28/02/2012

A fé que aprendeu a esperar contemplará milagres

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Deus está gestando seu milagre, mas tenha paciência

Estamos em um mundo que quer tudo pra ontem; aprendemos, nos acostumamos e muitas vezes nos acomodamos com a cultura “fast-food”, queremos tudo rápido, comida rápida, carro rápido, computador rápido, muitos por aí “namoro rápido” e hoje em dia a última novidade é o “fast-miracle” (milagre rápido), queremos receber logo o que pedimos. Mas se pensarmos um pouco mais vamos descobrir que nem sempre os milagres são instantâneos e que muitas vezes isso pode ser um bom sinal pra você.

Comecemos a pensar por exemplo no maravilhoso milagre da vida, no nascimento de um bebê, não basta que os pais o desejem muito, o amem e estejam saudáveis… é preciso aprender a ser amigo do tempo e esperar o tempo necessário para que o bebê esteja totalmente gestado, e só depois vem o nascimento. Existe um tempo certo para nascer e quando esse tempo é de alguma forma acelerado demais, ocorre infelizmente um aborto (espontâneo). Poderíamos ainda falar de vários exemplos semelhantes para ilustrar a importância do saber esperar o tempo certo como: o surgimento da vida na terra, a construção de um grande edifício ou uma catedral, quem sabe ainda a Encarnação (Primeira Vinda de Jesus) que São Paulo em Gálatas diz que existiu um tempo determinado (cf. Gl 4,4), ou mesmo um casamento que as chances de dar certo são diretamente proporcionais ao tempo e sobre tudo a qualidade do tempo que se teve “antes” do casamento, mas penso que o exemplo da gravidez, já é suficiente.

Já parou pra pensar que talvez a sua fé seja uma fé da cultura fast-food? E que talvez você ainda não recebeu o que está pedindo exatamente porque Deus não quer que você tenha um milagre abortado? Já pensou isso? Você quer viver na fé fast-food, na fé delivery (pediu chegou!), cuidado muitas vezes essa comida é cara e nem sempre é tão boa! Os bebês não chegam assim não é verdade ? Temos muito a aprender com a gestação.

Deus está gestando seu milagre, mas tenha paciência, quando chegar a hora certa o milagre vai nascer, assim como na gestação, mesmo que você não veja diretamente o bebê, ele está ali e mesmo que demore longos nove (09) meses, não poucas vezes com tantos sofrimentos: Enjoo, inxaço, falta de ar, dores no corpo, etc, e o parto então? E se perguntarmos as mulheres; “Vale a pena o sacrifício?” “Sim!” Elas vão dizer, Jesus até disse: “Quando a mulher está para dar à luz, sofre porque veio a sua hora. Mas, depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo” (Jo 16, 21), por isso tenha certeza, tem a fé inquebrantável, Deus está gestando um milagre e quando ele chegar, você vai perceber porque precisou de todo aquele tempo, e que todo sofrimento da gestação passou, e se levou bastante tempo (aos seus olhos, porque nos olhos Deus tudo tem um tempo certo para acontecer), é porque o milagre era imenso, era grandioso, creia nisso: Deus está gestando milagres.

Deus abençõe

Pe. Sóstenes Vieira
http://blog.cancaonova.com/padresostenes

27/02/2012

A libertação no poder da Palavra

Alexandre Oliveira
Foto: Natalino Ueda/Cancaonova.com
Neste dia ouvimos que a cura de gerações é um processo, e para isso é necessário buscarmos um sacerdote, ou seja, estarmos na Igreja.

O livro de Eclo. 44, 10-17, afirma que os homens de bem não serão esquecidos. A Palavra de Deus, nos ensina que se homens se mantém fiéis a ela seus filhos, netos, gerações serão beneficiados, por causa da fidelidade.

O Evangelho de São Marcos 3, 32 afirma: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. Jesus nos ensina que os laços da Palavra de Deus, são tão fortes quanto os laços de fé, e nos uni nesta grande família espiritual que é a Igreja.

Dentro deste processo de cura é importante que vivamos inseridos na nova família que é a Igreja. Hoje quero falar de um homem que entrou nessa família – São Timóteo, companheiro de missão de São Paulo.

Para isso apresento uma história narrada nos capítulos 14 a 16 dos Atos dos Apóstolos. Em um momento da missão de São Paulo, o povo da cidade de Lista, considerou-o um deus grego. Porém os judeus, perseguiram São Paulo, apedrejaram-no, o deixando como morto.

São Paulo não desistiu, voltou para Lista e lá encontrou São Timóteo, um jovem que buscava a Deus, mas era filho de mãe judia e pai pagão.

Timóteo significa aquele que honra a Deus.

Aquele jovem cresceu em um ambiente semelhante ao nosso, da mãe que reza e do pai que não quer saber nada de Igreja.

Mas São Paulo viu algo diferente nele, e o convidou para ser seu companheiro de missão. Para ser aquilo que seu nome significa, ou seja honra a Deus com a sua vida.

Olha a responsabilidade daquele garoto, ser testemunha e companheiro do próprio São Paulo. Inúmeras vezes São Paulo fala que ele e São Timóteo possuía o mesmo coração,
tamanha era a intimidade entre os dois, e aos poucos foi assumindo a paternidade espiritual deste jovem.

No final de sua vida, preso, São Paulo enviou cartas a Timóteo, abrindo seu coração, a seu “filho espiritual.”

Nessa carta ele deixou seu testamento, reavivando no coração daquele agora já homem maduro – Bispo de Éfeso, o desejo pela fidelidade a Deus.

São Paulo simplesmente o convidou a olhar para toda a sua história, para a fidelidade de sua mãe, e avó, e guardar o depósito da fé. (Cf. 1Tm 6, 2Tm 1).

Em nossa vida não é diferente, precisamos reavivar a fé dos nossos pais, olhando para nossa história e voltarmos a fé.


"A crise da fé constitui o maior desafio para a Igreja de hoje"
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Ontem o Papa Bento XVI recebeu em audiência os participantes da plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, e afirmou que “A crise da fé constitui o maior desafio para a Igreja de hoje: por isso, a unidade dos cristãos é mais do que nunca necessária.”

Na Exortação Apostólica Verbum Domini, o Papa nos ensinou que a oração em família e a escuta da Palavra de Deus são alimentos para nossa santidade. Ele continua afirmando que toda casa precisa ter uma Bíblia, um lugar reservado para a Palavra de Deus, ou seja, todos nós precisamos manifestar nossa fé.

Muitas casas tem um espaço separado para o pecado, lugar reservado para bebidas alcoólicas, e não tem um lugar de destaque para a Palavra de Deus. Mas, não basta apenas ter uma lugar para a fé, para a Palavra de Deus, ela acima de tudo precisa ter o destaque em nosso coração.

É preciso que voltemos a fé, ela é o fundamento de toda a conversão. Para que sejamos libertos é preciso que tenhamos fé, que voltemos a ela.


Quero dá a você uma receita concreta: o Amor a Palavra de Deus.

Monsenhor Jonas, um São Paulo dos tempos modernos, possui um livro: A Bíblia no meu dia dia. Esse livro nos ensina a conhecermos a Palavra.

Você precisa estudar a Palavra de Deus, se alimentar dela, para ser um homem e uma mulher de fé. A Palavra de Deus nos dá força para enfrentar todo o problema.

A Bíblia e o Catecismo da Igreja Católica precisam ser nossos livros de cabeceira, porque são Alimentos Sólidos, e assim alimentados passaremos esta experiência de fé a nossos filhos.

A família de Timóteo era uma família de fé, e até seu pai pagão foi abençoado.

Meu irmão (a) é na Igreja que nossa fé é guardada, olhe para a sua vida e reaviva a fidelidade ao Senhor, faça a sua vida valer a pena sendo fiel ao Senhor, transmitindo a Palavra de Deus, o depósito da fé a seus filhos e a toda a sua família.

Assim, sua casa será liberta, curada e restaurada.

Seja como São Timóteo e traga a benção a toda a sua geração, libertando-a de toda maldição.

Deus abençoe.

Transcrição e Adaptação: Ricardo Gaiotti

Confira trecho da pregação de Alexandre Oliveira:

24/02/2012

Como suportar a prova?

Como suportar a prova? Pela sinceridade total diante do Senhor. A palavra sincero vem de “sem cera”. Os antigos gregos e romanos faziam um teatro bem semelhante ao teatro moderno: uma mesma pessoa acabava fazendo vários personagens. Trocavam de personagens apenas trocando as “máscaras”, que eram feitas de cera.

“Sem cera” quer dizer “sem máscara”, sem representação. Não podemos representar diante de Deus, precisamos ser sinceros! Temos de ser verdadeiros diante do Senhor, até mesmo em nossas fraquezas. São Paulo nos diz isso de maneira linda:

“Portanto eu me comprazo nas fraquezas, nos insultos, nos constrangimentos, nas perseguições e nas angústias por Cristo! Pois quando sou fraco, então é que sou forte” (II Cor 12,10).

Deus é forte em você, por isso Ele o faz forte. Não tenha medo de ser sincero diante do Senhor, de confessar-lhe os pecados mais secretos. Não tenha medo do pecado, e sim de não ser sincero diante do Altíssimo.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Combatentes na provação" de Monsenhor Jonas Abib)

23/02/2012

Fontes de maldições e soluções para elas.

Na pregação de hoje, a irmã Maria Eunice da Comunidade Canção Nova, irá falar sobre a importância da obediência a Deus e as consequências da desobediência a Deus.

Convido você para acompanhar a leitura do livro do Deuteronômio 28, 1-14, que irá nos falar dos frutos da obediência a Deus:

“Se obedeceres fielmente à voz do SENHOR teu Deus, observando e praticando todos os mandamentos que hoje te prescrevo, o SENHOR teu Deus te elevará acima de todos os povos da terra.

Se obedeceres à voz do SENHOR teu Deus, virão sobre ti e te seguirão todas estas bênçãos: Bendito serás na cidade e bendito no campo.
Bendito será o fruto do teu ventre, o fruto da terra, a cria dos animais, do gado e das ovelhas. Bendita será tua cesta e tua amassadeira.
Bendito serás ao entrar e bendito ao sair.

O SENHOR desbaratará diante de ti os inimigos que se levantarem contra ti. Se vierem por um caminho, fugirão à tua vista por sete caminhos.

O SENHOR fará a bênção estar contigo nos celeiros e em todo trabalho de tuas mãos. E o SENHOR teu Deus te abençoará na terra que te dá.

O SENHOR te confirmará como seu povo, conforme te jurou, contanto que guardes os mandamentos do SENHOR teu Deus e andes por seus caminhos.
Todos os povos da terra verão que sobre ti é invocado o nome do SENHOR e terão medo. O SENHOR te concederá fartura de bens com o fruto de tuas entranhas, o fruto do gado, o fruto da terra, nesta terra que a teus pais o SENHOR jurou que te daria.

O SENHOR te abrirá seu tesouro de bênçãos, os céus, para dar à terra a chuva em seu tempo, abençoando todo o trabalho de tuas mãos. Darás emprestado a muitas nações e não pedirás emprestado de nenhuma.

O SENHOR fará de ti o primeiro e não o último. Estarás sempre por cima e não por baixo, se obedeceres aos mandamentos do SENHOR teu Deus, que hoje te mando guardar e observar. Não te afastes, nem para a direita nem para a esquerda, de nenhum dos mandamentos que hoje te prescrevo, para seguir outros deuses e prestar-lhes culto.”

A Palavra de Deus é tão clara, que nem precisaria de muitas explicação, basta obedecermos a Deus, este é o segredo.

Todas as vezes que desobedecemos a Deus nós fechamos as portas para a Providencia Divina.

Estamos adentrando no tempo da misericórdia, é um tempo de conversão de mudança, um tempo de correr para salvar a si e aos as pessoas que Deus te confiou.

Para andar na benção de Deus, precisamos andar na obediência. Precisamos ouvir a Deus que fala, infelizmente o nosso problema é não ouvir o que Deus nos fala.

Para termos uma vida abençoada como diz na passagem que acabamos de ler é preciso obedecer a Deus. A benção entrará em nossa família quando obedecermos a Deus.

Deus quer o nosso melhor, nosso Deus é um Deus pródigo e maravilhoso.


"O fruto da obediência é a benção e o da desobediência é a maldição"
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Agora apresento a vocês as consequências da desobediência, que justamente é as maldições e que está na continuação passagem que lemos acima

Deuteronômio 28, 15-28: 15. “Mas, se não obedeceres à voz do SENHOR teu Deus, guardando e praticando todos os seus mandamentos e leis que hoje te prescrevo, eis as maldições que virão sobre ti e te atingirão:
Maldito serás na cidade e maldito no campo.
Maldita será tua cesta e tua amassadeira.
Maldito será o fruto do teu ventre, o fruto da terra, a cria do gado e das ovelhas.
Maldito serás ao entrar e maldito ao sair.

E o SENHOR te enviará a maldição, o pânico e a ameaça em todos os teus empreendimentos, até seres destruído e pereceres bem depressa pela perversidade de tuas ações, pelas quais me abandonaste.

O SENHOR fará com que a peste te contagie, até exterminar-te da terra em que entrares para possuí-la.

O SENHOR irá ferir-te de tísica, de febre, de inflamações, de queimaduras e desidratação, carbúnculo e amarelão, flagelos que te perseguirão até pereceres.
O céu sobre vossas cabeças será de bronze, e o chão sob vossos pés será de ferro.

O SENHOR transformará a chuva que cai sobre a terra em pó e areia, que descerão do céu sobre ti até pereceres.

O SENHOR fará com que te ponhas em fuga diante dos inimigos. Se marchares contra os inimigos por um caminho, fugirás deles por sete outros e serás objeto de horror para todos os reinos da terra.
Teu cadáver servirá de alimento para todas as aves do céu e para todos os animais da terra, sem que ninguém os espante.

O SENHOR te ferirá com tumores do Egito, com hemorróidas, sarna e outras doenças da pele, de que não poderás curar-te. O SENHOR te ferirá de loucura, cegueira e delírio. Essa passagem é impressionante, eu vou parar por aqui.

Você descobriu de onde vem tantas das maldições, todas elas são frutos da desobediência.

Preciso dizer uma coisa para você: O demônio não tem amigos, ele tem escravos. Infelizmente tem muita gente que fazendo pactos com ele, por causa de fama, dinheiro bens, e acabam ficando tremendamente atormentadas por ele e acabam morrendo com seu próprio vomito, ou de maneira trágica.

Se você se envolver com falsos deuses, você só vai encontrar encrencas e sofrimentos.

Só temos um Deus, um Salvador: Jesus Cristo!

O movimento da Nova Era prega uma salvação sem deus. Onde só espíritos de luz irão conduzir a a verdadeira fonte de luz. Há entre nós uma onda de salvação barata, salvação sem cruz e sem Jesus Cristo não existe.

Talvez você foi bem intencionado quando você foi buscar ajuda em alguma prática de ocultismos, mas Satanás não tem boa intenção. Quando você entrou no ocultismo, você pegou o bonde errado. O demônio vem para roubar matar. Vou apresentar a baixo como sair dessa e as solução contra as maldições:

- Retornar a fidelidade para com Deus, arrependo do pecado, a busca do sacramento da confissão.
- Renunciar do mal.
- Deixar de frequentar lugares do ocultismo.
- Renovação das Promessas do Batismo.
- Oração de Libertação
- Vigilância na oração
- Buscar integridade de vida.

Veja um trecho desta pregação:

22/02/2012

Quarta-feira de Cinzas

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Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar

A Quarta-feira de Cinzas na Igreja é um momento especial porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.

Uma das frases – no momentio da imposição das cinzas – serve de lembrete para nós: 'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.' A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.

A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma, exatamente para que busquemos a conversão, busquemos o Senhor. A liturgia do tempo quaresmal mostra-nos a esmola, a oração e o jejum como o princípios da Quaresma.

A própria Quarta-feira de Cinzas nos coloca dentro do mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.

Eu gosto muito de um texto do livro das Crônicas que diz: “Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra” (II Cr 7, 14).

A Quaresma é tempo conversão, tempo de silêncio, de penitência, de jejum e de oração.

Eu, padre Roger, pergunto para Deus: “Senhor, que queres que eu faça”? - mesma pergunta de São Francisco diante do crucifixo. Mas, geralmente, a minha penitência é ofertar algo de que eu gosto muito para Deus neste tempo quaresmal. Você, que fuma, por exemplo, deixe de fazê-lo na Quaresma. Tenho certeza de que após esse tempo quaresmal Deus o libertará do vício do cigarro. Você, que bebe, não beba, permitindo que o próprio Deus o leve à conversão pela penitência que você está fazendo. Talvez você precise fazer penitência da língua, da fofoca. Escolha uma coisa concreta e não algo que, de tão abstrato, não vai levá-lo a nada. Faça penitência de novela, você que as assiste. Tem de ser algo que o leve à conversão.

O Espírito Santo o levará à penitência que você precisa fazer nesta Quaresma.

Padre Roger Luis
Comunidade Canção Nova

21/02/2012

Como exercer a Autoridade

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Ela se impõe pelo conteúdo de palavras e pela coerência de vida

A presença de Jesus desconcerta as pessoas, pois Suas palavras e gestos superaram as práticas costumeiras e Seus critérios são totalmente diferentes (cf. Mc 1,21-28). Diante da enfermidade, o Senhor chega com a cura, inclusive tocando com as próprias mãos pessoas excluídas do convívio social, como os leprosos. Anda por todas as partes, vai às casas das pessoas, é procurado pelos pecadores e fracos, não julga, mas acolhe, vence o poder do demônio. Aonde chega, traz um ensinamento novo, dado com autoridade: “Ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da lei” (Mc 1,22). Sua fama se espalha por toda parte!

De fato, “grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. Advertiu-os, no entanto, que não dissessem quem ele era. Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Isaías: 'Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual está meu agrado; farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o julgamento. Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar o julgamento. Em seu nome as nações depositarão sua esperança'” (Mt 12, 15-21). Até hoje e até o fim dos tempos, o nome de Cristo atrai, converte e transforma radicalmente.

Olhando para Jesus, perguntamo-nos sobre a autoridade exercida nos mais diversos níveis da convivência humana. Tem-na uma criança! Tanto que a sociedade aprende a valorizá-la, a ouvir desde o choro dos bebês até o clamor das crianças de rua, ou a sabedoria de perguntas infantis que desarmam marmanjos! E o “dono da bola”, nos jogos de futebol de nossa infância! Têm autoridade os pais e mães em suas casas, aos quais se confia a transmissão de valores verdadeiros, capazes de sustentar vidas humanas. Quantos são chamados a exercê-la em repartições públicas e empresas, ou órgãos de governo. Quem nunca se encantou com uma parada militar, em que garbosos soldados desfilam diante da população? E pelo menos uma pontinha de justificado orgulho já passou por tantos corações ao dar notícias a familiares e amigos sobre um cargo de chefia ou uma promoção vieram “em boa hora”! Também na Igreja, sacerdotes e outros ministros são chamados a exercer autoridade, estando à frentes de paróquias, grupos e setores de atividade pastoral.

Difícil é exercer a autoridade sem autoritarismo, sem cair na tentação do despotismo ou manipular vidas e consciências. Autoridade tem que vir de dentro, de convicções purificadas pelo sentido do bem comum. Autoridade se impõe pelo conteúdo de palavras e pela coerência de vida. Autoridade tem a criança pela sua transparência e pela imensa liberdade com que se apresenta. Tem autoridade a pessoa que sabe o que pensa e o que fala, pois pode se estabelecer com competência, objetividade e compromisso com a verdade. Revela-a mais do que outras aquela pessoa que escolheu, como o Senhor em quem acreditamos, servir e não ser servido.

Não é novidade dizer que existe uma crise de autoridade nos dias que correm. Para superá-la, há que se trabalhar na formação das pessoas. Os pais e mães, quando saem de seu fechamento e aprendem a partilhar com outros casais, dialogam mais e não perdem o pátrio poder. Ao lado de tantas outras possibilidades, a Igreja põe à disposição Movimentos e Serviços, que são laboratórios para que as famílias se renovem. As lideranças dos vários setores de Igreja sabem também o quanto se insiste na formação dos quadros de serviço.

Aos responsáveis pela distribuição de cargos públicos, fazemos um apelo a que se valorizem as escolas e cursos já existentes e o necessário treinamento para quem a eles for destinado. Cresce na sociedade o controle da administração por meio da verificação de gastos e acompanhamento dos atos do governo. São caminhos para a superação da corrupção, sempre existente, mas dragão a ser vencido um dia depois do outro. E se o sonho não for alto de mais, quem pode pensar em formação para os que vierem a se candidatar nas eleições do ano em curso?

Que mais pessoas possam ouvir de si mesmas, em muitos níveis da vida social, que é diferente seu comportamento e o exercício de suas funções, com verdadeira autoridade! Mas sabemos de nossos limites, pelo que, para que seja nova nossa vida, é necessário pedir: “Concedei-nos, Senhor, nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade”. Só o amor a Deus e o amor de caridade no relacionamento com as pessoas podem fazer superar a crise de autoridade do mundo. A receita não mudou!

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Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

20/02/2012

Prostituição: a nova forma de escravidão

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Nesta atividade lucrativa o amor é vendido como mercadoria

Aquele que pensa que no mundo moderno não há escravidão, está complemente enganado, ela existe e gera lucros enormes. Presente tanto nas grandes metrópoles como em minúsculos lugarejos, a prostituição é a forma de escravidão moderna, sendo uma das atividades que mais crescem no mundo, envolve diversas pessoas e setores da sociedade, inclusive inúmeras crianças. No Brasil mais de 1.500.000 (um milhão e meio) de pessoas se prostituem; em todo o mundo este número é ainda maior: chega a 40 milhões, o que é equivalente a toda a população do Estado de São Paulo, segundo um estudo da Fundação Scelles, entidade francesa que combate a exploração sexual.

As cifras envolvendo a prostituição são assustadoras, considerando-se também que mais de 2 milhões de crianças são exploradas sexualmente. Números estes que fazem a indústria do sexo obter lucros milionários a partir da exploração de seres humanos.

O Magistério da Igreja ensina que, na prostituição, o “amor” degrada-se em mercadoria e o ser humano converte-se em objeto de prazer. Por isso ela afronta a dignidade humana, destrói o mais íntimo de todos os que dela participam. É, portanto um pecado contra o amor.

As razões que levam alguém à prostituição são numerosas e complexas, tais como: econômicas, sociais e culturais. Em todos os casos essa prática se dá por meio de atos de violência, constituindo-se numa ofensa à dignidade e uma grave violação dos direitos humanos fundamentais.
O Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, órgão pertencente à Santa Sé, no “I Encontro Internacional de Pastoral para a libertação das mulheres de rua”, realizado em Roma no ano de 2005, estudou e debateu todas as realidades que envolvem este flagelo e indicou dois personagens – vítimas e clientes, que devem ser observados à luz da misericórdia do Senhor.

As vítimas, em muitos casos, gritam por ajuda, pois vender o próprio corpo não seria algo que elas escolheriam fazer voluntariamente. Razão pela qual se sentem dilaceradas e praticamente mortas no plano psicológico e espiritual. O estudo afirmou que essas pessoas carregam feridas profundas que precisam ser curadas, por isso estão à procura de amor, segurança, afeto, autoafirmação, um futuro melhor para si e para a sua família.
Os clientes, segundo o Pontifício Conselho, possuem igualmente problemas bem radicados por terem se tornado escravos dessa prática, pois procuram este tipo de relacionamento mais com o espírito de dominação do que com o desejo de satisfação sexual, tendo em vista que esse ato lhes permite viver uma experiência de total domínio e controle sobre a vítima durante um determinado período de tempo.

Esse encontro [I Encontro Internacional de Pastoral para a libertação das mulheres de rua], promovido pelo Vaticano, ofereceu algumas diretrizes de esperança para todos aqueles que estão inseridos nesse universo. Dessa forma, toda a sociedade –, principalmente, os cristãos -, é chamada a ser solidária com os (as) prostitutos (as) a fim de que estes [as] restaurem a sua dignidade como seres humanos, oferecendo-lhes uma grande variedade de serviços sociais; mas, sobretudo, a promover o encontro com Jesus Cristo, o Bom Samaritano e Salvador, como fator fundamental de libertação e redenção.

Da mesma forma, os clientes também devem ser ajudados a resolver os seus problemas mais profundos e a encontrar o autodomínio, pois comprar sexo de uma prostituta não resolve problemas oriundos da solidão, da frustração ou da falta de relações autênticas.

Todos os homens devem romper com a prostituição, pois, certamente, os desejos mais íntimos, quer das vítimas quer dos clientes, não serão saciados por meio dessa atividade, uma vez que o homem somente se realiza no verdadeiro amor do Pai, que, em Seu desígnio de pura bondade, o criou para fazê-lo participar de Sua vida bem-aventurada. Por isso o chama e o ajuda a procurá-Lo e a conhecê-Lo com todas as suas forças, para se tornar, no Espírito Santo, herdeiro de Sua vida eterna.

Assim, neste cenário aparentemente sombrio, onde alguém agoniza silenciosamente pedindo socorro, surge a luz da esperança do verdadeiro amor, como instrumento capaz de restaurar os homens que recorrem a essa prática. Somente o amor do Pai é capaz de fazê-los romper com as cadeias da escravidão da prostituição, oferecendo-lhes verdadeira liberdade de filhos de Deus.

Ricardo Gaiotti - Comunidade Canção Nova
twitter.com/ricardogaiotti

17/02/2012

Holocausto. A morte que gerou vida

Milhões de pessoas foram exterminadas durante a Segunda Guerra Mundial, o massacre que ocorreu neste período foi denominado de Holocausto. Neste dia lembramos com pesar todas as vítimas desse crime contra a humanidade.

Padre David Nehaus

Padre David Nehaus, Judeu de origem, o vigário da comunidade católica hebraica de Jerusalém, contou-nos um pouco do que sua família viveu naquele período: “A minha família viveu durante séculos na Alemanha, tenho alguns tios que até morreram lutando no exército do país. Quando Hitler chegou ao poder, em 1933, tirou os judeus da sociedade alemã. Para eles foi um grande choque, porque eram cidadãos alemães, orgulhosos de servir o próprio país. Mas, graças a Deus, minha família entendeu a hora de sair e foi viver na África do Sul”, relatou-nos.
O Estado de Israel, onde o sacerdote vive hoje, foi fundado para fornecer abrigo aos sobreviventes do massacre.
Os Ciganos também foram assassinados em grande número. Em 1933, a imprensa nazista começou a acentuar que os ciganos eram raças estrangeiras, inferiores, e que teriam contaminado a Europa como um corpo estranho.
O primeiro grito de alarme oficial para o mundo cigano se fez ouvir em 17 de outubro de 1939, quando foram proibidos de abandonar seus acampamentos iniciando-se assim sua transferência para a Polônia.
Em um boletim policial, datado de 25 de agosto de 1942, lê-se, entre outras coisas relativas aos ciganos, que “é pois indispensável exterminar esse bando integralmente, sem hesitar.”


Neste período também a igreja foi muito perseguida e assim muitos santos nasceram numa entrega total de amor.

Em julho de 1942, publicamente, os bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou.
No mesmo dia, outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos foram deportados para os campos de concentração.
Padre Carl Lampert, foi considerado mártir do nazismo. O sacerdote não teve medo de opor-se ao regime e testemunhar a fé em Cristo no trágico período de perseguição anticatólica na Áustria. Por causa de sua fé foi deportado e condenado à morte por decapitação em um campo de Concentração.
Edith Stein, ou a “freira alemã”, como a identificavam os sobreviventes, diferenciou-se muito dos outros prisioneiros. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar, do melhor modo possível, das crianças.
No dia 7 de agosto de 1942, Edith Stein, e centenas de homens, mulheres e crianças foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 9 de agosto, foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados.
São Maximiliano Kolbe, é conhecido como o mártir da caridade e deu abrigo a muitos refugiados, incluindo cerca de 2000 judeus. Em 17 de Fevereiro de 1941 é preso pela Gestapo e transferido para Auschwitz em 25 de Maio como prisioneiro 16670.
Em Julho de 1941, um homem do bunker de Kolbe foge e como represália, os nazis enviam para uma cela isolada 10 outros prisioneiros para morrer de fome e sede (o prisioneiro fugitivo é mais tarde encontrado morto, afogado numa latrina).
Um dos dez lamenta-se pela família que deixa, dizendo que tinha mulher e filhos, e Kolbe pede para tomar o seu lugar. O pedido é aceito.

Pio XII
Pio XII

O Papa Pio XII deu um testemunho incensante escondendo judeus, criando em Roma e em várias casas religiosas outros tantos abrigos para os judeus perseguidos.
O Sofrimento destes homens e mulheres não foi estéril, foi capaz de transformar a morte em vida
e encontraram o seu sentido através da união com Cristo.
Assista o vídeo que mostra como é vivido no Estado de Israel o dia da lembrança das vítimas do Holocausto:


Link
Fonte: Canção Nova

16/02/2012

Não podemos nos entregar ao desânimo

Quando estamos cansados e estressados o desânimo entra também. Uma coisa puxa a outra. Parece que a própria tentação aproveita desse momento de fadiga para vir com tudo sobre a pessoa desanimada.

Baixe e ouça esta pregação

Você que se doa, que está à frente de um grupo de oração, intercessão, música, cura e libertação, todos os ministérios são muito desgastantes. Muitas vezes, não é nem um cansaço físico, mas um cansaço psicológico e espiritual. Não se percebe, mas estamos numa batalha espiritual e a pessoa se estressa. E o inimigo de Deus não quer que você continue nesses ministérios [de intercessão, de música, de pregação, de cura e libertação].

"Não nos entreguemos à tristeza", adverte monsenhor Jonas durante essa pregação

Eu estou revelando para você essa trama: você se cansa, aí vêm a fadiga e o desgaste e você fica estressado e o inimigo de Deus entra nessa hora com o desânimo, pois ele é traiçoeiro, entra de cheio em sua vida com esse sentimento [desânimo] e você, sem defesa, acaba ficando desanimado.

O inimigo percebe o nosso desgaste e que estamos cansados pelo trabalho apostólico e vem e traz o vírus do desânimo. Quando você mais se gastou por Deus, você fica desanimado. E porque não sabíamos que era assim, achávamos que esse desânimo era nosso. Caímos direitinho na trama do inimigo e nos entregamos a esse sentimento [desânimo].

E a insistência de Jesus é esta: que não nos entreguemos à tristeza. “Não entregue sua alma à tristeza” (Eclesiástico 30,22). Há muitos motivos para que os sofrimentos aconteçam, mas, justamente por isso, nós não podemos nos entregar à tristeza, não podemos nos entregar ao desânimo.

(Trecho da palestra "Apóstolos cansados" com monsenhor Jonas Abib)

15/02/2012

O amar de Deus sem medida

Lúcio Domício
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com
O amor de Deus é sem medidas, como diz São Paulo, esse amor é infinito. Mas a pergunta que devemos fazer é: Quem Deus ama? Porque se Ele tem esse amor todo, com certeza, é destinado a alguém.

Diversas vezes durante o nosso dia, Deus se manifesta nesse amor incondicional, mas estamos tão ocupados com outras coisas que ele passa despercebido aos nossos olhos.

A própria Palavra de Deus ilumina o nosso caminhar e permite que enxerguemos o projeto de amor de d'Ele na nossa vida. Sem o amor nada acontece, por isso o Amor se fez carne e habitou no meio de nós.

Em um mundo tão globalizado, onde os sentimentos parecem estar cada vez mais vazios, o amor também perdeu a sua verdadeira essência e significado. E, muitas vezes, não conseguimos ter noção do significado de sermos amados por alguém, a ponto de abrir mão da própria vida para nossa salvação. E o mais maravilhoso é que, mesmo conhecendo tudo sobre nós, o Senhor continua nos amando. Deus sabe tudo sobre você e também sabe que você precisa ser salvo.

Não importa o seu passado, as coisas que você já fez, Ele não olha o seu passado, pois sabe que você merece uma segunda chance. O amor do Senhor é sem medida, a ponto de dar Seu único Filho para nossa salvação.

Infelizmente, nos dias de hoje, o amor virou comércio. Nós amamos esperando algo em troca, nunca é um amor gratuito, sempre à espera de algo físico ou material. Mas, ao contrário disso, Deus o ama sem esperar nada em troca, Ele não ama esperando que será amado de volta.

São Paulo nos diz que nada é mais intenso que o amar de Deus, nem nossos sofrimentos. Mas é fácil reconhecer o amor de Deus nos momentos difíceis? Infelizmente não, mas é exatamente nessa hora que precisamos fazer essa experiência com Ele, assim como o filho que busca refúgio no colo do pai.

"A Palavra de Deus ilumina o nosso caminhar", recorda Lúcio Domício
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com

Nós somos discípulos da cruz, por isso nossa fé passa por ela, mas, diferentemente do que muitos pensam, nossa fé não para nela, muito pelo contrário, ela é apenas o começo. Por isso, em cada um dos sofrimentos que enfrentamos Deus nos mostra Sua face e, através deles, nos faz crescer.

Talvez para você seja difícil entender isso hoje, mas é necessário a coragem de mudar a maneira de ver nossas dores. O amor do Senhor também se manifesta com a ajuda do “não”, pois nem tudo que é bom nos convém.

Muitas vezes, chegamos a Deus com pedidos nobres, retas intenções, mas mesmo assim ouvimos um "não" d'Ele. A reação mais natural nesse momento é nos revoltarmos sem ao menos tentarmos entender o real motivo da Sua resposta negativa. Talvez Ele esteja nos preparando para um "sim" muito maior que está por vir.

Não paute sua experiência com Deus por meio daquilo que pode receber, mas sim, pelo que você está disposto a doar. Reconheça o Seu amor e abra-se para o novo, Ele tem um plano de amor maravilhoso na sua vida. Mas, para vivê-lo em plenitude, você deve estar disposto a compreender e viver o verdadeiro Cristianismo, que passa pela cruz, mas não para nela.
Transcrição e adaptação: Gustavo Souza

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Lúcio Domício
Membro da Comunidade Canção Nova

14/02/2012

Confissão: nossa fortaleza

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Confissão: nossa fortaleza

Todos os pormenores que envolveram a cura do paralítico (cf. Mc 2,1-12) são profundamente significativos. Aquela doença era bem o símbolo da paralisia espiritual e Jesus, com Seu poder divino, cura a moléstia do corpo e da alma. Com efeito, aquele homem saiu andando, carregando a cama em que o trouxeram até Cristo, que realizou algo ainda mais admirável ao lhe restituir a saúde da alma: “Teus pecados estão perdoados”.

Após Sua Ressurreição, Cristo, que demonstrou peremptoriamente Sua divindade, outorgaria esta faculdade aos apóstolos: “A quem perdoardes os pecados, estes lhes serão perdoados” (Jo 20,23). Era a instituição do sacramento da penitência, o sacramento da libertação. Quando alguém diz que vai se confessar não se trata de um ato qualquer como ir ao dentista ou a qualquer consultório médico, o que já indica um mal corporal, mas atitude que se torna necessária para recuperar o bem-estar físico.

Entretanto, o sacramento da reconciliação opera uma cura muito mais premente, que não admite nenhuma dilação, pois se trata do reencontro pessoal com Aquele que ama o que errou muito além de sua expectativa. Esse sacramento oferece o perdão das faltas veniais ou graves, sendo remédio espiritual que fortalece o cristão para os embates contra as investivas do maligno. Sana as falhas das eivas provenientes dos pecados capitais, sobretudo, do defeito dominante.

O sacerdote é apenas um instrumento do Redentor, pois pronuncia, em Seu nome, a fórmula da absolvição. É Jesus quem cura a paralisia espiritual e ajuda para a caminhada rumo a Jerusalém celeste, impedindo as más decisões e as indecisões diante dos ataques demoníacos. O arrependimento sincero é uma volta medicinal aos erros passados, mas, sobretudo, uma largada para frente, para vitórias fulgurantes, obstando o cristão a desistir do mal, na prática das virtudes, na fidelidade à observância dos mandamentos, no anelo ardente de estar com Deus por toda a eternidade. Tira-se um fardo pesado e se imerge no oceano do amor infinito do Ser Supremo.

Percebe-se então que há uma diferença enorme entre o perdão dos homens e o do Criador, pois este é total. O Todo-Poderoso falou por intermédio do profeta Isaías: “Eu não me lembrarei mais dos teus pecados” (Is 43,25). Perdão completo que apaga as manchas devidas à fragilidade humana, benesse ofertada pelo grande amor do Senhor, que é a bondade infinita. Cumpre lembrar que o ato de dileção dos amigos do paralítico permitiu seu encontro com Jesus, encontro que resultou em consequências tão maravilhosas.

Este é um apostolado muito abençoado por Jesus, levar os que estão nas trevas do erro para a luz da anistia divina. Aqueles que se comprimiam ao redor do Redentor tinham uma confiança formidável n'Ele. Cristo, que lia os corações, percebia a fidúcia que neles reinava. Primeiro, foram perdoados os pecados daquele doente, depois se seguiu sua cura. Eis porque, sobretudo, por ocasião de alguma moléstia, é preciso, antes de tudo, colocar a consciência em paz, mesmo porque os medicamentos só produzirão seu efeito total quando a tranquilidade e a imperturbabilidade imperam dentro do coração. Este não deve estar bloqueado, dado que é todo processo psicossomático que necessita ser restaurado.

Os empecilhos que levam à paralisia espiritual podem vir de um passado infeliz, e tudo que esteja lá no inconsciente precisa ser aflorado, ou de um espírito rancoroso, revoltado, amargo que necessita se envolver num perdão cordial ou ainda dos muitos cuidados, ambições terrenas, paixões desregradas, situações familiares, profissionais. Numerosas são as causas que podem impedir o encontro com Jesus. Um sincero exame de consciência é a melhor de todas as terapias.

Com habilidade, diplomacia e muita caridade os bons cristãos podem, de fato, ajudar os amigos a encontrarem o Médico Divino, apostolado admirável, meritório para o dia do juízo final. Adite-se ser de um valor imenso as preces pela conversão dos pecadores. Jesus deseja perdoar a todos, mas respeita a liberdade de nos aproximarmos d'Ele ou não, e conta com o interesse dos verdadeiros cristãos que levem outros até Ele.

Representante de Cristo, o padre no confessionário exerce um tríplice papel. Ele é Juiz e, na verdade quantos, às vezes, pensam estar numa triste situação espiritual e, no entanto, necessitam apenas de pequenos ajustamentos vivenciais. Médico, ele cura enfermidades da alma. Nem sempre o mesmo remédio pode ser aplicado a idêntico tipo de doença, sendo morte para um o que é saúde para o outro. É o que se dá também na esfera espiritual: o confessor, habilmente, diagnostica o que se passa com quem o procura em busca de paz interior, oferecendo-lhe o medicamento adequado. Mestre, ele guia e aponta as veredas salvíficas; tudo isso em nome de Jesus, que tem poder de perdoar pecados.

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos

13/02/2012

Quando é hora de recomeçar depois do fim do namoro

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Aceitar o rompimento é o primeiro passo

O rompimento de um namoro pode ser, muitas vezes, bastante doloroso, pois, sempre a iniciativa do término partirá de um dos dois. Para quem decidiu romper com o relacionamento praticamente não será tão complicado. Certamente tomou essa atitude embasado em situações que lhe pareciam justificáveis. Seja por não perceber grandes afinidades com o (a) antigo (a) namorado (a) ou por não encontrar na pessoa com quem estava se relacionando qualidades que julgava necessárias para continuar mantendo o projeto de vida a dois. Aliás, o namoro nos garante essa liberdade.

No entanto, para a outra pessoa, por acreditar que o relacionamento caminhava de forma segura e satisfatória, será uma grande e desagradável surpresa aceitar o rompimento. Apesar do tempo de convivência, esse [a aceitação do término] é o primeiro passo exigido. Negar essa verdade apenas fará com que a pessoa abandonada tenha dificuldade em retomar sua vida. Juntamente com todas as emoções, como a tristeza, o ciúme e o sentimento de culpa, alguma falta de ânimo será de certo modo previsível nessa situação. Entretanto, não se pode acalentar a possibilidade de uma reconciliação instantânea, pois antes que isso aconteça, é preciso ter certeza dos motivos para voltar atrás e reatar o namoro.

É claro que sempre há a possibilidade de uma segunda chance para o casal voltar a namorar, mas a prudência recomenda fazer uma pausa para que ambos tenham tempo suficiente para avaliar tudo o que foi vivido no relacionamento.

E quando será a hora de recomeçar um novo relacionamento?

Sabemos que cada pessoa reage de maneira particular, especialmente, quando nossas atitudes envolvem sentimentos. Mas alguns pontos precisam ser observados para não levarmos para o outro relacionamento o sentimento de compensação ou carência.

Se as lembranças e as fotos com o (a) antigo (a) namorado (a) ainda causarem saudosismo será melhor esperar mais um tempo para iniciar um novo relacionamento. Nesse período, o contato com os amigos e a redescoberta de coisas e ou atividades que gerem alegria podem auxiliar na retomada eficaz da vida de solteiro (a).

Tentar ser amigo do (a) ex-namorado (a), como costumamos ser de outras pessoas, apenas tornará mais difícil a nossa recuperação. E não pensemos que será possível ir ao cinema ou praticar qualquer outra atividade com aquela pessoa com quem, semanas antes, fazíamos planos para o futuro. Além do mais, se o (a) ex estiver envolvido (a) num outro relacionamento isso poderá gerar ciúme na outra pessoa.

Um bom indicador para avaliar nossa maturidade e superação para assumir um novo relacionamento se dá quando conseguimos manter uma conversa sobre o (a) ex-namorado (a) ou até mesmo vê-lo (a) acompanhado (a) de outra pessoa sem nos causar qualquer desconforto emocional. Isso significa que o antigo relacionamento, agora, já faz parte do passado.

Enquanto ainda não temos essa segurança, podemos nos dar o direito de lamentar o namoro rompido, contudo, tal sentimento não deve perdurar por muito tempo para não desperdiçarmos a vida num relacionamento em que apenas um quer vivê-lo.


Dado Moura
contato@dadomoura.com

10/02/2012

Quem você coloca no paredão?

Estamos sendo cercados por uma cultura de competição, paredão, eliminação. E são nossas famílias as mais prejudicadas.


Fala galera, paz e bem!
Temos visto que o Domingo tem se tornado o dia de colocarmos alguém no paredão! É a cultura da competição e não do companheirismo. A cultura da eliminação e não do perdão. Isso você já deve saber. O que talvez não esteja tão claro, é que, inconscientemente, vamos sendo levados a gerar em nosso coração pensamentos, que geram sentimentos, que, por sua vez, produzem atitudes de eliminação.

Hoje eu me pergunto: Quem estou eliminando da minha vida? Quem estamos colocando no paredão da vida? Nossos filhos? Nossos pais? Esposos? Amigos? Igreja? Se aquela pessoal falha, erra, nos machuca, ou até mesmo, se ela não condiz com o que esperamos, “não faz o nosso tipo”, a nossa atitude é eliminá-la do nosso ciclo de amizades, do nosso dia-a-dia, da nossa vida.

Quantos jovens não conversam mais com seus pais, porque os eliminaram: “ele são caretas, ultrapassados”. Quantos esposos não partilham nem perdoam o seu cônjuge, porque o eliminou: “é muito chato(a), velho(a), frio(a), não tem jeito…”.

Poderia falar de vários âmbitos da nossa vida. Porém prefiro deixar você se questionar, assim como eu estou fazendo: “quem eu tenho colocado no paredão da minha vida, consciente ou inconscientemente?”

O paredão parece ser o local onde se dá a última chance para alguém se redimir, como um tribunal. Atitude de quem não é misericordioso e que esqueceu a Palavra de Deus que diz: “Quantas vezes devemos perdoar, até 7 vezes?’ Jesus respondeu: ‘Não te digo até 7 vezes, mas 70×7″, ou seja sempre.

Que essa cultura de paredão não tenha força sobre as nossas famílias. Lute pela sua família, pelos seus amigos, pelos que você ama. Família que reza unida, permanece unida!
A Igreja nos convida a, no domingo, fazermos comunhão com o próximo e com o Senhor, de uma forma mais profunda. Você já deve ter ouvido essa frase: “Domingo sem Missa, semana sem graças!” Domingo é o Dia do Senhor! Dia de irmos à Igreja para participarmos da Santa Missa, comungarmos o corpo de Cristo e a Sua Palavra, e nos encontramos com os irmãos. Nos unirmos para a oração. Comunhão é justamente essa união.


Domingo é o dia de estarmos em casa com a família, de encontrarmos os amigos, almoçar juntos, partilhar, conviver, passear. Dia para descansar, dar uma arrumada na casa e nas coisas pessoais. É o dia oportuno para vivermos a intimidade familiar. Passamos a semana inteira trabalhando, correndo de um lado pro outro, imersos numa vida agitada, porém, graças a Deus, nos é reservado esse dia, o domingo, para silenciarmos, acalmarmos um pouco e entrarmos na intimidade familiar, algo que durante a semana, devido a agitação, acabamos não realizando.

Retome o real significa do Domingo, Dia do Senhor! Dia do amor e não do paredão!
Deus abençoe,

Tamo junto!

Emanuel Stênio
Comunidade Canção Nova

09/02/2012

Hóstia: O que a palavra lhe sugere?

Os cristãos adotaram a palavra hóstia para referir-se ao Cordeiro

Certa vez, pensando sobre o "Sacramento da Caridade", me fiz a seguinte pergunta: Por que será que costumamos associar "eucaristia" com "hóstia".

Fala-se em adorar a hóstia, ajoelhar-se diante da hóstia, levar a hóstia em procissão (na festa de Corpus Christi), guardar a hóstia... Uma criança chegou certa vez para a catequista e perguntou: "Tia, quanto tempo falta para eu tomar a hóstia?" (Referia-se à primeira comunhão).

Tive então a idéia de ir atrás da origem da palavra "hóstia". Corri para um dicionário (aliás, vários), e me dei conta que esta palavra vem do latim. Descobri que, em latim, "hóstia" é praticamente sinônimo de "vítima". Ao animal sacrificado em honra dos deuses, à vítima oferecida em sacrifício à divindade, os romanos (que falavam latim) chamavam de "hóstia". Ao soldado tombado na guerra vítima da agressão inimiga, defendendo o imperador e a pátria, chamavam de "hóstia". Ligada à palavra "hóstia" está a palavra latina "hóstis", que significa: "o inimigo". Daí vem a palavra "hostil" (agressivo, ameaçador, inimigo), "hostilizar" (agredir, provocar, ameaçar). E a vítima fatal de uma agressão, por conseguinte, é uma "hóstia".

Então, aconteceu o seguinte: O cristianismo, ao entrar em contato com a cultura latina, agregou no seu linguajar teológico e litúrgico a palavra "hóstia", exatamente para referir-se à maior "vítima" fatal da agressão humana: Cristo morto e ressuscitado.

Os cristãos adotaram a palavra "hóstia" para referir-se ao Cordeiro imolado (vitimado) e, ao mesmo tempo ressuscitado, presente no memorial eucarístico.

A palavra "hóstia" passa, pois, a significar a realidade que Cristo mesmo mostrou naquela ceia derradeira: "Isto é o meu corpo entregue... o meu sangue derramado". O pão consagrado, portanto, é uma "hóstia", aliás, a "hóstia" verdadeira, isto é, o próprio Corpo do ressuscitado, uma vez mortalmente agredido pela maldade humana, e agora vivo entre nós feito pão e vinho, entregue para ser comida e bebida: Tomai e comei..., tomai e bebei...

Infelizmente, com o correr dos tempos, perdeu-se muito este sentido profundamente teológico e espiritual que assumiu a palavra "hóstia" na liturgia do cristianismo romano primitivo, e se fixou quase que só na materialidade da "partícula circular de massa de pão ázimo que é consagrada na missa". A tal ponto de acabamos por chamar de "hóstia" até mesmo as partículas ainda não consagradas!

Hoje, quando falo em "hóstia", penso na "vítima pascal", penso na morte de Cristo e sua ressurreição, penso no mistério pascal. Hóstia para mim é isto: a morte do Senhor e sua ressurreição, sua total entrega por nós, presente no pão e no vinho consagrados. Por isso que, após a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho e a narração da última ceia do Senhor, na missa, toda a assembléia canta: "Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus".

Diante desta "hóstia", isto é, diante deste mistério, a gente se inclina em profunda reverência, se ajoelha e mergulha em profunda contemplação, assumindo o compromisso de ser também assim: corpo oferecido "como hóstia viva, santa, agradável a Deus" (Rm 12,1). Adorar a "hóstia" significa render-se ao seu mistério para vivê-lo no dia-a-dia. E comungar a "hóstia" significa assimilar o seu mistério na totalidade do nosso ser para se tornar o que Cristo é: entrega de si a serviço dos irmãos, hóstia.

E agora entendo melhor quando o Concílio Vaticano II, ao exortar para a participação consciente, piedosa e ativa no "sacrossanto mistério da eucaristia", completa: "E aprendam a oferecer-se a si próprios (grifo nosso) oferecendo a hóstia imaculada, não só pelas mãos do sacerdote, mas também juntamente com ele e, assim, tendo a Cristo como Mediador, dia a dia se aperfeiçoem na união com Deus e entre si, para que, finalmente, Deus seja tudo em todos" (SC 48).

Frei José Ariovaldo da Silva, OFM
Mestre em Sagrada Liturgia, prof. Inst Teológico Petrópolis

08/02/2012

Droga, um problema de todos

Eu saí das drogas pela força do acolhimento

A drogadição é um problema que atinge a todos e é responsabilidade de todos. Hoje, nosso país, capitais, cidades e bairros, pouco a pouco, estão sendo tragados pelo tráfico e pela violência que a droga traz. Um dia, esse problema pode estar batendo à sua porta - seja porta de um barraco, mansão, loja, indústria, igreja, escola, escritório.

Ninguém pode dizer: "esse problema não é meu", pois esse problema já é nosso. Então, por que nós todos não nos envolvemos na solução dessa situação que nos corrói aos poucos? Porque, talvez, muitos ainda vejam o problema só nos jornais escritos e falados e não supõem que, no quarto ao lado, dormindo com eles, chegando da escola ou até mesmo rezando com eles, essa pessoa já esteja nas drogas.

Estamos presenciando uma cena triste nos últimos dias. Os moradores de rua da Cracolândia, de maneira violenta, estão sendo expulsos, espalhados para outros lugares de São Paulo. Esta é a solução? É óbvio que não. Estamos apenas transferindo o problema para outra rua, outro bairro ou até mesmo outra cidade. Fica claro que outros ocuparão o mesmo lugar.

A Igreja atua com experiência concreta há anos, como é o caso das fazendas de recuperação, como a Fazenda Esperança, experiências ainda pouco conhecidas, infelizmente!

Recentemente, preguei para 600 adictos, em recuperação, da Fazenda Esperança do Frei Hans, em Guaratinguetá (SP), e lá encontrei homens e mulheres sedentos de uma segunda chance. Encararam o processo de restauração sabendo que, sem Deus, isso não é possível. Agora, quando se fala em Deus nesse trabalho de recuperação, alguns céticos podem, por um momento, dizer ou pensar que são amadores ou espiritualistas fazendo a parte que lhes cabe. Até nos admiram pelo empenho e dedicação, mas não acreditam que essa seja a solução.

A Igreja pode auxiliar a sociedade e o próprio Governo no processo de recuperação. E digo isso com a experiência no resgate de pais de família, jovens, homens e mulheres que dão testemunhos de como saíram dessa armadilha.

Governo e Igreja juntos parece utopia. Mas, não o é! O Governo tem os recursos e a Igreja tem a experiência já testada e comprovada. Eu mesmo sou fruto dessa força do bem! Eu saí das drogas pela força do acolhimento e da espiritualidade que a Igreja me ofereceu.

Se consultadas, as pessoas que estão há anos nesse trabalho trariam aos Governos, Nacional, Estadual e Municipal, uma “luz no fim do túnel”. Cuidaríamos dos doentes e eles cuidariam das fronteiras, do comércio ilegal de armas, carros roubados que são trocados por cocaína nas fronteiras, entre outros.

Usar da violência contra pessoas que estão doentes não é a solução. A repressão e a força, bem canalizadas, dão resultado, mas quando mal colocadas denigrem o ser humano. Acabam com o pouquinho de dignidade que lhe resta. Eu acredito que podemos vencer as drogas se nos unirmos. Nessa luta, repito: JUNTOS - Igreja e Governo – teremos a solução!

Dunga
Missionário da Comunidade Canção Nova

07/02/2012

Perseverar é preciso

Os homens que fizeram história não desistiram no meio do caminho

Quando o assunto é perseverança, lembro-me de algumas lições que aprendi quando ainda era criança. Como morava em sítio distante da cidade, costumava caminhar muito e era normal fazer até viagens mais longas a pé. Por isso, era preciso sair de casa bem cedo para evitar o sol forte durante a caminhada. Recordo-me, por exemplo, de quando iámos em família visitar minha avó.

Tudo era festa, eu e minhas irmãs, também crianças, vivíamos com expectativa a preparação para essa viagem que tinha sempre data marcada com antecedência. Junto com a nossa mãe, pensávamos em tudo, inclusive nas coisas gostosas que iríamos comer, nos primos que nos esperavam para brincarmos juntos, etc.

Ainda sinto o cheiro do orvalho daquelas manhãs de verão, os primeiros raios do sol nos enchiam de força e alegria para começar a viagem. Mas o interessante é que a empolgação, que trazíamos no início do trajeto, aos poucos ia se desvanecendo e logo começavam a aparecer os primeiros sinais de desânimo. Lembro-me de que nos segurávamos ao máximo para não começar a reclamar do cansaço, mas, quando uma falava, as outras seguiam suas queixas que, em geral, eram relacionadas à distância, à demora e a tantas outras justificativas que apresentávamos como razão para desistirmos da viagem. Nessas horas minha mãe, com sua simplicidade e pedagogia própria da maternidade, nos dava lições de perseverança.

Geralmente nos sugeria uma pausa na qual nos alimentava, nos dava água e nos motivava, fazendo-nos lembrar que nossa avó já estava diante da porta da casa à nossa espera, que ela tinha feito várias coisas para nós. Dessa forma, ela nos ajudava a perceber que, afinal, já não estávamos assim tão distantes, pois já havíamos caminhado até ali. Regressar seria também cansativo e não nos traria felicidade. As palavras dela eram como injeção de ânimo para nós. Recomeçávamos a viagem animadas e, quase sem perceber, íamos nos apoiando na esperança que acabara de ser semeada em nossos corações.

Nestes dias, em meio às lutas próprias da missão, tenho pedido a Deus a graça da perseverança e Ele me fez lembrar das lições de minha mãe, além de acrescentar algumas outras... Perseverar é preciso, principalmente na vida cristã!

Já é de nosso conhecimento que o fracasso na vida de muitas pessoas deve-se ao fato de começarem seus projetos e não os terminarem, ou seja: falta de perseverança. Os homens que fizeram história e realizaram sonhos são os que não se renderam ao desânimo no meio do caminho, mas seguiram até o fim, mesmo cansados. Podemos recorder, por exemplo, Thomas Edson, que, segundo a história, tornou-se, depois de inúmeras tentativas fracassadas, o criador da lâmpada elétrica para o bem da humanidade. Outro exemplo bem próximo de nós é o do monsenhor Jonas Abib, quantas vezes ele sofreu o peso da responsabidade e até mesmo foi aconselhado a parar com relação à fundação da Canção Nova. Já pensou se ele não tivesse perseverado? E não faltam exemplos de perseverantes vencedores; que diga o testemunho dos santos.

É certo que nossa vida é uma viagem passageira por este mundo e o destino é a Casa, não da avó, mas do Pai Eterno, que desde sempre nos ama e está à nossa espera. Por isso é preciso nos conservar firmes e constantes nos propósitos que nos conduzem aos ideais; e no caso da vida cristã: que nos conduzem à vontade de Deus.

O cansaço, às vezes, nos assola, o “sol forte” dos acontecimentos pode nos tirar as forças. Muitas vezes, precisamos até parar um pouco para nos recompor e reencontrar as inspirações iniciais para que possamos seguir em frente, mas sem voltar atrás. Como explicava minha mãe: desistir também tem seu preço e não nos traz felicidade.

Que hoje seja um dia de retomada em nossa caminhada em todos os aspectos de nossa vida! A Palavra do Senhor, que partilho com você neste sentido, é um conselho do apóstolo Paulo para a comunidade de Coríntios:

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão" (I Cor 15, 58).

Estou unida e rezo por você!

Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com

06/02/2012

A Boa Notícia

Ela não provoca medo, mas conversão

O anúncio feito por Cristo é a Boa Notícia, que suscita um processo de transformação e de passagem para o novo. É saída do antigo, do comodismo e infertilidade para assumir posturas comprometedoras com as exigências da história. Na visão bíblica e cristã, o antigo é pautado por atitudes de pecado, de injustiças e desamor. A conquista do novo é o encontro com as propostas do Reino de Deus, a abertura do coração para a beleza da vida e a presença da graça de Deus em quem a reconhece.

No mundo antigo, a Palavra anunciava castigo para as cidades e povos infiéis a Javé. Nínive, por exemplo, foi ameaçada de destruição, caso não seguisse os conselhos de Jonas. Mas o seu povo foi capaz de experimentar o novo ao mudar de vida.
A Palavra hoje não anuncia catástrofes, mas a chegada da plenitude dos tempos. É como dizer: “o tempo está cumprido”. Aconteceu o nascimento de Jesus Cristo, a chegada do novo. É a chegada do “fim dos tempos”, e não “fim do mundo”.

As catástrofes naturais, enchentes, destruições, perda de pessoas e bens naturais, não significam a chegada do fim do mundo, como está na mente de muita gente. É o curso natural do tempo. O aquecimento global pode ajudar nesse processo.

A Boa Notícia não provoca medo, mas conversão. Ela exige fé e compromisso ativo na comunidade. O povo da cidade de Nínive entendeu a mensagem do profeta Jonas. Ela era a capital dos gentios. Deus guia ao bom caminho os pecadores.

A pregação de Jonas foi a imagem da pregação de Jesus. Em Cristo acontece a “irrupção do Reino de Deus”. Ele não anuncia catástrofe, mas a Boa Nova do Reino. Fez isso como Filho de Deus, convocando as pessoas para a conversão e a esperança.
Conversão é diferente de fazer penitência. Não à base do medo e do castigo, mas de fé na Boa Nova e de experimentar a presença de Deus na vida. Isso faz do convertido discípulo-missionário e “pescador de homens”.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto

03/02/2012

O amor tem seu tempo

Sonhos são muito bonitos nas novelas; na vida real, os caminhos não são prontos

A urgência dos nossos dias nos faz pensar exatamente na urgência do amor. Quando o sentimento se faz presente entre duas pessoas é muito comum a necessidade imediata de dizer: “Eu te amo”. Algumas pessoas dizem: “Que loucura! Isso não é amor”; outras afirmam: “Pra que esperar, eu amo e digo!”.

Avaliar nossos sentimentos e todas as implicações que ele envolve também nos faz pensar que os caminhos para o amor nunca são ou estão prontos, mas certamente, passam por nossa maturidade.

A maturidade biológica nem sempre está relacionada à maturidade psicológica. As expectativas dos pais nem sempre serão concretizadas nos desejos dos filhos. Da mesma forma, o que foi vivido no passado nem sempre será válido para as experiências atuais.

Os gregos diziam que amor é “uma questão de despertar para a vida” e, com isso, nem todos despertam ao mesmo tempo, nem esperam as mesmas coisas ou se satisfazem com as mesmas coisas.

Quando se acelera o processo do amor, muitas vezes, se “mata” esse sentimento. É por isso que as pessoas não podem se casar porque os pais delas se admiram, porque as famílias se dão bem ou porque o (a) namorado (a) tem ou não tem um status, ou um tipo de estudo.

Amor requer tempo, conhecimento, – reconhecimento do que gosto ou não –, das minhas limitações e da limitação do outro.
Amor é como uma construção: escolhe-se o terreno, as fundações e a base para que a obra seja realizada, os tijolos vão sendo colocados um a um, até que a casa seja coberta e todo o acabamento interior seja feito. Depois virão os jardins, os detalhes, os cuidados.

E é por isso que o amor não pode ser urgente: uma casa feita às pressas, com material de qualidade inferior, tende a cair antes do tempo. Imaginem se os tijolos desta casa, que é o amor, forem assentados com areia e água?

Sonhos são muito bonitos nas novelas, mas, na vida real, os caminhos não são prontos. Os caminhos de um casal se fazem pela descoberta das alegrias e das tristezas que os dois podem viver. Estes se fazem ainda pela capacidade de reconhecer no outro aquele que me faz feliz, mas não apenas a única pessoa do mundo que me faz feliz, mas que me completa em parte da vida, que é muito mais do que apenas uma pessoa ou um único motivo.

“Quem quer o amor precisa dar tudo o que tem para possuí-lo (Mt 13,44)” e é por isso que o amor exige dedicação e decisão.

Se você ainda não está pronto para isso, pense se não é tempo de se autoconhecer para conviver com o amor, mas também não espere que esteja 100% pronto para vivê-lo, pois a perfeição não existe, ainda mais quando falamos de seres humanos.

E lembre-se: para tudo existe um tempo: amor, afetividade, sexualidade, cada um deve e precisa acordar em seu tempo, até mesmo para que as experiências fora do tempo e erradas não se tornem marcas negativas no futuro.

Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com

02/02/2012

Como surgiu o Cristianismo?

"Desde que o homem existe sobre a face da terra ele procura por Deus. Aristóteles já dizia que 'o homem é um ser religioso'. Não há povo na Antiguidade que não tenha cultuado seus deuses, com cultos os mais diversos e estranhos. Uns adoravam o sol e as estrelas como deuses; acreditavam, como ocorria na Babilônia, que os astros eram deuses que guiavam os destinos dos homens. Outros ofereciam a muitos deuses cultos sangrentos de vítimas humanas, como os astecas e maias da América Central, que acreditavam que os deuses se alimentavam do sangue dessas vítimas. Então, eram milhares de virgens e prisioneiros sacrificados nas pirâmides do México para conseguirem dos deuses os seus favores. Graças a Deus tudo isso terminou quando aqui chegaram os espanhóis católicos.

Em toda a história humana vemos o homem buscar muitos deuses e a eles sacrificar o melhor que tinham buscando a proteção dessas divindades. Assim foi com os cartagineses, romanos, gregos, celtas, persas, egípcios, bárbaros germânicos e árabes, chineses, entre outros. Entre todos eles proliferavam os deuses, os cultos, os sacrifícios, etc.

No decorrer dos séculos, por volta de 1.800 anos antes de Cristo, surgiu um povo novo, diferente, monoteísta, o único na face da terra que adorava um único Deus, Javé, Senhor absoluto do céu e da terra, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Guiado por Deus esse povo cresceu, viveu no Egito cerca de 400 anos e veio para a Palestina, terra que Deus lhe havia preparado. Aí estabeleceram a fé hebraica em um único Deus, que prometia um Salvador para os libertar de seus pecados. Toda a vida anterior desse povo foi apenas uma prefiguração da liberação que deveria acontecer, não da escravidão dos inimigos, mas do pecado. Esse povo que adorava ao Deus invisível ofertava-Lhe sacrifícios de animais: touros, ovelhas, pombos e outras ofertas em reparação de seus pecados. Havia o chamado “holocausto perpétuo”, um cordeiro de um ano, puro e sem defeito, imolado ao nascer do dia, às 6 horas da manhã, e ao findar às 6 horas da tarde, em expiação dos pecados do povo. Era apenas uma prefiguração do grande e único sacrifício, que o próprio Filho de Deus, feito homem, ofereceria a Deus pelo resgate de todos os homens de todos os tempos e lugares, uma vez para sempre.

Assim surgiu o Cristianismo; a vinda prometida do Messias, que seria o verdadeiro “Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo” (cf. Jo 1,29), foi preparada por quase dois mil anos e anunciada pelos profetas, desde Isaías, setecentos anos antes de Sua chegada no Natal. Com riqueza de detalhes os profetas anunciaram a chegada, a vida, os milagres e os sofrimentos do Senhor. Ele nasceria da tribo de Judá, da Casa de Davi, em Belém, seria Nazareno, e seria esmagado por causa de nossos pecados.

Então, “na plenitude dos tempos” (cf. Gálatas 4,4), quando o mundo estava maduro, no auge do Império Romano, o maio império que a humanidade conheceu, no apogeu do brilho de César Augusto, Jesus Cristo nasceu em Belém, pobre e desamparado, mas acolhido por um belo casal que Deus preparou: José e Maria. No seu nascimento os anjos cantaram o “Gloria in excelsis Deo” e os pobres pastores de Belém adoraram o Menino Jesus; eram os representantes do Seu povo hebreu. Dias depois chegaram os Três Magos do Oriente, representado todos os povos não judeus, pagãos. Adoraram o Menino e Lhe deram presentes: ouro para o Rei, incenso para o Deus e mirra para o Cordeiro, que seria imolado um dia. Aí começou o Cristianismo.

Na vida adulta, depois do Batismo no Jordão e de vencer o tentador no deserto, Cristo começou a pregar o Evangelho, a Boa Nova de Deus, o anúncio do Reino do Céu entre os homens. No Sermão da Montanha Ele deu a Carta Magna do Rei de Deus, e com Seus inúmeros milagres mostrou a Sua divindade e as "credenciais" divinas que trouxe do Pai. Incompreendido e maltratado, odiado e invejado, foi morto pelos doutores da lei e autoridades romanas, mas como tinha prometido, ressuscitou ao terceiro dia. Com Sua morte destruiu o pecado e a morte e garantiu a todos que creem no Seu nome a vida eterna. Com Seu Sangue apagou nossos pecados e nos apresentou, perdoados, diante da justiça de Deus. Quem viver os Seus Mandamentos e se alimentar dos Seus Sacramentos e fizer a vontade de Deus terá como recompensa a vida eterna na companhia de Deus.



Jesus foi claro sobre a Sua Pessoa; eu sou o Filho de Deus, Ele confessou isso diante de Pilatos. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; quem vive comigo anda na luz; sem mim nada podeis fazer; quem não está comigo está contra mim. Só mesmo alguém, que é Deus, pode fazer tamanhas exigências. É por isso que São Pedro disse aos judeus que “não nos foi dado outro nome debaixo do céu no qual tenhamos salvação” (cf. At 4,12). Só Jesus pode nos salvar, porque somente Ele pode oferecer à Justiça divina um resgate infinito pelos pecados dos homens, ninguém mais.

E para que pudéssemos caminhar com Ele, ficou entre nós na Eucaristia para que não desfaleçamos no caminho do céu. Ressuscitado caminha conosco a cada dia. Esta é a fé dos católicos.

Muitas são as religiões no mundo todo, e todas as crenças devem ser respeitadas, mas para nós cristãos não há salvação fora de Jesus Cristo e de Sua santa Igreja. Que, no Dia Mundial da Religião, todos se respeitem e dialoguem, mas que ninguém ouse fazer violência em nome de Deus, porque Ele é amor".


Professor Felipe Aquino
Pregador e escritor católico e apresentador do
"Pergunte e responderemos" e "Escola da Fé" da TVCN.

01/02/2012

A quem muito foi dado, muito será pedido

A má administração das qualidades gera os defeitos

Nem sempre se reflete bastante sobre a advertência de Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido” (Lc 12,48). O ser humano vive inundado nos dons divinos: a existência, a família, os amigos, as qualidades físicas, intelectuais e morais, os bens materiais, a conservação da vida, as numerosíssimas graças espirituais, o perdão diuturno, enfim, um oceano de dádivas. Não se deve desperdiçar impunemente tudo que se recebe do Criador. O notável psicólogo francês René Le Senne, com muita razão, afirmou que todos possuem qualidades inestimáveis.

A má administração dessas qualidades gera os defeitos por não se procurar o equilíbrio psicossomático. Célebre o dito de Sócrates, filósofo grego: “Conhece-te a ti mesmo”. Cada um tem um perfil caracterológico bem determinado e precisa colocar seus dotes a serviço próprio e dos outros. Um dos mais lamentáveis erros é o da baixa autoestima, fruto da depreciação das próprias habilidades, o que concebe a inveja. Disso resulta, outrossim, a ingratidão para com Deus, não Lhe agradecendo os bens recebidos. Lembra São Tiago: “Toda dádiva perfeita vem do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1,16). Eis por que diz o Livro do Eclesiastes: “Que alguém coma e beba e goze do seu trabalho é dom de Deus” [...] E quem recebeu de Deus riquezas e bens e a possibilidade de gozar deles, desfrutar-lhes a sua parte e alegrar-se entre os seus cuidados, também isso é dom de Deus! (Ec 3,13. 5,18).

O Espírito Santo comunica carismas especiais aos seguidores de Cristo, como São Paulo enumera em suas várias cartas. O dom da profecia, que é a capacidade peculiar de denunciar os erros, o dom do serviço, do ensinamento, da coragem, da generosidade, da misericórdia, do discernimento dos espíritos. As diversas pastorais oferecem oportunidade para o exercício e desenvolvimento dessas capacidades colocadas para o bem do próximo. Cada um, além disso, tem uma vocação específica e nas diversas profissões pode e deve trabalhar para si e para os outros. Como diz o ditado, é preciso sempre “o homem certo no lugar certo”.

As capacidades humanas, porém, se desenvolvem como Deus previu para cada um, quando se confia inteiramente n'Ele, pedindo-Lhe força para bem executar as tarefas cotidianas. Cumpre fazer bem, com todo o empenho, a ocupação de cada instante e, aliás, sábia a diretriz “Age quod agis”, do poeta grego Xenofanes. Não se mede nem se avalia uma existência pelo número de anos, nem pelo período histórico, mas, sim, pela vivência plena e intensa, repleta de ações que perenemente repercutirão. Bem afirmou Vieira: “Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los”.

As ações são, em verdade, os dias e é por elas que têm valor os anos, sempre cada um se lembrando de que “a quem muito foi dado, muito será pedido”. O viver em plenitude cada instante é o segredo da verdadeira vida. O importante é viver bem, cultivando os dons recebidos de Deus. Eis porque Horácio, poeta latino, lançou esta sentença: “Carpe diem, quam minimum credula postero” – aproveita o dia presente e não queiras confiar no de amanhã. Escrivá dá este conselho: “Que a tua vida não seja estéril. Sê útil. Deixa rasto”. Goethe dá o motivo: “Cada momento, cada segundo é de um valor infinito, pois ele é o representante de uma eternidade inteira”. Ideia já expressa por Apuleio: “tempus aevi imaginem” – o tempo é a imagem da eternidade.

Virgílio advertiu que não se pode dissipar o tempo: “Fugit irreparabile tempus” – foge o irreparável tempo. Razão teve Riminaldo ao escrever: “Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra, depois de solta mão; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado”. Tudo isso merece uma reflexão profunda, pois cada um de nós dará um dia contas a Deus do tempo e das dádivas d'Ele recebidos e Jesus alertou “a quem muito foi dado, muito será pedido”.

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana - MG