15/03/2011

Como acreditar naquilo que não toco?

Ter fé não é um ato mágico; exige de nós esforço!

"A fé é o complemento aperfeiçoado da razão" (Manuel García Morente).

Nem sempre ter fé é fácil, muitas e muitas vezes, o fato de acreditar em Deus exige de nós uma alta capacidade de raciocinar e ponderar aquilo que é provável, possível ou impossível. Por que digo isso?!

Na sociedade em que vivemos a concepção de fé é completamente deturpada. Como se para tê-la fé, precisássemos parar de raciocinar ou pensar em tudo o que nos acontece. Como se o fato de termos fé tirasse de nós a capacidade de questionar o mundo ao nosso redor e até, muitas vezes, a nossa própria crença.

Afinal, a fé precisa passar pelo processo de construção e desconstrução; a fé que tínhamos quando crianças, precisa ser desconstruída, para construirmos uma fé madura. Para esse processo acontecer, a própria vida traz os seus desafios, suas frustrações, suas alegrias, seus fracassos e seus sucessos. A própria vida é matéria-prima para o amadurecimento da nossa fé. Nunca poderemos tocar a Deus somente usando da razão, mas com ela podemos intuí-Lo; a partir disso, a fé nos leva a dar um salto de qualidade e atribuir a Deus um papel que somente a razão não nos permite fazer.

Para facilitar o entendimento do que digo, Deus não realiza um milagre do “nada”. Ele sempre parte do esforço do homem, mesmo que esse esforço seja uma simples oração. Para acontecer um milagre é necessário nossa participação. Deus Pai se revela, mas também se faz necessário um esforço do homem. Quando conhecemos uma pessoa e a elegemos como especial para nós, é natural o processo de conhecê-la e dar-se a conhecer. Na experiência com o Altíssimo acontece algo semelhante: O buscamos e Ele se revela a nós; O procuramos mais, Ele se revela mais ainda. Nunca paramos de conhecê-Lo.

Agora, se mesmo com toda essa argumentação o ato de ter fé lhe parecer muito difícil, quero convidá-lo para, de maneira muito sincera, olhar para o que está ao seu redor e perceber os “rastros de Deus”. Veja o pôr-do-sol em uma praia, o voo dos pássaros, a terna relação entre mãe e filho e, com certeza, você perceberá que são fatos e gestos que fogem de uma explicação cientifíca ou racionalista, permeados pela beleza e o afeto que surgem de Deus. Na sua vida, olhe com coragem e perceba os momentos que, muitas vezes, são difíceis e doloridos, mas Deus, de alguma maneira se deixa ser encontrado.

Dê a Deus o crédito que a Ele é devido, sabendo que ter fé não é um ato mágico, mas ao contrário, exige de nós um esforço enorme. Porque acreditar em Deus é simples, mas não fácil. Exatamente porque se a vida fosse feita de coisas fáceis, nunca conseguiríamos ser homens e mulheres de verdade. Ter fé significa, acima de tudo, relacionar-se com Aquele que deseja que o busquemos com toda a nossa força e o nosso coração: Deus!

14/03/2011

Deus tem o direito de ser Deus em nós


"Vós, portanto, sereis perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celeste" (Mt 5,48).

Nosso caminho é a santidade. Fomos criados à imagem de Deus. Precisamos ter a “cara” do Pai. Essa é a obra do Espírito Santo em nós. Se você guardar um frasco de perfume vazio e, depois de algum tempo, abri-lo, sentirá ainda a fragrância, pois o frasco ficou impregnado com o aroma.

É por isso que o Senhor nos encheu com o Espírito Santo, para nos impregnar da santidade de Deus. Não é a nossa santidade, nem a nossa perfeição, mas a do Senhor. Ele tem o direito de nos impregnar da Sua santidade e perfeição. É preciso dar a Deus o direito de ser Deus em nós.

Deus tem o direito de nos transformar à Sua imagem. Ele nos deu o Espírito Santo para colocar em nós a Sua santidade. Por isso é preciso sermos “renovados pela transformação espiritual de nossa inteligência” e renunciarmos ao conceito errado de que não merecemos ser santos; que não somos dignos, que isso não é para nós, que não somos capazes. Precisamos cumprir Sua ordem: “Sede santos, pois eu sou santo.”

"Ou Santos ou nada!"

Isso parece algo impossível, mas, ao contrário, no momento em que você permite, a graça acontece. No mundo espiritual é fácil ser santo. Tão fácil quanto conceber um filho. É deixar Deus, pelo Seu Espírito, injetar em nós Sua santidade. Ou renovamos, sem cessar, os sentimentos da nossa alma e assumimos: “Quero ser santo”, como quem rema contra a correnteza deste mundo corrompido, lutando cada dia para alcançar a santidade, ou somos levados pela enxurrada desse rio sujo e poluído. Para isso precisamos viver o “Ou santos ou nada”.

Deus o abençoe!

(Trecho do livro "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" de monsenhor Jonas Abib).

11/03/2011

Vão-se as máscaras e ficam os filhos

Neste carnaval você pode escolher entre o ser e o representar

Existe um velho ditado popular que diz:
"Vão-se os anéis e ficam-se os dedos!" Fazendo um trocadilho, podemos dizer que, no carnaval, vão-se as máscaras e ficam....?

Nas máscaras caídas, após uma grande noite de carnaval, podem ser encontrados pedaços de pessoas. Olhando mais de perto, encontramos as lágrimas daqueles que saíram envolvidos por uma máscara e, por alguns dias, se transformaram em grandes atores fazendo o papel de uma vida que não lhes pertencia, e por fim, caíram no chão, como o resto de suas fantasias.

A palavra "persona", no uso coloquial, significa um "papel social" ou "personagem" vivido por um ator. É uma palavra italiana derivada do latim e que se refere a um tipo de máscara feita para ressoar a voz do ator (per + sonare = "soar através de"), permitindo que fosse bem ouvida pelos espectadores, assim como dar ao ator a aparência exigida pelo papel. A máscara é usada para fazer ecoar um personagem.

Personagens, no entanto, são os objetos de uma história. Pode ser um homem ou animal, mas sempre é um ser fictício, um objeto ou qualquer coisa que o autor quer representar.

Personagens são encontrados em obras de literatura, cinema, teatro, televisão, desenho, videogames, marketing. Existem para isso, ou seja, são seres irreais que dão forma a uma ideia. Nós não somos personagens, não precisamos de máscaras para inventar nossas histórias, não precisamos nos servir delas para que a nossa voz seja ecoada. Pois Deus nos criou à Sua imagem (cf. Gn 1,27), por essa razão, não devemos agir como escravos das máscaras que fomos colocando ao longo da vida.

Neste carnaval você pode escolher entre o ser e o representar, mas lembre-se de que todos nós somos frutos de nossas escolhas e devemos conviver com as consequências delas. Não são poucos jovens que, durante estes dias de festa, se decidem por representar com o uso das drogas, da violência e do sexo desregrado e sem limites e, no final de 4 dias de “folia”, o ser está despedaçado, como objetos que foram usados e depois jogados fora.


Portanto, ao longo do caminho, mesmo que pedaços de nós estejam no chão, somos chamados a recolher nossos cacos, levantar a cabeça, e recomeçar, sem máscaras, livres, pois, já não somos mais escravos, mas sim, filhos; e, como filhos, também somos herdeiros: isso é obra de Deus (cf. Gl 4,7).


Assim, vão-se as máscaras e ficam os filhos, eleitos, livres, criados à imagem e semelhança do Pai.

10/03/2011

A casa sobre a rocha


Muitas pessoas estão em busca de alternativas mais sadias

Descobrir os caminhos para a maravilhosa aventura cristã no meio do mundo é contínua provocação positiva que desejamos acolher juntos. O Cristianismo é e será sempre resposta às mais profundas inquietações do coração humano, a ser oferecida a todas as gerações através da palavra e do testemunho dos cristãos.

Numa quadra da vida do mundo marcada por tantas mudanças, vale a pena ir ao encontro das perguntas feitas pelas gerações atuais, especialmente dos jovens, cujas atitudes e comportamento nos deixam desconcertados.
Há no ar um desejo de respostas objetivas às interrogações das pessoas. Com gente altamente questionadora, os raciocínios detalhados e detalhistas não conseguem ir ao cerne das questões e ao coração. Ao lado e dentro da necessária objetividade, a verdade, especialmente quando incomoda, corresponde ao desejo mais profundo do coração humano.

Nas lides pastorais, ouvi recentemente um jovem reagindo à exposição dos ensinamentos da Igreja a respeito da castidade: "Ainda que nem sempre consigamos praticar o que ouvimos, dentro de nós sabemos ser este o caminho da felicidade". Mais cedo ou mais tarde, ressoa clara a voz da consciência, grito do Espírito Santo de Deus dentro de cada ser humano.


Em tempo de carnaval, vale notar que a festa em si poderia ser vivida como grande ocasião de confraternização. Entretanto, o que se assiste por aí tem quase nada de cultura, zero de qualidade musical e muito de iniciação irresponsável dos adolescentes na vida sexual, aos quais os preservativos distribuídos a rodo dizem apenas que, desde que não peguem doenças ou gerem filhos, todo o resto é lícito!

Muitos preferem ficar em casa, outros tantos vão a sítios e chácaras em encontros de família. E não é raro encontrar também nas famílias o excesso de bebidas e outras drogas. A vida entendida como uma esponja destinada a absorver todas as satisfações possíveis! O resultado é um terrível vazio, reduzindo a Quarta-feira de Cinzas, que olha para a Páscoa e não para o carnaval, a um desagradável fenômeno chamado "ressaca".

Muitas pessoas estão em busca de alternativas mais sadias, como quem decide participar de retiros ou encontros de formação durante esse período [carnaval]. Sábia decisão que rompe a cadeia do ócio e do vício. Mas o mais importante é a sadia inquietação que o próprio Espírito Santo planta no interior do coração humano, suscitando a busca de algo mais consistente. Construir o edifício da vida sobre a base de tanta superficialidade resulta em tristeza e falta de rumo.

Então, o que fazer? Desfraldar a bandeira e começar uma guerra contra festas e vícios, considerando-nos bastiões de resistência num mundo hostil, condenando os que se divertem pelos pares da vida e fechando-nos em atitudes anacrônicas?



Constato que tais atitudes não constroem a nova casa para os seres humanos que Deus criou com tanto amor. Há outra estrada, proposta aos cristãos e por eles a tantas pessoas de boa vontade, feita de fidelidade cotidiana à palavra do Evangelho. Com ele, aprenderemos a escutar as razões mais profundas e acolher as inquietações dos outros. Estes encontrarão em nós uma reserva de humanidade que jorra como fonte de água viva. Brotará um inquebrantável compromisso com a verdade e a retidão, no qual o primeiro passo será sempre de quem descobriu a pérola do Reino de Deus. Vendo pessoas que amam a vida e dela desfrutam sem destruí-la, esta mesma vida suscitará perguntas mais profundas e provocará uma mudança.

Como fez com Seus primeiros discípulos, o Senhor Jesus não pedirá ao Pai que sejam tirados do mundo, mas preservados do mal.
Quando muda a alma, as pessoas buscarão uma vida mais saudável, pois por fora e com imposições, não se transformam os corações. Muitas vezes, escorregando pela ribanceira abaixo, olha-se para o alto, onde uma nova cidade, chamada Jerusalém celeste, já antecipa seus sinais e suas estruturas. Maior do que o peso da árdua subida será a alegria do Céu que desce à terra todas as vezes em que o Evangelho é vivido. O desafio entregue à nossa geração é viver de tal modo que a vida cristã atraia mais do que todas as propagandas do mundo inteiro!

09/03/2011

Crises existenciais - você pode enfrentar seus problemas!

Todos passamos por crises existenciais durante toda a vida. É comum ouvirmos falar sobre a crise relacionada às fases da vida: crise da juventude, da pré-adolescência, do idoso, dos 40 anos, dos 7 anos de casamento, e tantas outras.

Muitos podem fazer a seguinte pergunta: "O que fazer, então, com essa crise?"

Podemos perceber, em nossos relacionamentos, aquele amigo ou parente que, por vezes, insiste em permanecer num ciclo de repetição e de dependência do processo de crise, como se isso fosse uma forma de vida.

Crise é a palavra que nos leva a pensar numa atitude de mudança. Uma empresa em crise precisa tomar atitudes para pagar contas, aumentar sua produção, ou qualquer outra decisão que ajude a superar aquele tempo. Se fizermos uma comparação, nós também podemos funcionar dessa forma diante de uma crise pessoal.

Pergunte-se:

Quais saídas eu tenho?
Com quem posso contar?
Eu fiz uma análise racional dos comportamentos e atitudes que estou tendo diante da vida?
Coloquei na balança os prós e os contras daquilo que estou fazendo ou deixando de fazer comigo e com as pessoas que me cercam?

Quando destaco a "análise racional" quero dizer que precisamos fazer uma análise real das situações, sem nossos melindres ou nossas defesas. Acho muito importante ressaltar que, muitas vezes, nos colocamos no papel de vítimas das situações, como se não pudéssemos sair delas ou o mundo precisasse mudar para que nós fôssemos felizes.

Um exemplo: estou fazendo um tratamento médico e, por fim, o médico diz que estou curada, que não mais precisarei de remédios. Fico muito chateado com esse profissional, pois não acredito na cura e continuo a desejar os remédios e até mesmo duvido dele. Será que realmente o médico está errado ou nossa necessidade é a atenção que recebíamos enquanto estávamos doentes e agora não a teremos mais (pelo menos nessa área)? O que pode nos causar mais medo nessa fase é que voltaremos a ser "pessoas normais", que "voltaremos para o mundo" e, por vezes, nos apoiamos numa dependência que nem sempre é sadia, ou seja, uma dependência que faz parte da insegurança e sensação de abandono.

Nossas dependências afetivas são uma grande fonte de crise em nossa existência, mas a vida é feita de períodos de mudança e transformação. Para lidar com isso precisamos amadurecer nossas emoções, controlar nossos pensamentos e impulsos (muitas vezes, impulsos destrutivos em nossos relacionamentos), o que pode levar algum tempo.


É um processo que pode provocar certo sofrimento, isso é verdade, porém, a sensação de superar, de vencer, de ultrapassar os limites e de fechar ciclos, certamente, será muito mais benéfica e trará aprendizados valiosos para cada pessoa que resolver fazer essa escolha.

Sempre é tempo de fazer uma revisão de vida, estabelecer metas concretas em busca da resolução das nossas crises, com fé e perseverança.

08/03/2011

Profetas desastrados - 'O profeta que fala com presunção, não o temais'


Tendo contactos periódicos com acadêmicos de várias faculdades, descobri que, além dos bons professores, existem nas escolas superiores aqueles que praticam um apostolado ao inverso. São evangelizadores ao contrário. Procuram extinguir a fé sob a alegação de espírito aberto. Dando uma de modernos, exigem que os alunos façam resumos de livros de escritores decididamente ateus, como Crick, Hawkings, Marx, Freud. São apóstolos do ateísmo.


Jamais vi esses mestres da dúvida mandarem ler "A linguagem de Deus" de Francis Collins, ou "A fé e a razão" de João Paulo II, ou ainda "Jesus de Nazaré" de Joseph Ratzinger. Quando os alunos são forçados a ler a cartilha agnóstica, podem não concordar com seus ditos. Como não há quem lhes explique a verdade, sobra no seu espírito uma ponta de dúvida que, muitas vezes, se traduz em esfriamento da fé.

Concordo que os próceres da vida sem Deus tenham a liberdade de existir, e continuem fazendo o esforço árduo de provar que o Criador não existe. Entre eles, especialmente os mais abertos – eles existem – apareceram algumas dúvidas. As grandes profecias do ateísmo, sombrias, falharam.

Feuerbach previu a "morte da religião". Os dez milhões de romeiros, que frequentam Aparecida anualmente, o desmentem.

Freud, Marx e Nietzche, com absoluta certeza, prognosticaram a "substituição da religião" e a "morte de Deus". Os milhões e milhões de jovens nas Jornadas Mundiais da Juventude, que se reúnem nos encontros internacionais, nem tomam conhecimento da profecia.

As tragédias do século XX, sim, fizeram morrer o socialismo ateu. Este parecia ter fôlego de gato, mas estertorou em asfixia mortal. Na Rússia houve uma inversão do "ópio do povo" atribuído à religião. Agora é o marxismo que é acusado de ser droga para enganar o povo.

O "Catecismo da Igreja Católica" vendeu vários milhões de exemplares, num mundo que se dizia farto de religião. E pode-se crer na presunção dos arautos da vitória da "ciência", que vaticinaram a regressão irreversível da fé, diante dos funerais do Papa João Paulo II?

Nunca mais multidões se reunirão em tão grande número. "O profeta que fala com presunção, não o temais" (Dt 18, 22).

Todos recomendam aos ateus profetas mais cautela. Agora, se quiserem dialogar, estamos abertos.

Dom Aloísio Roque Oppermann
Arcebispo de Uberaba (MG)

07/03/2011

Safira e Ananias - A tentação de servir a Deus pela metade


A história do casal Safira e Ananias é descrita nos Atos dos Apóstolos 5,1-11. Naquele tempo os primeiros cristãos vendiam suas propriedades e depositavam aos pés dos apóstolos a quantia da venda, conquistando assim a admiração de todos. Eles procediam desta maneira, pois haviam descoberto o Tesouro Escondido, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, pérola preciosa.

O referido casal tramou vender seu campo e reter para si certa quantia do dinheiro. Deus não havia ordenado aos dois que vendessem a propriedade, mas eles estavam tocados pela admiração do povo por aqueles que se dedicavam totalmente ao Cristianismo. Os dois pretendiam ser “cristãos de aparência”, queriam parecer santos, quando, no fundo, estavam apegados ao materialismo. Não possuíam confiança absoluta no Senhor. Talvez tivessem guardado um pouco do dinheiro com medo de o Cristianismo não dar certo; então poderiam recomeçar a vida com o que lhes havia sobrado da venda do local.
















Pensando assim, dirigiam-se um após o outro aos Apóstolos, primeiro Ananias, depois Safira. O primeiro que chegou teve seu pecado revelado: haviam mentido não para os Apóstolos, mas para o Espírito Santo. Safira chegou por último com a mesma mentira, encobrindo a verdade, tentando manter as aparências de pessoa muito santa; mas sua mentira, sua vida só de aparências, foi desmascarada por Pedro. Os dois tiveram a mesma sorte: pereceram devido à mentira.

O ministro de Deus na música não pode servir a Deus pela metade. É uma grande tentação querer manter as aparências para servir o Senhor. Não se pode querer viver uma vida carismática aliada a uma vida de pecado ao mesmo tempo; uma vida de materialismo e de mentiras convivendo ao mesmo tempo com o serviço de Deus. Não podemos ter máscaras, temos de ser autênticos, não podemos ter procedimentos fingidos. É o que nos diz São Paulo: “Não desanimamos deste ministério que nos foi conferido por misericórdia. Afastamos de nós todo procedimento fingindo e vergonhoso. Não andamos com astúcia, nem falsificamos a Palavra de Deus” (II Coríntios 4,1-2).


Trecho extraído do Livro: "Formação Espiritual de Evangelizadores na Música" de "Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus"

04/03/2011

Queira ser cheio do Espírito Santo




O poder de Deus está a nosso alcance. Se nós cristãos soubéssemos que o poder de Jesus está conosco, poderíamos transformar, curar, libertar do vício, transformar pessoas, famílias, estruturas, sociedades... Detemos a mais poderosa energia do mundo, o mais poderoso poder do mundo, e não o usamos. "O fruto do Espírito, porém, é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não existe lei" (Gl 5,22-23).

Por isso o Senhor quer que a Renovação Carismática Católica se revigore e seja mais e mais transformada pelo Espírito Santo. Nós O recebemos em nosso batismo, mas precisamos ser sempre mais impregnados por Ele [Espírito Santo], para sairmos dos comodismos e sermos testemunhas do Senhor. É preciso levar ao mundo o maravilhoso poder de Deus, o poder mais impressionante que a terra já viu, o poder de Jesus posto à disposição dos cristãos e da Igreja.

"Jesus respondeu: Não cabe a vós saber os tempos ou momentos que o Pai determinou com a sua autoridade. Mas recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria, e até os confins do mundo" (At 1,8).

Uma vez, um sacerdote viajava ao lado de um pastor. Começaram a conversar sobre a figura da Virgem Maria. Então o sacerdote, com muita unção, começou a dar testemunho das maravilhas que Deus fizera com ela e de como ela se deixou banhar, impregnar, ungir e conduzir pelo Espírito Santo, na vida, nos atos... A conversa foi se tornando cada vez mais empolgada e o sacerdote disse:

“Isso que aconteceu com Maria, pastor, Deus quer que aconteça conosco; Ele quer que sejamos cheios do Espírito Santo, como Nossa Senhora, para que assim como ela trouxe ao mundo o Salvador, nós possamos também gerar e dar à luz, no mundo, o Salvador hoje, a Salvação hoje”. E o padre terminou assim: “O mundo não conhece ainda o que Deus pode fazer com o homem cheio do Espírito Santo, e o que o homem cheio d'Ele vai fazer por este mundo, mas eu quero ser este homem. Sim, eu quero ser este homem cheio do Espírito Santo, eu quero ser como Maria!”. Então, o pastor disse: “Eu quero ser como Maria, cheio do Espírito Santo, eu quero me deixar encher por Ele, me deixar conduzir, me deixar guiar nos atos do dia a dia pelo Espírito Santo, buscar a instrução e a sabedoria n'Ele. Quero ser esse homem cheio do Espírito Santo que o mundo ainda não conheceu”.




O padre ficou entusiasmado, e os dois diziam: “Eu é que quero ser esse homem cheio do Espírito Santo! Eu quero, também, ser conduzido por Ele!”. E todos ficaram admirados com a "batalha" espiritual que se travava entre eles. Todavia eles não estavam discutindo, apenas se emulando, porque ambos queriam ser homens cheios do Espírito Santo.


E você? Quer também? Esta é a hora, a sua hora! O Deus vivo e verdadeiro precisa de testemunhas. Nós, como testemunhas do Senhor, já fomos muito fracos e o Senhor agora precisa de uma verdadeira defesa, pois o mundo não viu ainda o que Deus pode fazer com um homem e uma mulher cheios do Espírito Santo.

(Trecho do livro "A sabedoria está no ar" de monsenhor Jonas Abib)

03/03/2011

Agora não é tempo de medo, mas de luta!


A Palavra de Deus nos afirma que o “Reino de Deus está próximo”. Teremos Céus Novos e uma Terra Nova e, por isso também, uma humanidade nova, um mundo novo...

Agora não é tempo de medo, mas de luta! Luta para que possamos estar – com nossa família toda – onde o Senhor nos espera: em Céus Novos e uma Terra Nova. Você não pode decepcionar a Deus, que está esperando por você. Continue lutando pela fidelidade a Ele e àquela pessoa a quem Deus uniu você em matrimônio.

Deus quis unir à família da Trindade uma família humana: a de Jesus, Maria e José! Jesus pertence à família do Pai e do Espírito Santo, ou seja, pertence à família divina, mas ao mesmo tempo quis pertencer a uma família humana: a família de Nazaré.

Deus quer também as nossas famílias, seguindo os caminhos da Sagrada Família, venham a participar da maravilhosa Família d'Ele.

Deus abençoe você!

Monsenhor Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova


(Trecho extraído do Livro "Homem e Mulher em Sintonia" de monsenhor Jonas Abib).

02/03/2011

VISÃO DO INFERNO de Santa Faustina Kowalska e de Santa Teresa d’Ávila (1515-1582)




“Hoje estive nos abismos do inferno, levada por um Anjo. É um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão."

Tipos de tormentos que vi:

O primeiro tormento que constitui o inferno é a perda de Deus;

Segundo — contínuo remorso de consciência;

Terceiro — esse destino já não mudará nunca;

Quarto tormento — é o fogo, que atravessará a alma mas não a destruirá; é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual, acendido pela ira de Deus;

Quinto tormento — é a contínua escuridão, um terrível cheiro sufocante, e embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas vêem-se mutuamente, e vêem todo o mal dos outros e o seu; o sexto tormento — é a contínua companhia do demônio;

Sétimo tormento — é o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfêmias.

São tormentos que todos os condenados sofrem juntos, mas não é o fim dos tormentos; existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos; cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível.

Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento distingue-se do outro; eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência Divina.

Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda a eternidade; estou escrevendo isso por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não existe o inferno, ou que ninguém esteve lá e não sabe como é lá ( Diário, 741).

VISÃO DO INFERNO – Santa Teresa d’Ávila (1515-1582)

Em uma ocasião teve uma visão do inferno:

“Um longo tempo depois que o Senhor já me tinha concedido muitos dos favores que eu mencionei e outros muito grandiosos, enquanto estava em oração um dia, eu repentinamente me achei, sem saber como, que aparentemente me encontrava em inferno. Entendi que o Senhor queria que visse o lugar que os demônios tinham preparado lá para mim, e que eu mereci por causa de meus pecados.

Esta experiência aconteceu dentro de um curto espaço de tempo, mas ainda que eu viver durante muitos anos penso seria impossível esquecê-lo.

A entrada pareceu-me semelhante a uma vereda estreita muito longa, como um forno, baixa, escura e constrangida; o chão pareceu-me consistir em água lamacenta muito suja de muito mal fedor e muitas sevandijas ruins nele. No fim estava um nicho na parede ao jeito de um pequeno armário; aí achei-me metida em lugar muito estreito. Todo isto era encantador em comparação com o que eu senti aí: isto que eu descrevi só está mal exprimido.

O que eu senti, parece-me que não posso começar a exprimi-lo; nem pode ser entendido. Experimentei um fogo na alma que eu não sei como descrevê-lo. As dores corpóreas tão insuportáveis, que embora as tinha sofrido penosas nesta vida e que de acordo com o que os médicos dizem, o pior que pode ser sofrido na terra, pois todos meus nervos eram contraídos quando fui paralisada, com mais muitos outros sofrimentos de muitas espécies que eu suportei, e ainda alguns, como disse, causados pelo demônio, estes eram todo nada em comparação com as que eu experimentei lá, e saber que haviam ser sem fim e sem jamais cessar.

Isto, não era nada, porém, em comparação com o agoniar da alma: um aperto, um afogamento, uma aflição tão agudamente sentida e com tal desesperada e afligida infelicidade que atormenta que eu não sei como a exprimir; por que dizer que é um êxtase sempre arrancando a alma, é pouco, porque aí parece que se acaba a vida, mas aqui é a mesma alma que se que se rasga em pedaços.

O fato é que eu não sei, sobre tão gravíssimos tormentos e dores dar uma descrição suficientemente poderosa daquele fogo interior e aquela gravíssima desesperação. Eu não vi quem me os infligia, mas, sentia-me queimar e espedaçar, ao que me parece; e repito que o pior era aquele fogo interior e aquele desespero.

Estando em tal fétido lugar, tão incapaz de esperar qualquer consolação, não há onde sentar-se ou deitar-se, nem há lugar, ainda que estava metida nesta espécie de buraco feito na parede, porque essas paredes, que são espantosas à vista, apertam elas mesmas, e todo sufoca. Não há nenhuma luz, senão todo trevas muito escuras. Eu não entendo como pode ser isto, que não havendo luz, o que à vista ha dar pena, todo se vê.

Não quis o Senhor que eu visse então mais do inferno, depois eu vi uma visão de coisas espantosas, de alguns vícios e seu castigo, muito mais espantosas me pareceram, mas, como não sentia a pena, não me causaram tanto temor. Nesta visão quis o Senhor que verdadeiramente eu sentisse aqueles tormentos e aflição no espírito, como se o corpo estiver a padecê-lo.

Eu não sei como elo fora, mas entendi ser um grande dom, e que quis o Senhor que eu visse por vista de olhos de onde me livrou Sua misericórdia, porque é nada ouvi-lo dizer, nem ter outras vezes pensado diferentes tormentos ainda que poucas (que por temor não se levava bem a minha alma), nem outros diferentes tormentos que lera, não é nada com esta pena, porque é outra coisa, em fim o fogo da terra é como fogo de desenho a queimar-se aqui em comparação com esse fogo de lá.

Eu quedei tão espantada, e ainda o sou agora, escrevendo-o, com que há quase seis anos, e é isso, que me parece o calor natural a falta de temor, aqui onde eu estou; e esse não me acordo vez que não tenha trabalhos nem dores, que me pareça nada todo o que aqui se pode passar, e isso me parece em parte que nos queixamos sem propósito. E assim volvo dizer que fora um dos maiores agasalhos que o Senhor me entregou, porque me aproveitou muito, assim para perder medo às tribulações e contradições desta vida, como para esforçar-me em padecê-las e dar graças ao Senhor, que me libertou, ao que agora me parece, de males tão perpétuos e terríveis.

Após, aqui, como disse, todo me parece fácil em comparação com um momento que se ha de sofrer o que eu em ele padeci. Espanta-me como depois de ler muitas vezes livros onde se dá a entender algo sobre as penas do inferno, como eu não as temia nem as tinha em aquela que são. Onde estava? Como me podia dar coisa descanso do que me significaria ir a tal lugar? Bendito Deus por sempre, e como se demonstrou que me amava a mim muito mais do que eu a mim mesma!

Quantas vezes, Senhor, me livraste de cárcere tão temerosa e como voltava eu a meter-me em ela contra a Vossa Vontade! De aqui ganhei também a grandíssima pena que me dão as almas que se condenam, destes luteranos em especial (porque eram já pelo batismo membros da Igreja), e o grande empenho em salvar almas, que me parece certo a mim que por livrar uma soa de tão gravíssimos tormentos, passaria eu muitas mortes de muito boa vontade.

MENSAGEM DO PAPA PIO XII, DA PÁSCOA DE 1957:

“Quantos corações Vos esperam, ó Senhor! Quantas almas se consomem, ansiando pelo dia em que só Vós vivereis e reinareis nos corações! Vinde, Jesus, Nosso Senhor! Há tantos sinais de que a hora do vosso regresso não está longe… Ó Maria, Vós que o vistes ressuscitado; Vós que, com a primeira aparição de Jesus, vistes eliminada a indescritível angústia que vos trouxe a noite da Paixão: Maria, a vós oferecemos as primícias deste Dia. A vós, Esposa do Espírito Santo, o nosso coração e a nossa esperança”.

NOTÍCIA DO VATICANO:

O papa João Paulo II pediu ontem (01/12/96) aos fiéis, em sua homilia durante uma Missa celebrada numa igreja de Roma: ” se preparem para a volta definitiva de Jesus Cristo à terra”.

O PAPA JOÃO PAULO II DISSE EM DENVER NO COLORADO (USA), À 15/08/93 PERANTE 250.000 JOVENS:

“Nós entramos no advento da 2ª vinda de Cristo e devemos preparar-nos, com a oração e o testemunho.”

O CARDEAL RATZINGER era o Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé no Vaticano, antes de ser o Papa Bento XVI, ele disse disse em novembro de 1984, na entrevista a Revista “Gesú”, a respeito do 3º Segredo de Fátima:

“Os fatos contidos neste terceiro segredo, correspondem ao que anuncia o Capítulo 24 de Isaías, e estão confirmados por muitas outras aparições Marianas.”

A VIRGEM MARIA , EM UMA APARIÇÃO EM 1932, DIZ:

“Fazei oração, penitência e sacrifícios. Do contrário virão terríveis castigos e morrerá uma terça parte da humanidade… Estará perto o fim, quando as mulheres não se distinguirem dos homens por seu modo de vestir; pensai que tereis em cima o fim dos tempos”.

A IRMÃ HELENA AIELLO (†1961)

Estigmatizada italiana e fundadora de ordem religiosa, em visão de 7 de janeiro de 1950, disse Nossa Senhora: “Ninguém quer emendar-se. Só se pensa em adquirir novos territórios para dominá-los, como lobos rapaces. A guerra, punição de Deus pelos delitos do mundo culpado, flagelo terrível pelos pecados dos homens em vez de fazê-los voltar para Deus, arrependidos e bem dispostos, trouxe maior descaramento nos costumes, ódios e perseguições contra a Igreja e o seu supremo Pastor que são a vanguarda do mundo inteiro, apelando contra a hodierna desenfreada humanidade…”

“Uma propaganda perversa tem difundido no mundo muitos erros, suscitando em toda parte perseguições, ruínas e morte. Se os homens não param de ofender o Meu Filho, o tempo não estará longe, em que a justiça do Pai castigará a terra com o merecido flagelo e será o pior castigo da história da humanidade. Quando no céu aparecer um sinal extraordinário, saibam os homens que próxima está a punição do mundo!”

Da “Suprema Admoestação de Nossa Senhora ao Mundo”, de 2 de janeiro de 1954:

“… Mas o flagelo está próximo e as horas das trevas aproximam-se. O rebanho está prestes a espalhar-se! Muitos sinais, nunca vistos, virão sobre o mundo para admoestar os homens que a medida está cheia. Momento espantoso será quando Meu Filho falará com atitude de Juiz e pronunciará sobre a humanidade transviada a sentença merecida. Quero que saiba que o flagelo está perto: fogo nunca visto descerá sobre toda a terra e grande parte de humanidade será destruída. Aquelas horas, para os maus, serão de desesperação; com gritos e blasfêmias satânicas eles suplicarão para serem encobertos pelas montanhas e procurarão refugiar-se nas cavernas, porém, será em vão. Aqueles que restarão, acharão na Minha proteção a Misericórdia de Deus, enquanto que todos aqueles que não quererão arrepender-se de seus pecados perecerão num mar de fogo! A Rússia será quase inteiramente queimada. Também outras nações desaparecerão. A Itália será salva em parte devido ao Papa”.

DISSE JESUS AO PADRE PIO DE PIETRALCINA (ITÁLIA):

“Próxima está a hora de Minha vinda, mas Eu terei compaixão do mundo. Um castigo espantoso dará proximamente testemunho de Meu poder. Os anjos serão os executores deste castigo e já estão dispostos com suas espadas afiadas. Encarregar-se-ão eles de aniquilar em minhas revelações.

Furacões de fogo se formarão nas nuvens estendendo-se tempestades sobre a terra; virá uma chuva de fogo sem interrupção, começando numa noite muito fria. Entretanto dará Deus a conhecer à humanidade que é ELE o Rei da Criação.

Aqueles que esperarem em Mim e crerem em Minhas palavras não deverão ter medo de Mim porque Eu não os abandonarei nem tampouco aos que propagarem Minha mensagem.

AQUELES QUE ESTIVEREM EM ESTADO DE GRAÇA E BUSCAREM A PROTEÇÃO DE MINHA MÃE NÃO SOFRERÃO PREJUÍZO ALGUM

Dar-lhes-ei os sinais e aviso prévio, a fim de que estejam preparados para esta terrível provação. A noite será muito fria, rugirá o vento, pouco depois ouvireis trovoadas, então devereis cerrar todas as portas e janelas, não falareis a ninguém que se encontre fora de vossa casa. Ajoelhai-vos ante um crucifixo, arrependei-vos de vossos pecados pedindo a proteção de Minha Mãe, não olheis para fora durante o terremoto, pois a ira de Meu Pai é Santa.

Aqueles que não fizerem caso deste aviso morrerão instantaneamente. O vento virá trazendo gases venenosos que se espalharão por toda a terra. Aqueles que sofrerem e morrerem inocentemente serão mártires e habitarão em Meu Reino.

…Imaginar-se-á o triunfo de Satanás, mas ao cabo de três noites, terminarão os terremotos e no dia seguinte brilhará o sol.

Os anjos do céu virão trazer consigo para a terra o espírito de paz e um sentimento imenso de gratidão transbordará daqueles que sobreviverem a esse terrível juízo de Deus.

Este é o castigo que desde o princípio da criação Deus tem preparado para provar a terra”.

Na Mensagem à seguir, profetiza o padre Pio de Pietralcina:

“Caro irmão, escreve!

O Senhor quer servir-se primeiro de mim e depois de ti. A escolha foi feita por Deus, que resolve revelar a sua vontade, por meu intermédio, para que tu a transmitas ao mundo paganizado.

Faço-vos notar, a todos vós que estais na terra, homens, mulheres e jovens que o globo terrestre se mostra dócil às disposições do Criador, obedecendo às leis da natureza. Mas, agora geme e sofre, por se ver sacudido, perseguido e calcado aos pés pelo homem, tão rebelde ao seu Criador e Redentor.

No plano natural, que falta à vossa subsistência e à prosperidade da vossa existência humana? Da parte de Deus, nada.

Sois vós, apesar de tanto receberdes, que voltais as costas ao vosso Benfeitor, em vez de lhe agradecerdes, amaldiçoando, com o vosso procedimento, o Senhor do Céu!

Não reparais que estais a caminho de viver dias sombrios e terríveis e que as sombras da morte vão envolver essa vida ávida de prazeres a que aspirais?

Não quereis abrir os olhos para ver claramente, à luz do sol, o vosso comportamento iníquo? Não quereis acreditar nas mensagens que do Céu vos são enviadas para vos reconduzir ao redil?”

Às mulheres:

“O sexo feminino é, por natureza, delicado. O seu comportamento exterior deveria ser um conjunto de delicadeza e de amabilidade; mais que o sexo masculino, devia ser todo pudor e reserva. Ora, ao contrário, pelo seu comportamento, as mulheres transformaram a ordem divina, perverte- ram a humanidade, a sociedade, a família, a inocência, de que estão rodeadas.

Ó mulheres, não embaraceis as praias, excitando ao pecado pelas vossas atitudes! Vós perturbais os olhos dos homens, com o pretexto de lhes agradar.

Seja o vosso modelo de beleza, a virtude e candura da doce Virgem celeste! Não prefirais Satanás, o corruptor maldito e provocante! Não adorneis o vosso corpo levianamente. Esse corpo que um dia será objeto de horror até para os coveiros. Vivei com prudência e bom senso e não como insensatas!

Recitai, muitas vezes, esta invocação: “Vós sois toda bela, pura, santa e imaculada, ó Maria! Orai para que eu salve a minha pobre alma”.

Única Arca de Salvação:

“Desejo dar-vos a conhecer uma visão que tive a 19 de Julho de 1962. “Jesus apareceu-me muito triste e disse-me: “vou enviar inundações à tua cidade. Para já dou avisos, em particular, mas depois virá um castigo único para o mundo inteiro, porque a humanidade não pode permanecer muito tempo nesta derrota vertiginosa de ignomínia e de tamanho esquecimento da Minha doutrina evangélica.”

- E vós, Jesus, que quereis fazer do mundo?

- Sacudir toda a face da terra para nela destruir o joio, que está a contaminar tudo, até os bons.

Então desencadeou-se uma fortíssima tempestade; nuvens sombrias, chuva torrencial, numerosos e terríveis relâmpagos trovões formidáveis. Em certo momento, chegou a Mãe do Céu, dolorosa e preocupada. Exortou-me a rezar o Rosário com os braços em cruz. Em seguida, apareceram também quinze anjos da corte celeste da Virgem Maria. Respondiam ao Rosário, mas a Santíssima Virgem mantinha-se silenciosa. O seu coração Imaculado suplicava a Jesus. Rezei dois terços – mistérios dolorosos e gloriosos. Quando terminei o último, amainou a tempestade. Disse-me então a Senhora: “Devia ser pior, com alguns metros de água, não se poderiam ajudar prontamente os sinistrados”.

Jesus disse-me: “Beija a terra e agradece-me. Por causa de ti poupei esta cidade”.

Homens e mulheres, meditai! Deus é justiça e Onipotência. Ainda podeis suster a Sua mão. Se não vos converterdes, brandirá sobre vós a Sua espada e é horrível cair nas mãos da Justiça Divina. Mas lembrai-vos também de que Deus é bom: se está pronto a castigar a vossa iniqüidade, também está pronto a salvar-vos pela Sua misericórdia.

O Rosário!… O Rosário!… O Rosário!…

Não perca o tempo a ver a terrível televisão, pondo de parte a reza do Rosário! Não basta dizer ave-marias, mas meditai nos mistérios e tirareis frutos práticos para a renovação da vossa vida. Nesta hora tão grave, a Virgem Maria é a nossa única Arca de salvação, se a invocarmos com a reza diária do Rosário.

A imagem de Nossa Senhora derrama lágrimas em vários lugares e lágrimas de sangue… e o mundo dos prazeres não o quer compreender!…”

01/03/2011

Os parâmetros imodestos do mundo


Vaidade: sempre incentivada nos dias atuais.

As vestes do corpo, o riso dos dentes e o modo de andar de um homem fazem-no conhecer

(Eclesiástico 19, 27).

Os parâmetros que são exaltados hoje no mundo não condizem com o que a Igreja, nossa Mãe e Mestra, ensina. Hoje se exalta a sensualidade, a vaidade, o hedonismo, o individualismo. Todos estes são problemas do homem moderno. Problemas que atrapalham o ser humano na busca daquilo que é mais importante: Deus e sua santa vontade!

Deus nos quer puros[1]. E na busca pela pureza enfrentamos muitos obstáculos, sofremos todo tipo de pressão para sermos imodestos: são milhares de imagens indecentes espalhadas pelos websites, bancas de jornais, postes de rua, cinema e televisão; são piadas e historinhas obscenas, conversas e músicas maliciosas e despudoradas, roupas e modos provocantes, enfim, o que não falta é incentivo para viver impuro. Como faremos? Fugir do mundo não é possível. Temos então que buscar nos fortalecer através da oração e das práticas que a Igreja oferece como sendo importantes para a nossa alma. Também temos que buscar saber o que a Igreja ensina sobre a pureza e a modéstia. Assim iremos nos fortalecer para as batalhas. Sim, porque vivemos uma guerra nos dias atuais. São “tiros de impureza” por todos os lados.

Uma boa proteção nesta guerra, um escudo de defesa, é a modéstia[2]! Quando nos resguardamos através de nosso vestuário, de nossos modos e maneiras de andar, sentar, parar, falar, nós estamos dificultando o “trabalho” da impureza e facilitando o nosso aperfeiçoamento espiritual. Agindo com modéstia nós enviamos uma mensagem ao mundo: “queremos ser respeitados, queremos ter nossa intimidade reservada. Não queremos fazer parte de um reality show onde nossas vidas íntimas e nossos corpos ficam expostos aos olhos do público”.

As modas, as festas, os filmes, as músicas, tudo isso passa e um dia teremos que prestar contas a Deus daquilo que fizemos, pensamos, fomos. Neste momento nenhum daqueles que incentivam você a ser sexy, a parecer rico, a ser rebelde, vão estar lá para te apoiar. Vai ser só você e Deus. É importante pensar nisso.

As pessoas hoje estão tão mal acostumadas com a indecência que acham normal a exposição dos corpos. Mas não é. Se estudarmos um pouco o que diz a Igreja veremos que o mundo oferece veneno. A Igreja oferece o antídoto necessário para nos curarmos e os escudos para nos protegermos:

“Estes meios são: disciplina dos sentidos e da mente, vigilância e prudência evitando ocasiões de pecado, a observância da modéstia, moderação na recreação, ocupações saudáveis, oração assídua e recepção freqüente dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia. As pessoas jovens especialmente deveriam nutrir seriamente devoção à Mãe Imaculada de Deus e ter como exemplos as vidas de santos e outras pessoas fiéis, especialmente os jovens que se superaram na prática de castidade.” [3]

Escutemos docilmente os conselhos da Igreja e poderemos ser puros e modestos como Deus deseja!


[1]Porque esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza. I Tes 4, 3

[2] “A modéstia é a guardiã da castidade” e, portanto da pureza segundo a Doutrina católica. (Cf. n. IX Declaration on Certain Questions Concerning Sexual Ethics (Declaração sobre algumas questões de Ética Sexual), Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 29 de dezembro de 1975. (Tradução do Vaticano, L’Observatore Romano) . Também o Papa Pio XII nos ensinou que a nossa modéstia deve ser “conhecida por todos” ao falar sobre a moda: “Moda e modéstia deveriam caminhar juntas como duas irmãs, porque ambos os vocábulos tem a mesma etimologia; do latim “modus”, quer dizer, a reta medida além e aquém da qual não se pode encontrar o justo. Mas a modéstia não é mais moda! Muitas mulheres, como aqueles pobres e tolos que perderam o instinto de auto-conservação e a noção do perigo e se atiram no fogo ou nos rios, esqueceram da modéstia cristã por vaidade e ambição: vão miseravelmente ao encontro de perigos onde sua pureza pode encontrar a morte. Se entregam à tirania da moda, até da moda imodesta, como se não suspeitassem mais, nem mesmo da sua inconveniência; perderam o próprio conceito do perigo, perderam o instinto da modéstia. Para ajudar estas pobres mulheres a reconhecer o seu dever servirá o seu apostolado, sua cruzada no mundo: ‘modestia vestra nota sit omnibus hominibus Dominus prope’” (Fil 4, 5)”S.S Pio XII 6.10.09