01/11/2011

Obediência


Está ligada ao sentido da procura incessante da vontade de Deus“

Pela profissão da obediência, os religiosos oferecem a Deus, como sacrifício de si mesmos, a plena entrega de sua vontade e por isso se unem mais constante e plenamente à vontade salvífica de Deus” (Perfectae Caritatis n. 14).

A prática das virtudes e o desejo da santidade são, nesta vida, preparação e desenvolvimento da vida eterna. Para o monge, constitui isso o conteúdo de sua vocação, pois este é convidado a viver já aqui na terra as realidades celestes. Para a realização desta tão sublime vocação, São Bento estabelece o recinto do mosteiro, como lugar propício ao seu desenvolvimento, é a chamada “escola do serviço do Senhor”.

Nessa escola, porém, a perfeição não é buscada como algo particular do monge, mas, comum a todos os membros desta comunidade que poderá chamar-se santa, já que somará mais que santos individualmente.

A comunidade é formada pelo Abade e pelos irmãos, a quem Bento dedica os capítulos 2 e 3 da Regra. É na obediência que encontramos o ponto fundamental de união entre essas duas partes, é ela o elemento vital que une todos os membros desse corpo único, que é o mosteiro. É pela obediência também que se viabiliza a prática da tão importante virtude da estabilidade, destacada por São Bento no capítulo IV de sua Regra, quando indica os instrumentos das boas obras, pois é por meio da autoridade que se evita tudo que perturbe a comunidade, ao passo que se realiza tudo que possa favorecê-la; se não há uma relação harmônica de obediência entre a cabeça e os membros do corpo é impossível haver comunidade e comunhão.

Podemos dizer que a obediência é o que caracteriza a vida do monge cenobita. É ela a alma do seu compromisso cristão.
Descrevendo os quatro gêneros de monges – anacoretas, sarabaítas, giróvagos e cenobitas – no capítulo I de sua Regra, São Bento caracteriza o “poderosíssimo gênero dos cenobitas” como “aquele que milita sob uma regra e um abade” (RB1,2), ou seja, que vive sob a obediência.

Para São Bento, a obediência não é apenas a aceitação e o cumprimento das prescrições das constituições e dos superiores pela obrigação, nem confere a ela o mero valor funcional, sendo necessário para o bom funcionamento da comunidade apenas.

Obediência em São Bento tem um sentido mais dinâmico e amplo; traz uma noção teológica e cristológica, uma noção que inclui tudo o que a Sagrada Escritura expressa com o complexo conceito de obediência.
Como tudo na vida do monge, a obediência, que é simultaneamente amor e serviço aos irmãos, é um sinal escatológico, isto é, tem uma referência à dimensão de eternidade da vida humana. Pelo voto de obediência, o monge coloca-se de maneira mais eficaz no mistério da vontade do Pai, aceito e vivido por Jesus. Por intermédio de seu voto, o monge entra diretamente no caminho escolhido por Cristo e participa com Ele da missão de levar o mundo a seu verdadeiro destino, o Pai.

Para compreender-se o sentido real da obediência que o monge professa, segundo Dom André Louf, é preciso fazer-se a distinção entre a obediência política e a obediência evangélica na comunidade monástica.

Segundo ele, ainda hoje, na espiritualidade corrente há uma confusão entre essas duas formas de obediência. A obediência política consiste em que os membros de uma sociedade prestem obediência a um chefe, em vista do bem comum e este, por sua vez, é obrigado a dar ordens a serviço do bem comum também.

A obediência evangélica está ligada ao sentido da procura incessante da vontade de Deus, à escuta dessa vontade e estar disponível a ela, entregando-se ao seguimento de Cristo até o Pai, passando pela morte. É claro que as duas são importantes e necessárias no mosteiro, porém, a primeira está dentro da dimensão da segunda. Bento não se esquece da organização material da Casa de Deus, no entanto, realça também nelas a realidade sobrenatural. “Veja todos os objetos do mosteiro e demais utensílios como vasos sagrados do altar” (RB.31,10).




Por um monge do Mosteiro da Transfiguração

Mosteiro da Transfiguração - Santa Rosa - RS – Bra
http://www.transfiguracao.com.br

31/10/2011

Namorar com os olhos no futuro

Para evitar surpresas desagradáveis no casamento

Apesar do tempo de convivência entre os namorados, algumas pessoas se sentem inseguras em assumir o compromisso conjugal com quem se dizem apaixonadas.

Hoje, ninguém é obrigado a se casar por troca de dotes ou porque foi prometido pelos pais conforme seus interesses. Tampouco somos obrigados a assumir um compromisso tão sério, simplesmente porque o nome da pessoa foi “revelado” numa simpatia ou porque “sentimos” que esta é a pessoa que Deus nos tinha reservado como esposo (a).

Eu acredito que a vocação ao matrimônio é uma ação de Deus, mas a escolha da pessoa com quem vamos realizar o cumprimento desse chamado depende exclusivamente de nós. Pois, considerando a plena liberdade concedida por Ele a todos, seria uma incoerência considerar que essa liberdade se exclui quando se tratasse da vocação ao casamento.

Antes de fazer qualquer opção, há a necessidade de o casal identificar se o (a) namorado (a) com quem se relaciona o (a) faz feliz na maneira como se vive ainda em tempos de namoro. Para evitar surpresas desagradáveis no casamento, o namoro nos garante um período em que nos empenhamos para descobrir se a pessoa com quem estamos convivendo manifesta sinais de viver um mesmo propósito de uma vida em comum.

Ainda que não tenhamos, neste relacionamento, a certeza de que o (a) namorado (a) será o (a) futuro (a) esposo (a), somos convidados a fazer pequenas renúncias em favor do outro enquanto convivemos.

Para garantir a felicidade almejada, os casais precisam reavaliar seus propósitos, especialmente se percebem que o (a) namorado (a) tem hábitos muito contrários àqueles que consideram importantes para o convívio a dois. Tais como: a espiritualidade ou a completa falta dela; a relutância ao diálogo; a falta de disposição para o trabalho; o descaso com os compromissos ou, em alguns casos, até a falta de cuidados com a higiene pessoal, entre outros. Entretanto, o pior defeito é aquele em que a pessoa não manifesta desejo de viver as adaptações exigidas no relacionamento. Entre elas inclui-se o desinteresse em desenvolver também o hábito da reconquista, pois sabemos que nem somente de beijos e abraços se faz o namoro.

Com os olhos voltados para o futuro do relacionamento, seria um erro alguém se decidir pelo casamento acreditando que depois de casados a pessoa vai viver as mudanças detectadas, as quais precisam ser trabalhadas já nesse tempo.

Alguns namorados assumem o compromisso do casamento, mas insistem em viver tudo aquilo que fazia parte da sua antiga rotina de solteiros. Cedo ou tarde, isso não será fácil de assimilar, pois, na vida conjugal, outras responsabilidades e afazeres vão surgir, exigindo mais atenção e disposição daquele que se mantinha fechado às mudanças.

Se amar é dedicar-se à conquista do outro dia após dia, o casal de namorados precisará aprender a trabalhar também em suas diferenças, assim como nas reivindicações manifestadas pelo outro. Essas e outras adaptações têm como objetivo lapidar aqueles hábitos e/ou comportamento que não agradam ao outro, a fim de que o namoro amadureça. Assim, o casal chegará à conclusão de que aquela pessoa com quem se relaciona traz virtudes que correspondem aos interesses comuns para viver o vínculo do matrimônio.

Temer por ficar solteiro, apegado a comentários a respeito da idade ou coisa parecida ou ainda não falar das coisas que não agradam, simplesmente por medo das reações do outro, não traz crescimento algum para o convívio a dois.

Será um risco para o casamento se o casal, mesmo conhecendo os erros e entraves do namoro, assume, ainda assim, o compromisso conjugal, pois é com essa pessoa – juntamente com todas as suas tendências e vícios que ela traz consigo – que se pretende estabelecer uma família e construir uma vida.

28/10/2011

O projeto de Deus na família

Padre Sóstenes
Foto: Maria Andrea/Cancaonova.com
No dia da Natividade de Nossa Senhora,é tão bom bom ver o casal, após se casarem, dar a notícia: estamos grávidos. É assim e nessa alegria que Deus sonhou a família.

Existe uma música tão bonita do padre Zezinho que diz da linda realidade do que Deus sonhou para a família, a música se chama “Utopia”, leia a letra: “Das muitas coisas Do meu tempo de criança Guardo vivo na lembrança O aconchego de meu lar No fim da tarde Quando tudo se aquietava A família se ajuntava Lá no alpendre a conversar Meus pais não tinham Nem escola e nem dinheiro Todo dia o ano inteiro Trabalhavam sem parar Faltava tudo Mas a gente nem ligava O importante não faltava Seu sorriso, seu olhar Eu tantas vezes Vi meu pai chegar cansado Mas aquilo era sagrado Um por um ele afagava E perguntava Quem fizera estrepolia E mamãe nos defendia E tudo aos poucos se ajeitava O sol se punha A viola alguém trazia Todo mundo então pedia Ver papai cantar pra gente Desafinado Meio rouco e voz cansada Ele cantava mil toadas Seu olhar no sol poente Correu o tempo E eu vejo a maravilha De se ter uma família Enquanto muitos não a tem Agora falam Do desquite ou do divórcio O amor virou consórcio Compromisso de ninguém Há tantos filhos Que bem mais do que um palácio Gostariam de um abraço E do carinho entre seus pais Se os pais amassem O divórcio não viria Chame a isso de utopia Eu a isso chamo paz.”

Essa música fala de uma família normal, que tem problemas, que passa por dificuldades, de um pai que se irrita e de uma mãe que intervém. A família é como você e eu: não está pronta, mas que vai se aprimorando com o passar do tempo.

Jesus quis ter uma família. Quando eu estudei Filosofia eu descobri que Deus é uma Pessoa tão poderosa e tão forte que é chamado Onipotente. E mesmo assim quis precisar de uma família.

Existem várias maneiras de transformar o nosso mundo, e a Igreja hoje traz uma proposta no “Compêndio da doutrina social da Igreja”, de fazer o nosso mundo melhor: tornar a família como um diamante, famílias que se amem, que se perdoam.

No parágrado 209 deste compêndio está escrito: “A família é o lugar primário para a humanização da pessoa da sociedade”. E humanização não é nada mais do que se tornar uma pessoa, humana, tornar-se gente; e sem a família não tem como ter uma sociedade melhor, nem um mundo melhor.

Por isso Deus escolhe para o Seu Filho uma Mãe, com isso Ele nos ensina que precisamos de uma família para ser felizes. Ele quis que Seu Filho tivesse pai e mãe. E mesmo que você não tenha pai nem mãe, hoje a Virgem Maria quer ser sua Mãe!
"O ser humano não vive sem amor", ressalta o sacerdote
Foto: Maria Andrea/Cancaonova.com

Hoje quero perguntar para você: Quanto custa a felicidade? Em nosso tempo contemporâneo surgiram muitas coisas, como o feminismo das mulheres que estão querendo fazer o mesmo que os homens fazem. Quanto isso custa? Muitas vezes, encontramos mães que deixam seus filhos em casa para trabalhar, deixam seus filhos com as babás ou nas creches, ou diante da TV, que é uma babá eletrônica. Que coisa triste crianças e bebês que só se acalmam nas mãos das babás e não mais das mães! Quanto custa isso?

Quanta gente há que, bem mais do que um palácio, gostaria de um abraço e do carinho de seus pais! Quantas vezes nos deparamos diante de situações assim com pessoas que convivem conosco, sem o amor e sem a família vamos nos desumanizando. Há tantas crianças pelas ruas do nosso país que não querem um pedaço de pão ou seu dinheiro, elas querem um abraço, carinho, receber atenção de quem tenha coragem de se abaixar até elas e descobrir o que as fez estar naquela situação. Se você tiver a coragem de fazer isso você se tornará mais gente. Porque, muitas vezes, nos achamos melhores que as outras pessoas só por causa do dinheiro, de uma roupa. O problema de quem está na rua não é o dinheiro, é a carência!

Antigamente se falava em nosso país que as pessoas roubavam por falta de dinheiro ou por malandragem. O Brasil cresceu e se enriqueceu e o mais interessante é que as cadeias estão cheias de gente que tem dinheiro, porque, sua maior riqueza é a sua pobreza afetiva. O problema é falta de família, falta de amor! Nunca em nossa sociedade houve tantas pessoas infelizes, pessoas que se matam, nunca existiram tantos divórcios e tantas famílias desfeitas. Tudo isso é reflexo da falta de amor, falta de carinho!

É na família que nós aprendemos a ser gente! Deus nos ensinou a sermos irmãos; ninguém aprende com pancada e discussão, o ser humano só aprende com amor. Nós precisamos nos deixar ser lapidados como um diamante, mesmo que haja desentendimento e dificuldades. O amor vence as distâncias.

Transcrição e Adaptação: Mariana L. Gabriel

27/10/2011

Precisamos aprender a ouvir a Deus

Tempos atrás, um jovem estudava na Escola de Especialistas da Aeronáutica, em Guaratinguetá (SP), e participava de um dos nossos grupos. O trabalho dele era com rádio em aviação. Ele disse que todos os estudantes passavam por treinamentos muito duros, em que eram obrigados a entender mensagens em inglês, no meio de muito barulho, de muita interferência, e aqueles aparelhos zunindo com muito ruído.

Eles tinham de afinar o ouvido para entender com precisão a mensagem. Eram treinados nisso, para ficar com o ouvido muito, muito apurado, apesar dos ruídos, apesar das interferências, para captarem com precisão a mensagem. Na vida prática, quando estiverem nos aeroportos ou nos aviões, precisam ter um ouvido muito apurado, muito preciso, porque terão vidas sob a sua responsabilidade. Se não entenderem a mensagem, ou se a entenderem mal, porão em risco muitas vidas.

Na vida espiritual é a mesma coisa. Precisamos aprender a ouvir a Deus. Se não tivermos facilidade de ouvir ao Senhor, se não tivermos a habilidade de ouvi-Lo, arriscaremos em primeiro lugar a nossa vida, e depois a vida de muita gente.

A sabedoria de Deus está ao nosso alcance, mas precisamos captá-la, e a verdade é que a sabedoria divina é posta em nós, lá no centro de nós mesmos, mas rodeada de muito barulho, de muito ruído. Não que Deus Pai o queira, mas porque já há muito ruído dentro de nós: mil vozes, mil coisas, mil preocupações ao nosso redor. É difícil fazermos silêncio, pararmos e entrarmos dentro de nós mesmos. O mundo nos solicita o tempo todo.

É barulho de rádio, de televisão, de carro, de rua, de máquina, e a gente nesse torvelinho. E por causa disso, o barulho está na nossa cabeça. Parece que a gente se acostuma com aquele barulho, com aqueles sons, e a nossa cabeça vai no mesmo ritmo dos barulhos ao nosso redor. Temos de treinar a entrar em nós mesmos, e é por isso que Deus vem em nosso auxílio dando-nos Seus dons.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "A sabedoria está no ar" de monsenhor Jonas Abib)

26/10/2011

Você cuida bem da nossa casa?

Quantas coisas podemos fazer e não as fazemos!

A pergunta apresentada é facilmente respondida se tivermos por referência nossos lares, pois é evidente que cercamos com o maior cuidado possível nossas moradias, que nos abrigam, protegem e nos dão descanso. No entanto, indago sobre o nosso zelo pelo meio ambiente, pelo planeta em que vivemos. Nesse campo a resposta parece mais complicada.

Talvez como mais uma expressão do egoísmo que vige em nossa sociedade, temos nos preocupado apenas com as casas em que residimos, mas temos ignorado a casa que Deus criou para todos nós e - mais importante – deixou para que dela nos utilizássemos de modo racional e solidário. A conclusão é inevitável: Infelizmente não temos cuidado a contento de nosso planeta.

Tem sido muito comum a repetição de críticas dirigidas à sociedade acerca da inapropriada exploração e preservação do meio ambiente. As análises, em regra, têm como foco ações de grande dimensão e repercussão. Contudo, creio que precisamos refletir sobre as pequenas condutas individuais que farão com que vivamos em uma casa mais limpa e equilibrada. Quantas coisas podemos fazer e não as fazemos! Vejo que experiências do nosso cotidiano deveriam ser transportadas para a nossa atuação no que se refere ao meio ambiente.

Fico a imaginar se tivéssemos em relação à água a mesma parcimônia que temos para gastar nosso dinheiro. Ninguém, por mais abastado que seja, tem prazer em desperdiçar os bens que conseguiu reunir com seu esforço. Deveríamos ter o mesmo sentimento com o bem valioso e finito que é a água.

Além disso, como cuidamos mal do nosso lixo! Muitas de nossas cidades vivem imundas não só em razão do descuido dos governantes com a limpeza pública, mas também porque ainda não reproduzimos nas ruas o que fazemos em nossas residências. Por exemplo, assim como não jogamos sujeira no chão de nossas salas, não deveríamos fazê-lo nas ruas. Em nossa atual dinâmica, não podemos sujar nossas moradas, mas não nos preocupamos com a casa de todos, que é o planeta.

Ultimamente vêm sendo editadas leis por todo o Brasil, tal como na cidade de São Paulo, em que há punições para os que tratam de modo desleixado o lixo; para os que emporcalham as vias públicas e, a partir de 2012, para os que se utilizem das populares, mas poluentes, sacolinhas de plástico. As medidas são dignas de aplausos e precisam se espalhar por todo o Brasil. Contudo, antes de tudo, a questão é de conscientização pessoal. Mais do que leis necessitamos nos educar e nos transformar.

É preciso, portanto, que percebamos que o sentimento de obrigação em cuidar da limpeza e higidez de nossas residências deve ser o mesmo em relação à casa de todos, que é o planeta em que vivemos. Necessitamos, a começar por mim, fazer nossa parte.

Paulo André Pires Simões
papsimoes@hotmail.com

25/10/2011

Navegar sem riscos de naufragar



Temos à disposição mais de 463 milhões de sites

Alguns anos atrás, quando era preciso fazer uma pesquisa escolar, o local mais indicado para se obter informação era a biblioteca. Fazer a busca de um tema em várias prateleiras, folhear dezenas de livros, transcrever ou fazer cópias de algum conteúdo para iniciar um trabalho são coisas do passado. Muitas de nossas crianças jamais entraram numa biblioteca com esse objetivo. A internet mudou o ritmo de vida das pessoas mais velhas e incorporou-se de maneira anatômica ao cotidiano da nova geração.

De acordo com a estatística da Netcraft de agosto de 2011, estão à disposição dos usuários mais de 463 milhões de sites, que são grande fonte de informação e entretenimento.

Com tantas possibilidades de escolha de conteúdo, cresce também, de maneira proporcional, a preocupação de pais e formadores com relação ao que está sendo acessado pelos filhos. Para isso, há muitos programas que auxiliam na filtragem de conteúdos impróprios, mas sabemos que quando há interesse em romper uma regra, outras possibilidades são criadas.

O acesso à web, atualmente, deixou de ser exclusividade dos computadores. Os telefones celulares, hoje, são equipamentos multifuncionais no sentido mais amplo da palavra. Por intermédio desses aparelhos é possível assistir TV, fotografar, filmar, ouvir rádio… e acessar a internet. Dessa maneira, se há algum computador com programas de restrições em casa, o telefone móvel é a saída para quem deseja romper ou burlar normas.

Como todo utensílio, a internet pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal. E para não permitir que alguém venha a naufragar nesse oceano de informação, uma opção seria a conscientização dos objetivos a que se pretende alcançar, quando a pessoa se dispõe a acessar a rede.

O conhecer nos transforma e traz vida por meio de uma nova perspectiva. Assim, o contato com a informação favorece, a cada um de nós, a abertura ao aprendizado e como resultado nos traz a transformação da nossa consciência.
Conteúdos pornográficos, de baixo nível ou de informações irrelevantes nos deixam como herança o vício de um vocabulário chulo ou de hábitos impróprios, tanto para jovens como para adultos.

Diante da necessidade de uma navegação segura cabe a cada um de nós, internautas, zelar por aquilo que estamos absorvendo como conhecimento. Pois nossos hábitos refletem aquilo que costumamos acolher.

Para os formadores de opinião, responsáveis pela manutenção de um site, o desafio está em tornar seu conteúdo relevante a ponto de se destacar entre os demais por sua importância, contribuindo com o desenvolvimento da formação humana e com a credibilidade das informações contidas neste celeiro virtual. Dessa maneira, asseguramos a liberdade de navegação para todos que entenderam o verdadeiro propósito da rede mundial de computadores.

Um abraço,

Foto

Dado Moura
contato@dadomoura.com

Dado Moura é membro aliança da Comunidade Canção Nova e trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o Portal Canção Nova como articulista. Autor do livro Relações sadias, laços duradouros
Outros temas do autor: www.dadomoura.com
twitter: @dadomoura
facebook: www.facebook.com/reflexoes

24/10/2011

Não somos 'sucatas'. Somos filhos de Deus!

Eu quero frisar: você tem conserto. Deus não tem uma “lata de lixo”. Ele não tem sucata. Deus tem filhos e filhas que Ele ama, mesmo quando estes estão no erro, no pecado, na miséria e na perdição.

Baixe e ouça essa pregação

Nós pensamos que Deus despreza essas pessoas. Não! Mesmo que a pessoa esteja perdida, perdida, perdida (e você é capaz de calcular toda a força que eu estou querendo colocar neste “perdido, perdido, perdido”) em tantas coisas diferentes. Mas o Senhor não tira o olhar dessa pessoa, porque é um filho, é uma filha. O Altíssimo se condói de ver essa situação, de ver, muitas vezes, esta miséria: tornou-se um osso ressequido. E o Senhor não deixa de amar [essa pessoa].

"Que tenhamos a coragem de chegar às pessoas que estão necessitadas e até humanamente perdidas", exorta monsenhor Jonas Abib

É uma mentira, um engano, que o príncipe deste mundo coloca em nós, em nossa cabeça, de que o Senhor “não ama mais” aqueles que, infelizmente, entraram por caminhos errados e até aqueles que teimam em ficar nos caminhos errados. Não! O Senhor não deixou de amá-los! E é por isso que o Senhor se condói deles.

É por esta razão que existe a misericórdia. Porque é a união da miséria da pessoa com o coração de Deus, que continua a amando e não deixa de amá-la. Você entendeu? Diga comigo: “É a união da miséria humana de uma pessoa com o coração de Deus, que não deixa de nos amar. Não deixa de amar essa pessoa mesmo que ela esteja na miséria, na perdição. O Senhor continua amando e quer reaver essa pessoa, resgatá-la, 'recatá-la'”.

Você sabe o que é recata, não é? E Deus está querendo fazer a recata. O que é preciso para isso? Aquilo que aqui está insistindo o Senhor: profetiza! Acredite nisso! Fale sobre isso! Fale diretamente que o Senhor quer isso e, porque Ele quer, vai acontecer.

Não caia no desânimo! Não diga: “Minha esperança acabou! Está tudo perdido”. Não! Não! Não! Não diga: “Meu filho e meu marido não têm jeito, nem minha família tem jeito!” Isso não é verdade!

Não jogue ninguém “na lata do lixo”, porque Deus não tem lata de lixo. Não jogue ninguém como sucata, porque para o Todo-poderoso não há sucata. Para o Senhor só há filhos e filhas, e você também (se essa pessoa é você que se encontra na miséria e na perdição) não é sucata, você não é lixo... Você é filho, filha de Deus! […]

Estamos no tempo da misericórdia. E o Senhor está fazendo de tudo para atingir a todos e renovar a face da terra, renovar este mundo, renovar as nossas famílias pelo poder do Espírito que Ele está derramando e quer derramar cada vez mais. Para isso é preciso que voltemos a pedir (e pedir do fundo do coração): “Vem, Espírito Santo!”

Meus irmãos, essa é a nossa profecia. Que nós tenhamos a coragem de chegar às pessoas que estão necessitadas e até humanamente perdidas, “sem mais conserto” e orarmos sobre elas, tocarmos nelas, pedir o derramamento do Espírito Santo sobre elas. Pedir a efusão do Espírito Santo. Pedir aquilo que Jesus mesmo disse: “Sereis batizados no Espírito Santo”.

Quanta gente (e talvez eu esteja falando com a própria pessoa) só mudou de vida porque alguém “orou por ela”, apenas orou! Tudo o que a pessoa pôde fazer foi orar. Orou por ela pedindo o Espírito Santo. Portanto, pronunciou a profecia. E aí toda a vida dessa pessoa mudou porque ela foi batizada no Espírito Santo. Verdade ou não é? Por que você não faz isso com os outros? Por que você não continua a fazer isso com os outros?

(Trecho da palestra "Profetiza ao Espírito" de 10 de maio de 2008 com monsenhor Jonas Abib)


Adquira esta palestra: (12) 3186-2600

21/10/2011

Fé e Política


A Igreja insiste na participação dos fiéis

Os últimos Papas têm convocado os fiéis católicos para participar da política ativamente. Sabemos que a política correta é um meio forte de viver a caridade, pois visa ao bem comum, especialmente dos mais desamparados, doentes, pobres, desabrigados, sem escolas, entre outros. Na comemoração dos 150 anos de unidade da Itália o Papa Bento XVI fez um apelo para que os bispos incentivem os católicos a participar da vida pública. Disse: “A fé, de fato, não é alienação: são outras as experiências que contaminam a dignidade do homem e a qualidade da convivência social”.


O Santo Padre pediu aos bispos que estimulem os fiéis leigos a “vencer todo espírito de fechamento, distração e indiferença, e a participar em primeira pessoa na vida pública”, para construir uma sociedade que respeite plenamente a dignidade humana. Infelizmente criou-se entre nós católicos uma cultura perigosa de se afastar da política por ela ser exercida, muitas vezes, por corruptos e imorais. Ora, sabemos que há a boa política e também a politicagem; o político e o politiqueiro. Não podemos queimar a política por causa da politicagem, temos que afastá-los do poder por meio do voto. A Igreja insiste na participação dos fiéis na política, senão vejamos.

O Concílio Vaticano II declara na “Gaudium et Spes”:
"Lembrem-se, portanto, todos os cidadãos ao mesmo tempo do direito e do dever de usar livremente seu voto para promover o bem comum. A Igreja considera digno de louvor e consideração o trabalho daqueles que se dedicam ao bem da coisa pública a serviço dos homens e assumem os trabalhos deste cargo" (GS 75).

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) insiste:
CIC §899 - "A iniciativa dos cristãos leigos é particularmente necessária quando se trata de descobrir, de inventar meios para impregnar as realidades sociais, políticas e econômicas com as exigências da doutrina e da vida cristãs. Esta iniciativa é um elemento normal da vida da Igreja".

CIC §2442 - "Não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Essa tarefa faz parte da vocação dos fiéis leigos, que agem por própria iniciativa com seus concidadãos. A ação social pode implicar uma pluralidade de caminhos concretos. Terá sempre em vista o bem comum e se conformará com a mensagem evangélica e com a doutrina da Igreja. Cabe aos fiéis leigos "animar as realidades temporais com um zelo cristão e comportar-se como artesãos da paz e da justiça".

Noto que, por exemplo, nos Sites da internet, no Facebook e no Orkut muitos cristãos assumem com orgulho a identidade católica, mas desprezam a política, como se fosse apenas atividade dos maus. O povo precisa aprender a fazer política honesta; e para isso é preciso criar uma cultura sadia. É preciso ensinar o povo a não vender o voto por uma cesta básica, um emprego prometido, o agrado de um candidato, entre outros. Muitos, infelizmente, votam com a barriga ou com o coração, mas não com a consciência.

Esse é o problema do Brasil hoje. Os bons fogem da política e a deixam nas mãos dos maus, com exceções, é claro. Cada cristão está obrigado a esta tarefa.

Martin Luther King, aquele importante pastor negro americano que liderou a luta contra o racismo nos Estados Unidos da América, na década de 60, e que foi assassinado por isso, afirmava: “Não tenho medo dos maus, dos violentos, dos corruptos, só tenho medo do silêncio dos bons”.

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Felipe Aquino

felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

20/10/2011

Que tal começar tudo pela Palavra de Deus?


A Palavra de Deus rege todas as coisasJesus é o motivo de todas as coisas existirem.

“Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito” (Jo 1, 3). Cristo é o Senhor, e tudo Lhe está submetido, tanto o mundo material quanto o angélico, "para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos" (Fl 2, 10),
também toda matéria e forma, viva ou inanimada, estão sob Seu olhar.


“Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” (Hb 4, 12-13). Jesus veio revelar também ser Ele o Verbo Encarnado do Pai, a Palavra criadora (cf. Jo 1, 14). Palavra que quis se colocar em meio a nós, perpassando e agindo em nossas realidades: “a palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão” (Is 55, 11).

A Palavra de Deus rege todas as coisas. Se, então, a Palavra pode trazer essa eficácia, por que nos privamos de nos orientar por ela quando vamos empreender algo?

Queira ser um agente que propaga a Sagrada Escritura. A força e a sabedoria ali contidas provêm da boca do Senhor e não de nós. Deus não a deixará cair no descrédito. É do interesse divino que a Bíblia transmita Seus efeitos onde quer que ela seja colocada em prática e proferida, ainda que seja por nosso intermédio, servos fracos e sujeitos ao pecado.

Podemos contar sempre com os efeitos da vontade de Jesus em nossas iniciativas. Leve sempre a Bíblia aonde você for.

Comece tudo o que for fazer com a oração de um trecho bíblico, como um salmo por exemplo. Ao acordar, antes de pegar o trânsito, antes de iniciar um trabalho ou ministério, leia um versículo, busque uma passagem relacionada com a situação que você está vivendo. Com certeza, Deus lhe falará, pois Ele quer participar de sua vida. Destaque textos da Sagrada Escritura e os cole em lugares por onde for passar, na cabeceira da cama, no interior do carro, na porta da geladeira, nos cadernos e nos aparelhos de seu trabalho. Se, por vezes, enfeitamos nossos pertences com diversos dizeres, frases de efeito, figurinhas e personagens, por que não fixar também neles um versículo bíblico? Aproveite para lê-los e rezar todas as vezes em que visualizá-los.

Não se trata de separar textos que mais nos agradam e vivê-los isoladamente. Queira, com essa prática, aprender a amar a Palavra de Deus para ser Evangelho vivo, comungando-O na sua totalidade. Essa sugestão é uma maneira de memorizar trechos ou inspirar-se num lema para vida ou tempo presente.

Viver conforme a Palavra de Deus configura-nos segundo a Pessoa de Jesus, Verbo Eterno, de forma a permitirmos que Sua voz tenha poder sobre todo o nosso ser: "Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração" (Hb 4, 12). Assim, também será com nossas ações e sobre o que elas desencadeiam, suas consequências e resultados.

Estas passarão a ter eficiência, tal como o coração de Deus quer imprimir nas situações em que colocamos a Palavra de Deus em prática, segundo os desígnios divinos e não somente para o alcance que imaginamos num primeiro momento.

Todas as realidades contidas na Pessoa da Palavra serão favoráveis em nossa vida, mesmo quando não entendermos o porquê de um fato acontecer daquela maneira. No final, testemunharemos que tudo concorrerá para um bem maior, pois o Altíssimo quer sempre o melhor para nós, como afirma a Bíblia: "Tudo contribui para o bem dos que amam a Deus" (Rm 8, 28).

Começar pela Palavra também é colocar Jesus em primeiro lugar.

"Antes de qualquer tarefa, vem a palavra verdadeira" (Eclo 37, 20).

Deus o abençoe!

Sandro Aparecido Arquejada-Missionário Canção Nova
blog.cancaonova.com/sandro - sandroarq@geracaophn.com

19/10/2011

Deus conta os fracos


Eliana Sá
Foto: Mariana Lazarin/cancaonova.com
Jesus disse a Santa Faustina e hoje diz para você: “Contaste muito contigo e pouco Comigo”. Portanto proclame que a vitória de Jesus já começou a acontecer no seu coração. É preciso contar com o Senhor da misericórdia, quando as pessoas nos perseguem e falam mal de nós, até por nossa culpa mesmo, pois somos pecadores. Mas ninguém tem o direito de falar mal de nós pois ele nos ama do jeito que nós somos. Não dá para viver nessa vida onde somos continuamente assolados por tentações e provações, que chegam até nós através das pessoas.

Jesus se entristece quando nos vê vivendo achando que temos força para suportar o que passamos. Pois precisamos contar com Ele. Quando estivermos com o coração angustiado, precisamos correr para o coração misericordioso de Jesus, quem se coloca em seu lado aberto não teme as injustiças, porque ali tem profunda paz e confiança de que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus.

Precisa da misericórdia de Jesus, essa alma pequenina. Está na hora de nós aprendermos que para nós, pecadores, necessitamos da misericórdia de Deus. O mundo necessita do amor misericordioso do Senhor porque ele jaz nas trevas dos pecados. Basta assistirmos os noticiários. Nunca as famílias foram tão atacados como nos últimos tempos, mas Jesus te chamou aqui para que você possa experimentar e testemunhar o amor misericordioso de Deus.

É preciso testemunhar com atos, ninguém mais aceita apenas as palavras. Antigamente as pessoas apenas davam a palavra, mas hoje não é assim, as pessoas estão descrentes. Se na sua casa você não for o sorriso misericordioso de Jesus e amar do jeito que Ele ama, não adiantará nada. É preciso amar a pessoa, por mais miserável e pecadora que seja, ela tem o direito de receber de você o amor misericordioso de Jesus.

Muitas pessoas da nossa casa não lerão a Palavra de Deus, mas Ele te escolheu para que você fosse a Bíblia que eles lerão.

"Quem se coloca em seu lado aberto de Jesus não teme as injustiças"
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Neste tempo o Senhor pede que sejamos misericórdia para o mundo. Eu muitas vezes eu penso que Jesus poderia escolher outra pessoa para assumir a frente da propagação dessa devoção na Canção Nova, pois eu sempre estou lutando contra a depressão e não é fácil lutar contra a depressão. Eu só aguento todas as batalhas porque o Senhor colocou a força e a coragem dentro do meu coração. Jesus nunca me dispensou, Ele gosta de contar com os fracos, para confundir os fortes desse mundo. E se assim o Senhor quer, quem eu sou para dizer que não será assim. Não diga que você é fraca para realizar na sua família a obra de misericórdia, porque Deus conta com os fracos.

Eu me sinto muito pequena diante da grandeza de Deus, eu sinto que nada sou, mas eu quero que a misericórdia de Deus apareça e atinja o mundo inteiro. Eu sou fraca, mas Deus gosta de contar comigo.

Ricardo Sá:

Quão grandioso é o fato de Jesus escolher a nós para se fazer presente neste mundo, através de um sorriso de uma palavra e outro modo é como a Eliana vive, de estar na missão sem nada poder fazer, desde o carnaval que a Eliana pouco faz na missão por causa da depressão que ela enfrenta. De fato nosso Senhor já fez tudo, Ele apenas deixa nós pensarmos que estamos fazendo alguma coisa, porque na verdade Ele quer a nossa salvação. São os fracos que experimentando o nosso Senhor consegue ter misericórdia com os outros. O meu aprofundamento na misericórdia do Senhor é vendo a vida da minha esposa.

Eliana Sá

Missionária da Comunidade Canção Nova, apresentadora do
Programa Terço da Misericórdia, da TV Canção Nova.

18/10/2011

Quanto mais sou fraco, mais sou forte


Padre Edimilson
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com
E para que a grandeza das revelações não me enchesse de orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás, para me esbofetear, a fim de que eu não me torne orgulhoso. A esse respeito, roguei três vezes ao Senhor que ficasse longe de mim. Mas o Senhor disse-me: “Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente”. Por isso, de bom grado, me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim; e me comprazo nas fraquezas, nos insultos, nas dificuldades, nas perseguições e nas angústias por causa de Cristo. Pois, quando estou fraco, então é que sou forte.(At 12,7-10)

Que você não se encha de orgulho, orgulho até por sermos de Deus. Paulo nos dá uma receita maravilhosa precisamos nos gloriar no Senhor, em tudo dar graças. Você precisa aprender a dar graças em qualquer circunstâncias. Não podemos ser um murmurador. Nossa tendência é murmurar, somos fracos, mas é na nossa fraqueza que a força de Deus se manifesta. Paulo era um homem fraco, mas ele reconhecia em si a força de Deus.

Você que quer se fazer combatente, é preciso tomar consciência que o seu ministério, o seu ser combatente não é seu, é dom de Deus. O combatente recebe o dom de Deus como presente. E se é de Deus tem que ser dado a Deus. Por isso é preciso tomar cuidado, o dom de Deus não se cobra. Não se cobra pedaços no céu, não se obtém lucro sobre ele, não se cobra é de Deus. Cuidado você que Deus vai te levantando, vai te dando uma graça especial, um lugar de destaque, te fazendo um orante que tem revelações ordinárias, cuidado porque o orgulho pode tomar conta do seu coração.

Nós combatentes precisamos estar vigilantes para que nada nos encha de orgulho, senão o Senhor enviará um anjo para lhe bater o dia todo. Cuidado para não perder a visão espiritual e ficar somente com uma visão capitalista. Cuidado para não usar a caridade como fonte de lucro. Você combatente e você que quer fazer parte do exército do Senhor nunca queira se sentir “o cara”.

Nossa visão é pobre, mas quando olhamos com os olhos de Deus, tudo passa a ser diferente. Um combatente não pode se deixar levar simplesmente pelo material, o que vamos comer, o que vamos beber? Os que se preocupam com isso, são os pagãos.

Na missão de Campos de Goitacazes não nos preocupamos quanto o encontro lucrou, mas em quantas almas foram salvas. A missão da Canção Nova é salvar almas, as obras são para isso. E eu sou fruto da rádio Canção Nova, a ouvia com muita dificuldade em São Paulo. Eu era um ouvinte assíduo e experimentei a salvação assim. Eu tenho uma gratidão enorme pela Canção Nova, e não porque eu sou membro dessa comunidade, mas por aquilo que Deus realizou em mim através dela.


"Um combatente se mantém constante em toda prova"
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com

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Eu preciso reconhecer que meu ministério não é mérito meu, mas é graça de Deus. Não devemos nos preocupar com o material. Como Paulo diz: “eu sou o que sou por graça e não por mérito”. Cuidado, ficamos atentos, vigilantes, não podemos nos orgulhar.

A Canção Nova é dom de Deus. E sua missão é de ganhar almas para Deus. O Senhor é preocupado comigo que sou combatente. Nunca me fiz pregador, nem acho que eu seja um pregador, faço por obediência. Eu sei que tem pessoas que receberam o dom. Nosso ministério de combatente não tem preço, Jesus já pagou um alto preço por ele.

Combatente, que quer ser combatente, tem que tomar consciência que o nosso ministério já foi pago, não devemos cobrar por ele. Deus é bondoso, ele não nos deixa faltar nada. Ele tem cuidado de mim em tudo, para que eu vou querer explorar alguém? Ele me dá tudo o que eu preciso.

Um combatente se mantém constante em toda prova. Ele não regride! Qquando Paulo foi preso, ele não murmurou, mas começou a dar glórias a Deus. Essa é a identidade do combatente, constância a toda prova.

Que o Senhor nos livre do orgulho espiritual, a Palavra de Deus hoje nos chama a atenção a renunciar a nos mesmo, tomar a nossa cruz e segui-Lo. Que possamos segui-lo a cada dia e fazer a Tua Santa vontade.

Transcrição e adaptação: Regiane Calixto

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Padre Edimilson Lopes
Padre da Comunidade Canção Nova