15/08/2011

Só Cristo pode fundar uma Igreja

É ilógico dizer que todas as religiões são equivalentes entre si

Temos de respeitar a crença de cada pessoa; a liberdade religiosa é algo fundamental, mas não é verdade que todas as religiões e Igrejas são igualmente válidas. As muitas religiões ou seitas foram fundadas por simples mortais, e não por Deus, por isso não se pode dizer que todas as religiões são boas, e que basta ser religioso e seguir qualquer uma delas. Se isso fosse verdade, Jesus não precisaria ter vindo a este mundo, fundar a Sua Igreja e morrer numa cruz. Bastava deixar os homens continuar no paganismo ou se salvarem nas outras religiões. Assim não seria necessário todo o esforço de evangelização em todo o mundo, com milhares de mártires, missionários, etc..

É ilógico dizer que todas as religiões são equivalentes entre si, pois elas propõem Credos diferentes, que se excluem mutuamente. Algumas religiões professam o politeísmo (muitos deuses), outras o panteísmo (tudo é Deus), ou o monoteísmo (há um só Deus). Veja, na questão mais essencial da religião, isto é, a concepção de Deus, já há uma enorme diversidade, que se excluem mutuamente; como, então, querer que todas as religiões sejam equivalentes e igualmente boas? É ilógico e irracional. Então há que se descobrir a Verdade. Se a verdade plena está numa doutrina, esta é a verdadeira e as outras são falsas.

Ora a verdade é uma só, logo, objetivamente falan­do, há Credos verídicos e credos errôneos. Cada reli­gião tem a sua doutrina, seu culto e sua moral própria; e é aqui que estão as divergências: uns creem na reencarnação, outros não a acei­tam; alguns aceitam o divórcio, o aborto, o homossexualismo, a guerra santa, a poligamia... e há quem não os admita.

Com quem está Verdade? A verdade não pode estar com todos. Logo, não podem ser boas todas as religiões.

O Concílio Vaticano afirmou:
“Professa o Sacro Sínodo que o próprio Deus manifestou ao gêne­ro humano o caminho pelo qual os homens, servindo a Ele, pudessem salvar-se e tornar-se felizes em Cristo. Cremos que essa única verdadei­ra Religião subsiste na Igreja católica e apostólica, a quem o Senhor Jesus confiou a tarefa de difundi-la aos homens todos, quando disse aos Apóstolos: “Ide pois e ensinai os povos todos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a guardar tudo quanto vos mandei” (Mt 28, 19-20). Por sua vez, estão os homens todos obriga­dos a procurar a verdade, sobretudo aquela que diz respeito a Deus e a Sua Igreja e, depois de conhecê-la, a abraçá-la e praticá-la”. (Declaração Dignitatis Humanae, n.1).

“Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos una, santa, católica e apostólica (12), e que o nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, confiou a Pedro para que ele a apascentasse (cf. Jo 21, 17), encarregando-o, assim como aos demais Apóstolos, de a difundirem e de a governarem (cf. Mt 28, 18s), levantando-a para sempre como “coluna e esteio da verdade” (1 Tm 3, 15). Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, ainda que fora do seu corpo se encontrem realmente vários elementos de santificação e de verdade, elementos que, na sua qualidade de dons próprios da Igreja de Cristo, conduzem para a unidade católica”. (Lumen Gentium, nº 8).

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Felipe Aquino felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

12/08/2011

Amizade não correspondida existe? Amigo de verdade é uma espécie de irmão!


Outro dia, um colega me perguntou se pode existir uma amizade mesmo quando a outra pessoa não corresponda ao sentimento, e justificou explicando que seria um tipo de amigo virtual ou platônico. Eu nem pensei no assunto, imediatamente disse que "não", porque acredito que a amizade é, antes de tudo, um sentimento partilhado. É o amigo que nos ajuda a ser quem realmente somos porque nos conhece profundamente e o conhecimento é fruto da partilha e companheirismo, o qual não se dá de uma hora para outra, muito menos se a segunda pessoa em questão não está disposta a viver a experiência.

Amigo é alguém que dar mais brilho e cor para tudo que vivemos, porque conhece nossas capacidades e limites e nos faz ir além do que imaginamos conseguir. Faz-nos rir e, às vezes, chorar; diz o que gostaríamos de ouvir e também o que não gostaríamos, mas está sempre conosco e é isso que o torna tão importante. Para o amigo não exitem segredos nem mistérios, somos livres e, portanto, plenos e felizes ao seu lado. Estão aí algumas das razões pelas quais eu não posso afirmar que uma amizade não correspondida seja real. Entre os milhares que nos seguem pelas redes sociais, por exemplo, alguns são amigos, mas não posso afirmar que todos o são, pois amizade é coisa séria e exigente, necessita de cultivo e dedicação, vai além do virtual, tem suas raízes na realidade do que sou. Em Eclesiático 6, 6, lemos: "Dá-te bem com muitos, mas escolhe para conselheiro um entre mil. Se adquirires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa... Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro".

Quando comparo a amizade com uma árvore, consigo definir melhor este sentimento, pois ambas necessitam de cuidados especiais para lançar raízes, crescer, florecer e dar frutos.

Observo que, com o passar do tempo e o desenrolar dos acontecimentos, as raízes que traçam o chão da minha história e me sustentam firme durante os ventos e vendavais da vida são provas de que verdadeiros amigos, ao passarem por mim, deixam marcas que nem o tempo nem a distância conseguem apagar. Quem não se lembra, por exemplo, daquele amiguinho da escola, cúmplice em todas as horas? Ou da turma do bairro, aqueles com os quais dividíamos sonhos, lanches, brinquedos, lágrimas e sorrisos?

Amigo de verdade é uma espécie de irmão! Ao seu lado é fácil ser feliz. Mesmo em momentos dificeis, o amigo tem o dom de trazer leveza aos nossos sentimentos. É alguém que dá e não espera retorno, ou melhor, se dá sem esperar recompensas. Sente o que sentimos, compreende o que pensamos, mesmo quando nem nós conseguimos expressar. O amigo é o sol que enxuga nossas lágrimas. É aquele que percebe, pelo olhar, nossos desejos, disfarces, alegrias e medos. Tem a palavra certa na hora certa, ou o silêncio certo na hora certa. Além disso, tem também o dom de nos fazer ser quem somos, nos conhece tanto que nos leva sempre de volta à nossa essência.

É difícil continuar definindo a amizade, mas isso não vem ao caso agora. Basta saber que cada amigo é um dom de Deus em qualquer tempo e lugar. Quando viajo e conheço lugares bonitos, por exemplo, em fração de segundos, vou identificando, em algum recanto das minhas lembranças, a presença de meus amigos. Lembro-me dos que se identificariam com aquele lugar, aquele clima, entre outros. Sinto vontade de tê-los ao meu lado nas diversas fases da vida e vou procurando um jeito para isso, já que a vida segue seu rumo. De vez em quando alguma cena, música, flor, fase da lua, mar, comida, paisagem tornam-se meios para avivar a lembrança de meus amigos.

E você gosta de cultivar suas amizades? Que lugar este sentimento ocupa em suas lembranças?

Hoje talvez seja um dia propício para identificar as raízes da verdadeira amizade que estão dentro de cada um de nós. É dia de agradecer a Deus por cada amigo que temos, e agradecer a cada amigo por tornar nossa vida melhor. Expressar nosso afeto, quebrar a distância, reavivar a chama do amor puro e sincero, próprio da amizade.

Conquistar novos amigos é bom e importante; ter muitos seguidores virtuais nas redes sociais e cultivar um relacionamento sadio com cada um também tem seus méritos, porém, amizade, como dom de Deus, vai além disso. É arvore que um dia era semente e germinou no solo do nosso coração, foi cultivada e cresceu. Lançou raízes no solo da nossa história, por isso, faz parte de nós.

Aproveite este dia para fortalecer os laços de amizade que fazem parte da sua história, agradeça aos seus amigos pelo bem que lhe fazem sem se esquecer de lhes dizer o quanto são importantes.

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Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com

Dijanira Silva Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima Portugal.
Acesse o blog Fatima hoje

11/08/2011

O que precisa ser curado em você?

Peça a sua cura nesta Eucaristia. Peça-a agora, já, neste momento. Peça-a na hora da consagração do pão e do vinho, quando Jesus está oferecendo ao Pai o Seu sacrifício. Peça-a a Jesus na hora da comunhão, quando Ele vem para dentro de você, quando Ele estiver no seu interior, peça que Ele venha curar o que está "seco" em você, assim como estava seca a mão daquele homem curado por Ele.

Baixe e ouça esta pregação

O que precisa ser curado é algum órgão do seu corpo? A doença é nos seus ouvidos? Ou nos seus olhos? A doença está na sua garganta, na sua voz, na sua coluna (e quanta gente sofrendo da coluna!), no seu estômago ou em algum outro órgão do seu aparelho digestivo? Qual é a sua doença? Talvez ela se encontre no seu aparelho respiratório: pulmão, brônquios. Meu irmão, seja o que for, para Deus nada é impossível!

"Quando Jesus estiver no seu interior, peça que Ele cure você", recomenda monsenhor Jonas Abib

Com Jesus tudo pode ser mudado pela força da oração. Pode ou não pode? Sim! Repito: com Jesus tudo pode ser mudado pela força da oração!

O que hoje está doente em você? É o seu coração? Veias, artérias? E talvez você nem imagine o risco que está enfrentando porque suas artérias estão entupidas. E não digo isso para assustá-lo. Mas eu lhe pergunto: o que hoje em você está "seco"? São seus braços? Suas pernas? Seus pés? Onde você está doente?

Não estamos aqui para ficar reparando "se Jesus cura ou não cura" no dia de hoje. Ao contrário: todos nós queremos e pedimos que o Senhor verdadeiramente nos cure. Diga agora ao Senhor: "Senhor, cura-me!" E você sabe muito bem qual é a parte do seu corpo que precisa ser curada. Mostre essa parte ao Senhor com um gesto ou com seu pensamento. Diga hoje para o Senhor onde você necessita ser curado.

Repita comigo: "Cura-me, Senhor! Eu preciso de Tua cura. Hoje é o dia do Senhor, é dia da Eucaristia. Hoje o Senhor se revela em nosso meio no momento da consagração do pão e do vinho. Hoje vou poder comungar-Te. Obrigado, Senhor! Obrigado porque o Senhor quer me curar. E eu creio que, ao me tocar com o Teu Corpo e Sangue, Sua Alma e Divindade, o Senhor pode me curar. Se queres, Senhor, podes curar-me! E eu Te peço: cura-me".


(Trecho da palestra "Podes curar-me" de 11 de setembro de 2006 com monsenhor Jonas Abib)



Adquira esta palestra: (12) 3186-2600


10/08/2011

A força transformadora da amizade com Deus

Pela sexualidade, participamos do poder criador de Deus. Assim como o Senhor é fecundo e Sua fecundidade resultou na criação do mundo inteiro, os homens também são fecundos: receberam essa fecundidade do Pai e são criadores como o Pai.

Sabendo disso, o inimigo de Deus quis deturpar a sexualidade do ser humano com piadas sujas, histórias obscenas e músicas maliciosas. Ainda pequenos, os meninos já têm contato com esses conceitos errôneos. Todas essas situações agrediram o coração e a alma dos filhos de Deus que, muito cedo, acabaram ficando com vergonha do Senhor. Foram vítimas e não conseguiram sair dessa situação, acabando por sentir grande vergonha de Deus Pai.

Após a primeira comunhão, muitos deixaram a confissão, a Igreja, perderam a coragem de ir à Santa Missa, relaxaram em tudo e foram se afundando. Não eram maus, mas sabiam que Deus é Deus e tinham vergonha de aparecer diante d'Ele naquele estado. Na verdade, a vergonha que sentiam era respeito. Mas essa "vergonha" os levou a uma mentalidade errônea sobre o Todo-poderoso e acabaram marcados ainda na meninice. Foi um grande estrago!

O Senhor quer curar profundamente o coração do homem, porque, principalmente ele, quando menino, aprendeu muita coisa errada; por ser homem, foi introduzido muito cedo na malícia, no palavrão, na masturbação, na prática precoce do sexo. A verdade é que as feridas presentes no coração do homem são reflexos da saudade de Deus. Perceba que a falta de Deus Pai, na infância, pode comprometer a vida inteira de uma pessoa. Por não viver uma infância com o Senhor, chega-se à juventude mal preparado e erra-se muito na sexualidade durante o namoro, no noivado... Se não se erra fisicamente, erra-se nos pensamentos, nos desejos, nas revistas, nos filmes, nas piadas, no contar vantagens... afastando-se cada vez mais de Deus.

Não foram poucos os que acabaram casando-se despreparados. Casaram-se na Igreja, mas não “se casaram” com Deus, e é d'Ele que os noivos recebem a graça de ser esposos e pais. Muitos homens foram ao altar envergonhados, pois sabiam que o Senhor conhecia tudo o que eles haviam aprontado no tempo da juventude, no namoro, no noivado...

O Senhor quer mudar isso tudo. Ele quer restaurar tudo! Esteja você com a idade que estiver, o Pai quer fazer uma grande cura em sua vida, Ele quer transformar a saudade em amizade com Ele. Ele quer ser seu amigo íntimo. Muito maior do que a sua, é a saudade que Deus tem de você. Ele nunca o abandonou e agora quer sua amizade.

(Trecho extraído do livro "Homem e mulher em sintonia" de monsenhor Jonas Abib)

09/08/2011

Somos chamados a uma mudança de vida

Nossa base é a própria Palavra de Deus. Ela não prevê catástrofes e desgraças, provocando pavor nas pessoas, porém, sempre nos chamou à atenção para a conversão, a transformação, a mudança de vida. Isso é verdade!

A conversão não é algo para deixarmos para a última hora, quando os acontecimentos anunciados começarem a se concretizar. Trata-se de algo para agora e precisa acontecer a cada dia. Deve-se levantar a cada manhã disposto a se converter, e à noite pedir perdão dos pecados e querer ser melhor no dia seguinte.

Se não há a perspectiva do mundo que há de vir, da Parusia, do Apocalipse, de uma terra nova, nunca haverá algum movimento para a conversão.

O Senhor não gostaria de desclassificar os que querem "rolar na sujeira", insistindo em viver no pecado, mas se eles continuarem nesse tipo de vida não haverá outra opção. Não pense que o Senhor gosta de castigar. Não, pois Ele é Pai.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Céus Novos e uma Terra Nova" de monsenhor Jonas Abib)

08/08/2011

O amor jamais acaba num coração que diz 'sim' a Deus

Dom Antonio
Foto: Maria Andrea
O Senhor nos falou em parábolas e nos disse quem tem ouvidos ouça. Nessa parábola o que Senhor fez é como aquela brincadeira de criança. "O que é o que é que cai de pé e corre deitado? A água". O que é o que é que não deixa entrar? O que é o que é que não deixa sair? O que é o que é que não deixa continuar? O que é o que é que não deixa terminar? Ninguém sabe? O que é o que é que não deixa entrar? O joio do medo. O que é o que é que não deixa sair? O joio do infantilismo. O que é o que é que não deixa continuar? o joio do mimetismo. O que é o que é que não deixa terminar? O joio do ressentimento.

A parábola do joio nos ensina o que nos impede de ter um relacionamento maduro com Jesus Cristo. O medo de que Ele vai nos tirar alguma coisa. Há muitas pessoas que pensam: "Se nós nos relacionarmos verdadeiramente com o Senhor, Ele nos tirará as coisas boas da vida". O Anjo na anunciação disse a Maria: "Não tenhais medo, Maria. Os pecadores da Galiléia, quando aconteceu a tempestade, Jesus disse: “Não tenhais medo”. O Beato João Paulo também exclamava sempre: "Não tenhais medo de ser amigos de Deus. Ele não nos tirá nada. Ele nos dá tudo". Que os jovens não tivessem medo de se entregar à vontade de Deus, que não tivessem medo de viver os mandamentos de Deus, da Igreja, que é nossa mãe. A juventude brasileira precisa ser corajosa e não medrosa. O tempo da colheita é o PHN, nesses dias é tempo da colheita, Jesus pede que queimem o joio do medo e colham a verdadeira amizade com Cristo.

O que não nos deixa sair dos nossos vícios é o infantilismo, não queremos viver o processo de crescimento da nossa amizade com Cristo. Não queremos crescer, só queremos receber, que é próprio da criança, mas quando entramos na vida adulta, a lei muda, é a lei da doação. Paulo disse que Jesus pregou “há mais alegria em dar do que receber”. Jesus veio para fazer crescer em nós a fé em Deus. A fé nos leva a ter certeza das coisas que não se vê. Não podemos deixar de crescer na fé, na esperança e na caridade.

Que sejamos impulsionados por um amor que jamais acaba. O amor nunca acaba num coração que nunca diz "não" a Deus, ao próximo, à família. A lei do amor é a lei do "sim". "Sim" a Deus, como a Santíssima Virgem Maria fez, ela é nosso exemplo. A vida só vale, jovem, quando é uma vida de doação.

O que não nos permite continuar? Vocês que vieram aqui começaram uma caminhada nova, mas se vocês não cortarem pela raiz o joio do mimetismo não continuarão o que o Espírito começou a fazer. “Todo o mundo faz, eu farei igual. Todo o mundo vai por esse caminho, se eu for no sentido contrário vou ficar sozinho”. Isso é o mimetismo, nos falta autenticidade. Precisamos ser autênticos. Se eu não vou à discoteca, se eu não experimento tudo que todos experimentam, então eu vivo a autenticidade. O dia que cultivarmos o mimetismo, mudamos de nome, pois deixamos de ser filhos de Deus e somos o que todo o mundo quer que sejamos.

"Não tenham medo de se entregar à vontade de Deus!"
Foto: Maria Andréa/cancaonova.com

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O que não deixa terminar? Que sejamos pessoas pessoas maduras? O ressentimento, enquanto não colocarmos no nosso coração o sentimento de Cristo, sentimentos de clemência, de perdão. O mundo precisa de pessoas que terminem a obra que Jesus veio fazer nesse mundo. Se não cortamos o joio do ressentimento não podemos rezar o Pai-nosso. A quem eu não perdoei ainda na minha vida? De quem eu ainda tenho ressentimento? É preciso terminar a obra de redenção que nos faz homens e mulheres com o coração livre.

Muitas vezes, não deixamos o Espírito agir em nós porque somos uma pessoa muito melindrosa, tudo nos fere, tudo nos ofende. O amor jamais acaba num coração que quer crescer, amadurecer. Um amor nunca acaba num coração autêntico, o amor jamais acaba num coração misericordioso.

Deus depositou no coração de vocês o grão de mostarda, que será irrigado pelas águas do Espírito Santo de Deus. Em vocês existe o fermento que pode mudar o mundo. O fermento da caridade que pode mudar o mundo.

As quatros necessidades mais urgentes do mundo são: acabar com a fome, doenças, violência e o abandono. Medidas políticas podem acabar com a fome, a doença, a violência, mas para pôr fim ao abandono só o amor é capaz disso, principalmente o amor familiar, pois é na família que irá fermentar, pois na sociedade há muito joio que precisa ser cortado.

Ninguém tem maior amor que aquele que dá a vida por seus amigos. Vocês são os amigos de Cristo. E Ele pede que vocês vivam a brincadeira : o que é o que é uma pessoa corajosa? É uma pessoa que muda o mundo, que vai amadurecendo em Deus.

Jesus ficava comovido quando encontrava uma pessoa que lhe dizia "sim": "Eu quero Te seguir, Senhor, aonde quer que vás". Uma pessoa que vive o PHN é uma pessoa autêntica, que não se mistura com a massa. E Deus termina Sua obra quando encontra pessoas que são misericordiosas, que sabem compreender os demais, que levam um amor purificado, que sabem perdoar e confiar no próximo.

Vamos em frente e alegremos o coração de Deus!

Transcrição e adaptação: Regiane Calixto

05/08/2011

Tenha fé em Deus, pois Ele confia em você

Dunga
Foto: Robson Siqueira
Acreditar é jamais peder a esperança daquilo que você decidiu seguir. Nós precisamos ter fé, pois a vida irá exigir de nós essa postura, ao longo de toda ela.

Seja como pai de família, profissional ou amigo. Não importa, ela sempre irá cobrar de nós isso. Cabe a nós decidirmos o que realmente é essencial para nós, no que precisamos acreditar.

O segredo do sucesso de cada um de nós está na visão do invisível. Pois a fé nada mais é do que isso, acreditar no que não se pode ver e nem mesmo tocar.

Nós precisamos ter fé, e ela se tornará um alicerce onde construiremos toda nossa vida. Assim, quando chegar o momento em que não tivermos visão e estivermos perdidos, nós teremos onde nos apoiar, saberemos onde buscar apoio.

Existe um processo em nossa vida, que é justamente o contrário da formação. Que vem das forças infernais, é um processo de deformação. É isso que o mundo quer de você, destruí-lo, para que assim você não tenha em que acreditar.

O pecado tem um cheiro inconfundível, seja o das drogas, da bebida alcoólica ou do sexo. O pai que realmente se preocupa abraça seus filhos assim que entram em casa, pois cada filho tem um cheiro inconfundível e, se houver cheiro do pecado, o pai irá saber.

Hoje, Jesus está dando o primeiro passo por você, e o mais incrível, é que você não precisa dar um passo se quer. Tudo que precisa é abrir os braços e aceitá-Lo em sua vida. Fazendo isso, pode deixar todo o resto com ele, pois ele saberá onde encontrá-lo.

Independente da sua história, da sua trajetória de vida, acredite: Você nasceu para dar certo! Fazer isso depende apenas de você, da sua vontade e, principalmente, da sua fé.

Olhar para essa juventude aqui hoje, é o mesmo que olhar para o rosto de Cristo. É preciso encontrar o rosto humano de Deus no próximo, pois só assim iremos encontrar Deus em nós mesmos.

"O que te livra da AIDS não é a camisinha, o que te livra dela é a castidade. "
Foto: Robson Siqueira

Cada um dos jovens presentes aqui hoje, é a esperança do amanhã. Assim como temos esperança e fé em Deus, ele também acredita em nós e essa esperança de Deus é representada através da juventuda. Pois é ela que terá a missão de continuar elevendo a Igreja.

Você é filho amado do nosso Senhor, não é possível que os vícios carnais sejam mais fortes que você. Mude seu vício, deixe as drogas, a bebida alcoólica e o sexo e vicie-se na comunhão.

O corpo de Cristo é o maior e mais poderoso vício que podemos ter. Quem prova dele, de coração aberto, jamais conseguirá deixá-lo.

Contra tudo isso, nada é mais eficaz que o amor, o amor que sempre perdão, que nunca mente, que é paciente, o amor que jamais acabará.

Transcrição e adaptação: Gustavo Souza

04/08/2011

O ciúme exagerado

Que o passado não seja o determinante do nosso presente

A língua grega classifica o Amor em três formas distintas. Eros: amor romântico, é caracterizado quando se ama além do amor philos-amizade, aplica-se a relacionamentos bem como a união. Philos: amor virtuoso e desapaixonado. Denota amor entre amigos e familiares. Ágape: afeição mais ampla que o Eros, sentimentos não carnais. Na literatura bíblica significa autossacrifício, para todos, amigos ou mesmo inimigos.

No "sentimento da paixão" predomina a forma "Eros", caracterizada pela atração física, desejo, contemplação da beleza. É um amor que busca recompensa, ainda que seja simplesmente da presença da pessoa amada. A pessoa apaixonada pensa em satisfazer suas expectativas no (a) parceiro (a).

O Eros é a face que melhor representa e torna possível a aspiração que o próprio Senhor depositou no gênero humano – em ter alguém único (a) e que o (a) complemente: "Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne" (Gn 2, 24). É vocação, inscrita no íntimo do ser: "A vocação para o Matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme saíram da mão do Criador" (Catecismo da Igreja Católica, n. 1603).

A afetividade e sexualidade pedem complemento, por isso necessitamos nos relacionar com outras pessoas. Mas, no caso da vocação ao amor esponsal – apaixonado - , com a capacidade de amar Eros, é natural que vislumbremos o (a) outro (a) como parte de nós. Isso é maravilhoso, é um chamado dado pelo Senhor, é o desejo de Deus para o ser humano. No entanto, se não bem compreendida e experienciada por um coração, da capacidade de amar pode derivar-se a tendência em ter um sentimento de posse em relação ao (à) parceiro (a) e não de complemento.

Quando se tem um relacionamento amoroso com alguém é natural sentir ciúme. Afinal, estabelecemos um compromisso com a outra pessoa, no qual entregamos algo de nós muito precioso, que passa a não depender mais dos nossos cuidados. Para o (a) amado (a), confiamos a nossa verdade, a honra e os afetos. Consideramos a outra pessoa como esse complemento, parte de nós mesmos, extensão do nosso ser, ou no caso do namoro, um aspirante a ser tudo isso em nossa vida, que o vai recebendo aos poucos.

Em certos momentos, o amor Eros, que trazemos, se manifestará na forma de querer preservar esse sagrado e, consequentemente, o vínculo que temos. Queremos nos certificar de que a outra parte também cuida e se importa, tanto quanto nós mesmos, para preservar o afeto e o compromisso existentes entre nós.

Sabe aquela espiadinha básica para ver se nada está sofrendo ameaça? Agimos assim, como que dizendo: “Por favor, conserve o que eu sinto por você, porque o que tenho dentro de mim é precioso demais e estou lhe entregando! Você vai zelar por tudo isso?”

O problema é quando esse sentimento torna-se exagerado, daí provem aquele ciúme que destrói a relação.

Na Sagrada Escritura o ciúme é tido como obra da carne, contrário aos frutos do Espírito Santo (cf. Gl 5, 19-20). Não somente em relações amorosas, mas também no termo Philos o ciúme está presente. São exemplos disso: Caim que matou seu irmão Abel (cf. Gn 4), Saul com ciúme do amigo e servo Davi (cf. I Sm 18, 9). Esses casos também demonstram o ciúme como sinônimo de inveja, cobiça e complexo de inferioridade.

Somente na face Ágape não se contempla o ciúme: “O amor não tem inveja” (cf. I Cor 13, 4). São Paulo usa o termo Ágape neste capítulo todo. O ciúme, neste aspecto, é definido como: reação diante de uma ameaça real ou imaginária. É causada por projeções de experiências negativas, baixa autoestima e imaturidade emocional.

Para não sofrermos desse impulso doentio na emoção será necessário trabalharmos a nossa cura interior no coração. Que o passado não seja o determinante do nosso presente e futuro. A vida se renova a cada dia e a todo instante há uma chance de escrever uma nova história. Que as dores de outrora sirvam apenas como experiência para caminharmos de forma mais acertada daqui em diante. Se algo vivido no passado ainda causa medo ou não permite avanço numa área de nossa vida, é hora de buscarmos auxílio. A cura interior deve ser psicológica e espiritual.

Aqui cabe a busca de sanar os três pontos acima citados: projeções negativas, imaturidade emocional e baixa autoestima. Reveja sua história, “o que é, o fato e de onde parte” a causa da insegurança. Dentro desse processo, deve também acontecer:

O aprendizado em acreditarmos na verdade – Os fatos da realidade deixam rastros nos elementos onde quer que passem. Se ele (a) não lhe é fiel, uma hora isso virá à tona. De nada adiantará a supervisão e a neurose de encontrar evidências de traição ou desleixo da outra parte. Jesus afirma a verdade como regra, princípio e lei espiritual: "Porque nada há oculto que não deva ser descoberto, nada secreto que não deva ser publicado" (cf. Mt 4, 22).

É preciso respeitar a liberdade da pessoa amada – Não somos donos de ninguém. Temos um compromisso, mas não podemos determinar nada na vida do outro. O ponto ideal é que o (a) parceiro (a) se sinta livre. Liberdade gera equilíbrio por não querer mudar a outra pessoa no que ela é, mas em perceber sua responsabilidade no compromisso que ele (a) tem com você, sendo espontâneo (a).

Reflita sobre isso. Posso dizer que a pessoa que amo tem responsabilidade em nosso compromisso? As atitudes dele (a) com as quais não concordo realmente ameaçam o relacionamento ou são pontos que trazem desgosto e desconfiança por uma possibilidade remota de ele (a) me substituir por outro (a), ou por um outro afazer e entretenimento?

Seja curado por seu relacionamento e não uma pessoa doente afetivamente. O que é de cada um, aquilo que Deus tem para nós, virá de uma forma ou de outra. Se hoje algo nos escapa pelas mãos, significa que não é verdadeiramente parte de nós. Então, para que se agarrar a isso tão firmemente?

Guarde a força do seu coração para os sentimentos que realmente valerão a pena. O ciúme exagerado é um desgaste desnecessário.

Deus o abençoe!

03/08/2011

O perdão

Perdoar passa pelo coração e depois pela inteligência

O perdão começa sempre em nosso coração. Passa depois pela nossa inteligência. É uma decisão! Depois de concebido no coração e gestado no pensamento, ele [perdão] ganha vida por uma decisão irreversível e explícita. Enquanto não perdoamos, perpetuamos a falsa ideia de que a vingança e o ódio podem ser remédios para curar nossa dor, a vingança parece ser mais justa do que o perdão. Mas é só na hora. A longo prazo suas consequências serão terríveis e cruéis.

O perdão afeta o presente e o futuro, mas não pode mexer no passado. Não adianta nada querer sonhar com o passado melhor ou diferente. O passado foi o que foi. Não há o que fazer para mudá-lo. Podemos e devemos assimilá-lo e aprender o que ele tem a nos ensinar. Mais do que isso é impossível.

A esperança por um passado melhor é uma ilusão do encardido [demônio]. Ele é o grande especialista em passado. Jesus, ao contrário, nunca fez nenhuma pergunta sobre o passado de nenhuma pessoa. Ele nunca fez uma regressão ao passado com ninguém. Nem mesmo com aqueles que tinham sérios problemas afetivos e até sexuais. Parece estranho que o Senhor não tenha realizado uma sessão de cura interior das etapas cronológicas com Maria Madalena, Maria de Betânia, a Samaritana, Zaqueu, Pedro, Tiago e João, Judas e tantos outros que, por suas atitudes, demonstraram carregar sérios problemas oriundos da infância e mesmo na gestação.

Cristo não retomava o passado porque sabia que a única coisa que podemos fazer em relação ao passado é enxergá-lo de um jeito novo e aprender com o que ele tem a nos ensinar. Mas isso se faz vivendo intensamente o presente e projetando o futuro. Jesus foi o grande mestre do perdão. Ele nos mostra que o perdão não acontece de uma hora para outra e nem pode ser uma tentativa de abafar ou simplesmente ignorar essa dor. O perdão é um processo profundo, repetido tantas vezes quantas forem necessárias no nosso íntimo. A pressa é inimiga do perdão!

O perdão nos ensina a nos relacionar, de modo maduro, com o passado. Não é um puro esquecimento dos fatos, nem sua condenação. Não é a colocação de panos quentes e muito menos a tentativa de amenizar os acontecimentos. Perdoar é ser realista o suficiente para começar a ver o passado com os olhos do presente, voltados para o futuro.
Quem não perdoa não consegue se libertar das garras, interiores e exteriores, daquele que o machucou. Mesmo que seja necessário se afastar, temporária ou definitivamente, dessa pessoa, só podemos fazê-lo num clima de perdão.

Antes de colocar para fora do nosso coração alguém que nos machucou é preciso perdoá-lo. Sem perdão, essa pessoa vai permanecer ocupando um espaço precioso de nossa vida e continuará tendo um poder terrível sobre nós.

Do livro "Gotas de cura interior".

Padre Leo, SCJ

02/08/2011

Saudade

Quando as boas lembranças invadem a alma

É assim que o padre Fábio de Melo define o chamado de quem compõe, escreve ou canta: a tentativa de aproximar o coração humano do coração de Deus. Nesses dias, senti muita saudade... Isso me fez dar mais atenção a esse tema, que sempre foi fonte de inspiração para lindas e importantes obras de arte ao longo da história.

Mas o que seria saudade? Será aquele sentimento que chega de mansinho e invade a alma, arrastando-nos, por um instante, a pessoas e lugares, que passaram por nossas vidas, os quais agora estão distantes? Acredito que saudade seja muito mais que isso!

Talvez seja aquela certeza que, lá no fundo da alma, nos garanta: valeu a pena! Quando vivemos com intensidade as oportunidades que Deus nos dá, as pessoas e os fatos não passam como o vento em nossa vida... Eles levam um pouco de nós consigo e deixam um pouco deles conosco. Esse pouco ou, às vezes, muito, do que é deixado em nós, é que desperta em nós, de vez em quando, o sentimento que chamamos de saudade. Padre Fábio ainda afirma: "De todas as certezas que possuo, esta é a mais bela: sou metade incompleto, que só a eternidade poderá preencher, não posso negar: o meu coração tem saudades do céu... deseja voltar". De todas as saudades, acredito que esta seja a mais real e a menos compreendida: Saudade do céu!

Santo Agostinho, a meu ver, é quem melhor consegue explicar esse sentimento, quando diz que o homem nasceu do coração de Deus e permanecerá inquieto enquanto não retornar a Ele. Talvez, seja por isso que saudade traz em si um misto de eternidade. Mas, como lidar com esse sentimento sem sufocá-lo nem deixar que ele nos maltrate quando se trata de algo com o qual precisamos conviver? Primeiro, devo concordar com o diácono Nelsinho, quando diz: "Só se tem saudade do que é bom!"

Portanto, se esse sentimento lhe trouxer alguma sensação ruim, o maltratando e o arrastando para a tristeza, merecerá outro nome. Saudade, cuja essência é um sentimento ligado a algo bom, deverá, portanto, trazer-nos alegria e inspirar-nos coisas boas, trazendo-nos paz, mesmo que seja uma paz inquieta. De maneira simples, lido com a saudade comunicando-me como e quando posso com os entes queridos. Está provado que a comunicação ameniza esse sentimento [saudade].

Quando não posso mais me comunicar com alguém, como é o caso do meu pai, que já está na eternidade, rezo por ele e procuro lembrar dos momentos bons que vivemos juntos, das histórias que ele me contava, dos conselhos que me dava e de tantos outros fatos. Essas boas lembranças me alegram a alma. Só se tem saudade do que é bom! Deus é bom, talvez seja por isso que nosso coração tenha tanta saudade d'Ele.

01/08/2011

É possível superar!

É penoso ver desmoronar nossos sonhos e idealizações

Virtuoso na vida é quem sabe fazer uso até dos próprios sofrimentos para crescer. Lutas e dores todos enfrentamos, contudo, nem sempre todos conseguem destas extrair a vida e o conhecimento devidos.

É penoso ver desmoronar nossos sonhos e idealizações. Mais angustiante ainda é ver a vida passar, sabendo que perdemos algumas tão sonhadas oportunidades… Principalmente no tocante às pessoas que nos são caras. A saudade de quem se ama, se não for bem digerida e saboreada, deixa no coração centelhas de ausência e abstração.

Não há flores no inverno, entretanto, o frio também possui sua específica beleza. Ele possibilita a reflexão acerca da falta que nos faz as cores da primavera.

Momento de dor é momento de crescer, de se cuidar e, singularmente, de valorizar o que se tem e o que se é. O sofrimento é uma fina oportunidade para repensarmos a vida e nos avaliarmos, colocando cada coisa em seu devido lugar.

O silêncio e o vazio – que a ausência e suas nuances provocam em nós – é por vezes desesperador, porém, diante dessa realidade temos a oportunidade de juntar nossos "pedaços existenciais" e recomeçar.

Até mesmo o Nazareno chorou quando experienciou a dor provocada pela morte de Seu amigo Lázaro. Ele enfrentou, como nós, a dor da perda, revelando-nos que não é proibido sofrer e chorar. Diante de tais desventuras temos o direito de sofrer, mas, não de estacionarmos em nossa dor. Ao contrário, somos convidados a conscientemente construir os alicerces para sua superação.

Todos perdemos em um determinado momento de nossa história: amigos, amores, empregos, entes queridos, enfim, perder é uma realidade própria de quem é gente. Quem só quer vencer na vida nunca se permitirá crescer com o ensinamento que somente a perda pode lhe acrescentar.

A maturidade se esconde no ato de quem não entrega à revolta e que busca não “entregar os pontos” diante de perdas e dores. Quem não estaciona na tragicidade da ausência, mas procura empregar/construir um sentido à sua dor, terá sempre a concreta possibilidade de no céu dos dias alçar voos bem mais altos…

Muitos dos grandes vitoriosos da história alcançaram seus êxitos a partir de momentos de grande tribulação. Estes souberam fazer do sofrimento um “trampolim” que os possibilitou avançar e crescer.

O próprio Jesus nos ensina a crescer com a dor. A Sua grande vitória, a Ressurreição, teve por alicerce a cruz e a desventura evidenciando assim que a cruz não é somente um lugar de morte, mas também de vida e superação.

Cruz é lugar de superação e vida nova. E no madeiro não estamos sozinhos, pois o Crucificado por excelência se aventura conosco, nos revelando – no auge da dor e penumbra – que existe sempre uma maneira concreta para crescer e superar.

É possível superar, sempre o é!