Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de maio de 1887 em Pietrelcina (Itália). Seu nome verdadeiro era Francesco Forgione. Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, que os via constantemente devido a tanta familiaridade. Ainda pequenino havia se tornado amigo do seu Anjo da Guarda a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho.
Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu Anjo da Guarda estreitando assim a intimidade dos fiéis para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da Igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.
Com quinze anos de idade entrou no Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em Morcone, adotando o nome de "Frei Pio" e foi ordenado Sacerdote em 10 de agosto de 1910 na Arquidiocese de Benevento. Após a Ordenação, Padre Pio precisou ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde e, em setembro desse mesmo ano, foi enviado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até o dia de sua morte.
Abrasado pelo amor de Deus, marcado pelo sofrimento e profundamente imerso nas realidades sobrenaturais, Padre Pio recebeu os estigmas, sinais da Paixão de Jesus em seu próprio corpo. Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por este sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiéis e libertá-los das garras do demônio que era conhecido por ele como "barba azul".
Torturado, tentado e testado muitas vezes por este, sabia muito da sua astúcia no seu afã em desviar os filhos de Deus do caminho da fé. Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de construir um grande hospital, conhecido como "Casa Alívio do Sofrimento", que viria a ser uma referência em toda a Europa. A fundação deste hospital se deu a 5 de maio de 1956.
Devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, Padre Pio cria os grupos de oração, verdadeiras células catalisadores do amor e da paz de Deus para serem instrumentos de tais virtudes no mundo que sofria e angustiava-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos.
Na ocasião do aniversário de 50 anos dos grupos de oração, Padre Pio celebrou uma Missa nesta intenção. Seria esta Missa o caminho do seu Calvário definitivo, onde entregaria a alma e o corpo ao seu grande apaixonado; a última vez que os seus filhos espirituais veriam o Padre a quem tanto amavam. Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a Cruz de Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu. Foi beatificado no dia 2 de maio de 1999 pelo Papa João Paulo II que, viria também a canonizar Padre Pio no dia 16 de junho de 2002.
Padre Pio que diz: "Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar!"
O trabalho desenvolvido pela Congregação das Causas dos Santos é meticuloso, profundo, de elevado nível científico; nele estão envolvidas diversas disciplinas como a teologia, a história, o direito, a medicina, a psicologia, entre outras.
A preocupação com a verdade histórica sempre esteve presente no trabalho da Congregação,desde o seu início. Podemos encontrar uma elucidação concreta no decreto de Pio X, de 26 de agosto de 1913 – depois integrado ao Código de Direito Canônico de 1917 –, que estabelecia o recolhimento e o estudo de todos os documentos históricos relativos às causas. Mas a novidade fundamental foi introduzida pelo documento ‘Giá da qualche tempo’, de 6 de fevereiro de 1930, com o qual Pio XI instituiu, no seio da Congregação dos Ritos – assim era chamada a nossa Congregação – a ‘Seção Histórica,’ com a função de contribuir eficazmente para o tratamento das causas históricas, isto é, daquelas que não dispõem de testemunhas contemporâneas dis factos em questão.
O serviço prestado pela Seção Histórica, a partir de 1969, denominada Departamento Histórico-Hagiográfico, foi alargado a todas as causas, mesmo as recentes, aumentando a sensibilidade histórico-crítica em todas as fases do processo. Mais recentemente, a constituição apostólica Divinus Perfectionis Magister, de 25 de janeiro de 1983, seguida das Normae Servandae de 7 de fevereiro de 1983, estabeleceu definitivamente a contribuição determinante do método e da qualidade histórica no tratamento das causas dos santos.
A verdade histórica, tão diligentemente procurada por motivos ideológicos e pastorais, traz muitos benefícios nomeadamente à apresentação cultural dos santos. Os novos beatos e santos “saíram da sacristia” para serem estudados e apresentados também como personagens historicamente significativas, bem dentro da vida da sua Igreja, da sua sociedade, do seu tempo. Assim, já não dizem respeito apenas à Igreja e aos crentes, mas a todos aqueles que se interessam por história, cultura, vida civil, política, pedagogia entre outros. Deste modo, a missão destes extraordinários homens de Deus continua de outra maneira, e, ainda assim eficaz, para o bem de toda a sociedade. É significativo, nesse propósito, o fato de o arquivo da Congregação para as Causas dos Santos ser hoje frequentado também, além pelos responsáveis eclesiásticos, por estudiosos leigos que aí se dirigem para teses de licenciatura, para estudos de história, de pedagogia, de sociologia etc. Precisamente porque aí encontram material em abundância e historicamente fiável.
(Trecho extraído do livro “Como se faz um santo”, página 28-29 de Cardeal Saraiva Martins)
Sobre o Cardeal
José Saraiva Martins nasceu a 6 de janeiro de 1932 em Gagos de Jarmelo, Portugal. Tendo entrado ainda jovem para a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria, foi ordenado sacerdote a 16 de março de 1975. Docente de Teologia e Reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana, durante o período da sua atividade acadêmica publicou vasta e notória obra de Teologia. Em 1988 foi nomeado arcebispo secretário da Congregação para a Educação Católica. Foi de 30 de maio de 1998 até 9 de julho de 2008 Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Elevado a cardeal pelo Papa João Paulo II em 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe atribuído o título da basílica de Nossa Senhora do Sagrado Coração.
O mestre de nossas vocações e das nossas consagrações precisa ser a Palavra de Deus. Vamos partilhar o evangelho João 3,22-30 Não importa os motivos que as pessoas se chegam a Jesus, não importa se as pessoas O busca por causa de cura ou milagres, o mais importante é que fomos chamados a proporcionar o encontro dessas pessoas com Deus. Como São João diz: É necessário que ele cresça e que eu diminua . Nós enfrentamos uma tentação de querer de crescer e amadurecer diante de Deus, para só depois responder ao Senhor, mas quando somos chamado a corresponder é com as nossas limitações, e talentos. Só Deus pode mudar um coração de uma pessoa. Muitas vezes trazemos dentro de nós uma aflição, pois as pessoas que nós amamos não pode seguir na nossa caminhada. Mas Jesus nos dá a graça de seguir, o seu chamado é de amor.
Nós estamos em processo de conversão. O que é crescimento em Cristo Jesus? Jesus diz “Apendei de mim que sou manso e humilde de coração” Manso é aquele que deixa se governar pelo o Cristo. Se quisermos crescer na nossa espiritualidade é preciso se dobrar para o Espírito Santo.
Quando dizemos ao Senhor que queremos ser manso, nós pedimos para que não calejemos, não nos endurecemos. Nós entramos em uma comunidade com a idéia de uma comunidade perfeita, mas daí percebemos os limites uns dos outros, e corremos risco de embrutecer, de nos fecharmos para o amor.Quem não é manso, é embrutecido. Se você quer crescer na sua espiritualidade renuncie toda dureza de coração. Não se prenda as coisas mesquinhas. Levanta os olhos para Jesus. Tire os olhos das misérias humanas, isso é humildade.
Quando nos consagramos, nos unimos a mais irmãos que padece , e luta como nós, estamos em batalha. Só um coração manso é capaz de abrir-se para a experiência com o Espírito Santo todos dias, mesmo em meio as decepções. O nosso coração fica calejado, duro, porque nos detemos na decepção, e passamos a murmurar e assim perdemos a capacidade de amar. Um coração orgulhoso impede do Espírito Santo de trabalhar, e assim corremos o risco de perder a nossa vocação.
Paulo diz: “É Cristo que vive em mim”, esse Cristo é o crucificado. Paulo foi perseguido, correu risco, passou fome, frio. E nós quando sentimos chamados também estamos dispostos a viver tudo como São Paulo, mas por muito menos já nos endurecemos.
Dentro das comunidades sempre somos visitados pela provação. Deus nos prova naquilo que nos derrete, naquilo que doí, como o ouro ´preciso passar pela prova do fogo. Todos os dias precisamos vencer o homem velho que está dentro de nós, temos que matá-lo novamente. Para que eu seja um homem do Espírito, eu tenho que manter no cabresto esse homem velho, aprender a mortificá-lo.
Tem duas maneiras de entender a palavra Vida Nova. Ela pode ser nova porque algumas coisas foram modificadas e ficaram com cara de nova, como mudar de trabalho, de casa, se casar... Mas existe aquela experiência das pessoas que fizeram a experiência de perder Deus, e ingressaram em trevas profundas e, mesmo sem morrer, experimentaram um pouco do que é o inferno, mas de repente, brilhou a Luz, que é Cristo, e entrou em suas vidas e as libertou do abismo, e agora ela pode dizer "eu tenho uma vida nova".
Quando a Palavra de Deus nos fala de vida nova, ela fala de uma "guinada" na sua vida. O Espírito Santo nos dá uma vida nova, uma vida divina, que nasceu de Jesus Cristo, da ressurreição, e somente com essa vida nós podemos ter um progresso espiritual. Nós entramos numa comunidade para sermos santos, porque queremos ser de Cristo, queremos que as pessoas vejam Cristo Jesus em nós e isso custa lágrimas, sofrimentos, renúncias... a vida de um consagrado, de alguém que se entregou a Cristo, não é facil, mas é maravilhosa, não tem outra melhor.
Nós estamos em uma vida onde Aquele que nos chamou constantemente se volta para nós e diz: "Se você está com sede, venha a mim e beba". Se você não tem água para você, como vai oferecer aos outros? Se você não cresce espiritualmente como vai fazer os outros cresçam? O Espírito Santo é a água que corre do lado do Redentor, e que transforma nosso mundo. Esse mundo doente onde vivemos tem cura e a cura é Jesus Cristo. E nós cremos nisso, por isso entregamos nossa vida a Ele.
Existe um rio que jamais seca capaz de transformar a sede desse mundo. Se o seu coração está seco. existe uma água viva capaz de tornar seu coração palpitante, capaz de dar a vida. Jesus disse "as minhas palavras são Espírito e Vida". A Palavra de Deus nos dá a vida através do seu Espírito Santo, uma vida divina.
Nossa vocação não é um estilo de vida, é uma vida nova.
O Senhor nos inseriu numa vida divina que tem sua fonte no Pai, em Jesus Cristo, essa vida que você recebeu de Deus não se opõe a vida que você conhece, mas constrasta ao que você já viveu. Nossa alma vive dividida entre duas coisas, é como se Deus sempre nos permitisse escolher o bem ou o mal. O que está acima ou o que está abaixo. A vida nova é uma intervenção de Deus, que arrasta o homem para o bem. Essa vida nova é uma força interior que se manifesta em nós, mas é mudança de mentalidade.
Nós jamais podemos trazer para nossa comunidade uma mentalidade mundana (um espírito do mundo que ameaça nossas comunidades - ciumes, comparação, disputas, inveja...). Nós corremos o risco de abrir mão das pessoas que Deus colocou ao nosso lado. As pessoas são a maior riqueza da comunidade, tem muita gente pecadora e santa, que merece nossa honra. Só pelo fato dessa pessoa ter entregado sua vida junto com você ela merece seu respeito e sua honra.
E honrar é falar bem dela, promovê-la, dar espaço pra ela... e essa não é a mentalidade do mundo. Quando você assumiu a vida nova, você se despediu do homem velho. O Senhor te fez e você escolheu ser uma nova criatura, deixa passar as coisas de outrora. Uma das tentações que o diabo coloca no coração das pessoas que se consagram, é que elas não se desapeguem ao passado que não existe mais. Ficamos com saudade da vida velha.
Aí, se por algum motivo, vamos passar um tempo em casa, percebemos que era verdade, que aquela vida velha já não existe mais, realmente já passou. Os amigos se foram, a rua mudou, até o próprio quarto é diferente, as coisas de outrora já não te satisfazem... mas eu pergunto, porque ainda insistimos em ficar apegados as mesmas coisas? Se você não caminha para cima, no meio você não fica, mas se volta para as coisas mais baixas e inferiores.
Nós não matamos o nosso corpo, mas o mortificamos. Jesus entregou sua vida porque tinha um sentido, Ele não era louco. Ele nunca fez nada sem sentido. Nós mortificamos nossa vida para dá-la. Nós morremos para que os outros vivam.
E se na sua comunidade não se morre para que os outros vivam, sua comunidade não vale a pena. O que faz valer a pena é nos unirmos a Cristo e gastar a nossa vida para que os outros vivam. É no gastar a vida que o Espírito Santo libera todo o Seu poder.
Vale a pena você se mortificar, se sujeitar a uma autoridade, ter que perdoar, depois de ter tido de largar tudo, recomeçar...porque sua vida está salvando muitos mesmo que você não saiba.
Assim como o escultor pega o pedaço de madeira e vê a figura que precisa tirar de dentro dela. Deus olha para nós e vê seu Filho Jesus dentro de nós. Então pega o martelo da cruz, para nos esculpir e tirar as lascas, para que seu Filho apareça. Quando começar a cair suas lascas não pergunte "porque comigo?", mas levante seus braços e diga: "Deus me ama e quer tirar de dentro de mim seu Filho Jesus, para que Ele apareça".
O nosso sim é feito de muitos "sins". E só cresce quem é capaz de renovar seu sim a cada dia. Uma história de sofrimentos é sempre uma história muito bela, é sempre uma história pra contar... Quanta história Deus já escreveu com a sua vida.
“O canto e a música desempenham sua função de sinais de maneira tanto mais significativa por ‘estarem intimamente ligados à ação litúrgica’, segundo três critérios principais: a beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembléia nos momentos previstos e o caráter solene da celebração. Participam assim da finalidade das palavras e das ações litúrgicas: a glória de Deus e a santificação dos fiéis” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1157).
Não pretendo fazer aqui um tratado de liturgia, apenas darei algumas dicas sobre a postura do ministério de música em animações litúrgicas, especialmente nas Celebrações Eucarísticas.Na Santa Missa, o presidente é o sacerdote; portanto, antes de toda e qualquer celebração, converse com o padre e exponha o que o ministério preparou em unidade com a equipe de liturgia.Sei de toda a complexidade e até das diferentes interpretações sobre a liturgia que alguns padres dão; em todo o caso, vale a máxima: “Quem obedece não peca”. Portanto, consulte-o e obedeça-lhe.Se você tiver conhecimento o bastante sobre o assunto e abertura com o sacerdote, poderá defender sua opinião; o diálogo nos faz crescer. Mas converse em outro momento, não poucos minutos antes do início da celebração.
Na Celebração Eucarística, a música deve contribuir para o engrandecimento e a profundidade dos momentos litúrgicos; por isso, cada canção precisa se encaixar com o momento certo e acompanhar os tempos litúrgicos.
Santa Missa não é show! Não chame a atenção do povo para si ou para seu grupo musical. Na Eucaristia, Jesus é o centro.
Não desvie a atenção das pessoas com “caras e bocas” durante a interpretação de uma música, nem na execução de um solo instrumental. Tampouco converse durante a Celebração Eucarística, escolha antecipadamente as músicas e seus respectivos tons. Se houver extrema necessidade de algum diálogo, faça-o da forma mais discreta possível. Nada mais desagradável do que um ministério se entreolhando com ar desesperado, de: “Qual a próxima música?” ou “Qual o tom?”.
Não use, durante a Missa, roupas com cores fortes ou estampadas, a não ser que você seja convocado de surpresa e não tenha condições de se trocar. Também não use, de jeito nenhum, roupas sem mangas, decotadas, transparentes ou bermudas durante a Celebração Eucarística.Escolha os cânticos de acordo com as leituras e o tempo litúrgico.
Não se pode cantar os “hits”, a não ser que se encaixem com o tema da celebração.Peça aos músicos que toquem de forma harmônica e com um volume que favoreça a oração. Já vi muitas vezes sacerdotes e ate bispos serem “martirizados” pelo alto volume dos instrumentos, inclusive da bateria, montados a menos de um metro de seus ouvidos, em palcos pequenos.
Não use a harmonia mais complicada que você sabe tocar. Nas celebrações, precisamos ajudar o povo a rezar as canções. Acordes muito dissonantes não são os mais indicados nessas ocasiões. Cuidado para não fazer das Missas uma “válvula de escape” para seu desejo de tocar no “Free Jazz Festival” ou no barzinho mais “out” de sua cidade.Ensaie com os fiéis antes da Missa. Ensine-lhes os cânticos novos e motive-os a rezar com eles.
Algumas fórmulas da Santa Missa, como o “Cordeiro de Deus”, não podem ser modificadas. Estude liturgia! Em liturgia não dá para improvisar.
Não queira ser um ministro de música “garçom”, que apenas serve aos outros o banquete. Participe ativamente de cada momento da Celebração, sente-se à mesa. Você também é um “feliz convidado para a Ceia do Senhor”.
Se você é animador de música na liturgia, não multiplique as palavras. Não queira fazer uma homilia a cada música, nem queira roubar o papel do comentarista.
"É preciso colocarmos a Palavra de Deus em primeiro lugar na nossa vida, o Evangelho nos diz: “Quem ouve as minhas palavras e as põe em prática é um homem sensato, que construiu sua casa sobre a rocha”. (Mateus 7,24)
Ouvir a Palavra de Deus e colocá-la em prática é como construir a vida como se constrói a casa sobre a rocha. Pode vir o que vier nada derruba a vida da gente. Quanta gente com a vida desmoronada, quanta gente afogada na bebida, dizendo que é por causa dos problemas (coitado desse homem, dessa mulher, desse jovem!).Quanta gente com a vida destruída por causa das drogas, mas não somente das drogas, quanta gente com a vida no chão, não bebe, não se droga, mas a vida é um problema só. E por que isso? Porque está faltando alguma coisa.
Problemas sempre teremos, os problemas não são desculpas para destruirmos nossa vida, pois problemas nós teremos. Problema não é desculpa para termos a vida destruída; assim como Jesus disse: “Pobres sempre os tereis”, Ele poderia ter dito: “problemas sempre os tereis”. Problemas pessoais, familiares, econômicos.
E eles não são motivos para termos uma vida destruída, não há razão para que nossa vida seja arruinada por conta das dificuldades. Pelo contrário, exatamente por causa dos problemas é que devemos ir à luta, enchendo-nos de força para que os superemos. Assim, nós nos alegramos quando eles são superados; não existe vida mole para quem quer vencer na vida. Se há vitória é porque houve luta! Vencer na vida é enfrentar problemas.
É a Palavra de Deus que nos dá vida, que nos sustenta; uma pessoa que não a vive é sem vida e vai tendendo para a destruição; acontecendo todos os problemas que foram citados anteriormente. Mas ninguém de nós precisa viver assim."
Trecho da Pregação
Nesta pregação “Tua Palavra é vida”, monsenhor Jonas Abib nos mostra como devemos reagir diante dos problemas, tendo a Palavra de Deus como força para superá-los. Não há espaço para os dois em nossa vida: quando a Palavra de Deus entra, os problemas saem.
"A Palavra de Deus têm o poder de te comunicar a Sabedoria que conduz a salvação pela fé no Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumenta, para corrigir, libertar e educar para a justiça”.
(2 Timóteo 3,15-16).
Quando o Pe. Ruffus veio ao Brasil pela primeira vez em setembro de 2000 eu ainda era Diácono e estava na faculdade aprendendo teologia, inclusive tinha as matérias próprias de Sagrada Escritura. Já tinha experimentado o PODER da Palavra de Deus em minha vida e o conhecimento teológico me ajudou muito, mas existiam muitas dúvidas colocadas pela razão das curas e libertações que o próprio Cristo fez nos evangelhos.
O Senhor é minha luz e minha salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é quem defende a minha vida; a quem eu temerei?” (Salmo 27, 1.).
Quando acontecia o acampamento eu ia acompanhando os casos que o Pe. Ruffus atendia sempre muito sereno e equilibrado, rezava calmamente sem tocar nas pessoas. Ele simplesmente pedia que alguém escrevesse a historia de vida da pessoa e ela lia para ele e ali Deus lhe dava o discernimento, ele orava e a graça calmamente acontecia. Ele é sacerdote e é exorcista de encargo recebido pelo Vaticano, ou seja, ele tem autoridade! Em um dos atendimentos e nas suas pregações descobri que toda a autoridade daquele padre vinha do Sacerdócio de Cristo e da PALAVRA, que ele pregava com simplicidade e muita sabedoria, pois ao rezar por alguém ele pronunciava baixinhas orações e a PALAVRA DE DEUS!“
Eis o Deus que me salva, eu confio e nada temo, porque minha força e meu canto é o Senhor, e ele foi para mim libertação”. (Isaías 12).
Numa pregação ele contou o caso de um rapaz que o procurou para que rezasse por ele. Este rapaz tinha participado de todo tipo de ocultismo e o pior tinha feito consagração de sangue numa seita diabólica, tinha raspado a cabeça e ficou em um quarto escuro vários dias, para se tornar um “pai de santo”. O Pe. Ruffus disse: este caso vai ser muito difícil!
Para a surpresa do padre quando rezava não acontecia nada que ele esperava em caso de libertação e exorcismo. Após a sua oração ele perguntou: O que você fez e como você está? O rapaz respondeu: Logo que descobri Jesus e tomei consciência do meu erro, eu pensei o que estou fazendo com a minha vida e comecei a ler a BÍBLIA inteira procurando respostas e já li duas vezes antes desta oração a Bíblia toda. O Pe. Ruffus respondeu: Quem te libertou e exorcizou foi a PALAVRA de DEUS!
Por isso, não é preciso temer força oculta alguma, pois quem está em CRISTO é uma Nova Criatura, vamos manifestar a glória de Deus. Porque “a Sua Palavra tem poder para destruir toda a força contraria à Vontade de Deus na nossa vida. Manifeste a Glória de Deus através da Palavra na sua vida”. (Dei Verbum).
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Jesus falou da boa semente e nos falou também do joio. Ele disse que o Reino de Deus é como um terreno no qual foi plantada a semente de trigo, mas também a do joio. Dessa forma, o Senhor lhes propôs outra parábola: “Sucede com o Reino dos céus o mesmo que a um homem que semeou boa semente em seu campo. Enquanto as pessoas dormiam, veio o seu inimigo; semeou o joio por cima, bem no meio do trigo, e foi embora.
Quando a erva cresceu e deu espigas, então apareceu também o joio. Os servos do dono da casa vieram dizer-lhe: 'Senhor, não foi boa semente que semeaste no teu campo? Donde vem então que haja nele joio?' Ele lhes disse: 'Foi um inimigo que fez isso' Os servos lhe disseram: 'Então, queres que nós vamos tirá-lo? 'Não', disse ele, não aconteça que, tirando o joio, arranqueis o trigo com ele. Deixai que ambos cresçam até a ceifa, e na época da ceifa direi aos ceifeiros: ''Apanhai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para queimá-lo; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro' ” (Mateus 13,24-30). O próprio Senhor explicou a Parábola do Joio: “Então, deixando as multidões, Jesus foi para casa, e seus discípulos aproximaram-se dele e lhe disseram: 'Explica-nos a parábola do joio no campo'. Ele lhes respondeu: 'O que semeia a boa semente é o filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os súditos do Reino; o joio são súditos do Maligno; o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo; os ceifeiros são os anjos. Assim como se junta o joio para queimá-lo ao fogo, assim acontecerá no fim do mundo; os ceifeiros são anjos. Assim como se junta o joio para queimá-lo ao fogo, assim acontecerá no fim do mundo: o Filho do Homem enviará seus anjos; eles apanharão, a fim de jogar para fora de seu Reino do seu Reino, todas as causas de queda e todos os que cometem a iniquidade, e eles os lançarão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como sol, no Reino do seu Pai. Quem tiver ouvido, ouça!'” (Mateus 13,36-43).
O que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo em que foi semeado o trigo e o joio é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino de Deus. O joio são os filhos do maligno. Neste mundo são semeados a boa semente e o joio. Os filhos do Reino, mas também os filhos do maligno. Ninguém foge dessa realidade.
Quem é o inimigo que plantou o joio no meio do trigo? Cristo explica: “O inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo; os ceifadores são os anjos”. E o Senhor prossegue: “Assim como se junta o joio para queimá-lo ao fogo, assim acontecerá no fim do mundo”.
Jesus está nos dizendo: agora, neste tempo presente, existe trigo e joio. Ele não está dizendo que pode ser que aconteça! Jesus diz que neste nosso mundo é assim. O joio está misturado com o trigo: os maus estão misturados com os filhos do Reino. Tão misturados que não dá para arrancar o joio sem que se arranque também o trigo também. E mais: não apenas estão misturados, mas se confundem. O joio é parecidíssimo com o trigo. Somente quem tem prática sabe distingui-los. Depois que crescem é que se vê claramente quais são as espigas dos trigos e quais as espigas vazias de joio. Enquanto estão crescendo, não dá para perceber. Somente quando viram o fruto é que os ceifadores puderam perceber e foram contar ao Pai de família.
Neste mundo será assim: Os maus vão se confundir com os bons e os filhos do maligno vão se confundir com os filhos de Deus, os filhos do Reino. Você só será capaz de distinguir quando os frutos aparecerem. Jesus vem lhe dizer: “É preciso que você viva com paciência, suportando essa situação. No fim, só no fim, é que o Pai vai separar o joio do trigo”.
O próprio Cristo falou com muita clareza: “O Filho do Homem enviará os anjos que retirarão do Seu Reino todos os escandalosos e todos os que fazem o mal, e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá ranger de dentes. Mas no Reino de Seu Pai os justos resplandecerão como o sol”. Achamos que, na Igreja, tudo deveria ser “bonitinho”, “arranjadinho”, que não houvesse maus, que não acontecessem escândalos. Mas é justamente o contrário. Jesus não está falando dos maus que não acreditam em Deus, que não aceitam o Evangelho. Ele está falando de pessoas muito próximas a você, que convivem com você na Igreja, que vão aos grupos de oração, que participam com você dos encontros, que fazem palestras e dão testemunhos, que fazem lindas orações e possuem dons...
Em nosso meio existem aqueles que são trigo e somente trigo e aqueles que são joio. Você não tem capacidade de distinguir. O importante é que cada um seja trigo. Lute para ser trigo e somente trigo. É uma questão de autenticidade. O que é trigo é trigo! O que não é trigo não é trigo, é joio. A questão não é de aparência. Aparência o joio também tem. Ele parece mais lindo que o trigo. O joio é vazio: cresce mais, se mostra mais. A questão é de autenticidade e você precisa buscá-la no Senhor, na Palavra de Deus, no Espírito Santo. Você precisa ser trigo!
O mais lindo é que aquele que é joio pode se tornar trigo. Bendito seja o Senhor! Enquanto este mundo for mundo, é possível esta transformação: o joio pode tornar-se trigo. Só o Senhor pode fazer com que isso aconteça. É por isso que Ele vai se delongando e deixando que o tempo passe, para que aquele que é joio se torne trigo. O Senhor quer converter a todos. Se em sua vida ainda há muito joio é tempo de se deixar transformar pelo Senhor. Você não pode ficar apontando o dedo para os outros e dizer: “Este é o joio; aquele é joio”. Não, pois ainda é tempo de serem convertidos. Também quanto a você, não desanime. Em sua vida, você pode encontrar muito joio. Infelizmente, seus pensamentos, sua ideias, suas palavras, suas atitudes não têm sido sempre do Reino de Deus. O Senhor quer transformá-lo, e enquanto é tempo. Deixe-se transformar, pois no final, quando chegar a hora da colheita, não haverá mais tempo. O que for trigo será colhido e levado para os celeiros do Senhor. Mas aquele que for joio será recolhido em feixes e jogado ao fogo.
O Senhor nos diz: “Agora somos uma Igreja santa e pecadora; mas é tempo de você fazer com que o pecado seja exterminado de sua vida. Agora você é joio e trigo, mas é tempo de esgotar o joio e ser unicamente trigo. Somente o trigo será recolhido nos celeiros”.
(Trecho do livro “O Pão da Palavra – volume 2” de monsenhor Jonas Abib)
Se abra para a Sagrada Escritura para saber como deve se manifestar a verdadeira alegria. Se nos apegamos a tantos valores que não brotam da fonte que é a Palavra de Deus, nós mergulhamos naquilo que não é dom de Deus e que de alguma forma são referências de alegria para nós, que haja uma conversão de suas referências, mudança de coração.
A Sagrada Escritura traz de forma profunda e densa a verdadeira referência. Talvez você esteja caminhando, mas você não apresenta essa alegria porque suas motivações não são autênticas, estão corrompidas por coisas que não fazem parte da verdade de Deus. Na Sagrada Escritura, a alegria vai transcendendo o sentido daquilo que é terrestre, e vai se tornando a marca da salvação que se aproxima.
No Antigo Testamento vamos olhando que de forma crescente, a Palavra vai mostrando essa alegria verdadeira. A Sagrada Escritura demonstra o limite e a brevidade dos bens terrestres que não sanam o desejo do coração do homem de fazer essa experiência com Deus.
Será que sua alegria está estabelecida nos bens terrestres? E aqui você irá parar nos limites dos bens terrestres, e quando essa brevidade se aproxima a pessoa fica sem base. Depende de Deus a sua alegria. Mesmo no sorrir, o coração pode estar triste. A experiência precisa ser interna de depender de Deus. A alegria é fruto da dependência de Deus, aquele que depende de Deus traz o júbilo de Deus.
A alegria é o sentido da eternidade, uma alegria que depende somente de Deus. Eu dependo em todas as coisas de Deus. Se você não depende, você não vai sair da tristeza que tem reinado em seu coração, você vai permanecer nas cadeias de mortes que foram construídas ao longo de sua história na busca vazia de si mesmo; seja na vocação ou em qualquer realidade. Muitos perdem a vocação por não fazerem a experiência de depender de Deus.
A dependência de Deus nos faz ver além, nos amadurece de tal forma que nos sentimos livres. Você só respira porque a graça de Deus lhe permite isso, é o dom da vida, sopro de vida que nos move. O que é externo não pode matar o que é de Deus em nós. As dificuldades e sofrimentos são pobres diante da alegria divina. Dê um passo diante do Deus maior.
Não há como fazer a experiência da alegria divina se não permanecemos no amor.Tudo aquilo que não é amor e você tem dado espaço em seu coração não faz parte da alegria Divina, então não pode ser mais a motivação para você. Eis que o que era velho passou e tudo se faz novo. Ao enfrentar as situações difíceis da vida se a pessoa centraliza na situação em si, não tem força para dar uma reposta diferente diante do fato. Quanto mais ela sofre, mais atualiza a dor, mergulha na dor, e vai ficando sem força para enfrentar a situação. Só enfrentamos essa realidade quando em nosso coração é atualizado a presença Divina.
As pessoas esquecem-se disso e caem na ingratidão com Deus, esquecem do que Deus é e do que Deus fez. A que você tem dado importância? Para coisas breves? Se assim for sua alegria será passageira, nunca será eterna, porque falta sentido de eternidade.
Eternidade é para quem quer viver o presente com amor, pois quem não ama a vida presente não quer a vida para sempre; é uma existência que vai apodrecer no túmulo. A nossa existência não é vazia, tem sentido, tem raiz em Jesus Cristo, pois Ele disse: “onde Eu estiver vós também estareis”. Esse lugar já foi alcançado, viva com seu olhar para eternidade, e não como alguém perdido. É em Deus que o homem deve por sua alegria acima de qualquer outro bem.
“Ao ouvir esse tumulto, minhas entranhas comoveram-se; ao seu ruído meus lábios tremeram; a cárie penetra nos meus ossos, e meus passos vacilam debaixo de mim. Esperarei em silêncio o dia da aflição, que se há de levantar sobre o povo que nos oprime, porque então a figueira não brotará, nulo será o produto das vinhas, faltará o fruto da oliveira, e os campos não darão de comer. Não haverá mais ovelhas no aprisco, nem gado nos estábulos. Eu, porém, regozijar-me-ei no Senhor. Encontrarei minha alegria no Deus de minha salvação. Javé, meu Senhor, é minha força; ele torna meus pés ágeis como os da corça, e me faz andar sobre os cimos. Ao mestre do canto. Para instrumentos de corda” (Habacuc 3, 16-19).
Quem tem a alegria presa nas coisas que passam, não suporta as angústias da vida terrestre. Você acha que uma pessoa que não depende de Deus fará uma oração como essa? Não perca tempo de amar, valorize o que Deus te deu, não espere perder para valorizar o que Deus lhe deu. Deus nos perdoa sempre, mas a vida não nos perdoa, porque colhemos as consequências de nossas escolhas. Deus é amor, Ele não nos castiga, mas nós nos castigamos quando não vivemos o amor. Se nós não permanecemos no amor não encontramos a verdadeira alegria.
“Somos julgados tristes, nós que estamos sempre contentes; indigentes, porém enriquecendo a muitos; sem posses, nós que tudo possuímos!” (II Coríntios 6, 10). É assim que nós enfrentamos as tribulações. Nada é maior que a alegria em Cristo. Identifique o que tem estado no ponto mais alto de sua vida. Você tem adorado a Deus?
“Tenho grande confiança em vós. Grande é o motivo de me gloriar de vós. Estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas tribulações” (II Coríntios 7,40).
Parece utopia, como alguém pode transbordar de dor na tribulação? Porque a tribulação não é maior que a alegria em Deus. Essa alegria baseia-se na expectativa da salvação, mas é preciso ter uma profunda união com Cristo no amor.
Qual a qualidade de seu presente? De suas ações? De suas palavras? De seus relacionamentos? É um relacionamento que tem qualidade de eternidade? Você dá qualidade as suas palavras? As pessoas têm júbilo interior de estarem na sua presença?
Não espere eternidade para depois da morte, pois ela só terá sentido se você deu qualidade para a vida hoje. É hoje que sua vida tem que cantar o canto mais belo. É preciso crer na vida antes da morte, para esperar a vida depois da morte. Deus cria para a vida, porque Deus cria por amor. Se a lógica do amor não nos governa não experimentamos alegria e sim corrupção.
A visão de Deus transforma o homem, nos elava a qualidade verdadeira de nossa vida. O olhar de Deus nos penetra concede-nos uma visão perfeita da nossa condição de filho. A vida é o próprio Deus com amor.Dê uma resposta de eternidade a sua vida, para que quando as pessoas te olharem elas digam: “ali vem um filho do céu”, e não um filho do inferno.
A comunhão eterna se faz na dimensão fraterna. A eternidade valoriza o tempo, faz com que nossas ocupações humanas não sejam banais, na dimensão da eternidade todas as coisas são acompanhadas de esperança. A vida não permite ensaio, é única, quando a cortina se fechar, ou seja, a morte chegar, o espetáculo da vida terrena acabou. Viver é uma questão de urgência, não tem como ir ensaiando uma vida de sacerdócio, o tempo passa e não volta. Eu preciso ser inteiro naquilo que eu vivo e acredito. Aquilo que celebro determina aquilo que eu sou, é ali que eu construo. Eu preciso renunciar ao hábito de dar peso de pessimismo na minha vida.
Ganhe tempo amando, consuma tempo no amor, nada é perca de tempo no coração que ama.
”Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos estão sujeitos, mas alegrai-vos de que os vossos nomes estejam escritos nos céus” (Lucas 10,20).
Seja alguém que não tem uma alegria que dependa das situações da vida para ser alegre, dependa de Deus. A felicidade não depende daquilo que falta, depende do bom uso daquilo que se tem.
A mãe de Madre Teresa disse para ela: “Segure a mão de Jesus e caminhe sozinha com Ele, pois se olhares para trás irás voltar”.
Siga em frente com Jesus para a eternidade sem olhar para trás.
Nossa Senhora das Dores recebe no colo o filho morto apenas tirado da cruz. Maria está de pé (stabat) aos pés da Cruz. É o momento culminante da Redenção.
Cristo sofreu a Paixão; Maria sofreu a com-paixão.
“Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa”. (Jo 19,25-27)
É junto à Cruz que a Mãe de Jesus crucificado torna-se a Mãe do Corpo místico de Cristo, a Igreja, nascido da Cruz. Nós somos nascidos enquanto cristãos, do mútuo amor sacrifical e sofredor de Jesus e Maria.
“Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”. (Lc 2, 34-35)
“Faça-se em mim segundo a tua palavra.”
Como mãe, Maria assume implicitamente os sofrimentos de Cristo, em cada momento de sua vida.
A Pietá de Michelangelo exprime toda a dor da Mãe.
As sete dores de Maria
A devoção, que precede esta celebração litúrgica, fixou simbolicamente as sete dores de Maria narrados pelo Evangelho:
1 - a profecia do velho Simeão;
2 - a fuga para o Egito,
3 - a perda de Jesus em Jerusalém;
4 - o caminho de Jesus para o Gólgata,
5 - a crucificação e morte de Jesus;
6 - a deposição da cruz;
7 - a sepultura.
O martírio de Maria é o martírio do Redentor.
Desde o século XV encontramos as primeiras celebrações litúrgicas sobre a compaixão de Maria aos pés da cruz, colocada no tempo da Paixão ou logo após as festividades pascais.
Em 1667 a Ordem dos Servitas, inteiramente dedicada à devoção de Nossa Senhora (os sete santos Fundadores no século XIII tinham instituído a “Companhia de Maria Dolorosa”) obteve a aprovação de celebração litúrgica das sete Dores da Virgem, que durante o pontificado de Pio VII foi acolhida no calendário romano e lembrada no terceiro domingo de setembro.
Pio X fixou a data definitiva de 15 de setembro, conservada no novo calendário litúrgico, que mudou o título da festa para uma“memória”: não mais Sete Dores de Maria, mas Virgem Maria Dolorosa.
Nos reunimos com todos os Santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, morte e demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso : "Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos " (I Cor 1,23)
Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus.
A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos Persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro Cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos : " Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada".
O Brasil é Terra de Santa Cruz. Desde sempre, Deus quis que em primeiro lugar o Brasil fosse chamado "Terra de Santa Cruz". Ele quis que uma Cruz fosse plantada no solo da nossa pátria. E isso é irreversível. A nossa nação está consagrada a Cristo Jesus, o único Senhor.
Veja: isso não é uma questão de nome, é uma questão de fato. Deus leva a sério essa consagração porque, além de tudo, logo em seguida foi celebrada a primeira Santa Missa em terras brasileiras. É por isso que nós brasileiros temos de fazer de tudo para que Jesus seja realmente o Senhor e Salvador de nossa nação. Para isso, Ele precisa ser anunciado, aceito, seguido, proclamado sempre e cada vez mais.
A evangelização precisa acontecer na Terra de Santa Cruz. Nós temos milhões de batizados, mas infelizmente muitos batizados ainda não são evangelizados. Esta tarefa grave e urgente cabe a nós brasileiros. Precisamos arregaçar as mangas e entrar de cheio neste trabalho.
É por isso que a Canção Nova não pode parar. Esse é o momento de unirmos cada vez mais a nossa grande família para realizar, com eficácia, a parte que nos compete nesse enorme trabalho.
O nosso olhar para as pessoas – postas pela Divina Providência na nossa vida – deve ser antes de tudo um olhar de misericórdia, como Jesus nos olha, como Ele olhou para Pedro, para Maria Madalena, para Natanael, para Zaqueu, e tantos outros.
“Sede misericordiosos, como também nosso Pai é misericordioso” (Lucas 6,38).
Olhemos para os nossos irmãos não somente com um olhar positivo, porque isso é muito pouco; olhemos para cada um deles com o olhar de Jesus Cristo. Cada pessoa que encontrarmos, de antemão, oremos assim: Senhor, dá-me a graça de enxergá-la como o Senhor a enxerga. Purifica o meu olhar de todo preconceito e das antipatias.
Jesus, queremos ser como o Senhor, porque “todo discípulo bem formado será como o mestre” (Lucas 6,39e).