19/11/2010

Eis que vem nosso Deus, Ele vem nos salvar


Hoje vamos refletir hoje sobre o salmo: “Eis que vem o nosso Deus, Ele vem para salvar”.

Abra a sua Bíblia no Evangelho de São João, 3, 16-21:
“Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que n'Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem n'Ele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus”.

Essa passagem nos garante uma coisa muito importante: o amor de Deus pela humanidade é tão grande que Ele envia Seu Filho para salvar o mundo do pecado. O homem sofreu uma consequência drástica a partir do pecado de Adão e Eva, que é morrer. Deus queria que nós vivêssemos eternamente. A partir daí vieram a inveja, o ciúme, a guerra... Jesus veio para nos salvar disso tudo!

Precisava acontecer algo de extraordinário para a humanidade acordar e Deus, na Sua abundância de amor a nós, enviou o Seu Filho único para morrer por cada um de nós. Nós precisamos assumir o Senhor na nossa vida, assumir o senhorio d'Ele. Jesus vai retornar a qualquer momento. Você está pronto? Está preparado para a segunda vinda do Espírito Santo? Segundo o Catecismo da Igreja Católica, isso pode ser a qualquer tempo.

Precisamos estar vivendo na graça para nos salvar da condição de perigo. Muitas vezes, a nossa alma está em perigo porque fazemos opções erradas. Se você está vivendo em pecado, precisa hoje aceitar a salvação e mudar de vida. Cristo quer se encontrar com você neste dia. Se Ele voltar hoje, você estará preparado? Deus não “enfia goela abaixo” a nossa salvação; nós temos de querê-la.

"O que pode nos afastar do Reino de Deus?"
Foto: Wesley Almeida

O que pode nos afastar do Reino de Deus? Em Gálatas 5, 19-21 vem a resposta: “Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!”

Em Apocalipse 21, 8 também há outra dica: “Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte”.

Se você estava no caminho de perdição até agora, está conhecendo neste momento o que pode fazê-lo perder o Reino dos Céus. Por causa da pressão do mundo, fazemos coisas que, muitas vezes, sabemos que são erradas. Deus não quer que você se perca. Você é muito importante para Ele!

Em Mateus 25, 31-36 há mais um alerta para nós: “Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com Ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão diante d'Ele e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim”.

"Precisamos renunciar às obras das trevas para ter a salvação"
Foto: Wesley Almeida

Precisamos renunciar às obras das trevas para ter a salvação. O que você quer: o céu ou o inferno? Jesus também traz boas notícias, dizendo o que você tem de fazer para ser do Pai. A resposta está em Gálatas 5, 22-26: “Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei. Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito. Não sejamos ávidos da vanglória. Nada de provocações, nada de invejas entre nós”.

Padre Roger Luís - Comunidade Canção Nova
Transcrição e adaptação: Ariane Fonseca


18/11/2010

Não dá para ser de Cristo sem ser de Sua Igreja,


O grande perigo de se afastar da Igreja

O Senhor nos deu um espírito de fortaleza, de coragem, de entusiasmo, para que anunciemos a todo Seu povo a Boa Nova: “Eis o vosso Deus". Mais do que nunca, Ele está operando no meio de nós; está realizando Suas obras, está conosco e nós precisamos mostrar quem é o verdadeiro Senhor.

Já estamos vivendo os tempos de que fala o Evangelho, o tempo do surgimento de muitos falsos profetas. E eles estão apontando outros “cristos”, descaradamente. Todos os tipos de filosofia e religião estão prometendo a chegada de outros “messias”.

Nós, que temos Jesus como Salvador, precisamos nos agarrar a Ele; dedicar-Lhe nossa vida; lutar por Ele; amá-Lo. É preciso que nos unamos, mas não em grupinhos separados. Hoje, mais do que nunca, precisamos estar juntos em uma única Igreja, a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Pai uniu de tal forma a Igreja e Seu Filho, que eles são um só, um único Corpo. Em consequência, não dá para ser de Cristo sem ser de Sua Igreja, e vice-versa.

Se sua mãe está doente, você tem de socorrê-la. Apesar das falhas dela, das neuroses; apesar de às vezes ela o chatear, você tem de ajudá-la, porque “mãe é mãe”. Da mesma forma, não há Igreja sem defeitos, e isso não é motivo para desprezá-la. Assim como você veio do seu pai, que por sua vez veio do seu avô, que veio do seu bisavô..., a Igreja é vida e se faz em sucessão; não é democracia, não é feita pelo povo. Ela vem do Alto, do Céu, e se realiza no povo de Deus.

Nossa geração sofrerá uma perseguição muito grande, e isso significa que não estando ligado à Igreja, à única Igreja de Cristo, você irá traí-Lo. Os próprios apóstolos encontraram dificuldades em seu caminho, mas não romperam com Jesus; pelo contrário, firmaram-se muito mais em Cristo e na Igreja.


Hoje encontramos muita dificuldade, muita incompreensão; nem todos estão preparados para aceitar as coisas novas que Deus está fazendo. Temos de ser fiéis ao Senhor e respeitar os nossos padres.Deus quer fazer uma Igreja renovada, em que mude o que não é certo, o que não é do Senhor. Como numa plástica facial em que se transforma um nariz torto, por exemplo, o Senhor quer mudar o que não está bom. Não quer "cortar fora o nariz" em hipótese alguma. Há muita gente fazendo "narizes, orelhas à parte", mas isso não salvará ninguém. É preciso estar ligado a Jesus e à Sua Igreja como os membros se ligam a um corpo, como os ramos se prendem a uma videira.

Trecho do livro "Caminhando para a Santidade"
Monsenhor Jonas Abib
Comunidade Canção Nova

17/11/2010

Arrogância, sinônimo de poucas amizades


O arrogante não é capaz de acolher uma crítica

Um bom relacionamento não se faz apenas na atitude de checar uma lista de procedimentos num manual de operações ou seguir algumas receitas deixadas por aqueles que nos precederam. É claro que a vivência dos mais velhos será válida como ponto de referência para aqueles que ainda estão aprendendo a arte do conviver.

Em nossos convívios, nem tudo aquilo que foi um procedimento acertado para uma pessoa, necessariamente, será aplicável como uma “receita de sucesso” para outra. Aliás, quando preparamos alguma coisa, seguindo uma receita, o resultado pode até ser satisfatório, mas, sem dúvida, tende a ficar melhor quando ousamos “personalizar” o prato; seja no tempero ou na quantidade de açúcar. Da mesma maneira, em nossos relacionamentos haverá necessidade de aplicarmos nas experiências e ensinamentos adquiridos um pouco daquilo que somos e que desejamos para a nossa vida, semelhante ao que fazemos com as receitas culinárias.

Todos nós trazemos qualidades e defeitos. E dentro de nossos convívios, assim como o ciúme e a mentira, os quais já foram comentados em outros artigos, a arrogância também causa cismas entre as pessoas.

Entendemos que o diálogo é a ponte que nos faz romper as barreiras, as quais, de tempos em tempos, surgem ao longo das convivências. Contudo, a abertura ao diálogo se tornará ineficaz se a arrogância amordaçar a nossa atitude de acolher as mudanças necessárias para vivermos melhor. A pessoa que se firma nos atos da arrogância acaba por desenvolver um comportamento autoritário; vive no egocentrismo como se todos os outros existissem somente para servi-la.

O arrogante não é capaz de acolher uma crítica, mesmo que esta seja para ajudá-lo na maneira de ser e agir. E para se defender de qualquer comentário ele não hesitará em responder com grosserias, sem aqui mencionar a possibilidade de reagir com um comportamento violento. Certamente, alguém que reage dessa forma tem como característica poucos amigos.

Muitas vezes, essas pessoas somente mantêm “boas relações” com aqueles que são incapazes de contestar seu bel-prazer. Infelizmente, elas se sentem no direito de restringir os direitos do outro, até mesmo na sua liberdade de expressão.

Se numa horta nos preocupamos em arrancar as ervas daninhas entre as hortaliças, por outro lado, por que deixar florescer nossos defeitos justamente entre as pessoas que queremos bem?

Para quem vive esse mal e deseja levar adiante um relacionamento, – seja na amizade ou namoro –, a ajuda pode estar nas orientações de um profissional, as quais o ajudarão nas mudanças daquelas atitudes consideradas normais para ele. Pois, quem gostaria de viver ou se relacionar com alguém que não aprendeu a ouvir ou insiste em preservar seus defeitos?

A receita de um relacionamento sadio e equilibrado tem origem na família e se desenvolve ao longo de nossa vida por meio dos convívios, nas amizades, escola, trabalho, namoro, entre outros. Ninguém é melhor que o outro mesmo que este ocupe uma função hierárquica superior ou manifeste maior capacidade intelectual. Antes, é interessante buscarmos, cada vez mais, atitudes de cordialidade e simpatia com aqueles com os quais convivemos se desejamos tornar nossos relacionamentos sempre duradouros.

16/11/2010

Estação da vida



Ninguém passa em vão ao seu lado

Percorrendo as ruas e avenidas apinhadas nos pontos de transporte coletivo, ou observando as muitas pessoas partindo e chegando a nossos portos, vi muitos olhares e gestos que refletem alegrias e esperanças, tristezas e angústias que, sendo dos homens e mulheres de nosso tempo, são também dos discípulos de Cristo, pertencem também ao horizonte da Igreja, pois não há qualquer realidade verdadeiramente humana que não encontre eco em seu coração (cf.
Constituição Pastoral Gaudium et Spes, sobre a Igreja no mundo de hoje, n° 1). Identifico em todos os olhares o desejo de encontrar um oásis no qual se possa beber água viva, uma estação de esperança no meio do burburinho da cidade.

Os cristãos, qual procissão que passa pelas ruas da cidade, trazem em si, ainda que em potes de barro (cf. II Cor 4, 7), o tesouro que é resposta portadora de sentido para a existência humana. “Diante de uma vida sem sentido, Jesus nos revela a vida íntima de Deus em seu mistério mais elevado, a comunhão trinitária. É tal o amor de Deus, que faz do homem, peregrino neste mundo, sua morada: “Viremos a ele e viveremos nele” (Jo 14,23). Diante do desespero de um mundo sem Deus, que só vê na morte o final definitivo da existência, Jesus nos oferece a ressurreição e a vida eterna na qual Deus será tudo em todos (cf. 1 Cor 15,28). Diante da idolatria dos bens terrenos, Cristo apresenta a vida em Deus como valor supremo: de que vale alguém ganhar o mundo e perder a sua vida? (cf. Mc 8,36). Diante do subjetivismo da busca desenfreada do prazer, Jesus propõe entregar a vida para ganhá-la, porque quem aprecia sua vida terrena, perdê-la-á (cf. Jo 12,25). É próprio do discípulo de Jesus Cristo gastar a vida como sal da terra e luz do mundo. Diante do individualismo, o Senhor nos convoca para vivermos e caminharmos juntos. A vida cristã só se aprofunda e se desenvolve na comunhão fraterna. O Ressuscitado nos disse “um é seu mestre e todos vocês são irmãos” (Mt 23,8). Diante da despersonalização, Jesus ajuda a construir identidades integradas” (Documento de Aparecida 109-110).

O segredo é muito simples, pois os cristãos foram marcados com o selo da Santíssima Trindade, tendo sido batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Sim, a Trindade é resposta e caminho a ser percorrido para nosso tempo. A vida mais íntima de Deus não é a solidão, pois Deus é família, Pai e Filho e Espírito Santo. O sentido da vida humana está em viver em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Cada pessoa voltada para fora, superando a inútil e vazia afirmação de si mesma em detrimento dos outros.

Nosso Senhor Jesus Cristo se mostrou continuamente voltado para o Pai, a quem nos ensinou a orar dizendo “seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. Para Ele eram fundamentais a intimidade com o Pai na oração nas tantas vezes em que se dirigia a lugares desertos, a sede do Reino que deve vir e estar perto, a certeza de Sua “hora”, conhecida pelo Pai e a confiança absoluta n'Aquele que cuida de todos e de tudo com Sua Providência Amorosa. O Pai, por sua vez, amando o Filho desde toda a eternidade, quer que todos O ouçam e O glorifiquem sempre. O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, suscita a profissão de fé, anima e acompanha a Igreja e explica todas as coisas, no tempo da Igreja, enquanto esperamos a vinda gloriosa do Senhor. A Trindade Santa não é entendida com a pretensão da inteligência humana, mas é vivida, fruto da graça derramada! A Trindade é um contínuo jogo de amor, desde toda a eternidade. E por este amor livre e gratuito, tudo foi pensado, criado, salvo e santificado!

Quem é cristão peregrina pela vida afora como portador de comunhão e de vida. Ninguém passa em vão ao seu lado, pois é fonte de água viva, conforme a promessa do Senhor. Torna-se braço estendido aos sofredores, voz dos que são mudos ou foram calados, olhos para os cegos, coração capaz de amar a todos. Quando desperta, ao fazer o sinal da cruz, decide-se a viver não em próprio nome ou de qualquer outro, mas vive em nome do Deus uno e trino. Será ele o primeiro a dar o passo, indo ao encontro das outras pessoas, a partir do cumprimento matinal e em todas as suas iniciativas. Com os dons que recebeu de Deus, aplicará sua inteligência para fazer o bem, em todos os ambientes. Sentir-se-á missionário nos encontros e desencontros de seu cotidiano, superando a indiferença, o medo dos outros e a desconfiança. Por causa de sua fé, aprenderá a parar pelas estradas, como bom samaritano, chamado a curar as chagas físicas, emocionais e espirituais das pessoas. De fato, cada cristão é uma estação da vida, na qual os outros podem repousar e se fortalecer.

Dom Alberto Taveira Correa
Arcebispo de Belém - PA

11/11/2010

Quem ama cuida!



Dá um jeito, arranja tempo, se envolve!

Quer saber quais as coisas que você ama?

Acredito profundamente na máxima que diz: “Quem ama cuida”, e percebo que tal ditado se estabelece como critério avaliativo para pesarmos nossos relacionamentos.Quer saber quais as coisas que você ama? É só verificar atentamente as coisas das quais você cuida, pois a gente só percebe que ama depois que descobre que cuida.

Você ama sua família? Seus amigos? Sua esposa (o)? Você cuida destes? Quanto tempo você gasta com eles? Ou seu amor é apenas um vago sentimento que não muda em nada a vida dos que lhe são caros… Amor implica atitude, não existe amor estático, só de palavras; quem ama incomoda.

Amar é buscar o outro, é preocupar-se com ele, é gastar tempo com a pessoa e por causa da pessoa. Amar é ter a coragem de se expor pelo outro. Não acredito naqueles que dizem nos amar, mas não fazem nada para que nossa vida se torne melhor. Quem ama dá um jeito, arranja tempo, liga, se envolve; enfim, se faz presença.

Não se constroem grandes relacionamentos por meio de cursos de correspondência. Para que os laços se aprofundem é preciso gastar tempo ao lado do outro. Deus nos livre de relacionamentos superficiais, nos quais o que impera é a representatividade e o cuidado é ausente… Amor sem cuidado é arte sem encanto, é corpo sem alma, é abstração.

E mais: será que nós nos amamos? Será que cuidamos de nós, de nosso visual, de nosso coração? Será que investimos em nós? É impossível cuidarmos de alguém se não aprendemos a nos cuidar. E também, por vezes, teremos que aprender a nos deixar cuidar pelos outros, pois, do contrário, correremos o risco de morrer isolados em nossa própria resistência.

O que você ama? Do que você cuida ou precisa cuidar?

Ainda dá tempo, sempre dá…

Deixo-o com o santo poder que traz em si questionamento… ou melhor: ? (a interrogação).

10/11/2010

Você é uma pessoa RESILIENTE?


Todos os dias somos chamados a um grande desafio, o desafio da vida. De descobrir os seus mistérios, de vencer os obstáculos de
superação. Só experimenta a vitória quem tem coragem de ariscar a investir a sua vida na vida. Quanta gente sem vontade de viver, ou que não são preparadas para enfrentar a vida como ela é cheia de obstáculos para transpor, de problemas a resolver e conflitos interiores e exteriores. É preciso ter arte para viver, é preciso viver para aprender a arte e o sabor da vida: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (João 10,10). Mesmo a vida cristã é um labirinto, que necessita muitas vezes se “perder” para encontrar sua saída, ou suas saídas secretas, o mapa do coração e da mente do homem.

O ser humano é um mistério e meio. Para tentar entender o mistério da pessoa é preciso se aventurar a mergulhar no mistério de Deus e ser insaciável, pois assim como Deus, o ser humano nunca será totalmente desvendado, se não deixaria de ser mistério. Mas o mistério não limita a sua revelação, que se dá como a gente menos imagina ou gostaria que fosse. Uma derrota, um fracasso ou um grande momento de crise é uma grande ocasião de descobrir-se e de descobrir o outro. A pessoa é uma caixinha de surpresas e nós precisamos querer abri-la sempre sem medo. Coragem! A vida é e sempre será um grande desafio a ser vencido.

Estamos criando pessoas com medo de entrar em si mesmas, a geração do tudo pronto, do imediato, do paliativo. A pessoa se constrói, se trabalha como um diamante bruto que precisa ser ferido para ser lapidado. E isso leva tempo, paciência e muita arte. Os desafios da vida nos ensinam a viver, nós nos formamos na escola da vida, lutando e aprendendo, a cada dia uma vitória. A vida nos reserva lutas, obstáculos e vitórias a cada dia. É preciso amar a vida e querer vivê-la com toda a intensidade, a cada momento, vivendo o presente, construindo a vida. Eu estou escrevendo para quem perdeu por qualquer motivo a vontade de viver, de lutar, de continuar a acreditar em si e nos outros. A palavra que eu te apresento é esperança: “virtude, ação de esperar o que se deseja. Confiança, expectativa otimista”. O que tem motivado a sua vida e as suas expectativas?

Uma palavra hoje muito usada nas empresas e para definir qualidades de pessoas que sabem sair de situações difíceis. A Resiliência: Capacidade de superar, de recuperar-se das adversidades, tanto físicas quanto emocionais. Ouvindo Monsenhor Jonas Abib pregar percebi que resiliência é um dom do Espírito Santo, que vem em socorro daqueles que clamam, daqueles que reconhecem seus limites, mas não ficam parados, sabem a quem recorrer, a força de Deus para de fracos nos fazer fortes: E me comprazo nas fraquezas, nos insultos, nas dificuldades, nas perseguições e nas angústias por causa de Cristo.

Pois, quando estou fraco, então é que sou forte (II Coríntios 12,10).

Pai santo, fonte de toda vida, tu tens o mapa do nosso coração. Revela aos poucos a nós pelo Divino Espírito Santo os passos que precisamos dar em direção do sentido da vida e do gosto de viver. De experimentar as coisas boas e de não fugir dos desafios que a vida nos apresenta. Concede-nos o dom da resiliência, para superarmos os nossos limites e nunca esmorecer e desistir de viver. Quero te agradecer pelo dom supremo da vida, quero viver, quero vencer a cada dia e contigo, minha família e meus amigos vencermos os desafios. A cada instante quero agradecer o pulsar do meu coração, bendito seja o Deus da Vida que nunca nos deixa sem o seu auxilio e socorro. Amém.

Minha benção fraterna +
Padre Luizinho,
Sacerdote Canção Nova.

09/11/2010

A importância de agradecer a Deus


Jesus ficou aborrecido quando curou dez leprosos e apenas um voltou para lhe agradecer

Um dos principais objetivos nossa vida, é diariamente e POR TUDO, agradecer a Deus pelas graças alcançadas durante o ano. Jesus ficou aborrecido quando curou dez leprosos e apenas um voltou para Lhe agradecer. “Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano. Jesus lhe disse: Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove?” (Lc 17,15-17).

Isso mostra, com clareza, que agrada a Deus nosso reconhecimento pelas graças que Ele nos concede a cada momento. Em tudo dependemos de Deus; Ele nos deu a vida, o existir, o ar que respiramos, a água que bebemos e o alimento que nos sustenta. Tudo nos é dado por Sua bondade, onipotência e amor. “Porque é Ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas” (At 17,25). Jesus reclamou que só voltou um “estrangeiro”, um publicano, não judeu, para agradecer. O que isso pode nos dizer? Talvez que os mais ingratos com Deus são “os Seus”, os do Seu povo, os que estão mais próximos d’Ele. Isso deve ser um alerta para nós que servimos ao Senhor. Não podemos nos acostumar com Suas graças e bênçãos tão abundantes e ricas a ponto de nos esquecermos de Lhe agradecer.

Por isso, em nossa adoração ao Santíssimo Sacramento, e em nossas outras orações, nunca pode faltar o momento de ação de graças, especialmente após a comunhão Eucarística. Se fôssemos contar, disse Michel Quoist, todos os bens que recebemos de Deus a cada dia, no final do dia nos sentiríamos como um rei. São João da Cruz, doutor da Igreja (1542-1591), insistiu que “amor só se paga com amor”. Se a ingratidão para com os homens é uma grande falta, também o é para com Deus. Evidentemente o Senhor não precisa disso. Nosso agradecimento não pode aumentar Sua felicidade nem Sua glória, que são infinitas, mas nos torna melhores, nos engrandece, nos santifica, nos faz mais humildes e dependentes de Deus. Dando-Lhe glória.

Que tal rezarmos um pouco assim?

Obrigado, Senhor, por me haver amado antes que o mundo existisse, desde sempre desejando dar-me a vida.

Obrigado por me ter criado à Tua imagem e semelhança, com uma alma imortal, inteligente, livre, consciente e capaz de amar. Obrigado, Senhor, porque para mim criaste todas as coisas: o céu, a terra, o ar, o vento, as montanhas, os rios, os pássaros, as flores, os frutos…

Obrigado pela mãe terra, meu lar, que me dá tudo de que preciso para viver: os metais, a madeira, o alimento, a água, o gás, o petróleo, os elementos químicos…

Obrigado, meu Pai, pelo pão de cada dia, pelo remédio que me cura, pela roupa que me cobre, pelo lar que me abriga e pelo sol que me aquece; tudo me dás por Teu amor.

Obrigado, Senhor, pelos irmãos que me deste para caminhar ao meu lado, fortalecendo os meus passos, suportando minhas fraquezas e ajudando-me a crescer.

Obrigado pela Tua santa Igreja, Teu Corpo Místico, que divinamente instituíste para ser a minha Mestra nesta vida.

Obrigado pelas cruzes que me dás, ensinando-me através delas o caminho da vida e a paciência que leva ao céu.

Obrigado, meu Pai, por Teu amor ilimitado por mim, capaz de fazer tudo o que for preciso para não me perder jamais.

Obrigado, meu Mestre, pelos fracassos e insucessos, pelas lágrimas e tristezas, que me obrigam a olhar constantemente para Ti e jamais confiar em mim.

Obrigado porque me acompanhas a cada instante, me inspiras a todo o momento, me guardas sempre e me guias para Ti.

Obrigado, meu Senhor, pelo que sou, pelo que tenho e pelo que faço. Que juntamente com todas as Tuas criaturas eu possa hoje e sempre amar, louvar e servir-Te com a minha vida, com toda a minha alma, com todas as minhas forças e com todo o meu entendimento.

Obrigado por tudo isso Senhor e por muito mais que eu nem mesmo sei Te dizer, mas que Teu amor sempre me dá.

08/11/2010

As bem-aventuranças são para os que se deixam transformar


Na Missa de Domingo (07/11/10), na Solenidade de Todos os Santos, o nosso coração precisa desejar a santidade. Nos santos Deus revela Sua face e Seu amor.

No início do Evangelho de São Matheus 5,1-12a, Jesus se coloca a falar com as multidões. Que todos nós nos aproximemos hoje diante da Palavra de Jesus que nos revela que Deus é a fonte, a razão de toda a felicidade.

A encarnação revela o amor de Deus que se faz carne no seio da Virgem Maria. Isso dá um novo sentido perante a realidade, torna-se possível a bem-aventurança, mas é preciso mudança de vida. Por isso as bem-aventuranças são dirigidas a todos que se deixam transformar em uma interioridade profunda, concreta. A ação externa é transformada pela novidade do Reino, é a graça de Deus ligada a vida reta do cristão. As bem-aventuranças são a beleza da presença Divina que alcança o homem e o quer feliz.

A primeira bem-aventurança se volta para os pobres em espírito. “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”. Ela é dos humildes, dos pequenos. São felizes aqueles que se apresentam diante de Deus com as mãos vazias porque renunciaram as atitudes orgulhosas.

Devemos olhar cada bem-aventurança e perceber que é um apelo a todo aquele que quer seguir Jesus. Não há lugar no Reino dos Céus para quem não for pobre em espírito.

A segunda bem-aventurança fala aos aflitos. “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”. É a bem-aventurança daqueles que vivem a aflição. O humilde que passa pela aflição a Deus confia. Somente o humilde passa pela aflição confiando e se deixa consolar por Deus.

A terceira bem-aventurança fala da mansidão. “Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra”. O homem e a mulher governados por essa mansidão, são aqueles que constroem as coisas desarmados, sem a autodefesa. É alguém que não tem o próprio ego como centro. Somente aquele que é manso, se deixa conduzir por Deus que vai conduzindo-o no Seu querer. A mansidão é segredo da santidade.

A quarta bem-aventurança: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”. É aquele que está sempre com sede da santidade porque quer ver a Deus. Está engajado na vontade de Deus a todo momento, e se angustia se está longe da vontade do Pai. Somente o sedento da vontade de Deus será saciado no Reino dos Céus. Há essa fome, essa sede em você? O Reino dos Céus é para os sedentos e famintos da vontade do Pai.

"O homem é aquilo que ama e admira"
Foto: Robson Siqueira/ Fotos CN


Quinta bem-aventurança:
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”. As bem-aventuranças partem da humildade porque chegam na misericórdia. São aqueles que concretamente liberam em seus corações o perdão que reconcilia, não vivem tomado de divisões interiores porque em seus corações reina a misericórdia do Pai. O que reina em seu coração? Se não reinar a misericórdia, você não será feliz.

A sexta bem-aventurança fala aos puros de coração. “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.” Os que trazem essa pureza são declarados bem-aventurados por Jesus. Com que você tem alimentado seu coração? O que você tem buscado? Você tem buscado aquilo que é puro e verdadeiro? Caso contrário seu coração se tornará impuro. No Reino de Deus tem lugar somente para os corações puros.

Sétima bem-aventurança: “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”. São felizes os que promovem a paz. Jesus se congratula com os que semeiam a paz, com os que promovem a reconciliação. O shalom do Pai se revela na face, na palavra e nos gestos dessas pessoas. Você faz bem para os outros? As pessoas têm alegria em conviver com você?

A oitava bem-aventurança é para os perseguidos. “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus”. São felizes os que são perseguidos por causa da justiça. Não é uma perseguição por qualquer coisa, mas por causa da fidelidade ao querer de Deus. As demais bem-aventuranças precisam reinar em nosso coração para que na perseguição nós tenhamos força.

Na nona bem-aventurança Jesus se dirige aos discípulos. “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. Essa última bem-aventurança é do discípulo que de fato segue o seu Senhor, não de quem segue a si mesmo, de quem segue Jesus porque é aplaudido. Jesus fala do discípulo que segue a Deus por aquilo que Ele é, e não simplesmente por causa da recompensa. É a bem-aventurança do discípulo que sofre pela verdade. Aqui Jesus é a causa da perseguição e também a fonte da salvação. Se alguém sofre por ser cristão não fique envergonhado.

Nós precisamos e desejamos a manifestação de Jesus, aqui está nossa esperança. Nossa esperança está no fato de que somos cidadãos dos Céus. Somos vocacionados para eternidade. A felicidade não está nesse mundo, mas ainda tem muita gente buscando naquilo que é passageiro, aquilo que é pleno.

Meus irmãos, a grande tribulação chegará, e como estará a nossa vida? O homem é aquilo que ama e admira. Somente uma vivência de fé coerente suportará a tribulação. De outra forma, ninguém suportará, é violenta demais para aqueles que não viveram seu batismo.

Cuidado com aquilo que você tem amado, porque senão você não será esse bem-aventurado do Evangelho.

Padre Eliano - Comunidade Canção Nova
Transcrição e adaptação: Willieny Isaias

05/11/2010

Os quatro elementos essenciais para a nossa vida


"A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se vêem. Por ela, os antigos receberam um bom testemunho † de Deus. Pela fé compreendemos que o universo foi organizado por uma palavra de Deus, de sorte que as coisas visíveis provêm daquilo que não se vê. Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício melhor que o de Caim; graças a ela, recebeu o testemunho de ser justo, pois Deus atestou o valor de suas oferendas; e graças a ela, mesmo depois de morto, Abel ainda fala! Pela fé, Henoc foi levado, sem passar pela morte; não mais foi encontrado, porque Deus o levou. Antes de ser levado, porém, recebeu o testemunho de que foi agradável a Deus. Ora, sem a fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima deve crer que ele existe e recompensa os que o procuram. Pela fé, Noé, avisado divinamente daquilo que ainda não se via, levou a sério o oráculo e construiu uma arca para salvar os de sua casa. Pela fé, ele condenou o mundo, tornando-se herdeiro da justiça que se obtém pela fé"

(Hebreus 11, 1-7)

Nós vivemos em duas dimensões: A física e a espiritual. A dimensão física é o nosso corpo e todas as coisas que enxergamos. E a dimensão espiritual é o que sentimos, onde reside Deus, os seres humanos e o demônio. O bem e o mal se manifestam na dimensão física através das pessoas.

Na dimensão espiritual, Deus é o líder e o inimigo d'Ele é controlado pelo Senhor. A princípio, somos controlados pelo demônio, porque ele é o príncipe deste mundo, mas, a partir do momento em que fomos batizados, o nosso espírito foi transportado das trevas para a luz. Não adianta termos sido resgatados por Jesus, é preciso que Ele conduza a nossa vida.

O Senhor nos revela em São João 10,10: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância". A vida eterna não se concretiza só depois da morte, ela é uma realidade que Deus preparou para a terra também. O Senhor quer agir transformando a sua vida em bênção. Você é uma pessoa abençoada por Deus Pai!

"O Altíssimo espera que as circunstâncias sejam transformadas e que o Reino d'Ele se instale na terra por meio de nós"
Foto: Wesley Almeida/ Fotos CN

O Altíssimo espera que as circunstâncias sejam transformadas e que o Reino d'Ele se instale na terra por meio de nós. O Pai tem o sonho da paz, da saúde e da vitória. Ele tem os melhores sonhos para os Seus filhos. A doença, a miséria e a desarmonia assolam a humanidade, pois o mundo é dominado pela dimensão maligna.

Na vinda do Senhor, tudo será transformado; assim teremos um mundo maravilhoso. O paraíso apresentado no livro do Gêneses não foi abandonado por Deus, mas foi abalado pelo mal. Para transformar o mundo pelo poder do Espírito Santo, são necessários quatro elementos que precisam ser presentes em nossa vida.

O primeiro elemento é a mentalidade: Os pensamentos estão no mundo espiritual, estes influenciam na nossa disposição e em nossos relacionamentos. Se você quiser que Deus transforme a sua vida financeira, familiar, espiritual e profissional comece a transformar os seus pensamentos.

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito” (Romanos 12,2).

O pensamento negativo atrai as obras do inimigo de Deus, o poder de destruição, de miséria. Nossos pensamentos não são só ideias esquecidas, estas entram para o plano espiritual. O seu pensamento é do Senhor ou do diabo? Se os nossos pensamentos não forem iguais aos de Deus, a nossa oração não será válida.

O segundo elemento é a fé: Tudo é possível para aquele que tem fé, este é o fundamento da esperança, da confiança em Deus, de nos entregarmos totalmente a Ele. A fé foi colocada em nosso coração por meio do sacramento do batismo e o alimento dessa virtude é a Palavra de Deus. O acreditar em Deus não muda a vida de ninguém, o que transforma é acreditar em Suas Palavras. A fé não é uma emoção. A Palavra do Senhor nos diz que a fé remove montanhas.

O terceiro elemento é o sonho: A nossa imaginação não é um brinquedo; use a sua imaginação de maneira correta e não dê material ao inimigo! Os sonhos existem para alcançarem a vontade de Deus.

O quarto elemento é a palavra: Use bem as suas palavras e será recompensado. "Morte e vida estão no poder da língua; quem sabe usá-la comerá de seus frutos" (Provérbios 18, 21). A sua palavra tem o poder de criar, ela sai do mundo material e vai para o mundo espiritual.

"Tenha a mentalidade, a fé, os sonhos e a palavra de acordo com a vontade de Deus"
Foto: Wesley Almeida/ Fotos CN

Tenha a mentalidade, a fé, os sonhos e a palavra de acordo com a vontade de Deus. Esses quatros elementos constroem a nossa fé.

Padre Luis Fernando
Comunidade Canção Nova
Fonte: www.cancaonova.com
Transcrição e adaptação: Thaís Capucho

04/11/2010

Não cabe a nós julgarmos o nosso irmão!




Se nosso irmão é falho, errado, mas estamos unidos a Jesus,unidos estaremos também a ele. O mais lindo disso tudo é não ficar julgando o irmão, justamente porque ele não está apoiado em nós, e sim, no Senhor. Nosso irmão é servo do Senhor. Conforme diz São Paulo,não podemos julgar um serviço alheio, pois quem o executou é servo do Senhor, assim como nós. Se ele tem falhas e defeitos, se conduz o grupo de maneira incorreta, se tem escandalizado os irmãos, isso tudo deve ser resolvido com seu Senhor.

Não compete a nós julgá-lo, tampouco criticá-lo; pelo contrário, no amor e na caridade aceitamos como ele é, porque o Nosso Senhor, que é também dele, aceita-o como ele é.


Não somos responsáveis pela nossa unidade. Se assim fosse, não nos escolheríamos uns aos outros. Foi o Senhor que nos escolheu e nos uniu, como num cacho de uvas. Jesus é o ramo e todos nós estamos ligados a Ele, pois fomos criados em cacho. Não criamos a nossa unidade, já fomos criados em unidade, restando-nos agora respeitar a unidade na qual fomos criados.

Em respeito ao Senhor, que já nos criou em unidade, façamos de tudo para não romper a unidade, por isso, não vamos julgar o irmão, criticá-lo nem condená-lo. Se o irmão possui falhas e defeitos, ele deve resolver isso com o Senhor. No entanto, podemos nos perguntar: Como corrigiremos as falhas? Se a Igreja, o Grupo de Oração e a Comunidade não progridem porque determinada pessoa possui este ou aquele defeito, então temos de nos preocupar em corrigi-la.

Na verdade, se adotarmos uma atitude de julgamento e crítica, ansiosos por corrigir, estragamos tudo. Quando mudamos de comportamento e aceitamos os outros como são, formando unidade, então sim a correção começa a acontecer por obra do Senhor. É Ele quem faz a correção, mas para isso precisa da unidade.


Ressaltando: se ficarmos preocupados em corrigir os defeitos uns dos outros, nada acontecerá, porque cairemos em crítica, julgamento, condenação e desentendimento. Quando, porém, a despeito dos defeitos dos irmãos, respeitarmos a unidade criada pelo Senhor, em vez de nos rejeitarmos uns aos outros, nossa correção se inicia. Se estivermos unidos, a seiva do Espírito Santos de Deus passará por todos sem interrupção; a irrigação será perfeita.

Trecho do livro "Curados para amar"
Monsenhor Jonas Abib
- Comunidade Canção Nova

03/11/2010

Finados: o significado.

Somente a fé é capaz de dar um significado para esta data

Para alguns, finados é um feriado gostoso, ocasião de sair para “esfriar a cabeça”. Para outros, é dia de lembrar tudo, menos a morte ou as pessoas que já faleceram. Para outros, ainda, é um dia trágico, pois, de certa forma, antecipa a cada ano o que seremos todos um dia. Mas, graças a Deus, para muitos, é um dia de esperança e comunhão com quem amamos e continuamos a amar, apesar de termos perdido sua presença física neste mundo, chamado vale de lágrimas.

Este dia nos convida a refletir, não sobre a morte e, sim, sobre a vida. O nosso Deus é “o Deus dos vivos e não dos mortos”. As pessoas que já partiram desta vida não estão mortas; para Deus, elas não estão mortas e, portanto, nossa oração pode atingi-las ainda. É por isso que rezamos por essas pessoas no transcorrer do ano e dedicamos um dia especial a elas.

Ao rezar pelas pessoas que não estão mais presentes no meio de nós, quem sabe se, neste dia, graças às nossas orações e preces, elas não foram purificadas definitivamente e entraram na alegria de Deus? Ele quer a vitória sobre a morte pela morte de Jesus Cristo. Só a fé em Jesus Cristo morto por nós pode vencer a morte.

Somente a fé verdadeira é capaz de dar um novo significado a toda a nossa vida. Como diz o texto do Evangelho: “Aquele que vem a mim nunca terá fome, aquele que crê em mim nunca terá sede”. Podemos acrescentar: “Aquele que crê em mim e vem a mim possuirá a vida eterna”. Por isso rezemos pelos nossos irmãos defuntos na firme certeza de que um dia os nossos sucessores também rezem por nós!


A Mãe Igreja, ao relembrar os defuntos, convoca a todos para confrontar-nos com o enigma da morte e, por conseguinte, como viver bem, como encontrar a felicidade. E este Salmo responde: bem-aventurado o homem que doa; bem-aventurado o homem que não usa a vida para si mesmo mas partilha; feliz o homem que é misericordioso, bom e justo; feliz o homem que vive do amor de Deus e do próximo. Assim vivemos bem e não devemos ter receio da morte, porque estamos na felicidade que provém de

Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora, MG