15/06/2012

Não se deixe abalar pela tristeza!


A Palavra de hoje está em Eclesiástico 30, 22: “Não entregues tua alma à tristeza e não aflijas a ti mesmo com tuas preocupações. A alegria do coração é a vida da pessoa.”

"Não entregue sua alma à tristeza, entregue-a a Deus. Coloque a mão em seu coração e diga:

'Quero entregar a Ti, Senhor, toda a minha alma, não quero mais permanecer na tristeza'". A missionária nos encoraja a oferecer a Deus toda nossa vida e o nosso coração, deixando que a alegria do Espírito Santo nos invada. “Deixe-se alegrar por ser de Deus, por ser escolhido e salvo por Ele por meio de Jesus. Alegre-se, porque você é especial para o Senhor, Ele o valoriza e o chama para ficar ao Seu lado.”

Peça a Deus a graça de não mais pecar, pois o pecado traz tristeza ao coração. “Liberte-nos, Senhor, de todas as amarras e correntes que nos prendem ao pecado. Que toda mágoa e toda raiva sejam colocadas para fora, porque esses sentimentos são grande fonte de tristeza em nossas vidas. Entregamos a Ti, Senhor, todas as pessoas às quais precisamos perdoar e acolher para sairmos da tristeza.”

"Neste momento vamos renunciar a todo sentimento de mágoa, ressentimento, ódio, raiva, ira e pecado que causam tristeza em nossa alma. Diga ao Senhor: 'Eu não quero mais pecar. Para sair da tristeza eu quero viver na Tua graça, fazendo hoje uma boa confissão'. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!"


Fonte: Canção Nova

14/06/2012

Pelo poder do nome de Jesus

Ironi Spuldaro
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Se eu quero ser liberto de todos os demônios, eu tenho que sair do comodismo e do anonimato impostos pelo mundo. Precisamos ser referência do amor de Deus na vida dos nossos irmãos.

Talvez hoje a sua doença vá muito além de um problema físico e, por causa dela, você se vê distante de todos aqueles que ama, se vê afastado de Deus por não se sentir digno de estar na presença d'Ele.

Hoje eu o convido a fazer a experiência de realmente tocar que na orla do manto de Jesus. Assim como narra a Sagrada Escritura, quando a mulher que era considerada maldita e vivia isolada havia doze anos, distante de todos, em um ato de fé se joga aos pés do Senhor e toca no manto d'Ele.

Infelizmente, hoje, muitas pessoas querem seguir Jesus não por aquilo que Ele representa, mas sim por causa do que Ele pode realizar. Muitas pessoas são curadas milagrosamente por Deus, mas não continuam vivendo essa experiência de eternidade e terminam por dar contratestemunho de tudo o que viveram.

Quando desejamos romper com o pecado, devemos nos alimentar do sagrado, estudando a história dos santos, os documentos da Igreja, intensificar nossa vida de oração, estudo da Palavra, fazer adoração e comungar a Eucaristia e buscar a confissão.

Nós precisamos clamar o Espírito Santo, pois Ele é o doce hóspede da nossa alma. Sem Ele não podemos encontrar a libertação do que nos aprisiona e a cura para o que nos fere.

É preciso retirar todo medo e toda infecção causada pelo pecado, porque todo medo vem de satanás e esta é a única arma que ele tem contra Deus. Não permita que seu medo seja maior que sua fé.

Não podemos viver na mentira, pois só a verdade é capaz de libertar. Somos vítimas das mentiras impostas pelo mundo quando este nos diz que não somos capazes de realizar grandes feitos. Mas a verdade é uma só: Deus o fez para a vida eterna, para a vitória e ela já foi dada pela graça do amor d'Ele.

"Não permita que seu medo seja maior que sua fé", exorta Ironi Spuldaro
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Deixe o Espírito de Deus fazer novas todas as coisas na sua vida. Não permita que o medo reine na sua casa. A luz da verdade quer fazer novas todas as coisas, permita que ela toque suas misérias.

Aceite Jesus Cristo como Senhor da sua vida! Ele quer restaurar o seu lar, seu matrimônio, o seu relacionamento com seus filhos. Essa poderosa unção de avivamento entra o seu coração, porque hoje é o dia do Senhor.

Queira tocar no manto do Jesus hoje, mesmo que hoje você se sinta indigno de tal feito. Coloque-se aos pés do Cristo e agarre a orla do Seu manto, tenha fé que sua vida pode ser renovada pelo ação do Espírito e permita que Ele mostre a verdade existente no coração de Deus.

Fonte: Canção Nova

13/06/2012

O valor da espera!


A castidade é totalmente essencial para a felicidade de um jovem. Não se deixe enganar e pensar que a maioria dos jovens tem relações sexuais. Não, não têm! Existe muito o que saber e pensar antes de se chegar a uma relação sexual.

As experiências sexuais entre adolescentes são um risco para seu corpo, para suas emoções e para seu futuro. É maravilhoso ver que cresce, nos Estados Unidos, cada vez mais a abstinência sexual entre o público juvenil.

É certo que existem jovens que decidem ter relações sexuais; mas são eles que terão de viver com as consequências de sua decisão. Existem muitas formas de expressar seu carinho sem ter relações íntimas. Trate de evitar as situações que intensifiquem as emoções sexuais; será mais difícil “frear” neste caso.

Carlos Beltramo diz que os beijos e as carícias movem os hormônios. Às vezes, você como jovem pode afirmar: “Os hormônios são incontroláveis”. E perguntamos: “Onde você esteve ontem à noite?”. Resposta: “Em um parque até as três da madrugada… Cheguei lá às 20 horas com minha namorada”. Portanto, quem escolheu? Quem entrou nessa situação? É normal que haja impulsividade se favorecemos as oportunidades: um selinho, outro selinho, um beijo… E depois: “Estamos cansados! Vamos para o sofá?”. Faça esta pergunta a você mesmo: “Por que fui para o apartamento com ela?” É como fogo sobre palha!

O que é o namoro?

Existem jovens que pensam: “Se ela não aceitar, não me ama”. Sendo um sentimento, o enamoramento pode ser destruído facilmente pelas experiências negativas. O verdadeiro amor cresce, mesmo em meio a experiências difíceis.

Para viver a pureza (castidade), mantenha-se ocupado (a) com esportes e com as atividades de grupo.

Alguns jovens veem a sexualidade como uma atividade de ócio prazerosa, por isso existe menos densidade no enamoramento, menos pretensão de eternidade. A experiência do enamoramento é a mais plena das experiências, não é eletiva, é surpreendente. Eu me surpreendo enamorado.

Se você e sua namorada ou namorado não puderem chegar a um acordo sobre esse tema, então talvez fosse melhor procurar outra pessoa que pense igual a você. Dizer “não” pode ser a melhor maneira de dizer “eu te amo de verdade”. A castidade não significa rejeição nem menosprezo ao amor. Significa defender o amor do egoísmo.

Repito: a castidade é totalmente essencial à felicidade do jovem. A masturbação e a pornografia fazem com que o homem procure o prazer ao ritmo de seu sexo. Gera prazer, sim, mas não treina para ser feliz. Não treina para amar.

As pessoas precisam crescer no aspecto da paciência. Esse é um déficit muito comum na sociedade moderna, que incentiva a gratificação instantânea desde a infância. Para reforçar a virtude da paciência, a pessoa não deve ser impaciente, porque sendo assim enfraquece a virtude e fortalece o defeito. Vale a pena desenvolver os bons costumes e esperar!

Fonte: Martha Morales - Destrave

12/06/2012

Não se prenda ao passado

Imagem de Destaque

A mulher de Ló: uma metáfora sobre o prender-se ao passado

Muitas pessoas desejam começar uma vida nova, porém, ficam presas ao passado. O olhar que deveria estar presente nos novos horizontes das possibilidades oferecidas pela vida fica perdido nos erros de um passado que já passou. Olhar em direção às possibilidades da vida é uma bonita maneira de recomeçar a caminhada. Ficar com os olhos presos a um passado mal-sucedido é dar vida a sofrimentos que já deveriam estar sepultados.

No livro de Gênesis, encontramos uma passagem em que anjos aparecem a Ló e pedem que ele e sua família deixem o território onde vivem e partam para as montanhas, pois Sodoma e Gomorra seriam destruídas. Esses seres celestes os alertaram sobre o risco que eles correriam de ser transformados em estátuas de sal se olhassem para trás na fuga. No entanto, a mulher de Ló desobedeceu, olhou para trás e se tornou uma coluna de sal (cf. Gênesis 19,17-29).

Há três tipos de pessoas: 1) as que vivem no passado; 2) as que vivem no futuro; e 3) as que vivem no presente. A mulher de Ló voltou seu olhar para Sodoma e Gomorra. Possivelmente sentiu saudade de tudo aquilo que estava deixando para trás. O gesto de voltar-se e olhar em direção a um passado pode revelar muitas coisas escondidas no coração daquela mulher.


Assista: "Abandone sua capa", com o saudoso padre Léo


Muitas pessoas vivem do passado. Alimentam sua vida de coisas que já se foram. Dão vida a sofrimentos que já estão sepultados. Não conseguem estabelecer uma relação saudável com o hoje de sua existência. Procuram no passado certezas que se encontram no presente.

A mulher de Ló ficou presa a um passado que não mais lhe pertencia. Por isso tornou-se uma coluna de sal. Ficou petrificada, com o olhar e o coração presos àquilo que não mais deveria ser o essencial da vida. Quando se perde o essencial da vida presente, fica-se petrificado com o coração no passado. Dar vida a um passado de sofrimentos, incompreensões, desilusões, erros, é alimentar-se de sombras.

Mesmo que desejássemos do mais profundo de nosso coração, não poderíamos fazer, nem sequer um milésimo de segundos, o que passou voltar. O que podemos fazer é nos reconciliarmos com o passado de nossa história. É vivermos o hoje como um presente de Deus. Tudo é graça! E Deus Pai nos presenteia a cada dia com o Seu amor, manifestado no dom da vida em suas múltiplas e infinitas possibilidades.

Olhar para o passado e buscar nele aquilo que não nos torna humanos é olharmos para as sombras de nossa existência e nos alimentarmos dela. Olhar o hoje de nossa história é reconhecermos a graça de Deus manifestada na esperança de um novo tempo a cada um de nós.


Padre Flávio Sobreiro

Comunidade Canção Nova
Fonte: Site Canção Nova

Link

11/06/2012

Transmissão da Fé

Imagem de Destaque
Nossa missão é evangelizar

A transmissão da fé cristã é a importante tarefa que desafia a Igreja Católica no cumprimento da missão recebida de seu fundador, Jesus Cristo. Um serviço que está permanentemente no horizonte da Igreja. E uma meta desafiadora: fazer todos os povos seguirem o caminho indicado pelo Mestre.

O Papa Bento XVI, sucessor do apóstolo Pedro na condução da Igreja, configura esse insubstituível dever de transmissão da fé como urgência de uma nova evangelização. Desse modo, o Sumo Pontífice convocou a realização, no mês de outubro, em Roma, da 13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, congregando representantes dos bispos, sacerdotes, leigos e peritos do mundo inteiro, para aprofundar o tema da Nova Evangelização.

A abertura dessa assembleia, importante órgão de consulta e reflexão, assessorando o Papa no seu ministério, entrelaça também importantíssimos acontecimentos, como o início das celebrações, em 11 de outubro próximo, dos 50 anos do Concílio Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965, além da abertura e celebração do Ano da Fé, que será vivido até a festa de Cristo Rei, em novembro de 2013.

O Papa Bento XVI sublinha que esse Ano da Fé será uma ocasião propícia para todos os católicos compreenderem, de forma ainda mais profunda, o fundamento da fé cristã. Conforme explica o Santo Padre, em sua Carta Encíclica Deus caritas est (Deus é amor), esse fundamento “é o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e com isto a direção decisiva”.


Assista: "Rebeldia x obediência", com monsenhor Jonas Abib"



A tarefa, portanto, urgente e primordial na missão da Igreja é qualificar, ampliar e oferecer a todos, a partir do encontro com Jesus Cristo Ressuscitado, uma redescoberta da fé cristã na sua integridade e no seu esplendor. Missão ainda mais urgente na atualidade, momento em que a fé, como também sublinha o Papa Bento XVI, é um dom a redescobrir, cultivar e testemunhar para se experimentar a beleza de vivê-lo.

Essa tarefa missionária de transmitir a fé cristã, para que ela seja vivida de modo fecundo, é o que se entende por evangelização. É a referência à atividade da Igreja em sua totalidade. Trata-se de uma preocupação e de uma permanente busca, marcando culturas, redirecionando vidas, resgatando e configurando valores na história da humanidade. Tomar conhecimento destas etapas e constatar a beleza desta preocupação ajuda a entender o papel importante da missão da Igreja no mundo, seu cumprimento em meio a muitos desafios e a necessidade, neste terceiro milênio, de um novo impulso.

Por isso, estão postos os desafios de uma pregação qualificada do Evangelho, em conteúdo e comunicação; a catequese, como alegre transmissão da fé, envolvendo todos, especialmente os catequistas e, particularmente em cada família, o pai e a mãe. Também a vida sacramental e o cultivo do valor rico da piedade popular com o insubstituível testemunho de vida de cada um. Essa tarefa de transmissão da fé é assumida e retomada, no contexto das turbulências e mudanças profundas de nosso tempo, na contramão de muitas coisas.

Na contramão das imposições superficiais, geradas e alimentadas pela mentalidade consumista e individualista que leva a compreender o bem e a felicidade como consumo, ou como simples e insaciável prazer. Na contramão do entendimento adequado da autonomia do sujeito e do uso da liberdade, percebida como rejeição a qualquer tipo de tutela, com a consequente e perigosa perda de referências. Na contramão dos portadores das bandeiras do ateísmo, da indiferença, prejudiciais tanto quanto os entendimentos mágicos da experiência religiosa, com manipulações milagreiras, ignorando o poder da fé na promoção da cidadania, da ética e da honestidade.

A Igreja Católica, em razão do tesouro precioso de sua fé e do compromisso no seguimento de Jesus Cristo, está abrindo uma nova e determinante etapa. Nela, a transmissão da fé se torna prioridade nos planejamentos, atividades, compromisso prioritário de todos. Nesse fluxo de eventos, celebrações e acontecimentos, a Igreja Católica está constituindo Observatórios para o entendimento desta Nova Evangelização. Aqui na América Latina, esses Observatórios estarão em Belo Horizonte, Buenos Aires, Medellín, Rio de Janeiro e Santiago do Chile. Desde a compreensão adequada e sempre desafiadora da pós-modernidade, incluindo a valorização e resgate de experiências de fé, contando com o trabalho de catequistas, pai, mãe, evangelizadores e ministros, até o lastro do diálogo com a sociedade contemporânea para que a vivência do Evangelho sustente culturas, alimente o sentido da vida e corrija nossos descompassos.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Fonte: Canção Nova

08/06/2012

Como você tem construído seus planos?

Imagem de Destaque
Repense o seu modo de ver a vida
Em nossa vida fazemos planos, estabelemos metas e, com isso, visualizamos situações que “podem vir a ser”, que “podem ocorrer”, e nos colocamos numa posição de expectativa e investimento de energia, trabalho e emoção. As expectativas de vida podem, em algum momento, concretizar-se ou não.

O acúmulo de expectativas e situações não resolvidas, bem como problemas cotidianos, profissionais e pessoais podem nos levar ao famoso estresse, que não vem apenas por aquilo que está externo a nós e visível, como problemas, pessoas, falta de dinheiro, desemprego, etc., mas especialmente ao que chamamos de fatores internos, e um em especial: a maneira como interpretamos a vida e seus acontecimentos, as pessoas com as quais convivemos, as situações pelas quais passamos.

Geramos ou pioramos um estado de estresse pela forma como encaramos a vida. Quer um exemplo bem simples de como isso acontece? Por um descuido, você bate seu carro. Não é nada grave, não houve vítimas. Qual a solução mais prática? Buscar um funileiro, avaliar os danos, fazer o orçamento, as formas de pagamento, se você pode ou não pagar agora e decidir por fazer o conserto. Isso é prático, racional e direto (mesmo sabendo que haverá um gasto e que você não poderá pagá-lo agora).

Porém, um modo que gera grande desgaste é olhar para a mesma situação cobrando-se: “Eu fiz tudo errado! Como pude bater este carro! Eu não me perdoo, sou mesmo um idiota”. Todos esses pensamentos estressantes e autopunitivos trouxeram alguma solução? Certamente não. Percebe agora como nossos pensamentos e crenças pessoais podem influenciar nossa reação diante de um acontecimento?

A forma como interpretamos as situações e o modo como nossos pensamentos se desenrolam desencadeiam, portanto, a produção do famoso estresse. Crença é aquilo que dá significado à nossa vida. Se eu creio em Deus, meus atos tendem a ser pautados por essa crença. Por outro lado, se creio que tudo será péssimo, que não sou capaz, que nada dá certo comigo ou que nunca minhas expectativas darão certo, temos aí um bom caminho para atitudes desfavoráveis e um amontoado de novos pensamentos negativos e um belo caminho para o adoecimento e para um círculo contínuo e vicioso de estresse.

Muitas vezes, quando estamos nesse estado, achamos mil desculpas para justificá-lo: "Estou estressado porque meu carro quebrou". Ou: "Porque meu time perdeu", assim como: "Porque meu namoro acabou", porque ... porque... porque... sempre baseados em fatos externos.

Você já parou para pensar qual é a sua parcela de responsabilidade diante do que não deu certo? Será que não é devido à sua forma de ver o mundo que o estresse acontece e com ele todas as consequências físicas e emocionais em sua vida?

Faço este convite a você: pare e observe como você encara o mundo ao seu redor. Este pode ser um primeiro passo para não ser refém da vida e dar um novo significado à sua história.

Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com
Fonte: Canção Nova



07/06/2012

Significado da Festa de Corpus Christi, celebrada nesta Quinta



Procissão com Jesus Eucarístico pelas ruas da cidade de Montes Claros - MG

Nesta quinta-feira, 07, a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

Fonte: Canção Nova

06/06/2012

A Sabedoria escondida em todas as coisas

Imagem de Destaque
Precisamos aprender a contemplar a vida

“Quero recordar agora as obras do Senhor, o que vi contarei. Ele sondou as profundezas do abismo e do coração humano, penetrou os seus segredos. Porque o Altíssimo possui toda a ciência e vê o sinal dos tempos. Nenhum pensamento lhe escapa e nenhuma palavra lhe é escondida. Todas as coisas formam dupla, uma diante da outra e ele não fez nada incompleto [...]” (Eclo 42, 15.18.20.24)

Um dos males muito profundos do nosso tempo é a incapacidade de contemplar, de parar gratuitamente diante da vida, da criação, dos acontecimentos, só para dar uma espiadinha despretensiosa e procurar saborear um pouco o sentido da existência.

Nosso mundo tudo quanto toca deseja manipular, usar em favor do tempo, do lucro, da vantagem... Mas, assim, não se vê o essencial, perde-se o mais importante, torna-se míope para o fundamental.

Na sua simplicidade, o Autor sagrado olha a criação; olha-a contemplando-a, como uma criança deslumbrada, deixando-se envolver e maravilhar pelo que contempla. Assim, em tudo reconhece a presença sábia, providente e amorosa do Senhor.


Assista: "Os três inimigos do homem", com padre Paulo Ricardo


Percebe que a realidade lhe escapa – e ainda hoje é assim: Tu, ó homem, não podes compreender de modo exaustivo o mistério da realidade, da vida, dos porquês da natureza, nem mesmo do teu coração...


E quando nos colocamos, de modo soberbo e pretensioso, diante desses mistérios, eles se tornam opacos, nada nos revelam e provocam uma angústia sem fim, a qual nos faz nos sentir pequenos, vazios, jogados à toa, num mundo sem sentido. Por outro lado, quando tomamos consciência de que, no princípio de tudo e por trás de tudo, há um Amor infinito, uma Sabedoria providente e amorosa, então tudo ganha novo sentido.

Ainda que não compreendamos tantas coisas e não tenhamos a resposta exata para tantas perguntas, podemos, feito crianças, olhar para o Alto, para Aquele que habita nos céus, e exclamar com sabedoria de menino:

“Eu não sei; mas, Tu sabes! Eu não compreendo; mas, Tu compreendes! Estou em tuas mãos benditas; tudo está em tuas santas e providentes mãos! Tu me amas; eu te amo! O teu Nome é Eternidade; o teu Nome é Amor!”


Dom Henique Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju
www.domhenrique.com.br
Fonte: Canção Nova

05/06/2012

As estações e seus segredos

Imagem de Destaque
Aprendamos com a natureza a recomeçar

Nasci numa manhã ensolarada de verão e gosto mesmo é do sol quente e brilhante desta estação. Porém, já aprendi com a vida que os outonos são necessários, assim como os invernos e também as primaveras. Na verdade, cada estação traz sua beleza e sua contribuição para que a vida não pare.

Agora aqui, na Europa, é primavera; no Brasil, outono e, assim, em todas as partes do mundo a natureza vai se revelando nas quatro estações, enquanto nos ensina, em silêncio, a também lidar com a arte de viver bem cada momento da nossa existência.

Aprendemos que o outono é o tempo dos ventos fortes e das folhas que caem. É a vez de deixar passar o que passa e ficar com o essencial; a vida precisa se abrir à renovação.

Já o inverno é a estação das chuvas intensas, do frio e da pouca luz. No entanto, traz também sua beleza. Em alguns lugares, ele cobre tudo com o manto branco e gelado da neve; em outros, nesse período as chuvas fortes lavam a natureza, ensinando-nos que lavar a alma também é preciso em tempo de silêncio e espera.

Na primavera, as cores enfeitam o universo de uma beleza rara. É a esperança que desponta, dando a vez ao poder da vida. E no verão, o brilho e o calor do sol exaltam a criação, convidando-nos a abrirmos o coração e deixarmos a luz divina entrar.

A natureza é sábia, conhece suas estações, compreende a linguagem de cada uma delas e as respeita passo a passo.

Há quem diga que “As estações do ano revelam a beleza que se esconde na harmonia dos contrastes”. Concordo e até acredito que também a vida humana tenha as suas estações e contrastes que se entrelaçam. A questão é: será que respeitamos a nossa metamorfose como faz a natureza?

Perdas e ganhos; frio e calor; escuridão e brilho, morte e vida. Tudo isso faz parte das muitas fases da nossa existência e não há como ser diferente porque a vida segue seu rumo. Já pensou se a natureza resolvesse parar em alguma das estações? Nós também não podemos parar em nenhuma das “estações” da nossa existência.

As podas do outono sempre vêm... Paciência! Elas são necessárias para fazer desabrochar o novo.


Assista: "Vem Senhor Jesus!", com padre Fábio de Melo

É verdade que, muitas vezes, os ventos do outono sopram forte contra nós e, assim, como folhas, vemos nossos sonhos voarem levados pelo ar. São perdas dolorosas, mas necessárias na arte de viver. Nessa hora é preciso calma. A Palavra de Deus nos ensina: "Depois da tempestade vem a calmaria” (Mc 4,39). E suportar o outono, com paciência, é preparar-se para a vitória que virá.

Quando o inverno chega todo o mundo percebe! Apesar de trazer também sua riqueza e ser uma estação aconchegante, não se pode fugir da realidade. O inverno é a estação do recolhimento, da reflexão, do silêncio, da espera… E ele não dura para sempre!

A Palavra de Deus lembra: "O pranto pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer” (Sl 30,5).

Quando tudo parece imóvel e os dias são iguais, a semente começa a brotar. Nasce no coração uma esperança. A vida ressurge na força dos sonhos e, com eles, a existência se reveste de cores e brilho. É a primavera chegando, trazendo de volta a alegra da vida. Tudo parece ter um novo sentido, e a Palavra de Deus certifica: “A vida venceu a morte” (I Cor 15,55).

O tempo passa e, numa determinada manhã, o sol volta a brilhar mais forte. É o verão que chega trazendo o calor para aquecer nossos sonhos e a luz para iluminar nossos passos. Assim a vida prevalece. É a vitória afinal!

A natureza ensina-nos que quem passa por cada estação, sem queimar etapas, chega sempre à vitória e contempla a plena luz.

Seja qual for a estação que você esteja hoje, acredite: Deus está ao seu lado e o quer vivendo bem esse tempo. Nos aparentes contrastes, Ele costuma nos surpreender com Seu jeito sempre novo de amar.

Abramos nossos corações ao Amor do Senhor, pois este é mais radiante do que as cores da primavera, mais intenso que o calor do verão, mais forte que os ventos do outono e tem o poder de vencer todos invernos da alma.

Seja feliz!

Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Fonte: Canção Nova

04/06/2012

Felizes os que esperam no Senhor

O Livro do profeta Isaías traz duas mensagens e dois pontos fundamentais sobre Deus. O primeiro é a santidade do Senhor, pois, em várias passagens, Isaías fala sobre o Santo de Israel; e diante dessa santidade, o homem deve se apresentar com temor e adoração. O segundo ponto diz que Deus, sendo Santo, conduz o homem e guia seus passos, assim, Sua vontade prevalece. Aquilo que Ele escolheu para o homem deve ser trilhado. É inadmissível para o Senhor que o homem escolha outro caminho, porque a meta do Pai é a felicidade. Se o homem escolher outro percurso, não será feliz.

Tendo isso em mente, vemos que a Palavra nos mostra o povo de Israel vivendo uma aliança com o Egito para combater a Síria, a qual queria invadir Israel, pois este representava tudo de errado e ruim. Por esse motivo, Deus não concordava com essa aliança, pois eles tinham de buscar a ajuda d'Ele para vencer a guerra. Assim somos nós no dia a dia.

Muitas vezes, os cristãos buscam fazer aliança com aquilo que não é de Deus. Vivem suas lutas espirituais com as armas da carne, de forma humana e mundana. Quantas vezes ficam em cima do muro diante das coisas da Igreja! São cristãos que não concordam com muitos mandamentos e opiniões da Instituição criada por Cristo, mas todos os domingos comungam na Missa.

Deus conhece a cada um de nós e sabe o que pensamos sobre algumas decisões da Igreja como o aborto. Muitos se dizem cristãos, mas acham que o aborto é uma escolha da mulher. Quantos vivem com Deus, mas, ao mesmo tempo, se aliam com o que não vem d'Ele! Agindo dessa forma, acendem uma vela para Ele e outra para o diabo. No entanto, o Senhor nos ensina que não podemos viver assim.

Quando, na Palavra, Deus fala aos guerreiros que eles devem baixar suas armas e confiar no Seu poder - pois é Ele quem lutará em troca de conversão e serenidade -, estes se negam e dizem que lutarão contra os sírios e, se necessário, fugirão com seus cavalos. Diante dessa atitude, Deus vem nos ensinar que devemos ser discípulos, escutar e confiar no Seu poder e na Sua força, em vez de escolher ser “guerreiros” e fazer alianças com tudo e todos, menos com Ele. Não adianta fazer o contrário, como o povo fraco de Israel, que colocou sua força em tudo, menos no Senhor.

O Pai quer perdoar a todos, por isso a Palavra nos diz: "Felizes os que n'Ele esperam". Não é preciso chorar, pois Deus atende a todos no clamor de suas súplicas. Ele nos dá a receita para encararmos todos os problemas e todas as situações que machucam nossa alma e nosso coração. Basta ouvi-Lo e ser Seu discípulo. Sente-se aos pés do Pai e escute Suas Palavras.

Diante de Deus, somos todos aprendizes. Hoje, Ele vem nos dizer que, mesmo em todas as crises, oprimidos pelas forças do mal, Ele nos dá a Água da vida. Em meio a todas as dificuldades, Ele se aproxima de nós.

Mesmo vivendo situações difíceis, devemos crer que o Mestre não se esconde de nós. Sempre que pensarmos em nos desviar do caminho certo para cair num buraco, Ele virá e nos resgatará; daí, poderemos ouvir a Palavra que nos orientará. Devemos também nos lembrar sempre de que as dificuldades não são obstáculos para o Espírito Santo.

Nesta manhã, vamos pedir ao Espírito de Deus a graça de ter os ouvidos abertos para a voz do Senhor. Queremos ouvir a Sua voz e seguir Seus conselhos. Peçamos ao Espírito Santo que nos ilumine e nos aconselhe nesse discipulado. "Venha, Espírito Divino, guiar nossos passos, porque não conseguiremos a vitória sozinhos. Conduza-nos, nesse discipulado, pois, mesmo com muitas dificuldades, nós podemos ouvir a Sua voz. Guie-nos, Senhor".

Alexandre Oliveira
Missionário da Comunidade Canção Nova
Fonte: Canção Nova

01/06/2012

A beleza do Cristianismo

Imagem de Destaque
Ele não é apenas belo em si, também é produtor de beleza

O filósofo espanhol Julián Marías, ao comentar sobre as perseguições antigas e presentes ao Cristianismo, afirmou que não se compreende a hostilidade contra algo que é admirável. Assim, o ódio anticristão seria intrinsecamente irracional. Efetivamente, o que há de mais belo neste mundo do que o Cristianismo? Uma Virgem concebe e dá à luz um Menino. Este Menino é o próprio Deus feito homem, andando no mundo e vivendo a vida dos homens, com suas dores e alegrias; o Verbo Criador, sem nada perder de Sua divindade, assume a natureza humana de Sua criatura. «Verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, viveu em tudo a condição humana, menos o pecado, anunciou aos pobres a salvação, aos oprimidos, a liberdade, aos tristes, a alegria» (Oração Eucarística n. 4).

Filho eterno de Deus Pai, consubstancial com o Pai e o Espírito Santo na mesma e única Essência divina, doou-se totalmente para a salvação da humanidade e reparar o pecado do homem. «Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu seu Filho Unigênito, para que todo o que crê n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16). Este Deus feito homem deixou-se crucificar pelos homens e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos, vencendo a morte e nos dando a vida. Após a Ressurreição, apareceu aos discípulos e subiu aos céus, «não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade» (prefácio da Ascensão).

Pois então, existe história mais bonita que esta? Uma história sublime e ao mesmo tempo tão simples, que não encontra emulação em página alguma da literatura humana. Podem convocar todos os críticos literários do mundo, nenhum deles, honestamente, poderá apontar narrativa mais bela que o Evangelho. Nada do que a criatividade humana soube escrever pode ousar comparar-se. Esta é uma das provas da autoria divina dos Evangelhos: aquilo não pode ser obra humana, pois nada do que o homem produziu se lhe compara. Só o mesmo Deus poderia compor história tão bela, capaz de comover os homens de todos os tempos e de todos os lugares. Ademais, as narrativas que o homem criou foram inventadas pela imaginação e produzidas com papel e tinta, enquanto Deus fala nos fatos: antes de ser escrita nos livros, a narrativa evangélica foi representada diante dos homens por personagens de carne e osso, mediante fatos reais.


Assista: "O Belo para Deus", com professor Felipe Aquino


E se o Evangelho, centro da Sagrada Escritura, resplandece por sua sublime beleza, nem por isso o restante da Sacra Página encontra-se privado de encanto e ornamento. Vejam só a história de Abraão e de Sara, de Isaac e de Rebeca, e de Jacó que «sete anos de pastor serviu Labão, pai de Raquel, serrana bela» (Camões). A história de José, vendido por seus irmãos e depois salvando os mesmos irmãos que o tinham entregue, numa figura do Messias que viria. A singela história de fé de Tobias e a luta heroica dos macabeus. E, no Novo Testamento, a conversão de São Paulo no caminho de Damasco: o perseguidor que se torna o apóstolo dos gentios, pregando o Verbo entre os surdos e os descrentes. Entre tantos outros episódios que poderiam ser citados.

Porém, de fato, o que pode haver de mais belo do que Deus assumindo a nossa própria natureza? «O Verbo se fez carne, e habitou entre nós» (Jo 1,14). Este é o mistério da Encarnação do Verbo Divino; é, em certo sentido, a diferença específica do Cristianismo. Em nenhuma outra religião o Deus único e Criador de todas as coisas assumiu a natureza humana, tornando-se «em tudo à nossa semelhança, exceto no pecado» (cf. Hb 4,15), tomando para si um corpo e uma alma de homem. Ainda não contente, quis esse Deus ser mesmo nosso alimento na Eucaristia, em que Ele está substancialmente presente em Sua divindade e humanidade.

O Cristianismo não é apenas belo em si, como também é produtor de beleza. Por séculos, a verdade cristã inspirou os maiores artistas e promoveu a produção de inúmeras obras artísticas que enriqueceram a civilização não apenas nas letras, como em cada uma das belas artes. Diante dos magníficos tesouros artísticos produzidos e inspirados pelo Cristianismo, o que uma doutrina como o ateísmo teria a oferecer de semelhante? Será que a negação de Deus pode ser suficiente para inspirar um artista a produzir coisas belas?