros ou de uma parte) de alguns santos, observados após sua exumação.

Como exemplo, temos a garganta de Santo Antônio, braço e coração de Santa Tereza, coração de Cura Ars e São Vicente de Paulo, e o corpo inteiro de Santa Bernadete e Santa Catarina Laubouré. É notável que não existem relatos desses milagres, sem ajuda de técnicas de preservação, fora dos santos católicos. Milagres extraordinários, inexplicáveis, que testemunham que a criação submissa a Cristo não está sujeita à desordem do pecado.


No entanto, no tempos de neopaganismo que vivemos, o diabo continua a seduzir e a gerar caos na criação. É fácil ver, no mundo de hoje, leis que atentam contra a ordem da natureza, valores que tentam destruir a harmonia da criação e modas que expressam bizarrices, atentando contra o senso de beleza. A quem crê nesse Cristo, cabe fazer a experiência de uma existência submetida a Ele e, por isso, livre daquelas mazelas que o Diabo inseriu na criação.


Essa experiência de fé nos revela que “não são os elementos do cosmo, as leis da matéria que, no fim das contas, governam o mundo e o homem, mas é um Deus pessoal que governa as estrelas, ou seja, o universo; as leis da matéria e da evolução não são a última instância, mas razão, vontade e amor: uma Pessoa.

E se conhecemos essa Pessoa e Ela nos conhece, então verdadeiramente o poder inexorável dos elementos materiais deixa de ser a última instância; deixamos de ser escravos do universo e das suas leis, então somos livres”

(Bento XVI, Spe Salvi 5).




Autor: André Botelho
Fonte: Canção Nova

A Igreja Católica não pode ficar sem sacerdotes.


Os ministros ordenados –sacerdotes têm a missão de estar à frente das comunidades


Agosto, para a Igreja no Brasil, é o mês dedicado às vocações; somos convidados a rezar especialmente nessa intenção e a promover as vocações sacerdotais, religiosas e laicais, tão necessárias à vida de nossas comunidades e à missão da Igreja.

A Conferência de Aparecida nos recorda que a vocação fundamental e primeira de todos os cristãos é a de sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo. Pelo batismo, fomos chamados à fé em Deus por meio de Jesus Cristo e a sermos membros de Sua Igreja. Essa é a vocação de todos, grande graça e dignidade, que enche nossa vida de alegria e lhe dá uma orientação nova.

Não se pode dizer, pois, que só alguns foram chamados, enquanto os demais não teriam recebido nenhuma vocação. Cada cristão católico recebeu a vocação para ser discípulo e missionário de Jesus Cristo.


A Igreja católica não pode ficar sem sacerdotes

 

Vocação do cristão


É bonito e inspirador pensar a vida cristã como “vocação”, e isso significa que ela é bem mais que um conjunto de preceitos, doutrinas e obrigações morais.

O cristão é chamado a estar com uma pessoa, com ninguém menos que Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem. Ser cristão é receber a grande “bênção” da salvação por meio de Jesus Cristo; é olhar para ele, acolher a cada dia Sua palavra e olhar para Seu exemplo; é partilhar Seu desejo de que se realize o Reino de Deus neste mundo e no outro, que todos os seres humanos conheçam o amor misericordioso de Deus e recebam a salvação.

Doutrinas, preceitos e deveres morais tomam novo sentido quando se passa a olhar a vida cristã desse modo.


Leia mais:
:: Padre testemunha como descobriu o chamado ao sacerdócio
:: O padre pode contar os pecados para outras pessoas?
:: Por que o celibato do sacerdote?
:: O chamado para a vocação eucarística e sacerdotal


Foi para isso, de fato, que Jesus chamou discípulos: para estarem em sua companhia e experimentarem a proximidade de Deus e a grandeza de seu amor. Como Mestre, instruiu-os na vontade de Deus e no caminho que leva à vida plena; ele próprio, como Filho de Deus e irmão da humanidade, apresentou-se como “caminho, verdade e vida”, convidando os discípulos a seguirem seus passos, orientados por Sua Palavra. Depois, enviou-os em missão, para chamarem outros discípulos e formarem comunidades congregadas em nome d’Ele.

Desde então, a Igreja nunca mais deixou de fazer o mesmo por meio da atividade missionária, da pregação do Evangelho e do testemunho de vida, congregando em comunidades de vida cristã aqueles que creram. E ainda hoje acontece o mesmo e queremos fazê-lo com renovada consciência e alegria.

Todos os cristãos são chamados à santidade, na união com Deus e em sintonia com seu desígnio de amor. Mas há também as vocações de especial consagração a Deus e à missão da Igreja.


Na Igreja, comunidade dos discípulos-missionários, essas vocações específicas são dons especiais que Deus faz às pessoas para ajudarem os demais cristãos a viverem mais facilmente a vocação de todos à santidade; essas vocações também estão orientadas para o serviço da Igreja, no seu conjunto, para que ela possa realizar no mundo a missão recebida de Cristo. As vocações são graças especiais feitas a pessoas para o serviço dos irmãos e a missão da Igreja

 

Missão dos ministros ordenados


Assim, os ministros ordenados – bispos, padres e diáconos -, têm a missão de estarem à frente das comunidades, em nome de Jesus Cristo, Senhor e Pastor da Igreja. Eles estão encarregados de promover o anúncio da Palavra de Deus e de formar na fé e na vida cristã os demais discípulos de Jesus; com eles e para eles celebram os sacramentos da vida nova de Jesus ressuscitado e estimulam a todos na prática da fé, esperança e caridade e no testemunho da novidade do Reino de Deus, já presente no mundo.

Os ministros ordenados são discípulos e missionários que receberam a vocação especial de serem servidores e guias dos seus irmãos na vida cristã e de estimular cada um a responder ao seu próprio chamado na Igreja. O bispo, como sucessor dos apóstolos, é pastor de toda a comunidade diocesana; com ele, os padres e diáconos são servidores das comunidades locais, dentro da diocese. Todos devem inspirar-se no exemplo deixado por Jesus, bom Pastor e Sumo Sacerdote da humanidade.

No mês de agosto, queremos agradecer a Deus a presença dos sacerdotes e diáconos em nossas comunidades e nos diversos serviços da Igreja. A eles devemos acolher sempre com fé e gratidão; embora sendo pessoas humanas como todas as demais, eles receberam da Igreja uma especial consagração e um encargo sagrado, para o bem do povo e para a glória de Deus. Por isso, todos devem rezar pelos ministros sagrados da Igreja, pedindo que Deus os santifique, inspire e fortifique na realização de sua missão.

A Igreja Católica não pode ficar sem sacerdotes. A oração constante pelas vocações sacerdotais e a colaboração de toda a comunidade eclesial para a boa formação dos sacerdotes deve ser uma preocupação de cada católico e de todas as comunidades eclesiais. Isso significa atender à recomendação do próprio Jesus: “a messe é grande, mas os operários são poucos; pedi ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe” (Mt 9, 37-38).


Desejo congratular-me com todos os padres da Arquidiocese de São Paulo pela passagem do Dia do Padre”, 4 de agosto, dia de São João Maria Vianney, o Cura de Ars. Peço que Deus os abençoe, fortifique e ilumine no exercício de sua missão e os recompense.



Dom Odilo P. Scherer  
Arcebispo de São Paulo



Fonte: Canção Nova

11/08/2016

Pokémon Go, uma febre mundial!

Saiba por que o Pokémon Go se tornou uma febre mundial


O assunto do momento tem sido o famoso jogo do Pokémon Go lançado pela Nitendo. O jogo, que tem sido uma febre mundial, desperta curiosidade e faz as pessoas saírem de sua zona de conforto para “caçar os monstrinhos” do game. Mas afinal, qual é a origem do Pokémon Go? Como fazer para não se tornar um viciado no jogo? É possível evangelizar por meio dele?


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 Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com


Padre Clóvis Melo, ex-assessor da Comunicação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para assuntos de internet e digitais), em entrevista ao cancaonova.com, comenta sobre o assunto tão discutido na última semana.

 

cancaonova.com: Qual é a origem do jogo Pokémon Go?


Padre Clóvis: A empresa Niantic, Inc, que desenvolveu esse jogo, é uma startup da Google que, em 2013, lançou um jogo chamado Ingress, que trabalhava essa ideia de realidade aumentada. O objetivo do jogo era encontrar portais de energia e interagir com eles, a fim de enfraquecer um portal e fortalecer o outro. Então, a Nitendo contratou essa empresa para que, em parceria com ela, desenvolvesse o jogo Pokemon Go com toda a mitologia que havia por trás dele, com todos os conceitos japoneses de monstrinhos de bolso, os desenhos animados relacionados aos Pokemons.

Muitas pessoas têm lembranças desse jogo na infância, no qual haviam treinadores que encontravam os monstrinhos, apreendiam-nos em bolinhas, que eram receptáculos, e os treinavam para participar de duelos; cada monstrinho tinha um poder específicos, de acordo com os elementos da natureza: água, terra, fogo e ar. A Nintendo contratou a empresa Niantic, Inc para desenvolver, junto com ela, o jogo Pokémon Go, e aproveitou uma plataforma que já existia daquele jogo anterior chamado Ingress.

 

cancaonova.com: O que seria essa realidade aumentada?


Padre Clóvis: É uma interface digital sobre a realidade. Então, eles aproveitam localizações, mapas, pontos turísticos e de interesse para lançá-los na interface digital. O dispositivo que nos ajuda a ver essa interface é o próprio smartphone, que está conectado à internet. Isso desperta interesse nas pessoas. Elas, então, vão procurar onde tem um Pokémon.

Elas abrem o o programa, veem no mapa a localização e descobrem onde há os portais de energia e vão até eles. Um desses lugares são as igrejas, porque são locais frequentados por muitas pessoas. É por isso que, dentro delas, há muitos Pokémons. Isso faz todo sentido, porque as igrejas são lugares onde muitas pessoas buscam Deus, buscam oração e frequentam com regularidade. Shoppings e academias também são lugares comuns de encontrá-los.

Na interface do Pokémon Go, vemos diversos tipos de monstrinhos encontrados em lugares específicos. É isso que desperta o interesse das pessoas. Até na Canção Nova há monstrinhos Pokémon, por ser um lugar que atrai muitas pessoas.

 

cancaonova.com: Quais cuidados as pessoas devem ter para não ficarem viciadas no jogo?


Padre Clóvis: Com relação ao vício, ele está um pouco ligado às mídias digitais, aos smartphones e à internet. É preciso ter sabedoria para dosar tudo isso e saber até que ponto esse jogo está roubando seu tempo útil, tempo de oração, leitura e relacionamento presencial. Tudo o que é excesso é ruim, e o Pokémon Go é o vilão do momento. Há pouco tempo, o WhatsApp também roubava a interação humana, assim como o Twitter e o Facebook. É inevitável lidarmos com essas plataformas digitais, porque fazem parte da cultura virtual.

Assista:

:: Pokémon Go: o que você precisa saber para não ficar viciado


Da nossa parte, para ajudarmos os jovens, adolescentes e até adultos que estão entrando nesse jogo, a dica é usam o bom senso. Até que ponto convêm jogá-lo? Ao celebrar uma liturgia, na Santa Missa, é hora de ligar o celular para procurar Pokémon?

Não é o momento. É provável que o encontremos na igreja, porque o jogo é interativo e atraente para essa realidade. Então, qual o momento adequado? Um momento de lazer, de descontração, que eu tenho para essa finalidade. Eu aproveito esses momentos para jogar e fazer a interação humana que ele favorece.


Se há muitas pessoas falando sobre isso, dá para conversar sobre o Pokémon e puxar outros assuntos também. Daqui a pouco, vamos conseguir entender que a relação humana é a mais interessante que o próprio jogo, que foi apenas a isca.

 

cancaonova.com: Como evangelizar por meio desse jogo?


Padre Clóvis: Algumas igrejas nos Estados Unidos, ao perceberem o grande fluxo de jovens e de pessoas próximas às igrejas para encontrar pokémons, criaram momentos, ao longo do dia, com palestras, músicas oracionais, a fim de que as pessoas, ao procurarem um Pokémon, escutem uma mensagem e se interessem por aquele conteúdo de evangelização. Quanto ao jogo em si, com seus elementos, não vejo que seja viável para evangelizar, porque ele não tem esse enfoque; é um entretenimento, mas pode ser um atrativo para “virarmos a chave”.


O Pokémon é a febre deste tempo, deste momento; daqui a pouco, as pessoas tendem a perder o interesse. A não ser os entusiastas, que sempre gostaram do Pokémon, para quem esses jogos vão se manter por um tempo ainda maior. Então, fiquem tranquilos em relação a isso.


Precisamos trabalhar com a consciência das pessoas. Nos Estados Unidos, foi criado um manual a fim de que as pessoas tenham cuidado, mas não só com o jogo em si, mas sim quanto à distração que ele proporciona. Enfim, minha opinião é o bom senso, é não fazer do jogo o maior sentido da sua vida.




Autora: Fernanda Soares
Fonte: Canção Nova

Santa Clara, patrona da televisão

Santa Clara


Destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos

“Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!” Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a ‘dama pobre’.

Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual [inspiração] lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.

Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, por isso, ao deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis apaixonou-se por esse estilo de vida.


Em 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente. Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina.


Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito.


Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a “Patrona da Televisão”.


Santa Clara, rogai por nós!
Ave Maria...



Fonte: Canção Nova

Tudo depende da forma que você olha!


Nosso modo de olhar ao redor precisa ser de uma forma nova

Nós falamos, várias vezes, sobre o olhar de Deus que nos cura. Muitas vezes, olhamos para a Hóstia Consagrada, mas é importante nos darmos conta de que a cura vem do olhar que o Senhor tem para nós e que nos faz ver o mundo de uma forma nova.

O olhar é a lâmpada que ilumina o corpo

 

“Ninguém traz uma lâmpada para colocá-la num lugar escondido ou debaixo de uma vasilha; coloca-a no suporte, a fim de que os que entrem vejam a claridade. A lâmpada que ilumina o corpo são os olhos” (cf. Lc 11,33-34a). São Lucas era médico e também pintor, fez diversos ícones da Virgem Maria, como nos ensina a Sagrada Tradição.


Tudo depende da forma que você olha
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com


Todos sabemos que os olhos não têm luz própria, mas aqui Ele não fala sobre a biologia do nosso corpo, mas revela o segredo da alma. Existe uma forma de enxergar o mundo que nos ilumina e outra que nos leva às trevas. Jesus nos fala da visão espiritual.

 

Janela da alma


“Se teu olho for simples, ficarás todo cheio de luz; mas se teu olho for ruim, ficarás todo em trevas! Examina, pois, se a luz em ti não são trevas! Se então teu corpo estiver todo cheio de luz, sem traço algum de escuridão, ficarás totalmente iluminado, como acontece quando a lâmpada te ilumina com seu clarão” (Lc 11,34b-36). Ele fala de uma iluminação interior. O olho seria a janela da alma, essa abertura pela qual a luz entra no nosso interior, na nossa alma.

Nós precisamos ter um olhar diferente sobre o mundo, e isso faz a diferença.
A maturidade humana é medida diante da capacidade que a pessoa tem de experimentar o sofrimento e transformá-lo numa coisa positiva. Existem dois tipos de adulto: aquele que sofre e se torna destruidor, transformando tudo em coisas que lhe fazem mal (depressão); e aquele que sofre e é capaz de transformar aquilo em cruz, que o leva à ressurreição. Ou você abraça sua cruz e corre para ressurreição, ou você foge dela e morre esmagado.

 

Capacidade de ter um olhar humilde


Simples é ser sem dobras. Uma coisa complicada é algo que foi dobrado, que não se consegue ver facilmente. Simples é uma coisa aberta. As coisas de Deus são simples, nós é que somos complicados. O Altíssimo quer que tenhamos um olhar humilde sobre tudo.

O que nos faz ter um olhar complicado diante das situações é ficarmos olhando para nós mesmos. Vamos olhar o mundo com a simplicidade de Deus. Ele nos colocou neste mundo para nos prepararmos para o céu, mas nos esquecemos disso e complicamos tudo, ficamos perdidos em nossa vida. Jesus disse para Marta: “Marta, tu te inquietas e te agitas por muitas coisas, uma só coisa é necessária”, ou seja, prepararmos a nossa vida para o Senhor.

 

A felicidade está em preparar o céu


Eu sou padre para preparar o meu céu e ajudá-los a chegar lá também. Olhe para sua vida de uma maneira muito simples, de quem está preparando o seu céu. Minha vida seria muito complicada se eu, como sacerdote, estivesse preocupado com minha carreira, em ser bispo, ser famoso. Não adiantaria nada conseguir tudo isso e perder o céu.

Da mesma forma, para você que vai se casar, saiba que a felicidade existe, mas não será seu esposo quem lha dará. Sua felicidade está em preparar o céu. Jesus nunca prometeu felicidade a ninguém nesta terra, apenas no céu. Quem promete isso, aqui na Terra, é o diabo, e ele sempre dá o inferno.


Esta vida é bonita, é boa, tem alegria para nos dar, mas a felicidade é sempre marcada por uma tristeza. O prazer é sempre empanado por uma dor. A vida é assim e não há nada de errado com ela. Aqui, existem coisas boas e bonitas, mas é só um “tira-gosto”, o “banquete” será no céu. Na Terra, nunca haverá felicidade completa. Sou profundamente feliz por saber que isso aqui não é tudo.

A vida é bonita, mas se ela for tudo, torna-se uma má notícia. A vida é bela, mas queremos muito mais.
O olhar complicado é da pessoa que não abre o olho para ver o amor de Deus em primeiro lugar. Muitos acham que amam primeiro, mas se cansam de amar e querem somente ser amados. Isso é complicado. Abra o olho e enxergue que Deus o amou primeiro! Você responde ao amor de Deus amando outras pessoas.

Se seu olhar for simples, você enxergará que já foi amado. Uma pessoa que não se sente amada é como um homem que possui trilhões em dinheiro no banco e fica na rua mendigando.

Se seu olhar é complicado, a sua vida se tornará trevas e, dessa forma, viverá sem a luz que vem de Deus. Nós, como cristãos, podemos pedir ao Senhor um novo olhar para enxergarmos as coisas sem que elas nos destruam, sem que elas afetem o amor do Senhor em nossa vida. Jesus também sofreu, chorou, viveu a cruz. Não estou aqui propondo a “mágica da Poliana”, uma menina da literatura que descobriu que sofreria menos se visse o lado positivo de todas as coisas.

Não é isso que estou propondo. O pecado continua sendo terrível, satanás continuará nos tentando para perdemos a vida eterna, mas faz parte do nosso arsenal de guerra ter um olhar simples.

Estou aqui para preparar o meu céu, e a única forma de conseguir isso é amando os outros. Dizer que crer no céu atrapalha o amor é não entender nada da eternidade. Nós queremos a Páscoa do céu, mas não existe ressurreição se nós não abraçarmos a cruz. Examine como você está olhando a vida, se está olhando o “tira-gosto” como se fosse um “banquete”, querendo dela aquilo que ela não pode lhe dar. Se você mantém o foco no amor de Deus, tudo muda.

Eu não sei o que será de mim amanhã. A vida muda tanto! Quando fui ordenado sacerdote, nunca pensei que faria programa na TV, que teria um site na internet. Eu pensava no meu sacerdócio de uma forma totalmente diferente. Pense se eu ficasse apegado aos sonhos de 19 anos atrás? Deus nos dá circunstâncias diferentes.

Simplicidade da pomba e a prudência da serpente


As pombas são simples, pois elas voam reto e sabem aonde vão chegar. Precisamos ter a simplicidade da pomba, mas a prudência da serpente, pois esta caminha de forma sinuosa e dribla os obstáculos. Tenha jogo de cintura, saiba refazer os seus planos em cima das cinzas. Deus preparou um lugar para nós no céu e lá há felicidade. Enquanto isso, a felicidade daqui é sempre manchada por um pouco de tristeza, por isso precisamos viver a simplicidade da pomba e a prudência da serpente.




Padre Paulo Ricardo  
Arquidiocese de Cuiabá – MT

Fonte: Canção Nova

10/08/2016

Você já ouviu falar em “TOC Religioso”?

O TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo – Religioso existe e surge nos pensamentos


Segundo Aristides Volpato, especialista em Transtorno Obsessivo Compulsivo, o TOC é caracterizado por pensamentos específicos, imagens e palavras que “invadem” nosso pensamento e consciência. A questão do problema é que esses pensamentos distorcidos surgem constante e repetitivamente, tornando-se, assim, uma obsessão. Esse pensamento obsessivo provoca nas pessoas um sentimento de angústia, medo, aflição e falta de controle, por não conseguir controlar os pensamentos. Assim, acabam reagindo a esses pensamentos intrusos e impositivos, realizando aquilo que lhe é ordenado.


Você já ouviu falar em “TOC Religioso”
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com


Imagino que muitos de vocês já ouviram falar sobre TOC, mas tenho certeza que poucos ouviram dizer que existe TOC Religioso. Essa categoria existe e é classificada como obsessiva, ou seja, que surge e é forte a partir dos pensamentos.

 

O que é TOC Religioso?


Todo mundo que é religioso tem TOC? Não! Existe uma diferença entre o comportamento religioso e o obsessivo. Como diferenciar então? A pessoa que sofre o transtorno tem pensamentos e comportamentos irracionais, tornando-se “desajustados” aos olhos daqueles que estão a sua volta.

No âmbito da obsessão, o conteúdo dos pensamentos mais comuns são: pecado, demônio, culpa, escrupulosidade, sacrilégio e blasfêmia. Um exemplo de conteúdo do pecado: a mulher casada pensa “não posso ter relação sexual com meu esposo, porque sentirei prazer, e isso é pecado”.

Independente do conteúdo que a pessoa possui, mesmo sabendo que são absurdas e ilógicas, não se consegue desvincular dele. Assim, surge o comportamento ritualizado e repetitivo para sua sobrevivência. Como assim? A pessoa se confessa, todos os dias, ou um dia sim e outro não. Fica, em tempo integral, com um terço que foi abençoado pelo padre X e que tem muita unção.

Faz jejum diariamente como forma de penitência.
O que acontece é que quem tem TOC religioso tem como conteúdo do seu transtorno práticas religiosas, ficando um pouco difícil de saber se é devoção e um relacionamento sadio com Deus, ou se já virou um transtorno.


Aprenda a identificar o TOC Religioso


A dica que dou é: você está exagerando, fora do que a maioria das pessoas de referência da Igreja fazem? Se a resposta for ‘sim’, então provavelmente é TOC.
Existe também uma categoria, que é a compulsão mental. Essa é mais difícil de ser notada e a mais comum. São aqueles que não conseguem fazer nada antes de uma oração específica. Nesse caso, cada um tem um conteúdo diferente.

Por exemplo: há pessoas que só saem de casa depois de fazer a oração do Sangue de Cristo três vezes. Ou, todas as vezes que vai fazer uma refeição, só come depois que fazer a oração de São Bento, por medo de estar contaminada a comida. Há aqueles também que acreditam que, por ser o único da casa que tem “espiritualidade”, todos os outros são impuros e pecadores, por isso precisa rezar o terço o tempo inteiro que estiver dentro da sua casa.

Poderíamos ficar dando inúmeros exemplos, seja quanto à obsessão (pensamentos), compulsão (comportamento) ou associação dos dois. Mas o importante é você despertar para essa pergunta. Quanto tempo você tem gastado com esses pensamentos? Eles geram angústia? Como você tem se comportado com suas práticas religiosas? Aquilo que era para trazer paz e confiança em Deus tem trazido incômodo, desconforto e angústia? Seu comportamento, em vez de servir de testemunho, tem dificultado ainda mais seu relacionamento com aqueles que estão próximos?

Se a resposta for ‘sim’, você é um forte candidato a ter TOC. Procure ajuda! Procure um profissional da Psicologia que seja cristão e, se possível, um diretor espiritual para orientá-lo. Deus nos quer perto d’Ele, mas de forma equilibrada e saudável.




Autora: Aline Rodrigues
Fonte:  Canção Nova

Como fazer um retiro espiritual?


O retiro espiritual é uma força que encontramos para viver bem a nossa caminhada

A vida espiritual em nosso tempo é muito necessária, pois é a partir dela que conseguimos encarar a vida com mais leveza, como ela realmente deve ser vivida. O grande risco é, e talvez muitos que me leem percebam isso, notar que a vida está passando sem que tenhamos feito algo dela. O que apreciamos da vida? Que laços temos criado com as pessoas? Não sabemos o dia de amanhã, então, como viver o hoje?


Dicas de como fazer um retiro espiritual
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

É por isso que a vida espiritual, a vida em Deus, ilumina-nos a como viver, como caminhar e dar os passos na vida comum.

Vale dizer que a vida no Senhor não está desconcertada da vida comum, onde todos precisam trabalhar e estudar, onde todos choram e riem. Mas se pode reforçar que aqueles que levam uma vida espiritual conseguem dar sentido a tudo, seja nas situações que deram certo ou naquelas que deram errado.

Para a vida espiritual, a comunhão com Deus nos ajuda. Por isso, muitas vezes, precisamos nos retirar, parar um pouco para escutar os “ruídos interiores”, apresentá-los a Deus e, assim, escutá-Lo e saber como lidar com essas inquietações.

Claro que o retiro é valido não só quando estamos inquietos ou com alguma dificuldade; ele também serve quando estamos bem. Dizem: “Em time que está ganhando não se mexe”. Bom, na verdade, pode-se melhorá-lo. Então, um bom retiro nos tira de uma crise e também reforça aquela caminhada que já está boa.

 

Mas como fazer um retiro? Cito alguns itens básicos:


1) Ter ou buscar um local de silêncio. Você precisa se concentrar, examinar seu interior; não dá para fazer isso com eficiência se está no barulho, na agitação do dia a dia. Para que haja um bom retiro, “cala-te”, permita-se perceber a si mesmo, permita-se escutar a Deus;

2) Ter um texto para meditação. Se você tem um (a) acompanhador (a) espiritual, diante daquilo que ele (a) conversou com você, pode lhe dar um texto bíblico ou um escrito de um santo para você meditar – normalmente, o texto possui algumas perguntas que vão ajudá-lo a viver o retiro. Caso você não tenha um (a) acompanhador (a) espiritual, não tem problema, pense em qual é, hoje, a sua principal necessidade. Por exemplo: “Hoje, tenho medo do futuro, de faltar-me emprego e, consequentemente, faltar dinheiro e passar por necessidades”. Talvez, será interessante ler o Evangelho de Mateus cap. 6 de 25 a 34, onde Jesus fala sobre o abandono à providência. Dentro dessa temática, é possível ler ainda o Salmo 22(23), “O Senhor é o meu Pastor”;

3) Olhar para dentro de si. A meditação, seu contato com Jesus após a leitura, deve ajudá-lo a olhar para dentro de si, fazer uma leitura de sua caminhada e identificar os pontos que precisam ser melhorados, onde a cura de Deus precisa chegar;

4) Rezar. Retirou-se, meditou, olhou para dentro de si? Agora reze. Fale com Deus sobre as descobertas que fez, peça a cura, a direção, peça a força do Alto para não desanimar;

5) Comprometer-se e criar metas. Ainda na oração, finalize-a agradecendo a Deus pelo tempo de silêncio, de contato com Ele, agradeça as descobertas feitas e faça um compromisso de melhorar. Se for o caso, e isso ajuda, anote quais serão suas metas dali em diante.

Você percebeu como é simples? Existem outras formas de retiro, esses tópicos não são únicos nem exclusivos, mas ajudam você a pensar a vida e a viver.  

Parar, olhar, refletir, decidir e agir.

Bom retiro!




Autor: Padre Márcio do Prado
Fonte: Canção Nova

09/08/2016

Um Católico pode participar de um culto protestante?

A Verdade em que acreditamos…

Quem nos ajudará nesta questão é Padre José Fortea, Exorcista espanhol, e responsável por acompanhar um dos casos mais graves de possessão diabólica da Espanha.

Então vamos a resposta:

Um Católico pode participar de um culto protestante?
Padre José Fortea


Que um católico se separe da Igreja Católica, é um pecado muito grave. A maior parte dos irmão separados estão de boa fé em suas seitas, ou por haverem nascidos já nelas, ou então por sua pouca formação foram de alguma forma seduzidos.
 

Por isso o nosso amor a Santa Igreja Católica, não nos leva a não amar os irmãos separados. Pelo contrário, não há nenhum inconveniente em reconhecer as coisas boas que eles fazem. Mas porque amamos nossos irmão separados, isso não nos impede que reconheçamos que Jesus fundou uma só Igreja, a única e verdadeira Igreja que veio desde o tempo dos Apóstolos, e que é a Santa Igreja Católica.
 

Portanto um católico não deve ir a grupos de oração ou a cultos protestantes, e muito menos a outros tipos de cultos, ou reuniões de oração que não sejam cristãos.

Estes grupos fazem um grande bem aos nossos irmãos que não estão em comunhão com a Igreja Católica, mas podem colocar em risco de se perder a fé verdadeira para aqueles católicos que queiram participar.

Acredito que tenha ficado bem claro a resposta do Padre Fortea!  

Não podemos misturar as coisas, não podemos correr o risco de nos deixar levar por ensinamentos que não fazem parte daquilo que acreditamos.
 
Aceitamos as pessoas, as queremos bem, as amamos, mas não misturamos a nossa fé.
 

Deus abençoe você!



Fonte: Canção Nova

A tragédia dos filhos órfãos de pais vivos...

O pai é a primeira imagem que o filho tem de Deus

É tão importante a pessoa do pai na vida do filho, que o próprio Filho de Deus encarnado quis ter um pai (adotivo) na Terra. Jesus não pôde ter um pai natural neste mundo, porque não havia homem capaz de gerar o Verbo encarnado; então, o Espírito Santo o gerou no seio puríssimo e virginal de Maria Santíssima. Mas Jesus quis ter um pai adotivo e escolheu São José, o glorioso patrono da Igreja, como proclamou o Papa Pio IX, solenemente, em 1870.


A tragédia dos filhos órfãos de pais vivos
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com 


Quando José quis deixar a Virgem Maria, no silêncio da discrição de sua santidade, Jesus mandou que imediatamente o Arcanjo da Anunciação, São Gabriel, logo lhe dissesse em sonho: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por tua esposa, porque o que nela foi gerado é obra do Espírito Santo” (Mt 1,20). E a José coube a honra de dar-lhe o nome de Jesus, no dia de Sua circuncisão (Mt 1,21).

Jesus viveu à sombra protetora do grande São José na vila de Nazaré e na carpintaria do grande santo. O povo o chamava de “”o filho do carpinteiro””. José protegeu Jesus da fúria de Herodes; levou-O seguro para o Egito, manteve-O no exílio e o trouxe de volta seguro para Nazaré. Depois, partiu deste mundo nos braços de Jesus quando terminou a sua missão terrena. A Igreja o declarou “protetor da boa morte”.

Ora, se até Jesus quis e precisou de um pai neste mundo, o que dizer de cada um de nós?

Só quem não teve um pai, ou um bom pai, deixa de saber o seu valor. Ainda hoje, com 57 anos de idade, lembro-me com saudade e carinho do meu pai. Quanta sabedoria! Quanta bondade! Quanta pureza! Quanto amor à minha mãe e aos nove filhos!… Ainda hoje, com saudade e alegria, lembro-me de seus conselhos sábios.

O pai é a primeira imagem que o filho tem de Deus; por isso, Ele nos deu a honra de sermos chamados pais, pois toda paternidade vem do próprio Deus. Muitos homens e mulheres não têm uma visão correta e amorosa do Senhor, porque não puderam experimentar o amor de seus pais; muitos foram abandonados e outros ficaram órfãos.

O pior de tudo é a ausência dos pais na vida dos chamados ““órfãos de pais vivos””; e são muitíssimos. Muitos e muitos rapazes têm gerado seus filhos sem o menor amor, compromisso e responsabilidade, buscando apenas o prazer sexual de suas relações com uma moça. Esta, depois, é abandonada vergonhosamente, e o pai do bebê a deixa para que ela crie seu filho como puder.

Quase sempre essas crianças são criadas com grandes dificuldades. O peso de sua manutenção e educação é dividido quase sempre com a mãe solteira, que se mata de trabalhar, e com os avós que, quando existem, fazem o possível para ajudar. A criança, no entanto, é criada sem o pai.

A metade de sua educação podemos dizer que está comprometida, pois ela nunca experimentará o colo e os braços de um verdadeiro pai que a embale. Isso tem sérias consequências na vida dos jovens e adultos. Muitos deles, os mais carentes, acabam nas ruas e na marginalidade do crime, participam de assaltos e roubos, usam drogas  e vão parar na cadeia. Não é à toa que mais de 90% dos presidiários são jovens entre 18 e 25 anos. É verdade que muitos desses jovens tiveram um pai a seu lado, mas também é verdade que muitos deles não conheceram esse homem, que os deveria ter criado.

Normalmente, um filho que tem um bom pai, amoroso, trabalhador, dedicado aos filhos e à esposa, não se perde nos maus caminhos deste mundo. Por isso tudo é lamentável o que constatou o saudoso Papa João Paulo II em sua última viagem ao Brasil em 1997. Falando aos jovens no Maracanã, ele disse que, por causa do “amor livre”, “no Brasil há milhares de filhos órfãos de pais vivos”. Que vergonha e que dor para todos nós!

Quantas crianças com seus futuros comprometidos, porque foram gerados sem amor e abandonadas tristemente!
Sem um pai que eduque seu filho, a criança não pode crescer com sabedoria, fé, respeito aos outros, amor ao trabalho e à virtude.… Deixar uma criança sem pai, estando este vivo, é das maiores covardias que se pode perpetrar contra o ser humano inocente, que é a criança.

Hoje, infelizmente, com o advento da inseminação artificial e as clínicas de fertilização, há uma geração de jovens que não conhecem seus pais, pois muitos foram gerados por um óvulo que foi inseminado artificialmente pelo sêmen de um homem anônimo. Esses jovens não conhecem a metade de sua história e não têm uma verdadeira família.

Como será o futuro dessa geração de jovens?
Não é à toa que a Igreja Católica é contra a inseminação “in vitro”.
 


Artigo extraído do blog.cancaonova.com/felipeaquino

08/08/2016

Como enfrentar os seus medos...

Na grande arena da vida, os ponteiros da decisão apontam a hora de enfrentar os medos

“Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais” (Lc 12,7).

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Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com


Dizem que, na Bíblia, a expressão “não tenhais medo” está escrita 365 vezes. Isso significa que para cada dia no ano temos de nos lembrar de que podemos vencer esse inimigo.

Mesmo que essa conta não seja exata, o certo é que, nesse duelo “medo x você”, Deus quer fazer de você um vencedor. O Senhor não vai lutar no seu lugar, mas, com certeza, lutará ao seu lado. Não sei se percebeu, mas você já está na arena da vida, a luta já vai começar. Resta saber quem vai vencer: você ou o seu medo.

Existem muitos tipos de medos: medo do passado, do presente, do futuro; medo de pessoas de dentro de casa e fora dela; medo de solidão, de multidão; medo de morrer, de viver; medo de homem, de mulher. Existem pessoas que têm medo de quem está vivo, outras de quem está morto.

Alguns com medo da traição, outros da paixão; outros com medo do perdão (dar ou receber); alguns com medo de falar, outros com medo de calar; alguns com medo do conhecido, outros, do desconhecido. Enfim, são muitos os tipos de temor e escrever uma lista de todos seria algo quase impossível.

Certa vez, ouvi padre Rufus Pereira dizer que o demônio é o “deus do medo” e que esse sentimento é como um louvor aos infernos: quanto mais uma pessoa o alimenta, tanto mais força tem o demônio de fazer mal a ela. Medo e fé são como água e óleo: não se misturam. Ou uma pessoa tem fé ou tem medo. Se o medo vencer, acabará asfixiando a fé.

O temor, na maioria das vezes, surge da nossa imaginação (como Santa Teresa dizia: “A imaginação é a louca da casa”); por isso, muitas vezes, o medo é como um manipulador, um “cara bom de papo” ou até um ilusionista, que faz você ver o que não existe, acreditar no que não é verdade e assustar-se com fantasmas que já foram sepultados, mas que ele insiste em dizer que estão vivos.

Na grande arena da vida, os ponteiros da decisão apontam a hora de enfrentar os seus medos, não de mãos vazias, mas com “as armas da fé” (cf. Rm 13,12). Não se esqueça também de que todo lutador tem sempre um técnico que lhe diz o que fazer. O seu é Jesus, Aquele que lhe diz: “Não tenhas medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar a vós o Reino” (Lc 12,32).

Quem não tiver coragem de enfrentar os seus medos nunca descobrirá que é maior do que eles, não importa o nome que tenham; você não pode mais lutar de costas, essa é a posição do pânico, dos covardes e derrotados. Na luta entre o medo e você, creia que o cinturão da vitória é seu.

 


Padre Sóstenes Vieira
Comunidade Canção Nova




Fonte: Canção Nova